Um pequeno fragmento do úmero de uma pessoa adulta (osso do braço que vai do ombro ao cotovelo), com possivelmente cerca de 1,3 milhões de anos, foi descoberto no sítio arqueológico de Atapuerca, na província de Burgos, norte da Espanha. O resto mortal poderia atestar o mais antigo caso de canibalismo registrado na evolução humana por apresentar marcas de descarnação, segundo os pesquisadores.
Entre 2007 e 2008, os arqueólogos também encontraram em Atapuerca os restos fósseis mais antigos de um ser humano na Europa Ocidental: uma mandíbula e uma falange (osso da mão), que foram divulgados na revista Nature em abril desse ano. Após realizarem análises dos nuclidos cosmogênicos dos objetos arqueológicos, os pesquisadores avaliaram que o fragmento de úmero e a mandíbula poderiam pertencer ao mesmo indivíduo.
Mesmo precisando de novos restos humanos para reforçar a hipótese, ainda assim os cintistas acreditam que a prática antropofágica – contrastada nos restos do Homo Antecessor, espécie encontrada nas escavações de Atapuerca – teria começado cerca de meio milhão de anos antes do registrado.
Fonte: Terra
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Poderia ter mais explicações de como eram essas marcas de descarnações para que somente outro “Homo antecessor” pudesse te-las feito.
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