(Ateus fazem campanha para mostrar que são vítimas de preconceito)

Interessante a campanha da ATEA…

Gostei particularmente do anúncio “Religião não define caráter“. Nada mais verdadeiro!!!

Mas esse é o tipo de notícia que não dá pra deixar passar sem fazer algum comentário.

Primeiramente, é muito interessante ver a reação das pessoas frente a esse tipo de anúncio. Convenhamos, vemos o tempo inteiro outdoors dizendo “Deus é Fiel”, “Só Jesus salva” e coisas semelhantes e está tudo certo. Mas quando alguém resolve por num outdoor que todo mundo é ateu em relação ao “deus/deuses”  dos outros (o que é a mais pura e realista verdade quando estamos nos referindo ao senso comum em relação a deus e fé) as pessoas acham que é provocação. Por que?

Não há nada de errado nos anúncios, inclusive, não são mais  desrespeitosos do que um enorme “Só Jesus é a verdade” – que já vi por aí . Muito pelo contrário, são sacadas bem inteligentes que mostram o outro lado da moeda em relação a religião. É uma tentativa de conscientizar as pessoas de que nem todo mundo sente necessidade de acreditar num  “deus”, muito menos de seguir uma religião. Qual o problema nisso?

Só me chamou a atenção o fato do presidente da ATEA comparar o preconceito contra ateus com o preconceito contra negros, mulheres ou homossexuais. Menos… sério, bem menos… Se é pra falar em preconceito, vamos falar em preconceito religioso no geral ok? Eu não acho que os ateus sofrem muito mais preconceito do que os muçulmanos, ou até mesmo do que um católico perdido em meio a uma multidão evangélica (e vice-versa – e olha que o Jesus é o mesmo!!!)…

Além do mais, sejamos honestos. Já que o problema é preconceito, acesse sites ateus/céticos, assista os documentários do Dawkins ou vá a feiras/encontros/congressos desses grupos e veja o tipo de provocação sarcástica que costumam fazer em relação as pessoas que acreditam em “deus” ou são religiosas. São piadas extremamente agressivas, normalmente insinuando que só ignorantes ou pessoas praticamente irracionais (ou que gostam de nutrir o pensamento mágico, como preferirem) podem conseguir acreditar numa fábula como “deus” ou seguir uma religião. Tem até canal ateu (com vídeos no Youtube) praticamente dedicado a tirar sarro da crença alheia. Uma boa ideia para os ateus que se sentem vítimas de preconceito é talvez controlar o seu próprio preconceito em relação a crença dos outros. Dar o exemplo, sabe?

Então temos o seguinte: os ateus acham os religiosos/espiritualistas ilógicos e irracionais e esses, por sua vez, acham os ateus amorais e possivelmente perversos. Bem, tendo em vista que os ateus normalmente se consideram mais intelectualizados/eruditos/lógicos e racionais do que o restante das pessoas (vide o teor das piadas/livros/artigos/comentários/documentários que criam), não seria mais lógico que ao invés de lamentarem o “enorme” preconceito supostamente sofrido eles dessem o exemplo, sendo pessoas verdadeiramente morais, éticas, humanistas, dedicadas a defenderem seus pontos de vista sem que para isso precisem ridicularizar ou até mesmo agredir as crenças dos outros? (Essa campanha é legal porque faz exatamente isso: defende de maneira educada outro ponto de vista… melhor assim)

Convenhamos, nós entendemos as razões dos religiosos em serem assim… A maioria das pessoas segue uma religião por puro condicionamento, tradição, criação, meio. Nasci no Brasil, sou católica (ou de alguma outra religião cristã), nasci na Índia sou hinduísta etc. Normalmente a religião é tão acidental quanto a língua que a pessoa fala. E como a religião demanda uma crença absoluta, e como por séculos esteve não apenas  associada, mas era quem criava e observava as regras de conduta, é óbvio que na mente da maioria religião é sinônimo de ordem, moralidade, ética. Não é da noite pro dia que se muda a mentalidade das pessoas, ainda mais uma mentalidade que é antiga…Eu só penso que a melhor forma de fazer as pessoas entenderem um pensamento diferente, como no caso do ateísmo, é pelo exemplo. Fazer piada ou comparações cínicas normalmente só fazem com que o preconceito se aprofunde ainda mais. É possível criticar um pensamento, argumentar contra, sem insinuar que a pessoa autora do pensamento é burra ou um macaco melhorado. Sério.

