Se descobrirem como as estátuas “andaram” por 18 quilômetros na terra dos “Homens-Pássaros”, aí só faltará descobrir como foram construídas, à imagem de quem foram construídas (pois não retratam as feições dos habitantes originais nem da ilha nem do Pacífico), o que dizem as misteriosas placas de madeira encontradas lá e porque tiveram o trabalho de construir cerca de 600 (algumas fontes dizem 1.000) estátuas gigantescas e rodear uma ilhazinha que não comporta mais do que 3 ou 4 mil pessoas.

E antes que alguém diga que é um “absurdo” achar que o ser humano não teve capacidade de fazer coisas incríveis num passado remoto, não é isso que eu estou dizendo, mas que é extremamente interessante o fato de nós, atualmente, cheios de tecnologia e conhecimentos avançados, termos  não apenas uma imensa dificuldade em adivinhar como “civilizações primitivas” construíram determinados monumentos e as chamadas “construções ciclópicas”, mas também até em demonstrar de modo convincente e claro, que as nossas especulações são verdadeiras. E novamente: não critico o fato de se lançarem especulações e teorias alternativas para explicar o feito, afinal só assim poderemos chegar eventualmente a alguma solução. Mas é preciso manter a mente bem aberta. Até para a possibilidade de que nunca teremos uma explicação satisfatória (ou talvez convencionalmente racional) para alguns mistérios…

Nada é impossível. Nem que seres humanos antigos tenham inventado modos engenhosos e (ainda) desconhecidos de criar e construir coisas  inacreditáveis sabe-se-lá exatamente pra quê; nem que fomos ajudados por civilizações (ainda) desconhecidas (ou não bem conhecidas) – talvez nem do nosso planeta. Tudo é possível.

Para mim, o que tudo isso mostra é que temos muito ainda a descobrir e a conhecer sobre o passado da espécie humana, a nossa História alienígena (no sentido de ainda estranha) e da nossa Terra…

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Os cientistas estão mais próximos de descobrir como os moais foram transportados na ilha do Pacífico Sul

Uma nova teoria tenta solucionar o mistério de como as colossais estátuas da Ilha de Páscoa foram movidas.

Os moais (como são chamados) viajaram por 18 quilômetros das pedreiras onde foram esculpidos, sem a ajuda de rodas, guindastes ou animais de carga. Cientistas testaram muitas ideias no passado, imaginando que os habitantes da ilha usaram uma combinação de rolamentos, cordas e plataformas de madeira. Mas agora, uma dupla de arqueólogos criou uma nova teoria: talvez as estátuas foram “projetadas para se mexer” em um movimento de balanço, usando apenas a força humana e cordas.

Os moais da Ilha de Páscoa provavelmente foram construídos por colonizadores polinésios há 800 anos

Terry Hunt da Universidade do Havaí e Carl Lipo, da Universidade Estadual da Califórnia em Long beach trabalharam em conjunto com o arqueólogo Sergio Rapu, que faz parte da população dos nativos da ilha do Pacífico Sul, para desenvolver sua teoria. Eles observaram que as barrigas redondas do moais permitia que as estátuas fossem empurradas para frente, e bases pesadas em forma de D podem ter permitido a carregadores que as rolassem e balançassem de lado a lado.

No ano passado, em um projeto patrocinado pelo Conselho de Expedições da National Geographic, Hunt e Lipo demonstraram que um grupo de 18 pessoas poderia, com apenas três pedaços de corda resistente e um pouco de prática, manobrar com rapidez e facilidade uma réplica de um moai de três metros de altura e cinco toneladas por algumas centenas de metros.

Em 1986, o engenheiro checo Pavel Pavek trabalhou com o explorador norueguês Thor Heyerdahl e um grupo de 17 ajudantes para levantar um moai de quatro metros de altura e nove toneladas para mover um moai com movimentos de torção, mantendo a estátua em pé em todos os momentos. Mas a experiência danificou a base do moai e teve que ser interrompida.

Um ano mais tarde, o arqueólogo americano Charles Love e um time de 25 pessoas conseguiu deixar de pé um modelo de quatro metros e nove toneladas em uma plataforma, e movimentou o conjunto com toras, avançando 45 metros em dois minutos.

Mas nada disso parece convencer muitos dos cerca de dois mil Rapanui (como são chamados os descendentes dos colonizadores polinésios da ilha). Para eles, a resposta é simples. “Nós sabemos a verdade,” diz Suri Tuki, 25 anos, guia turística. “As estátuas andavam”.

Fonte: National Geographic