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	<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 16:32:13 +0000</pubDate>
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		<title>(Obras de Gandhi passam a domínio público 60 anos após sua morte)</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 16:32:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[AHMEDABAD, Índia (Reuters) - As obras literárias de Mahatma Gandhi, o ícone da luta pela libertação da Índia do domínio colonial britânico, devem entrar para o domínio público este mês, quando terminará a vigência dos direitos autorais sobre seus escritos e discursos. Qualquer pessoa poderá então publicar os escritos e discursos do líder legendário, conhecido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>AHMEDABAD, Índia (Reuters) - As obras literárias de Mahatma Gandhi, o ícone da luta pela libertação da Índia do domínio colonial britânico, devem entrar para o domínio público este mês, quando terminará a vigência dos direitos autorais sobre seus escritos e discursos. Qualquer pessoa poderá então publicar os escritos e discursos do líder legendário, conhecido como &#8220;pai da nação&#8221;, já que o direito sobre eles termina 60 anos após sua morte.</strong></p>
<p>Gandhi, pioneiro da filosofia de resistência não violenta à ocupação britânica da Índia, foi assassinado por um radical hindu em 30 de janeiro de 1948 em Nova Délhi.</p>
<p>Gandhi entregou suas obras à Fundação Navajivan, de Gujarat, que ele próprio fundou, mas, segundo a Lei de 1957 sobre copyright, as obras de uma pessoa entram para o domínio público 60 anos após sua morte.</p>
<p>Os responsáveis pela fundação disseram que, com base na filosofia de Gandhi, não querem pedir ao governo indiano a extensão dos direitos autorais.</p>
<p>&#8220;Considerando o espírito do pensamento de Gandhi, não se deve pedir essa extensão. Já refletimos sobre a questão e não vamos pedir a extensão&#8221;, disse à Reuters Television Jitendra Desai, curador administrativo da Fundação Navajivan.</p>
<p>Desde sua criação, a fundação já publicou cerca de 300 volumes das obras de Gandhi, incluindo artigos, cartas, discursos e traduções de sua autobiografia.</p>
<p>Embora Gandhi tenha entregue os direitos autorais de suas obras à fundação, ele próprio nunca subscreveu a idéia do copyright.</p>
<p>&#8220;Gandhi nunca apoiou a idéia do direito autoral. Mas, devido a algumas instâncias em que suas idéias foram mal interpretadas, ele foi obrigado a ceder à insistência daqueles que o prezavam e o exortavam a proteger suas obras com direito autoral&#8221;, disse outro membro da fundação, Amrut Modi.</p>
<p>Os estudiosos de Gandhi querem que o direito autoral seja reativado pelo governo, temendo que o uso livre de suas obras possa levar outras editoras a fazer interpretações equivocadas de seus textos.</p>
<p>&#8220;Quando o copyright terminar, os preços das obras certamente vão subir. A tarefa de levar o pensamento de Gandhi ao povo também pode ser prejudicada&#8221;, disse Dhimant Badiya, estudioso de Gandhi em Ahmedabad.</p>
<p>De qualquer maneira, a Fundação Navajivan vai continuar a publicar as obras de Gandhi a preços subsidiados, mesmo depois do fim do direito autoral.</p>
<p><em>Fonte: Último Segundo</em></p>
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		<title>(Ciência confirma existência do amor verdadeiro)</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 12:44:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quem diria&#8230;  
+++
Cientistas afirmam ter descoberto o verdadeiro amor. Exames das ondas cerebrais indicaram que um pequeno número de casais pode apresentar, mesmo após 20 anos, a mesma paixão que a maioria dos casais apresenta nos primeiros tempos de relacionamento. As informações são do Times Online.
A descoberta derruba a visão convencional de que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem diria&#8230; <img src='http://inconscientecoletivo.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>+++</p>
<p>Cientistas afirmam ter descoberto o verdadeiro amor. Exames das ondas cerebrais indicaram que um pequeno número de casais pode apresentar, mesmo após 20 anos, a mesma paixão que a maioria dos casais apresenta nos primeiros tempos de relacionamento. As informações são do Times Online.</p>
<p><strong>A descoberta derruba a visão convencional de que o amor e o desejo sexual atingem o pico no começo da relação e declinam com o passar dos anos.</strong></p>
<p>Uma equipe de pesquisadores da Stony Book University, em Nova York, analisou as ondas cerebrais em casais que estão juntos há mais de 20 anos e comparou com as de casais formados recentemente. Eles descobriram que um a cada dez dos casais mais antigos tinha as mesmas reações químicas no cérebro ao ver fotografias de seus parceiros que os casais mais recentes.</p>
<p>Pesquisas anteriores sugeriam que os primeiros estágios do relacionamento, uma montanha-russa de emoções e obsessões, que os psicólogos chamam de &#8220;enamoramento&#8221;, começa a enfraquecer após 15 meses. Passados 10 anos, as conexões químicas não acontecem mais.</p>
<p>No entanto, as análises cerebrais de alguns casais formados há um tempo mais longo revelam que o enamoramento também amadurece, permitindo que eles desfrutem do que o relatório da pesquisa denominou &#8220;companheirismo intensivo e vivacidade sexual&#8221;.</p>
<p>Os pesquisadores apelidaram estes casais de &#8220;cisnes&#8221;, por eles terem &#8220;mapas do amor&#8221; no cérebro, similares aos animais que mantém um parceiro por toda a vida, como os cisnes e as raposas cinzentas.</p>
<p>As reações dos &#8220;casais-cisnes&#8221; a fotos de seus parceiros foram identificadas em exames de ressonância magnética como um pico de produção de dopamina, observado mais comumente em casais que vivem os primeiros dias de amor.</p>
<p>&#8220;As descobertas vão contra a visão tradicional do romance ¿ que ele diminui sensivelmente após a primeira década ¿ mas estamos certos de que são reais&#8221;, explica o pesquisador Arthur Aron, psicólogo da Stony Brook University.</p>
<p>Pesquisas anteriores já haviam derrubado o mito dos &#8220;pontos de fratura&#8221; nos relacionamentos após os 12-15 meses, após os 3 anos e a infame crise dos 7 anos.</p>
<p>Segundo Aron, ao entrevistar os primeiros casais que alegavam sentirem-se apaixonados após 20 anos, em média, ele achou que aquelas pessoas estavam enganando a elas mesmas. &#8220;Mas também foi o que os exames das ondas cerebrais nos disseram, e isso as pessoas não conseguem simular&#8221;. Um casal de &#8220;cisnes&#8221; estudado por Aron, Billy e Michelle Jordon, após 18 anos juntos, ainda serve de inspiração para os amigos. O casal, que vive em Newpot Beach, Califórnia, andam o tempo todo de mãos dadas. &#8220;Vem muito naturalmente&#8221;, explica Michelle, 59 anos.</p>
<p>Lisa Baber, 40 anos, e seu marido, David, 46 anos, de Bristol, dizem que ainda sentem o mesmo frisson de quando ficaram juntos pela primeira vez, há 17 anos.</p>