Particularmente também não defendo religião, mas sou plenamente a favor da religiosidade, da espiritualidade. Sei que espiritualidade não é algo em que se acredita, mas que se vive, se experimenta e sente. “Deus” não precisa de religião, e os mensageiros jamais devem ser mais importantes do que a mensagem (logo, a idolatria ao mensageiro é uma forma de perder a verdade que ele intencionava que fosse compreendida).

Já disse isso no Inconsciente outras vezes e repito: as brigas sobre “deus” nada mais são do que brigas por conceitos. Um concorda com determinado conceito, outro não. Isso só é problema quando deus é crença, é religião, é sistema filosófico, é o que o pai ou a mãe ensinou. E os ateus provam que são também crentes na inexistência de deus no momento que acham que é um problema o conceito oposto. Dois lados, uma única e mesma moeda. Precisa mais lógica que isso?

Ah,  e pra fechar meu comentário, gostaria de enumerar alguns grandes cientistas e filósofos da História, que eram também dedicados a “crenças religiosas irracionais”, numa tentativa de esclarecer que crença religiosa tem muito pouco ou mesmo nada a ver com nível intelectual ou estudo -  frequentemente é uma crença puramente emocional.

Dá pra fazer boa Ciência mesmo sendo religioso, viu? Alguém avise o Dawkins. Vamos lá:

- Isaac Newton: astrônomo, físico e… Alquimista e Teólogo;

- Nicolau Copérnico: astrônomo, matemático e… Astrólogo e Cônego da Igreja Católica;

- Johannes Kepler: astrônomo, matemático e… Astrólogo;

- Blaise Pascal – físico, matemático, filósofo e… Teólogo;

- Guilherme de Ockham – criador da teoria “Navalha de Occam” (idolatrada por céticos e ateus do mundo todo), foi um lógico (sim, pasme), teólogo e frade franciscano;

- Francis Bacon – filósofo, considerado o “fundador da Ciência Moderna” e… Rosacruz e Alquimista;

- Giordano Bruno – inesquecível, além de filósofo e contestador do status quo, foi Teólogo e Frade Dominicano;

Se alguém lembrar mais nomes, por favor, comente!!! ;-)

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“Somos a encarnação do mal para grande parte da sociedade”, diz presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA)

A campanha era para ser veiculada na parte traseira dos ônibus, mas empresas de São Paulo, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre se recusaram a fazê-lo. A saída foi utilizar outdoors. Pelo menos em Porto Alegre, que desde o começo do mês é a primeira cidade brasileira a exibir uma campanha que defende o ateísmo.

Afinal, o que há de tão problemático com os anúncios? De acordo com Daniel Sottomaior, presidente da organização responsável pela campanha, o que incomoda é o conteúdo. Ele diz que as mensagens foram feitas com o objetivo de conscientizar a população de que o ateísmo pode conviver com outras religiões e não deve ser encarado como uma deficiência moral. “Todos os grupos que sofrem algum tipo de preconceito procuram fazer campanhas educativas para tentar minimizar o problema. Foi o que fizemos”, afirma.

Diante das mensagens veiculadas nos outdoors, as reações foram variadas. “Foram interpretadas como provocação por alguns grupos religiosos. Além disso, muitos acharam de mau gosto ou preconceituoso. Acho que isso foi coisa de quem não entendeu ou não quis entender”, diz. Daniel diz que seu objetivo é mostrar que ser ateu é difícil. “As pessoas ficam chocadas quando você revela que não acredita em um deus. Muitos chegam a perder emprego e, principalmente, amigos”.

Punição
Para o sociólogo americano e estudioso das religiões Phil Zuckerman o ateísmo ainda é fonte de muito preconceito. Segundo ele, ateus sofrem até mesmo perseguições. “Mesmo atualmente, em algumas nações, ser ateu é passível de punição com pena de morte. Nos Estados Unidos existe um forte estigma em ser ateu, principalmente no sul, onde a religiosidade é mais forte”, conta.

