Posts Tagged ‘bíblia’

Do site de notícias Terra:

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Arqueólogos franciscanos que escavam na cidade bíblica de Madala (atual Israel) disseram ter encontrado frascos de perfume semelhantes aos que podem ter sido usados pelas mulheres que teriam lavado os pés de Jesus.

Os ungüentos perfumados foram achados intactos, no fundo de uma piscina cheia de lama, junto com cabelos e objetos de maquiagem, segundo relato do diretor da escavação, promovida pela entidade Studium Biblicum Franciscanum, ao site Terrasanta.net.

“Se as análises químicas confirmarem, esses podem ser perfumes e cremes semelhantes àqueles que Maria Madalena, ou a pecadora citada no Evangelho, usou para untar os pés de Cristo”, disse o arqueólogo-chefe, padre Stefano de Luca. Maria Madalena é descrita na Bíblia como uma discípula de Jesus, para quem sete demônios se apresentaram. Habitualmente acredita-se que seja ela a pecadora que tenha lavado os pés de Jesus.

“A descoberta dos ungüentos em Madala é por qualquer medida de grande importância. Mesmo que Maria Madalena não tenha sido a mulher que lavou os pés de Cristo, temos em nossas mãos ‘cosméticos’ da época de Cristo”, disse De Luca.

Madala era o nome de uma antiga cidade perto da costa do mar da Galiléia, no atual norte de Israel. Perto dali existiu uma aldeia palestina até a guerra que criou o Estado judeu, em 1948. Uma cidade israelense chamada Migdal hoje ocupa a região.

“É muito provável que a mulher que untou os pés de Cristo tenha usado estes ungüentos, ou produtos que eram muito similares em composição e qualidade”, disse o padre. A Studium Biblicum Franciscanum participa ativamente da escavação de locais vinculados ao Novo Testamento e aos primórdios do Cristianismo na Idade Média.

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Do site de Notícias Terra, mais um estudo tentando adivinhar quando Jesus nasceu. Interessante que ainda há pessoas que realmente acham que Jesus nasceu em 25 de dezembro, algo que, pela quantidade de documentários, filmes, artigos e especiais em revistas e jornais, achei que o assunto já estava bem explicado e entendido. Mas foi só ler a primeira linha da notícia, deu pra sentir que para muitos ainda paira a dúvida. Vá entender.

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Uma pesquisa realizada por um astrônomo australiano sugere que Jesus Cristo teria nascido no dia 17 de junho e não em 25 de dezembro.

De acordo com Dave Reneke, a “estrela de Natal” que, segundo a Bíblia, teria guiado os Três Reis Magos até a Manjedoura, em Belém, não apenas teria aparecido no céu seis meses mais cedo, como também dois anos antes do que se pensava.

Estudos anteriores já haviam levantado a hipótese de que o nascimento teria ocorrido entre os anos 3 a.C e 1 d.C.

O astrônomo explica que a conclusão é fruto do mapeamento dos corpos celestes da época em que Jesus nasceu. O rastreamento foi possível a partir de um software que permite rever o posicionamento de estrelas e planetas há milhares de anos.

Baseando-se no Evangelho de Mateus, que descreve a aparição de uma “estrela” como sinal do nascimento de Jesus, Reneke identificou a conjunção dos planetas Vênus e Júpiter, que teriam emitido uma forte luz que poderia ter sido confundida com uma estrela.

“Vênus e Júpiter chegaram muito perto no ano 2 a.C refletindo muita luz. Não podemos dizer com certeza que esta era a estrela de Natal descrita na Bíblia, mas até agora esta é a explicação mais plausível que já vi sobre isso”, disse Reneke à BBC Brasil.

“A astronomia é uma ciência tão precisa, que podemos apontar exatamente onde os planetas estavam. E há uma grande probabilidade que esta conjunção possa ser a estrela descrita por Mateus no Evangelho”.

O australiano diz que a pesquisa não é uma tentativa de contestar a religião.

“Quando misturamos ciência e religião há a sempre a chance de chatear as pessoas. Neste caso, esses resultados podem servir para reforçar a fé, porque mostra que realmente havia um grande objeto brilhante no céu no momento certo”.

