Posts Tagged ‘maturidade’

“Não pergunte pelo que o mundo precisa. Pergunte o que faz você sentir-se cheio de vida, e vá fazer isso. Porque o que o mundo precisa é de pessoas que estão cheias de vida.”

- Howard Thurman (traduzido por mim)

Já tratei do tema “seja responsável” aqui no blog em outro post, com um dos melhores textos que já li do Osho (clique aqui para lê-lo), mas como não me canso deste assunto, ainda mais nos dias de hoje, em que parece ser cada vez mais raro de se encontrar pessoas que se responsabilizam pelas suas vidas, atos e palavras (sem querer parecer caótica, às vezes penso que as novas gerações já estão perdidas nesse sentido…vide o fato de que a cada geração o amadurecimento psicológico está ficando cada vez mais tardio, apesar de estarem mais inteligentes e terem mais liberdade de expressão e acesso a conhecimento). O texto de hoje foi retirado do livro Harmonic Wealth (”Prosperidade Harmônica“) de James A. Ray e trata do se tornar responsável por absolutamente tudo que acontece em sua vida. Traduzido por mim.

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Quando descobrimos alguma coisa errada, temos duas escolhas: Podemos reclamar e culpar ou podemos mudar. Eu aprendi a não me bater mais porque isto é uma vibração negativa, e dando atenção a esses erros, eu puxo mais disso em minha direção, com força magnética. É muito mais produtivo perguntar, “O que eu aprendi? Como posso aplicar isso? O que farei de maneira diferente da próxima vez?” E então seguir em frente.

Agora, isto não significa que eu não me desculpo ou ajusto meu comportamento quando faço algo que magoa alguém. Isto é somente parte do ser responsável pelas suas ações. Parece tão simples, e mesmo assim não é  norma para as pessoas tomar responsabilidade pessoal pelos seus resultados e pelas suas ações. Se fosse, o mundo iria mudar, não somente no nível pessoal, mas em todos os níveis, incluindo o governamental. Todos estão sempre colocando a culpa em alguma coisa ou em alguém. Se cada pessoa ao redor do globo praticasse o tomar responsabilidade por suas ações - ser totalmente responsável pelos resultados que obtém - o mundo seria transformado.

Lembre-se, se você pensa que os problemas da sua vida estão lá fora, este mesmo pensamento é o problema pois você está desperdiçando o seu poder. Você está dizendo, “é o meu marido, é a minha esposa, é o meu chefe, é o meu ambiente, é o meu salário, é o meu governo”. É infinito. Ser totalmente responsável não é uma mentalidade popular. Muitas vezes o caminho mais fácil, o caminho da vítima, é a escolha popular. É sempre mais fácil colocar a culpa em algo fora de si. Pelo menos no curto-prazo. À longo-prazo, brincar de vítima é enfraquecedor e o leva a nada no mundo dos resultados. Lembre-se que atenção é igual a amor. Quando você banca a vítima, você alimenta a vítima e o universo envia mais oportunidades para você ser uma.

O autor Wayne Dyer disse uma vez, “Se os nossos problemas fossem causados por outras pessoas, nós gastaríamos uma fortuna mandando-as ao psiquiatra”. Meio bobo, não é? Outro exemplo simples disso é quando você escuta alguém reclamando de outra pessoa. Quem ela está definindo? A outra pessoa? Eu acho que não.

Ser responsável necessita coragem. É necessário coragem para tomar responsabilidade por coisas que acontecem ao seu redor. Vamos falar em ser totalmente responsável por cada coisa em nossas vidas. Sim, você leu certo - tudo - mesmo quando não é nossa culpa. Porque você já deve saber a essa altura que a vida não tem nada a ver com culpa, certo? Tem a ver com resultados. Você sempre irá experienciar os melhores resultados quando se tornar totalmente responsável. Somente quando você se tornar responsável por tudo em sua vida é que você poderá ser responsável para mudar qualquer coisa. Tudo é sua responsabilidade; nada é sua culpa.

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26
Aug

Vivendo sem medo

   Postado por: admin    in Lei da Atração, Livros & Literatura, Osho, Psicologia

Osho, sobre tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, motivados pelo medo. Traduzido por mim.

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Vivendo sem medo

Eu sinto como se houvesse uma armadura ao meu redor, que me impede de me aproximar mais das pessoas. Eu não sei de onde ela vem. Como dissolvê-la?

Todo mundo tem esse tipo de armadura.

Há razões para isso. Primeiramente, a criança nasce tão completamente indefesa num mundo em que nada sabe. Naturalmente, ela tem medo do desconhecido que a cerca. Ela ainda não esqueceu aqueles nove meses de proteção, segurança absolutas, onde não havia problema, responsabilidade ou preocupação com o amanhã.