No Brasil, um país laico, a intolerância pode aparecer nas situações mais improváveis. A professora da Universidade Federal de Minas Gerais Vera Lucia Menezes de Oliveira e Paiva perdeu um filho de dois anos, atropelado. Diante do sofrimento da família no velório da criança, Vera escutou uma frase que a deixou bastante magoada. “Uma amiga me disse: ‘Quem sabe isso não aconteceu para você aprender a ter fé?’. Isso apenas reforçou minha convicção de que eu não queria acreditar em nenhum deus que pudesse levar o meu filho inocente”, revela.

Apesar de tudo, Vera afirma que não se perturba com comentários acerca de sua escolha. “Acho natural que uma pessoa religiosa queira demonstrar sua fé. Entendo e convivo com pessoas bastante religiosas sem problema algum. Só não gosto quando ficam argumentando sobre o quanto é maravilhoso acreditar em Deus. Tenho direito a ter minha crença pessoal.Ou a falta dela.”

Daniel diz que atitudes como estas, vindas de amigos e familiares, fazem com que ateus não “saiam do armário”. Ele afirma que esta expressão, usada inicialmente para descrever homossexuais que ainda não se assumiram, encaixa-se perfeitamente no momento pelo qual o ateísmo vem passando. “Estamos atrasados uns 30 anos em relação à luta contra o preconceito, se compararmos com homossexuais ou negros. Sou bastante cético, mas tenho a esperança de que possamos alcançar o mesmo patamar daqui a algumas décadas”, revela.

Exagero
Há quem veja afirmações como as dada por Daniel como exagero. O filósofo Luiz Felipe Pondé, professor da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), considera ações como as desenvolvidas pela ATEA como marketing. “O preconceito diminuiu muito, principalmente nos meios universitários e empresariais. Acho a comparação de ateus com negros e homossexuais um exagero. Tem um pouco de marketing aí.”

Pondé admite que muitas pessoas ainda têm dificuldade em enxergar a possibilidade de uma vida sem um deus. “Muitos associam moral pública à religião. Isso também é um absurdo. Pessoas matam umas as outras acreditando ou não em Deus. O que acontece é que muitos ateus ficam alardeando coisas assim, mas acho que hoje o cenário já é bem diferente”, afirma.

Apesar de não ser tão enfático, Zuckerman admite que em alguns lugares do mundo o ateísmo não é mais visto como algo depreciativo. “Em muitas sociedades, como no Canadá e na Suíça, ser ateu não tem nada de mais. A Austrália, por exemplo, tem um primeiro-ministro ateu. Cada país tem uma dinâmica diferente.”

(Filhos de ateus buscam a fé fora de casa)

Nem sempre os filhos seguem a religião dos pais. E quando os pais não têm religião, a coisa não é diferente

Larissa Queiroz recebe uma carta de uma instituição filantrópica e, dentro do envelope, descobre um terço de plástico de brinde. A filha Beatriz, de sete anos, adora a novidade e coloca no pescoço na mesma hora. “Expliquei que aquilo não era um colar, disse do que se tratava e me parece que ela ficou ainda mais interessada”, conta a mãe recifense que vive em São Paulo. Desde então, a pequena pede para rezar toda noite. Outro dia, convenceu o pai a levá-la a uma missa pela primeira vez.

As novas gerações de céticos, agnósticos e ateus não casam na igreja, não batizam seus filhos, nem têm religião ou falam de fé. Eles simplesmente desconsideram a existência de Deus. “Esse assunto jamais foi tocado aqui casa, inclusive escolhemos a escola com base nisso. Descartamos todas aquelas com qualquer enfoque religioso”, completa Larissa.

Mas isso não impede que, em alguns casos, seus filhos sintam a necessidade e até cobrem uma discussão sobre fé e religião. De acordo com Eduardo Rodrigues da Cruz, professor do Programa de pós-graduação em Ciências da Religião da PUC de São Paulo, os psicólogos cognitivos tem estudado o assunto com crianças de várias faixas etárias. “Suas conclusões: todos somos naturalmente teístas, e, à medida que crescemos, vamos diversificando nossas posturas”, afirma o doutor em teologia, que também é mestre em física. Ou seja, para ele, a fé é uma postura “natural”, que é racionalizada conforme amadurecemos.

