Em “John Frum” Nós Confiamos

Há alguns anos atrás, enquanto assistia a um documentário do canal National Geographic, – a respeito da tribo  Korowai, uma tribo canibal da Papua Nova Guiné que constrói suas casas em árvores, e que, até os anos 1970, sequer sabia da existência de outras civilizações além de sua própria – vi pela primeira vez um vídeo (que infelizmente não encontrei na internet) feito por dois antropólogos que haviam recém-descoberto uma outra tribo melanésia, acredito que nos anos 1920 (a data pode estar incorreta, estou puxando de memória – se alguém souber, me avise!). O vídeo em questão mostrava os membros da tribo venerando uma réplica feita em madeira de um avião… Segundo os antropólogos, os nativos tinham avistado essa “máquina voadora” pela primeira vez ( um avião de guerra), e acharam que fosse de algum deus. Assim, construíram a escultura daquilo que acreditavam ser algo divino, e criaram cultos e rituais relacionados a essa nova divindade. Foi, no mínimo, chocante. Mas desde então o assunto passou a me perseguir. As implicações filosóficas do fato são muito interessantes. Entretanto, esse post não pretende ser uma pesquisa “profunda” sobre o assunto. A ideia aqui é estimular a curiosidade e provocar reflexão.

Mas, antes de ir para o que interessa (rs), deixe-me enrolá-los um pouco com alguns dados (as informações foram retiradas e adaptadas da Wikipedia):

- A Melanésia é uma região da Oceania, que compreende os territórios das ilhas Molucas, Nova Guiné, ilhas Salomão, Vanuatu, Nova Caledônia e Fiji.

Melanesia

- Acredita-se que os melanésios tenham uma origem em comum com os aborígenes australianos.

- “Melanésia” vem do grego, e significa “ilha dos negros” – o nome foi dado por causa da cor de pele predominante dos habitantes das ilhas.

- O avião, que foi inventado no início do séc. XX, teve durante a Primeira Guerra Mundial sua primeira fase de testes em grande escala, em que se demonstrou ser uma poderosa máquina de guerra. Após a Primeira Guerra, o avião passou por inúmeros avanços tecnológicos.

- Em 1919, a primeira travessia transatlântica utilizando uma aeronave foi realizada pelos britânicos John Alcock e Arthur Whitten Brown.

- A primeira travessia aérea do Atlântico Sul foi realizada em 1922, pelos portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

- Na década de 1940 aviões a jato militares já estavam em operação.

- Os aviões tiveram papel fundamental durante a Segunda Guerra Mundial, tendo presença em todas as batalhas mais importantes e conhecidas da guerra.

Pois. Agora que já temos algumas informações a respeito da região e alguns dados sobre a história da aviação, podemos passar para o tema desse post:

O Culto à Carga

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Segundo o antropólogo Kirk Huffman, “um culto à carga surge quando o mundo exterior, com todos os seus bens materiais, repentinamente desce sobre tribos indígenas remotas“.

Em outras palavras, o culto à carga diz respeito aos efeitos que, principalmente, a Segunda Guerra teve sobre os nativos de algumas ilhas do Pacífico. Basicamente, aviões europeus, americanos e/ou japoneses eram avistados pelas pessoas dessa região que, por nunca terem visto nada parecido, passavam a acreditar que eram “deuses” ou algo de “deus”. Sendo assim, criavam esculturas de aeronaves, rituais e adaptavam sua mitologia aos novos “deuses”.

Entretanto, acredita-se que os cultos à carga tenham iniciado na ilha Fiji por volta dos anos 1880, nessa época relacionado a navios estrangeiros, mas que o padrão permaneceu praticamente o mesmo. Se diz “culto à carga” porque quando os navios (e posteriormente aviões) chegavam nas ilhas, os tripulantes costumavam distribuir entre os nativos “presentes”, que nada mais eram que objetos que carregavam na embarcação (a carga propriamente dita). Os habitantes das ilhas, por desconhecerem os bens materiais que ganhavam, achavam que os estrangeiros eram “grandes homens”, seus ancestrais, que haviam retornado com “as riquezas profetizadas”.

Uma das histórias de culto à carga mais famosas é da ilha Tanna.

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A história é famosa, porque é o culto à carga mais persistente. A maioria desses cultos desapareceu nos últimos sessenta anos.

Basicamente, o que temos na ilha Tanna é o culto de “John Frum”.  John Frum (corruptela de “John from”, ou “John de”, que deve ter sido uma tentativa de comunicação por parte de um indivíduo, tentando se apresentar e dizer de onde vinha…) foi algum homem branco, americano, que apareceu pela ilha nos anos 1930, trazendo objetos, ferramentas, doces e outros “presentes civilizados”, e que, por causa disso, acabou se tornando um “messias” para a tribo. Em Tanna, o dia em que se comemora o feriado de John Frum é 15 de fevereiro.

Nessa ilha os habitantes hasteiam bandeiras americanas, utilizam o simbolismo cristão da cruz (John Frum seria um equivalente a Jesus para eles), possuem réplicas de aviões, aeroportos, rádios etc. Segundo os sacerdotes da tribo, John Frum um dia retornará com ainda mais riquezas para serem distribuídas ao povo. Eles acreditam que ele viva no vulcão sagrado da ilha, Yasur.

Nas palavras de um dos anciãos da tribo: “John prometeu que traria cargas de avião e de navio  da América para nós, se nós rezássemos para ele… Rádios, TVs, caminhões, barcos, relógios, geladeira, remédios, Coca-Cola e muitas outras coisas maravilhosas.”

Os membros da ilha de Tanna dançam em honra de John Frum todo 15 de Fevereiro. Os líderes do clã viram o Messias Yankee pela primeira vez no final dos anos 1930. A sua última aparição foi durante a Segunda Guerra Mundial, vestido de branco como um marinho não-identificado da marinha.

Os membros da ilha de Tanna dançam em honra de John Frum todo 15 de Fevereiro. Os líderes do clã viram o Messias Yankee pela primeira vez no final dos anos 1930. A sua última aparição foi durante a Segunda Guerra Mundial, vestido de branco como um marinheiro não-identificado da Marinha.

Na internet é possível encontrar alguns vídeos mostrando um pouco do culto à carga da ilha de Tanna, como os abaixo (estão em inglês, mas as imagens valem por mil palavras…):

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É interessante notar que muitos utilizam o exemplo do culto à carga como argumento de que foi dessa maneira que surgiram as religiões. Isso realmente é bem provável, porém não torna tudo menos fantástico. Se analisarmos que muitas religiões e mitologias antigas falavam de “carruagens de fogo” vindas do céu, citavam deuses estranhos – também vindos do céu – que vez ou outra apareciam com ensinamentos ou regras, das estranhas semelhanças nas mitologias e construções antigas de povos que supostamente nunca se encontraram, realmente dá o que pensar. Por que se é desse jeito que civilizações “primitivas” reagem àquilo que não conseguem entender ou explicar, então a nossa História “oficial” é mesmo muito mal contada.

Modelos de aeronaves pré-colombianos. Estariam nossos antigos criando réplicas de antigos "deuses" que viam nos céus?

Modelos de aeronaves Pré-Colombianos. Estariam esses povos criando réplicas de antigos "deuses" que viam nos céus? Seguindo a lógica fornecida pelo "culto à carga", é mais do que possível...

Devemos levar em conta que a tendência natural dos seres humanos mais “primitivos” é a de tornar mágico tudo aquilo que não compreendem. Portanto, quando viam um avião, por exemplo, obviamente não tinham como explicar sua existência de outra maneira que não fosse algo oriundo da esfera “espiritual” ou criado por deuses. Da mesma forma quando viam europeus, americanos e japoneses. Para eles só podiam ser deuses vindo de alguma outra terra distante.

Cruz de John Frum - Tanna, 1967

Cruz de John Frum - Tanna, 1967

Mas, voltando ao culto à carga, em específico o de John Frum, os pobres habitantes da ilha continuam a esperar pelo seu Messias. É por isso que constróem réplicas de aeronaves e aeroportos. Entretanto, o mais interessante nessa história toda é que os nativos são céticos com relação às explicações que os próprios americanos dão a toda essa confusão. Mesmo dizendo que os aviões são meios de transporte construídos por nós, que nada possuem de “divino”, os fiéis não acreditam. Muitos pensam que os americanos e outros que tentam esclarecê-los são demônios ou espíritos ruins, tentando afastá-los de sua fé.

