A Terra não pertence ao homem…

” A história que temos no Ocidente, na medida em que se baseia na Bíblia, baseia-se numa visão do universo que pertence ao primeiro milênio antes de Cristo. Não está de acordo nem com nossa concepção do universo, nem com nossa concepção da dignidade humana. Pertence inteiramente a algum outro lugar.

Hoje, temos que reaprender o antigo acordo com a sabedoria da natureza e retomar a consciência de nossa fraternidade com os animais, a água e o mar. Dizer que a divindade modela o mundo e todas as coisas é condenado como panteísmo. Mas panteísmo é uma palavra enganadora. Sugere que um deus pessoal supostamente habita o mundo, mas a ideia em absoluto não é essa. A ideia é transteológica, de um mistério indefinível, inconcebível, admitido como um poder, isto é, como a fonte, o fim e o fundamento de toda a vida e todo o ser.

(…)

Deus (na tradição bíblica) está separado da natureza, e a natureza é condenada por Deus. Está tudo lá, no Gênesis: estamos destinados a ser os senhores do mundo.

Mas se você pensar em nós como vindos da terra, não como tendo sido lançados aqui, de alguma parte, verá que nós somos a terra, somos a consciência da terra. Este são os olhos da terra, e esta é a voz da terra.”

(Joseph Campbell – mitólogo norte-americano, em “O Poder do Mito“)

“O ser humano cultuará algo, não tenha dúvidas sobre isso. Podemos pensar que nosso tributo é pago em segredo no recesso escuro de nossos corações, mas ele se revelará. Aquilo que domina nossas imaginações e nossos pensamentos determinará nossa vida e nosso caráter. Portanto, cabe a nós ter cuidado com o que adoramos, pois o que nós estamos venerando nós estamos nos tornando.”

(Ralph Waldo Emerson – filósofo e poeta norte-americano)

“O mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a dominar a natureza antes de se dominarem a si mesmos.”

(Albert Schweitzer – teólogo, médico e filósofo alsaciano)

Planeta Terra

“Os índios se dirigiam a todo ser vivente como ‘vós’ – as árvores, as pedras, tudo. Você também pode se dirigir a qualquer coisa como ‘vós’, e se o fizer sentirá a mudança na sua própria psicologia. O ego que vê um ‘vós’ não é o mesmo que vê uma ‘coisa’. E quando se entra em guerra com outro povo, o objetivo da imprensa é transformar esse povo em ‘coisas’.”

(Joseph Campbell, em “O Poder do Mito“)

O modo como você trata a natureza diz muito sobre você, pois apenas reflete o modo como você trata a si mesmo. Não há como maltratar ou ser indiferente a ela sem agir antes, desse mesmo modo, consigo mesmo.

A ideia desse post surgiu de alguns comentários feitos em outro post a respeito da ignorância humana e sua consequente maldade (oriunda do medo e lapidada por aquela mesma ignorância) em relação a tudo aquilo que é diferente ou desconhecido. Principalmente no que se refere ao modo de ver e tratar a natureza, um tema que ultimamente tem aparecido como nunca na mídia.

Nós não estamos mais, somente, caminhando para a nossa própria destruição como espécie. Nós estamos encarando a nossa possível extinção nos olhos, há um bom tempo.

Mas eu não quero dedicar esse post a reclamações inúteis do tipo “ninguém preserva a natureza” ou “ninguém recicla”, ou ainda “ninguém respeita os animais”. Pois ficar fazendo essas constatações do óbvio também não muda situação alguma. Além de ser clichê, é mais uma manutenção do conformismo reinante.

Quando me deparo com um problema, a minha primeira preocupação é encontrar a origem, a fonte do conflito, onde tudo começou. E no caso dos problemas com relação a natureza, sejam eles quais forem, todos têm uma origem comum: a nossa cultura. O problema não está na falta de educação. O problema é a educação. Nós somos criados, principalmente no Ocidente, para não só “crescer e se multiplicar” pela terra, mas para “dominar a natureza” e “colocá-la a nosso serviço”. É como diz o grande mitólogo Joseph Campbell na citação que introduz este texto, “está tudo lá, no Gênesis: estamos destinados a ser os senhores do mundo“. A nossa cultura, que se fundamenta na tradição judaico-cristã, e que é uma mitologia socialmente orientada, vê a natureza como algo a ser controlado. A natureza é a coisa que deve nos servir. É por isso que é tão “chocante” para nós ver imagens de um país como a Índia, em que vacas, por exemplo, são tratadas como deuses.

