O Evangelho Proibido de Judas e outros Apócrifos

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“Alguns dizem que Maria concebeu por obra do Espírito Santo. Esses se equivocam, não sabem o que dizem. Quando alguma vez uma mulher foi concebida de uma mulher? Maria é a virgem a quem Potência alguma jamais manchou. Ela é um grande anátema para os judeus que são os apóstolos e os apostólicos. Esta virgem que nenhuma Potência violou, [... enquanto que] as Potências se contaminaram. O Senhor não [teria] dito: ‘Pai meu que estais nos céus’, se não tivesse outro pai; do contrário haveria dito simplesmente: [Pai Meu].”

Evangelho Apócrifo Segundo Felipe

É sempre interessantíssimo ler sobre história das religiões, religião comparada e mitologia. No post de hoje trago o documentário “O Evangelho Proibido de Judas”, que na minha opinião foi um dos melhores documentários produzidos pela National Geographic Society dos últimos anos. Como era de se esperar, o documentário foi recebido com muita polêmica e discussão, quando do seu lançamento em 2006. Entretanto, a nova versão do que teria ocorrido entre Jesus e Judas, sendo este último um herói e não um traidor, não é uma idéia tão maluca e descartável como muitos gostariam. Particularmente, sempre vi Judas com bom olhos (não falo de maneira religiosa, apenas de alguém interessado na história e mitologia dessa religião e de muitas outras). Para mim, ao menos, Judas foi o único que teve a coragem de fazer o que era necessário ser feito para que Jesus se tornasse àquele que nasceu para se tornar (de acordo com a história/mito). Do contrário, não existiria o Novo Testamento (nem boa parte dos apócrifos). Não haveria a necessidade de se escrever sobre mais um homem metido a messias. É preciso lembrar que nasciam “messias” e “profetas” praticamente todos os dias na Galiléia, naqueles tempos. Estamos falando de uma época à cerca de 2008 anos atrás… A região era um verdadeiro caldeirão fervendo de religiões e seitas.

Antes de seguir em frente com o documentário, é preciso que se entenda o que é verdadeiramente um Evangelho Apócrifo. Ao contrário do que muitas organizações religiosas dizem, que os apócrifos seriam “escritos não inspirados”, portanto falsos, a verdade é que os apócrifos nada mais são do que documentos que não fazem parte do cânone bíblico judaico ou cristão – atual. Segundo Maria Helena de Oliveira Tricca – a compiladora da obra “Apócrifos, os Proscritos da Bíblia” – “Muitos dos chamados textos apócrifos já fizeram parte da Bíblia, mas ao longo dos sucessivos concílios acabaram sendo eliminados.”

É preciso lembrar também que foram os padres da “Santa Igreja” quem escolheram, sempre com muita briga, quais os evangelhos que eram “divinamente inspirados” e quais não eram. A pergunta que não quer calar é quais os critérios que eles utilizavam quando faziam as suas escolhas… O Concílio mais famoso, o primeiro Concílio Ecumênico da Igreja, foi realizado em Nicéia, uma província da Anatólia, Turquia. Neste concílio ocorreu a primeira seleção de quais os evangelhos seriam os canônicos e quais seriam apócrifos. O que se dizia na época, uma das versões, é que os bispos não precisaram escolher os evangelhos, pois os evangelhos inspirados foram se depositar sobre o altar por conta própria… Enfim, não é preciso explicar que os evangelhos foram sempre retirados ou acrescentados ao Cânone oficial de acordo com as conveniências dos padres e bispos no poder, em cada época, certo? O que nos leva a concluir que o monopólio do Cristianismo está nas mãos da Igreja Católica. Mesmo as bíblias cristãs evangélicas ou de outras vertentes cristãs, nada mais são que modificações da Bíblia como escolhida pelos primeiros padres. Algumas diferenças nas traduções, alguns textos a mais ou a menos, mas no fundo, baseadas nas mesmas Escrituras selecionadas e manipuladas pelos primeiros líderes da “Santa Igreja”. Então, por isso é tão importante a leitura e o conhecimento dos Apócrifos. Por terem sido considerados “não inspirados” e por causa disso não levados à sério, estes escritos permaneceram mais “puros” e sem manipulações ao longo dos séculos.

