Nesta lista, outros 10 Mistérios ainda sem solução/explicação. O meu preferido é o desaparecimento dos tripulantes do navio Maria Celeste, que já rendeu e inspirou inúmeras teorias, lendas, livros e filmes.

10 – A Dama Babushka

Durante a análise da filmagem do assassinato do presidente John F. Kennedy, em 1963, uma mulher misteriosa foi localizada. Ela estava vestindo um sobretudo marrom e um xale na cabeça (o xale é a razão do seu nome já que ela o usou de uma maneira similar ao estilo das avós russas – também conhecidas como babushkas). A mulher parecia estar segurando algo em frente ao seu rosto, o que se acredita ser uma câmera. Ela aparece em várias fotos da cena do crime. Mesmo depois do tiroteio quando a maioria das pessoas fugiu da área, ela permaneceu no lugar e continuou a filmar. Um pouco depois, ela foi vista subindo a East Elm Street. O FBI pediu publicamente que a mulher se revelasse e desse a eles a filmagem, mas ela nunca o fez.

Em 1970 uma mulher chamada Beverly Oliver veio à público e alegou ser a Mulher Babushka, porém a sua história continha muitas inconsistências. Ela é geralmente considerada uma fraude. Até hoje, ninguém sabe quem a mulher Babushka é ou o que estava fazendo lá. Mais estranho é a sua recusa em se revelar e oferecer o seu testemunho.

9 – O assassino do Zodíaco

O assassino do Zodíaco esteve ativo no norte da Califórnia por dez meses, no final dos anos 1960. Ele matou pelo menos cinco pessoas e feriu outras duas. Ele cometeu os dois primeiros assassinatos com uma pistola, dentro da fronteira de Benecia. No seu segundo tiroteio em Vallejo, ele tentou matar duas pessoas, mas uma sobreviveu apesar dos ferimentos de bala na cabeça e pescoço. 40 minutos depois a polícia recebeu um telefonema de um homem alegando ser o assassino que estavam procurando, e admitindo os assassinatos das duas últimas vítimas. Num mês, três cartas foram enviadas aos jornais da Califórnia contendo uma escrita em código, que o assassino alegou que revelaria a eles o seu nome. O código foi decifrado e se lê:

“I LIKE KILLING PEOPLE BECAUSE IT IS SO MUCH FUN IT IS MORE FUN THAN KILLING WILD GAME IN THE FORREST BECAUSE MAN IS THE MOST DANGEROUE ANAMAL OF ALL TO KILL SOMETHING GIVES ME THE MOST THRILLING EXPERENCE IT IS EVEN BETTER THAN GETTING YOUR ROCKS OFF WITH A GIRL THE BEST PART OF IT IS THAE WHEN I DIE I WILL BE REBORN IN PARADICE AND THEI HAVE KILLED WILL BECOME MY SLAVES I WILL NOT GIVE YOU MY NAME BECAUSE YOU WILL TRY TO SLOI DOWN OR ATOP MY COLLECTIOG OF SLAVES FOR MY AFTERLIFE EBEORIETEMETHHPITI”

As últimas 8 letras não foram decifradas. Apesar de Arthur Leigh Allen ser o principal suspeito, todas as evidências iam contra ele ser o assassino. Até hoje, os assassinatos do Zodíaco não foram solucionados.

8 – O Triângulo das Bermudas

O triângulo das Bermudas é uma área de água no Oceano Atlântico Norte em que um grande número de aviões e barcos desapareceram em circunstâncias misteriosas. Ao longo dos anos muitas explicações surgiram sobre os desaparecimentos, incluindo tempo ruim, abduções alienígenas, distorções do tempo e suspensão das leis da física.

Apesar de existir documentação substancial mostrando que muito dos depoimentos foram exagerados, ainda não há uma explicação para os inúmeros e contínuos desaparecimentos na área.

7 – Jack, o Estripador

Na segunda metade do ano de 1888, Londres foi aterrorizada por uma série de assassinatos no East End (bairro judeu no leste de Londres) (principalmente na área de Whitechapel). O nome “Jack Estripador” foi tirado de uma carta enviada ao jornal na época, por uma pessoa que alegava ser o assassino. As vítimas normalmente eram prostitutas, que tinham suas gargantas cortadas e corpos mutilados. Em alguns casos os corpos eram encontrados logo minutos depois do assassino ter deixado a cena do crime.

Na época a polícia tinha vários suspeitos, mas nunca encontrou evidência suficiente para convencer as pessoas. Em épocas mais recentes tem havido alguma especulação de que o Príncipe Albert Victor era o assassino.  Mesmo com os métodos policiais modernos, nenhuma nova luz foi jogada sobre os assassinatos. Até hoje, ninguém sabe quem foi o estripador.

6 – O Manuscrito Voynich

O manuscrito Voynich é um documento medieval escrito com um alfabeto desconhecido e numa língua desconhecida. Por mais de cem anos pessoas têm tentado quebrar o código, sem conseguir. A impressão geral causada pelas páginas sobreviventes do manuscrito sugere que ele deveria servir como uma farmacopéia ou para discorrer sobre tópicos de medicina medieval ou até medicina moderna. De qualquer modo, os estranhos detalhes das ilustrações inspiraram várias teorias sobre a origem do livro; o conteúdo do seu texto, e para qual propósito era intencionado.

O documento contém ilustrações que sugerem que o livro possui seis partes: Herbário, Astronômico, Biológico, Cosmológico, Farmacêutico e receitas.