Mas tudo fica muito diferente, a maneira como se trata todos os seres do mundo, quando se olha para tudo e se vê um “vós” ao invés de “coisas” e “issos”. Ao olhar para um animal e ver um “vós”, você não mata por diversão. Ao olhar para uma árvore e ver um “vós”, você não desmata inutilmente. Ao olhar para a água e ver um “vós” você não despeja químicos em rios e oceanos. Você só faz tudo isso quando vê a natureza como uma coisa a ser subjugada. Algo a ser controlado visando somente os seus interesses. Uma máquina servindo a propósitos artificiais.

O nosso problema com o mundo está na maneira como olhamos para o mundo. E mesmo percebendo que esse modo de ver e agir não está gerando bons frutos, continuamos passando para as novas gerações o mesmo tipo de educação errônea que recebemos como “tradição”. Mas, a culpa não é daquelas pessoas que escreveram os textos bíblicos… Elas não tinham como saber. Elas nada mais eram do que frutos de suas próprias limitações de época, ambiente e conhecimento. Mas, milênios se passaram e nós não podemos nos esconder atrás da mesma desculpa…

E é para ilustrar exatamente essa ideia que resolvi transcrever a famosa carta do Chefe Seattle, escrita por volta de 1852 e endereçada ao presidente dos Estados Unidos, que na época havia feito um inquérito sobre a aquisição das terras indígenas para serem ocupadas pelos imigrantes que chegavam ao país.

Chefe Seattle

Chefe Seattle

A carta do Chefe Seattle entrou para a História por ser uma das mais (se não a mais) belas declarações de amor à Natureza, não só escrita, mas verdadeiramente sentida e vivida, por um ser humano.

Fica como um exemplo de que toda mudança social e global é primeiro uma mudança individual. A tal “sociedade” nada mais é que um coletivo de indivíduos humanos.

Que essa carta sirva de inspiração para a mudança individual, a boa e velha mudança interior que verdadeiramente tem poder para melhorar o mundo:

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“O Presidente, em Washington, informa que deseja comprar nossa terra. Mas como é possível comprar ou vender o céu, ou a terra? A ideia nos é estranha. Se não possuímos o frescor do ar e a vivacidade da água, como vocês poderão comprá-los?

Cada parte desta terra é sagrada para meu povo. Cada arbusto brilhante do pinheiro, cada porção de praia, cada bruma na floresta escura, cada campina, cada inseto que zune. Todos são sagrados na memória e na experiência  do meu povo.

Conhecemos a seiva que circula nas árvores, como conhecemos o sangue que circula em nossas veias. Somos parte da terra, e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O urso, o gamo e a grande águia são nossos irmãos. O topo das montanhas, o húmus das campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, pertencem todos à mesma família.

A água brilhante que se move nos rios e riachos não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se lhes vendermos nossa terra, vocês deverão lembrar-se de que ela é sagrada. Cada reflexo espectral nas claras águas dos lagos fala de eventos e memórias na vida do meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai.

Os rios são nossos irmãos. Eles saciam a nossa sede, conduzem nossas canoas e alimentam nossos filhos. Assim, é preciso dedicar aos rios a mesma bondade que se dedicaria a um irmão.

Se lhes vendermos nossa terra, lembrem-se de que o ar é precioso para nós, o ar partilha seu espírito com toda a vida que ampara. O vento, que deu ao nosso avô seu primeiro alento, também recebe seu último suspiro. O vento também dá às nossas crianças o espírito da vida. Assim, se lhes vendermos nossa terra, vocês deverão mantê-la à parte e sagrada, como um lugar onde o homem possa ir apreciar o vento, adocicado pelas flores da campina.

Ensinarão vocês às suas crianças o que ensinamos às nossas? Que a terra é nossa mãe? O que acontece à terra acontece  a todos os filhos da terra.

O que sabemos é isto: a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Todas as coisas estão ligadas, assim como o sangue nos une a todos. O homem não teceu a rede da vida, é apenas um dos fios dela. O que quer que ele faça à rede, fará a si mesmo.

