Aff… na minha infância a “religiosidade” ( no sentido comum do termo) foi uma das maiores causas dos meus problemas, medos, preconceitos, dúvidas existenciais e eventualmente um profundo tédio do que qualquer outra emoção que se possa assemelhar a um pouco de felicidade… Na verdade, me pergunto se existe alguém que leve seus filhos na igreja pensando em deixá-los mais felizes… (risos) Normalmente se leva para “salvá-los”… (um amigo meu, ex-evangélico, um dia me disse: “entrei na igreja para fugir do demônio e saí da igreja para fugir de Deus!”) mas enfim… Se alguém estava pensando em dar educação religiosa pensando na alegria que iria proporcionar aos rebentos, agora pode pensar duas vezes!
Do site de notícias Terra:
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As práticas religiosas, como ir à igreja ou rezar, são pouco influentes para determinar o grau da felicidade de uma criança, aponta um estudo da British Columbia University do Canadá. É a espiritualidade, entendida como sistema de confiança interior de uma pessoa, o fator mais importante para que as crianças sejam felizes, seguido de seu temperamento.
A pesquisa, liderada por Mark Holder e publicada no último número da revista Springer’s Journal of Happiness Studies, consistiu em analisar a felicidade de 320 crianças de idades entre 8 e 12 anos procedentes de quatro colégios públicos e dois religiosos através de questionários preenchidos por eles e seus pais.
As crianças mais felizes são as que sentem que sua vida faz sentido e que desenvolvem relações interpessoais mais profundas, ambas características da espiritualidade. Diversos estudos já relacionaram a religiosidade e a espiritualidade com a felicidade de adultos e adolescentes, mas existem poucas pesquisas feitas com crianças.
Os aspectos pessoais íntimos, como a auto-estima e a concepção do sentido da vida, e os comunitários, a qualidade das relações pessoais, são os fatores mais determinantes na felicidade de uma criança. O comportamento também é importante: as crianças mais sociáveis e menos tímidas são mais felizes.
No entanto, segundo os pesquisadores, as práticas religiosas, tais como reza, meditação e participação dos rituais eclesiásticos, têm muito pouco efeito sobre a felicidade delas.
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