Marina, como seus pais, não tinha religião. Mas acabou se convertendo depois de conhecer o namorado Bernardo

Marina, como seus pais, não tinha religião. Mas acabou se convertendo depois de conhecer o namorado Bernardo

Crente por natureza
O polêmico cientista britânico Richard Dawkins também defende essa ideia. Conhecido como ‘devoto de Darwin’, em seu bestseller “Deus, um delírio”, o autor sugere que todas as crianças são dualistas (aceitam que corpo e alma sejam duas coisas distintas) e teleológicas (demandam designição de um propósito para tudo) por natureza. Assim, o darwinista dá conta de explicar o que poderíamos chamar de hereditariedade religiosa na qual, inevitavelmente, acabamos por seguir a opção de fé de nossos pais. Só que nem sempre é assim.

Em uma noite de mais de uma hora de apagão, escuro total e absoluto, Beatriz, a filha de Larissa, teve uma ideia: “vamos rezar para a luz voltar”. “Eu lógico, relutante, tentei explicar que não adiantaria, mas ela insistiu, insistiu e rezamos. Um minuto depois, a luz voltou”, descreve. Em seu blog, Larissa desabafa: “será que temos como evitar isso? Estou achando que não”.

Marina de Oliveira Pais, carioca, é filha de pai ateu. Sua mãe, assim como muitos brasileiros, foi batizada, mas não pratica nenhuma religião. “Minha mãe não sabe dizer de que doutrina é, por isso também nunca soube muito bem no que acreditar. Eu tinha fé na ‘força do pensamento’, que se pensássemos positivo atrairíamos coisas positivas e se pensássemos negativo atrairíamos coisas negativas”, diz a jovem de 22 anos.

Quando decidiu morar sozinha pela primeira vez, Marina conheceu Bernardo Nogueira, de 20 anos. Apaixonada, ela conseguiu resistir aos convites da família do namorado para ir a uma igreja evangélica só por alguns meses. Mas relata que, já na primeira vez que assistiu ao culto, teve certeza de que estava no lugar certo. “Fiquei maravilhada”, descreve.

Ela então mudou drasticamente seu estilo de vida. “Cortei a bebida, as baladas e os palavrões. Hoje meus pais respeitam minha situação de convertida justamente por essas minhas mudanças comportamentais”, afirma.

Sentir-se acolhida em uma doutrina que se baseia na Bíblia é justamente o que importa hoje para Jaqueline Slongo, de 23 anos. Depois de um tempo separados, ela voltou a viver na cidade natal de Curitiba com o pai ateu. Ironicamente, por conta de uma bolsa de estudos, a então adolescente foi estudar em um colégio católico. O retorno à cidade grande, onde as desigualdades sociais são mais gritantes, o descobrimento da Bíblia e a fase de mudanças, levantaram muitos questionamentos. “Comecei a me questionar sobre a existência de Deus, fazia perguntas para as freiras do colégio, mas as respostas não me saciavam”, lembra.

Black out
Jaqueline começou a achar que havia alguma coisa errada entre o que lia e o que pregavam suas ‘instrutoras espirituais’. “Elas me mandavam rezar, mas eu não curtia”, confessa. Seu pai viajava muito e, como não acreditava em Deus, a filha preferia não falar sobre o assunto com ele. O processo foi sofrido, e aconteceu em meio às transformações da adolescência, à ausência dos pais, e à angústia causada por sintomas de depressão. “Eu era muito agressiva, rebelde, intolerante. Não tinha amigos e sempre me isolava”, conta.

Ela então buscou alívio e conforto na religião. Hoje, a estudante se considera protestante, mas passou por diversas comunidades cristãs diferentes. Diz que não se importa com rótulos, mas sente que é preciso estar em grupo. “Acho importante a vivência em comunidade, pois é no relacionamento com outros que seu caráter se constrói”, afirma.

Com o pai, ficou cinco anos sem poder comentar nada sobre sua fé. Até que, há três meses, consciente da mudança espiritual da filha, ele lhe pediu que comentasse, ‘de forma sucinta’, no que exatamente ela acreditava. A partir de então, ela diz, ele tem pedido que também reze por ele.

Fonte: Ig/Jaqueline Li

(Basílica em Israel pode abrigar túmulo do profeta Zacarias)

Descoberta igreja da época bizantina em Hirbet Madras, região que abrigou uma importante comunidade judaica na época romana

Arqueólogos israelenses apresentaram nesta quarta-feira (2) as ruínas de uma basílica da época bizantina descoberta recentemente, em um local onde poderia estar o túmulo do profeta bíblico Zacarias.

