(Arquivos sugerem que Churchill teria encoberto suposta aparição de óvni)

Para acessar os Arquivos Britânicos sobre OVNIS, clique aqui. Em inglês.

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Documentos liberados mostram também outros relatos de aparições de objetos não identificados em território britânico.

O registro da suposta observação de um óvni por tripulantes de um avião militar britânico durante a Segunda Guerra Mundial foi mantido em segredo por determinação do então primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Winston Churchill, que acreditava que o relato poderia causar pânico na população.

A história foi revelada por documentos do Ministério da Defesa da Grã-Bretanha divulgados nesta quinta-feira pelos Arquivos Nacionais do país.

Segundo os relatos, Churchill determinou que o registro sobre a suposta aparição do objeto voador não identificado permanecesse secreto por 50 anos.

“Churchill acreditava que a divulgação do ocorrido poderia criar pânico em massa e abalar as crenças religiosas”, afirmou Nick Pope, um ex-investigador do Ministério da Defesa britânico especializado em óvnis.

Churchill_ufo

Os arquivos também mostram que, nos anos 1950, o governo britânico levava a questão de maneira tão séria que chegou a reunir chefes dos serviços de inteligência para discutir relatos sobre a presença de óvnis em seu espaço aéreo.

Segundo Pope, a maior parte da documentação referente às supostas aparições de objetos não identificados no período foi destruída.

Sabe-se, porém, que o governo britânico chegou a pedir relatórios semanais sobre os registros de aparições ao comitê de especialistas em inteligência encarregados de investigações nas áreas de segurança, defesa e assuntos internacionais.

Outros relatos

A documentação divulgada nesta quinta-feira é a mais recente série de arquivos liberada ao público como parte de uma parceria de três anos entre o Ministério da Defesa e os Arquivos Nacionais da Grã-Bretanha.

Os documentos incluem um trecho do chamado Livro Vermelho – relato semanal realizado por serviços de inteligência – que diz que não foram encontradas explicações para quatro aparições de objetos não identificados registradas por radares da aeronáutica britânica.

Entre as mais de 5 mil páginas dos arquivos, está também o relato de um piloto que diz que seu Boeing 737 quase colidiu com um objeto não identificado quando se preparava para pousar no aeroporto de Manchester em 1995.

Entre outros registros, há ainda o caso da equipe de resgate acionada para investigar um óvni que supostamente teria colidido nas montanhas de Berwyn, no País de Gales, em 1974.

O arquivo inclui também o filme em que um suposto “homem do espaço” é flagrado durante os registros de testes para o lançamento de um míssil, em 1964.

‘Arquivo X’

Os relatos sobre a aparição dos óvnis atingiram o auge em 1996 – ano em que a série Arquivo X, sobre aparições de extraterrestres, tinha grande popularidade na TV britânica.

Naquele ano, os arquivos registram 600 supostas aparições de objetos não identificados, em comparação com a média anual de 240 registrada nos cinco anos anteriores.

A documentação também mostra que o setor responsável pelo registro das aparições no Ministério da Defesa recebeu, em 1996, 343 cartas do público e 22 questionamentos de parlamentares referentes a aparições de óvnis.

Segundo o consultor especializado em óvnis dos Arquivos Nacionais, David Clarke os documentos vieram a público por atrair grande interesse da população.

“Os óvnis são o terceiro assunto mais mencionado nos pedidos para acesso a documentos do Ministério da Defesa”, diz ele.

O material está disponível no site dos Arquivos Nacionais britânicos (The National Archives).

Fonte: Estadão/BBC Brasil

(Rochas podem conter restos fossilizados de vida em Marte)

Cientistas do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês) identificaram rochas que poderiam ter sido formas de vida marcianas há muito tempo atrás. As informações são da Agência Espacial Americana, Nasa.

A equipe de cientistas estava analisando a área conhecida como Nili Fossae quando fez a descoberta. O trabalho dos cientistas revelou que a área é muito similar a uma região da Austrália, onde algumas das mais antigas evidências do início vida na Terra foram encontradas preservadas em forma mineral.

Os pesquisadores do Instituto americano acreditam que o mesmo processo hidrotermal que acontece na Terra quando os fósseis são preservados poderia ter acontecido nesse local do planeta vermelho. As rochas possuem mais de 4 bilhões de anos.

