(Psicólogos explicam o fascínio pelas teorias do fim do mundo)

De tempos em tempos, algum boato sobre o fim do mundo gera polêmica e pânico entre as pessoas. Geralmente provocadas por antigas previsões, como no caso de Nostradamus, e propaladas pela internet e outras mídias, as teorias não faltam.

“Pessoas gostam da ideia de ter um plano”, diz o escocês Rob Hannah, graduado em psicologia pela Open University. “A mortalidade é algo difícil de se aceitar e o fato de que o acaso interfira nas nossas vidas é mais assustador ainda. Quando alguém dá uma data para isso acontecer, isso nos dá um falso senso de segurança”.

Para ele, o ser humano precisa se sentir parte de algo maior, e, em alguns casos, dados da ciência indicando que o fim do mundo não está próximo, mas acontecerá em bilhões de anos, não satisfazem. “Isso significa que você morre e o mundo continua, e as pessoas não aceitam que não estarão aqui. É como dizer que, se temos que desaparecer, vamos desaparecer todos juntos”, ponderou.

2012 e as catástrofes

A última onda foi a das previsões apocalípticas relacionadas ao ano de 2012. O burburinho em torno do fim dos tempos chegou ao seu auge com o lançamento do filme dirigido por Roland Emmerich, mostrando tragédias como a cidade de Los Angeles caindo no oceano e ondas gigantes varrendo o Himalaia.

Na obra de Emmerich, o alinhamento entre o Sol e o centro da galáxia, no dia 21 de dezembro de 2012, faz com que o astro saia do controle e lance na superfície da Terra partículas conhecidas como neutrinos, que aquecem o centro da Terra. Já outra linha de alarmistas indica que o ano de 2012 marcará a colisão de um planeta chamado Nibiru com a Terra, e que o campo magnético do nosso planeta sairá do controle.

Todas as teorias, porem, já foram refutadas por órgãos especializados, como a Nasa, que chegou a criticar a Sony Pictures por sugerir em sua campanha publicitária que o mundo acabaria nesta data. Mesmo assim, o assunto já é tema de diversos livros. Se “2012″ e “fim do mundo” forem digitadas no Google, cerca de 1 milhão de páginas são encontradas.

A escolha do ano não teria surgido ao acaso: seria baseada em cálculos do calendário Maia. Porém os principais historiadores do assunto afirmam que previsões de morte iminente não são encontradas em nenhum dos clássicos códigos maia e que a ideia de que o calendário terminaria em 2012 deturpa a história de um povo que foi notável não somente pelo desenvolvimento da lingual escrita, como também pela sua arte, arquitetura, matemática e sistemas astronômicos.

Religião

O psicólogo paranaense Márcio Roberto Regis, responsável pela publicação AtlasPsico, lembra que diversas crenças prometem uma pós-vida melhor aos seus praticantes, o que justificaria a suscetibilidade de alguns indivíduos a crer em teorias apocalípticas. “Se alguém vive uma vida difícil neste momento, pode ver o fim do mundo como uma chance de mudança, o que pode gerar inclusive casos de suicídio”, disse.

“O que as pessoas tem que se dar conta é que precisam viver a vida agora, e mudar o que é preciso nesta vida, ao invés de esperar por uma outra”, diz o brasileiro. Já Rob Hannah coloca uma contradição na relação da religião e da morte questionando a questão da pena capital: “Se o fim da vida, como a conhecemos, dá a chance da absolvição e redenção, por que a maioria das pessoas religiosas seria contra a pena de morte? E como encarar a questão dos homens-bomba? O assunto é um poço de contradições”, concluiu.

Mesmo que todas tenham falhado até agora, teorias apocalípticas sempre despertam interesse de muitas pessoas

Mesmo que todas tenham falhado até agora, teorias apocalípticas sempre despertam interesse de muitas pessoas

Mídia

Tanto Hannah quanto Regis concordam em um ponto: segundo eles, a mídia extrapola na importância que dá a teorias do fim do mundo. “Desastres sempre existiram, o que não existia era o acesso gigantesco à informação, como temos hoje”, diz o psicólogo paranaense. De acordo com ele, veículos de massa podem ao mesmo tempo alarmar sobre o excesso de poluentes no ar e vender automóveis em seus comerciais, o que em teoria seria um conflito.