<p>&#8220;Ele era louco e muito excitante, tirava meus pés do chão&#8221;, diz Lisa. &#8220;Esta excitação está bem viva. Nós nos certificamos de que nossas vidas estejam sempre mudando&#8221;.</p>
<p>Outros casais que mantiveram a paixão são Tony e Cherie Blair, e Michael e Shakira Caine. Michael Howard, antigo líder do Partido Conservador da Inglaterra, e sua mulher Sandra estão juntos há mais de 30 anos.</p>
<p>Segundo Aron, ele e sua mulher, ambos de 64 anos, têm uma relação muito forte, mas ficou com um pouco de inveja dos &#8220;casais-cisnes&#8221;. &#8220;Os seus relacionamentos são intensos e sexualmente ativos, também, sem as dificuldades dos amores recentes&#8221;, disse ele.</p>
<p>(do site de notícias Terra)</p>
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		<title>(Projetos de leitura crescem no País)</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 22:31:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Do site Último Segundo:
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Eles sabem que metade da população adulta é analfabeta funcional, que os brasileiros não leem nem dois livros por ano e que os estudantes estão entre os piores do mundo em testes de leitura. Mesmo assim, contrariando uma realidade preocupante, uma série de pessoas sozinhas, organizações não-governamentais e mesmo municípios e Estados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do site Último Segundo:</p>
<p>+++</p>
<p><strong>Eles sabem que metade da população adulta é analfabeta funcional, que os brasileiros não leem nem dois livros por ano e que os estudantes estão entre os piores do mundo em testes de leitura. Mesmo assim, contrariando uma realidade preocupante, uma série de pessoas sozinhas, organizações não-governamentais e mesmo municípios e Estados estão multiplicando projetos de incentivo à leitura pelo País.</strong></p>
<p>Dados do Programa Nacional do Livro e Leitura (PNLL), dos Ministérios da Cultura e da Educação, mostram que o número de projetos cadastrados saltou de 162 em 2006 para quase 600 em 2008.</p>
<p>A última edição do Prêmio Vivaleitura, por exemplo, teve 1.899 projetos inscritos de todos os Estados, tanto das capitais quanto dos pequenos municípios do interior do País. São bibliotecas em casas de palafita na região amazônica, nas garagens da periferia de grandes cidades, no lombo de animais, nos carrinhos de catadores de papel, no porta-malas de carros, em ônibus adaptados. Vizinhos que se unem e criam grupos de leitura, professores que criam modelos pedagógicos para serem usados extraclasse, redes de ensino que reformularam seus programas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.</p>
<p>+++</p>
<p>Bem, eu acho que é exatamente porque o brasileiro não lê é que realmente se deve investir em projetos de leitura. Se os brasileiros já tivessem o hábito de ler, aí sim é que tais projetos poderiam até serem redundantes!!!</p>
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		<title>(Cientistas alcançam o interior do planeta Terra)</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jan 2009 11:39:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As melhores descobertas são sempre acidentais!!!
Do site de notícias Terra:
Uma equipe de perfuração recentemente atravessou camadas de rochas profundas por sob o Havaí e acidentalmente se tornou o primeiro grupo de seres humanos conhecido a ter perfurado a crosta terrestre em profundidade suficiente para chegar ao magma - a forma derretida de rocha que ocasionalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As melhores descobertas são sempre acidentais!!!</p>
<p>Do site de notícias Terra:</p>
<div id="attachment_1251" class="wp-caption aligncenter" style="width: 296px"><a href="http://inconscientecoletivo.net/wp-content/uploads/2009/01/interior-terra.jpg"><img class="size-full wp-image-1251" title="interior-terra" src="http://inconscientecoletivo.net/wp-content/uploads/2009/01/interior-terra.jpg" alt="Equipe de perfuração acidentalmente se tornou o primeiro grupo de seres humanos conhecido a ter perfurado a crosta terrestre em profundidade suficiente para chegar ao magma" width="286" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe de perfuração acidentalmente se tornou o primeiro grupo de seres humanos conhecido a ter perfurado a crosta terrestre em profundidade suficiente para chegar ao magma</p></div>
<p>Uma equipe de perfuração recentemente atravessou camadas de rochas profundas por sob o Havaí e acidentalmente se tornou o primeiro grupo de seres humanos conhecido a ter perfurado a crosta terrestre em profundidade suficiente para chegar ao magma - a forma derretida de rocha que ocasionalmente atinge a superfície na forma de erupções de lava - em seu ambiente natural, anunciaram cientistas norte-americanos em dezembro.</p>
<p>&#8220;Trata-se de uma descoberta sem precedentes&#8221;, disse Bruce Marsh, especialista em vulcões da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, que participará do estudo das amostras obtidas pelos perfuradores.</p>
<p>Normalmente, ele disse, os pesquisadores de vulcões precisam realizar &#8220;estudos post-mortem&#8221; de magma há muito solidificado, ou estudar a lava ainda em estado ativo em períodos de erupções vulcânicas. Mas desta vez eles conseguiram encontrar o magma em seu ambiente natural ¿ algo que Marsh descreveu como tão emocionante, para os membros de sua profissão, quanto encontrar um dinossauro vivo brincando em uma ilha distante seria para um paleontologista.</p>
<p>&#8220;Esse é o meu Jurassic Park&#8221;, ele declarou em uma reunião da União Geofísica Americana em San Francisco.</p>
<p><strong>Primeiro contato</strong></p>
<p>A descoberta foi feita a uma profundidade de 2,5 quilômetros, durante uma escavação exploratória cujo objetivo era tentar localizar fontes de energia geotérmica. A equipe de escavação encontrou algo de incomum durante operações de rotina conduzidas no Projeto Geotérmico de Puna, uma propriedade controlada pela Ormat Technologies, de Reno, Nevada. Quando os trabalhadores tentaram retomar suas escavações, descobriram que o magma havia subido por cerca de oito metros do encanamento que inseriram no poço exploratório. A rocha se solidificou na forma de uma substância clara e vítrea, aparentemente devido ao resfriamento rápido pelo qual passou depois de encontrar a água do lençol freático.</p>
<p>Os cientistas sabiam há muito que era provável a presença de câmaras de magma na vizinhança do local da escavação. A perfuração estava sendo conduzida em um esforço para tentar encontrar fontes de abastecimento para uma usina de energia geotérmica já existente, construída para colher calor da região vulcânica mais ativa do mundo, em torno do vulcão Kilauea, que vem emitindo lava continuamente desde 1983. Don Thomas, geoquímico do Centro de Estudo de Vulcões Ativos da Universidade do Havaí, disse que era apenas questão de tempo antes que alguma operação de perfuração viesse a atingir magma quente.</p>