A região de Nili Fossae deve ser visitada por uma sonda na Nasa, que pousará em Marte em 2011 e, só então, com uma melhor análise do material, a descoberta de fósseis marcianos poderá ser confirmada.

Cientistas identificam rochas que podem conter restos fossilizados de vida em Marte

Cientistas identificam rochas que podem conter restos fossilizados de vida em Marte

Fonte: Terra

(Deputado europeu pede abertura de arquivos da UE sobre óvnis)

Esse italiano é uma figura um tanto quanto controvertida… É conhecido por ser xenófobo, e alguns dizem que ele tem “mania de conspiração”. Recentemente ele organizou, juntamente com Daniel Estulin (um escritor especializado em teorias de conspiração, autor do livro: “A verdadeira história do Clube Bilderberg“), uma entrevista coletiva a respeito do sombrio Clube de Bilderberg.

Só me pergunto se ele é a pessoa ideal para encabeçar um movimento como o que propõe no artigo… A ufologia já tem problemas demais…

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O italiano Mario Borghezio, membro do Parlamento Europeu, disse que a UE precisa de um ‘Arquivo X’

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Um legislador da União Europeia (UE) pediu que os países-membros abram seus arquivos secretos sobre objetos voadores não identificados, afirmando que as pessoas precisam saber sobre encontros com alienígenas.

O italiano Mario Borghezio, membro do Parlamento Europeu, disse que a UE precisa de um “Arquivo X”, onde qualquer um possa buscar informação sobre óvnis, incluindo os dados reunidos por fontes militares.

Borghezio disse que os governos europeus deveriam parar com o que chamou de “acobertamento sistemático”.

A abertura de arquivos não é algo sem precedentes: no ano passado, o Reino Unido trouxe a público 4.000 páginas sobre 800 supostos encontros com extraterrestres, registrados durante as décadas de 80 e 90.

E, nos últimos três anos, o Ministério da Defesa britânico vem liberando gradualmente seus arquivos até então considerados secretos sobre o assunto.

Borghezio disse ainda que seria essencial haver um centro científico para pesquisar óvnis.

Ele busca apoio de outros parlamentares da assembleia de  736 membros para um abaixo-assinado cobrando ação dos governos. Até agora, obteve 18 assinaturas.

Fonte: Estadão/AP

(Nasa: estudo mostra que pode haver vida em lua de Saturno)

Pesquisadores da Nasa acreditam ter encontrado evidências claras de vida em Titan, uma das luas de Saturno. Segundo os especialistas, ela é a única que apresenta as características químicas para acomodar seres vivos.

As afirmações se baseiam na variação da quantidade recursos, como hidrogênio, na superfície de Titan. Duas pesquisas feitas tiveram resultados diferentes, sendo que a primeira mostrou uma maior quantidade que a segunda. Os cientistas acreditam que esses recursos tenham sido consumidos pela forma de vida presente no satélite.

“Acreditamos no consumo de hidrogênio, pois é o gás óbvio da vida em Titan, como temos aqui na Terra. Isso seria muito emocionante, pois seria uma segunda forma de vida, diferente da baseada na água, como na Terra”, disso o astrobiólogo da Nasa, Chris McKay.

Reprodução artística mostra superfícia de Titan, lua de Saturno que pode acolher vida

Reprodução artística mostra superfícia de Titan, lua de Saturno que pode acolher vida

Fonte: Terra

(Contato com ETs não é uma boa ideia, diz Stephen Hawking)

Vida inteligente pode evoluir para uma forma ‘que não gostaríamos de ver’, disse o cientista britânico

O físico e matemático Stephen Hawking afirmou que é “perfeitamente racional” aceitar a existência de vida inteligente fora da Terra, mas disse que a humanidade não deveria buscar contato com outras civilizações.

“Para meu cérebro matemático, os números só fazem pensar em extraterrestres de modo perfeitamente racional”, disse ele em uma entrevista para um programa especial do canal Discovery.

A despeito disso, “se os extraterrestres nos visitarem, os resultados seriam como quando Colombo chegou à América, o que não acabou bem para os nativos”, disse ele, referindo-se às várias tentativas realizadas de se estabelecer comunicação com inteligências no espaço.

Já foram enviados sinais de rádio ao espaço na esperança de se obter uma resposta, e sondas espaciais já foram equipadas com informações sobre a Terra e saudações da humanidade.

