(Cientistas dizem ser capazes de ler a mente das pessoas)

Um exame detalhado da atividade cerebral pode, efetivamente, ler a mente de uma pessoa, garantem cientistas britânicos em um artigo publicado nesta quinta-feira na edição online da publicação Current Biology.

Pesquisadores da University College, de Londres, descobriram ser capazes de diferenciar a atividade cerebral ligada a diferentes lembranças e, desta forma, identificar padrões de pensamento utilizando a Ressonância Magnética funcional (fMRI).

A evidência sugere que os cientistas podem dizer qual lembrança do passado a pessoa evoca a partir, unicamente, do padrão de sua atividade cerebral.

“Nós examinamos a atividade cerebral para detectar vestígios de lembranças específicos na memória episódica”, explicou Eleanor Maguire, diretora da pesquisa.

“Nós descobrimos que nossas lembranças são definitivamente representadas no hipocampo. Agora que sabemos onde estão, temos a chance de entender como as lembranças são armazenadas e como podem mudar com o passar do tempo”, acrescentou.

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A mesma equipe participou de um estudo em 2009, segundo a qual os cientistas demonstraram ser capazes de dizer a localização de uma pessoa dentro de uma sala de realidade virtual, analisando apenas seus sinais cerebrais.

Segundo os cientistas, os novos resultados representam um avanço nesta linha de pesquisa, porque acredita-se que as lembranças episódicas – recordações de eventos cotidianos – sejam mais complexas e, portanto, mais difíceis de decifrar do que a memória espacial.

Neste estudo, Maguire e os colegas Martin Chadwick, Demis Hassabis e Nikolaus Weiskopf mostraram a cada uma das dez pessoas monitoradas três filmes curtos antes de submetê-los à ressonância. Em cada filme aparecia uma atriz diferente e um cenário comum.

Enquanto os cientistas submetiam os voluntários à ressonância, pediam que eles lembrassem de cada um dos filmes vistos. Os pesquisadores, então, rodaram os dados colhidos pelo scanner em um algoritmo de computador, desenvolvido para identificar padrões na atividade cerebral associados às lembranças de cada um dos filmes.

Finalmente, eles mostraram que aqueles padrões poderiam ser identificados para prever com precisão em qual filme uma determinada pessoa estaria pensando enquanto se submetia à ressonância.

Os resultados demonstraram que os vestígios de lembranças episódicas se encontram no cérebro e que são identificáveis, e reforçaram as descobertas feitas por um estudo publicado em 2008, que provou que exames de ressonância similares podem determinar qual a imagem que uma pessoa vê com base em sua atividade cerebral.

Fonte: AFP/Terra

(Sensação de juventude pode influenciar longevidade, diz estudo)

Cientistas americanos afirmam que a idade que a pessoa sente ter pode afetar o processo de envelhecimento, de acordo com um estudo publicado na revista especializada americana Journal of Gerontology: Social Sciences. Pesquisadores da universidade de Purdue dizem que a idade cronológica importa, mas a “própria interpretação da sua idade” tem consequências ainda mais duradouras.

“Se você se sente mais velho do que a sua idade cronológica, provavelmente vai experimentar várias das desvantagens associadas ao envelhecimento”, afirma Markus Schafer, que coordenou a pesquisa. Por outro lado, Schafer diz que aqueles que são mais velhos, mas tem a sensação de serem mais novos, “têm vantagens para manter várias das habilidades que se valoriza”.

Pesquisa nacional

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Schafer e a coautora do estudo, Tetyana Shippee, compararam a idade cronológica e a idade subjetiva de diversos indivíduos para determinar qual delas tem maior influência sobre as suas capacidades cognitivas. Quase 500 pessoas com idades entre 55 e 74 anos foram entrevistadas sobre envelhecimento em 1995 e em 2005 pela Pesquisa Nacional sobre Desenvolvimento na Meia Idade nos Estados Unidos.

Na primeira etapa, em 1995, a maioria das pessoas respondeu se sentir 12 anos mais nova do que realmente era, ao ser perguntada sobre que idade sentiam ter na maior parte do tempo. “Descobrimos que essas pessoas que se sentiam jovens para a própria idade tinham mais chances de ter uma segurança maior sobre as suas capacidades cognitivas uma década mais tarde”, afirma Schafer.

O especialista em gerontologia admite, no entanto, não saber o que vem primeiro: se o bem estar e a felicidade da pessoa afeta as suas capacidades cognitivas ou se as capacidades cognitivas é que afetam a sensação de bem estar. “Estamos planejando descobrir isso em um futuro estudo”, acrescenta.