<p>Mas que isso tenha de fato acontecido na prática &#8220;é tremendamente emocionante&#8221;, disse Thomas, que não fazia parte da equipe que realizou a descoberta.</p>
<p>Os pesquisadores descobriram, adicionalmente, que o magma é feito de dacito, uma espécie de rocha precursora do granito, e não do basalto que forma a maior parte do Havaí.</p>
<p>&#8220;Se tivéssemos encontrado basalto, a surpresa não teria sido grande&#8221;, disse William Teplow, geólogo consultor da U. S. Geothermal, que está assessorando o projeto.</p>
<p>Os cientistas acreditavam há muito que o dacito pudesse se separar do magma basáltico para formar rochas graníticas. Mas eles jamais esperavam ver o processo em plena operação.</p>
<p>&#8220;Essa pode ser a primeira vez que a geração do granito foi observada de forma concreta em seu estado formativo, na natureza&#8221;, disse Teplow. &#8220;É uma observação importante porque é esse processo que diferencia a crosta continental granítica da crosta oceânica, mais primitiva e basáltica&#8221;.</p>
<p>Marsh está entusiasmado com as perspectivas de novos estudos. &#8220;Isso é apenas a ponta do iceberg&#8221;, ele declarou. &#8220;Não sabemos onde vai nos levar, mas se trata de uma oportunidade de ouro&#8221;.</p>
<p>Pode até ser possível conduzir experiências científicas no interior do magma.</p>
<p>&#8220;Poderíamos estar falando do primeiro observatório de magma instalado no planeta&#8221;, disse Marsh. &#8220;Trata-se de um evento singular, do nosso primeiro contato com as entranhas da Terra, onde vive o magma&#8221;.</p>
<p><strong>Poderio econômico</strong></p>
<p>Com uma temperatura estimada em cerca de 1.050 graus centígrados, a camada de magma também poderia ser valiosa como uma fonte de calor de alta qualidade para a produção de energia geotérmica.</p>
<p>&#8220;Mas a primeira coisa com que devemos nos preocupar é compreender os aspectos científicos&#8221;, disse Lucien Bronicki, presidente do conselho e vice-presidente de tecnologia da Ormat.</p>
<p>Marsh, da Universidade Johns Hopkins, acrescentou que o corpo de magma localizado é grande o suficiente para que seu uso como fonte geradora de energia não interfira com futuras pesquisas científicas na mesma região.</p>
<p>&#8220;O poço que escavamos tem as dimensões que uma picada de mosquito teria nas costas de um elefante&#8221;, ele afirmou.</p>
<p><em></em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Richard A. Lovett - National Geographic</em></p>
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		<title>(Brasil adota reforma em meio a incerteza no mundo lusófono)</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 20:11:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Primeira notícia do ano, a adoção brasileira do acordo ortográfico. Uma pena toda essa polêmica que o acordo tem gerado. Apesar de tudo, a unificação só tem a beneficiar os países lusófonos, pois fortalecerá ainda mais a língua portuguesa. Isso sem falar em como facilitará para os estrangeiros que desejam aprender o nosso idioma, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeira notícia do ano, a adoção brasileira do acordo ortográfico. Uma pena toda essa polêmica que o acordo tem gerado. Apesar de tudo, a unificação só tem a beneficiar os países lusófonos, pois fortalecerá ainda mais a língua portuguesa. Isso sem falar em como facilitará para os estrangeiros que desejam aprender o nosso idioma, e que normalmente se batem um bocado com as diferenças ortográficas. Enfim, na minha opinião, o único problema real que percebo a respeito do acordo é somente o de se acostumar com ele. Todo o resto são apenas conjecturas.</p>
<p>Do Último Segundo:</p>
<p>+++</p>
<p><strong>Neste 1º de janeiro de 2009, o Brasil se torna o primeiro país de língua portuguesa a adotar as novas regras ortográficas, enquanto no resto do mundo lusófono o acordo ainda está cercado de polêmica e incerteza. Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal também já ratificaram o acordo, mas nenhum deles tem data marcada para implementar a nova ortografia. </strong></p>
<p>Os governos dos demais países - Timor Leste, Guiné-Bissau, Moçambique e Angola - se dizem interessados em aprovar o acordo, mas ainda não o fizeram.</p>
<p>Segundo Godofredo de Oliveira Neto, presidente da Comissão de Língua Portuguesa, órgão ligado ao Ministério da Educação brasileiro, os outros países de língua portuguesa acompanham com atenção o início da adoção do acordo no Brasil, assim como a situação em Portugal, e devem definir nos próximos meses como será feita a implementação das novas regras internamente. &#8220;A expectativa é de que todos os oito países tenham ratificado (o acordo) até a metade de 2009&#8243;, diz ele.</p>
<p>A iniciativa do Brasil de ser o primeiro país a colocar em vigor as novas regras ortográficas foi vista como &#8220;um impulso&#8221; aos demais países pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado.</p>
<p>Mas a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa deixa claro que o objetivo da reforma é a unificação e que &#8220;o ideal seria que todos os países avançassem em uníssono&#8221;.</p>
<p><strong>Polêmica</strong></p>
<p>Apesar de a reforma ortográfica já estar em vigor na ordem jurídica internacional e de ter sido ratificada por quatro países, a polêmica sobre o valor do acordo ainda resiste.</p>
<p>Em Portugal, uma petição com milhares de assinaturas pedindo a suspensão da implementação do acordo está sendo avaliada pela Assembléia da República.</p>
<p>Um dos signatários, o deputado do Parlamento europeu Vasco Graça Moura, diz que a reforma é &#8220;praticamente a adoção da grafia em vigor no Brasil, com a pretensão de que ela se aplica a todos os espaços em que se fala a língua portuguesa&#8221;.</p>
<p>&#8220;Evidentemente, é uma capitulação aos interesses brasileiros. No dia em que a grafia brasileira puder ser utilizada em todos os espaços em que se fala a língua portuguesa, é evidente que os interesses econômicos brasileiros, muito em especial os ligados às edições escolares, estarão altamente beneficiados&#8221;, afirma Graça Moura.</p>
<p>&#8220;Sou um admirador da cultura brasileira, não há nada de anti-brasileirismo nesta opinião. O que há é a constatação de que com a adoção do acordo ortográfico - se é que ele chegará a entrar em vigor - é evidente que as entidades produtoras de material impresso sediadas no Brasil tirarão daí grandes vantagens.&#8221;</p>
<p>Graça Moura diz ainda que a reforma &#8220;não traz nenhuma vantagem aos falantes do português do lado de cá do Atlântico e também não traz para os outros países de língua portuguesa&#8221;.</p>
<p><strong>Beneficiados</strong></p>
<p>Já o premiado escritor angolano José Eduardo Agualusa acredita que os maiores beneficiados pelo acordo ortográfico serão justamente os países africanos de língua portuguesa.</p>
<p>&#8220;Neste momento, em Angola, o que acontece é que no mesmo território existem livros com duas grafias, do Brasil e de Portugal. Portanto, temos, na prática, duas ortografias vigentes. Ainda por cima em um país cujo grande desafio é a alfabetização das populações&#8221;, diz Agualusa.</p>