Para se ter uma idéia, no início do Cristianismo haviam 315 evangelhos, e posteriormente foram reduzidos a 4 (!!!), no tal Concílio de Nicéia. Os que não concordavam com a redução eram chamados de ignorantes e levianos. Durante o Concílio também foram queimados 3 evangelhos. Porém, além das “escolhas” de quais os evangelhos dignos de fazerem parte do cânone e quais não, os bispos e padres também não podiam confiar 100% nos textos pois era sabido que alguns fiéis haviam modificado os textos dos Evangelhos, para que não houvessem refutações. Enfim, tudo isso sem falar que durante séculos os textos eram copiados e traduzidos sempre à mão, o que aumenta ainda mais a probabilidade de que os textos que conhecemos hoje, têm pouquíssimo a ver com os seus respectivos originais. Quem é tradutor, principalmente, sabe bem do que estou falando. É um desafio traduzir sem alterar a idéia original. É preciso muita prática e muito estudo para se traduzir o mais aproximadamente possível do original. O que na maioria das vezes não era o caso dos tradutores (oficiais ou improvisados) das escrituras… Fora que era normal traduzir da tradução da tradução! Por isso, é preciso muita cautela antes de se sair negando os apócrifos ou defendendo os canônicos como verdade fiel… O início do Cristianismo (pra não dizer praticamente todo o seu tempo) foi marcado por inúmeras controvérsias, “heresias”, e “dogmas”, que hoje não valem mais nada (do ponto de vista religioso principalmente). E a maior parte dos grandes estudiodos do Novo Testamento concorda que há no máximo 6 frases realmente ditas por Jesus, de todas as que são atribuídas a Ele nos Evangelhos!

Para ler o Evangelho de Judas, traduzido para o português, clique aqui.

Para ver uma lista dos evangelhos apócrifos, tanto do Velho como do Novo Testamento, assim como os de Nag Hammadi e Qumran, clique aqui.

O documentário está dividido em 5 partes.

Parte 1:

Imagem de Amostra do You Tube

Parte 2:

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Parte 3:

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Parte 4:

Imagem de Amostra do You Tube

Parte 5:

Imagem de Amostra do You Tube

“Jesus disse: ‘Se aqueles que vos guiam disserem, ‘Olhem, o reino está no céu’, então, os pássaros do céu vos precederão, se vos disserem que está no mar, então os peixes vos precederão. Pois bem, o reino está dentro de vós, e também em vosso exterior. Quando conseguirdes conhecer a vós mesmos, então sereis conhecidos e compreendereis que sois filhos do Pai vivo. Mas se não vos conhecerdes, vivereis na pobreza e sereis essa pobreza.’”

O evangelho de Tomé (Os Discursos de Jesus)

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18 Comentários para "O Evangelho Proibido de Judas e outros Apócrifos"

  • AlineNo Gravatar Says:

    Oi, Karina.

    Voce diz que este cristianismo sobreviveu até hoje a custa de muita guerra. Que guerra ou guerras foram essas? Até onde eu sei, foi o contrário; este cristianismo foi brutalmente perseguido durante tres séculos ( uma verdadeira carnificina ). Poderia me esclarecer a qual ou quais guerras voce se refere? Desde já lhe agradeço.

    KarinaNo Gravatar Reply:

    Cruzadas?????

    Inquisição???

    Nunca leu história do Brasil? Como os índios foram “catequisados”??? Não sabe o que os jesuítas fizeram com os povos pré-colombianos e sua cultura assim que chegaram nas Américas????