Implicações

Para Schafer, as descobertas do seu mais recente estudo tem implicações positivas e negativas, já que há muita pressão da sociedade para as pessoas ficarem jovens por cada vez mais tempo. Por isso, quando inevitavelmente envelhecem, as pessoas podem perder a confiança em suas capacidades cognitivas.

“Por outro lado, por causa desse desejo de se manter jovem nos Estados Unidos, podem existir benefícios em tentar manter uma sensação de jovialidade ao se manter informado sobre as últimas tendências e atividades que revigoram.”

O pesquisador diz ainda que aprender a dominar novas tecnologias pode ser outra forma de continuar a melhorar a capacidade cognitiva. Estudos anteriores indicavam que as mulheres são mais suscetíveis a estereótipos relativos à idade. Por isso, a expectativa era que elas fossem se sentir mais velhas do que os homens e menos confiantes.

No entanto, de acordo com a nova pesquisa, a diferença, embora exista, “não foi tão significativa quanto se esperava”.

Fonte: BBC Brasil/Terra

(Recém-nascidos são sensíveis à harmonia das notas musicais)

Os recém-nascidos são sensíveis à harmonia das notas musicais e são capazes de reconhecer as dissonâncias e mudanças de tom já nos primeiros dias de vida, segundo um estudo da Universidade Vita-Salute del San Raffaele de Milão.

Os autores do estudo, publicado nesta terça-feira na revista científica norte-americana Pnas, apresentaram três trechos de músicas de 21 segundos de duração a 18 recém-nascidos: o primeiro era um trecho para piano, o segundo era o mesmo trecho, mas com algumas notas com um tom acima, e o terceiro era totalmente dissonante.

Enquanto os bebês ouviam os trechos, seus cérebros foram submetidos a uma ressonância magnética que permitiu verificar quais partes do cérebro são ativadas durante o tratamento das informações. Resultado: em todos os bebês, o hemisfério direito do cérebro foi ativado, em particular as mesmas zonas que são ativadas durante a apresentação de trechos de músicas para adultos.

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Durante a execução dos trechos modificados, a ativação do hemisfério direito foi mais fraca, enquanto que uma zona do hemisfério esquerdo foi ativada. “Esses resultados mostram que o cérebro dos recém-nascidos apresenta capacidades de percepção da música desde as primeiras horas após o nascimento”, consideram os pesquisadores. “Além disso, eles já estão aptos a reconhecer as dissonâncias e as mudanças de tom”.

Esta pesquisa poderá contribuir para determinar se a percepção da música é inata ou fruto do ambiente, de acordo com os autores do estudo.

Fonte: AFP/Terra

(Sesta melhora as habilidades mentais, afirmam cientistas)

Dormir uma sesta não apenas renova o cérebro, como também melhora as habilidades mentais, afirma um estudo divulgado na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), celebrada no fim de semana em San Diego, Califórnia.

“O sono tem efeitos reparadores após um prolongado período de vigília, mas também aumenta as capacidades neurocognitivas em comparação com as que existiam antes de dormir”, disse Matthew Walker, professor de psicologia da Universidade de Berkeley e coordenador do estudo.

A pesquisa examinou 39 adultos jovenes divididos em dois grupos: um deles dormiu a sesta e outro não. Ao meio-dia, todos os participantes foram submetidos a exercícios mentais destinados principalmente a ativar o hipocampo, uma região do cérebro que ajuda a armazenar informações. Os dois grupos tiveram rendimento similar.

Às 14h00, o grupo selecionado para a sesta dormiu por 90 minutos, enquanto os outros permaneceram acordados. Mais tarde, às 18h00, todos os participantes do estudo foram submetidos novamente a uma série de exercícios mentais, nos quais deveriam memorizar informações.

Os que ficaram acordados o dia todo tiveram queda de rendimento na comparação com os exercícios anteriores. Já os participantes que tiraram um cochilo registraram um rendimento consideravelmente melhor e também melhoraram as habilidades.

Os resultados apoiam a hipótese de que o sono é necessário para apagar a memória a curto prazo no cérebro e abrir espaço para novas informações, segundo Walker.