“Só temos que observar a nós mesmos para ver como a vida inteligente poderia desenvolver-se em algo que não gostaríamos de encontrar”, disse o pesquisador de 67 anos.

Stephen Hawking, durante palestra concedida no início do mês

Stephen Hawking, durante palestra concedida no início do mês

Fonte: EFE/Estadão

(Descobertas novas provas de que há água na Lua e em Marte)

Depósitos de gelo com pelo menos 2 metros de profundidade podem ser encontrados em algumas pequenas crateras lunares, disseram pesquisadores na segunda-feira, enquanto um segundo estudo sugeriu que recentemente houve degelo e recongelamento da água em Marte, aumentando alguns dos característicos canais da sua superfície.

Os dois estudos contribuem com o debate político e científico sobre qual seria a melhor forma de estudar o Sistema Solar e o universo – com missões tripuladas, ou com robôs e sondas. Num dos estudos divulgados na segunda-feira, Paul Spudis, do Instituto Lunar e Planetário de Houston, e seus colegas analisaram medições feitas pela sonda indiana Chandrayaan, a fim de buscar provas de que havia depósitos de gelo em algumas crateras lunares perenemente à sombra.

“Conforme a Lua foi bombardeada por objetos com água, como cometas e meteoritos, e implantada pelo hidrogênio do gelo polar ao longo do tempo geológico, parte desse material pode ter ido parar nessas áreas frias e escuras”, escreveram os cientistas na revista Geophysical Research Letters.

Eles mediram a chamada razão de polarização circular, para demonstrar que ou a superfície é excepcionalmente áspera, ou existem de 2 a 3 metros de gelo acumulado.

O segundo estudo mostrou que um canal de 2 metros de largura em Marte se tornou quase 120 metros mais longo em dois anos. Dennis Reiss, do Instituto de Planetologia da Westfalische Wilhelms-Universitat, em Munster, na Alemanha,e seus colegas disseram que a melhor explicação para isso é o degelo de uma pequena quantidade de água em forma de gelo.

Fotos mostram manchas marrons na vala, bem como canais novos e menores, disseram eles na mesma revista. A superfície, segundo eles, talvez fique quente a ponto de que a água dessa região de Marte derreta. Em setembro, várias equipes haviam noticiado evidências de água, provavelmente congelada, em superfícies desérticas da Lua e de Marte, e pesquisadores também já viram nevar em Marte.

(Reportagem de Maggie Fox)

Água em Marte

Fonte: Terra/Reuters

Em “John Frum” Nós Confiamos

Há alguns anos atrás, enquanto assistia a um documentário do canal National Geographic, – a respeito da tribo  Korowai, uma tribo canibal da Papua Nova Guiné que constrói suas casas em árvores, e que, até os anos 1970, sequer sabia da existência de outras civilizações além de sua própria – vi pela primeira vez um vídeo (que infelizmente não encontrei na internet) feito por dois antropólogos que haviam recém-descoberto uma outra tribo melanésia, acredito que nos anos 1920 (a data pode estar incorreta, estou puxando de memória – se alguém souber, me avise!). O vídeo em questão mostrava os membros da tribo venerando uma réplica feita em madeira de um avião… Segundo os antropólogos, os nativos tinham avistado essa “máquina voadora” pela primeira vez ( um avião de guerra), e acharam que fosse de algum deus. Assim, construíram a escultura daquilo que acreditavam ser algo divino, e criaram cultos e rituais relacionados a essa nova divindade. Foi, no mínimo, chocante. Mas desde então o assunto passou a me perseguir. As implicações filosóficas do fato são muito interessantes. Entretanto, esse post não pretende ser uma pesquisa “profunda” sobre o assunto. A ideia aqui é estimular a curiosidade e provocar reflexão.

Mas, antes de ir para o que interessa (rs), deixe-me enrolá-los um pouco com alguns dados (as informações foram retiradas e adaptadas da Wikipedia):

- A Melanésia é uma região da Oceania, que compreende os territórios das ilhas Molucas, Nova Guiné, ilhas Salomão, Vanuatu, Nova Caledônia e Fiji.

Melanesia

- Acredita-se que os melanésios tenham uma origem em comum com os aborígenes australianos.