    O cristianismo sofreu perseguição durante 3 séculos mas perseguiu o restante das outras crenças e filosofias por pelo menos 16 séculos. Alou???

    Minha nossa…. nunca imaginei que teria que responder uma pergunta dessa. Que tal abrir um livro de história básica?

    O cristianismo foi um freio para a Ciência, perseguiu o progresso. Credo. Quer negar a Idade Média também??

    É como dizia Napoleão Bonaparte: “A História é a maior inimiga da Religião“.

  • KarinaNo Gravatar Says:

    Oi Denise,

    Obrigada pela sua colocação!

    espero te ver mais vezes por aqui! :-)

    Um abraço!

  • KarinaNo Gravatar Says:

    Cristina,

    Obrigada pela sua contribuição, mas deixe-me lembrá-la de duas coisas:

    primeiro, estamos em 2009. Apesar de você ter citado fontes mais sérias, são estudos antigos (1958, 1978, 1979). Atualize-se nas pesquisas mais recentes.

    segundo, não são todos os especialistas que concordam que o Evangelho de Tomé tenha sido escrito somente por “seitas religiosas”. A maneira como você fez essa colocação dá a impressão de que essas “seitas” eram piores ou mais erradas… o que não é historicamente verídico. Elas eram apenas outras interpretações, entre inúmeras que existiam na época. LEMBRE-SE TAMBÉM QUE O CRISTIANISMO QUE TEMOS HOJE É APENAS UMA DAS VÁRIAS SEITAS QUE EXISTIA NA ÉPOCA MAS QUE CONSEGUIU SOBREVIVER, A CUSTA DE MUITA GUERRA, DIGA-SE DE PASSAGEM... Agora, quem realmente pode julgar qual seita é a melhor ou a mais “correta” está morto há mais de 2.000 anos….

    Aguardem por um novo post sobre o assunto…

  • Denise KadlecNo Gravatar Says:

    Estudei vagamente a Biblia e procurei me informar a cerca dos dogmas de outras religiões, porém acredito que a Biblia foi uma ‘verdade’ necessária para uma geração aflita de compreender a razão de sua propria existência.
    Voltando-me ao lado da biblia, ela cita um trecho em que diz. ” Não cai uma folha de uma árvore sem a permissão de Deus’. Tudo o que se referia a Jesus foi profetizado, inclusive sua traição por 30 moedas. Não entendo, se foi Deus quem profetizou, porque Satanás convenceu Judas? Não foi Deus quem profetizou! Portanto acreditar que Satanás interveio é no minimo curisoso. Posso então afirmar que Satanás trabalhou pela vontade de Deus? Estranho, não! Fundamentar a fé é respeitar a opinião de todos e não intervir com blá,blá, sem fundamento em sites tão interessantes, como este. Acho que aqueles que não concordam, deveriam pegar seu tempo, sentar-se na varanda e conversar com Deus. Deixe os restantes, assistirem Discovery, interessando-se por coisas concretas e reais. Pois de fato o que sabíamos ontem. A ciência prova muitas vezes, tratar-se de ledos enganos. A história da igreja católica, mostra que foi causadora de grandes genocicidos, ou mais, que o nazismo! Ou isto também é uma mentira, colocada nos apócrifos. Não sejamos intolerantes, como foram nossos patriarcas. Não façamos uma cruzada em nome da fé, como faz Bin Laden. Analisar respeitando a tudo e a todos, não seria um pensamento de Jesus. Se de fato estivermos enganados, pois concordo com o blog, deixe-nos. ‘ Não julguem, para não serem condenados, pois quando julgas, comete o mesmo que julgas’ versículo biblico compilado como santo. Amo o blog e desejo a vocês, boa sorte.