Fonte: AFP/Terra

(Emoções positivas protegem contra doenças do coração)

É bem interessante a notícia sobre o estudo abaixo, muito porque ela mostra como a maioria dos cientistas e pesquisadores ainda reluta em aceitar a óbvia relação Mente x Corpo. Mesmo com os resultados apontando para a influência que uma atitude mental positiva tem sobre a saúde do corpo (no caso da pesquisa, do coração), os autores do estudo somente “especulam” o porquê disso… Mas já é um início… do mesmo modo que estão observando a influência das cores no humor das pessoas, coisa que antes era considerada mera “crendice” sem muito embasamento.

Mas a verdade é que o corpo é o palco da mente, ele apenas torna visível o que se passa no inconsciente… não há como fugir disso!

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Estar de bem com a vida, levando sempre um sorriso no rosto, torna a pessoa mais agradável. E ainda a deixa menos propensa a desenvolver doenças cardíacas em relação a quem vive de cara fechada, de acordo com um estudo divulgado no European Heart Journal.

Por dez anos, Karina Davidson e seus colegas do Centro Médico da Universidade de Columbia (EUA) acompanharam 1.739 adultos saudáveis (862 homens e 877 mulheres). Enfermeiros treinados avaliaram o risco de os participantes desenvolverem patologias do coração e os sintomas de depressão, hostilidade e ansiedade, além do grau de expressão de emoções positivas.

Os pesquisadores descobriram que sentimento positivo elevado significa 22% menos chance de ter enfermidades relacionadas ao coração a cada ponto de uma escala de cinco. “Os participantes com nenhum sentimento positivo estavam com um risco 22% maior de doença isquêmica do coração (ataque cardíaco ou angina) do que aqueles com um pouco de sentimento positivo, que estavam em risco 22% maior do que aqueles com sentimento positivo moderado”, disse Karina ao site Science Daily. “Também verificamos que, se alguém foi geralmente positivo e teve alguns sintomas positivos no momento da pesquisa, isso não afetou o seu risco global menor de doenças cardíacas.”

Pessoas com sentimentos positivos tem 22% menos chance de ter doenças relacionadas ao coração

Pessoas com sentimentos positivos tem 22% menos chance de ter doenças relacionadas ao coração

A equipe especula quais poderiam ser os possíveis mecanismos que levariam a essa proteção. Entre as possíveis explicações estão que as pessoas com astral positivo tendem a ter períodos mais longos de descanso e relaxamento, e podem se recuperar mais rapidamente de estresses, sem perder tempo em remoê-los.

Apesar da necessidade de novos testes para chegar a uma conclusão concreta, Karina recomenda investir em atos simples que proporcionem momentos de prazer. Se gosta de caminhar ou ouvir música, que tal reservar alguns minutos do dia para essas atividades? Caso aprecie beber um bom vinho (com moderação, é claro), por que não saboreá-lo? “Precisamos de rigorosos ensaios clínicos nessa área. Se os ensaios de apoio sustentarem nossos achados, esses resultados serão extremamente importantes para descrever especificamente o que os clínicos e/ou doentes podem fazer para melhorar a saúde.”

Fonte: Terra

(Hospital trata vício em jogo eletrônico)

E mais uma vez os efeitos do exagero no uso de computador e internet vira notícia.

Achei interessante os comentários que li sobre a notícia, que retirei do site do Estadão.com.br. Alguns ali defendem o uso ilimitado do computador e da internet alegando que é melhor deixar o filho passar horas ali porque as únicas opções que o “mundo real” dá são as festas raves, criminalidade, drogas e promiscuidade. Alguém realmente acredita  nisso? Será mesmo que fecharam todos os teatros? Quadras poliesportivas? Bibliotecas? Fundações culturais? Cinemas? Museus?  Acabaram-se todas as exposições e feiras culturais? Será mesmo que a única opção que um jovem tem hoje para não debandar para o “lado negro da força” é passar a vida em frente ao computador??? Praticar um esporte, ler um livro, passear ao ar livre,viajar, são realmente coisas do passado???

Pior do que o uso exagerado do pc e da internet é querer justificar a dependência dizendo que não há nenhuma opção melhor. É você quem cria suas oportunidades/opções. Mas o mundo virtual é mesmo muito mais sedutor exatamente porque é um mundo fácil de viver. Não é preciso mostrar a cara, não é preciso ter responsabilidades, não é preciso encarar nada. Você nem precisa ser você mesmo, pode escolher ser outra pessoa. Pode ser um super-herói. E enquanto isso, no mundo real, a vida passa. A juventude passa. Mas é difícil pensar nisso quando se é jovem. Todo mundo pensa que vai morrer “de velho”. Mas a realidade é que todos nascemos já “grávidos” da morte. E ninguém sabe de quanto tempo será a sua gestação. A morte, o desconhecido, é a única certeza que temos na vida. E, sinceramente, é melhor caminhar em direção ao desconhecido do que ser surpreendido por ele.