<p>&#8220;(O acordo) Vai facilitar a circulação do livro neste espaço de língua portuguesa e, por outro lado, é importante também para a afirmação internacional da língua, uma vez que poderemos apresentar uma única ortografia nos fóruns internacionais.&#8221;<br />
Agualusa diz ainda que a polêmica em torno da reforma deve acabar assim que ela entrar em vigor nos demais países de língua portuguesa.</p>
<p>&#8220;As pessoas têm um certo receio de qualquer mudança, mas neste caso são mudanças muito pequenas. Não vai afetar a vida de ninguém, ninguém vai adoecer por causa da aplicação do acordo. (&#8230;) Defendo até que a reforma deveria ter ido mais longe. Espero que se vá, que futuramente corrijam alguns pontos, mas também não me parece dramático isto&#8221;, diz o escritor.</p>
<p>A BBC Brasil passará a adotar as novas regras ortográficas a partir de fevereiro, quando também serão feitas outras mudanças no site.</p>
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		<title>A Necessidade de Aprovação e Reconhecimento</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Dec 2008 13:00:05 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Para fechar este ano com chave de ouro, um texto de Osho, em que ele fala da louca necessidade que as pessoas têm por reconhecimento, reconhecimento esse que acaba sendo mais importante do que o amor pelo trabalho em si, ou do que a realização pessoal. Por que precisamos tanto de reconhecimento? Por que só nos motivamos a buscar um objetivo pensando em como seremos admirados ou premiados por ele? A maior parte das pessoas só se esforça verdadeiramente em um trabalho, quando têm a esperança de um reconhecimento. Isso, evidentemente, quando não escolhem um determinado trabalho só pela possibilidade de admiração que possam obter com ele. É o caso do jovem que tem um talento incrível na cozinha, mas que larga a alegria de cozinhar para se tornar advogado, e com isso ser mais &#8220;respeitado&#8221;. Ou pior, com a desculpa de &#8220;ganhar mais dinheiro&#8221;. Ou da moça que gostaria de dar aulas, mas os pais e familiares sempre sonharam que ela deveria ser médica, e ela acaba por ingressar em medicina. Coisas que acontecem todos os dias, em todos os lugares.</p>
<p>Por que procuramos tão desesperadamente pela aprovação dos outros? Será que todo mundo realmente sabe o que é melhor para você?  Quando alguém insiste que sua vida deveria de ser de uma maneira e não de outra, ou que você será mais respeitado ou admirado sendo de um jeito e não do <em>seu</em> jeito, pare para observar se essa pessoa é realmente alguém que você poderia considerar &#8220;realizado&#8221; ou &#8220;feliz&#8221;. <strong>Pois só tenta convencer quem não está convencido</strong>. O fato de uma pessoa tentar te convencer a algo que você não sente como sendo o ideal para você, significa que esta pessoa quer que você acredite no que ela diz para que assim ela mesma possa acreditar. A sua crença na ilusão criada (ou alimentada) por ela, faz com que esta mesma ilusão pareça mais verdadeira ou realista do que realmente é. <strong>Uma mentira, quando contada muitas vezes, acaba se tornando verdade</strong>, não é? Por isso que é tão difícil quebrar com uma tradição. Por mais ultrapassada, obsoleta ou inútil que seja, ela é importante pelo simples poder da repetição e da crença cega. É a história de que ter uma formação acadêmica garante um futuro melhor (lembre-se que a maior parte das pessoas consideradas ricas não possuem diploma de ensino superior!), ou que &#8220;um bom partido&#8221; (para casar!) é aquele que tem dinheiro, ou &#8220;status&#8221;&#8230; E quantas pessoas destróem suas vidas, apagam suas potencialidades e se limitam por causa dessas idéias, porque pensam que agindo em conformidade com elas serão felizes e farão felizes as pessoas de sua família e convívio social&#8230; É a loucura do reconhecimento: é impossível agradar todo mundo, e quando se tenta, acaba desagradando mais ainda a todos e pior, a si mesmo.</p>
<p>Que as palavras de Osho sirvam como reflexão e renovação de promessas (desta vez voltadas para a sua verdadeira felicidade interior) para este novo ano, que em breve se iniciará! Um excelente  2009 para todos os leitores do Inconsciente Coletivo! <img src='http://inconscientecoletivo.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>+++</p>
<p><em>Querido Osho,<br />
</em></p>
<p><em>Por que sinto necessidade de obter aprovação e de ser reconhecido, especialmente em meu trabalho? Isso me coloca numa armadilha – eu não consigo fazer as coisas sem isso. Eu sei que estou nessa armadilha, mas eu fui pego nela e não vejo como sair. </em></p>
<p><em>Você poderia me ajudar a encontrar a porta?</em></p>
<p>&#8220;A questão é do Kendra.</p>
<p><strong>É preciso lembrar que a necessidade de obter aprovação e de ser reconhecido é uma questão que diz respeito a todo mundo. A estrutura de toda a nossa vida é essa que nos foi ensinada: a menos que exista um reconhecimento, nós somos ninguém, nós não temos valor. O trabalho não é o importante, mas sim o reconhecimento. E isso coloca as coisas de cabeça para baixo. O trabalho deveria ser o importante – uma alegria em si mesmo. Você deveria trabalhar, não para ser reconhecido, mas porque você curte ser criativo, você ama o trabalho em si mesmo.</strong></p>
<p>Existiram poucas pessoas como Vincent Van Gogh, capazes de escapar da armadilha que a sociedade lhes impingiu. Ele continuou pintando – com fome, sem casa, sem agasalhos, sem remédios, doente – mas ele continuou pintando. Nem uma pintura sequer estava sendo vendida, não havia reconhecimento de parte alguma, mas o estranho era que em tais condições ele ainda era feliz – feliz porque era capaz de pintar o que queria pintar. Reconhecido ou não, o seu trabalho era intrinsecamente valioso.</p>
<p>Aos trinta e três anos ele cometeu suicídio – não por causa de alguma miséria ou angústia, mas simplesmente porque ele havia pintado o seu último quadro, um pôr-do-sol, no qual havia trabalhado por quase um ano. Ele tentou dezenas de vezes e destruiu, porque não havia atingido aquele seu padrão. Finalmente ele conseguiu pintar o pôr-do-sol da maneira como desejava.</p>
<p>Ele cometeu suicídio escrevendo uma carta para seu irmão, ‘Eu não estou cometendo suicídio por desespero. Eu estou cometendo suicídio por não mais existir qualquer motivo para continuar vivendo – o meu trabalho está concluído. Além disso, tem sido difícil encontrar alternativas para meu sustento. Até aqui as coisas estavam indo bem, porque eu tinha algum trabalho para fazer, algum potencial dentro de mim precisava se exteriorizar, tinha que florescer. De modo que agora, não há sentido em viver como um mendigo. Eu ainda não tinha pensado e nem mesmo tinha olhado para isso, mas agora essa é a única coisa a ser feita. Eu floresci até o meu limite máximo, eu estou realizado, e agora parece ser apenas uma estupidez ficar me arrastando, procurando alternativas de sustento. Por que razão? Para mim isso não é um suicídio; eu apenas cheguei a uma realização, a um ponto final e alegremente estou deixando o mundo. Alegremente eu vivi e alegremente estou deixando o mundo.’</p>