- “Melanésia” vem do grego, e significa “ilha dos negros” – o nome foi dado por causa da cor de pele predominante dos habitantes das ilhas.

- O avião, que foi inventado no início do séc. XX, teve durante a Primeira Guerra Mundial sua primeira fase de testes em grande escala, em que se demonstrou ser uma poderosa máquina de guerra. Após a Primeira Guerra, o avião passou por inúmeros avanços tecnológicos.

- Em 1919, a primeira travessia transatlântica utilizando uma aeronave foi realizada pelos britânicos John Alcock e Arthur Whitten Brown.

- A primeira travessia aérea do Atlântico Sul foi realizada em 1922, pelos portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

- Na década de 1940 aviões a jato militares já estavam em operação.

- Os aviões tiveram papel fundamental durante a Segunda Guerra Mundial, tendo presença em todas as batalhas mais importantes e conhecidas da guerra.

Pois. Agora que já temos algumas informações a respeito da região e alguns dados sobre a história da aviação, podemos passar para o tema desse post:

O Culto à Carga

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Segundo o antropólogo Kirk Huffman, “um culto à carga surge quando o mundo exterior, com todos os seus bens materiais, repentinamente desce sobre tribos indígenas remotas“.

Em outras palavras, o culto à carga diz respeito aos efeitos que, principalmente, a Segunda Guerra teve sobre os nativos de algumas ilhas do Pacífico. Basicamente, aviões europeus, americanos e/ou japoneses eram avistados pelas pessoas dessa região que, por nunca terem visto nada parecido, passavam a acreditar que eram “deuses” ou algo de “deus”. Sendo assim, criavam esculturas de aeronaves, rituais e adaptavam sua mitologia aos novos “deuses”.

Entretanto, acredita-se que os cultos à carga tenham iniciado na ilha Fiji por volta dos anos 1880, nessa época relacionado a navios estrangeiros, mas que o padrão permaneceu praticamente o mesmo. Se diz “culto à carga” porque quando os navios (e posteriormente aviões) chegavam nas ilhas, os tripulantes costumavam distribuir entre os nativos “presentes”, que nada mais eram que objetos que carregavam na embarcação (a carga propriamente dita). Os habitantes das ilhas, por desconhecerem os bens materiais que ganhavam, achavam que os estrangeiros eram “grandes homens”, seus ancestrais, que haviam retornado com “as riquezas profetizadas”.

Uma das histórias de culto à carga mais famosas é da ilha Tanna.

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A história é famosa, porque é o culto à carga mais persistente. A maioria desses cultos desapareceu nos últimos sessenta anos.

Basicamente, o que temos na ilha Tanna é o culto de “John Frum”.  John Frum (corruptela de “John from”, ou “John de”, que deve ter sido uma tentativa de comunicação por parte de um indivíduo, tentando se apresentar e dizer de onde vinha…) foi algum homem branco, americano, que apareceu pela ilha nos anos 1930, trazendo objetos, ferramentas, doces e outros “presentes civilizados”, e que, por causa disso, acabou se tornando um “messias” para a tribo. Em Tanna, o dia em que se comemora o feriado de John Frum é 15 de fevereiro.

Nessa ilha os habitantes hasteiam bandeiras americanas, utilizam o simbolismo cristão da cruz (John Frum seria um equivalente a Jesus para eles), possuem réplicas de aviões, aeroportos, rádios etc. Segundo os sacerdotes da tribo, John Frum um dia retornará com ainda mais riquezas para serem distribuídas ao povo. Eles acreditam que ele viva no vulcão sagrado da ilha, Yasur.

Nas palavras de um dos anciãos da tribo: “John prometeu que traria cargas de avião e de navio  da América para nós, se nós rezássemos para ele… Rádios, TVs, caminhões, barcos, relógios, geladeira, remédios, Coca-Cola e muitas outras coisas maravilhosas.”

Os membros da ilha de Tanna dançam em honra de John Frum todo 15 de Fevereiro. Os líderes do clã viram o Messias Yankee pela primeira vez no final dos anos 1930. A sua última aparição foi durante a Segunda Guerra Mundial, vestido de branco como um marinho não-identificado da marinha.