O mundo não é seguro. O  mundo nunca será seguro (é da própria Natureza ter seus momentos de fúria). E é bom que seja assim. De que outro modo nós reconheceríamos as coisas que consideramos boas e importantes em nossa vida? Então, qual é a lógica de ficar evitando contado direto com a realidade?

Admitir o problema é o primeiro passo para a cura. Não existem “dias mágicos” – você não acorda um belo dia e tudo está melhor sem que você precise tomar uma atitude para isso. Todo mundo só colhe o que planta. Não dá para plantar limão esperando colher morango. É muito fácil  colocar a culpa na “educação brasileira”, na “situação econômica”, na “sociedade degradada”, na “falta de valores”, na “segurança pública”. As pessoas estão sempre procurando algo fora delas para por a culpa. Agora,veja como é preocupante  pensar assim. Se a “sociedade degradada” é a culpada por algum jovem passar a vida na internet, imagine quantas pessoas ele teria que mandar para a terapia para que a vida dele então possa melhorar… Ou se o problema é a “educação brasileira”… Imagine quantas reformas, não apenas políticas, mas também na cabeça dos próprios professores que insistem em defender métodos ultrapassados de ensino, teriam que acontecer para que então a vida desse jovem possa ficar do jeito que ele gostaria. Ou pior, se a desculpa é a “segurança pública”. Imagine toda a revolução que teria que ocorrer, para acabar 100% com a criminalidade no país, para que então o nosso jovem pudesse se sentir seguro para viver no mundo real!

É…para quem pensa assim a melhor coisa a fazer é realmente esperar sentado… na frente do computador…

Vamos à notícia:

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Serviço será oferecido pela Santa Casa do Rio; jovens estão inscritos

A maioria dos pais não percebe o problema. Acha que é coisa da idade e que um dia passa. Mas crianças e adolescentes que permanecem horas diante do computador jogando ou “conversando” em sistemas de mensagem online podem ser dependentes eletrônicos.

Por isso, a Santa Casa de Misericórdia do Rio decidiu abrir um ambulatório para tratar de jovens que sofrem desse tipo de compulsão. É um dos primeiros serviços do País para dependentes eletrônicos. Em São Paulo, o Hospital das Clínicas acompanha jovens e adultos viciados em internet desde 2006 (mais informações nesta página).

“É algo tão grave quanto adultos viciados em jogo ou em álcool”, acredita Fábio Barbirato, de 40 anos, chefe da psiquiatria da Santa Casa do Rio.

O serviço começa a funcionar no próximo mês. Cerca de cem crianças e jovens estão inscritos, mas nem todos são necessariamente viciados. Há jovens que sofrem de compulsão. Outros, porém, podem ser apenas casos típicos de falta de limites.

Os pais não foram criados na era digital. Na época deles, as crianças se reuniam para jogar War e outros jogos de tabuleiro. Não sabem muito bem como lidar com o computador e estabelecer os limites para os filhos. E os jovens que têm predisposição a desenvolver compulsão, com o tempo acabam ficando dependentes.”

Segundo Barbirato, a Associação Americana de Pediatria defende a tese de que crianças e jovens com até 17 anos não deveriam passar mais do que duas horas por dia usando o computador como diversão. Esse é o limite saudável. “O uso exagerado pode provocar sedentarismo, problemas de aprendizado e dificuldade no relacionamento social. A criança se isola, não convive mais com outras pessoas. E, pelo tipo de linguagem que eles usam no computador, ainda ficam mais propensos a cometer erros de ortografia.”

Vício em Computador

O adolescente que tem compulsão vai aumentando progressivamente o tempo que passa no computador. “Ele deixa a vida de lado para ficar conectado. Geralmente tem queda no rendimento escolar e reduz o seu círculo social. É algo que ele não consegue controlar“, completa o chefe da psiquiatria. Quando é proibido de ficar no computador, o jovem apresenta um quadro de abstinência semelhante, em alguns casos, ao apresentado por viciados em drogas. “O adolescente fica agressivo. É algo patológico.”

Os sintomas de abstinência mais comuns são depressão, isolamento, angústia, ansiedade e agressividade. “Há casos de jovens que chegam a roubar dinheiro para ir a lan house. É muito sério”, diz Barbirato.