  • CristinaNo Gravatar Says:

    Olá,
    Achei interessante o tema do site. Quem é que nunca se perguntou o porquê do evangelho de São Tomé, por exemplo, ter sido considerado apócrifo?
    Já verifiquei muitas respostas “puxadas “para o lado cético e também muitas respostas “puxadas” para o fanatismo religioso. Nenhuma delas me convenceram.
    É interessante verificar uma explicação científica a respeito da não inclusão do evangelho de São Tomé em livros canônicos (esta é raríssima de ser encontrada, não é mesmo):

    ” Henri-Charles Puech, foi um dos três especialistas que estabeleceram o texto do Evangelho de São Tomé. Esse autor afirma que a versão copta do Evangelho de Tomé encontrada em Nag Hamadi, é heterodoxa, tendo muitas loggia de cariz gnóstico (Cfr..Henri-Charles Puech En quête de la Gnose, Ed Gallimard, Paris, 1959, dois volumes, II vol. p.53).
    (…)
    Puech afirma ainda que é praticamente impossível verificar se algumas das loggias vieram mesmo de Jesus. (Cfr. idem, vol. I p. 54).

    A edição Marietti dos apócrifos aos cuidados de Mario Erbetta (Gli Apocrifi del Nuovo Testamento, edição Marietti, 2 volumes, Casale, 1975) : Nessa obra, no primeiro volume, na secção Vangeli Apocrifi — B, à página 256, se encontra o Evangelho de São Tomé, com seu texto analisado. Lá se pode ler que esse evangelho é inteiramente gnóstico, quanto à sua doutrina. (Cfr.op. cit. pp. 258-260).

    Hans Jonas afirma que os manuscritos de Nag Hamadi são inteiramente gnósticos (Cfr Hans Jonas, La Religion Gnostique ed.Flammarion, Paris, 1978, p.385).

    Muitas pessoas, sem a menor fundamentação científica, afirmam que a data desse falso evangelho teria sido 60 anos antes dos quatro evangelhos canônicos. Ora, o fragmento da gruta 7 de Qumran, fragmento do Evangelho de São Marcos, data dos anos 50. Se o evangelho de São Tomé tivesse sido escrito 60 anos antes dos evangelhos canônicos, ele teria sido escrito antes da morte de Cristo, o que é um absurdo.

    Puech, que como já disse, foi um dos três especialistas que estabeleceu o texto do documento original desse apócrifo, afirma que, embora seja difícil estabelecer com precisão a data de sua redação, ele teria sido escrito, o mais tardar, no início do século III. (CFr. Henri-Charles Puech, op..cit . Vol II p.52).

    As comprovações científicas, muito bem embasadas, citadas acima, apenas comprovam que o evangelho de São Tomé, nada mais é do que um livro escrito por seitas religiosas.

  • KarinaNo Gravatar Says:

    +++ Para eventuais fanáticos – como o Fernando acima – que resolvam querer evangelizar ou querer combater fatos científicos com dogmas religiosos neste espaço de comentários, antes de postar qualquer coisa, favor assistir ao vídeo abaixo:

    +++
    Lembrando que todos os comentários do blog são moderados, visando preservar não só o espaço para discussões verdadeiramente racionais, como para poupar os leitores de fanatismos religiosos, dogmatismos infundados, evangelizações não-solicitadas e de mau gosto e opiniões autoritárias baseadas unicamente na fé/crença pessoal de alguns comentadores.

    Friso ainda que só tenta convencer quem não está convencido, e quanto mais fanáticos aparecerem por aqui, mais teremos certeza de que eles somente defendem esses pontos de vista na esperança de que, tendo mais gente acreditando no que dizem, o que está sendo dito por eles se torne milagrosamente verdade.