“Nos avisam que somos culpados pela poluição, mas quando vai para o comercial, tentam nos vender o carro”, coloca Regis, que lembra que crianças podem ser bastante vulneráveis ao pânico gerado por notícias que anunciem catástrofes iminentes. “Sempre teremos alguém iniciando um boato ou criando uma teoria. É normal. O que os pais precisam fazer é gerar senso critico nos seus filhos. Fazer com que sempre questionem o que leem, ouvem ou assistem”, completou.

(Estudo mostra ineficácia no uso de antidepressivo)

O estudo do Instituto Alemão citado no artigo foi publicado em novembro de 2009. O assunto voltou à mídia por causa de um novo estudo que foi recentemente publicado em uma revista médica britânica, a British Medical Journal.

Nós podemos concordar que existem casos e casos. Mas essa moda de tratar (ou seria “abafar”?) qualquer problema psicoemocional com remédios está cada vez mais preocupante. Alguns remédios podem ser ótimos para atenuar sintomas e auxiliar no tratamento/acompanhamento psicológico, mas isso só em casos verdadeiramente sérios e de preferência no início do tratamento! E no entanto, o que mais vemos são pessoas que se medicam (seja com antidepressivos, ansiolíticos ou drogas afins) há anos e por praticamente qualquer motivo. Ninguém quer ficar triste, mas a tristeza é parte tão essencial da vida como a alegria ou o bem-estar…o que nos acontece de ruim, acontece para nos ensinar ou enfatizar o que é bom; para nos acordar e colocar na direção certa.  Pode soar clichê mas é verdade. É por esse contraste que aprendemos mais sobre nós mesmos… Mas quando passamos a querer evitar a todo custo encarar o “ruim” da vida, a vivenciá-lo, experimentá-lo; estamos nos recusando a encarar e vivenciar o nosso próprio desenvolvimento físico, psicológico, espiritual… E aí eu me pergunto: como é que alguém pode achar aceitável, por exemplo, tomar um remédio antidepressivo durante 5, 10 anos e não se curar do problema??? Será que podemos dizer que o remédio não é capaz de mudar a mente – a verdadeira e única fonte dos nossos problemas (ou soluções!!!) – apenas de amordaçá-la (não por muito tempo, é claro), e que apenas a “mente” pode curar a mente?

O homem "pílula"...

Isso me fez lembrar um “escândalo” ocorrido há cerca de quatro anos, aqui em Blumenau-SC. Um médico, ao invés de recomendar antidepressivos (fluoxetina) à rodo aos pacientes (o que a maioria desejava), tentou recomendar mais lazer e sexo de qualidade…chegou a sair no Fantástico! Como não é de se espantar, ele foi considerado um “péssimo profissional”. O sexo recomendado foi confundido com promiscuidade, o lazer com “perda de tempo”, e a sugestão natural e bem-intencionada do médico encarada como uma “grande ofensa”. Teve até quem se espantou ao saber que o médico quis conversar com o paciente antes de passar a receita…(é interessante frisar que a cidade de Blumenau é uma recordista no consumo de antidepressivos/per capita)

É óbvio que nem todo mundo tem os mesmos problemas, então não dá para generalizar recomendações (seja para sexo, seja para antidepressivo). São os casos e casos que mencionei anteriormente. Inclusive, normalmente as pessoas se queixam de um determinado problema, mas durante uma intervenção terapêutica descobre-se que o problema real é bem outro... É exatamente por isso que toda essa aposta nas “pílulas mágicas”  tanto por parte dos médicos (não todos) como por parte da população, é tão alarmante. Ao limitarem-se em apenas se drogar com esses medicamentos, as pessoas perdem oportunidades valiosíssimas de reavaliarem suas crenças e pontos de vista, de aprenderem mais sobre si mesmas e tornam-se zumbis emocionais. Não há como a vida “fazer sentido” quando não se busca o autoconhecimento. E não há modo de se obter ou buscar autoconhecimento quando se vive num estado psicoemocional quimicamente controlado…

O estudo abaixo é mais um alerta. Mas penso que os verdadeiros riscos do uso prolongado desses medicamentos são muito maiores do que os efeitos colaterais que podem provocar…

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Reboxetina vendida como Prolift no Brasil pode provocar efeitos colaterais em pacientes

A revisão de 13 estudos com a Reboxetina, substância que faz parte de uma nova classe de antidepressivos e é vendida no Brasil como Prolift, mostra que a droga é ineficaz no combate à depressão. Em alguns casos, o medicamento chega a ter efeitos colaterais, afirmam pesquisadores do German Institute for Quality and Health Care (IQWIG).