A igreja, com mosaicos do piso bem conservados, foi descoberta em Hirbet Madras, local onde existia uma comunidade judaica na era romana, no centro do país, informou em um comunicado o departamento israelense de Antiguidades. As escavações começaram após a prisão de um grupo de saqueadores que exploravam o local.

A nave da basílica tinha oito pilares de mármore. Os mosaicos estão decorados com motivos florais, de animais, em especial pássaros, e geométricos. Serão recobertos nos próximos dias para sua preservação.

Sob o edifício há uma segunda camada de mosaicos deste período, e mais abaixo uma rede de grutas onde poderia estar o túmulo de Zacarias.

Igreja descoberta durante a busca de ladrões pode conter o túmulo do profeta bíblico Zacarias
Igreja descoberta durante a busca de ladrões pode conter o túmulo do profeta bíblico Zacarias

“Investigadores que visitaram o local consideram que seja o local de residência e do túmulo de Zacarias”, segundo um comunicado da Autoridade de Antiguidades, que considera que esta hipótese ainda deva ser verificada.

O sítio de Hirbet Madras – conhecido desde o fim do século XIX – abrigou uma importante comunidade judaica na época da revolta de Bar Kokhba, chefe do último levante judeu contra o império romano em 135 d.C., segundo arqueólogos israelenses.

As escavações tornaram possível exumar um “complexo subterrâneo” e os restos de edifícios desta época, salas e instalações para a água, assim como grutas e túneis onde os rebeldes judeus teriam se escondido, informou o comunicado da Autoridade de Antiguidades.

Os arqueólogos encontraram no local moedas judaicas, lâmpadas e cerâmica dos primeiros séculos depois de Cristo.

Conhecido por seu livro, Zacarias – que não deve ser confundido com Zacarias, pai de São João Batista – é o número 11 dos 12 profetas menores da Bíblia e teria vivido antes de Cristo.

Mais imagens:

FONTE: AFP/Último Segundo

(Israel e Google publicarão na internet manuscritos do Mar Morto)

Projeto custará 3,5 milhões de dólares e digitalizará os documentos de dois mil anos de idade

O departamento israelense de Antiguidades e o gigante americano da internet Google anunciaram nesta terça-feira o lançamento de um projeto para divulgar, na internet, os manuscritos do Mar Morto, que contêm alguns dos mais antigos textos bíblicos.

Este plano, com um custo de 3,5 milhões de dólares (2,5 milhões de euros), tem por objetivo disponibilizar gratuitamente esses documentos, que possuem cerca de 2 mil anos.

“É a descoberta mais importante do século XX e vamos compartilhá-la com a tecnologia mais avançada do século XXI”, afirmou a responsável pelo projeto do departamento israelense de Antiguidades, Pnina Shor, em uma coletiva de imprensa em Jerusalém.

Técnico começa a digitalização dos fragmentos dos manuscritos do Mar Morto

Técnico começa a digitalização dos fragmentos dos manuscritos do Mar Morto

A administração israelense captará imagens em alta definição utilizando uma tecnologia multiespectral desenvolvida pela NASA, a agência espacial americana.

As imagens serão, posteriormente, publicadas na internet pelo Google em uma base de dados e traduções dos textos colocadas à disposição.

“Todos os que possuem uma conexão à internet poderão acessar algumas das obras mais importantes da humanidade”, disse o diretor do centro de pesquisa e desenvolvimento do Google em Israel, Yossi Mattias.

Shor afirmou que as primeiras imagens estarão disponíveis nos próximos meses e o projeto terminará em cinco anos.

Acredita-se que os 900 manuscritos encontrados entre 1947 e 1956 nas grutas de Qumran, no Mar Morto, constituem uma das descobertas arqueológicas mais importantes de todos os tempos. No material encontrado, há pergaminhos e papiros com textos religiosos em hebraico, aramaico e grego, assim como o Antigo Testamento mais velho que se conhece.

Fonte: Último Segundo/AFP

(Modelo de computador explica como Moisés separou o Mar Vermelho)

Simulação comprova teoria de que fortes ventos teriam empurrado água de volta para o rio e “aberto” o mar para os judeus

Dar explicações físicas para um milagre. Foi isso que Carl Drews e Weiqing Han do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas (NCAR), da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, fizeram ao criar um modelo que simula por computador como o movimento do vento, descrito no Antigo Testamento, poderia ter separado as águas do Mar Vermelho. O trabalho foi publicado na revista científica PLoS ONE.

