Os grifos são meus!

+++

Quando dizemos que estamos com um “humor cinza”, que está “tudo azul” ou “verde de ciúmes”, talvez estejamos sendo realmente precisos. Novas pesquisas mostram que as cores que usamos para descrever as emoções podem ser mais úteis do que pensamos. Um estudo publicado nesta terça-feira no jornal BMC Medical Research Methodology descobriu que pessoas com depressão ou ansiedade eram mais propensas a associar seu humor com a cor cinza, enquanto as pessoas mais felizes preferiam o amarelo. Segundo o estudo, os resultados podem ajudar os médicos a avaliar o ânimo de crianças e outros pacientes que têm dificuldade para se comunicar verbalmente.

“Esta é uma forma de medir a ansiedade e a depressão quando se afasta o uso da língua”, afirmou ao site Live Science o pesquisador Peter Whorwell, co-autor do estudo e gastroenterologista do Hospital Universitário do Sul Manchester. “O que é muito interessante é que isso pode realmente ser uma maneira melhor de captar o humor dos pacientes do que as perguntas diretas.

De acordo com o pesquisador, as cores são freqüentemente usadas como metáforas para o humor, mas ninguém tinha sistematicamente investigado associações de cor. Para realizar o estudo, Whorwell e seus colegas escolheram oito cores – vermelho, laranja, verde, roxo, azul, amarelo, rosa e marrom – e dividiram cada uma em quatro tons. Eles então adicionaram branco, preto e quatro tons de cinza e alcançaram um total de 38 opções. Após o encontro com grupos de teste, os pesquisadores decidiram exibir as cores na forma de uma roda.

Em seguida, eles recrutaram 105 adultos saudáveis, 110 adultos ansiosos e 108 adultos deprimidos a enviarem as impressões da roda de cores. Cada pessoa foi convidada a escolher sua cor favorita, assim como a cor que chamava mais sua atenção. Finalmente, eles foram convidados a escolher uma cor que descreveu seu humor no dia-a-dia de ao longo dos últimos meses.

Simultaneamente, outro grupo de 204 voluntários saudáveis classificaram de cada cor como positivo, negativo ou neutro.

A cor azul de nº 28 na roda das cores era a cor mais popular entre as pessoas saudáveis, enquanto a azul nº 27 (que é um pouco mais escura que a 28) ficaram em primeiro lugar entre as pessoas com ansiedade e depressão

A cor azul de nº 28 na roda das cores era a cor mais popular entre as pessoas saudáveis, enquanto a azul nº 27 (que é um pouco mais escura que a 28) ficaram em primeiro lugar entre as pessoas com ansiedade e depressão

Se deprimidas, ansiosas ou saudáveis, as pessoas gostavam mais das cores azul e amarelo. A cor azul de nº 28 na roda das cores era a cor mais popular entre as pessoas saudáveis, enquanto a azul nº 27 (que é um pouco mais escura que a 28) ficaram em primeiro lugar entre as pessoas com ansiedade e depressão. Enquanto isso, Amarelo de nº 14, foi escolhida como a cor que mais chamava a atenção.

Mas quando se tratava de humor, os grupos divergiram. Apenas 39% das pessoas saudáveis associavam seu humor a cores. Entre os que o fizeram, o amarelo nº 14 foi a escolha mais popular, com cerca de 20% dos votos. Entretanto, cerca de 30% das pessoas com ansiedade escolheu um tom de cinza, assim como mais de metade dos voluntários deprimidos. Em comparação, voluntários saudáveis, descreveram seu humor com um tom de cinza apenas cerca de 10% do tempo.

Os pesquisadores também descobriram que, quando se atribui cores a emoções, os tons importam. “Uma luz azul não é associada a um humor pobre, mas um azul escuro é”, disse Whorwell. “A intensidade da cor é mais importante que a própria cor.”

Whorwell está testando agora o círculo em pacientes com síndrome do intestino irritável. Ele espera que as escolhas de cores possam revelar as atitudes dos pacientes e prever como eles vão reagir aos tratamentos, como a hipnose.

“As pessoas são constrangidas pelos sintomas de doenças gastroenterológicas, métodos não-verbais de obtenção de informações são algumas vezes preferíveis à conversa”, disse. E com mais pesquisas a respeito, o círculo de cores poderia ser utilizado em campos médicos de pediatria e da cirurgia. “Você tem um instrumento agora”, disse Whorwell. “Agora as pessoas têm que jogar com ele e descobrir as aplicações.”

As informações são do site Live Science

Fonte: Terra.