Para nós esses são apenas nove meses, mas para a criança são a eternidade. Ela não sabe nada do calendário, nem das horas, minutos, dias, meses. Ela viveu uma eternidade em absoluta segurança e proteção, sem nenhuma responsabilidade, e então subitamente é lançada a um mundo desconhecido, em que depende de tudo dos outros. É natural que ela sinta medo. Todos são maiores e mais poderosos, e ela não consegue viver sem a ajuda de outros. Ela sabe que é dependente; perdeu sua independência, sua liberdade. Pequenos incidentes podem ter dado a ela um gostinho da realidade que irá enfrentar no futuro.

Napoleão Bonaparte foi derrotado por Nelson, mas, de fato o crédito não deveria ir para Nelson. Napoleão Bonaparte foi derrotado por um pequeno incidente de sua infância. A História não olha para as coisas dessa maneira, mas para mim está absolutamente claro.

Quando ele tinha apenas seis meses de idade, um gato selvagem pulou nele. A criada que estava cuidando dele havia saído para fazer algo na casa; ele estava no jardim no ar fresco e sol da manhã, deitado, e o gato selvagem pulou em cima dele. O animal não o machucou - talvez estivesse apenas querendo brincar - mas para a mente da criança isso foi quase a morte. Desde então, ele não temia leões ou tigres, poderia lutar com um leão sem armas, sem medo. Mas um gato? Aí era um caso diferente. Ele era completamente indefeso. Ver um gato praticamente o congelava, ele se tornava novamente uma criança de seis meses, sem defesas, sem capacidade de lutar. Nos olhos daquela pequena criança aquele gato deve ter parecido muito grande; era um gato selvagem. O gato pode ter olhado nos olhos da criança.

Algo na sua psique ficou tão impressionado pelo incidente que Nelson o explorou. Nelson não se comparava a Napoleão, e Napoleão nunca foi derrotado em sua vida, esta havia sido sua primeira e última derrota. Ele não teria sido derrotado, mas Nelson trouxe setenta gatos para a linha de frente do exército.

No momento que Napoleão viu aqueles setenta gatos selvagens a sua mente parou de funcionar. Os seus generais não conseguiam entender o que havia acontecido. Ele não era mais o grande guerreiro; estava praticamente congelado de medo, tremendo.  Ele nunca havia permitido que nenhum de seus generais organizasse o exército, mas hoje ele disse, com lágrimas nos olhos, “Eu não consigo pensar - vocês organizem o meu exército. Eu estarei aqui, mas sou incapaz de lutar. Alguma coisa deu de errado para mim.”

Ele foi afastado, mas sem Napoleão seu exército não tinha capacidade para lutar contra Nelson, e vendo a situação de Napoleão, todos de suas tropas começaram a ficar com um pouco de medo: alguma coisa muito estranha estava acontecendo.

Uma criança é fraca, vulnerável, insegura. Autonomamente ela começa a criar uma armadura, uma proteção, em diferentes formas. Por exemplo, ela tem que dormir sozinha. Está escuro e ela está com medo, mas ela tem seu ursinho de pelúcia, e acredita que não está sozinho, que seu amigo está ali. Você vai ver crianças arrastando seus ursinhos em aeroportos, em metrôs. Você pensa que é somente um brinquedo? Para você é, mas para a criança é um amigo. E é um amigo quando ninguém mais é útil - na escuridão da noite, sozinha na cama, ainda assim ele está com ela. Ela irá criar ursinhos de pelúcia psicológicos.

É preciso lembrá-lo que apesar de um homem crescido achar que não tem ursinhos de pelúcia, ele está errado. O que é o seu Deus?  Somente um ursinho. Partindo de seu medo de infância o homem criou uma figura paternal que sabe tudo, que é tudo - poderoso, que está presente em qualquer lugar; se você tiver fé suficiente nele ele irá protegê-lo. Mas a própria idéia de proteção, a própria idéia de que um protetor é necessário, é infantil. Então você aprende a rezar; estas são somente partes da sua armadura psicológica. Prece é para lembrar a Deus que você está aqui, sozinho no escuro.

Na minha infância eu estava sempre me perguntando… Eu amava o rio, que era ali perto, a somente dois minutos de caminhada da minha casa. Centenas de pessoas costumavam tomar banho ali, e eu estava sempre me perguntando… No verão quando mergulhavam no rio não repetiam o nome de Deus - “Hare Krishna, Hare Rama”. Ele não cria ursinhos de pelúcia. Mas no frio do inverno eles repetem “Hare Krishna, Hare Rama”. Dão um rápido mergulho, repetindo “Hare Krishna, Hare Rama”.