Ilustração mostra como a força dos ventos poderiam ter causado a divisão do Mar Vermelho
Ilustração mostra como a força dos ventos poderiam ter causado a divisão do Mar Vermelho

As simulações de computador mostram que um forte vento leste noturno, de mais de 100 km por hora, que durasse mais de 12 horas, poderia ter empurrado a água, para uma lagoa costeira ao longo do Mar Mediterrâneo. Assim um caminho teria se aberto, permitindo que as pessoas andassem com segurança em lodaçais no meio do Mar. Quando o vento amainou, as águas recuaram. Veja no vídeo abaixo:

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Eles descobriram que um vento de 63 km/h, com duração de 12 horas, teria empurrado as águas de 6 metros de profundidade. Este fato teria exposto sapais, durante quatro horas, criando uma passagem de 3, 2 km de comprimento e 5 km de largura.

moises

Quadro retrata o mar voltando ao normal e afogando os egípcios por um suposto comando de Moisés: milagre explicado

O estudo destina-se a apresentar um cenário possível de eventos que, de acordo com a Bíblia, ocorreu há mais de 3.000 anos. Mesmo assim, peritos têm dúvidas se eles realmente ocorreram. A pesquisa foi baseada em uma reconstrução dos locais prováveis e profundidades dos canais do delta do Nilo, que mudaram consideravelmente ao longo do tempo.

“As simulações são bastante fiéis ao que é relatado no Êxodo”, disse Carl Drews do NCAR, autor do estudo. “A separação das águas pode ser compreendida através da dinâmica de fluidos. O vento move a água de uma forma que, em conformidade com as leis da física, cria uma passagem segura de água em dois lados e, em seguida, abruptamente permite que a água retorne”.

E o mar se abriu

O livro do Êxodo descreve a fuga de Moisés e dos judeus do Egito. Enquanto eles estavam ficaram encurralados entre as carruagens egípcias e um corpo de água frequentemente identificada como o Mar Vermelho, um poderoso vento oriental soprou por toda a noite. As águas se abriram, deixando um caminho para que Moisés e os israelitas conseguissem escapar. Quando o exército do Faraó tenta persegui-los pela manhã, a água retornou abruptamente e os soldados morreram afogados.

Fonte: Último Segundo

(Arqueólogos encontram templo samaritano no Vale do Jordão)

Arqueólogos israelenses descobriram uma antiga sinagoga Samaritana no Vale do Jordão com uma inscrição curiosa que diz: “Este é o templo“, informou a Direção de Antiguidades de Israel. As informações são da agência Efe.

Com cerca de 1,5 mil anos, o templo, localizado a sudeste da antiga cidade de Beisán, ao norte do vale do rio Jordão, foi descoberto durante escavações para ampliar a área urbana de Beit Shean.

“A descoberta na área agrícola ao sul de Bet Shean oferece novas informações sobre a população samaritana desse período”, disseram em um comunicado os arqueólogos Walid Atrash Yaacov e Harel, chefe do projeto.

Na imagem, uma parte do mosaico com a inscrição: ' Este é o templo'
Na imagem, uma parte do mosaico com a inscrição: ‘ Este é o templo’

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Fonte: EFE/Terra

(Templo moabita com mais de 3 mil anos é descoberto na Jordânia)

Entre as peças destaque para uma estátua com cabeça de touro do deus moabita

A localização de um templo moabita de 3 mil anos foi anunciada pelo Departamento de Antiguidades jordaniano, que classificou a descoberta como uma das mais importantes da Idade do Ferro (que se estendeu de 1.500 a 27 a.C.).

No templo de três andares e cuja construção, acredita-se, tenha ocorrido entre o período 1.200 e 600 a.C. foram encontradas mais de 300 peças. A análise indica que existe a possibilidade de a construção fazer parte de um centro político e religioso do reino de Moab, como detalhou o diretor do departamento jordaniano, Ziad Saad.

A estela de Mesha, inscrição do Reino de Moab encontrada no século 19

A estela de Mesha, inscrição do Reino de Moab encontrada no século 19

Em comunicado, Saad sustenta que a descoberta foi feita no mês passado por uma equipe do Departamento de Antiguidades jordaniana e a universidade La Sierra, dos Estados Unidos.