Os membros da ilha de Tanna dançam em honra de John Frum todo 15 de Fevereiro. Os líderes do clã viram o Messias Yankee pela primeira vez no final dos anos 1930. A sua última aparição foi durante a Segunda Guerra Mundial, vestido de branco como um marinheiro não-identificado da Marinha.

Na internet é possível encontrar alguns vídeos mostrando um pouco do culto à carga da ilha de Tanna, como os abaixo (estão em inglês, mas as imagens valem por mil palavras…):

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É interessante notar que muitos utilizam o exemplo do culto à carga como argumento de que foi dessa maneira que surgiram as religiões. Isso realmente é bem provável, porém não torna tudo menos fantástico. Se analisarmos que muitas religiões e mitologias antigas falavam de “carruagens de fogo” vindas do céu, citavam deuses estranhos – também vindos do céu – que vez ou outra apareciam com ensinamentos ou regras, das estranhas semelhanças nas mitologias e construções antigas de povos que supostamente nunca se encontraram, realmente dá o que pensar. Por que se é desse jeito que civilizações “primitivas” reagem àquilo que não conseguem entender ou explicar, então a nossa História “oficial” é mesmo muito mal contada.

Modelos de aeronaves pré-colombianos. Estariam nossos antigos criando réplicas de antigos "deuses" que viam nos céus?

Modelos de aeronaves Pré-Colombianos. Estariam esses povos criando réplicas de antigos "deuses" que viam nos céus? Seguindo a lógica fornecida pelo "culto à carga", é mais do que possível...

Devemos levar em conta que a tendência natural dos seres humanos mais “primitivos” é a de tornar mágico tudo aquilo que não compreendem. Portanto, quando viam um avião, por exemplo, obviamente não tinham como explicar sua existência de outra maneira que não fosse algo oriundo da esfera “espiritual” ou criado por deuses. Da mesma forma quando viam europeus, americanos e japoneses. Para eles só podiam ser deuses vindo de alguma outra terra distante.

Cruz de John Frum - Tanna, 1967

Cruz de John Frum - Tanna, 1967

Mas, voltando ao culto à carga, em específico o de John Frum, os pobres habitantes da ilha continuam a esperar pelo seu Messias. É por isso que constróem réplicas de aeronaves e aeroportos. Entretanto, o mais interessante nessa história toda é que os nativos são céticos com relação às explicações que os próprios americanos dão a toda essa confusão. Mesmo dizendo que os aviões são meios de transporte construídos por nós, que nada possuem de “divino”, os fiéis não acreditam. Muitos pensam que os americanos e outros que tentam esclarecê-los são demônios ou espíritos ruins, tentando afastá-los de sua fé.

Algumas imagens das festividades do feriado de John Frum:

Banda "Cargo"

Banda "da Carga"

Um fiel da "carga"

Um fiel da "carga"

Menino com a bandeira americana

Menino com a bandeira americana

Marchando pela carga

Marchando pela carga

Segundo o Chefe Isaac, um dos principais “sacerdotes” do culto de John Frum, John é um “espírito que sabe tudo”. Ele sai do vulcão Yasur de vez em quando e aconselha o Chefe Isaac. Ainda segundo o Chefe, John Frum é mais poderoso do que Jesus Cristo… Qualquer semelhança com o que os fiéis e religiosos atuais (e antigos) dizem de seus respectivos “messias” não é mera coincidência!

Chefe Isaac

Chefe Isaac, de azul

A maioria dos antropólogos acredita que a história de John Frum esteja relacionada a um homem branco (provavelmente fictício, já que ter um aliado branco para eles é grande coisa) que apareceu aos nativos interessado em convencê-los a se rebelar contra a colonização e a cristianização, que começava a acontecer na ilha. Muitos dos anciãos da ilha dizem que John era um homem branco mas falava a língua deles, e que não havia dito, na época de sua primeira aparição, que era americano.  Eles dizem ainda que John disse aos nativos que tinha vindo resgatá-los dos missionários e dos oficiais coloniais, e que não deviam dar ouvidos a  nada do que os homens brancos diziam. Deveriam voltar aos modos antigos.

O Chefe Isaac chegou a visitar os EUA (que, podemos dizer, equivaleria ao “paraíso” para eles), em 1995. Mas, quando perguntado sobre o que achou, desconversa e aponta os problemas que viu (pobreza, violência, infelicidade) – diz que não via a hora de retornar para casa.