A droga é comercializada para tratar a depressão em países europeus desde 1997, mas dúvidas sobre sua eficácia começaram a surgir após estudos mais recentes e pela proibição da venda do remédio nos Estados Unidos. A Pfizer afirma que a droga é um tratamento eficaz para a depressão aguda, e que a empresa só vai fazer mais comentários após avaliar os estudos.

POTENCIALMENTE PERIGOSO

Já estudo publicado na revista médica ‘British Medical Journal’ revela que o antidepressivo Reboxetina é um medicamento “ineficaz e potencialmente perigoso”. A pesquisa indica também que quase 75% dos dados dos pacientes que se submeteram a testes clínicos com o Reboxetina não foram publicados até agora, e que a informação divulgada superestima os benefícios do tratamento e subestima seus riscos.

Uma equipe de pesquisadores do German Institute For Quality And Efficiency In Health Care avaliou os benefícios e os riscos do Reboxetina. A equipe de especialistas analisou as conclusões obtidas em 13 testes clínicos, entre eles oito realizados previamente pela fabricante do Reboxetina, a farmacêutica Pfizer, cujos resultados não tinham sido divulgados.

Além disso, observaram uma percentagem maior de pacientes afetados pelo uso deste medicamento. O número de pessoas que teve que parar de tomar o remédio por causa de reações adversas também foi maior no caso do Reboxetina.

Fonte: O DIA Online

(Natureza ajuda a conectar diferentes regiões do cérebro)

Pesquisa mostra que paisagens tranquilas fazem diferentes áreas “conversarem”

A sensação de bem-estar dada ao ver paisagens tranquilas não é apenas algo prazeroso. Há motivos neurológicos para que imagens de natureza provoquem satisfação plena nas pessoas. A natureza também ajuda diferentes áreas do cérebro a se conectar, segundo pesquisa liderado por Michael Hunter, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra.

“Nossa pesquisa é interessante porque sugere que um estado particular da mente, a tranquilidade, está associado à emergência de um padrão de conexão entre diferentes regiões do cérebro”, afirmou Hunter ao iG. O mesmo não aconteceu em ambientes construídos pelos homens. Ou seja: situações percebidas pelo cérebro como tranquilas, neste caso na natureza, diferentes regiões do cérebro trabalham em sincronia. Caso contrário, não.

O bater das ondas na praia conecta diferentes áreas do cérebro
O bater das ondas na praia conecta diferentes áreas do cérebro

Publicado na revista Neuroimage, o estudo foi feito com ressonância magnética. Os pesquisadores mostraram cenas de ondas quebrando na praia e de carros passando por uma estrada com o mesmo som ao fundo – os dois barulhos são semelhantes, um constante ruído. O comportamento do cérebro dos voluntários foi analisado nas duas situações.

A experiência de tranquilidade é bastante complexa, segundo Hunter, pois traz intrinsecamente processos de percepção e de cognição do cérebro, como auto-reflexão. “O que nosso estudo sugere que esta complexidade se reflete no funcionamento do cérebro. As cenas tranquilas estão associadas com uma conectividade maior entre as áreas do cérebro envolvidas na percepção e regiões ligadas à auto-reflexão”, explica o pesquisador.

O trabalho, embora esteja ainda nas primeiras etapas, pode produzir, no futuro, uma forma de medir como o ambiente afeta a ativação do cérebro. “Esta pode ser uma maneira de ajudar a fazer modificações no ambiente que levem a uma experiência de maior de tranquilidade”, afirma Hunter.

Fonte: Último Segundo

(Pessoas tendem a assumir estereótipos, diz estudo)

Estereótipos negativos causam forte impacto emocional em quem sofreu com comentários no passado, inclusive em situações não relacionadas à provocação inicial, diz estudo divulgado recentemente. A pesquisa, realizada pela Universidade de Toronto, no Canadá, aponta que pessoas agem de forma pior em situações nas quais se sentem estereotipadas. “Nós queríamos descobrir o que acontece depois da estereotipização. Ser estereotipado causa problemas além do momento em que a provocação surge?”, disse Michael Inzlicht, que comandou o estudo.

Foi observado o impacto das experiências negativas relacionadas à estereotipização em situações nas quais era necessário controlar pensamentos e emoções. “As pessoas acabam tendo problemas em tomar decisões corretas, racionais. E, também, acabam tendo a tendência de descontar os sentimentos negativos comendo alimentos nada saudáveis”, comentou Inzlicht.