Entre as peças destaque para uma estátua com cabeça de touro do deus moabita, além de recipientes, lâmpadas e altares de rituais religiosos.

A descoberta ocorreu próximo à cidade de Dibã, a 50 quilômetros ao sul de Amã.

“A Idade de Ferro foi um grande e importante período histórico e político no qual reinos fortes alcançaram inúmeros avanços tecnológicos”, disse o diretor do Departamento de Antiguidades.

Acredita-se que os moabitas eram tribos do povo cananeu que se estabeleceram na margem do rio Jordão no século 14 a.C. Seu reino chegou ao fim com a invasão persa, por volta do século 7 a.C.

Fonte: Estadão/EFE

(Arqueólogos búlgaros dizem ter encontrado ossos de S. João Batista)

Muito improvável que sejam realmente os restos de São João Batista. Parece que o arqueólogo responsável pela “descoberta”  se precipitou ao tirar conclusões.

Concordo com o historiador Dr. Christopher Rollston (leia a crítica dele aqui – em inglês), faltam (muitos) dados para alegar qualquer coisa a respeito do relicário. Dados como:

1- Uma tradição antiga de confiança, de preferência a partir do final do século primeiro ou bem no início do segundo século dC, afirmando que os ossos de João Batista haviam sido transferidos para uma ilha no Mar Negro.

2 – Uma inscrição no relicário que indicasse algo como “Os ossos de João Batista” (ie, nome e título … algo como “John” não seria suficiente).

3 – Uma data paleográfica para a própria  inscrição que fosse do final do primeiro século ou muito no início do segundo século (afinal, sem dúvida nenhuma, ninguém nos séculos posteriores seria capaz de localizar com precisão o local do enterro de João Batista na Palestina e pode ser que, mesmo no final do século primeiro, ninguém teria sido capaz de ter feito isso!).

4 – Datação dos ossos pelo carbono 14  que resultou em uma data do século 1 dC.

Mas fica registrada aqui a notícia como uma curiosidade e até que mais pesquisas sejam feitas, é só pura especulação.

- Leia também a notícia na CNN.com e veja mais fotos, clicando aqui (em inglês).

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Relicário com fragmentos de ossos do santo, que batizou Jesus Cristo, foi encontrado em mosteiro na costa da cidade de Sozopol

No fim de julho, uma pequeno relicário de alabastro com alguns pedaços de ossos encontrada numa ilhota do Mar Negro, na costa búlgara, agitou a comunidade científica do país do leste europeu. Baseados apenas em provas circunstanciais e inscrições, arqueólogos do país afirmam que se trata dos ossos de uma das figuras mais importantes do Cristianismo: São João Batista.

De acordo com a Bíblia, o santo reconheceu Jesus Cristo como o Messias e o batizou nas águas do rio Jordão. Foi decapitado a mando de Herodes, governador da Palestina, no ano 36. O santo é bastante reverenciado na Igreja Ortodoxa, predominante na Bulgária.

Imagem de São João Batista na ingreja de São Estevão, em Nesebar, Bulgária
Imagem de São João Batista na ingreja de São Estevão, em Nesebar, Bulgária

Um dente e fragmentos de osso do crânio e braço foram encontrados dentro do relicário pela equipe do arqueólogo Kazimir Popkonstantin em um altar de um templo do século 5 localizado na ilha de Sveti Ivan, perto da cidade costeira de Sozopol. No local, havia uma inscrição que atribuía as relíquias ao santo e mencionava o dia de seu nascimento, 24 de junho. Na ilha (cujo nome traduzido do búlgaro significa São João) houve posteriormente uma igreja dedicada a São João, datada do século 11. Essas são as provas, no momento, que garantem a procedência dos ossos. Eventualmente, testes de carbono 14 deverão ser feitos para estabelecer a idade das relíquias.

Definitivamente, a ilha búlgara não está sozinha em reclamar parte do esqueleto de São João Batista para si: na Grande Mesquita de Damasco, na Síria e a catedral de Amiens, na França, reclamam para si a cabeça do santo, e seu suposto braço direito está em um museu em Istambul.

Polêmica

Kazimir Popkonstantinov, segurando o suposto relicário.
Kazimir Popkonstantinov, segurando o suposto relicário.