BBC Brasil

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Do site de notícias Terra:

No verdejante vale de Elah, onde a Bíblia diz que Davi derrotou Golias, arqueólogos estão escavando uma cidade fortificada de três mil anos de idade

No verdejante vale de Elah, onde a Bíblia diz que Davi derrotou Golias, arqueólogos estão escavando uma cidade fortificada de três mil anos de idade

Ethan Bronner
Em Khirbet Qeiyafa, Israel

No verdejante vale de Elah, onde a Bíblia diz que Davi derrotou Golias, arqueólogos estão escavando uma cidade fortificada de três mil anos de idade que pode mudar as idéias quanto ao período em Davi reinou sobre os israelitas. Cinco linhas inscritas em cerâmica, localizadas em Khirbet Qeiyafa, podem representar o mais antigo texto em hebraico já encontrado, e é provável que tenham forte impacto sobre a história da alfabetização e do desenvolvimento do alfabeto.

O sítio arqueológico de dois hectares, com fortificações, casas e um portão de entrada dotado de múltiplas câmaras, também será uma arma no debate contencioso e muitas vezes politizado que tenta determinar se o rei Davi e sua capital, Jerusalém, representavam, um reino importante ou uma tribo menor, questão que divide não só os acadêmicos mas aqueles que querem defender ou contestar a legitimidade do sionismo.

Apenas uma pequena porção do sítio foi escavada, e as descobertas ainda não foram publicadas ou avaliadas publicamente. Mas a escavação, comandada por Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica de Jerusalém, já causa interesse entre seus colegas e entusiasmo entre aqueles que pretendem usar a Bíblia como guia histórico e confirmação de sua fé.

“Esse é um novo tipo de sítio que subitamente abre uma janela para uma área sobre a qual tínhamos muito pouco conhecimento, e requer que repensemos o que aconteceu no período”, disse Aren Maeir, professor de arqueologia na Universidade Bar-Illan e diretor de uma importante escavação sobre os filisteus, perto de Khirbet Qeiyafa. “Não é uma descoberta corriqueira”.

O século 10 a.C. é o período mais controverso na arqueologia bíblica, porque foi então, de acordo com o Velho Testamento, que Davi uniu os reinos de Judá e Israel, abrindo caminho para que seu filho Salomão construísse seu grande templo e reinasse sobre uma extensa área que se estendia do rio Nilo ao rio Eufrates.

Para muitos judeus e cristãos, até mesmo aqueles que não interpretam a Bíblia literalmente, as Escrituras são uma fonte histórica vital. E para o Estado de Israel, que se vê como retomada do Estado criado por Davi, provas de que os relatos bíblicos procedem têm imenso valor simbólico. O site do Ministério do Exterior israelense, por exemplo, descreve os reinos de Davi e Salomão, e oferece um mapa que mostra seu território, como se representassem um fato histórico.

Mas o histórico arqueológico desse reino é muito esparso ¿ de fato, quase inexistente -, e diversos estudiosos modernos argumentam que ele representa na verdade um mito criado séculos mais tarde. Uma grande potência, apontam, teria deixado sinais de cidades e atividade, e teria sido mencionada pelas culturas vizinhas. Mas nada parecido surgiu na área - ao menos até agora.

Garfinkel diz que tem em sua escavação algo que gerações de estudiosos procuraram. No mês passado, ele fez duas apresentações informais a colegas arqueólogos. Na quinta-feira, fará sua primeira palestra formal sobre o achado, em uma conferência em Jerusalém. O que ele descobriu até agora impressiona a muitos observadores. Dois caroços de azeitona queimados foram submetidos a testes de carbono-14 na Universidade de Oxford e foram datados de entre 1050 a.C. e 970 a.C., exatamente o período em que a maior parte das cronologias aponta para o reinado de Davi. Há outros dois caroços ainda a testar.