O primeiro passo do tratamento é orientar os pais e tratar o jovem por meio de terapia. “Nos casos mais graves temos que recorrer a remédios. Esses jogos são cada vez mais estimulantes e provocam reações no cérebro.” Segundo o psiquiatra, o Brasil ainda não despertou para o problema. “Fala-se pouco disso aqui. Nos Estados Unidos já vem sendo debatido em congressos de psiquiatria. Justamente por essa razão, resolvemos implantar o serviço voltado para crianças e jovens na Santa Casa”, afirma.

DEPRESSÃO

Estudo publicado na edição mais recente da revista Psychopathology afirma que quem passa muito tempo na internet tem mais propensão a apresentar sintomas de depressão.

Mas os psicólogos da Universidade de Leeds, no Reino Unido, não sabem dizer se é o uso excessivo da rede que causa depressão ou se os deprimidos é que procuram fugir da realidade no mundo virtual.

Foram pesquisados 1.319 britânicos de 16 a 51 anos. Desses, 1,2% era viciado em internet e passava mais tempo que a média em sites com conteúdo sexual, de games ou de comunidades online. Tinham também incidência maior de depressão do que os usuários normais.

SAIBA MAIS

Segundo especialistas do HC, pessoas que se encaixem em pelo menos 5 dos 8 itens abaixo devem procurar ajuda psicológica porque podem estar fazendo uso abusivo da internet. São eles:

Preocupação excessiva com a internet

Necessidade de aumentar o tempo online para ter a mesma satisfação

Ter de fazer esforços para diminuir o tempo de uso da internet

Apresentar irritabilidade e/ou depressão

Apresentar instabilidade emocional quando o uso da internet é restrito

Permanecer mais tempo conectado do que o programado

Ter o trabalho e as relações familiares e sociais em risco pelo uso excessivo

Mentir para os outros a respeito da quantidade de horas conectadas

Fonte: Estadão

(‘Praga da dança’ matou centenas de habitantes de Estrasburgo em 1518)

Aproveitando o “ritmo de carnaval”, um artigo bem interessante sobre uma “praga de dança” que virou epidemia na Alsácia, em 1518. As causas de tal epidemia – tão exótica – permanecem ainda um mistério. ;-)

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Epidemia começou em julho, com mulher bailando sem parar por 6 dias.
Transe acabou envolvendo centenas de pessoas e durou até setembro.

Em julho de 1518, a cidade francesa de Estrasburgo, na Alsácia (então parte do Sacro Império Romano-Germânico) viveu um carnaval nada feliz. Uma mulher, Frau Troffea (dona Troffea), começou a dançar em uma viela e só parou quatro a seis dias depois, quando seu exemplo já era seguido por mais de 30 pessoas. Quando a febre da dança completava um mês, havia uns 400 alsacianos rodopiando e pulando sem parar debaixo do Sol de verão do Hemisfério Norte. Lá para setembro, a maioria havia morrido de ataque cardíaco, derrame cerebral, exaustão ou pura e simplesmente por causa do calor. Reza a lenda que se tratava de um bloco carnavaleso involuntário: na realidade ninguém queria dançar, mas ninguém conseguia parar. Os enlutados que sobraram ficaram perplexos para o resto da vida.

Carnaval epidêmico - Vítimas da febre da dança morriam de ataque cardíaco, derrame ou exaustão (Imagem: reprodução)

Carnaval epidêmico - Vítimas da febre da dança morriam de ataque cardíaco, derrame ou exaustão (Imagem: reprodução)

Para provar que a epidemia de dança compulsiva não foi lenda coisa nenhuma, o historiador John Waller lançou, 490 anos depois, um livro de 276 páginas sobre o frenesi mortal: “A Time to Dance, A Time to Die: The Extraordinary Story of the Dancing Plague of 1518”. Segundo o autor, registros históricos documentam as mortes pela fúria dançante: anotações de médicos, sermões, crônicas locais e atas do conselho de Estrasburgo.

276 páginas - Historiador recuperou documentos da época atestando as mortes pela fúria dançante (Imagem: reprodução)

276 páginas - Historiador recuperou documentos da época atestando as mortes pela fúria dançante (Imagem: reprodução)

Um outro especialista, Eugene Backman, já havia escrito em 1952 o livro “Religious Dances in the Christian Church and in Popular Medicine”. A tese é que os alsacianos ingeriram um tipo de fungo (Ergot fungi), um mofo que cresce nos talos úmidos de centeio, e ficaram doidões. (Tartarato de ergotamina é componente do ácido lisérgico, o LSD.)