Algumas imagens das festividades do feriado de John Frum:

Banda "Cargo"

Banda "da Carga"

Um fiel da "carga"

Um fiel da "carga"

Menino com a bandeira americana

Menino com a bandeira americana

Marchando pela carga

Marchando pela carga

Segundo o Chefe Isaac, um dos principais “sacerdotes” do culto de John Frum, John é um “espírito que sabe tudo”. Ele sai do vulcão Yasur de vez em quando e aconselha o Chefe Isaac. Ainda segundo o Chefe, John Frum é mais poderoso do que Jesus Cristo… Qualquer semelhança com o que os fiéis e religiosos atuais (e antigos) dizem de seus respectivos “messias” não é mera coincidência!

Chefe Isaac

Chefe Isaac, de azul

A maioria dos antropólogos acredita que a história de John Frum esteja relacionada a um homem branco (provavelmente fictício, já que ter um aliado branco para eles é grande coisa) que apareceu aos nativos interessado em convencê-los a se rebelar contra a colonização e a cristianização, que começava a acontecer na ilha. Muitos dos anciãos da ilha dizem que John era um homem branco mas falava a língua deles, e que não havia dito, na época de sua primeira aparição, que era americano.  Eles dizem ainda que John disse aos nativos que tinha vindo resgatá-los dos missionários e dos oficiais coloniais, e que não deviam dar ouvidos a  nada do que os homens brancos diziam. Deveriam voltar aos modos antigos.

O Chefe Isaac chegou a visitar os EUA (que, podemos dizer, equivaleria ao “paraíso” para eles), em 1995. Mas, quando perguntado sobre o que achou, desconversa e aponta os problemas que viu (pobreza, violência, infelicidade) – diz que não via a hora de retornar para casa.

Independente de qual for a verdade, no que diz respeito à existência ou não de John Frum, ele realmente provocou impacto na ilha.

Uniformes e medalhas são usados para encorajar John Frum a retornar

Uniformes e medalhas são usados para encorajar John Frum a retornar

Os fiéis se preparam para o dia de John Frum

Os fiéis se preparam para o dia de John Frum

Uma réplica de avião

Uma réplica de avião

À espera de John Frum

À espera de John Frum

Em Tanna inclusive existem duas ramificações para o culto de John Frum. Uma é liderada pelo já supracitado Chefe Isaac, e a outra pelo “Profeta Fred”. Os dois, que até 1999 eram aliados, se tornaram inimigos. Isso aconteceu porque “Deus” apareceu ao Profeta Fred e disse a ele para ir para casa e ensinar o “novo caminho” da fé em Frum.  O movimento criado por Fred é chamado de “Unidade”, e mistura os modos antigos dos nativos (kastom), cristianismo e John Frum.

Os dois movimentos já inclusive “guerrearam” entre si.

Em 1943, militares norte-americanos, preocupados com o crescimento do culto, chegaram a ir até Tanna para tentar convencer os nativos de que as forças americanas nada tinham a ver com “John Frum”. Em vão. O culto não só continuou, como se fortaleceu, quando as tropas que foram até lá retiraram toneladas  de carga que havia caído no mar, no local que os nativos consideravam o “Ponto de Um Milhão de Dólares” (um lugar lendário em que o suprimento de carga era interminável).

Recentemente, quando perguntaram ao Chefe Isaac por que eles ainda esperavam por John Frum, que havia prometido trazer muita carga ao povo mas não aparecia há mais de 60 anos, ele respondeu espantado:

“Vocês cristãos têm esperado 2.000 anos pelo retorno de Jesus à terra, e não perderam a esperança!”

É… pois é.

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Fontes:

- In John They Trust

- Cargo Cult – Wikipedia

- Cargo Cult lives in South Pacific

O Eterno Agora – Deepak Chopra

“Nenhum homem é  rico o bastante para comprar de volta o seu passado.”

(Oscar Wilde)

“Não permita que o seu passado roube o seu presente.”

(Cherralea Morgen)

Parece que nós estamos passando por um período de nostalgia, e todo mundo parece pensar que ontem era melhor do que hoje. Eu não acho que foi, e eu aconselharia você a não esperar dez anos para admitir que hoje é ótimo. Se você está preso à nostalgia, finja que hoje é ontem, saia e divirta-se a valer.”

(Art Buchwald)

Depois de desperdiçar boa parte de minha vida ou tentando reviver o passado ou experimentando o futuro antes que ele chegue, eu cheguei à compreensão de que entre esses dois extremos está a paz.”

(Autor desconhecido)

“Quando uma porta se fecha outra porta se abre; mas nós muito frequentemente olhamos tanto e tão pesarosamente para a porta fechada, que nós não vemos aquela que se abriu para nós.”

(Alexander Graham Bell)

“Nada é mais valioso do que o dia de hoje.”

(Johann Wolfgang von Goethe)

Nada nunca leva a lugar algum. A terra continua a girar e não chega a nenhum lugar. O momento é a única coisa que importa.”

(Jean Cocteau)

“A eternidade não é algo que começa depois que você morre. Ela está acontecendo aí o tempo todo.”

(Charlotte Perkins Gilman)

“Uma das coisas mais trágicas que eu conheço sobre a natureza humana é que todos nós tendemos a adiar a vida. Estamos todos sonhando com algum jardim de rosas mágico no horizonte – ao invés de aproveitar as rosas que estão florescendo no lado de fora de nossas janelas hoje.”

(Dale Carnegie)

“A eternidade é composta de agoras.”

(Emily Dickinson)

Nada melhor para começar um novo ano do que desapegar-se do passado e parar de se preocupar com o que futuro reserva ou não para nós. Se você se sente deprimido é porque está  revivendo demasiadamente o passado, se sente-se ansioso, é porque está ocupado demais com o futuro. Ambos estão fora do seu controle imediato. O que vale é o momento presente, que é o único momento que realmente existe e que realmente pode mudar a sua vida, seja pra pior ou pra melhor. É você quem decide.

No post de hoje trago um pequeno texto – traduzido por mim – do médico e autor indiano Deepak Chopra em que ele fala sobre viver no Agora. Para complementar, coloquei uma entrevista relativamente antiga que a atriz Bruna Lombardi havia feito com Chopra, a respeito das 7 Leis espirituais do sucesso. São 10 vídeos, curtinhos porém recheados de insights.

Um excelente 2010, vivido momento a momento, para todos nós! ;-)

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O eterno Agora

Toda a felicidade e realização que os seres humanos anseiam existe no momento presente. No agora, o tempo pára de existir e nós experimentamos uma presença que é toda absorvente, completamente em paz, e totalmente satisfatória.

Nada pode estar mais próximo do que o presente, no entanto, nada nos escapa mais rápido. Em um instante a nossa mente nos leva para longe em memórias do passado ou fantasias sobre o futuro. Ou nós podemos nos perceber em uma corrida contra o relógio, sentindo como se nunca existisse tempo suficiente. Nós dizemos coisas como “O tempo está voando”, “O tempo está se acabando”, ou “Nunca existem horas suficientes em um dia.”

De algum modo nós nos esquecemos que escolhemos se queremos que o tempo seja nosso inimigo ou um aliado. Nós podemos mudar de uma percepção presa ao tempo para uma percepção atemporal… para o êxtase que somente pode ser encontrado no momento presente. Se você quer ter todo o tempo do mundo, você pode treinar a si mesmo através das seguintes práticas simples:

Mergulhe na fonte da consciência. O modo mais efetivo de viver no fluxo da atemporalidade é a meditação. Conforme você medita, a sua consciência desperta dentro de si mesma. Com a prática regular da meditação, a testemunha silenciosa interior se satura e ilumina a mente, de modo que esta não olhe mais para o passado ou para o futuro em busca de realização. Ela experimenta paz e liberdade no interior de si mesma, a todo momento.

Pratique o prestar atenção. Durante o seu dia, quando notar que seus pensamentos se dispersaram, volte para onde você está. Instantaneamente você verá porque se distraiu, seja porque estava entediado, ansioso, vivendo no passado, ou antecipando o futuro. Não julge a si mesmo; simplesmente retorne sua atenção para o que está na sua frente nesse momento.

Sinta as sensações do seu corpo. Enquanto que a mente vive no passado e no futuro, o corpo vive no agora. Conectar-se aos sentimentos do seu corpo faz com que você retorne à consciência do momento presente.

Os nossos pensamentos estão sempre nos puxando para o futuro ou para o passado, para longe do presente. Porém é no momento presente que nós encontramos o Espírito, o nosso ser essencial e a força que anima toda a vida. Ao se conectar com o presente nós voltamos a nossa atenção para dentro, para longe de todo o caos e atividade, e experimentamos a nossa eterna e ilimitada natureza.

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Entrevista com Deepak Chopra feita por Bruna Lombardi, originalmente televisionada pelo canal Band.