Um especialista em antigos idiomas semitas na Universidade Hebraica, Haggai Misgav, diz que a escrita na cerâmica, que usa carvão e gordura animal como tinta, foi feita com os caracteres conhecidos como proto-cananeus, e parece ser uma carta ou documento em hebraico, o que sugere que a alfabetização na época talvez estivesse mais difundida do que se supõe. Isso pode ter um papel a desempenhar em disputas mais amplas sobre a Bíblia, já que, se outros exemplos de escrita forem localizados, isso sugeriria um meio pelo qual eventos poderiam ter sido registrados e transmitidos pelos séculos, no período anterior àquele em que a Bíblia provavelmente foi escrita.

Outro motivo para que o local seja promissor é que ele esteve em uso por um período curto, talvez apenas 20 anos, e depois foi destruído - Garfinkel especula que em batalha com os filisteus -, e ficou abandonando por séculos, o que selou os achados com uma uniformidade semelhante à de Pompéia. A maioria dos sítios é composta por camadas de diferentes períodos, e é inevitável que haja combinação entre espécimes, tornando difícil datar precisamente os restos localizados.

Por exemplo, alguns anos atrás a arqueóloga Eilat Mazar descobriu no leste de Jerusalém um grande edifício público construído por volta do século 10 a.C., atribuído por ela à era de Davi; Mazar aventou a hipótese de que ele fosse o palácio do rei. Embora tenha encontrado cerâmica no local, esses artefatos estavam em um poço não selado, o que torna difícil determinar de que maneira eles devem ser relacionados à estrutura.

Ainda assim, está longe de claro que relação esse sítio tem ou não com o rei Davi e os israelitas. Garfinkel sugere que a escrita hebraica e a localização - uma colônia fortificada a cerca de dois dias de caminhada de Jerusalém - ajudam a sustentar a hipótese de que a capital era importante a ponto de requerer uma posição de defesa avançada como essa, especialmente porque ela ficaria entre a grande cidade filistina de Gath e Jerusalém.

“A fortificação requereu 200 mil toneladas de pedras e sua construção deve ter demorado 10 anos”, ele disse, em uma caminhada pelo sítio em certa manhã recente. “Havia cerca de 500 pessoas em seu interior. O lugar em que estamos era a estrada principal para Jerusalém, um ponto estratégico importante para a defesa do reino de Jerusalém. Se eles construíram uma fortificação aqui, estamos falando de um verdadeiro reino, o que indica a presença de cidades urbanizadas e de uma autoridade centralizada no Judá do século 10 AC”.

Mas outros estudiosos apontam que é cedo demais para extrair conclusões como essas. “O sítio certamente é importante, um dos pouquíssimos casos datados do século 10 em que se pode ver uma colônia fortificada em estilo típico dos métodos posteriormente empregados para a defesa de cidades israelitas e de Judá”, afirmou Amihai Mazar, professor de arqueologia na Universidade Hebraica. “A questão é determinar quem a fortificou, quem vivia nela, por que ela foi abandonada e de que maneira isso tudo se relaciona aos reinados de Davi e de Salomão”.

Os filisteus tinham um grande cidade, Gath, localizada a uma distância de cerca de 11 quilômetros, mas a cerâmica encontrada em escavações realizadas lá difere dos artefatos descobertos no sítio de Khirbet Qeiyafa, de acordo com Garfinkel. Ele afirma que a história de Davi e Golias talvez represente uma alegoria sobre uma batalha entre os dois Estados.

Seymour Gitin, arqueólogo e diretor do Instituto Albright em Jerusalém, uma instituição privada norte-americana, visitou o local e disse que “o verdadeiro valor é que isso prova a existência de um centro urbano no século 10. Pode-se extrapolar com base nisso e afirmar que é prova de que existiu um reino, uma monarquia unificada sob Davi e Salomão. As pessoas usarão o material encontrado no sítio em defesa dessa hipótese, e estão certas ao fazê-lo”.

Isso já está acontecendo. O financiamento da escavação vem sendo administrado por uma organização chamada Foundation Stone, dirigida por David Willmer, israelense nascido em Los Angeles e hoje morador de Efrat, uma colônia judaica na Cisjordânia. Ele afirma que o objetivo de sua organização é “reforçar os elos entre o povo judaico e sua terra”. O site do grupo informa que ele está “redesenhando o mapa da educação israelense” e que suas atividades envolvem “ancorar textos tradicionais com o uso de artefatos, mapas e locais que formam o contexto da identidade judaica”.