Uma coisa sabemos: nosso deus é também o seu deus. A terra é preciosa para ele e magoá-la é acumular contrariedades sobre o seu criador.

O destino de vocês é um mistério para nós. O que acontecerá quando os búfalos forem todos sacrificados? Os cavalos selvagens, todos domados? O que acontecerá quando os cantos secretos da floresta forem ocupados pelo odor de muitos homens e a vista dos montes floridos for bloqueada pelos fios que falam? Onde estarão as matas? Sumiram! Onde estará a águia? Desapareceu! E o que será dizer adeus ao pônei arisco e à caça? Será o fim da vida e o início da sobrevivência.

Quando o último pele-vermelha desaparecer, junto com sua vastidão selvagem, e a sua memória for apenas a sombra de uma nuvem se movendo sobre a planície… estas praias e estas florestas ainda estarão aí? Alguma coisa do espírito do meu povo ainda restará?

Amamos esta terra como o recém-nascido ama as batidas do coração da mãe. Assim, se lhes vendermos nossa terra, amem-na como a temos amado. Cuidem dela como temos cuidado. Gravem em suas mentes a memória da terra tal como estiver quando a receberem. Preservem a terra para todas as crianças e amem-na, como Deus nos ama a todos.

Assim como somos parte da terra, vocês também são parte da terra. Esta terra é preciosa para nós, também é preciosa para vocês. Uma coisa sabemos: existe apenas um Deus. Nenhum homem, vermelho ou branco, pode viver à parte. Afinal, somos irmãos.”

Texto integral retirado do livro “O Poder do Mito“.

Nenhuma pessoa normal jamais fez História: um tributo a Michael Jackson

Eu estava um pouco hesitante em fazer qualquer comentário que seja a respeito da chocante morte do cantor Michael Jackson. A bem da verdade, a não ser pela notícia do falecimento dele, eu sequer estou acompanhando as matérias, artigos e reportagens que estão investigando os “porquês” ou simplesmente se aproveitando da frágil imagem de Michael, mais uma (última) vez…

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Não sei se mais alguém aqui está irritado com isso, só sei que as pessoas realmente parecem só saber valorizar os outros após a morte. É como o Osho dizia, em vida só jogavam pedras, na morte, ele é agora um “santo”.

Eu sempre gostei do Michael, nunca acreditei nas acusações de pedofilia nem de que ele era um “maníaco”. Na verdade, toda essa estória de que ele “assediou sexualmente” meninos nunca fez sentido algum. Lembro na época, em 1993, quando estourou na mídia uma acusação de que ele “levava meninos para dormir em sua cama”, e de que logo após foi inocentado (e ainda teve que pagar horrores pra família do menino), eu já tinha ficado impressionada como alguém tinha caído nesse papo. Pagava pra saber se ao invés dele tivesse sido uma mulher, se teria tanta repercussão assim…(aí não, aí diriam que a mulher era excessivamente “maternal”) Tá certo que não é porque alguém é famoso ou rico que a pessoa sempre está certa ou é inocente (jamais diria algo assim), mas no caso do Michael tava um pouco óbvio demais que era ele a verdadeira vítima da estória… Poxa… pouco tempo depois disso ter acontecido já tinha mais um monte de mães paradas na porta de Neverland para deixar seus filhos com ele… Sinceramente! Quem realmente deixaria os filhos com um homem que realmente acreditasse ser um pedófilo ou um maníaco??? Papo furado… ele infelizmente era um trouxa com T maiúsculo (ou será infantil e sensível demais?), isso sim. Michael foi um homem que nunca quis ser adulto, que preferia viver num mundo utópico de fantasia. Um cara que preferiu se cercar de crianças porque nos adultos ele nunca pôde confiar. Era certo que jamais seria compreendido…

Mas pior foi ver outros blogueiros fazendo comparações estapafúrdias a respeito do legado de Michael para a música. Teve gente que disse que ele não foi importante como Jimi Hendrix (!!!), ou John Lennon, Chuck Berry ou Elvis Presley. Primeiro que todos são (brilhantes) representantes de estilos diferentes de música… Segundo, qual a lógica em dizer que porque Elvis foi muito importante pra música então Michael Jackson não foi??? Esqueceram que o Michael vendeu 750 milhões de álbuns ao longo de sua carreira??? Para ver uma lista dos álbuns mais vendidos, clique aqui. Para ver uma lista dos artistas com maior número de vendas, clique aqui. For God’s sake ele está entre os 5 melhores artistas (mais vendidos) da História da Música Moderna!!! Isso não é discutível nem negociável. Ninguém é obrigado a gostar dele ou de suas músicas, mas pelo menos admita que no mínimo ele teve que ser bom para alcançar tal feito…

