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21
Nov

“Você é o que você assiste” - diz estudo

   Postado por: admin    in Notícias, Psicologia

Acabei de ler esta notícia, e como ela tem muito a ver com o outro post que escrevi aqui essa semana, sobre “Pessoas infelizes assistem mais TV“, resolvi fazer mais um pequeno comentário sobre o assunto.

O estudo em questão aqui concluiu que adolescentes com maior exposição a mídias violentas, tendem a apresentar comportamento agressivo/violento. Claro que o estudo é ainda preliminar, há muito ainda a ser pesquisado. Mas a história de que filmes, seriados e principalmente videogames violentos podem influenciar de alguma maneira um jovem a ser violento sempre me intrigou. Na verdade, acredito que o maior problema das mídias violentas não é o tornar alguém agressivo, mas o tornar alguém INSENSÍVEL aos efeitos da agressão e da violência. Pois agressão e violência são coisas que existem na Natureza - veja por exemplo os documentários do Discovery Channel, Animal Planet ou NatGeo sobre “África Selvagem”, “Grandes Predadores” e filmagens do tipo. É chocante. E não estou falando da maneira como os carnívoros caçam para se alimentar, mas das disputas entre machos por fêmeas, disputas por territórios etc. Entre os cães por exemplo, existem “assassinatos” (mortes sem motivo algum, como acontece entre os humanos). E acredito que o verdadeiro problema não é exatamente a violência (que dentro de certos limites é algo natural), o problema mesmo é o fato de que as gerações mais novas estão cada vez mais “acostumadas” com brutalidades e agressões cruéis, a ponto de isso se tornar quase “normal”. Vide o sucesso de franquias como “Jogos Mortais” (entre outras que tentam surfar a mesma onda de sucesso). A campanha de marketing de um dos últimos filmes lançados dessa série foi colocar bolsas de sangue do ator principal espalhadas em outdoors nos EUA. Acho que nem preciso dizer o quanto isso é pertubador e doentio, certo? E pensar que o filme “O Exorcista” chocou alguém nos anos 70…

Os videogames também podem ser incrivelmente pertubadores. E o problema é o mesmo. Não é o videogame que vai te deixar violento. O problema é que o videogame, (dependendo dos jogos que a pessoa joga com mais freqüência, é claro) também pode treinar uma pessoa a ficar insensível aos efeitos da violência. Isso se vê claramente com a “evolução” no sensacionalismo da mídia televisiva. Em alguns países (e o Brasil já está quase chegando lá) uma reportagem de TV sobre um assassinato, espancamento ou suicídio não poupa esforços para mostrar aos telespectadores cada quadro da tragédia. Alguns repórteres chegam ao absurdo de tentar levantar o lençol que cobre um corpo, tudo para aumentar a audiência. E essa audiência está cada vez mais “exigente”, no que diz respeito aos detalhes das tragédias.

Acredito que só há uma possibilidade real de um filme, videogame, seriado ou o que for, influenciar um tipo de comportamento agressivo numa criança ou jovem, quando já existir uma “semente” de violência dentro desta criança ou jovem (seja por motivos emocionais, psicológicos ou psicopatológicos). Na verdade, alguns filmes e videogames são verdadeiras “escolas” para pessoas com algum tipo de perturbação emocional/psicológica. Uma pessoa potencialmente perigosa tem muito a aprender assistindo “Jogos Mortais” ou jogando “GTA”. Mas não acredito que alguém se torne um assassino ou uma pessoa violenta só por isso. O filme ou o jogo podem até serem as “musas inspiradoras”, mas a responsabilidade dos próprios atos, a escolha de agir de uma maneira e não de outra, continua sendo do próprio indivíduo (falo no sentido de um indivíduo considerado mental e emocionalmente “são”).

Vamos ao estudo:

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Da BBC Brasil

Um estudo em grande escala mostrou vínculos claros entre violência na mídia e violência real entre adolescentes. O trabalho, de pesquisadores da Rutgers University, em Newark, nos Estados Unidos, concluiu que “você é o que você assiste”, pelo menos quando se trata da população jovem.

A pesquisa, que será publicada na edição de fevereiro de 2009 da revista científica Journal of Youth and Adolescence, mostra que mesmo levando-se outros fatores em consideração - como talento acadêmico, exposição à violência na comunidade ou problemas emocionais - a “preferência por mídia violenta na infância e adolescência contribuiu significativamente para a previsão de violência e agressão em geral” nos participantes do estudo.