Nas instruções da pesquisa, os cientistas deixavam propositalmente no ar dúvidas sobre estereótipos femininos, deixando subentendido que elas teriam mais dificuldades com Matemática

Nas instruções da pesquisa, os cientistas deixavam propositalmente no ar dúvidas sobre estereótipos femininos, deixando subentendido que elas teriam mais dificuldades com Matemática

Parte da pesquisa foi realizada com mulheres. As participantes foram instruídas a realizar um teste de Matemática que diria se elas eram “razoáveis ou boas” na matéria, segundo os cientistas as informavam. As instruções “deixavam no ar dúvidas sobre estereótipos femininos, que teriam dificuldades com Matemática”, comenta Inzlicht. Outro grupo, de controle, foi instruído de forma a se sentirem calmas durante a realização. Ao fim do teste, as mulheres do primeiro grupo demonstravam fome e irritação.

Após essa parte, foram convidadas a provar e descrever sabores de sorvete. As mulheres do primeiro grupo comeram mais do que as do grupo de controle. “Demonstraram mais agressividade e foram piores nos testes do que as do grupo de controle”, disse Inzlicht.

Foi concluído que o ser humano possui um limite de controle de emoções. Ao ultrapassar esse limite, começam a surgir pensamentos negativos, lembranças de estereótipos, nervosismo e distração, entre outras sensações que tendem a prejudicar a realização de toda ação que acontece sob pressão.

Os pesquisadores esperam que o estudo ajude as pessoas a controlar as emoções e evitem a aceitar e levar consigo um estereótipo. “Se as pessoas tentarem não levar para o lado pessoal qualquer comentário, não sentirão os efeitos que a pesquisa demonstra“, concluiu Inzlicht.

Fonte: Terra

(Não ter amigos é tão perigoso como fumar ou consumir álcool)

Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos publicado hoje no site da revista PLoS Medicine. Os especialistas asseguram que o isolamento é ruim para a saúde e, no entanto, esta é uma tendência cada vez maior em um mundo industrializado no qual “a quantidade e a qualidade das relações sociais estão diminuindo enormemente”.

Estudos prévios demonstraram que as pessoas com menos relações sociais morrem antes daqueles que se relacionam mais com amigos, conhecidos e parentes. Por isso, preocupados com o aumento de pessoas que se relacionam menos com as outras, os cientistas analisaram como um isolamento excessivo pode afetar a saúde.

Para isso, os pesquisadores recorreram a 148 estudos prévios com dados sobre a mortalidade de indivíduos em função de suas relações sociais. Após analisar os dados de 308.849 indivíduos acompanhados durante uma média de 7,5 anos, os cientistas descobriram que as pessoas com mais relações sociais têm 50% mais chances de sobrevivência do que quem se relaciona menos com outras pessoas.

amigos!

Segundo os especialistas da Universidade Brigham Young, do estado do Utah, e do Departamento de Epidemiologia da Universidade da Carolina do Norte que participaram do estudo, a importância de ter uma boa rede de amigos e boas relações familiares “é comparável a deixar de fumar e supera muitos fatores de risco como a obesidade e a inatividade física”.

Estes resultados também revelam que, analisando a idade, o sexo ou a condição de saúde do indivíduo, a integração social pode ser outro fator levado em conta na hora de avaliar o risco de morte do indivíduo.

“A medicina contemporânea poderia se beneficiar do reconhecimento de que as relações sociais influem nos resultados de saúde dos adultos”, apontam os responsáveis pelo estudo, para quem médicos e educadores poderiam advertir sobre a importância da relações sociais da mesma forma que defendem o antitabagismo, uma dieta saudável e a realização de exercícios.

Fonte: EFE/Terra

(Paciente depressivo enxerga o mundo na cor cinza, diz estudo)

Um novo estudo científico parece indicar que a associação entre a depressão e a cor cinza é mais do que uma simples metáfora. O estudo, realizado por uma equipe da universidade alemã de Freiburg dirigido por Ludger Tebartz van Elst e publicado na Biological Psychiatry, indica que a depressão dilui o contraste entre o preto e o branco, por isso que o mundo torna-se literalmente cinza.

Os analistas alemães mediram as respostas elétricas para determinar a atividade da retina em 40 pessoas que sofriam de depressão, metade que recebiam medicamento, e em outras 40 não afetadas por essa condição.

A retina contém células fotorreceptoras que transformam os sinais luminosos que chegam ao olho em impulsos elétricos que são enviados ao sistema visual do cérebro.

depressão

Com a colocação de eletrodos na superfície ocular e na pele circundante, os cientistas conseguiram registrar a atividade elétrica das células da retina em resposta aos estímulos.