Enfim. Agora teremos que aturar inúmeros “tributos”, “especiais” e “documentários” falando da pessoa incrível que ele foi. Gente que antes não hesitaria em jogar pedras, agora se lamentando por essa “grande perda”. Pffff…

Mas nesse post, preferi trazer um texto muito bacana escrito pelo James Arthur Ray, um verdadeiro tributo ao Michael. A data original do artigo é do dia 28 de junho, e foi publicado no The Huffington Post. Traduzido por mim. Para os verdadeiros fãs de Michael Jackson.

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Nenhuma pessoa normal jamais fez História: um tributo a Michael Jackson

Eu fiquei chocado! E tenho certeza de que vocês também, ao ouvirem a notícia da morte de Michael Jackson. Mas quanto mais eu pensava sobre isso… havia, infelizmente, sinais de aviso em demasia para que qualquer um de nós ficasse realmente tão chocado.

Quase que imediatamente, os noticiários começaram a recontar as inúmeras controvérsias de sua turbulenta vida. Michael mudou o mundo da música tanto ou até mais do que qualquer outro artista – isso é indiscutível. Apesar dos muitos dramas e acusações feitos contra ele ao longo dos anos (especialmente em relação ao seu relacionamento com meninos) e mesmo em meio ao que se pode considerar fracassos em vendas de discos, Michael Jackson nunca perdeu seu título de “Rei do Pop”.

Eu lembro de ter assistido ao vídeo de “Thriller” em completo assombro, quando foi lançado pela MTV, em 1983. Nunca antes havia tido nada sequer parecido a este mini-filme, em termos de estilo e talento. E por mais que eu tentasse, nunca consegui fazer aquele maldito moonwalk.

Muitas poucas pessoas conseguiam entender a enigmática vida de Michael, e eu não estou dizendo que sou único nesse aspecto. Entretanto, como um estudante de história, o que eu compreendo é que a vida de Michael, quando considerada pela ampla perspectiva das pessoas altamente criativas ao longo da história, não era tão incomum, apesar de tudo.

Por exemplo, vejamos Friedrich Nietzsche, o existencialista alemão nascido em 1844. Por toda a sua vida, ele foi continuamente fraco e atormentado por doenças, um perfeito recluso, um alcóolatra e considerado muito controverso para sua época. Suas ideias sobre Deus fizeram dele um completo pária para a maioria conservadora daquela época. Na faculdade, eu devorava Nietzsche muito por que ele era provocativo e profundo. Eu também achava que era legal ser controverso. “Aquilo que não nos mata nos torna mais fortes” se tornou o meu mantra. No final das contas, Nietzsche sofreu um colapso psicótico, teve dois derrames que o paralizaram parcialmente, e morreu de pneumonia, ainda nos seus 50 anos.

Veja Walt Whitman, o poeta transcendentalista do século dezenove que continua a ser um dos poetas mais influentes do mundo atualmente. Apesar disso, na sua época, muitos pensavam que ele era um homem louco. A homossexualidade, ou possível bissexualidade dele, simplesmente não pegou durante os anos da Guerra Civil. Ele se recusava a se comprometer com uma única religião, afirmando que todas são igualmente válidas. Ele passou um considerável tempo sozinho, e após sofrer um derrame perto do fim de sua vida, ele mal podia levantar um garfo e faca. Ele escreveu, “Eu sofro o tempo todo: não tenho alívio, nem escapatória: é monotonia – monotonia – monotonia – em sofrimento.” Ele também morreu de pneumonia.

Na esfera da religião, veja o profeta cristão, o homem conhecido como Jesus. Ele nasceu de descendência judia, e no entanto estava constantemente quebrando as leis judaicas e batendo de frente com os líderes religiosos de sua própria tradição. Jesus é também documentado em várias ocasiões como saindo sozinho e passando significativo tempo em solidão. Em um caso específico, ele passou 40 dias e noites num deserto, jejuando.  Bem extremo. Como você sabe, no fim ele foi sentenciado a morte por crucifixão.