5 – Conde de St. Germain

O conde de St. Germain (alega-se que morreu em 27 de Fevereiro de 1784) foi um cortesão, aventureiro, inventor, cientista amador, violinista, compositor amador e um cavalheiro estranho; ele também mostrava algumas habilidades com a prática da alquimia. Ele era conhecido como “Der Wundermann” – algo como “o homem maravilha”. Ele era um homem cuja origem era desconhecida e que desapareceu sem deixar rastros.

Desde sua morte, várias organizações ocultistas o adotaram como modelo, ou mesmo como uma deidade poderosa.  Em épocas recentes várias pessoas alegaram ser o Conde de St. Germain.  (note que o St. – santo –  nada tem a ver com a Igreja Católica Romana, e sim com o lugar que ele dizia ser de origem.)

4 – Dália Negra

Em 1947 o corpo da jovem de 22 anos Elizabeth Short foi encontrado em dois pedaços em um estacionamento em Los Angeles. De acordo com os relatos dos jornais logo após o assassinato, Short recebeu o apelido “Dália Negra” em uma farmácia de Long Beach no verão de 1946, como uma brincadeira com o então atual-filme “The Blue Dahlia” (A Dália Azul). De qualquer modo, os relatos do advogado de investigação do distrito de Los Angeles afirmaram que o apelido foi inventado pelos jornais que estavam cobrindo o assassinato. Em qualquer caso, Short não era conhecida como “Dália Negra” durante a sua vida.

Muitos rumores e lendas se propagaram sobre a Dália Negra, e a investigação (uma das maiores da história de LA) nunca encontrou o assassino.

3- O “hum de Taos”

O “hum de Taos” é um som de tom baixo (grave) ouvido em inúmeros lugares ao redor do mundo, especialmente nos Estados Unidos, Reino Unido e norte da Europa. Normalmente só é ouvido em ambientes silenciosos, e é freqüentemente descrito como parecendo ser o som de um motor à diesel distante. Desde que foi provado ser indetectável por microfones ou antenas VLF, a sua fonte e natureza ainda são um mistério.

Em 1997, o Congresso ordenou a cientistas e observadores de alguns dos mais prestigiados institutos de pesquisa da nação para investigar um estranho ruído de baixa freqüência ouvido pelos residentes de dentro e dos arredores de uma pequena cidade chamada Taos, no Novo México. Por anos aqueles que ouviram o barulho, freqüentemente descrito por eles como sendo um “hum”, têm procurado respostas. Até hoje, ninguém sabe a causa do “hum”.

2 – Maria Celeste (Mary Celeste)

O Maria Celeste foi lançado na Nova Escócia, em 1860. O seu nome original era “Amazon” (amazona). Tinha 31 metros de comprimento, deslocava 280 toneladas e foi registrado como um meio-brigue. Pelos próximos 10 anos o navio se envolveu em inúmeros acidentes no mar, e passou por um número de donos. No final das contas ele apareceu num leilão de “salvação” no qual foi comprado por $3.000. Depois de muitos reparos, foi colocado sobre registro americano e renomeado como “Maria Celeste”.

O novo capitão do “Maria Celeste” foi Benjamin Briggs, 37 anos, um mestre com três comandos anteriores. Em 7 de Novembro de 1872, o navio partiu de Nova York com o Capitão Briggs, sua esposa, filha pequena e uma tripulação de oito. O navio foi carregado com 1.700 barris de álcool americano cru, com destino à Genoa, Itália. O capitão, sua família e tripulação nunca mais foram vistos. O navio foi encontrado flutuando no meio do Estreito de Gibraltar. Não havia sinal de lutas no navio e todos os documentos, exceto o diário de bordo do capitão, estavam desaparecidos.

No início de 1873, foi reportado que dois barcos salva-vidas encalharam na Espanha, um com um corpo e uma bandeira americana, o outro contendo cinco corpos. Tem sido alegado que esses devem ter sido os resquícios da tripulação do Maria Celeste. Entretanto, aparentemente os corpos nunca foram identificados.

1- A Mortalha de Turim (já foi citado em outro post aqui do blog)

A mortalha de Turim é um pedaço de linho que contém a imagem de um homem que aparentemente morreu de crucifixão. Muitos católicos o consideram como sendo o manto que envolveu o corpo de Jesus Cristo. Atualmente está guardado na Catedral de São João Batista, em Turim, Itália.  Apesar de várias investigações científicas, ninguém ainda conseguiu explicar como a imagem foi impressa na mortalha, e apesar de várias tentativas, ninguém ainda conseguiu replicar o feito. Testes de radiocarbono o dataram como da Idade Média, porém os apologistas do sudário acreditam que ele é incorrupto – e a datação por carbono só pode datar coisas que decaem.

Anterior à idade média, relatos da mortalha existem como a Imagem de Edessa – confiavelmente reportados desde pelo menos o século 4. Além disso, outro tecido (o Sudário) conhecido desde os tempos bíblicos (João 20:7) é dito ter coberto a cabeça de Cristo na tumba. Um estudo de 1999 de Mark Guscin, um membro da equipe de investigação multidisciplinar do Centro Espanhol de Sindonologia, investigou a relação entre os dois tecidos. Baseado na história, patologia forense, tipo sangüíneo (do Sudário é relatado ter manchas de sangue AB), e padrões de manchas, ele concluiu que os dois tecidos cobriram a mesma cabeça em dois períodos distintos, mas próximos de tempo. Avinoam Danin (um pesquisador da Universidade Hebréia de Jerusalém) concordou com esta análise, acrescentando que os grãos de pólen no Sudário são os mesmos da mortalha.