A relação entre violência na mídia e comportamento violento tem sido reconhecida por especialistas nos últimos 40 anos.

Entretanto, grande parte das pesquisas sobre o assunto foi feita em laboratório, com pouca ênfase na documentação de vínculos entre a violência na mídia e a prática de atos sérios de violência ou de comportamento anti-social na vida real, diz o pesquisador Paul Boxer, responsável pelo estudo.

Outro problema dos estudos anteriores, segundo Boxer, é que eles não levaram em conta outros fatores que influenciam o comportamento das crianças, como a exposição a comportamento violento ou agressivo na escola, tendências psicopatas ou outros problemas emocionais.

“Mesmo em conjunção com outros fatores, nossa pesquisa mostra que violência na mídia reforça o comportamento violento”, disse.

“Na média, adolescentes que não foram expostos à violência na mídia não são tão inclinados ao comportamento violento”.

Estudo

Como parte do estudo, Boxer e sua equipe entrevistaram detalhadamente 820 adolescentes do Estado americano de Michigan. Destes, 430 eram alunos do ensino médio de comunidades rurais, suburbanas e urbanas. Outros 390 eram delinqüentes juvenis detidos em instituições municipais e estaduais.

Os adolescentes estavam distribuídos de forma equilibrada entre os sexos masculino e feminino.

Pais ou guardiões de 720 deles também foram entrevistados, assim como os professores ou funcionários que lidavam com 717 dos jovens.

Cada participante disse quais eram seus programas favoritos de TV, filmes e jogos de vídeo ou computador durante a infância e a adolescência.

Eles também foram indagados se haviam se comportado de forma anti-social, por exemplo, jogando pedras ou usando armas.

Os pesquisadores investigaram ainda a exposição dos jovens a agressão ou violência, assim como problemas emocionais. Pais, guardiões e professores também foram entrevistados sobre o comportamento que haviam observado nos jovens.

Depois de coletar e analisar os dados, os pesquisadores concluíram que índices altos de exposição a programas violentos “aumentava significativamente a possibilidade de prever tanto violência como agressão em geral”.

Além disso, “mesmo aqueles que tinham baixos índices em outros fatores de risco, a preferência pela mídia violenta era uma indicação de comportamento violento e agressão em geral”.

Boxer acredita que os resultados do estudo podem ser usados para avaliar, intervir e tratar jovens que demonstram comportamento agressivo. E diz que mais pesquisa é necessária, como analisar o impacto no comportamento quando videogames interativos violentos são banidos.

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18
Nov

Pessoas infelizes assistem mais TV - diz estudo

   Postado por: admin    in Notícias, Psicologia

Há um tempo atrás eu havia traduzido algumas partes de um capítulo do livro de James Ray, sobre como “alimentamos a nossa mente“. Agora saiu um estudo ligando infelicidade à muitas horas em frente a TV. Bem, na verdade essa é uma conclusão um tanto óbvia. Uma pessoa que se sente feliz e realizada jamais perderia tanto tempo de vida assistindo à simulações de vidas alheias (como novelas/séries/filmes), enchendo a cabeça com calamidades (como os telejornais) ou se entorpecendo com jogos e brincadeiras de programas auditório.

Evidentemente que a TV também proporciona alguma programação mais educativa e edificante (como os documentários ou alguns tipos de filmes e séries), mas nem preciso dizer que isso é a exceção, não a regra, certo? Normalmente a TV induz as pessoas à generalizações de comportamentos (a velha história da “massificação”), passividade intelectual e aceitação de coisas absurdas (”modas”, gírias, padrões de beleza, opiniões precipitadas, limitadoras ou distorcidas) além de levar embora algumas horas da sua vida que não voltarão nunca mais. Na hora que você está assistindo à TV pode parecer muito divertido. O problema é depois, nos efeitos de médio e longo prazo que todo o tempo perdido em frente a tela terão sobre a sua vida.