Parte 1 – Lei da Pura Potencialidade

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Parte 2 – Lei da Doação

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Parte 3 – Lei do Karma

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Parte 4 – Lei do Mínimo Esforço

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Parte 5 – Lei do Desejo

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Parte 6 – Lei da Imparcialidade

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Parte 7 – Lei do Dharma

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Deepak fala sobre Dinheiro e Religião

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Deepak fala sobre a origem do seu trabalho

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Deepak fala sobre os benefícios da Meditação

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O que é mais importante: ser você mesmo ou conhecer a si mesmo?

Não morra antes de conhecer o seu ser autêntico.

Osho

Fim de ano, correria. Não pensem que eu abandonei o Inconsciente Coletivo! Estou trabalhando em algumas traduções e textos exclusivos, e por isso o blog tem estado paradinho nos últimos dias.

Mas hoje eu quebro o “silêncio” com um vídeo de Osho que acabou de sair do “forno da tradução”… ;-) Ao contrário dos outros vídeos que traduzi, esse não é um trecho, mas uma palestra completa com 1h e 44 min de duração! É um projeto novo da Osho International, ainda sendo aperfeiçoado, por isso todo feedback (comentários, elogios, críticas) é extremamente necessário para melhorar ainda mais esse trabalho!!

O vídeo está hospedado no site DotSub. Por enquanto não haverá novos vídeos legendados no Youtube, a ideia é testar esse novo sistema. Eventualmente, se os vídeos legendados aparecem no Youtube, eu aviso.

Para fazer a legenda rodar, é preciso clicar onde está escrito “English 100%” e selecionar “Portuguese (Brazil)“. Qualquer dúvida é só perguntar!

Enfim, antes de partir direto para a palestra, um pequeno comentário meu… ;-)

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Há um tempo atrás li, em um dos textos transcritos das palestras de Osho, um dos (por que são realmente muitos!) ensinamentos mais marcantes que já li dele. São duas partes que eu costurei aqui, mas que têm tudo a ver com o vídeo de hoje… compartilho com vocês (grifos são meus):

A vida é realmente uma dança se você for original – e seu destino é ser original. Basta olhar como Krishna é diferente de Buda. Se Krishna tivesse seguido Buda, teríamos ficado sem um dos homens mais belos desta Terra. Ou, se Buda tivesse seguido Krishna, ele não teria passado de um sujeito qualquer. Imagine só Buda tocando flauta – ele teria perturbado o sono de muita gente, não era tocador de flauta. Imagine só Buda dançando; pareceria tão ridículo, simplesmente absurdo.

Esse é o mesmo caso de Krishna. Sentado sob um árvore sem uma flauta, sem uma coroa de penas de pavão, sem belos trajes – só sentado como um mendigo sob uma árvore, de olhos fechados, sem ninguém dançando em torno dele, nenhuma dança, nenhuma música – Krishna pareceria tão pobre, tão miserável. Buda é Buda, Krishna é Krishna e você é você. E você não é, de maneira nenhuma, menos do que ninguém. Respeite-se, respeite sua voz interior e siga-a.

“Ainda há tempo – saia dessa prisão em que você viveu até agora! Só é preciso um pouco de coragem, só um pouco da coragem do jogador. Não há nada a perder, lembre-se disso. Você só vai perder seus grilhões, só vai perder o tédio, esse sentimento constante de que está perdendo algo. O que há mais a perder? Saia do rebanho e se aceite – mesmo que fique contra Moisés, Jesus, Buda, Mahavira, Krishna, aceite-se. Sua responsabilidade não é para com Buda ou Zaratustra ou Kabir ou Nanak; sua responsabilidade é pra consigo mesmo.

Mas você consegue distinguir em si mesmo quais são as vozes (sim – plural – porque é, de fato, uma legião) dos seus condicionamentos e qual é a sua verdadeira voz? Com toda essa poluição sonora e visual na sua cabeça (e fora dela, porque não?), como encontrar a si mesmo? A melhor maneira é sendo você mesmo. Mas como ser você mesmo? Observando as vozes que falam na sua mente, toda vez que você precisa fazer uma escolha, tomar uma decisão, independente de qual for. É você mesmo falando? Ou seria a voz do seu pai? Sua mãe? O professor da catequese??? A partir do momento em que você passa a identificar quem está realmente falando (tomando as decisões, norteando seus pensamentos em uma determinada direção), você deixa de ser escravo desse condicionamento. Quando conseguir identificar – e consequentemente se libertar – de todas essas vozes, só aí você encontrará a voz do seu ser autêntico. Só aí você poderá ser realmente você mesmo. Não estranhe se você começar a parecer “excêntrico” ou estranho aos olhos dos outros…

Normalmente escutamos por aí (ou até mesmo dizemos isso) com relativa frequência, “eu sou eu mesma (o)” ou “eu sou autêntica (o)”. Será? Será que você já teve verdadeiramente a oportunidade de ser você mesmo alguma vez na sua vida? De fazer o que queria mesmo com todos a sua volta querendo o contrário ou algo diferente para você? Ou será que nós acabamos por aceitar o que os outros querem, muitas vezes porque sequer conseguimos identificar em nós mesmos o que – em nossa essência, livre da domesticação – queremos?

Um dos aspectos que mais gosto nos dizeres do Osho é que ele trata a questão do “errar” com naturalidade. A única forma de realmente se aprender alguma coisa é pela tentativa-erro-acerto. Primeiro você tenta, se errar aprende a acertar. Se acertar logo de cara, ótimo.  Só existe problema se você ficar insistindo em cometer o mesmo erro. É aquela história do “você pode perder tudo, mas não perca a lição“. Se perdeu a lição, aí sim você realmente perdeu tudo. Nada, absolutamente nada, acontece por acaso. E nisso inclui-se os “abacaxis” da sua vida. O importante é saber que você tem o direito de errar, quantas vezes precisar (não é tudo que aprendemos logo na primeira tentativa!).

Uma pessoa só deixa de ser boa quando pára de se tornar melhor. E você se torna melhor ao se arriscar a tentar. Mesmo que não dê em nada. Mesmo que piore. A noite é mais escura um pouco antes do amanhecer, lembra? É mais preocupante ter uma vida sem muitos altos e baixos do que ter uma vida com muitos altos e baixos. Por que se você tem uma vida muito “regular”, “neutra”, isso quer dizer que você não está vivendo muito. (não confundir a “regularidade” mencionada aqui com “equilíbrio”, nem os altos e baixos com “extremos” – eles dizem respeito somente às tentativas de aprendizagem) Você não está utilizando todo o seu potencial, não está indo corajosamente em direção ao desconhecido. A vida é mistério. Se a sua está carente de mistério, algo precisa ser mudado!

Não morra antes de conhecer o seu ser autêntico!!!

E vamos a Osho:

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O vídeo está temporariamente indisponível (em virtude de testes que estão sendo feitos) para acesso público. Para assistir é preciso fazer um cadastro no site DotSub e acessar novamente (dar um “reload” ou atualizar no seu navegador) esse post.

(Único filme em que Anne Frank aparece é divulgado)

As cenas são de 1941 e mostram a menina na janela da casa onde vivia antes da ocupação nazista

AMSTERDÃ  - O canal oficial de Anne Frank no YouTube, lançado recentemente, divulgou a única filmagem em que a garota aparece. O filme em preto e branco é de julho de 1941 e mostra Anne na janela da casa em que vivia em Amsterdã. Nas imagens, a menina observa um casal de vizinhos, que estava prestes a casar. O diário que a garota judia escreveu durante a Segunda Guerra foi incluído na lista de “Memórias do Mundo” da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que inclui arquivos e documentos de valor excepcional, conforme o órgão anunciou recentemente.  O livro se tornou um dos livros mais lidos do mundo e narra a vida cotidiana na Holanda durante a Segunda Guerra Mundial, mostrando a repercussão da ocupação nazista.

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Antes de serem disponibilizadas na internet, as cenas só podiam ser assistidas pelos visitantes da Casa Anne Frank, na capital holandesa. O museu fica no edifício onde a família de Anne e outras quatro pessoas judias permaneceram escondidas nos anos da ocupação nazista, durante a Segunda Guerra Mundial.

Anne Frank tornou-se famosa postumamente pelos diários que deixou enquanto se escondia dos nazistas com sua família judia em Amsterdã durante a 2ª Guerra Mundial. Eles acabaram presos em 1944. Ela morreu aos 15 anos em um campo de concentração. Das oito pessoas que viviam no esconderijo, apenas o pai de Anne, Otto H. Frank, sobreviveu ao holocausto.

Anne Frank

Anne e sua família foram forçados a trabalhar em um campo de concentração holandês, Westerbork, desmantelando pilhas num abrigo para reciclagem.