Os pacientes deprimidos demonstraram ter um menor contraste retinal que o grupo de voluntários que não sofriam de depressão, independentemente de estarem recebendo medicação para doença ou não.

Também foi descoberta uma correlação importante entre o nível de contraste e a gravidade dos sintomas: nos pacientes mais deprimidos, a resposta da retina foi mais frágil.

Fonte: Terra/EFE

(Linguagem pode fazer “ver o invisível”, diz estudo)

O seu mundo é do tamanho do seu vocabulário…

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Um estudo da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, indica que a linguagem pode fazer coisas “invisíveis” ficarem mais fáceis de serem vistas. Segundo a pesquisa, dizer o nome de algo pode ajudar a ver aquela coisa mais facilmente. As informações são do Live Science.

A pesquisa reuniu estudantes da universidade aos quais foram mostradas várias letras, uma de cada vez, por apenas 53 milésimos de segundo – que pode ser muito pouco tempo para o cérebro decifrar o que vê. Contudo, quando os voluntários ouviam qual letra iria ser mostrada antes, a chance de vê-la aumentava 10%.

A melhora parece óbvia, mas o resultado foi testado: no meio das imagens regulares, eram mostradas imagens de outra letra, e não aquela anunciada – e a melhora não ocorreu. Além disso, em alguns momentos não era mostrada letra nenhuma, para testar se os participantes não iriam “ver” a letra anunciada, mesmo ela não tendo sido mostrada.

mundo de palavras

Segundo os pesquisadores, o resultado positivo curiosamente acontecia somente quando a letra era anunciada oralmente. Quando os pesquisadores mostravam a imagem da letra antes de mostrar a “invisível”, o efeito não era o mesmo. Os cientistas chegaram à conclusão de que sugestões verbais ajudam mais que as visuais porque estimulam uma área maior do cérebro para quando a imagem “invisível” for exibida.

Os resultados indicam que a linguagem pode literalmente mudar o que vemos. Além disso, diferentes línguas podem fazer com que as pessoas vejam o mundo de maneira diferente. “Um exemplo simples é quando alguém está procurando por algo – por exemplo, frutos em uma folhagem. Uma pessoa que fala uma língua que tem um nome para esse fruto terá uma vantagem em encontrá-lo do que uma pessoa que fala uma língua que não tem nome para o fruto”, diz o pesquisador Gary Lupyan, cientista cognitivo da universidade, à reportagem. “Aquela indicação verbal pode ativar a representação visual do fruto mais efetivamente do que sem usar o nome.”

Fonte: Terra

(Atividade em excesso prejudica desenvolvimento da criança)

Educar um filho não é tarefa fácil. Pesquisa da Universidade de Montreal, no Canadá, indica que crianças que passam muito tempo vendo TV têm dificuldades em Matemática. Outros estudos apontam que excesso de videogame é prejudicial e há os que garantem que os jogos eletrônicos auxiliam a visão. O que fazer diante de tanta informação?

Especialistas afirmam que o ideal é dosar as atividades, alternando tarefas que trabalhem os dois hemisférios do cérebro: o esquerdo, responsável pelo pensamento lógico, e o direito, mais criativo e sonhador.

“Para um bom desenvolvimento intelectual e social é importante mesclar atividades que estimulam os dois lados do cérebro, como jogos de lógica ou pintura”, recomenda a coordenadora do curso Daniel Azulay, Vânia Januário.

Ela lembra que, enquanto desenha, por exemplo, a criança trabalha a sensibilidade, a percepção e a intuição, características que podem ser um diferencial no futuro. “Essas habilidades reforçam a autoestima, fundamental para a vida toda”.

Educação infantil

Neurologista da infância e adolescência, Marco Antônio Arruda afirma que os pais devem procurar sempre dosar a tecnologia com a criatividade. “As crianças da era digital encontram-se talvez mais aptas a se relacionar através de um teclado do que com a fala, o olhar e o toque. É importante desenvolver a linguagem não verbal, reconhecer sentimentos através da face e dos gestos, interagir com diferentes grupos sociais, aprender a escutar, expressar suas emoções e ser empática. Por outro lado, estudos indicam que as que lidam com computador têm maior concentração e melhores habilidades cognitivas”.

O médico explica ainda que o cérebro é um órgão dinâmico, que deve ser esculpido. “O cérebro não nasce pronto. Precisa ser estimulado e moldado. É como uma cidade com ruas e avenidas. Se você não colocar carros para andarem nas ruas, elas se fecham. Contar histórias, por exemplo, pode parecer uma atividade meramente lúdica, mas estimula o desenvolvimento de atividades de sequenciação e organização”.