Eu me perguntava, a estação faz diferença? Eu costumava perguntar aos meus pais, “Se esses são devotos de ‘Hare Krishna Hare Rama’, então o verão é tão bom quanto o inverno”.

Mas eu não acho que seja Deus, a prece ou a religião: é somente o frio! Eles estão criando armaduras com “Hare Krishna Hare Rama”. Estão divertindo suas mentes. É muito frio e uma diversão é necessária - e isso ajuda. No verão não há necessidade; eles simplesmente esquecem tudo o que estavam fazendo durante todo o inverno.

Nossas preces, nossos cânticos, nossos mantras, nossas escrituras, nossos deuses, nossos sacerdotes, são todos partes de nossa armadura psicológica. É muito sutil. Um cristão acredita que será salvo - e mais ninguém. Esse é o seu sistema de defesa. Todo mundo irá cair no inferno, exceto ele, porque ele é cristão. Mas todas as religiões acreditam da mesma maneira, que só eles irão ser salvos.

Não é uma questão de religião. É uma questão de medo e de ser salvo do medo, então é natural de certa maneira. Mas em um certo ponto de sua maturidade, a inteligência demanda que isso precisa ser largado. Era bom quando você era criança, mas um dia você precisa abandonar o seu ursinho, da mesma maneira que um dia você terá que abandonar o seu Deus, da mesma forma que você terá que abandonar um dia o seu cristianismo, o seu hinduísmo. Finalmente, o dia que você soltar todas as suas armaduras significará que você largou a vida de medo.

E que tipo de vida pode ser vivida fora do medo? Uma vez que armadura é solta você pode viver a partir do amor, você pode viver de uma maneira madura. O homem totalmente maduro não tem medo, não tem defesa; ele é psicologicamente completamente aberto e vulnerável.

Em um certo ponto a armadura pode ser uma necessidade… talvez seja. Mas conforme você cresce, se você não estiver somente envelhecendo mas também crescendo, crescendo em maturidade, então você começará a perceber o que está carregando consigo. Por que você acredita em Deus? Um dia você terá que ver por si mesmo que nunca viu Deus, que nunca teve nenhum contato com Deus, e acreditar em Deus é viver uma mentira: você não está sendo sincero.

Que tipo de religião pode existir quando não há sinceridade, não há autenticidade? Você sequer pode dar razões para as suas crenças, mas continua se apegando a elas.

Olhe com mais atenção e você verá medo por trás delas.

Uma pessoa madura deve se desconectar de qualquer coisa que a conecte com o medo. É desse modo que a maturidade surge.

Apenas observe todos os seus atos, todas as suas crenças, e descubra onde eles realmente se fundamentam, se na realidade, experiência ou no medo. E qualquer coisa baseada no medo deve ser largada imediatamente, sem pensar duas vezes. É a sua armadura. Eu não posso dissolvê-la. Eu apenas posso mostrar como você pode largá-la.

Nós continuamos vivendo a partir do medo - e é por isso que continuamos a envenenar qualquer outra experiência. Nós amamos alguém, mas a partir do medo: ele estraga, envenena. Nós procuramos a verdade, mas se a busca vem do medo então você não irá encontrá-la.

Qualquer coisa que faça, lembre-se do seguinte: pelo medo você não irá crescer. Você somente irá diminuir e morrer. O medo está a serviço da morte.

Mahavira está certo: ele tornou a falta de medo um fundamento da pessoa destemida. E eu entendo o que ele quer dizer com destemido. Ele quer dizer largar todas as armaduras. Uma pessoa destemida tem tudo que a vida dá como um presente. Aqui não há barreira. Você será coberto de presentes, e seja o que fizer, você terá a força, o poder, a certeza, um sentimento tremendo de autoridade.

Um homem vivendo pelo medo está sempre tremendo por dentro. Ele está continuamente a ponto de ficar louco, porque a vida é grande, e se você está continuamente com medo… E há todo tipo de medo. Você pode fazer uma lista grande e irá se surpreender com quantos medos há ali - e você ainda assim está vivo! Há infecções por todos os lados, doenças, perigos, seqüestros, terroristas… e uma vida tão pequena. E finalmente há a morte, que você não pode evitar. A sua vida inteira se tornará escura.

Abandone o medo! O medo foi colocado em você pelo seu inconsciente infantil; agora o consciente abandona isso e se torna maduro. E então a vida pode ser uma luz que vai se aprofundando, conforme você vai crescendo.


Beyond Psychology

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Maturidade: a Responsabilidade de Ser Você Mesmo

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13
Jul

O medo do compromisso

   Postado por: admin    in Lei da Atração, Osho, Psicologia, Religião

Um excelente texto de Osho, à respeito de tomada de decisões, maturidade e relacionamentos. Traduzido por mim.