O diário de Anne Frank, que primeiro foi publicado em 1947 e agora traduzido em mais de 70 línguas, continua como um dos livros mais vendidos do mundo.

Fonte: Estadão

Vídeos de Osho em Português – Novidade!

Pessoal, como eu havia mencionado no post “Deus não é uma solução, mas um problema“, eu estava conversando com a Osho International Foundation sobre a possibilidade de eles postarem os vídeos que eu traduzisse e legendasse no Youtube. Pois bem, o primeiro vídeo que traduzi já se encontra no canal oficial da Osho Foundation, e eles permitiram que eu continuasse com o trabalho!

Por causa de questões de direitos e copyright, os vídeos do Osho só podem serem publicados pelo pessoal da própria fundação, por isso, esses vídeos não serão encontrados no meu canal no Youtube, nem poderão ser veiculados em sites e blogs de outra forma que não pelo recurso de “embed”.

Enfim. Para quem não viu, o primeiro vídeo que traduzi está abaixo:

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Os outros vídeos de Osho estão no canal deles, que pode ser visitado pelo link: http://www.youtube.com/user/OSHOInternational .

Antes de passar para a tradução e legendagem do próximo vídeo, resolvi fazer uma enquete, para saber qual vídeo os interessados em Osho gostariam que fosse o próximo a aparecer em português!

Abaixo listei alguns, se tiver um que não esteja na lista, é só me avisar pelos comentários.

Qual vídeo de Osho você gostaria de ver legendado em português?

  • Dreams are your Unlived Life ("Sonhos são a sua vida não vivida") (10.0%, 7 Votes)
  • Selling Bliss ("Vendendo felicidade") (7.0%, 5 Votes)
  • Being in Love ("Estar apaixonado") (6.0%, 4 Votes)
  • I Live Spontaneously ("Eu vivo espontaneamente") (6.0%, 4 Votes)
  • Marriage and Children ("Casamento e filhos") (6.0%, 4 Votes)
  • Don't Use This Planet Like a Waiting Room ("Não use esse planeta como uma sala de espera") (6.0%, 4 Votes)
  • Why do I get so Sensitive? ("Porque eu fico tão sensível?") (4.0%, 3 Votes)
  • Absolutely Free to be Funny ("Totalmente livre para ser engraçado") (4.0%, 3 Votes)
  • I wonder if this could be Love? ("Eu me pergunto se isso pode ser amor?") (4.0%, 3 Votes)
  • Your Morality is not Real ("A sua moralidade não é real") (4.0%, 3 Votes)
  • Meditations for Contemporary People ("Meditações para pessoas modernas") (4.0%, 3 Votes)
  • Silence over Tibet - The Music of OM ("Silêncio sobre o Tibet - A música do OM") (4.0%, 3 Votes)
  • ZEN and the Art of Escaping the Circle of Life and Death ("Zen e a Arte de Escapar do Ciclo da Vida e da Morte") (4.0%, 3 Votes)
  • Science and the Inner Journey ("Ciência e a Jornada Interior") (4.0%, 3 Votes)
  • Love is Like a Spring Breeze ("O amor é como uma brisa primaveril") (4.0%, 3 Votes)
  • Jealousy - society's device to divide and rule ("Inveja - o artifício da sociedade para dividir e dominar") (3.0%, 2 Votes)
  • Anybody who gives you a belief system is your enemy ("Qualquer um que lhe dê um sistema de pensamento é seu inimigo") (3.0%, 2 Votes)
  • Emotional Wellness - Almost Drunk with Emotion ("Bem-estar emocional - Praticamente embriagado de emoção") (3.0%, 2 Votes)
  • Waking Up the World ("Acordando o mundo") (3.0%, 2 Votes)
  • No Faith for Nostradamus ("Não acredito em Nostradamus") (3.0%, 2 Votes)
  • The Compulsion to Reach Power and Prestige ("A compulsão por atingir poder e prestígio") (1.0%, 1 Votes)
  • Behave as if you are the First Here ("Comporte-se como se fosse o primeiro aqui") (1.0%, 1 Votes)
  • Love and Hate are One ("Amor e Ódio são Um") (1.0%, 1 Votes)
  • Sex and Death - Two Great Taboos ("Sexo e Morte - Dois grandes tabus") (1.0%, 1 Votes)
  • Sensitivity can be shared ("A sensibilidade pode ser compartilhada") (1.0%, 1 Votes)
  • What is the Need of Nations? ("Qual é a carência das nações?") (0.0%, 0 Votes)
  • Strange Consequences ("Estranhas Consequências") (0.0%, 0 Votes)
  • My Way of Life is not Philosophy ("Meu modo de vida não é Filosofia") (0.0%, 0 Votes)
  • Compassion - The Ultimate Flowering of Love ("Compaixão - a última florescência do amor") (0.0%, 0 Votes)
  • The Rule of a Barbarious Society ("A regra de uma sociedade cruel") (0.0%, 0 Votes)

Total Voters: 70

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Aí eu vou traduzindo conforme os mais solicitados.. ;-)

Deus não é uma solução. Mas um problema!

(…) “Lembre-se de minha afirmação anterior de que a experiência do mistério não vem de esperá-lo, e sim quando você abandona todos os seus programas, pois eles são baseados em medo e desejo. Descarte-os e virá o fulgor.”

Joseph Campbell

Neste post, trago aquele vídeo do Osho que mencionei no post “Osho em: Deus x Religião“, em que ele fala que não acredita em Deus e porquê. O vídeo é ótimo e divertido (como todos os vídeos do Osho) e só fiquei frustrada porque só descobri que o vídeo legendado já existia num site da internet depois que já o tinha traduzido e legendado também… Mas tudo bem, vou trabalhar em outros (fiz um acordo com o pessoal da Osho International Foundation).

Pois bem! O vídeo em questão traz a visão de Osho a respeito da forma tradicional de se entender Deus e de porque essa forma é irracional. Abaixo do vídeo coloquei um outro excerto de um capítulo do livro “A Divina Melodia” em que perguntam a Osho como se faz para “saber mais sobre Deus”. Depois de ver o vídeo e ler o texto, repare novamente na citação de Campbell que introduz este post…

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Eu gostaria de poder saber mais a respeito de Deus. Você pode me ajudar, Bhagwan?

Não há jeito de se saber mais a respeito de Deus. Você pode conhecer Deus, mas você não pode saber mais a respeito de Deus. Saber mais a respeito de Deus não é conhecê-Lo. Saber mais é informação; conhecer Deus é uma dimensão totalmente diferente. Saber a respeito é informação – você pode continuar, sabendo mais e mais a respeito, mas nunca chegará a Deus. Conhecer Deus é totalmente diferente de saber a respeito de Deus.

Você pode saber muito sobre o amor sem conhecer absolutamente o amor. Você pode ir às livrarias, consultar as enciclopédias e coletar toda a informação possível sobre o amor – mas se o amor não aconteceu a você, você não saberá o que é o amor. Você pode coletar todas as histórias sobre o amor – Laila e Majanu, Shiri e Farahad -, pode coletar histórias sobre todos os amantes do mundo; isso também não ajudará. O amor tem que acontecer a você; você tem que se apaixonar. Você tem que se arriscar, tem que jogar tudo – só então você saberá.

Você diz: “Eu gostaria de poder saber mais a respeito de Deus.” Primeira coisa: saber mais não será de muita ajuda. Assim que uma pessoa
se torna um estudioso, um pândita – bem-informada. Não estou aqui para ajudá-lo a tornar-se mais bem- informado; você já tem muitas informações. Eu estou aqui para destruir o seu conhecimento, tírá-lo de você. Você tem que aprender como desaprender.

Você diz, ‘que “Eu gostaria”. “Gostaria” é uma coisa muito fraca, que não faz com que ninguém chegue até Deus. Mais insistência, um desejo mais profundo é necessário … um desejo que se torne uma chama em você. Uma fome é necessária; “gostaria” não ajudará. Uma sede é necessária … como se você estivesse perdido no deserto do Saara, e por milhas à sua volta, apenas areia, areia, areia, e um sol ardente, nenhuma gota de água com você, e não se avista nenhum verde, e você está com sede, todo o seu ser está por um fio – a qualquer momento você pode morrer – e a sede aumenta, e você se torna uma chama … nessa sede Deus é possível.

Torne-se sedento. “Gostaria” não é o suficiente; é muito fraco;

Ouvi contar …

Um mendigo faminto parou numa casa de campo e pediu alguma comida. A dona da casa trouxe-lhe alguma coisa, e ele sentou-se na porta dos fundos, deliciando-se com a comida.

