Lembram do Ida? Aquele fóssil que apareceu na mídia, há uns meses atrás como sendo - quase certeza – um elo perdido entre os homens e os primatas? Então… parece que nem todos os cientistas concordam com aquela conclusão, muitos inclusive já haviam se apresentado como céticos no momento da “revelação”.
Poxa, e pensar que até documentários já foram feitos sobre essa “descoberta”! Para quem não acompanhou as notícias, basta olhar o meu outro post sobre o assunto:
http://inconscientecoletivo.net/parentesco-de-fossil-com-homem-pode-ser-confirmado-em-meses/
Que a polêmica continue…
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No mês de maio, a descoberta do fóssil de uma criatura de 47 milhões de anos, batizada de ‘Ida’, foi apresentada com furor como sendo o elo perdido na evolução dos primatas superiores. O fóssil, muito bem preservado, foi apresentado como sendo o ‘link’ entre os humanos e o resto do reino animal. Ida, naquele então, foi considerada a ‘oitava maravilha do mundo’ pelos pesquisadores que realizaram a descoberta. Mas, em recente artigo na revista Nature, uma equipe de paleontólogos de Nova York afirma que Ida não está relacionado com os seres humanos. Em vez disso, eles concluem, o fóssil mais parece um pequeno lêmure. As informações são do The Guardian.
“Nossa análise e os resultados têm nos convenceu de que Ida não era um antepassado dos macacos, ou de seres humanos, e tem mais relevância para a nossa compreensão das origens dos lêmures e dos lorisídeos”, disse ao jornal britânico Erik Seiffert, um ‘caçador de fósseis’ da Universidade de Stony Brook, em Nova York, que liderou o estudo da Nature. Os pesquisadores que realizaram a descoberta do fóssil Ida, conhecida formalmente como masillae Darwinius, imediatamente defenderam sua própria interpretação, que é baseada em dois anos de medições meticulosas dos restos mortais.
“Esperávamos um desafio como este e é interessante que tenha levado cinco meses para o primeiro ataque vir”, disse Jorn Hurum, paleontólogo do Museu de História Natural da Universidade Oslo, na Noruega. “O que nós descobrimos sobre Ida é realmente muito polêmico.”
“Seiffert e sua equipe não tem muitos detalhes anatômicos para estudar, nenhum deles estudou o modelo original. Há uma grande quantidade de informações no fóssil. Nós realmente temos confiança e vamos manter a nossa interpretação”, disse Hurum.
Hurum comprou Ida por US$ 1 milhão do seu ‘dono anterior’ depois de ver uma série de fotografias do fóssil. Mas, o lugar exato dele na história evolutiva não era clara. O que Hurum sabia era que Ida era proveniente de uma época em que a linhagem de primatas dividiu-se entre macacos e humanos e um outro grupo de animais que se tornaram lêmures e lorisídeos. Hurum fez uma aposta. “Teria sido um lêmure muito caro”, disse ele na época.

Quando o fóssil Ida, que foi encontrado nos arredores de Hamburgo, foi revelado ao público atingiu o maior índice de publicidade da ciência moderna, tornando-se uma sensação na mídia de imediato. A polêmica surgiu após a equipe de Seiffert descobrir os restos fossilizados de um semelhante, mas muito mais jovem, primata no norte do Egito. A análise do fóssil, que tinha 37 milhões de anos, mostraram que ele era parecido à um lêmure, que poderia ser um parente próximo de Ida e que tinha várias características dentárias que são comumente observados em macacos e seres humanos.
A equipe liderada por Seiffert alimentou um modelo computacional com informações do o novo fóssil e de 117 espécies vivas e extintas de primatas para descobrir onde a nova espécie se situava na árvore da evolução. Em artigo publicado na revista Nature, Seiffert explicou que, embora o novo fóssil, de nome Afradapis, estivesse relacionado com Ida, ambos surgiram ao longo do caminho evolutivo que levou a lêmures e lorisídeos.
“Eles estão tentando explicar todos os traços que vemos em Darwinius em termos de evolução paralela”, disse Hurum. Evolução paralela é quando dois grupos de animais de características semelhantes evoluem sem ser relacionados entre si.
Em um e-mail, Philip Gingerich, chefe da Paleontologia da Universidade de Princeton que trabalhou com o fóssil Ida, disse que ambos os fósseis eram quase certamente parte da linhagem que levou aos macacos e seres humanos. Ele escreveu que era “enigmático” ver Seiffert e sua equipe relacionarem os fósseis a um grupo que se tornou lêmures e lorisídeos “com os quais não compartilham nenhuma semelhança”.
Um último trabalho desenvolvido pela equipe de Seiffert apareceu para adicionar mais dúvidas à questão. Segundo seu estudo, nem Ida, nem Afradapis possui descendentes vivos, o que significa que foram extintos da árvore evolutiva.
“Isso será parte de uma discussão que se estenderá durante semanas e meses”, disse Hurum.
Fonte: Terra








Karina, muito interessante esse livro realmente… Costumo ler os livros do Sitchin, apesar um tanto fantásticos ele me abre a mente para certos assuntos.
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Fiz o seguinte trabalho quando cursava Jornalismo na Universidade de Taubaté – Unitau – SP: “Os Caminhos da Comunicação na Aurora da Humanidade”. Estou pretendendo editá-lo em 2010 e, por esse motivo, estou atualizando dados sobre nossos “antepassados”. Irei marcar uma data para “mim mesma”, pois notícias não param de chegar sobre elos perdidos, etc. Será que após o encontro do lemure posso dar por encerrada a “corrente”? Creio que não, mas agradeço aos que pesquisam e que, sem o saberem, estão contribuindo para este meu trabalho. Logicamente, farão parte da bibliografia final. Abçs. Leda Galvão.
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Karina Reply:
outubro 29th, 2009 at 09:33
Oi Leda!
Talvez você se interesse em conhecer o livro “História Secreta da Raça Humana“, de Michael Cremo e Richard L. Thompson, que fala sobre outro tipo de evidências fósseis, descobertas ao longo de anos, mas, por serem contraditórias aos dados aceitos pela ciência, acabaram sendo colocadas de lado…
Uma sinopse, do site Submarino:
“A História Secreta da Raça Humana – Edição Condensada do Livro Arqueologia Proibida. Ao longo dos últimos dois séculos, pesquisadores descobriram ossos e artefatos indicando que seres humanos como nós existiram na Terra há milhões de anos, e não há 100 mil, como acreditamos. Mas a ciência convencional parece ter eliminado, ignorado ou se esquecido desses fatos notáveis.
Este livro bombástico traz à tona descobertas que contrariam a crença dominante sobre a antiguidade e a evolução do Homem. Reunindo um número significativo de fatos convincentes, iluminados com sua análise crítica, Cremo e Thompson nos desafiam a repensar nossa compreensão sobre as origens, a identidade e o destino da humanidade.”
Um abraço!
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mas uma vez os cientistas forçando a barra ao apontar qualquer fóssil de primata como um provável elo.. Fato é que nunca se achou tal elo apesar dos esforços sobre-humanos para o encontra-lo…
Sem tal elo a teoria da evolução humana (que se difere da teoria da evolução das espécies) nao pode se sustentar.
Os Cientistas apenas estão adiando indefinidamente a dura conclusão que nossa evolução nao se deu por meio natural.. e sim por uma força externa que mudou drasticamente o caminhar da evolução do hominídeo à 200 mil anos atrás..
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Karina Reply:
outubro 25th, 2009 at 18:12
pois é Odin… faço minhas as suas palavras…
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