Ah, alguns comparam a TV com o computador, no sentido de que esse último induziria aos mesmos problemas. Bem, uma coisa nada tem a ver com a outra. O computador não te deixa passivo com relação ao que você vê/lê. Não há como usar um computador sem interação. É o usuário quem decide o tema de sua procura,  ele não fica sujeito (e assim limitado) ao que a TV oferece como programação. Além do que, na Internet por exemplo, à respeito de um único tema você pode acessar uma imensidade de opiniões e pontos de vista diferentes e assim concluir o que bem entender a respeito do tema em questão. Fora o fato de que se pode discutir assuntos em fóruns e chats, ler livros e artigos online, comentar em blogs e sites ou criar o seu próprio blog ou site e expressar a sua opinião sobre o que quiser. Nada disso é proporcionado por uma TV. Mas como tudo o que é demais faz mal (até água e oxigênio!) é sempre bom dosar com cuidado as horas que se passa em frente ao PC e mais ainda o conteúdo que se pesquisa. Por que a Internet também pode proporcionar muito lixo e perda de tempo.

E vamos ao estudo, retirado do site de notícias Terra:

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Um estudo feito por sociólogos americanos concluiu que pessoas infelizes assistem mais televisão, enquanto pessoas que se consideram felizes lêem mais e têm vida social mais ativa.

O trabalho foi publicado na edição de dezembro da revista científica Social Indicators Research.

Os pesquisadores, da Universidade de Maryland, na cidade de Baltimore, basearam suas conclusões em pesquisas realizadas ao longo de 30 anos nos Estados Unidos.

Com base nesses estudos, eles ainda concluíram que as horas que a população passa em frente à televisão podem aumentar com a crise econômica.

Três décadas

Os sociólogos John P. Robinson e Steven Martin, da University of Maryland, analisaram dados de quase 30 mil adultos que participaram de estudos sobre o uso do tempo e sobre comportamento social feitos entre 1975 e 2006.

Nos estudos sobre como as pessoas usam seu tempo, os participantes foram convidados a escrever diários relatando suas atividades durante um período de 24 horas, indicando quão prazerosas foram cada uma delas.

As pesquisas sobre comportamento social, ou General Social Surveys, também usadas como base para o presente estudo, indagaram aos participantes, durante anos consecutivos, quão felizes se sentiam e como passavam seu tempo, além de outras questões.

Robinson e Martin verificaram que, em relação ao hábito de assistir TV, os dois tipos de estudos apresentaram resultados diferentes.

De acordo com as General Social Surveys, pessoas que se consideram infelizes assistem em média 20% mais televisão do que pessoas muito felizes. Em suas conclusões, os pesquisadores levaram em conta características individuais como educação, salário, idade e estado civil.

As pesquisas também revelaram que pessoas que se descrevem como felizes são mais ativas socialmente, participam mais de serviços religiosos, votam com mais freqüência e lêem mais jornais.

As informações obtidas a partir dos diários descrevendo como as pessoas passavam o tempo, no entanto, revelaram um quadro diferente.

Escrevendo em tempo real, no mesmo dia em que as atividades aconteceram, os participantes parecem ver o ato de assistir televisão de forma mais positiva.

Segundo Robinson, embora os telespectadores digam que a TV de forma geral é um desperdício de tempo e uma atividade não particularmente agradável, muitos acrescentam que os programas vistos “foram muito bons”.

Satisfação a longo prazo

Os autores do estudo concluíram, desta forma, que assistir televisão pode contribuir para a felicidade do telespectador naquele momento, porém, há menos efeitos positivos a longo prazo.

“A TV não parece realmente satisfazer as pessoas a longo prazo da maneira como o envolvimento social ou a leitura de um jornal o fazem”, disse Robinson, um pioneiro em estudos sobre como as pessoas passam seu tempo.

“Ela é mais passiva e pode oferecer um escape - especialmente quando as notícias são deprimentes”.

“Os dados indicam que o hábito de ver TV pode oferecer prazer a curto prazo, mas causam mal a longo prazo.”

Baseado em dados colhidos pelas pesquisas sobre o uso do tempo, Robinson prevê que a população deva assistir mais televisão durante o período de crise econômica.

“À medida que as pessoas têm progressivamente mais tempo em suas mãos, as horas em frente à TV aumentam”.

Ele acrescenta que um pouco do tempo extra também poderá ser preenchido dormindo.

“(Depois da televisão) o sono pode ser o segundo grande beneficiário da perda de emprego ou da redução nas horas de trabalho”.

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