Estresse e ausência dos pais: vilões

O estresse libera o hormônio cortisol, que provoca a morte das células do hipocampo, área do cérebro responsável pela memória de longo prazo. Portanto, nada de cobranças excessivas.

Criança precisa mais dos pais do que de diversas aulas extracurriculares. Talvez seja melhor jogar bola com ela, cantar, brincar, do que colocá-la em aulas. Claro que se ela quer tocar instrumento ou fazer algo específico, fará aula. Mas se for muito cobrada, pode ter transtorno de ansiedade”, diz o psiquiatra Fábio Barbirato.

Fonte: O Dia Online.

(Nome pode influenciar no futuro do bebê, diz estudo)

Escolher um nome do bebê é uma tarefa difícil para muitos pais. E, segundo recente pesquisa publicada nos Estados Unidos, eles têm razão de pensar assim. De acordo com o estudo, publicado no site Live Sience, um nome pode ter um impacto profundo sobre a criança e repercutir muito na idade adulta.

“Há uma razão pela qual os livros de nome para bebês são extremamente populares”, disse o autor do trabalho, o pesquisador David Figlio, da Northwestern University, em Illinois. “Nós sempre pensamos a respeito da primeira parcela da identidade de uma criança e se nós, como sociedade, prestamos muita atenção aos nomes faz muito sentido que os nomes das pessoas possam influenciar a forma como elas pensam sobre si mesmas e a forma como as pessoas pensam sobre elas”, afirmou.

Uma abundância de pesquisas sugere que o nome escolhido para um bebê traz impactos para toda a sua vida. Por exemplo, dar a seu filho menino recém-nascido um nome que soe feminino pode significar problemas de comportamento na vida adulta. E os nomes originais e incomuns que apenas o seu bebê terá pode trazer dificuldades também.

Pesquisas sugerem que o nome escolhido para um bebê traz impactos para toda a sua vida
Pesquisas sugerem que o nome escolhido para um bebê traz impactos para toda a sua vida

Um estudo britânico realizado com 3 mil pais e publicado em maio afirma que um em cada cinco pais lamenta o nome que escolheu para o seu filho. Na pesquisa, os relatos mostravam que muitos deles, inclusive, estavam angustiados sobre os nomes incomuns ou de grafia estranha que tinham escolhido. E mesmo aqueles que não lamentaram explicitamente a escolha do nome, admitiram haver nomes que preferiam ter escolhido. O estudo foi realizado pelo site Bounty.com, que apresenta a lista dos nomes mais populares da história.

Nomes de meninas

Meninos com nomes tradicionalmente dados às meninas são mais propensos a portar-se mal que seus colegas com nomes masculinos, mostra a pesquisa da Northwestern University. Nas primeiras séries da escola primária, os meninos com nomes como Ashley e Shannon, por exemplo, se comportam como os seus colegas com nomes mais masculinos, como Brian e John. “Quando essas crianças com nomes ligados ao sexo oposto chegam à quarta ou quinta série, de repente, as taxas de problemas disciplinares sobem como um foguete. Isso piora muito no caso de ter uma menina na classe com o mesmo nome”, afirmou Figlio.

Imagine-se, disse Figlio, sendo um garoto e tendo de ficar cara a cara todos os dias com uma menina na sua sala de aula com o mesmo nome que você. Você não ficaria confortável. Essa sensação já indica que os sentimentos de autoconsciência nesse caso, que talvez sejam ampliados por provocação de terceiros, desempenham um forte papel no comportamento.

Nomes de menino em garotas também têm efeitos. Em um estudo de 2005, Figlio analisou nomes e seus fonemas e descobriu a probabilidade de pertencerem a uma menina. Por exemplo, os nomes Kayla e Isabella eram tão femininos fonemicamente que sua probabilidade de pertencerem a uma menina eram de 100%. No outro extremo do espectro, Taylor, Madison e Alexis foram foneticamente previstos para ter duas vezes mais probabilidades de pertencer a meninos do que a meninas. “Nos resultados de análises em turmas universitárias, encontrei mais garotas com nomes que são mais femininos que haviam escolhido cursos avançados em ciências humanas. E que garotas com nomes menos femininos são mais propensas a escolher cursos de matemática e exatas”, disse Figlio.