Waller contesta Backman. Intoxicação por pão embolorado poderia sim desencadear convulsões violentas e alucinações, mas não movimentos coordenados que duraram dias.

O sociólogo Robert Bartholomew propôs a teoria de que o povo estava na verdade cumprindo o ritual de uma seita herética. Mas Waller repete: há evidência de que os dançarinos não queriam dançar (expressavam medo e desespero, segundo os relatos antigos). E pondera que é importante considerar o contexto de miséria humana que precedeu o carnaval sinistro: doenças como sífilis, varíola e hanseníase, fome pela perda de colheitas e mendicância generalizada. O ambiente era propício para superstições.

Uma delas era que se alguém causasse a ira de São Vito (também conhecido por São Guido), ele enviaria sobre os pecadores a praga da dança compulsiva. A conclusão de Waller é que o carnaval epidêmico foi uma “enfermidade psicogênica de massa”, uma histeria coletiva precedida por estresse psicológico intolerável.

Nonstop dancing – Gravura do artista Henricus Hondius (1573-1610) retrata três mulheres acometidas pela praga da dança; obra é baseada em desenho original de Peter Brueghel, que teria testemunhado um dos surtos subsequentes, em 1564 na região de Flandres (Imagem: reprodução)

Nonstop dancing – Gravura do artista Henricus Hondius (1573-1610) retrata três mulheres acometidas pela praga da dança; obra é baseada em desenho original de Peter Brueghel, que teria testemunhado um dos surtos subsequentes, em 1564 na região de Flandres (Imagem: reprodução)

Outros seis ou sete surtos afetaram localidades belgas depois da bagunça iniciada por Frau Troffea. O mais recente que se tem notícia ocorreu em Madagascar na década de 1840.

Fonte: G1/Discovery News

(Internet está minando capacidade de concentração dos jovens)

Li a notícia e não pude evitar a associação com a ideia da SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado, descrita pelo psiquiatra brasileiro e autor best-seller Augusto Cury.

Para os que não estão familiarizados com a SPA, explico: a Síndrome do Pensamento Acelerado se refere aos efeitos do excesso de estímulos que as novas gerações – sim, é um problema “moderno” – têm sofrido (pela tv, internet etc), que acarretam não apenas uma mudança drástica na qualidade dos pensamentos  -, mas principalmente na velocidade que os pensamentos surgem e mudam. A SPA seria então uma hiperatividade funcional não-genética.

Pessoas com SPA têm ansiedade demais e concentração de menos. O que explica o fato, como concluído na pesquisa abaixo, de que os mais jovens, atualmente, não terem “paciência” para ler um texto comprido (que derá um livro inteiro!) , pesquisar mais fontes ou sequer escrever um texto mais elaborado (= longo). Para atrair a atenção de pessoas com SPA é preciso causar muito impacto emocional, afinal, estão sempre procurando – compulsivamente, diga-se de passagem – por mais e mais estímulos. E isso não é observado apenas na Educação – em relação à imensa dificuldade que os professores têm em manter seus alunos concentrados ou pior, em atrair suas atenções – mas em tudo. Hoje, para um filme fazer sucesso, por exemplo, é necessário muito CG (computer graphics) e efeitos especiais. O mesmo padrão se observa com jogos de videogame, que estão cada vez mais detalhados e complexos. Alguém ainda lembra daquele joguinho de fazer a galinha atravessar a rua, dos bons e velhos tempos do Atari? E pensar que aquilo podia divertir famílias inteiras… Novamente, o padrão pode ser notado inclusive nos “novos relacionamentos” – é difícil se manter com uma pessoa de cada vez… O “ficar” é só um exemplo.  A ideia central da SPA é que as pessoas “portadoras da síndrome” nunca tem paz interior: as pequenas coisas do dia-a-dia não provocam nenhum prazer, o agora não é interessante, o que importa é o futuro e a busca por novos – e mais emocionantes – estímulos.

Segundo Cury, os sintomas da SPA são:

- Irritabilidade

- Insatisfação existencial

- Dificuldade de concentração

- Déficit de memória (esquecimento)

- Fadiga excessiva

- Sono alterado e/ou insuficiente

- Perturbações emocionais (flutuação do humor)

- Aversão à rotina

- Sofrimento por antecipação

- Muita ansiedade

Alguns dos sintomas psicossomáticos decorrentes da SPA são:

- Dor de cabeça

- Dores musculares

- Taquicardia

- Gastrite

O autor destaca ainda, em seu livro “Pais Brilhantes, Professores Fascinantes” que:

“Com respeito ao excesso de informação, é fundamental saber que uma criança de sete anos de idade da atualidade tem mais informações na memória do que um ser humano de setenta, há um ou dois séculos.”