<p>Agora, após quase um século, cada uma de suas pinturas vale milhões de dólares. Existem apenas duzentas pinturas disponíveis. Ele deve ter pintado milhares, mas elas foram destruídas; e ninguém prestou atenção nelas.</p>
<p>Agora, ter um quadro de Van Gogh significa que você tem um senso estético. O quadro dele traz um reconhecimento para você. O mundo não deu qualquer reconhecimento ao trabalho dele, mas ele nunca se preocupou com isso. E esta deve ser a maneira de ver as coisas: você deve trabalhar se amar aquele trabalho.</p>
<p>Não peça reconhecimento. Se ele vier, aceite-o tranqüilamente; se ele não vier não pense a respeito. A sua realização deve estar no próprio trabalho. E se todos aprendessem esta simples arte de amar o seu trabalho, seja qual ele for, curtindo-o sem pedir por qualquer reconhecimento, nós teríamos um mundo mais belo e mais celebrante. Do jeito que o mundo é, vocês têm estado presos num padrão miserável. O que você faz é bom, não porque você ama fazê-lo, não porque você o faz perfeitamente, mas porque o mundo o reconhece, lhe dá uma premiação, lhe dá medalhas de ouro, prêmios Nobel.</p>
<p>Eles têm tirado todo o valor intrínseco da criatividade e destruído milhões de pessoas – pois você não pode dar prêmios Nobel a milhões de pessoas. E têm criado o desejo por reconhecimento em todo mundo, de modo que ninguém consegue trabalhar em paz, curtindo qualquer coisa que esteja fazendo. E a vida consiste em pequenas coisas. Para as pequenas coisas não existem premiações, nenhum título concedido pelos governos, nenhuma graduação honorária dada pelas universidades.</p>
<p>Um dos grandes poetas do século XX, Rabindranath Tagore, viveu em Bengala, Índia. Ele publicou suas poesias e seus romances em bengali – mas não recebeu qualquer reconhecimento. Então ele traduziu um pequeno livro, GITANJALI, Oferta de Canções, para o inglês. E ele estava consciente de que o original tinha uma beleza que a tradução não tinha e não conseguiria ter – porque essas duas línguas, o bengali e o inglês têm estruturas diferentes, maneiras diferentes de expressar.</p>
<p>O bengali é muito doce. Mesmo se estiver brigando, vai parecer que você está envolvido numa conversação agradável. É uma linguagem muito musical, cada palavra é musical. Essa qualidade não existe no inglês, não pode ser trazida para ele. O inglês tem qualidades diferentes. Mas de alguma maneira ele conseguiu traduzir e a tradução – que é pobre comparada com o original – recebeu o prêmio Nobel. Então, de repente, toda a Índia ficou sabendo. O livro esteve disponível em bengali e em outros idiomas indianos por anos, e ninguém prestava atenção nele.</p>
<p>Todas as universidades quiseram lhe dar um título de Doutor. Calcutá, onde ele vivia, foi a primeira universidade a lhe conceder o título de Doctor of Letters. Ele recusou, dizendo, ‘Vocês não estão dando uma graduação a mim nem estão reconhecendo o meu trabalho, vocês estão dando reconhecimento ao prêmio Nobel, porque o livro esteve aqui de uma forma muito mais bela e ninguém se preocupou em escrever ao menos uma crítica’. Ele recusou-se a receber qualquer doutorado honorário. Ele dizia, ‘Isso é um insulto para mim’.</p>
<p>Jean-Paul Sartre, um dos grandes romancistas e homem de tremendo insight sobre a psicologia humana, recusou o prêmio Nobel. Ele disse, ‘Eu recebi recompensa suficiente enquanto estava criando o meu trabalho. Um prêmio Nobel não consegue acrescentar coisa alguma a isso – ao contrário, ele me joga para baixo. Ele é bom para amadores que estão em busca de reconhecimento, eu já sou bastante velho, eu já desfrutei o suficiente. Eu amei tudo o que fiz. Essa foi a minha própria recompensa, eu não quero qualquer outra recompensa, porque nada pode ser melhor do que aquilo que eu já recebi.’ E ele estava certo. Mas as pessoas certas são poucas no mundo. O mundo está cheio de pessoas vivendo dentro das armadilhas.</p>
<p><strong>Por que você deve se preocupar com reconhecimento? Preocupação com reconhecimento somente faz sentido se você não ama o seu trabalho, nesse caso ele não tem significado, então o reconhecimento parece ser um substituto. </strong>Você detesta o trabalho, não gosta dele, mas você o faz porque será reconhecido, será apreciado e aceito. Ao invés de pensar no reconhecimento, reconsidere o seu trabalho. Você gosta dele? – então ponto final. Se você não gosta, então, troque-o!</p>
<p><strong>Os pais e os professores estão sempre reforçando que você deve ser reconhecido, que deve ser aceito. Esta é uma estratégia muito esperta para manter as pessoas sob controle.</strong></p>
<p>Quando eu cursava a universidade, me disseram repetidas vezes, ‘Você deve parar de fazer essas coisas&#8230; Você continua formulando perguntas que sabe perfeitamente bem que não podem ser respondidas e que colocam o professor numa situação embaraçosa. Você tem que parar com isso, caso contrário essas pessoas irão se vingar. Elas têm o poder e poderão reprová-lo.’</p>
<p>Eu dizia, ‘Não me preocupo com isso. Neste momento eu estou curtindo formular perguntas e fazê-los sentirem-se ignorantes. Eles não são corajosos o bastante para simplesmente dizer, ‘Eu não sei.’ Desse modo, não haveria qualquer embaraço. Mas eles querem fingir que sabem tudo. Eu estou curtindo isso; a minha inteligência está sendo aguçada. Quem se preocupa com exames? Eles poderão me reprovar apenas quando eu aparecer nos exames – e quem vai aparecer? Se eles estiverem com essa idéia de que podem me reprovar, eu não entrarei nos exames, e repetirei a mesma série. Eles terão que me aprovar pelo simples medo de ter que me encarar por mais um ano novamente.’</p>
<p>Todos eles me aprovaram e me ajudaram a passar porque queriam ficar livres de mim. Aos olhos deles, eu estava destruindo os outros estudantes, porque eles começaram a questionar coisas que, por séculos, eram aceitas sem questionamentos.</p>
<p>Quando eu estava ensinando na universidade, a mesma coisa aconteceu, sob um ângulo diferente. Agora eu estava formulando perguntas aos estudantes para trazer a atenção deles ao fato de que todo o conhecimento que eles tinham acumulado era emprestado e que eles nada sabiam. Eu lhes dizia que não me importava com a graduação deles, eu me importava com a experiência autêntica deles – e eles não tinham nenhuma. Eles estavam simplesmente repetindo os livros, que estavam desatualizados, que já tinha sido provado que estavam errados há muito tempo. Agora as autoridades da universidade estavam ameaçando-me, ‘Se você continuar por esse caminho, atormentando os alunos, você será colocado para fora da universidade.’</p>
<p>Eu disse, ‘Isso é estranho – eu era um estudante e não podia formular perguntas aos professores; agora eu sou um professor e não posso formular perguntas aos estudantes! Então, qual função esta universidade está preenchendo? Este deve ser um lugar onde as perguntas são formuladas, onde os questionamentos começam. As respostas devem ser encontradas na vida e na existência, não nos livros.</p>