    Grata pela atenção!
    Karina – Admin. Inconsciente Coletivo.net

  • Fernando Antonio Bezerra Pereira PintoNo Gravatar Says:

    Sabemos que os originais (autógrafos) dos evangelhos, tais como saíram das mãos de Mateus, Marcos, Lucas e João, se perderam, dada a fragilidade do material usado ( pele de ovelha ou papiro), mas isto não impede que a história prove a sua existência.
    Ficaram-nos as cópias ( manuscritos ) antigas desses originais, que são os papiros, os códices unciais ( uncial vem de “uncia”, polegada em latim),escritos em caracteres maiúsculos sobre pergaminho, os códices minúsculos (escritos mais tarde em caracteres minúsculos, e os lecionários (textos para uso litúrgico).
    Conhecem-se cerca de 5236 manuscritos (cópias) do texto original grego do novo testamento, comprovados HOJE como autênticos pelos especialistas. Estão assim distribuídos :
    81 papiros; 266 códices maiúsculos;2754 códices minúsculos e 2135 lecionários.
    a) Os papiros são os mais antigos testemunhos do texto do novo testamento. Estão assim distribuidos pelo mundo: papirpo 1- evangelhos- Filadélfia (USA)- século lll, p2-evangelhos-Florença (Itália)- século vl, p3-evangelhos- Viena (Áustria) –
    séculos vl-vll, p4-evangelhos- Paris – século lll, p5-evangelhos – Londres -século lll, p6-evangelhos – Estrasburgo – século lV, p7-atos dos apóstolos- Berlin- século lV.
    Em resumo, existem 76 papiros do texto original do novo testamento. Acham-se ainda em Leningrado (p11,p68), no Cairo (p15, p16), em Oxford (p19), em Cambridge (p27), em Heidelberg (p40), em Nova York (p59, p60, p61), em Gênova (p72, p74, p75), …
    Desses papiros, alguns são do ano 200, o que é muito importante, já que o evangelho de João foi escrito por volta do ano 100. É, por exemplo, do ano 200, aproximadamente, 0 papiro 67, guardado em barcelona.
    Em resumo, há mais de 200 códices unciais espalhados por Moscou (K 018; V 031; 036); Utrecht (F 09); Leningrado (p025); Washington (W 032); Monte Athos (H 015; 044); São Galo (037)…
    Desses dados é fácil entender que a pesquisa e o estudo dos manuscritos do novo testamento não dependem de concessão do Vaticano, pela simples razão de que a sua maioria não está em posse da Igreja. Só há um código datado do século lV, no Vaticano. As pesquisas sempre foram realizadas independentemente da autorização da Igreja Católica, o que dissipa qualquer dúvida.

    KarinaNo Gravatar Reply:

    Já que você não forneceu a fonte dos seus “dados”, deixa que eu faço isso por você:

    http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2008/04/07/onde-estao-os-originais-dos-evangelhos/

    Do blog “Canção Nova” (canal católico…).

    nada como um corinthiano falando do Palmeiras!!!! rsrs

  • Fernando Antonio Bezerra Pereira PintoNo Gravatar Says:

    É muito comum hoje em dia, quando um católico ou um evangélico defende coerentemente a igreja, ser chamado de fanático. A mídia “faz a cabeça de voces” com essa “teoria da conspiração”, teoria essa que vê em tudo uma conspiração da Igreja para esconder a “verdade”… CHAVÔES mesmo, como: ” caça às bruxas”, “idade das trevas”, etc,etc. Vejam bem que os fanáticos podem ser voces mesmos que são fomentados por essa mídia (essa sim, esconde, oculta muita coisa que não seja de seu interesse). INSISTO : temos que ouvir os dois lados, porque, aí sim, corremos o risco de nos tornarmos fanáticos!! Estou a disposição de quantos queiram saber da maravilhosa verdade que a mídia insiste em esconder. Os estudos científicos, arqueológicos (que são muitos !) em favor da bíblia e em favor da fundação da verdadeira igreja de Jesus Cristo fica para a próxima ( é muito material). Isto é só a pontinha de um imenso iceberg !
    Não briguemos, mas vamos aprender uns com os outros. Quem procura a verdade, com honestidade e sinceridade, tem que estudar os dois lados ( não é o caso do Dicovery Channel, com certeza. pode reparar !!!)