Certamente poderíamos discutir mais exemplos. Enquanto alguns poderiam dizer que Michael Jackson não poderia estar em meio a esses homens, eu digo a você que Michael Jackson teve tanto impacto no campo da música e das relações raciais quanto esses grandes homens tiveram em seus campos específicos.

O argumento aqui é que esses indivíduos que provocam um grande impacto no mundo não marcham sob o mesmo ritmo das grandes massas.

Eles frequentemente, como Michael, vivem vidas controversas e turbulentas, e são frequente e imensamente mal compreendidos. Não é lamentável que quando uma pessoa está a 10 pés de distância (3 metros) ela seja considerada uma líder, mas quando está a 10 milhas (16km) ela seja considerada um alvo? Michael certamente teve a sua parcela de ser um alvo para a mídia. É fácil atirar naqueles que estão no topo, principalmente se esses são “diferentes o suficiente”.

Mesmo Michael tendo sido absolvido de todas as acusações em todos os seus julgamentos, não importava. Ele continuaria sendo atormentado por comentários negativos e alfinetadas. A mesma criatividade que nos trouxe o moonwalk, coreografias imensamente bem produzidas e música que emocionou e moveu todas as idades e raças foi da mesma mente singular que o levou a viver uma vida muito diferente que desafiou as normas da sociedade.

Resumindo, quando você é um pensador singular, você tem muito problema em se relacionar com a consciência de massa. A conversa fútil (papo furado, jogar conversa fora)  se torna dolorosa, e o seu mundo interior é mais gratificante que o mundo exterior. Isto resulta em um comportamento que frequentemente é mal interpretado como sendo distante, arrogante ou às vezes simplemente esquisito, o que é muito ruim pois as pessoas não fazem ideia de como pode ser solitário estar no topo. Além disso, a contribuição de muitos desses líderes normalmente não são apreciadas até um bom tempo depois que eles se foram.

A pesquisa de Howard Gardner, da Universidade de Harvard, sugere que existem oito diferentes tipos de inteligência. Inteligência musical é uma das oito categorias de Gardner. Enquanto a maioria das oito não é avaliada na escola ou na sociedade em geral, exceto as inteligências matemáticas e linguísticas, todas elas são igualmente importantes e valiosas.

É bem conhecido nos estudos da consciência humana que, citando Ken Wilbur, “quanto maior a profundidade que você tem, menor a amplitude”.  Em outras palavras, quando você é supremamente brilhante em uma área em específico, você pode mostrar deficiências em outras. Leia os relatos de Albert Einstein se perdendo em seu próprio campus ao ir de uma sala de aula para outra, e você verá que a estrutura de um gênio necessita uma profundidade tremenda enquanto que frequentemente deixa pouco espaço para os detalhes “menos importantes” da vida.

O que normalmente aparenta ser anômalo para as grandes massas pode ser apenas os comportamentos super-funcionais de um verdadeiro gênio com grande profundidade em sua área e uma falta de preocupação ou habilidade para se relacionar com as coisas mais mundanas da vida.

Então aqui está para a memória de um gênio musical, um ser humano único que será um ícone por gerações. Que nós todos sempre nos lembremos do que Michael disse em sua música, de que para fazer uma mudança positiva no mundo, nós primeiro devemos começar com ” o homem no espelho.” (Man in the Mirror)

Obrigado Michael.

Que você encontre a paz na próxima vida que você merece. Você fez uma diferença positiva. Você deixou um legado permanente. Apesar de poucos o compreenderem, você inflamou nossos espíritos e tocou nossas emoções com sua música e mensagem alegres. Os seus presentes irão continuar a tocar em nossas mentes e corações para sempre.

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(Japão aperfeiçoa sistema que comanda máquinas com a mente)

O avanço permite que a execução das ordens tenha lugar 125 milissegundos após serem pensadas

TÓQUIO – O Centro de Colaboração BSI-Toyota desenvolveu um sistema que permite dar ordens a um robô apenas com o pensamento em 125 milissegundos, e que poderá ser aplicado, por exemplo, em cadeiras de rodas, informou a empresa japonesa.

Trata-se da tecnologia de Interface Cérebro-Máquina, conhecida como BMI, que permite dar ordens a máquinas e robôs apenas com pensamentos.