Logo que ele sentou, uma pequena galinha ruiva passou correndo, fugindo de um galo que vinha em seu alcanço. O mendigo jogou um pedaço de seu pão para o galo, que parou instantaneamente sua perseguição, e avidamente engoliu o pedaço de pão.
“Nossal” exclamou o mendigo. “Espero que eu nunca fique com tanta fome assim!”

Você tem que estar tremendamente faminto. Não pode ser apenas uma curiosidade. Deus não pode ser um objeto de curiosidade; Deus não pode ser um objeto de seu pequeno desejo. Deus não é a satisfação de uma vontade, não é um sonho seu. Deus tem que ser como uma chama em suas entranhas. Quando você começar a sentir que nada mais importa, quando Deus é a prioridade máxima e você está pronto a sacrificar tudo, quando Deus se torna um desejo tão urgente, absorvente, que até mesmo a vida não tem mais sentido sem Deus – só então você chegará a Ele. E aí, não há necessidade de ninguém que o ajude; seu desejo fará o trabalho.

Nessa sede premente, nessa intensidade, tudo o que é escuro em você desaparece. Nessa chama, tudo o que é inútil é consumido. Você se torna ouro puro.

Deus é a sua realidade, assim como é a minha realidade. Deus é a sua realidade assim como era a de Jesus Cristo ou de Gautama Buda. A diferença é que você ainda não é capaz de separar o joio do trigo; o trigo está em você, mas há muito joio misturado. Num tremendo desejo de conhecer, de ser, o joio é exterminado – e não há outra maneira.

Quando você vai a um Mestre, ele, na verdade, não o ajuda a chegar a Deus: ele o ajuda a se tornar cada vez mais sedento. Ele o ajuda a se tornar cada vez mais intensamente faminto. Ele lhe dá sede e fome; ele lhe dá uma paixão louca pelo impossível.

Um homem veio até Buda e perguntou: “Se eu o seguir, serei capaz de conhecer a verdade?” Buda disse: “Isso não é certo; não posso garanti-lo. Posso garantir apenas uma coisa: eu o tornarei cada vez mais sedento. Então, tudo o mais dependerá de você. Posso transferir minha sede para você, se você estiver pronto para permitir tamanha sede … pois é doloroso. A jornada é dolorosa; todo crescimento é doloroso. Se você permitir que eu crie essa dor em você, a própria dor o purificará. A dor é um processo de purificação.”

Por isso nunca diga que você gostaria de saber a respeito de Deus, nem que gostaria de saber mais. Ou Deus é conhecido ou não é – mais ou menos seria absurdo. Você não pode dividir Deus assim: “Eu sei um pouquinho, alguém sabe um pouco mais, alguém sabe quase a metade e alguém sabe cem por cento.” Deus não pode ser dividido; ou você sabe ou não sabe. E o conhecimento de Deus não é como qualquer outro conhecimento. Não é como o conhecimento científico, que você vai aumentando cada vez mais, como uma progressão que continua e nunca termina. Não é um conhecimento a partir do exterior. O conhecimento de Deus não é bem um conhecimento, é mais como o amor. Você desaparece em seu amado – essa é a única maneira de conhecer. E quanto mais você desaparece em seu amado, mais você sabe que não sabe.

Os maiores conhecedores de Deus sempre dizem que não sabem. Eles são como gotas no oceano: elas caem no oceano e desaparecem, e o oceano cai nelas e desaparece. Então, quem é o conhecedor e quem é o conhecido?

Kabir disse: “Eu estava procurando e procurando e procurando, e então eu me perdi; aí aconteceu o milagre dos milagres. Quando eu não estava mais lá, você estava, bem em frente a mim. E quando eu estava lá, procurando e procurando, você estava tão distante – nem mesmo um vestígio. E agora, olhe … Eu desapareci. Procurando, eu me perdi completamente; toda a minha busca me absorveu, me destruiu completamente. Agora eu não estou mais … e meu Senhor, você está aqui bem à minha frente.”

Kabir disse que aquele que procura nunca alcança o procurado. O homem nunca se defronta com Deus – porque, a menos que você desapareça, ele não pode aparecer; assim, não há ponto de encontro. Quando você está, ele não está; quando ele está, você não está – assim, como você pode afirmar que sabe? Quando você não está – só então ele está. Quando o conhecedor desaparece, o conhecimento aparece; não pode ser apenas a satisfação de uma vontade.

Posso ajudá-lo a se tornar uma chama – sedenta, faminta, ardente; posso dar-lhe a dor. Então todo o resto depende de você – o quanto você entra nessa dor, nesse fogo. Você pode dar um salto, e Deus pode acontecer num momento repentino. Não há necessidade de esperar, nem de adiar. Neste exato momento pode acontecer … se você estiver pronto para entrar totalmente nessa dor.

Vídeos do Inconsciente Coletivo.net !

Pessoal, estou me aventurando na área da criação e edição de vídeos e criei dois (dos muitos que ainda virão! rs) que coloco abaixo, e espero suas opiniões!

1- Vídeo Promocional do Inconsciente Coletivo

Esse é o vídeo que criei para divulgar a mensagem do blog no Youtube e Google Videos. Foi feito a partir de cenas bonitas que tirei de outros vídeos, alguns pensamentos (todos encontrados aqui no site) e uma música new age legal. A ideia do vídeo não é somente motivar, mas inspirar…

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2- Stigmata

Um vídeo, talvez tributo, a um dos filmes que mais gosto: “Stigmata“. Gente, já se foram 10 anos desde que o filme foi lançado!!! (estou me segurando pra não soltar um “parece que foi ontem”…rs) Pois bem… fiz o vídeo com as cenas que mais gosto (e mesmo assim ficou faltando um monte…), com uma música que faz parte da trilha sonora oficial do filme (Sinéad O’Connor e Afro Celtic Sound System – Release) e com cenas do final. Portanto, “spoilers“… :-D Também coloquei a letra da música, que é linda.

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Em ambos os vídeos, a tônica foi a mais espiritualista possível. Espero que gostem! :-)

Amit Goswami e a Nova Ciência

“Uma nova verdade científica não triunfa porque convenceu seus oponentes e os fez ver a luz, mas sim porque seus oponentes eventualmente morrem, e uma nova geração cresce que é familiar a ela.”

Max Planck (Físico alemão, Pai da Teoria Quântica)

“Todas as grandes verdades passam por três estágios. Primeiro, são ridicularizadas. Segundo, são violentamente negadas. Terceiro, são aceitas como sendo auto-evidentes.”

Arthur Schopenhauer (Filósofo alemão)

“Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário.”

Albert Einstein (Físico alemão)

Duvidar de tudo ou crer em tudo: são duas soluções igualmente cômodas, que nos dispensam ambas de refletir.”

Henry Poincaré (Matemático, Físico e Filósofo de Ciência francês)

“Todos os maiores e mais importantes problemas da vida são fundamentalmente insolúveis… eles nunca podem ser solucionados, somente superados. Esta ’superação’ provou em investigações posteriores que requer um novo nível de consciência. Algum tipo de interesse maior ou mais amplo apareceu no horizonte da pessoa, e por esse ampliamento da perspectiva por parte do indivíduo o problema insolúvel perde sua urgência. Ele não foi solucionado logicamente em seus próprios termos, mas desvaneceu quando confrontado com um mais forte e novo anseio da vida.”

Carl Gustav Jung (Psiquiatra suíço, pai da Psicologia Profunda)

“Dois monges discutiam a respeito da bandeira do templo, que tremulava ao vento. Um deles disse: ‘- A bandeira se move.’ O outro disse: ‘- O vento se move.’ Trocaram ideias e não conseguiam chegar a um acordo. Hui-neng, o sexto patriarca, disse: ‘- Não é a bandeira que se move. Não é o vento que se move. É a mente dos senhores que se move.’ Os dois monges ficaram embasbacados.”

(Koan Zen-Budista)

“(…) Os sábios orientais não estão, pois, interessados em explicar as coisas, mas sim, em obter uma experiência direta e não-intelectual da unidade de todas as coisas. Foi essa a atitude de Buda, que respondeu a todas as indagações acerca do significado da vida, da origem do mundo ou da natureza do nirvana com um ‘nobre silêncio’. As respostas despropositadas dos mestres Zen, quando solicitados a explicar alguma coisa, parecem ter o mesmo propósito: levar o discípulo a perceber que tudo é conseqüência de tudo o mais, que ‘explicar’ a natureza significa apenas demonstrar sua unidade; que, em última instância, nada existe para se explicar.”