Mas o pesquisador ressalta que são dados estatísticos e que isso não confirma por si só que um cause o outro. Segundo ele, uma explicação poderia ser que, na infância, os pais tratassem uma filha chamada Morgan diferentemente de sua irmã Elizabeth, cujo nome é muito mais feminino. “Será que os pais sabem quando escolhem o nome que ele pode até moldar seu comportamento em relação a sua filha?” pergunta Figlio.

Status socioeconômico e expectativas

Bebê entediado


Assim como o sotaque de uma pessoa ou a roupa podem indicar alguma coisa sobre o contexto ou caráter individual, o nome também pode carregar significados. E, assim como qualquer outro indicador externo, os nomes podem mentir.

Figlio recolheu nomes de milhões de certidões de nascimento e, em seguida, quebrou cada nome em mais de mil componentes fonêmicos. Ele analisou os nomes por combinações de letras, complexidade e outros fatores e depois utilizou uma análise estatística para descobrir a probabilidade de que o nome pertencesse a alguém de baixo nível socioeconômico.

“Crianças que têm nomes que – a partir de uma perspectiva linguística – são mais comuns de ser dados por pais com baixa escolaridade acabaram sendo tratadas de forma diferente”, disse Figlio. “Eles, estatisticamente, vão pior na escola e são menos propensos a ser recomendados para classes se superdotados e maior probabilidade de serem classificados como incapazes de aprender.”

Reunião de baixas expectativas

A ligação entre um nome e o sucesso do indivíduo mais tarde na vida podem ter relação com estas miudezas satisfazendo as expectativas dos outros sobre eles. Nomes que soam como vindos de uma família de baixo nível socioeconômico podem ser simplesmente “lidos” socialmente como menos capazes de alcançar sucesso, por exemplo.

“As pessoas tiram sugestões do subconsciente o tempo todo sobre as pessoas. Você conhece uma pessoa, a vê pela primeira vez, e – sem pensar em um nível consciente – você está olhando para a maneira como ela está andando, como soa o sotaque dela, como ela está vestida, o cheiro … e você está desenvolvendo essas reações e conclusões imediatas”, disse Figlio. Ele acrescentou: “Eu penso que há provavelmente uma razão evolucionária por trás disso. Nós trabalhamos duro para tentar descobrirem um piscar de olhos se queremos ou não confiar em alguém ou se queremos fugir de alguém.”

Hoje, Figlio disse imaginar um professor no primeiro dia de aula olhando para os seus alunos e tentando descobrir o que esperar de cada criança. Muitos professores questionados disseram a Figlio que têm que se policiar para não tirar conclusões precipitadas sobre os alunos. ” Vejo esse nome… eu acho que talvez ele não tem os pais ativos”, dizem. E assim a história continua, pois, segundo o pesquisador, os estudos têm mostrado que as crianças normalmente atendem às expectativas sociais sobre elas.

Autoestima

Bebê Menina


Mas mesmo que seu nome soe como pertencente a classes altas, isso não vai importar se você não gostar dele. A pesquisa mostrou uma forte ligação entre uma pessoa gostar ou não gostar de seu nome com alta ou baixa autoestima, respectivamente.

“A relação é tão forte que quando as pessoas querem medir a autoestima de uma forma mais sutil podem fazê-lo com a tarefa de carta-nome”, disse Jean Twenge, pesquisador da San Diego State University, nos Estados Unidos, referindo-se a um método no qual os sujeitos relatam se gostam ou não de letras diferentes do alfabeto. Aqueles com alta autoestima geralmente gostam das letras que estão em seus nomes, especialmente a primeira letra, disse ela. Faz sentido se você pensar sobre o quanto de uma pessoa é o seu nome.

“Nossos nomes estão realmente envolvidos em nossa identidade”, afirmou a pesquisadora. “As pessoas que não gostam dos seus nomes e também as que acreditam que outras pessoas pensam que é um nome estranho e antipático, tendem a não ser bem ajustadas”, afirma.

Insólitos versus nomes comuns

Quando é hora de escolher o nome do bebê, existem dois tipos de pais: aqueles que querem um nome incomum e aqueles que preferem um nome mais comum usado por muitas crianças.

A diferença entre escolher um entre cinco nomes comuns relativamente simpáticos é pequena em termos de qualquer impacto sobre a vida da criança. “Se você está escolhendo entre um nome relativamente agradável, nome comum e que é realmente estranho, essa escolha definitivamente pode ter um impacto”, disse Twenge.