Independente de qual for a verdade, no que diz respeito à existência ou não de John Frum, ele realmente provocou impacto na ilha.

Uniformes e medalhas são usados para encorajar John Frum a retornar

Uniformes e medalhas são usados para encorajar John Frum a retornar

Os fiéis se preparam para o dia de John Frum

Os fiéis se preparam para o dia de John Frum

Uma réplica de avião

Uma réplica de avião

À espera de John Frum

À espera de John Frum

Em Tanna inclusive existem duas ramificações para o culto de John Frum. Uma é liderada pelo já supracitado Chefe Isaac, e a outra pelo “Profeta Fred”. Os dois, que até 1999 eram aliados, se tornaram inimigos. Isso aconteceu porque “Deus” apareceu ao Profeta Fred e disse a ele para ir para casa e ensinar o “novo caminho” da fé em Frum.  O movimento criado por Fred é chamado de “Unidade”, e mistura os modos antigos dos nativos (kastom), cristianismo e John Frum.

Os dois movimentos já inclusive “guerrearam” entre si.

Em 1943, militares norte-americanos, preocupados com o crescimento do culto, chegaram a ir até Tanna para tentar convencer os nativos de que as forças americanas nada tinham a ver com “John Frum”. Em vão. O culto não só continuou, como se fortaleceu, quando as tropas que foram até lá retiraram toneladas  de carga que havia caído no mar, no local que os nativos consideravam o “Ponto de Um Milhão de Dólares” (um lugar lendário em que o suprimento de carga era interminável).

Recentemente, quando perguntaram ao Chefe Isaac por que eles ainda esperavam por John Frum, que havia prometido trazer muita carga ao povo mas não aparecia há mais de 60 anos, ele respondeu espantado:

“Vocês cristãos têm esperado 2.000 anos pelo retorno de Jesus à terra, e não perderam a esperança!”

É… pois é.

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Fontes:

- In John They Trust

- Cargo Cult – Wikipedia

- Cargo Cult lives in South Pacific

(Grã-Bretanha libera arquivos com relatos sobre Ovnis)

Para quem se interessar em baixar, os arquivos estarão disponíveis no link abaixo, por apenas um mês:

http://ufos.nationalarchives.gov.uk/

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O Ministério da Defesa e os Arquivos Nacionais da Grã-Bretanha liberaram mais de 6 mil páginas de documentos que incluem relatos de aparições de Ovnis (objetos voadores não identificados) entre 1994 e 2000. Um deles inclui a aparição de Ovnis que sobrevoavam o Chelsea, clube de futebol de Londres, e a residência de um ex-ministro do Interior, Michael Howard.

Os relatos dão detalhes sobre a aparência dos objetos – de vários formatos e tamanhos – e incluem desenhos feitos por testemunhas. Um homem disse à polícia que vomitou e adquiriu “um distúrbio de pele” depois que um estranho “tubo de luz” envolveu o seu carro no Vale de Ebbw, no País de Gales, no dia 27 de janeiro de 1977.

Em outro caso, um Ovni visto por policiais de Skegness, no leste da Inglaterra, foi filmado. A aparição foi informada à guarda costeira, que alertou embarcações no Mar do Norte. A tripulação de um barco disse que viu mais Ovnis.

Força Aérea

Os documentos também incluem uma carta de um alto funcionário do Ministério da Defesa, Ralph Noyes, em que ele diz ter visto um filme com Ovnis feito por pilotos de caça da Força Aérea Real da Grã-Bretanha em 1956. Noyes alega que as imagens foram mostradas em uma sessão secreta organizada por integrantes da defesa aérea no prédio do Ministério da Defesa em 1970.

E um memorando revela como o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill manifestou curiosidade sobre “discos voadores” e pediu um briefing de seus ministros sobre o assunto. Depois de um estúdio realizado pelos serviços de inteligência em 1951, concluiu-se que “discos voadores” podem ter quatro causas – fenômenos meteorológicos ou astronômicos, identificação errônea de aeronaves convencionais, ilusão de ótica e delírios psicológicos ou trotes deliberados.

Especialistas afirmam que os documentos mostram como os formatos dos Ovnis mudaram nas últimas décadas, e a explicação pode estar nas representações que a cultura popular tinha desses objetos. Vários relatos neste último lote de documentos – o quinto de um projeto de três anos para a liberação de arquivos – descrevem as supostas naves alienígenas como grandes, pretas e de formato triangular, com luzes nas pontas. Nas décadas de 1940 e 1950, o formato predominante era de disco.

