Recebi por email, em inglês, um texto que fala sobre caráter. O autor é Michael Josephson, fundador de um Instituto nos EUA que se destina à educação e ao treinamento de caráter em jovens e adultos. O texto em questão, traduzido por mim, fala um pouco sobre aquela lorota que muitas pessoas utilizam como defesa para não ter que reconhecer seus próprios defeitos e para mudá-los: “Eu sou assim mesmo…”
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Quando ouvimos isso, geralmente é alguém nos dizendo: “Sai do meu pé”, ou “Aceite-me como sou”. Freqüentemente é uma reação à crítica. Pode ser por causa de atrasos crônicos, negligências, promessas quebradas, agressão física ou verbal, ou infidelidade. Independente do que for, a pessoa nos pede para deixar pra lá.
No fim, isto é uma manobra para fazer com que abaixemos as nossas expectativas baseada na dúbia idéia de que determinados mau hábitos são uma parte intrínseca do caráter, e por isso, fora de nosso controle. Esperam que acreditemos que é idiota e fútil querer que uma pessoa mude.
Existem, é claro, muitas coisas que estão além do nosso controle: baixa estatura, ossos grandes, pouco cabelo. Felizmente, com o caráter é diferente. Ele está completamente sob nosso controle. O pobre e o rico, o lento e o esperto, o comum e o bonito; todos têm a mesma oportunidade de se tornar pessoas de caráter.
Claro, caráter pode ser influenciado pela hereditariedade e o ambiente, mas é determinado pela escolha. Nenhuma propensão, circunstância ou experiência é tão poderosa que pudesse fixar para sempre o nosso caráter. Ele nunca está finalizado. É constantemente modelado e esculpido pelas escolhas que fazemos para nutrir ou ignorar os nossos mais nobres instintos e a se render a ou superar os impulsos negativos e tentações corrompidas.
No que diz respeito ao que demandamos de nós mesmos ou dos outros, nunca devemos abaixar nossos padrões. O caráter é uma prática de escolha. Fraquezas e hábitos ruins não são desculpas para não melhorar.
Caráter conta.
















