Arqueologia

27/01/2010

(Descobertos restos de princesa inglesa de 1000 anos)

Com alguns dias de atraso:

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A princesa Eadgyth foi casada com o imperador alemão Otto e era adorada pelos súditos

LONDRES - Ela era uma linda princesa inglesa que se casou com um dos homens mais poderosos da Europa e encantou os súditos com seu charme pessoal e seu pendor para a caridade.

Agora, uma equipe internacional de cientistas diz ter descoberto o corpo da princesa Eadgyth (Edith), uma nobre do século 10 que foi comparada á princesa Diana.

“Ela era uma pessoa muito, muito popular”, disse o arqueólogo Mark Horton, da Universidade de Bristol. “Ela era uma espécie de Diana da época, pode-se dizer… bonita e cheia de boas obras”.

Horton faz parte da equipe de especialistas que trabalha para confirmar a identidade dos ossos encontrados, envoltos em seda, na Catedral de Magdeburg, na Alemanha.

Se o esqueleto for formalmente identificado como o de Eadgyth, ele passaria a ser o mais antigo corpo de um membro de família real britânica já descoberto. Ossos de reis antigos, do período anglo-saxão, mantidos na Catedral de Winchester estão tão misturados que não há esperança de identificar um indivíduo entre eles.

“Se o esqueleto estiver intacto, então, sim, seriam os restos mais antigos já identificados da Inglaterra anglo-saxã”, disse Simon Keyes, historiador da Universidade de Cambridge.

O caixão onde foram encontardos os ossos que podem ser da princesa Eadgyth

O caixão onde foram encontardos os ossos que podem ser da princesa Eadgyth

O esqueleto foi descoberto como parte de um projeto de pesquisa mais amplo na Catedral de Marburg. Acreditava-se há tempos que o monumento do século 16 que guardava os ossos estivesse vazio.

Quando os arqueólogos abriram a peça em 2008, descobriram o caixão de chumbo com o nome da princesa e um esqueleto quase completo, embalado em seda.

Horton disse que o esqueleto pertence a uma mulher que morreu entre 30 e 40 anos de idade. Mas há dúvida sobre se seria mesmo da princesa: historiadores creem que o corpo de Eadgyth foi deslocado várias vezes, uma prática comum na Idade Média, quando se tratava de santos ou da realeza.

É possível que os ossos tenham sido trocados durante uma dessas mudanças, afirma ele.

Testes serão realizados para determinar a idade dos ossos e da onde eles vêm, incluindo análises dos isótopos de estrôncio – uma técnica que determina os tipos desse elemento presentes na composição do esmalte dos dentes, e pode permitir determinar onde uma pessoa cresceu.
Eadgyth cresceu no início do século 10, um período no qual seu meio-irmão, o rei Athelstan, assumiu o poder em toda a Inglaterra e usou as irmãs para forjar alianças com potências estrangeiras. “Ele é bem conhecido por ter tido um monte de meias-irmãs, e por tê-las feito casar com as casas reais do resto do mundo conhecido na época”, disse Keyes. Eadgyth foi enviada ao duque Otto da Saxônia, que viria a ser o primeiro governante do Sacro Império Romano.

Keynes não gostou, a princípio, da comparação entre Eadgyth e Diana, mas ao reler as crônicas da época encontrou referências à princesa medieval como “resplandecente com charme maravilhoso e postura real”, e “a opinião pública é unânime em considerá-la a melhor de todas as mulheres do nosso tempo”.

“Agora que me lembro disso, o que posso dizer?”, declarou ele. “Ela certamente desempenhava um papel para eles que a Princesa de Gales desempenhou para muitos britânicos”.

O resultado dos exames dos ossos deve sair em seis meses.



Sobre a Autora

Karina
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