(pg. 61)

Para Cury, o grande problema da baixa qualidade de vida do homem moderno reside exatamente no “pensar demais”. É bom pensar, é claro. É necessário, em boa parte das situações da vida. Mas a grande questão, creio eu, reside na seguinte reflexão:

Eu controlo meus pensamentos ou são os meus pensamentos que me controlam?

Você consegue se “desligar”? Consegue manter o “silêncio”, não só exterior, mas interiormente?

Se você sentiu-se impaciente ou inquieto ao ler esse post até aqui, ou observou que possui alguns (ou até todos) dos sintomas da SPA, está na hora de desacelerar… Vá para um lugar silencioso, tenha um hobby relaxante (pintura, artesanato, desenho etc), desligue-se da TV e do computador sempre que puder, faça meditação (tá pra nascer algo melhor do que meditação para tranquilizar a mente e inspirar o espírito), leia um bom livro, pratique um esporte ou atividade física. Enfim, concentre-se em ter pensamentos melhores, ao invés de mais pensamentos. No que se refere ao ato de pensar, menos é sempre mais.

E vamos ao estudo:

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A internet está comprometendo a capacidade de concentração dos jovens, segundo um estudo da University College de Londres.

David Nicholas, o acadêmico responsável pelo trabalho, chegou à conclusão que os adolescentes estão perdendo a capacidade de ler e escrever textos longos, já que a grande rede faz com que as mentes desse grupo populacional funcionem de um modo diferente do cérebro de gerações anteriores.

Durante o estudo, 100 pessoas foram convidadas a responder perguntas que exigiam um pouco de pesquisa. Os mais jovens (de 12 a 18 anos) escreveram suas respostas após consultar metade dos sites visitados por um grupo de pessoas mais velhas instruído a fazer o mesmo. Também foi constatado que as respostas dos mais novos eram mais incompletas.

Segundo Nicholas, 40% dos adolescentes que participaram do estudo não consultaram mais que três das milhares de páginas encontradas na internet sobre um determinado assunto.

Já as pessoas que se educaram antes da chegada da internet voltavam às mesmas fontes e se aprofundavam nelas em vez de pular de uma página para outra.

Há provas empíricas de que a sobrecarga de informação e o pensamento associativo está remodelando o funcionamento do cérebro dos jovens“, destacou o psicólogo Aleks Krotoski.

Fonte: EFE/Terra

(Cores podem indicar estado emocional, diz pesquisador)

Os grifos são meus!

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Quando dizemos que estamos com um “humor cinza”, que está “tudo azul” ou “verde de ciúmes”, talvez estejamos sendo realmente precisos. Novas pesquisas mostram que as cores que usamos para descrever as emoções podem ser mais úteis do que pensamos. Um estudo publicado nesta terça-feira no jornal BMC Medical Research Methodology descobriu que pessoas com depressão ou ansiedade eram mais propensas a associar seu humor com a cor cinza, enquanto as pessoas mais felizes preferiam o amarelo. Segundo o estudo, os resultados podem ajudar os médicos a avaliar o ânimo de crianças e outros pacientes que têm dificuldade para se comunicar verbalmente.

“Esta é uma forma de medir a ansiedade e a depressão quando se afasta o uso da língua”, afirmou ao site Live Science o pesquisador Peter Whorwell, co-autor do estudo e gastroenterologista do Hospital Universitário do Sul Manchester. “O que é muito interessante é que isso pode realmente ser uma maneira melhor de captar o humor dos pacientes do que as perguntas diretas.

De acordo com o pesquisador, as cores são freqüentemente usadas como metáforas para o humor, mas ninguém tinha sistematicamente investigado associações de cor. Para realizar o estudo, Whorwell e seus colegas escolheram oito cores – vermelho, laranja, verde, roxo, azul, amarelo, rosa e marrom – e dividiram cada uma em quatro tons. Eles então adicionaram branco, preto e quatro tons de cinza e alcançaram um total de 38 opções. Após o encontro com grupos de teste, os pesquisadores decidiram exibir as cores na forma de uma roda.

Em seguida, eles recrutaram 105 adultos saudáveis, 110 adultos ansiosos e 108 adultos deprimidos a enviarem as impressões da roda de cores. Cada pessoa foi convidada a escolher sua cor favorita, assim como a cor que chamava mais sua atenção. Finalmente, eles foram convidados a escolher uma cor que descreveu seu humor no dia-a-dia de ao longo dos últimos meses.