<p>Eu disse, ‘Vocês podem me colocar para fora da universidade, mas lembrem-se, estes mesmos estudantes, em nome de quem vocês estão me colocando para fora, irão reduzir a cinzas toda a universidade. Eu disse ao vice-reitor, ‘Você deve vir e ver a minha sala’.</p>
<p>Ele não conseguiu acreditar – na minha sala havia pelo menos duzentos estudantes&#8230; E não havia espaço, de modo que eles sentavam em qualquer lugar que encontrassem – nas janelas, no chão. Ele disse, ‘O que está acontecendo, pois tem apenas dez alunos matriculados na sua matéria?’</p>
<p>Eu disse, ‘Essas pessoas vêm para ouvir. Elas abandonam as suas aulas e adoram estar aqui. Esta aula é um diálogo. Eu não sou superior a eles e eu não posso recusar ninguém que queira vir à minha aula. Se ele é meu aluno ou não, não importa, se ele vem me ouvir, então é meu aluno. Na verdade, você deveria me permitir utilizar o auditório. Estas salas de aula são muito pequenas para mim.’</p>
<p>Ele disse, “Auditório? Você quer dizer, toda a universidade reunida no auditório? O que, então, os outros professores estarão fazendo?’</p>
<p>Eu disse, ‘Isso é bom para eles pensarem a respeito. Eles deveriam ir embora e se enforcar! Eles deveriam ter feito isso há muito tempo. Ao ver que seus alunos não estavam indo assistir suas aulas, isso já era uma indicação suficiente.’</p>
<p>Os professores ficaram com raiva e as autoridades também. Finalmente eles tiveram que me ceder o auditório, mas com muita relutância, porque os alunos ficaram pressionando. Mas eles disseram, ‘Isto é estranho, alunos que nada têm a ver com filosofia, religião ou psicologia, por que eles devem estar indo lá?’</p>
<p>Muitos alunos disseram ao vice-reitor, ‘Nós gostamos disso. Não sabíamos que filosofia, religião e psicologia poderiam ser tão interessantes, tão intrigantes, senão já teríamos nos inscrito nelas. Nós pensávamos que essas matérias eram secas e que somente um tipo de pessoas muito ligado a livros se inscreveria nelas. Nós nunca tínhamos visto pessoas com muita energia se inscrevendo nessas matérias. Mas esse homem fez com que essas matérias ficassem tão significantes que parece que mesmo se formos reprovados em nossas próprias matérias, isso não vai importar. O que nós estamos fazendo está tão correto e está tão claro para nós, que nem pensamos em mudar isso.’</p>
<p>Contra o reconhecimento, contra a aceitação, contra as graduações&#8230; Mas, finalmente eu tive que deixar a universidade, não por causa de suas ameaças, mas porque eu reconheci que aquilo era um desperdício, pois milhares de estudantes poderiam ser ajudados por mim. Eu poderia ajudar milhões de pessoas do lado de fora, no mundo. Por que eu deveria permanecer apegado a uma pequena universidade? O mundo inteiro poderia ser a minha universidade.</p>
<p>E você pode ver. Eu fui condenado.<br />
Esse foi o único reconhecimento que eu recebi.</p>
<p>Eu fui descrito de maneira totalmente incorreta. Tudo o que pode ser dito contra uma pessoa, foi dito contra mim; tudo o que pode ser feito contra um homem foi feito contra mim. Você acha que isso é reconhecimento? Mas eu amo o meu trabalho. Eu o amo tanto que nem mesmo o chamo de trabalho; eu simplesmente o chamo de minha alegria.</p>
<p>E todas as pessoas mais velhas, bem reconhecidas, me diziam, ‘O que você está fazendo não irá lhe trazer qualquer respeitabilidade no mundo.’</p>
<p>Mas eu dizia, ‘Eu nunca pedi por isso e não vejo o que poderei fazer com a respeitabilidade. Eu não posso comê-la nem bebê-la.’</p>
<p>Aprenda uma coisa básica. Faça o que você quer fazer, o que ama fazer, e nunca peça por reconhecimento. Isso é mendicância. Por que alguém deve pedir por reconhecimento? Por que alguém deve ansiar por aceitação?</p>
<p><strong>Olhe no fundo de si mesmo. Talvez você não goste do que está fazendo, talvez você tenha medo de encarar que está no caminho errado. A aceitação irá ajudá-lo a achar que está certo. O reconhecimento irá fazê-lo achar que está indo para o objetivo correto.</strong></p>
<p><strong>A questão diz respeito aos seus próprios sentimentos internos, ela nada tem a ver com o mundo externo. Por que depender dos outros? Todas essas coisas dependem dos outros – você está se tornando dependente. </strong></p>
<p>Eu não aceitarei qualquer prêmio Nobel. Toda essa condenação de todas as nações ao redor do mundo, de todas as religiões, é mais valiosa para mim. Aceitar o prêmio Nobel significa que eu estou me tornando dependente – agora eu não estarei mais satisfeito comigo mesmo, mas sim com o prêmio Nobel. Neste exato momento eu só posso estar satisfeito comigo mesmo, nada mais existe com que eu possa me satisfazer.</p>
<p>Dessa maneira você se torna um indivíduo. Para ser um indivíduo, viva em total liberdade, apoiado em seus próprios pés, beba a sua própria fonte. Isso é o que torna um homem verdadeiramente centrado, enraizado. Este é o início do seu florescimento supremo.</p>
<p>Essas pessoas tidas como reconhecidas, honradas, estão cheias de lixo e de nada mais. Mas elas estão cheias do lixo que a sociedade quer que elas estejam repletas – e a sociedade as compensa lhes dando premiações.</p>
<p><strong>Qualquer homem, que tem algum senso de sua individualidade, vive pelo seu próprio amor, pelo seu próprio trabalho, sem se preocupar com o que os outros pensam a respeito. Quanto mais valioso for o seu trabalho, menor será a chance de obter alguma respeitabilidade para com ele. E se o seu trabalho for o trabalho de um gênio, então você não verá nenhum respeito enquanto viver. Você será condenado enquanto viver&#8230; Depois de dois ou três séculos, erguerão estátuas para você, os seus livros serão respeitados – porque demora quase dois ou três séculos para a humanidade compreender o tamanho da inteligência que um gênio tem hoje. O espaço de tempo é grande. </strong></p>
<p><strong>Sendo respeitado por idiotas, você terá que se comportar de acordo com suas maneiras e expectativas. Para ser respeitado por essa humanidade doente, você terá que ser mais doente que ela. Então eles irão respeitá-lo. Mas, o que você irá ganhar? Você perderá a sua alma e nada ganhará.</strong>&#8220;</p>
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		<title>(Maior conjunto de fósseis de dinossauros é descoberto na China)</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 23:58:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Arqueologia]]></category>

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		<category><![CDATA[dinossauros]]></category>

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		<category><![CDATA[ossos]]></category>

		<category><![CDATA[paleontologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Do site de notícias Terra:
+++
Um grupo de paleontologistas encontrou no leste da China o que acredita-se ser um dos maiores conjuntos de fósseis de dinossauros localizados até hoje no planeta, incluindo os ossos de um enorme ornitorrinco, informa a imprensa estatal.