Trata se uma abordagem quanto a desenterrar o passado da Terra que incomoda Israel Finkelstein, arqueólogo da Universidade de Tel Aviv e um dos mais céticos estudiosos quanto ao uso da Bíblia para estabelecer cronologias históricas. “Alguns de nós observam as coisas de maneira muito etnocêntrica ¿tudo tem de ser israelita ou judaíta”, ele diz. “A História não funciona assim. Existiam outras entidades desempenhando papel forte na parte sul do país. E mesmo que o local tivesse pertencido a Jerusalém, ótimo. Então temos uma estrutura fortificada do final do século 10 a.C. lá. Não acredito que qualquer arqueólogo possa revolucionar toda a nossa compreensão de Judá e Jerusalém com base em um único sítio. As coisas não funcionam assim. Nossa disciplina avança cumulativamente”.

E também sofre de sérias divisões. Finkelstein está entre os mais proeminentes advogados da escola conhecida como “baixa cronologia”, ou seja, aqueles estudiosos que datam o reino de Davi como mais próximo do ano 900 a.C. do que do ano 1000 a.C.. Eles argumentam que o reino dele era uma entidade não muito significativa, e que uma geração posterior de israelitas, no século 7 a.C., decidiu transformá-lo em mito para servir a seus propósitos nacionalistas.

Ilan Sharon, especialista em análises de rádio-carbono na Universidade Hebraica, disse que outro problema era que “estamos trabalhando muito perto dos limites da precisão na mensuração”, ao lidar com objetos como caroços de azeitona com idade de três mil anos. Ele acrescentou, em mensagem de e-mail, que “a expectativa é de que a medição esteja a 50 anos de distância da data correta mais ou menos dois terços do tempo, e que essa ordem de precisão seja de um século em 95% dos casos”. Dada a dificuldade que existe para provar que objetos encontrados nas imediações dos itens testados vêm da mesma época, “é fácil perceber que a situação é uma espécie de pesadelo para um estatístico”.

Ou, para definir a questão de outra maneira, basear a compreensão de toda uma História em dois caroços de azeitona ¿ ou mesmo quatro - é uma decisão arriscada. O que é necessário, ele afirma, são dezenas ou até mesmo centenas de amostras. Garfinkel não discute que isso é fato. E afirma que, com 96% de seu sítio ainda por escavar, espera que mais exemplos de escrita, mais caroços de azeitona e mais cerâmica sejam descobertos, o que serviria para aprofundar aquilo que ele já acredita ser uma descoberta revolucionária.

Tradução: Paulo Migliacci
The New York Times

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“Alguns dizem que Maria concebeu por obra do Espírito Santo. Esses se equivocam, não sabem o que dizem. Quando alguma vez uma mulher foi concebida de uma mulher? Maria é a virgem a quem Potência alguma jamais manchou. Ela é um grande anátema para os judeus que são os apóstolos e os apostólicos. Esta virgem que nenhuma Potência violou, [... enquanto que] as Potências se contaminaram. O Senhor não [teria] dito: ‘Pai meu que estais nos céus’, se não tivesse outro pai; do contrário haveria dito simplesmente: [Pai Meu].”