    KarinaNo Gravatar Reply:

    Sinceramente Fernando? Eu não vou nem responder mais. Acho que nem preciso. Qualquer pessoa em sã consciência já conseguiu tirar conclusões a respeito do que você disse… Teria sido muito interessante você ter citado pesquisas ATUAIS e CIENTISTAS ATUAIS e não filósofos (FILÓSOFOS NÃO SÃO CIENTISTAS) dos “séculos XVlll e XlX”… Nós estamos no século XXI, só para constar… Lamento informá-lo que a CIÊNCIA AVANÇOU MUUUUUITO nos últimos 50 anos. E que as conclusões de “racionalistas” são apenas as conclusões DELES. Enfim. Pense o que bem entender. É a típica discussão que não leva a nada e que suja o blog.

    E quanto à religião, eu tenho a mesma opinião que Albert Einstein: São crenças primitivas.

    KarinaNo Gravatar Reply:

    Eu nem assisto TV!!!! rsrsrsrs

  • Fernando Antonio Bezerra Pereira PintoNo Gravatar Says:

    Olá, Karina !

    Voce, como muitos hoje em dia, ficam vendo muito Discovery Channel, dão muito importância ao que se fala na mídia, desconhecendo completamente o lado da Igreja Católica. Essa mídia tem o claro objetivo de “detonar” o cristianismo e, principalmente a Igreja Católica, até porque os “donos dessa mídia (99%) são chegados ao ocultismo. Por isso, compreendo o seu total desconhecimento dos estudos que se fazem hoje, pois JAMAIS aparecem nessa mídia. Quando se julga uma causa em juízo é preciso ouvir os dois lados, coisa que essa mídia preconceituosa e covarde JAMAIS fez e nem fará… e voces vão atrás disso ! Mas vamos aos fatos : É através da ciência que a Igreja confirma cada vez mais a autenticidade dos textos bíblicos e consegue entendê-los cada vez melhor, com o auxílio da graça. Os evangelhos são documentos de autenticidade cientificamente comprovada. Neles se baseia a fé católica.
    Quem provou para o mundo a autenticidade dos evangelhos foram os próprios inimigos da Igreja Católica ( não foram os padres não, viu? ), os racionalistas dos séculos XVlll e XlX. Os seus adeptos, Renan, Harnack, Rousseal, Voltaire, etc., empreenderam, com grande ardor, o estudo crítico dos quatro evangelhos, com a sede de destruí-los, e mostrar ao mundo que eles eram falsos, uma invenção da Igreja Católica, e que teriam sido forjados para apresentar Jesus como Deus e, assim, justificar a existência da Igreja Católica como guia espiritual dos homens.
    A que conclusão chegaram os racionalistas, que só acreditavam na matéria e na ciência sobre a autenticidade histórica dos evangelhos ? Empregando os conhecimentos da ciência, os “métodos das citações”, “das traduções”, o “método pollêmico”, e outros, vasculharam todas as páginas e palavras dos evangelhos… No entanto, a própria ciência racionalista mostrou ao mundo a autenticidade dos evangelhos. Depois de 50 anos de trabalho chegaram à conclusão exatamente oposta a seus desejos e, por coerência científica, tiveram que afirmar como Renan, racionalista da França : “Em suma, admito como autênticos os quatro evangelhos canônicos”. (Vie de Jesus)
    Harnack, racionalista alemão, foi obrigado a afirmar : “O caráter absolutamente único dos evangelhos é, hoje em dia, universalmente reconhecido pela crítica”. ( Jesus Cristo é Deus? José Antonio De Laburu, ed. Loyola,SP,2000)
    Streeter, grande crítico inglês teve de afirmar que: “Os evangelhos são, pela análise crítica, os que detêm a mais privilegiada posição que existe”. (idem)
    Os mais exigentes críticos racionalistas do século XlX, Hort e Westcott, foram obrigados a afirmar: “As sete oitavas partes do conteúdo verbal do novo testamento não admitem dúvida alguma. A última parte consiste, preliminarmente, em modificações na ordem das palavras ou em variantes sem significação. De fato, as variantes que atingem a substância do texto são tão poucas, que podem ser avaliadas em menos da milésima parte do texto”. (idem)
    Finalmente os racionalistas tiveram que reconhecer a veracidade histórica, científica dos evangelhos:
    “Trabalhabamos 50 anos febrilmente para extrair pedras da cantaria que sirvam de de pedestal à Igreja Católica ? (ibidem)
    Os inimigos da fé católica quiseram destruir os evangelhos, e acabaram reconhecendo-os como os livros mais autênticos, segundo a própria crítica racionalista.
    Mas alguém pode perguntar,onde estão os originais dos evangelhos?