Os cientistas descobriram 15 zonas ao redor da cidade de Zhucheng, na província de Shandong, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do site de notícias Terra:</p>
<p>+++</p>
<p>Um grupo de paleontologistas encontrou no leste da China o que acredita-se ser um dos maiores conjuntos de fósseis de dinossauros localizados até hoje no planeta, incluindo os ossos de um enorme ornitorrinco, informa a imprensa estatal.</p>
<p>Os cientistas descobriram 15 zonas ao redor da cidade de Zhucheng, na província de Shandong, que contêm milhares de ossos de dinossauros, destaca o jornal Beijing News.</p>
<p>&#8220;Este grupo de fósseis de dinossauros é o maior já encontrado no mundo em termos de área&#8221;, afirmou Zhao Xijin, paleontologista da Academia Chinesa de Ciências.</p>
<p>Em uma área de 300 por 10 metros foram localizados mais de 3 mil ossos, segundo a imprensa. Desde o início dos trabalhos, em março, os cientistas retiraram mais de 7,6 mil ossos, incluindo os do maior ornitorrinco conhecido até hoje: um exemplar de nove metros de altura com uma envergadura superior a 16 metros.</p>
<p>Zhao explicou que a descoberta de tantos dinossauros em uma mesma zona pode fornecer pistas sobre a extinção destes animais, ao fim do período cretáceo, há 65 milhões de anos.</p>
<p>Nesta região da China já foram encontradas mais de 50 toneladas de fósseis de dinossauros desde 1960.</p>
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		<title>(Insônia pode causar mania de perseguição, diz estudo)</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 21:17:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<category><![CDATA[insônia]]></category>

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		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Do site de notícias Terra (não pude deixar de rir ao ler o título&#8230;  ):
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Um estudo conduzido por pesquisadores britânicos sugere que pessoas com insônia têm mais chances de sofrer de paranóias como mania de perseguição.
A pesquisa, realizada por uma equipe do King&#8217;s College, em Londres, examinou a relação entre insônia e paranóias em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do site de notícias Terra (não pude deixar de rir ao ler o título&#8230; <img src='http://inconscientecoletivo.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> ):</p>
<p>+++</p>
<p>Um estudo conduzido por pesquisadores britânicos sugere que pessoas com insônia têm mais chances de sofrer de paranóias como mania de perseguição.</p>
<p>A pesquisa, realizada por uma equipe do King&#8217;s College, em Londres, examinou a relação entre insônia e paranóias em pessoas saudáveis e em pacientes com problemas mentais.</p>
<p>Os especialistas observaram que 70% das pessoas saudáveis que disseram ter perturbações psíquicas também sofriam de insônia. Entre os pacientes psiquiátricos, mais da metade também apresentou o mesmo quadro.</p>
<p>O autor do estudo, Daniel Freeman, disse que noites de pouco sono podem provocar estresse, confusões mentais e a sensação de estar desconectado do mundo.</p>
<p>&#8220;Estas são as condições ideais para o aparecimento de pensamentos paranóicos&#8221;, disse Freeman. &#8220;Sono regular e de boa qualidade é fundamental para o nosso bem-estar psicológico&#8221;, acrescentou.</p>
<p>A equipe chefiada por Freeman não esclareceu se é a insônia que causa os problemas mentais ou o contrário.</p>
<p>&#8220;A boa notícia é que há várias formas de vencer a insônia&#8221;, disse Freeeman. &#8220;O uso de técnicas para dormir durante o dia pode ajudar a pessoa a se sentir mais segura e menos desconfiada.</p>
<p>Uma boa noite de sono pode simplesmente nos fazer ver o mundo de forma muito mais positiva&#8221;.</p>
<p>A pesquisa foi divulgada na publicação especializada Schizophrenia Research.</p>
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		<title>A Causa Secreta</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 11:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Livros &amp; Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

		<category><![CDATA[destino]]></category>

		<category><![CDATA[joseph campbell]]></category>

		<category><![CDATA[morte]]></category>

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		<category><![CDATA[tragédia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Você já ouviu alguém (ou até si mesmo) falando que, quanto à morte, &#8220;todo mundo tem sua hora certa&#8221;? Pois bem, eu não só ouvi, mas também já observei muitas situações que se revelaram como evidências de que as pessoas parecem ter uma &#8220;hora certa&#8221;, praticamente inevitável, de morrer. Mesmo assim a idéia de que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img title="a causa secreta..." src="http://th04.deviantart.com/fs12/300W/i/2006/280/d/b/Into_the_death_by_your_rain.jpg" alt="" width="300" height="400" /><p class="wp-caption-text">a causa secreta...</p></div>
<p>Você já ouviu alguém (ou até si mesmo) falando que, quanto à morte, &#8220;todo mundo tem sua hora certa&#8221;? Pois bem, eu não só ouvi, mas também já observei muitas situações que se revelaram como evidências de que as pessoas parecem ter uma &#8220;hora certa&#8221;, praticamente inevitável, de morrer. Mesmo assim a idéia de que há uma espécie de destino nos guiando sempre me intrigou e fascinou. Por que grandes líderes, pensadores, pacificadores, religiosos, artistas e músicos possuem uma tendência a morrerem jovens, ou melhor, a morrerem um pouco depois de suas máximas realizações? Seja por assassinatos, doenças, acidentes ou ingestão de drogas, parece haver um motivo &#8220;maior&#8221; para que suas vidas sejam interrompidas tão cedo, e normalmente de maneira tão marcante? O que define o modo como iremos morrer?</p>