Evangelho Apócrifo Segundo Felipe

É sempre interessantíssimo ler sobre história das religiões, religião comparada e mitologia. No post de hoje trago o documentário “O Evangelho Proibido de Judas”, que na minha opinião foi um dos melhores documentários produzidos pela National Geographic Society dos últimos anos. Como era de se esperar, o documentário foi recebido com muita polêmica e discussão, quando do seu lançamento em 2006. Entretanto, a nova versão do que teria ocorrido entre Jesus e Judas, sendo este último um herói e não um traidor, não é uma idéia tão maluca e descartável como muitos gostariam. Particularmente, sempre vi Judas com bom olhos (não falo de maneira religiosa, apenas de alguém interessado na história e mitologia dessa religião e de muitas outras). Para mim, ao menos, Judas foi o único que teve a coragem de fazer o que era necessário ser feito para que Jesus se tornasse àquele que nasceu para se tornar (de acordo com a história/mito). Do contrário, não existiria o Novo Testamento (nem boa parte dos apócrifos). Não haveria a necessidade de se escrever sobre mais um homem metido a messias. É preciso lembrar que nasciam “messias” e “profetas” praticamente todos os dias na Galiléia, naqueles tempos. Estamos falando de uma época à cerca de 2008 anos atrás… A região era um verdadeiro caldeirão fervendo de religiões e seitas.

Antes de seguir em frente com o documentário, é preciso que se entenda o que é verdadeiramente um Evangelho Apócrifo. Ao contrário do que muitas organizações religiosas dizem, que os apócrifos seriam “escritos não inspirados”, portanto falsos, a verdade é que os apócrifos nada mais são do que documentos que não fazem parte do cânone bíblico judaico ou cristão - atual. Segundo Maria Helena de Oliveira Tricca - a compiladora da obra “Apócrifos, os Proscritos da Bíblia” - “Muitos dos chamados textos apócrifos já fizeram parte da Bíblia, mas ao longo dos sucessivos concílios acabaram sendo eliminados.”

É preciso lembrar também que foram os padres da “Santa Igreja” quem escolheram, sempre com muita briga, quais os evangelhos que eram “divinamente inspirados” e quais não eram. A pergunta que não quer calar é quais os critérios que eles utilizavam quando faziam as suas escolhas… O Concílio mais famoso, o primeiro Concílio Ecumênico da Igreja, foi realizado em Nicéia, uma província da Anatólia, Turquia. Neste concílio ocorreu a primeira seleção de quais os evangelhos seriam os canônicos e quais seriam apócrifos. O que se dizia na época, uma das versões, é que os bispos não precisaram escolher os evangelhos, pois os evangelhos inspirados foram se depositar sobre o altar por conta própria… Enfim, não é preciso explicar que os evangelhos foram sempre retirados ou acrescentados ao Cânone oficial de acordo com as conveniências dos padres e bispos no poder, em cada época, certo? O que nos leva a concluir que o monopólio do Cristianismo está nas mãos da Igreja Católica. Mesmo as bíblias cristãs evangélicas ou de outras vertentes cristãs, nada mais são que modificações da Bíblia como escolhida pelos primeiros padres. Algumas diferenças nas traduções, alguns textos a mais ou a menos, mas no fundo, baseadas nas mesmas Escrituras selecionadas e manipuladas pelos primeiros líderes da “Santa Igreja”. Então, por isso é tão importante a leitura e o conhecimento dos Apócrifos. Por terem sido considerados “não inspirados” e por causa disso não levados à sério, estes escritos permaneceram mais “puros” e sem manipulações ao longo dos séculos.

Para se ter uma idéia, no início do Cristianismo haviam 315 evangelhos, e posteriormente foram reduzidos a 4 (!!!), no tal Concílio de Nicéia. Os que não concordavam com a redução eram chamados de ignorantes e levianos. Durante o Concílio também foram queimados 3 evangelhos. Porém, além das “escolhas” de quais os evangelhos dignos de fazerem parte do cânone e quais não, os bispos e padres também não podiam confiar 100% nos textos pois era sabido que alguns fiéis haviam modificado os textos dos Evangelhos, para que não houvessem refutações. Enfim, tudo isso sem falar que durante séculos os textos eram copiados e traduzidos sempre à mão, o que aumenta ainda mais a probabilidade de que os textos que conhecemos hoje, têm pouquíssimo a ver com os seus respectivos originais. Quem é tradutor, principalmente, sabe bem do que estou falando. É um desafio traduzir sem alterar a idéia original. É preciso muita prática e muito estudo para se traduzir o mais aproximadamente possível do original. O que na maioria das vezes não era o caso dos tradutores (oficiais ou improvisados) das escrituras… Fora que era normal traduzir da tradução da tradução! Por isso, é preciso muita cautela antes de se sair negando os apócrifos ou defendendo os canônicos como verdade fiel… O início do Cristianismo (pra não dizer praticamente todo o seu tempo) foi marcado por inúmeras controvérsias, “heresias”, e “dogmas”, que hoje não valem mais nada (do ponto de vista religioso principalmente). E a maior parte dos grandes estudiodos do Novo Testamento concorda que há no máximo 6 frases realmente ditas por Jesus, de todas as que são atribuídas a Ele nos Evangelhos!