  • KarinaNo Gravatar Says:

    Olá Fernando,

    Bem, comentários como o seu, infelizmente pedem maiores esclarecimentos, e espero que você leia o que escrevo aqui, já que obviamente não leu o post nem sequer assistiu ao documentário acima…

    Primeiramente, antes de chamar alguém de preconceituoso, certifique-se de não ter preconceitos. Adorei a parte do “A igreja católica é a VERDADEIRA igreja de Jesus Cristo“. Sério? Quem disse? Por que a Igreja só foi criada quase um século depois que Jesus morreu, e ele em vida nada criou. Talvez tumulto. Mas nada de igreja, liturgia e dogma. Lamento ser eu a informá-lo dos dados históricos básicos.

    Segundo, antes de querer bancar o científico, tenha ao menos provas ou no mínimo evidências científicas a seu favor. E por favor, cite historiadores e arqueólogos, não padres. Fica difícil discutir quando a única coisa em jogo é a validação do seu fanatismo religioso.

    Terceiro: para você chavões, para o resto da comunidade CIENTÍFICA, verdades históricas. Lamento se a verdade não era aquilo que você gostaria que fosse.

    Quarto: quer uma opinião mais “tendenciosa” do que a sua? Peloamordedeus você veio num blog espiritualista defender dogma católico como se fosse verdade inconstestável! Nunca ligou no Discovery Channel ou no History Channel durante a “Semana Santa” ou no “Natal”???? Nunca leu publicações realmente sérias que não fossem escritas por padres ou teólogos???

    Quinto. Aqui eu ri muito. Deixa eu te explicar melhor sobre os “apócrifos” que você tanto tentou desmerecer. Sabe porque os historiadores voltam suas atenções tanto para os apócrifos? Porque eles somente foram encontrados em 1945 (os de Nag Hammadi) e 1947 (os do Mar Morto). Em ambos os casos, os evangelhos foram encontrados EXATAMENTE como foram escondidos há quase 2.000 anos atrás, OU SEJA, NÃO FORAM MANIPULADOS, ESTÃO “PUROS”. O que, obviamente não podemos dizer dos evangelhos canônicos….

    O que eu acho mais estranho na sua mensagem é que eu sou de uma família católica bem conservadora, convivi com muitos padres e os próprios padres não negam esses fatos expostos aí em cima (talvez os menos estudados neguem...). É realmente muito interessante a sua reação frente aos dados de estudos históricos mais modernos que expus não só no post, mas aqui no comentário.

    E bem, acho que a sua “bibliografia recomendada” e o ataque aos meus dados históricos (amei o “chavões“!!) realmente não acrescentam nada de sério à compreensão da importância dos Apócrifos como fontes relevantes para se conhecer as origens do cristianismo.

    Mas se te deixa feliz ver o seu comentário que só traz ataques e não dados sérios que corroborem as suas alegações, aí está… só peço desculpas aos leitores do blog por terem que aturar tamanha covardia científica na área dos comentários…

    Ah, e disponha! ;-)