<p>O tema desse post é lúgubre, eu sei. Mas o que me fez escrever sobre uma suposta &#8220;hora de morrer&#8221; ou &#8220;modo de morrer&#8221;, foi a leitura de um insight impressionante de Joseph Campbell, em seu livro &#8220;Tu és Isso: Transformando a Metáfora Religiosa&#8221;, que já mencionei outras vezes aqui no site. Em um dos capítulos do livro, o autor estava discorrendo sobre as &#8220;emoções trágicas&#8221; (como diria James Joyce) de uma narrativa trágica, que seriam a &#8220;pena&#8221; e o &#8220;terror&#8221;. Enquanto Campbell diferenciava medo de terror, dizendo ser esse último &#8220;uma experiência extática do sublime, do que transcende a dor&#8221;, ele chega ao termo &#8220;causa secreta&#8221;, que seria a &#8220;chave de tudo&#8221;. O terror, segundo ele, seria a emoção &#8220;que detém a marcha do espírito na presença de tudo o que é grave e constante no sofrimento humano e o une à causa secreta&#8221;. É a partir daí que surge o tal insight impressionante que eu havia mencionado anteriormente, quando o autor explica o que faz uma tragédia ser uma tragédia. Transcrevo abaixo o trecho, do raciocínio brilhante do professor Campbell:</p>
<p>+++</p>
<p>Imagine que um homem negro leve um tiro e seja morto por um branco. Qual é a causa da morte? A bala? Ela é a causa instrumental. Se você resolver escrever sobre balas e como elas não deveriam existir, ou se é ou não bom vender armas em lojas, deixando-as facilmente acessíveis, pode estar compondo um ótimo artigo sobre controle de armas, mas não uma tragédia, por mais que você se esforce. O homem branco dá um tiro no homem negro.</p>
<p>A causa do assassinato foi o conflito racial nos Estados Unidos? Se você escrever sobre isso, também terá o preconceito como uma causa instrumental e não a causa secreta da morte de uma pessoa. Você pode compor um importante ensaio social, mas não será uma tragédia. É uma calamidade, mas não uma tragédia.</p>
<p>O motivo de eu estar falando de um homem branco e um homem negro é que penso especificamente em Martin Luther King Jr., e suas bravas palavras pouco antes de seu assassinato: &#8220;Sei que ao insistir na justiça e nessa causa estou desafiando a morte.&#8221; Essa é a causa secreta.</p>
<p><strong>A causa secreta de sua morte é o seu destino. Toda vida tem uma limitação; e ao desafiar o limite, você se aproxima dele. Os heróis são aqueles que iniciam suas ações, não importa qual seja o destino resultante. O que acontece é, portanto uma função do que a pessoa faz. Isso se aplica a toda a vida. Esta é a revelação da causa secreta: o curso de sua vida é a causa secreta de sua morte.</strong></p>
<p>Isso também faz com que este e não aquele evento se torne a ocasião da morte de uma pessoa. A casualidade de você morrer dessa forma e não em outro momento e lugar, é a realização de seu destino: todas essas mortes são secundárias. O que deve se manifestar através do evento é a magnificência da vida que foi vivida e da qual o evento faz parte. Na arte, você não diz &#8220;não&#8221;. Diz &#8220;sim&#8221;. Quando dizemos &#8220;espero morrer dessa maneira&#8221;, queremos de fato afirmar que gostaríamos de morrer com essa realização. Sob esse ponto de vista, <strong>a morte é compreendida como uma realização da direção e do propósito de nossa vida</strong>.</p>
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		<title>(Novas imagens mostram interior de tumbas egípcias)</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Dec 2008 07:00:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Do site de notícias Terra:
O Egito divulgou nesta segunda-feira novas imagens que exibem o interior das duas tumbas de mais de 4 mil anos que foram encontradas dentro do complexo funerário de Saqara, situado a cerca de 30 km ao sul do Cairo. O anúncio oficial da descoberta das tumbas foi realizado pelas autoridades do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do site de notícias Terra:</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 296px"><img title="Os sepulcros, esculpidos na pedra e com hieróglifos no exterior, foram encontrados na necrópole de Saqara" src="http://img.terra.com.br/i/2008/12/22/939886-3483-it2.jpg" alt="Os sepulcros, esculpidos na pedra e com hieróglifos no exterior, foram encontrados na necrópole de Saqara" width="286" height="320" /><p class="wp-caption-text">Os sepulcros, esculpidos na pedra e com hieróglifos no exterior, foram encontrados na necrópole de Saqara</p></div>
<p>O Egito divulgou nesta segunda-feira novas imagens que exibem o interior das duas tumbas de mais de 4 mil anos que foram encontradas dentro do complexo funerário de Saqara, situado a cerca de 30 km ao sul do Cairo. O anúncio oficial da descoberta das tumbas foi realizado pelas autoridades do país neste domingo.</p>
<p>Os túmulos de rocha foram construídos para altos funcionário da época: uma cantora e um responsável da administração do rei Unas, o último da V dinastia. No local onde estão as sepulturas, ficava no passado a necrópole de Menfis - mais importante centro urbano dos egípcios.</p>
<p>Para o principal arqueólogo do Egito, Zahi Hawass, a antiga necrópole do sul do Cairo é maior do que se pensava. &#8220;O achado representa o início de um grande cemitério&#8221;, explicou. Segundo ele, as tumbas indicam a existência de uma necrópole ainda maior de Saqara, a apenas 19 km ao sul da capital egípcia.</p>
<p>Os sepulcros, esculpidos na pedra e com hieróglifos no exterior, estão cerca de 400 m ao sudoeste da famosa pirâmide de Zoser. Uma das tumbas mede 1 m de altura e 2,5 m de comprimento, com uma descrição na entrada sobre o homem para o qual foi construída, chamado Yaamat. A segunda tumba é duas vezes maior e inclui inscrições e a imagem de uma mulher sentada. As autoridades ainda não especificaram se as múmias dos falecidos foram encontradas no interior.</p>
<p>Aidan Dodson, pesquisador do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade de Bristol, na Inglaterra, também acredita que a necrópole possa ser maior ainda. &#8220;As zonas em branco dos mapas de Saqara não estão em branco. Simplesmente os arqueólogos ainda não escavaram nessas regiões&#8221;, analisou Dodson, que também participa das expedições.</p>
<p>Saqara<br />
Há 150 anos a zona de Saqara é explorada. Desde então, novas pirâmides, tumbas e complexos funerários foram achados, a maioria pertencentes ao Antigo Reino, mas incluindo elementos da época romana.</p>
<p>Apesar do longo período de escavações, os novos descobrimentos são anunciados constantemente. Em novembro, o arqueólogo Zahi Hawass registrou a existência de uma nova pirâmide, a de número 118 no Egito e de número 12 em Saqara.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Com informações das agências AP e EFE</em></p>
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