“No período coberto pelos mais recentes documentos liberados, bombardeiros americanos de formato triangular e aviões espiões Aurora apareciam muito na TV, assim como em programas como Arquivo X e filmes como Independence Day, lançado em 1996, e os relatos de aparições de Ovnis são semelhantes”, disse David Clarke, autor do livro The UFO Files e professor de Jornalismo da Universidade Hallam Sheffield, ao jornal britânico The Daily Telegraph.

“É impossível provar uma ligação direta entre o que as pessoas estão lendo e vendo e o que elas dizem ser Ovnis, mas uma interpretação pode ser que os mais recentes avanços na tecnologia podem estar influenciando o que as pessoas veem no céu”, concluiu. Os arquivos estão disponíveis para baixar de graça por um mês a partir do website dos Arquivos Nacionais.

Um Ovni visto por policiais de Skegness, no leste da Inglaterra, integra os arquivos britânicos

Um Ovni visto por policiais de Skegness, no leste da Inglaterra, integra os arquivos britânicos

Fonte: BBC Brasil/Terra

(Chance de encontrar ETs é maior do que nunca, diz astrônomo)

Quem quiser colaborar com as buscas por sinais de vida extraterrestre inteligente universo a fora, pode se interessar pelo projeto SETI. É só baixar o programa, se cadastrar no projeto, e deixar seu pc analisando os dados recebidos pelos telescópios.

Na notícia abaixo, para variar, esqueceram de mencionar o “sinal WOW“, observado por um pesquisador do projeto SETI, que foi um sinal inteligente e extraterrestre captado pelo poderoso telescópio Big Ear, em 1977. Desde então, o projeto não conseguiu captar outro sinal como esse, mas a busca continua. É muito provável que nós já estivemos “no local certo, na hora certa” e captamos acidentalmente algo que, talvez não deveríamos ter captado…

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As chances de se descobrir vida fora da Terra são maiores do que nunca, segundo afirma Martin Rees, o principal astrônomo britânico e presidente da Royal Society, a academia de ciências da Grã-Bretanha. A Royal Society organiza a partir desta segunda-feira em Londres uma conferência com pesquisadores de várias partes do mundo para discutir as perspectivas de se encontrar formas de vida extraterrestres.

Segundo Rees, que em 1995 foi agraciado com o título de Astrônomo Real, uma descoberta como essa poderia representar um momento de mudança para a humanidade, alterando nossa visão de nós mesmos e de nosso lugar no cosmos.

Cientistas de todo mundo vêm analisando sinais do espaço em busca de emissões de ondas sonoras feitas por seres inteligentes fora da Terra, mas tudo o que conseguiram captar até hoje foi estática.

Martin Rees é considerado o principal astrônomo britânico e é o presidente da Royal Society, a academia de ciências da Grã-Bretanha

Martin Rees é considerado o principal astrônomo britânico e é o presidente da Royal Society, a academia de ciências da Grã-Bretanha

Avanços
Para Rees, porém, o avanço tecnológico torna maior do que nunca a possibilidade de que essa busca se mostre frutífera. “A tecnologia avançou tanto que pela primeira vez nós podemos realmente ter a esperança realista de detectar planetas não maiores do que a Terra orbitando outras estrelas”, diz Rees.

“Poderemos saber se eles têm continentes e oceanos, descobrir que tipo de atmosfera têm. Apesar de ser um longo passo para sermos capaz de descobrir sobre qualquer forma de vida nesses planetas, é um progresso tremendo ser capaz de ter algum tipo de imagem de outro planeta, semelhante à Terra, orbitando outra estrela”, observa.

Segundo ele, o envio ao espaço de telescópios capazes de detectar planetas semelhantes à Terra no entorno de estrelas distantes agora torna possível concentrar mais os esforços de busca. “Se encontrássemos vida, mesmo a forma mais simples de vida, em outros lugares, isso seria claramente uma das maiores descobertas do século 21″, diz Rees.

Desconfio que pode haver vida e inteligência lá fora em formas que não podemos imaginar. E poderia, claro, haver formas de inteligência aquém da capacidade humana, mais avançada do que somos avançados em relação a um chimpanzé“, afirma.