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Somente através de decisões que você se torna mais e mais consciente, somente através de decisões você se torna mais e mais cristalizado, somente através de decisões você se torna perspicaz. Caso contrário se tornará estúpido.

As pessoas vão de um guru ao outro, de um mestre ao outro, de um templo a outro - não porque são grandes buscadores, mas porque são incapazes de decidir. Esta é a maneira deles de evitar o compromisso.

O mesmo acontece em outros relacionamentos humanos: um homem vai de uma mulher para outra, e continua trocando. As pessoas pensam que ele é um ótimo amante, mas ele está longe disso. Ele está evitando, ele está tentando evitar qualquer envolvimento profundo porque com o envolvimento profundo os problemas precisam ser encarados, e é preciso passar por muito sofrimento. Então a pessoa simplesmente prefere o seguro, faz com que essa seja uma área em que nunca irá muito profundamente com alguém. Se você se aprofunda demais pode não conseguir retornar tão facilmente. E se você for fundo com alguém, esse alguém também irá fundo com você, isso é sempre proporcional. Se eu for bem fundo em você a única maneira é permitir que você também se envolva com a mesma profundidade comigo. É um dar e receber, é um compartilhamento. Então um pode se envolver demais, e será difícil para escapar e o sofrimento pode ser grande.  Então as pessoas aprendem como se manter seguras: somente deixe a superfície ser encontrada - relacionamentos amorosos de “bater e correr”. Antes que seja pego, corra.

Isto é o que está acontecendo no mundo moderno. As pessoas se tornaram tão juvenis, tão infantis; estão perdendo toda a maturidade.

A maturidade vem somente quando você está preparado para encarar a dor do seu ser; a maturidade vem somente quando você está preparado para aceitar o desafio. E não existe um desafio maior do que o amor.

Viver feliz com outra pessoa é o maior desafio do mundo. É muito fácil viver serenamente sozinho, é muito difícil viver serenamente com outra pessoa, porque dois mundos se colidem, dois mundos se encontram… mundos totalmente diferentes. Como são atraídos um para o outro?  Porque são totalmente diferentes, praticamente opostos, pólos opostos.

É muito difícil ser sereno em um relacionamento, mas este é o desafio. Se você fugir disso, fugirá da maturidade. Se você entrar nisso com todo o sofrimento, e ainda assim continuar em frente, então aos poucos o sofrimento se torna uma bênção, a maldição se torna uma bênção.

Aos poucos, através do conflito, do atrito, surge a cristalização. Através da luta você se torna mais alerta, mais consciente.

O outro se torna um espelho para você.  Você consegue ver a sua feiúra no outro. O outro provoca o seu inconsciente, puxa-o para a superfície.

Você terá que conhecer todas as áreas escondidas do seu ser, e a melhor maneira é sendo espelhado, refletido, em um relacionamento.

Fácil, eu digo, porque não há outra maneira - porém isto é difícil. É difícil, árduo, porque você terá que mudar durante o processo.

Quando você vem a um Mestre um desafio ainda maior existe antes de você: você precisa decidir, e a decisão é pelo desconhecido, e a decisão precisa ser total e absoluta, irreversível. Não é uma brincadeira de criança; é um ponto sem retorno. Tanto conflito vem à tona. Mas não permaneça se modificando continuamente, porque esta é uma maneira de evitar a si mesmo. E você continuará fraco, continuará infantil. A maturidade não irá acontecer para você.

Somente o desconhecido deve ter interesse para você, porque isso é o que você ainda não viveu; você ainda não se movimentou neste território. Mova-se! Algo de novo pode acontecer ali.

Sempre decida pelo desconhecido, independente do risco, e você crescerá continuamente.

Mas permaneça decidindo pelo conhecido e você irá se mover num círculo com o seu passado, de novo e de novo. Você irá continuar a se repetir, você se tornará um disco arranhado.

E decida. O quão antes você o fizer, melhor. Adiamentos são simplesmente estúpidos. Amanhã você também terá que decidir, então porque não hoje? Você pensa que amanhã será mais sábio do que hoje? Você pensa que amanhã será mais vivído do que hoje? Você pensa que amanhã será mais jovem e com mais vigor do que hoje?

Amanhã você será mais velho, a sua coragem será menor; amanhã você será mais experiente, sua astúcia será maior; amanhã a morte estará mais perto; você começará a ficar mais hesitante e com medo. Nunca adie para o amanhã. E quem sabe? O amanhã pode vir ou não. Se você precisa decidir, tem que decidir neste exato instante.

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