O nome pode ser um reflexo do estilo de vida dos pais. “O pai que diz: eu quero meu filho seja único e se destaque¿ e dá à sua criança um nome incomum, provavelmente terá um estilo parental que enfatiza a singularidade e o destaque”. Ela acrescentou: “O tipo de pai que iria dar um nome bem incomum é muitas vezes o que tem um comportamento bem diferente do que diz – eu quero dar a meu filho um nome que faça ele se sentir aceito” , afirma.

Livros de aconselhamento e blogs sobre nomes de bebês muitas vezes sugerem mudar a ortografia comum do nome, a fim de acrescentar alguma diferença nele. Os resultados preliminares do trabalho de Figlio sugerem que isso pode não ser uma boa ideia. Crianças com nomes comuns com ortografia desviante tende a ter abrandadas as capacidades de ortografia e leitura.

“Isso sugere muito sobre a interiorização das reações sociais ao nome”, disse Figlio. “Você tem um filho chamado Jennifer escrito com um ‘G’ e a professora diz: ‘tem certeza de que seu nome é escrito desta maneira?” Isso pode ser extremamente difícil para a confiança de uma pessoa”.

Tudo isso os pais acabam por perceber mais tarde, como mostra o estudo do site Bounty. Segundo o site, um quinto dos pais britânicos participantes do estudo desejavam ter escolhido um nome mais fácil de soletrar e um em cada 10 pensou que o nome escolhido foi inteligente no momento, mas disse que a novidade tinha se desgastado depois.

Fonte: Terra

Imagens: Google

(Jovens se sentem mais sós que idosos, diz pesquisa britânica)

Levantamento feito com mais de 2 mil pessoas indica que tecnologia pode acentuar isolamento.

Uma pesquisa feita na Grã-Bretanha revela que jovens se sentem mais solitários do que adultos com mais de 55 anos.

O levantamento, intitulado The Lonely Society (em tradução literal, a sociedade solitária), foi feito com 2.256 participantes.

Quase 60% dos ouvidos com idades entre 18 e 34 anos disseram que sentem solidão com frequência ou às vezes. O número cai para 35% entre entrevistados com 55 anos ou mais.

A pesquisa revela também que a tecnologia pode acentuar o isolamento, mas também oferece meios de conectar as pessoas sem precedentes na história.

Quase terço dos jovens entrevistados disseram que passam tempo demais se comunicando com a família online quando na verdade deveriam encontrá-los em pessoa.

O impacto biológico dessa ausência de contato pessoal não está claro.

Interpretação de solidão

Solidão - Vida Virtual

O estudo destaca o fato de que a proporção de pessoas vivendo sozinhas na Grã-Bretanha dobrou entre 1972 e 2008.

De acordo com a Mental Health Foundation, entidade britânica que encomendou a pesquisa, em geral um décimo da população da Grã-Bretanha sente solidão com frequência.

A organização indica o declínio na vida comunitária e o foco cada vez maior no trabalho como possíveis explicações para o problema.

É possível, porém, que pessoas de idades diversas tenham interpretações distintas do que seja solidão.

Além disso, a pesquisa não faz distinções entre depoimentos de pessoas com 55 anos vivendo vidas ativas e desfrutando da aposentadoria e os relatos de octogenários que vivem sozinhos e tem saúde frágil.

O relatório também constatou variações de acordo com o sexo do entrevistado.

Mais mulheres disseram sentir solidão do que homens. As mulheres também apresentaram maior tendência a sentir-se deprimidas como resultado disso.

‘Vilas Urbanas’

“Os jovens com quem trabalhamos frequentemente nos dizem que falar com centenas de pessoas em sites de relacionamento não é como ter um relacionamento real e que quando usam esses sites frequentemente estão sozinhos em seus quartos”, disse a diretora da entidade beneficente britânica YoungMinds, Sarah Brennan, comentando a pesquisa.

“A solidão é um problema grande que precisamos começar a resolver. Nos últimos anos, nossas comunidades foram se desintegrando.”

“Precisamos criar condições para que esses relacionamentos voltem a existir e investir no bem-estar dos nossos jovens para que tenham algum lugar para ir ou alguém a quem procurar quando sentirem solidão.”

O relatório sugere, no entanto, que a solidão pode ser evitada mesmo quando se vive sozinho na cidade grande.

“Por exemplo, em Manhattan, Nova York, 50% dos lares são habitados por uma única pessoa”, dizem os autores do estudo. “Ainda assim, o modelo de ‘vila urbana’ permite redes sociais porque as pessoas usam lugares alternativos para se encontrar, como cafés e espaços públicos.”

Fonte: BBC Brasil/Estadão