“Todas as famílias felizes são parecidas entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.”

Tolstói

A frase acima abre o romance “Ana Karênina” (terminado por mim exatamente hoje, neste dia tão especial), sendo este início um dos mais conhecidos e famosos da literatura mundial. O romance em questão é uma das obras primas de Tolstói e uma das maiores obras da Literatura Clássica e Universal. A história é belíssima, e para quem ainda não leu, altamente recomendável. Mas o post de hoje não é apenas dedicado ao brilhante romance de Tolstói, mas para motivar, aproveitando que hoje é o Dia Nacional do Livro, todos a lerem literatura de qualidade, seja ela ficção ou não-ficção. Para os que estão se iniciando no mundo dos livros e da leitura, é muito bom conhecer (para não dizer praticamente indispensável) os grandes clássicos. Por que é importante? Porque os clássicos são eternos. Eles não sofrem os efeitos do tempo, da época, da cultura ou da moda. Não são descartáveis e facilmente substituíveis como muito dos livros lançados atualmente. Best-sellers podem ser bem legais e proporcionarem boas horas de lazer (e na minha opinião são excelentes portas de entrada para o mundo dos livros… quantos bons leitores não começaram a sua jornada literária lendo livros assim? Eu particularmente comecei com os clássicos adaptados para público infanto-juvenil… Victor Hugo, Poe… mas também lia muito Paulo Coelho – por isso não critico) mas há coisas que só os clássicos fazem por você. E é por isso que no post de hoje trago uma lista com 10 motivos para se ler livros clássicos (retirada do excelente site de Alessandro Martins):

1. Aumente seu vocabulário: muitas palavras usadas em livros antigos não são comuns hoje em dia. Um vocabulário maior dá a você mais ferramentas para se expressar melhor, ainda que prefira usar as palavras cotidianas.

2. Melhore sua redação: ao ler, ainda que inconscientemente – isto é, sem que você precise se preocupar com isso -, você absorve um pouco do estilo do autor.

3. Melhore seu modo de falar: você agora terá um vocabulário melhor, uma redação melhor e, portanto, articula melhor os pensamentos. Se articula melhor o pensamento, articula melhor a fala.

4. Tenha novas idéias: os clássicos, por definição, vem do passado, mas – ora – todo mundo está lendo os mesmos blogs, os mesmos best-sellers e as mesmas porcarias escritas no mês passado. As idéias contidas em um clássico são antigas, mas muitas vezes estão esquecidas. Um leitor criativo e crítico, saberá dar o verniz de originalidade e contemporaneidade a elas.

5. Tenha perspectiva histórica: o que é bom hoje, pode ser esquecido amanhã. Mas há uma razão para os clássicos terem permanecido tanto tempo por aí. Não dependa tanto da crista da onda.

6. Divirta-se: não deixe que a linguagem antiga seja uma barreira. O melhor motivo para ler um livro é diversão. Há quem discorde, mas – para mim – as outras razões vêm depois.

7. Sofisticação: nada mais fútil do que ler pensando apenas em enriquecer sua conversação com alguma citação esnobe, mas, enfim, se é o seu caso, nada como tirar da manga aquela frase famosa de Dom Quixote para arrematar um argumento.

8. Ser mais seletivo: com o tempo você vai deixar de querer qualquer livro ruim. Por que perder tempo com porcarias, ou apostá-lo no incerto, se você já sabe o que é bom para você?

9. Desenvolva uma voz distinta: se você lê blogs demais e clássicos de menos, tem desperdiçado a chance de ter um estilo que se destaque em relação ao de outras pessoas que trabalham com a palavra escrita.

10. Aprenda idéias atemporais: existe uma crença errônea de que o novo é sempre melhor que o antigo e de que as idéias passadas não são aplicáveis ao presente. Muitas vezes, a novidade não passa da deturpação da antigüidade. Ao ler os clássicos, você entra em contato com conhecimentos que estão de acordo com aqueles que os criaram, sem que nada tenha sido suprimido, acrescentado ou alterado.

E para quem nunca leu um clássico, uns títulos legais para começar: Drácula, O Morro dos Ventos Uivantes, Tom Sawyer, Os Três Mosqueteiros, O Corcunda de Notre-Dame, O Conde de Monte Cristo. Quem lembrar de mais títulos fique à vontade para citá-los nos comentários. 🙂