A identidade da mãe do faraó jovem Tutancâmon, que governou Egito entre 1361 e 1352 a.C., continua sendo um mistério, após ter sido descartada a hipótese de Nefertiti ser sua mãe, anunciou nesta quarta-feira no Cairo o arqueólogo egípcio Zahi Hawas. “A mãe do rei Tutancâmon é filha de Amenhotep III, e por isso não pode ser Nefertiti. Temos de descobrir o nome da mãe de Tutancâmon”, disse Hawas em entrevista coletiva no Museu Egípcio.

Sentado em frente a três múmias que passaram por testes de DNA nos últimos dois anos, Hawas revelou alguns segredos sobre a família do faraó jovem, que morreu aos 19 anos, e que foram divulgados ontem em artigo publicado na revista científica “Jama”. Os analistas que participaram do estudo genético da múmia de Tutancâmon e de vários de seus familiares, chegaram à conclusão que seu pai foi o rei Akenatón, cuja esposa principal foi Nefertiti.

Pelas análises de DNA realizadas na múmia do jovem governante egípcio, Tutancâmon é descendente de uma das cinco filhas que Amenhotep III teve com a rainha Tiye, por isso que Nefertiti, que não era filha de Amenhotep, não pode ser sua mãe. O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades afirmou que Tutancâmon, cujo túmulo foi descoberto em 1922 por Howard Carter em Luxor, não foi assassinado, como acreditavam alguns arqueólogos.

Para Hawas, o jovem faraó sofria de malária, não podia caminhar por problemas ósseos e sofreu uma queda antes de morrer. Causas que contribuíram para a sua morte. “Agora revelamos ao mundo como morreu Tutancâmon”, acrescentou Hawas.

As múmias de Tutancâmon e sua mãe (ao fundo), com identidade ainda desconhecida, foram exibidas em conferência de imprensa

As múmias de Tutancâmon e sua mãe (ao fundo), com identidade ainda desconhecida, foram exibidas em conferência de imprensa

Fonte: EFE/Terra