Cientista demonstra cadeira de rodas controlada com sinais do cérebro

Cientista demonstra cadeira de rodas controlada com sinais do cérebro

Segundo um comunicado da Toyota, o avanço mais significativo de sua equipe sobre BMI é que permite que a execução das ordens tenha lugar 125 milissegundos após serem pensadas, frente a outras tecnologias similares que requerem vários segundos para uma reação.

O dispositivo foi desenvolvido pelo centro de colaboração BSI-Toyota (BTCC), criado em 2007 entre a instituição independente Riken, Toyota Motor, Toyota Centram R&D Labs, e o centro de pesquisa Genesis.

A taxa de sucesso dessa nova tecnologia é de 95%, uma das mais altas do mundo.

Por enquanto, foi testada em cadeiras de rodas, que podem andar ou girar para direita ou esquerda apenas com o pensamento.

Segundo o comunicado, o dispositivo, que é capaz de se adaptar às características de cada usuário da cadeira de rodas, recebe e executa as ordens tão depressa que quase “não se percebe nenhum atraso” entre a ordem e o movimento.

As pesquisas sobre este tipo de tecnologia continuam para conseguir que as máquinas sejam capazes de reconhecer e executar um maior número de ordens e com maior índice de acerto.

Em março deste ano, as companhias japonesas Honda e Shimadzu apresentaram seus últimos avanços neste tipo de tecnologia de BMI com Asimo, o robô humanoide mais avançado do mundo.

O usuário podia transmitir através da mente a Asimo quatro ordens diferentes – movimentar a mão esquerda, a direita, os dois pés ou a boca – com um defasagem de mais de um segundo.

Fonte: Estadão/EF/AP

10 Dicas para uma vida mais feliz!

10 dicas, simples e práticas, do psiquiatra e escritor Roberto Shinyashiki, para aproveitarmos melhor a nossa vida. Excelente!

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1- Curta mais a sua companhia. Aprenda a viver feliz mesmo sozinho. Convide um amigo para ir ao cinema, mas, se não encontrar alguém disponível, vá com a pessoa mais fascinante do mundo: você mesmo.

2- Tenha alto astral. As pessoas competentes são aquelas que conseguem manter uma postura positiva mesmo nos momentos mais difíceis.

3- Viva com paixão. Procure estar perto de pessoas com alegria de viver e manter-se afastado de indivíduos baixo astral, aqueles que secam até arruda e pimenteira.

4- Malhe com prazer e cuide bem do seu corpo. Alimentação, sono e exercícios são fundamentais para uma vida saudável. Gostar de si mesmo significa gostar dos outros e deixar as portas abertas para que gostem da gente também.

5- Invista em você todos os dias. Nós somos arquitetos da nossa personalidade. Quando a pessoa nasce, Deus lhe dá um potencial infinito que poucas aproveitam.

6- Celebre as vitórias. Compartilhe seu sucesso com pessoas queridas. Mesmo as pequenas conquistas devem ser celebradas com alegria. Grite, chore, encha-se de energia para os próximos desafios.

7- Tenha uma vida espiritual. Conversar com Deus é o máximo, especialmente, para agradecer as dádivas recebidas. Mantenha o hábito de rezar antes de dormir, é bom para o sono e melhor ainda para a alma. A oração e a meditação são forças de inspiração.

8- Crie tempo para as pessoas importantes da vida. Filhos, esposas, maridos, pais e irmãos são as pessoas que vão estar com você nos melhores e piores momentos da sua vida.

9- Tenha amigos vencedores. Campeões falam de e com campeões. Perdedores só tocam na tecla perdedores. O “diz-me com quem andas”, continua válido, mais do que nunca.

10- Diga adeus para quem não lhe merece. Alimentar relacionamentos que só trazem sofrimento é uma forma cruel de masoquismo. Não deixe que relacionamentos inconsistentes atrapalhem sua vida. Deixe o espaço livre para um novo amor.

(Ausência de manchas solares intriga cientistas)

É… tomara mesmo que não seja nada de preocupante… ;-)

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A ausência de manchas solares, que indicam a atividade magnética na superfície da estrela central do nosso sistema planetário, está surpreendendo os cientistas. Segundo informa o site do jornal espanhol El País, os pesquisadores observam intrigados a calma excessiva dos movimentos no Sol nos últimos meses.