Para ler o Evangelho de Judas, traduzido para o português, clique aqui.

Para ver uma lista dos evangelhos apócrifos, tanto do Velho como do Novo Testamento, assim como os de Nag Hammadi e Qumran, clique aqui.

O documentário está dividido em 5 partes.

Parte 1:

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Parte 2:

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Parte 3:

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Parte 4:

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Parte 5:

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“Jesus disse: ‘Se aqueles que vos guiam disserem, ‘Olhem, o reino está no céu’, então, os pássaros do céu vos precederão, se vos disserem que está no mar, então os peixes vos precederão. Pois bem, o reino está dentro de vós, e também em vosso exterior. Quando conseguirdes conhecer a vós mesmos, então sereis conhecidos e compreendereis que sois filhos do Pai vivo. Mas se não vos conhecerdes, vivereis na pobreza e sereis essa pobreza.’”

O evangelho de Tomé (Os Discursos de Jesus)

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Quem Escreveu os Manuscritos do Mar Morto? : Busca

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Do site de Notícias Terra:

As escavações estão sendo realizadas desde 1997, em Khirbat en Nahas, um antigo centro de produção de cobre ao sul do Mar Morto

As escavações estão sendo realizadas desde 1997, em Khirbat en Nahas, um antigo centro de produção de cobre ao sul do Mar Morto

A descoberta de uma mina de cobre na Jordânia pode ser uma indicação da existência do personagem bíblico Rei Salomão, segundo arqueólogos. Através de testes de radiocarbono, os cientistas constataram a existência de minas de cobre em uma região e época que coincidem com descrições feitas no Velho Testamento.

Até essa descoberta, acreditava-se que a extração e o aproveitamento do cobre só começaram a existir na Jordânia depois do século 7 a.C., ou seja, 300 anos depois da suposta existência do rei.

“A pesquisa apresenta dados científicos que confirmam o que está escrito na Bíblia”, afirmou à BBC Brasil um dos líderes do grupo de arqueólogos, Mohammad Najjar, da instituição jordaniana Friends of Archaeology & Heritage, que conduziu o projeto em parceria com a universidade americana de San Diego.

“Foi uma surpresa, não esperávamos encontrar tantos artefatos de metal produzidos antes do século 7 a.C.”, disse Najjar.

“Não é possível dizer com certeza se as minas encontradas são mesmo as do rei Salomão, mas neste momento, a possibilidade dele ter existido aumentaram bastante”.

“O que se sabe indiscutivelmente é que o povo edomita - descendentes de Esaú, segundo a tradição hebraica - praticava a metalurgia na época indicada pela Bíblia, muito antes do que se pensava”, disse.

As escavações estão sendo realizadas em Khirbat en Nahas, um antigo centro de produção de cobre ao sul do Mar Morto, desde 1997.

Lendas

Segundo o Velho Testamento da Bíblia cristã (que utiliza escrituras judaicas, o Tanakh), o rei Salomão teria unido os reinos hebreus de Israel e Judá por 30 anos, cerca de 1000 a.C..

Segundo a Bíblia, Salomão teria sido o terceiro rei dos hebreus, depois de Saul e Davi e seu reinado, um período de fartura.

No entanto, não existiam evidências de sua existência ou de um reino que dominasse conhecimentos de metalurgia à época naquela região.

As lendas em torno do personagem cresceram no século 19, quando o inglês Henry Ridder Haggard publicou seu romance de ficção ‘As Minas do Rei Salomão’, que popularizou o mito em torno dos segredos de supostas minas com tesouros em ouro, diamante e marfim.

BBC Brasil

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