(Artigo retirado do “Toronto Observer”, de autoria de Jenny Yuen e traduzido por mim, uma introvertida também assumida!)

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Uma introvertida assumida diz que não há problema em ser desse jeito. Ela deve saber. É uma psicóloga que escreveu um livro sobre esse assunto.

Sendo uma introvertida, Marti Olsen Laney sabe como é difícil para se socializar. Algumas vezes, logo que chega em uma festa, ela vai direto para o banheiro. Mas ela não é do tipo que paralisa diante de uma multidão. Na verdade, esta psicóloga californiana parecia muito à vontade no debate com cerca de 20 pessoas do qual participou e falou sobre a personalidade introvertida. Talvez isso seja previsível, mas os que compareceram na palestra sentaram-se afastados um dos outros. Mas tudo bem. Realmente. A autora de “Introvert Advantage” revela que ser um introvertido é bem normal. “Nós todos crescemos em uma sociedade extrovertida”, disse Olsen Laney. “Existe mesmo um conceito negativo com relação aos introvertidos”.

Pensando de maneira aberta

Muitas pessoas preferem passar o seu tempo sozinhas, trabalham melhor independentes do que em grupo, e gostam de celebrar seus aniversários com os amigos mais próximos do que com grandes grupos. Esta personalidade introvertida é freqüentemente estereotipada como sendo instável, solitária, e anti-social, porém Olsen Laney diz que existem muitas vantagens em ser introvertido.

Ela diz que os introvertidos tendem a ser joviais, determinados, bons ouvintes, pensadores criativos e com muito conhecimento sobre si mesmos. “Os introvertidos têm a mente aberta. Eles também se expressam melhor pela escrita do que falando”, diz Olsen.

Comportamento freqüentemente confundido com indiferença

A introversão pode afetar a vida familiar quando se tem uma oposição entre pais extrovertidos e filhos introvertidos. Isto pode também ter impacto na carreira se o chefe achar que o empregado introvertido não contribui o suficiente, pois os introvertidos tendem a guardar a informação para si mesmos. Este tipo de comportamento costuma ser confundido com indiferença.

“Se você perguntar a eles, vai ficar maravilhado com as idéias que eles irão te contar”, diz ela.

Mesmo assim, Olsen Laney diz que existem maneiras para os introvertidos enfrentarem as funções sociais desconfortáveis sem perder a cabeça. Ela diz que eles podem ser sociáveis em eventos que há conversas interessantes, mas não quando é uma festa que eles acham insignificante.

“Pessoas introvertidas não gostam de ser interrompidas porque é difícil recuperar a linha de raciocínio de novo”, diz ela. “Boa parte das razões que fazem os introvertidos serem vistos desse jeito é porque consideram o ‘jogar conversa fora’ pouco compensador para o seu modo de pensar”.

Sendo um introvertido em um mundo extrovertido

Olsen Laney recomenda que os introvertidos recuperem sua energia física tirando folgas ou passando algum tempo sozinhos para eliminar os estímulos extras e não serem dominados ou sentirem a necessidade de mudar a própria personalidade.

“Todos os introvertidos devem ser extrovertidos em sua vida sem ter que mudar a si próprios completamente”, diz ela. “É importante encontrar o equilíbrio de ter uma ocupação onde você pode ser extrovertido e ainda ter tempo para si mesmo”.