Fritjof Capra (Físico Teórico austríaco)

Em 2007, o físico nuclear indiano Amit Goswami foi entrevistado no excelente programa Roda Viva, da TV Cultura. Ele é mais conhecido por sua participação no filme/documentário “Quem somos Nós?” Amit defende a conciliação entre Ciência e Espiritualidade, e segundo ele, “Deus ainda será objeto de estudo da ciência, não mais da religião”. Alguns de seus livros já traduzidos para o português:

- Deus Não Está Morto – Evidencias científicas da existência divina (Editora Aleph)

- O Universo Autoconsciente – Como a consciência cria o mundo material (Editora Aleph)

- A Física da Alma – A explicação científica para a reencarnação, a imortalidade e experiências de quase morte (Editora Aleph)

- Criatividade Quântica (Editora Aleph)

- O Médico Quântico (Editora Cultrix)

- A Janela Visionária (Editora Cultrix)

- Evolução Criativa das Espécies (Editora Aleph)

Pois bem! Navegando na web encontrei a entrevista completa que Amit concedeu ao programa Roda Viva, que está abaixo. (O vídeo tem 1h14min de duração) Resolvi postá-la aqui no Inconsciente Coletivo, pois foi realmente muito interessante, e serve como introdução para quem gostaria de entender melhor não só as ideias de Amit Goswami, mas também o que seria uma ciência “espiritualizada”.

Mas antes de partir para a entrevista, gostaria de comentar alguns pontos… Primeiro, apesar de alguns dos convidados terem feito excelentes perguntas e colocações ao Dr. Goswami, outros simplesmente foram vergonhosos. Com especial atenção a dois: Mônica Teixeira (jornalista -UNICAMP) e Osvaldo Pessoa Jr. (professor de Filosofia da USP). Sinceramente? Antes de ir se aventurar a fazer perguntas a alguém, a pessoa deveria pesquisar um pouco, ler um pouco, enfim, se interessar mais pelo trabalho do entrevistado, e pelas ideias que ele defende… Os dois supracitados demonstraram não só ignorância com relação às áreas de pesquisa defendidas pelo dr. Goswami, como também pareciam estar de espírito armado. (repare na entrevista que a jornalista mantém os braços cruzados durante boa parte do tempo… para quem está familiarizado com linguagem corporal isso basicamente significa “não permitir, bloquear, as informações/situações/pessoas ao seu redor”…)

Outro detalhe que surgiu muito no programa, é o fato do filme “Quem somos nós?” ter feito sucesso e consequentemente ter dado dinheiro. Bem… se um livro/filme vende bem, automaticamente devemos concluir que o seu conteúdo é mentiroso ou seus idealizadores só visavam o lucro? Então o que dizer dos livros que acabaram sendo best-sellers de Stephen Hawking ? Ou os de Richard Dawkins (que geraram polêmicas pela teoria do “gene egoísta”)? Entre tantos outros? Ah não… peraí.  A questão não é só o dinheiro né? O grande problema é do que se trata o filme “Quem somos nós?”. O problema é a teoria que Amit Goswami defende. O grande problema é o fato de o que ele diz ser entendido como “místico” demais para ser considerado ciência verdadeira. Aí está o problema. Não é todo mundo que possui uma mente aberta o suficiente para compreender as sutilezas da realidade… A sorte é que Amit demonstrou ser educado, simpático e humilde o suficiente para superar as insinuações e perguntas ignorantes, e explicar objetivamente porque “Deus” e “Ciência” podem muito bem ser conciliados.

Achei interessante também uma pergunta, de outro jornalista, a respeito das constantes citações de Albert Einstein presentes não só na obra de Goswami, mas também nas de outros defensores de um novo paradigma quântico para explicar a vida e o universo. Basicamente a insinuação foi a de que Einstein morreu negando a mecânica quântica, portanto, é um tanto paradoxal ele ser tão citado em obras que defendem essa mesma mecânica… Bem, é paradoxal para quem não entendeu as citações. As citações de Einstein que normalmente são utilizadas não são as que negam a realidade quântica, mas sim as que mostram que o físico tinha uma noção/visão um tanto “mística” do universo, e da vida. Talvez se Einstein tivesse vivido mais, ele teria acabado por aceitar a nova física. Mas estranho mesmo seria se ele tivesse aceitado logo de cara. Imagina. Por mais brilhante e genial que uma pessoa é, é difícil admitir que estava equivocado… Por menor que seja o equívoco. Einstein podia ser genial, mas continuava sendo humano. Enfim. O fato de ele ter negado a mecânica quântica não o tornou menos inteligente aos olhos da ciência e do mundo, nem o fato de ele acreditar em Deus… E é esse outro lado de Einstein que interessa aos proponentes da nova ciência…

Aí entra a ideia de Deus… o Deus como é defendido pelos teóricos dessa nova ciência não é o Deus popular, como acreditado, venerado e temido pelas massas. É o Deus como entendido pelos verdadeiros místicos. Pelos filósofos esotéricos. Pelos sábios orientais. O Deus sem religião. O Deus que não pode ser explicado, pois transcende tudo e toda categoria de conceitos ou palavras. Aquele que é transcendente e imanente. A inteligência cósmica.

Amit fala também um pouco sobre o sucesso do filme “O Segredo”, cura quântica, morte, imortalidade, reencarnação, mediunidade, alma e tudo aquilo que realmente interessa os seres humanos no dia-a-dia. E que por isso vende mais do que outros assuntos considerados mais “científicos”.

Vamos à entrevista:

http://video.google.com/videoplay?docid=-8523224814213525431

A transcrição da entrevista também pode ser lida aqui.

Tunguska: Um mistério ainda sem solução?

Depois da notícia dos “círculos” que estariam misteriosamente aparecendo na Sibéria, não deu pra não pensar em Tunguska! Então, resolvi escrever um post sobre o assunto, que não é inédito, mas que continua intrigante.

Taí um dos maiores (se não o maior) mistérios do século passado: o incidente ocorrido em 30 de junho de 1908, na região do rio Tunguska, na Sibéria, Rússia. Resumidamente, o que ocorreu foi a queda de uma “bola de fogo”, testemunhada por várias pessoas, que atingiu uma área inabitada da floresta nos arredores do Tunguska. O abalo foi sentido no mundo inteiro.  Graças ao fato da região ser tão remota, apenas 19 anos depois que o primeiro pesquisador conseguiu chegar ao local do evento.

Mapa mostrando o local do incidente em Tunguska

Mapa mostrando o local do incidente em Tunguska

Algumas fotos, que mostram o quão devastador foi a explosão da tal “bola de fogo”:

Tunguska em 1908 x 2008:

Pois bem. A ideia desse post, é explicar porque nem todo mundo concorda com a explicação mais aceita: a da queda de um asteróide/meteorito.

Antes de chegar nas outras hipóteses para o que caiu em Tunguska, recentemente me deparei com um capítulo dedicado a esse evento num livro que explica a “Verdadeira Ciência por trás do Arquivo X”. A autora é a Ph.D Anne Simon, que foi a “consultora científica” da série. O livro é muito interessante, e, apesar de tratar de ciência, é didático e bem acessível ao público leigo. Resolvi transcrever o trecho em que ela descreve o evento, por ser bem detalhado e objetivo. Fora o fato de ela ter CONVERSADO com o primeiro pesquisador norte-americano a visitar o local. Sobre o assunto, basicamente o que ela diz:

Às 7h:17 de 30 de junho de 1908, homens da tribo local, no posto de troca de Vanivara, na Sibéria, viram uma bola de fogo queimando e iluminando o céu sem nuvens, seguida por uma explosão ensurdecedora. Seja lá o que tenha acontecido a 7 ou 9 quilômetros acima dos morros e florestas que circundam a região do rio Tunguska, o fato liberou uma explosão de energia direto para baixo, 2 mil vezes maior do que a bomba atômica que devastou Hiroshima. Sismógrafos do mundo todo captaram as ondas de pressão do evento, tão catastrófico que as ondas circundaram a Terra duas vezes. Árvores, mais de 60 milhões tombaram sobre uma área maior que a Rhode Island (4.005 km² – EUA). Luzes de fogo cintilaram durante dias, iluminando os céus da meia-noite por toda a Europa e Ásia. As luzes eram tão brilhantes que os cidadãos de Londres pensaram que sua cidade estava em chamas. Apesar de o evento ter provavelmente devastado rebanhos de veados na isolada região, só duas pessoas morreram. Tunguska é tão remota que levou 19 anos para que a primeiro expedição russa alcançasse o local devastado. Mesmo hoje, visitar o local implica em fazer uma caminhada de 80 quilômetros, se um helicóptero conveniente não estiver à disposição.