Fonte: BBC Brasil/Terra

(Vaticano conclui seminário sobre vida extraterrestre)

Jesuíta diz que a possibilidade de vida alienígena levanta “muitas implicações filosóficas e teológicas”

VATICANO – Quatrocentos anos depois de encarcerar Galileu por desafiar a ideia de que a Terra era o centro do Universo, o Vaticano convocou especialistas para discutir a possibilidade de vida extraterrestre e suas implicações para a Igreja Católica.
“As questões da origem da vida e de se vida existe em outras partes do universo são muito adequadas e merecem consideração séria”, disse o padre José Gabriel Funes, astrônomo e diretor do Observatório do Vaticano.
Funes, um jesuíta, apresentou na terça-feira, 10, os resultados dos cinco dias da conferência, que reuniu astrônomos, físicos, biólogos e outros especialistas para discutir o campo florescente da astrobiologia – o estudo da origem da vida e de sua presença no cosmo.
Funes disse que a possibilidade de vida alienígena levanta “muitas implicações filosóficas e teológicas”, mas acrescentou que a reunião teve como foco principal a perspectiva científica e como diferentes disciplinas podem ser usadas para explorar o problema.
O astrônomo americano Chris Impey disse que é apropriado o Vaticano patrocinar esse tipo de encontro.
“Tanto a ciência quanto a religião apresentam a vida como um resultado especial em um universo vasto e amplamente hostil”, disse ele. “Existe um rico campo médio de diálogo entre os praticantes da astrobiologia e as pessoas que buscam compreender o significado da existência num universo biológico”.
Trinta cientistas, incluindo não-católicos, dos EUA, França, Reino Unido, Suíça, Itália e Chile tomaram parte na conferência, convocada para explorar, entre outras questões, “se formas de vida sensciente existem em outros mundos”.
Funes abriu caminho para a conferência no ano passado, quando discutiu a possibilidade de vida alienígena em uma entrevsita publicada com destaque no jornal do Vaticano.
O ponto de vista da Igreja romana mudou radicalmente nos séculos que transcorreram desde que o filósofo Giordano Bruno foi queimado na estaca como herege e, 1600 por especular, entre outras coisas, que outros mundos poderiam ser habitados.

VATICANO – Quatrocentos anos depois de encarcerar Galileu por desafiar a ideia de que a Terra era o centro do Universo, o Vaticano convocou especialistas para discutir a possibilidade de vida extraterrestre e suas implicações para a Igreja Católica.

“As questões da origem da vida e de se vida existe em outras partes do universo são muito adequadas e merecem consideração séria”, disse o padre José Gabriel Funes, astrônomo e diretor do Observatório do Vaticano.

Funes, um jesuíta, apresentou na terça-feira, 10, os resultados dos cinco dias da conferência, que reuniu astrônomos, físicos, biólogos e outros especialistas para discutir o campo florescente da astrobiologia – o estudo da origem da vida e de sua presença no cosmo.

Funes disse que a possibilidade de vida alienígena levanta “muitas implicações filosóficas e teológicas”, mas acrescentou que a reunião teve como foco principal a perspectiva científica e como diferentes disciplinas podem ser usadas para explorar o problema.

O astrônomo americano Chris Impey disse que é apropriado o Vaticano patrocinar esse tipo de encontro.

“Tanto a ciência quanto a religião apresentam a vida como um resultado especial em um universo vasto e amplamente hostil”, disse ele. “Existe um rico campo médio de diálogo entre os praticantes da astrobiologia e as pessoas que buscam compreender o significado da existência num universo biológico”.

Trinta cientistas, incluindo não-católicos, dos EUA, França, Reino Unido, Suíça, Itália e Chile tomaram parte na conferência, convocada para explorar, entre outras questões, “se formas de vida sensciente existem em outros mundos”.

Funes abriu caminho para a conferência no ano passado, quando discutiu a possibilidade de vida alienígena em uma entrevsita publicada com destaque no jornal do Vaticano.

O ponto de vista da Igreja romana mudou radicalmente nos séculos que transcorreram desde que o filósofo Giordano Bruno foi queimado na estaca como herege e, 1600 por especular, entre outras coisas, que outros mundos poderiam ser habitados.

Fonte: AP/Estadão

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