A pressa em considerar os artefatos como genuínos causou tensão entre membros do governo búlgaro e a comunidade científica do país. Ao comentar a reação de arqueólogos não envolvidos com a descoberta, que afirmavam que seria necessário fazer alguns testes para assegurar a idade dos ossos antes declará-los autênticos, o ministro da Diáspora Búlgara Bozhidar Dimitrov se exaltou e usou de palavras de baixo calão para se referir aos “dissidentes”.

Segundo a agência de notícias local Novinite, o fato gerou uma crise política que quase causou sua expulsão do Partido Socialista búlgaro. Dimitrov emitiu uma declaração pública de desculpas a um dos arqueólogos envolvidos, Nikolay Ovcharov. Os ossos estão agora em uma igreja em Sozopol, que espera se tornar um centro de turismo religioso na região.

Fonte: Último Segundo

(Cientistas dizem ter achado a mais antiga imagem dos apóstolos)

Arqueólogos afirmam ter encontrado as mais antigas imagens conhecidas dos apóstolos Pedro e Paulo em uma catacumba de Roma. Segundo oficiais do Vaticano, que anunciaram a descoberta, a estrutura fica sob um moderno prédio comercial em um bairro da cidade italiana. As informações são da AP.

De acordo com os pesquisadores, as imagens datam da segunda metade do século IV e foram descobertas no teto da catacumba de Santa Tecla, onde também foram encontradas as imagens mais antigas conhecidas dos apóstolos João e André. Os cientistas afirmam que foi utilizada uma técnica com laser para encontrar as pinturas sob uma camada carbonato de cálcio formada durante séculos no local.

Os arqueólogos dizem ainda que as pinturas podem ser adornos do túmulo de uma nobre romana. “Essas são as primeiras imagens dos apóstolos”, diz Fabrizio Bisconti, superintendente de arqueologia das catacumbas, que são mantidas pelo Vaticano.

Imagens seriam as mais antigas dos apóstolos e ficam na catacumba de Santa Tecla, em Roma

Imagens seriam as mais antigas dos apóstolos e ficam na catacumba de Santa Tecla, em Roma

Mais fotos:

Fonte: Terra/Reuters/AP

(Indiano que diz viver há 70 anos sem comida está sob estudo)

Realmente não é nada inédito no Oriente.

Quando o Discovery Channel lançou o documentário do “Novo Buda”, me espantei quando vi que a maioria das pessoas se impressionou mais com o menino que meditava sem comer ou beber por (é o que dizem) 9 meses, do que pelo outro yogue que o documentário igualmente mostrou, e que estava vivendo em um quarto lacrado numa universidade indiana, filmado 24h, 7 dias por semana, há pelo menos 20 dias e que não ingeriu um grão de arroz nem uma gota de água (inclusive a água do banho, que vinha numa bacia, era controlada, já que o homem poderia absorvê-la pela pele…). Os médicos da universidade estavam perplexos. E eu também, muito mais do que com o feito do “novo buda”.

Agora me pergunto se não é o mesmo indivíduo. Preciso rever o documentário!

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Médicos e cientistas na cidade indiana de Ahmedabad estão observando um homem que diz ter vivido sem comida e sem água ao longo dos últimos 70 anos. Prahlad Jani é um líder religioso da tradição Jainista. Ele está sendo observado por médicos, que afirmam que nas 108 horas que já se passaram, ele ainda não comeu nem bebeu nada.

O caso chamou atenção até mesmo do Exército indiano, que o colocou sobre observação por 24 horas ao longo das próximas duas semanas. A ideia é que se os médicos descobrirem o segredo do líder religioso, isso pode ser bem usado no futuro.

Prahlad Jani diz que sobrevive graças à meditação e ao poder da sua mente. Apesar de este tipo de caso não ser totalmente inédito na Índia, ele tornou-se um dos mais célebres dos últimos tempos, por estar sendo estudado mais a fundo pelos cientistas.

Prahlad Jani é um líder religioso da tradição Jainista e diz ter vivido sem comida e sem água ao longo dos últimos 70 anos

Prahlad Jani é um líder religioso da tradição Jainista e diz ter vivido sem comida e sem água ao longo dos últimos 70 anos

Fonte: BBC Brasil/Terra