Simultaneamente, outro grupo de 204 voluntários saudáveis classificaram de cada cor como positivo, negativo ou neutro.

A cor azul de nº 28 na roda das cores era a cor mais popular entre as pessoas saudáveis, enquanto a azul nº 27 (que é um pouco mais escura que a 28) ficaram em primeiro lugar entre as pessoas com ansiedade e depressão

A cor azul de nº 28 na roda das cores era a cor mais popular entre as pessoas saudáveis, enquanto a azul nº 27 (que é um pouco mais escura que a 28) ficaram em primeiro lugar entre as pessoas com ansiedade e depressão

Se deprimidas, ansiosas ou saudáveis, as pessoas gostavam mais das cores azul e amarelo. A cor azul de nº 28 na roda das cores era a cor mais popular entre as pessoas saudáveis, enquanto a azul nº 27 (que é um pouco mais escura que a 28) ficaram em primeiro lugar entre as pessoas com ansiedade e depressão. Enquanto isso, Amarelo de nº 14, foi escolhida como a cor que mais chamava a atenção.

Mas quando se tratava de humor, os grupos divergiram. Apenas 39% das pessoas saudáveis associavam seu humor a cores. Entre os que o fizeram, o amarelo nº 14 foi a escolha mais popular, com cerca de 20% dos votos. Entretanto, cerca de 30% das pessoas com ansiedade escolheu um tom de cinza, assim como mais de metade dos voluntários deprimidos. Em comparação, voluntários saudáveis, descreveram seu humor com um tom de cinza apenas cerca de 10% do tempo.

Os pesquisadores também descobriram que, quando se atribui cores a emoções, os tons importam. “Uma luz azul não é associada a um humor pobre, mas um azul escuro é”, disse Whorwell. “A intensidade da cor é mais importante que a própria cor.”

Whorwell está testando agora o círculo em pacientes com síndrome do intestino irritável. Ele espera que as escolhas de cores possam revelar as atitudes dos pacientes e prever como eles vão reagir aos tratamentos, como a hipnose.

“As pessoas são constrangidas pelos sintomas de doenças gastroenterológicas, métodos não-verbais de obtenção de informações são algumas vezes preferíveis à conversa”, disse. E com mais pesquisas a respeito, o círculo de cores poderia ser utilizado em campos médicos de pediatria e da cirurgia. “Você tem um instrumento agora”, disse Whorwell. “Agora as pessoas têm que jogar com ele e descobrir as aplicações.”

As informações são do site Live Science

Fonte: Terra.

(Estudo vincula excesso de internet à depressão)

Quem passa muito tempo na internet tem mais propensão a apresentar sintomas de depressão, disseram cientistas britânicos na quarta-feira. Não está claro, no entanto, se a internet causa depressão ou se a rede atrai os deprimidos.

Psicólogos da Universidade de Leeds disseram ter notado uma “impressionante” evidência de que alguns internautas desenvolvem uma compulsão na qual substituem a interação da vida real por salas de bate-papo e sites de relacionamento social.

“Este estudo reforça a especulação pública de que o excesso de engajamento em sites que servem para substituir a função social normal poderia levar a transtornos psicológicos correlatos, como depressão e dependência”, disse a principal autora do estudo, Catriona Morrison, em artigo na revista Psychopathology.

“Este tipo de “surfe adictivo” pode ter um sério impacto sobre a saúde mental.” No primeiro grande estudo com jovens ocidentais sobre essa questão, os pesquisadores analisaram o uso da internet e os níveis de depressão entre 1.319 britânicos de 16 a 51 anos de idade. Concluíram que 1,2% deles eram viciados em internet.

De acordo com Morrison, esses dependentes passavam proporcionalmente mais tempo em sites com conteúdo sexual, de games ou de comunidades online. Tinham também uma incidência maior de depressão moderada ou severa do que a média dos usuários normais.

O uso excessivo da internet está associado à depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro – as pessoas deprimidas são atraídas para a internet, ou a internet causa depressão?“, escreveu Morrison.

“O que está claro é que para um pequeno subconjunto de pessoas o uso excessivo da internet poderia ser um sinal de alerta para tendências depressivas.”

Morrison notou que, embora o percentual de 1,2% de dependentes da internet seja “pequeno”, representa o dobro da incidência dos viciados em jogo na Grã-Bretanha, que é de cerca de 0,6%.

Fonte: Terra/Reuters

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