“Saiba o que você quer, acredite que você pode, e você irá conseguir.”

(Napoleon Hill)

A única diferença entre a verdade e a ficção é que a ficção tem de se prender ao que parece possível. A verdade não.

(Mark Twain)

É uma “mania” passada de geração para geração. Só acreditamos em algo depois de termos visto, experimentado, sentido. Não contentes com isso, ensinamos nossos filhos que é “tudo assim mesmo”. Então saímos por aí dizendo o que achamos que vemos, nos olhamos no espelho e dizemos o que achamos que vemos etc. E ficamos nesse ciclo vicioso. A coisa só muda quando alguém olha para o mundo com olhos diferentes. E é engraçado, essas pessoas que olham diferente se sobressaem, deixam contribuições inestimáveis para a humanidade: a simples evidência de que a vida pode ser diferente quando se acredita diferente é uma dessas contribuições. Mas o restante dos seres humanos continua pensando que isso é sorte ou que essas pessoas nasceram com algum “dom” exclusivo…

“A tarefa não é tanto ver o que ninguém viu ainda, mas pensar o que ninguém pensou sobre algo que todos veem“.

(Arthur Schopenhauer)

Esse “olhar diferente” é uma metáfora, o que quero dizer é que a verdade é aquilo que você quer acreditar que seja. E quando a maioria diz a mesma coisa, a isso chamamos de “realidade”. Por isso que a “realidade” não costuma ser lá grandes coisas… quando você pensa como a maioria, é claro!

Se nesse exato momento você quiser ser pessimista, certamente você encontrará uma enormidade de motivos para sê-lo. Se quiser ser otimista, idem. Se você quiser acreditar que todo homem é cafajeste ou toda mulher é interesseira, por exemplo, vá em frente, o que não vai faltar são motivos para reforçarem a sua crença.

Há apenas duas maneiras de se ver a vida: Uma é pensar que não existem milagres e a outra é acreditar que tudo é um milagre.

(Albert Einstein)

E quer saber quais são as suas crenças? Tenho um exercício bem interessante e simples para propor. Durante uma conversa com alguém, independente do assunto, observe-se. No momento em que você se pegar “concordando” ( dizendo coisas do tipo: “- é, é isso mesmo!”, “- é verdade!” ou “- eu também penso isso” ou simplesmente meneando a cabeça como “sim”) com o que a pessoa diz (concordando mesmo, não só para agradar), aí está uma crença ou o início de uma. E a partir do momento que você reconhece uma crença sua, você consegue prever e identificar o seu campo de atração. Por que você sempre, invariavelmente,  irá atrair mais daquilo que reforça a sua crença. Capisce?

Nesse momento, talvez você esteja relembrando algumas conversas e situações em que concordou veementemente com o que via ou ouvia. E boa parte das vezes que você concordou não foi sobre coisas positivas, edificantes, construtivas ou otimistas. Nesse momento você pode estar tentado a se sentir desesperado(a). Calma. Da mesma forma que aquela crença medíocre que você hoje cultiva entrou na sua mente, uma melhor pode entrar também, e tomar o lugar da primeira. Não que a primeira vá “desaparecer” magicamente da sua mente, ela apenas vai perder força e influência sobre você. Com o tempo (a persistência) ela se tornará tão insignificante que você mal lembrará de algum dia ter acreditado naquilo… E não se preocupe com uma possível “recaída”. Lembre-se: a mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original.

“O dom da visão nos foi dado para testar se temos ou não temos a sabedoria de nos elevar sobre aquilo que observamos.”

(James A. Ray)

E é aqui que entra o princípio do vídeo de hoje, a Fé Aplicada. É a fé que não apenas transforma um mero pensamento numa crença, mas que torna essa crença “realidade”: independente do que seja, se benéfico ou prejudicial. Por isso a importância de se acreditar positivo, ao invés de pensar positivo. Mas por favor, esqueça as conotações religiosas normalmente atribuídas a palavra. A fé que Napoleon Hill falará aqui é em si mesmo, no seu propósito de vida. É daquela fé que te mantém seguindo em frente mesmo quando tudo está contra você ou quando você não tem motivos “visíveis” (pros outros ou pra si mesmo!) para continuar. Sabe?

Então estamos prontos para a quarta visita de Hill:

http://www.youtube.com/watch?v=6SRvDY5HurM