Mistérios

09/04/2010

(Estudo liga ‘visões antes da morte’ a altos níveis de CO2 no sangue)

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Escrito por: Karina
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Relatos de luz brilhante no fim de um túnel e imagens dos momentos vividos seriam em decorrência de fenômeno

Cientistas acreditam ter encontrado a explicação para os relatos feitos por pessoas que estiveram perto da morte, de visões como uma “luz no fim do túnel” ou de imagens dos momentos vividos desfilando como um filme diante dos olhos.

A equipe da Universidade de Maribor, na Eslovênia, examinou as informações de 52 pacientes durante o momento de uma parada cardíaca, e concluiu que esses fenômenos se devem aos altos níveis de dióxodo de carbono (CO2) presentes no sangue naquele exato momento, por conta da suspensão da respiração.

Os níveis elevados deste composto químico foram registrados em 11 pacientes que relataram ter vivido experiências do tipo, segundo um artigo na revista científica Critical Care.

Os pesquisadores não encontraram nenhum padrão associado a sexo, idade, nível de educação, credo, medo da morte, medo da recuperação ou drogas subministradas durante o ressuscitamento.

‘Luz no fim do túnel’

Experiência de Quase-Morte

Entre as experiências relatadas por pacientes que estiveram próximos da morte estão a visão de um túnel ou uma luz forte, uma entidade mística e até a sensação de “sair do próprio corpo”. Outros relatam apenas uma sensação de paz e tranquilidade.

Na cultura popular, esses fenômenos são atribuídos à religião ou às drogas. Mas, para a equipe eslovena, o estudo oferece uma explicação mais consolidada de por que tantos pacientes que sobrevivem a uma parada cardíaca relatam estas sensações.

Estima-se que entre 10% e 25% dos pacientes que sofrem de paradas cardíacas vivenciam algo semelhante.

Anoxia
A anoxia – a morte de células do cérebro em consequência da falta de oxigênio – é uma das principais teorias para explicar as experiências vividas em momentos de morte iminente. Mas este efeito foi estatisticamente insignificante no pequeno grupo de onze pacientes que as vivenciaram no estudo esloveno.

Em compensação, os níveis de CO2 no sangue destes pacientes foi muito mais alto que no resto dos pacientes da pesquisa.

Outros experimentos já mostraram que inalar dióxodo de carbono pode levar alucinações similares às relatadas em momentos de morte iminente.

O que a equipe ainda não sabe, porém, é se estes altos níveis de CO2 se devem à parada cardíaca ou se já eram registrados antes do fenômeno.

“Esta é potencialmente outra peça do quebra-cabeças. Precisamos de mais pesquisas”, disse a pesquisadora que coordenou o estudo, Zalika Klemenc-Ketis. “Experiências de quase morte nos fazem questionar nossa compreensão da consciência humana, portanto, quanto mais, melhor.”
O cardiologista Pim van Lommel, que há anos estuda fenômenos semelhantes, descreveu as conclusões como “interessantes”.

Mas eles não encontraram a causa, apenas uma associação. Acho que isto permanecerá um dos grandes mistérios da humanidade“, disse.

As ferramentas que os cientistas possuem simplesmente não são suficientes para explicá-los.”

Fonte: Estadão/BBC Brasil



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Karina
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2 Comentários


  1. Andre Andrade

    Em seu livro O que acontece quando morremos, Sam Parnia, médico, autoridade em EQM’s, refuta todos os argumentos dessa pesquisa com a pertinência de um pesquisador sério. Quanto ao comentário do colega Felipe W., informo que no mesmo livro fica demonstrado que a cultura, religião e outros fatores NÃO influenciam em nada nem mesmo criam predisposição para as EQM’s, tanto que elas ocorrem em crianças de pouca idade e em cegos congênitos.

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  2. Felipe W.

    Vale lembrar que estas experiências vivenciadas no quase morte estão presentes no imaginário e nas técnicas (de visualização arquetípica, etc) da maioria das religiões do mundo e, por consequinte, é algo que já faz parte da mentalidade dos homens. Sendo assim, a experiência não é inata, mas pré-disposta, criada.

    [Responda esse comentário]



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