Roy Gallant, diretor do Planetário Southworth, da Universidade de Maine (EUA), foi o primeiro norte-americano a visitar Tunguska. Roy me disse que é preciso um olho experiente para ver os traços que restaram da catástrofe. Bem abaixo de onde ocorreu a explosão fica uma floresta de postes telefônicos – árvores de 1,89 metro cujos ramos foram arrancados e que são lembretes desoladores da força de cima para baixo da explosão. Restos de outras árvores até 16 quilômetros de distância dali jazem no solo da floresta em um padrão radial, apontando para fora do centro do cataclismo. Além disto, não há crateras, não há sinais de distúrbios posteriores na paisagem, que deve ter ficado parecida com uma terra estéril, como depois de uma explosão atômica.

Leonid Kulik, mineralogista russo, chefe da primeira expedição soviética a visitar Tunguska, em 1921

Leonid Kulik, mineralogista russo, chefe da primeira expedição soviética a visitar Tunguska, em 1921.

A expedição russa de Kulik

A expedição russa de Kulik.

Roy Gallant, o primeiro norte-americano a visitar Tunguska

Roy Gallant, o primeiro norte-americano a visitar Tunguska

Continuando com o texto de Anne Simon:

Há duas explicações convencionais para o que causou a explosão em Tunguska. Um grupo de cientistas dirigidos por Chris Chyba, Peter Thomas e Kevin Zahnle está convicto de que minúsculos fragmentos de rocha estavam enterrados em três pontos da explosão de um meteoro de pedra medindo de 50 a 60 metros de diâmetro. Outros, inclusive Roy Gallant, acreditam que somente um cometa pesando cerca de 100 mil toneladas poderia explicar as luzes misteriosas que precederam o evento dias antes.

Então, essas são as hipóteses mais “cientificamente aceitas” sobre o evento siberiano. Destaquei em vermelho algumas frases, palavras e expressões que considero “chaves” para se compreender o quanto o fenômeno foi realmente misterioso.

Agora partimos para as hipóteses “heterodoxas”… A mais famosa, é a da queda de um OVNI. Há outra que diz que houve uma explosão nuclear em Tunguska, como a de uma bomba atômica. O único porém nessa teoria, é que em 1908 NÃO SE CONHECIA A TECNOLOGIA PARA O DESELVOLVIMENTO DE ARMAS ATÔMICAS/NUCLEARES. Muito estranho? Vai ficar ainda mais:

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O vídeo acima é um trecho de um documentário do History Channel falando sobre o incidente de Tunguska. Nele, é contado da descoberta de fragmentos de metais radiotivos no local da explosão, e das suspeitas de Stálin de que um OVNI havia atingido a taiga siberiana. O documentário completo postarei em breve.

Em 2004, chegou a ser noticiado que uma expedição científica siberiana havia encontrado provas que confirmam que a explosão em Tunguska foi ocasionada por um OVNI. Veja abaixo, a matéria exatamente como saiu no Portal Terra (EFE):

Uma expedição científica siberiana afirmou ontem ter encontrado provas que confirmariam a teoria de que o meteorito de Tunguska, o maior já caído na Terra, foi, na realidade, uma nave espacial extraterrestre. Um comunicado do governo regional de Evenkia, divulgado por jornais online, diz que exploradores da fundação estatal siberiana Fenômeno Espacial de Tunguska acreditam ter encontrado elementos de um artefato técnico extraterrestre.

“Encontramos o que queríamos”, declarou o diretor científico da expedição e presidente da fundação, Yuri Labvin. O cientista é fervoroso partidário da teoria de que foi um objeto voador não-identificado (Óvni) que explodiu na Sibéria há 96 anos. Naquele dia 30 de junho de 1908, o fenômeno de Tunguska, assim chamado pelo rio que passa perto do local, causou uma enorme explosão, equivalente a 500 bombas atômicas como a de Hiroxima, arrasando 2,2 mil quilômetros quadrados de florestas.

A explosão deu origem a um dos grandes enigmas do século passado que ainda suscita discussões apaixonadas entre cientistas. A versão mais difundida diz que a Terra foi atingida por um asteróide ou um fragmento de cometa. No entanto, mais de 30 hipóteses e teorias foram levantadas sobre o fenômeno de Tunguska. As mais exóticas falam de um meteorito feito de antimatéria, de um pequeno buraco negro que teria atravessado a Terra e até da queda de uma nave extraterrestre.

Vários fatos demonstram que a explosão aconteceu sobre a superfície terrestre, no ar. Não foi formada nenhuma cratera no epicentro da catástrofe. Nenhuma das mais de 200 expedições ao local encontrou um único fragmento do corpo celeste. As árvores em volta ficaram inclinadas para fora do enorme círculo de 60 quilômetros e as do centro continuaram de pé.

Na ocasião, mais de mil especialistas do Observatório de Irkutsk observaram a queda sobre a taiga siberiana. Eles deixaram registro das surpreendentes “manobras” que o objeto realizava ao longo de sua trajetória, como se estivesse sendo pilotado. A teoria particular de Yuri Labvin, que dirigiu esta última expedição, sugere que o fenômeno foi originado por uma nave interplanetária extraterrestre. A nave teria salvo a Terra de uma catástrofe, ao destruir ou desviar um corpo espacial que se dirigia para o planeta.

Segundo o comunicado oficial, a expedição, integrada por 14 exploradores, geólogos, professores e estudantes da Universidade de Krasnoyarsk, rastreou durante duas semanas um setor escolhido com base em análise de fotografias tiradas do espaço. Nesta região, perto da cidade de Poligus, 500 quilômetros a oeste de onde as expedições anteriores trabalharam, foram descobertas crateras de até 500 metros de profundidade e detectados fenômenos anormais.

Os exploradores dizem ter encontrado uma das chamadas “pedras-rena”, mencionadas por algumas testemunhas oculares da catástrofe. Eles levaram um pedaço da rocha, de 50 quilos, para analisar em Krasnoyarsk. Segundo o portal NEWSru.com, depois da conferência realizada em 1998 em Krasnoyarsk por ocasião do 90º aniversário do acontecimento, Labvin exibiu duas barras supostamente feitas de um metal desconhecido. Ele teria encontrado os objetos durante uma expedição anterior, perto do povoado de Vanavara, a 65 quilômetros do qual aconteceu a explosão.

“Os resultados da expedição, segundo seu diretor, permitem esperar que o mistério do fenômeno cósmico seja revelado sem falta no centenário da queda do meteorito de Tunguska”, anunciou a agência Interfax. Já o site Utro.ru advertiu que ufólogos, animados pelas novas descobertas, já se preparam para viajar até a área coberta pela expedição, e ironizou. “A palavra ‘meteorito’ já deve ser escrita entre aspas, já que o que explodiu foi um Óvni”.

Acho que é interessante frisar que a Rússia é um país muito aberto no que diz respeito a considerar hipóteses “exóticas” (não cientificamente ortodoxas) para eventos misteriosos. Parapsicologia e ufologia são assuntos muito sérios para os russos.

No livro “Dicionário do Mundo Misterioso“, compilado pelo jornalista Gilberto Schoereder, o verbete sobre Tunguska traz mais alguns detalhes curiosos sobre o impacto (note que o livro é de 2001):

Tunguska: região da Sibéria onde se verificou um dos mais estranhos eventos na história dos insólitos. No dia 30 de junho de 1908, ocorreu ali uma explosão sem precedentes no planeta até então. Alguns passageiros do trem na ferrovia Transiberiana viram um objeto brilhante que cruzou o céu, uma bola de fogo que se perdeu ao norte antes da explosão. A 900 quilômetros dali, em Irkutsk, o sismógrafo oscilou durante uma hora, registrando um impacto. O ruído foi ouvido num perímetro de mil quilômetros.

Segundo informações mais detalhadas, a onda de choque chegou a ser registrada em Londres. Os rios da Sibéria sofreram tamanho impacto e agitação que várias embarcações pequenas afundaram. Segundo os testemunhos da época, durante uma semana após o evento o mundo inteiro estranhou a excessiva claridade das noites e chega-se a afirmar que, em Paris, era possível ler à noite sem luzes artificiais e, em Moscou, era possível fotografar sem as lâmpadas de magnésio. A ideia inicial era a de que um meteorito de proporções inusitadas havia caído na Sibéria.

Devido a todos os problemas enfrentados pela Rússia nos anos seguintes, com a guerra civil e a revolução comunista, os investigadores somente atingiram a região de Tunguska em 1927, ainda que o professor Leonid Kulik estivesse coletando informações e testemunhos desde 1921.

A área de destruição atingia 9 mil quilômetros quadrados. A 60 quilômetros de distância do centro, já era possível encontrar sinais de devastação, com árvores sem a copa. Mais para o centro, a destruição era absoluta. Só que, para espanto de todos, não havia absolutamente nenhuma cratera e, ao que se sabe, até hoje não foi encontrado nenhum detrito proveniente de um possível meteoro.

