Einstein de novo!

Einstein de novo!

Nossa… estava eu numa fila de caixa do supermercado, quando, meio que sem querer, me deparei com a edição de janeiro da revista Galileu. Qual não foi minha surpresa ao ver que a revista trazia como reportagem de capa uma matéria muito parecida com aquela da revista Época (de Nov. 2008) que postei aqui há uns dias atrás… Ainda não tive oportunidade de ler a matéria da Galileu por completo, mas encontrei um trecho da mesma no site da revista, e resolvi postá-lo aqui (assim que a matéria for disponibilizada integralmente na internet, posto ela aqui também).

Apesar da assustadora falta de originalidade da Galileu (o que mais me espantou, já que só há um pouco mais de 1 mês de diferença entre o lançamento dos dois artigos), pelo trecho deu para perceber que mesmo o assunto sendo exatamente igual ao da Época (o que leva uma pessoa a ser genial), a abordagem foi um pouco diferente. Digamos, a revista Galileu se baseou no livro do psiquiatra Gregory Berns, e a Época no do jornalista Malcolm Gladwell. A maior diferença entre os dois é que Gladwell aposta no fator “sorte” como determinante de sucesso e Berns na “atitude”. É… eu acho que concordo mais com o psiquiatra! Mas enfim, vamos ao trecho em questão!

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Missão possível

Transformar-se em alguém capaz de realizações notáveis é uma meta viável, mas que exige muito esforço. Frequentar ambientes criativos, bombardear a mente com novidades e pôr os neurônios para trabalhar fazem parte do processo.

Mark Zuckerberg não teve uma infância muito diferente da de milhões de crianças norte-americanas. Nascido num subúrbio de Nova York em 14 de maio de 1984 e filho de um dentista e microempresário, passava boa parte dos seus dias entre videogames e navegações pela internet. Em vez de reprimi-lo ou pelo menos controlar o tempo que o garoto gastava na frente do computador, seu pai o incumbiu de criar um programa para gerenciar o negócio da família.

Antes de entrar na faculdade, Zuckerberg juntou-se ao amigo Adam D’Angelo para criar o tocador de mídia Synapse. Apesar de não ter feito um sucesso retumbante, o produto foi considerado genial pelas gigantes Microsoft e AOL, que ofereceram a Zuckerberg um posto em suas equipes de criação e desenvolvimento. A maioria de seus colegas daria um braço por essa oportunidade, mas ele não se deixou seduzir e foi cursar a Universidade Harvard. Ali, integrou uma comunidade de geeks chamada Alpha Epsilon Pi e, no seu quarto de estudante, criou uma rede de relacionamentos que seus companheiros de fraternidade juravam que jamais daria certo. Hoje o Facebook é o sexto site mais visitado da internet, e Zuckerberg, aos 24 anos, é considerado o mais jovem bilionário da História, segundo a revista “Forbes”.

Um garoto dotado de um QI extraordinário? Um superdotado que recebeu um cérebro fora do comum? Pode até ser que sim, mas novos estudos mostram que, para atingir o nível de excelência que Zuckerberg transformou em realização, outros fatores são tão fundamentais quanto uma mente que brilha. No caso de Zuckerberg, o apoio paterno, o ambiente criativo de sua confraria na universidade e a disposição para pensar diferente de seus pares fizeram com que ele deixasse para trás seus colegas de ciência da computação de Harvard – faculdade que, aliás, nem concluiu, ocupado que está em administrar sua empresa, que vale pelo menos US$ 1,5 bilhão.

Para o psiquiatra norte-americano Gregory Berns, a disponibilidade de Zuckerberg para pensar diferente e contrariar o ceticismo dos seus colegas de Harvard foi a senha com a qual o criador do Facebook abriu a porta do sucesso no mundo dos negócios. Professor da Universidade de Emory (EUA), Berns é autor do recém-lançado “Iconoclast”, livro ainda inédito no Brasil no qual procura decifrar por que apenas alguns de nós atingem tal grau de excelência. Segundo ele, a resposta está na atitude, consciente ou não, de entender a criação também como um ato de destruição. “Para inventar algo novo, é preciso derrubar modos convencionais de pensar”, diz.