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“Não acredite no que você ouviu;
Não acredite em tradições porque elas existem há muitas gerações;
Não acredite em algo porque é dito por muitos;
Não acredite meramente em afirmações escritas de sábios antigos;
Não acredite em conjecturas;
Não acredite em algo como verdade por força do hábito;
Não acredite meramente na autoridade de seus mestres e anciãos.
Somente após a observação e análise, e quando for de acordo com a razão
e condutivo para o bem e benefício de todos, somente então aceite e viva para isso.”

Siddharta Gautama, o Buddha (aprox. 500 a.C.)

(…) E enquanto Sakyamuni (Siddharta) meditava sob uma árvore, uma luz começa a brilhar no meio de sua testa. Mara, O Grande Mal, estremeceu: ele sabia que seu poder para desvirtuar a humanidade estava ameaçado. Durante a noite, muitas distrações surgiram, sede, luxúria, descontentamento e distrações de prazer. E ao longo de Sua concentração meditativa, Ele foi tomado por visões de incontáveis exércitos atacando-O com as mais terríveis armas. Mara enviara um exército de demônios para destruí-lo.  Mas por causa de Sua meditação indestrutiva Ele pode converter negatividade em harmonia e pureza, as flechas lançadas se transformaram em flores. Algumas filhas de Mara apareceram, como belíssimas mulheres, para distraí-lo ou seduzí-lo. Outros assumiram formas de animais ferozes. Mas seus rosnados, ameaças e qualquer outra tentativa foram em vão para tirar Sakyamuni de sua meditação, e quando estas outras visões e distrações surgiram, com a estabilidade de Sua meditação, Ele permaneceu imóvel. Sentado em um estado de total absorção Ele alcança todos os graus de realização incluindo total onisciência, adquirindo o conhecimento de todo o Seu ciclo de mortes e renascimentos.

A terra tremeu e uma chuva caiu de um céu totalmente sem nuvens em resposta à Sua suprema conquista. Com o amanhecer Ele se levantou como Buda ou “O Iluminado”, numa noite de lua cheia, com a idade de 35 anos. A partir deste dia, esta árvore ficou conhecida como a árvore Boddhi, a árvore da Iluminação. E, como ele estava sozinho, com ninguém para testemunhar este momento glorioso, ele chama a própria terra como testemunha tocando o chão com a ponta dos dedos da mão direita num gesto chamado de Bhumisparsa.

Seus desejos e sofrimentos haviam terminado e como Buda Ele experienciou o Nirvana, e assim disse: “Existe uma esfera onde não é terra, nem água, nem fogo, nem ar… que não é nem este mundo e nem outro, nem sol e nem lua. Eu nego que esteja vindo ou indo, que permanece e que seja morte ou nascimento. É simplesmente o fim do sofrimento”. ”

Siddhartha, significa: “aquele cujos objetivos são conquistados”.