As investigações realizadas em anos seguintes nada conseguiram trazer de concreto para o caso. Teorias foram elaboradas, mas nenhuma delas pôde ser comprovada. Alguns sinais indicavam a possibilidade de uma explosão nuclear, mas não havia conhecimento desse tipo no planeta em 1908. Outros propuseram a existência de um bloco de antimatéria de 200 gramas, que teria explodido ao entrar em contato com a atmosfera.

Outra teoria que ganhou adeptos foi a de uma explosão artificial e nuclear, uma vez que a radioatividade não poderia ter sido registrada na época, e já teria desaparecido quando as investigações ganharam volume, nos anos 50 e 60. Alguns fatos reforçaram a tese da explosão nuclear, o que levou a especulações e teses sobre a presença de seres extraterrestres no local. Elaborou-se então a ideia de um desastre com uma nave alienígena, um OVNI, sobre a Sibéria, uma nave que tivesse um motor de natureza nuclear. Mas, mesmo assim, deveria haver detritos indicando essa presença, e nada foi encontrado, a não ser alguns resíduos nucleares nas árvores destruídas, e que assim permaneciam na época.

A proporção do acontecimento, o número de testemunhas e de registros, e a quantidade e qualidade das investigações posteriores de nada adiantaram para solucionar o mistério da explosão em Tunguska, entre os maiores insólitos, ainda que pesquisadores que seguem linhas mais conservadoras continuem insistindo tratar-se de um gigantesco meteoro que caiu na região, mesmo não existindo qualquer evidência disso.

Resumidamente, as teorias que já foram levantadas sobre o que ocorreu em Tunguska:

1 – Queda de um meteoro/meteorito/asteróide: a teoria mais “aceita”, porém, apesar de sua ampla aceitação, não há NENHUMA EVIDÊNCIA de uma queda do tipo no local…

2 – Um buraco negro: teoria proposta em 1974, pelos físicos da Universidade do Texas, Albert A. Jackson e Michael P. Ryan. Segundo eles, a explosão em Tunguska foi ocasionada por um pequeno Buraco Negro que passava pela Terra. Porém, também não há qualquer evidência que suporte a ideia.

3 – Antimatéria: em 1941, Lincoln LaPaz, um astrônomo americano, propôs que a explosão em Tunguska foi causada pela aniquilação de um “bloco de antimatéria” que caiu do espaço. Novamente, não há evidências físicas no local, muito menos astrônomicas que fundamentem essa hipótese.

4 – A Torre de Wardenclyffe: outra teoria sem evidência alguma proposta por Oliver Nichelson de que a explosão teria sido causada por um experimento do brilhante inventor Nikola Tesla utilizando a torre de Wardenclyffe. 

5 – Queda de um OVNI:proposta por vários ufólogos e pesquisadores do fenômeno, diz que um objeto voador não-identificado tenha caído em Tunguska. Há variações para essa teoria, como a de que a explosão tenha sido resultado de um teste de alguma arma extraterrestre em nosso planeta.

O que se pode realmente afirmar sobre o incidente siberiano é que, seja o que for que caiu do céu, o objeto em questão explodiu ANTES de atingir o solo, e deixou resíduos nucleares no ambiente ao redor. Testemunhas oculares afirmam que o objeto MUDOU de direção enquanto estava no céu, antes de se chocar com a floresta. Nada do que aconteceu em Tunguska sequer se assemelha a queda de um meteoro, nem nenhuma das outras teorias “científicas” sequer consegue dar conta de começar a explicar o fenômeno.

Até que alguma explicação melhor apareça, a hipótese mais provável continua a ser a mais fantástica: um OVNI.


Interpretando errado a Bíblia…

Gente, esse post é pra rir. Juro. Não dá pra assistir ao vídeo sem dar boas risadas. Talvez muitos tenham assistido a essa matéria no Fantástico (é relativamente antiga). Como eu não acompanho esse programa, enviaram para mim o vídeo desse pedreiro, auto-intitulado pastor, que fundou a sua própria igreja, e alega que está na Bíblia que adultério é permitido.

O Youtube está povoado de vídeos do gênero, com os maiores absurdos propagados por igrejas (na esmagadora maioria evangélicas neo-pentecostais). Tem que rir pra não chorar. É inacreditável. É pastor vendendo “sabonete de arruda”, “água do rio Jordão”, “cajado de Moisés” e as maiores loucuras imagináveis. Os seres humanos saíram da Idade Média, mas a Idade Média parece não ter saído da maioria dos seres humanos. Estamos a um passo de voltar às Cruzadas (opa… ou talvez elas nunca realmente acabaram…) e à Inquisição. A venda de indulgências pelo menos, é um mercado que só cresce… ;-)

Eu já havia comentado em outros posts, com especial atenção a um sobre os Evangelhos Apócrifos, como os textos que chegaram a compor a Bíblia atual foram deturpados, traduzidos sem critérios de ética ou esvaziados de seu contexto histórico, e escolhidos em meios a inúmeros outros textos de maneira bizarra, pra dizer o mínimo. Pra resumir, a Bíblia que temos hoje é apenas uma pálida, tímida aproximação daquilo que realmente está escrito nos tais “evangelhos canônicos”. Porque o que realmente separa os Evangelhos Canônicos dos Apócrifos é a opinião de alguns bispos católicos bem suspeitos em 325 d.C (sim, data do famigerado primeiro Concílio de Nicéia). Aparentemente esses bispos sabiam o que “Deus preferia”.

***Um minuto de silêncio para um suspiro seguido de um sorriso sarcástico***

Tá. Qualquer pessoa que tenha um mínimo de conhecimento real sobre a Bíblia sabe que o Antigo Testamento é uma compilação de textos de vários outros povos (babilônicos, sumérios etc) mais textos e lendas dos hebreus. O que todos esses textos retratam, nada mais é do que os costumes e pensamentos de até 5.000 anos atrás. E, não sei se é só minha impressão, mas o mundo mudou um MONTE desde a época que esses textos foram escritos. A ponto de a Bíblia simplesmente só servir como uma literatura histórico-mitológica que retrata alguns períodos de um determinado povo, num determinado local, numa determinada época. O mesmo vale para o Novo Testamento, que foram textos arbitrariamente escolhidos, modificados e traduzidos visando os objetivos obscuros de determinados homens. Estudos históricos e pesquisas científicas já concluíram que em todo o Novo Testamento há somente 6 frases (na melhor das hipóteses) que realmente foram ditas por Jesus. O resto, é tudo criação, interpretação ou imaginação de terceiros. Então é muito estranho ver todo esse bafafá em relação ao que “Bíblia diz” ou o que “está na Biblía”, ou pior ao que “a Bíblia permite ou não”.

Há uns anos atrás, eu vi num desses programas de auditório de quinta categoria, um entrevistador perguntando a uma senhora se ela doaria seus órgãos. Foi bem na época que iria aparecer na carteira de identidade se a pessoa era doadora ou não. Pois bem, a tal senhora respondeu que “nunca”. O apresentador, obviamente chocado com a resposta dela perguntou o porquê. Ela disse que era Testemunha de Jeová, e que na Bíblia não havia nada a respeito de doar órgãos. Sim. Isso aconteceu. Ao vivo num programa de televisão. Acredite, eu jamais inventaria uma loucura dessas. (risos)

TÁ. Então, seguindo o raciocínio de pessoas como ela, que só fazem o que a Bíblia diz ou não (!!!), eu gostaria de lembrar que na Bíblia não há menções a computadores… nem a microondas… nem a ferro de passar, máquina fotográfica, aspirina, shampoo, jeans, cotonete, televisão, programa de auditório, água encanada, telefone, celular, ventilador, relógio, salto alto, sutiã, dentadura, pasta de dente (pra quem não sonha em usar dentadura na velhice), futebol, guarda-roupa, cinema, gilete, nescau, poodle, mini poodle, micro poodle toy, gravata, vacina, hospital, miojo, fogão, gás, ar condicionado, Sílvio Santos, DVD, edredon, Caminho das Índias, caneta, lápis de cor, rímel, errr…. Brasil. Sim, nem o Brasil está na Bíblia. Bem. Não sei se é eu, mas acho que isso limita muuuuuuito as coisas. Seguindo o raciocínio dela, o ideal é ser Amish. Ou voltar pras cavernas mesmo. E criar ovelha.

Enfim. Concordo com Einstein quando ele diz,

“Até o universo tem limites. Somente a ignorância humana é ilimitada.”

Como faz falta aulas de religião e mitologia comparadas nos currículos escolares… ai ai…

Vamos ao “brilhante” pastor:

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