No início de 2008 terminou um ciclo solar (que dura aproximadamente 11 anos) e começou outro. Segundo o astrofísico do Observatório Solar Soho (Solar Heliospheric Observatory) da ESA e Nasa, Luis Duarte Sanchez, o ano de 2008 foi o mais pacífico do Sol desde 1913.

“Nós não esperávamos que houvesse um número tão baixo de pontos no início do novo ciclo porque nos últimos ciclos a atividade havia sido alta”, disse Sanchez.

Segundo o Observatório Real da Bélgica, que é considerado fonte oficial do número de manchas solares, em 2008 a média diária foi de apenas 2,8. E no ano de 1913, o número de manchas foi o menor registrado, apenas 1,4. Nos últimos anos, porém, a média diária de manchas solares foi bem mais alta, como no ano de 1987 que foi de 157.

O Sol é um dipolo magnético muito fraco, e a cada 11 anos o Pólo Sul é alterado para o Pólo Norte. Esta mudança de polaridade é detectada através das manchas e isso significa o início de um novo ciclo. No início de 2008 viu-se a primeira mancha do novo ciclo, mas o aumento da atividade não foi como esperado.

“Não existem dois ciclos iguais”, explica José Carlos del Toro, físico no Instituto de Astrofísica de Granada (CSIC). “Um mínimo particularmente pronunciado de manchas não é importante, mas influencia a relação entre a estrela e o nosso planeta.”

Pesquisas realizadas com satélites com radiômetro comprovaram que a quantidade de energia emitida pelo sol é muito estável, apesar de que quando há maior número de manchas a energia emitida é ligeiramente mais elevada. Sanchez explica que essa variação é muito pequena, apenas um watt por metro quadrado, e as radiações que estão sendo encontradas nas medições atuais são o padrão para o movimento mínimo de manchas.

Segundo o pesquisador, a calma solar significa, por exemplo, menos tempestades solares e menos partículas enérgicas que atingem a Terra e podem afetar negativamente equipamentos como os satélites de comunicação.

Além disso, os cientistas estão aproveitando a “calma relativa” para avançar no estudo de muitos outros fenômenos que ocorrem no Sol como os modos de vibração e as ejeções de massa da estrela.

Fonte: Terra

(Robô programado para amar tem ataque obsessivo)

Sem comentários…

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Máquina abraçava sua vítima repetidamente, enquanto se declarava com sons estranhos

Por Stella Dauer

Um robô programado para simular emoções humanas agiu fora do normal após passar um dia com uma pesquisadora e tentar evitar que ela fosse embora, bloqueando a porta de passagem e exigindo abraços.

Kenji, um robô da Robotic Akimu, empresa ligada à Toshiba, foi programado para emular todo tipo de emoção humana, inclusive o amor. Após uma assistente de pesquisa passar vários dias com o robô para estudar seu comportamento e instalar novas rotinas de aplicativos, este acabou perdendo o controle de si. Em um desses dias, quando a mulher tentou ir embora, se surpreendeu ao encontrar Kenji na porta que dava passagem para a saída. Além de se recusar a desbloquear a passagem, o robô começou a abraçar a assistente de pesquisa repetidamente.

A mulher só pode sair após pedir socorro por telefone a outros membros da equipe que estavam fora da sala. Eles conseguiram desligar o robô pelas suas costas e só então o sufoco passou. O site CrunchGear relata que, além dos abraços, Kenji expressava seu amor pela vítima com barulhos animalescos.

De acordo com o site Geekologie o Dr. Takahashi, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, anunciou que Kenji deve ser desligado permanentemente, mas é otimista ao declarar que espera produzir outro robô que tenha sucesso aonde este falhou. “Esse foi apenas um pequeno contratempo. Tenho plena fé que um diz viveremos lado a lado com eles, e que até possamos amar e ser amados por robôs”, disse.

Fonte: Yahoo/Geek

Prêmio Dardos…. e um mistério!

Pois é, o blog Inconsciente Coletivo foi mais um agraciado com a indicação ao Prêmio Dardos, indicação essa feita pelo amigo Roberto Novaes, do blog Phodase. Obrigada ao Roberto pela indicação!!! :-)

Bem, e seguindo a rotina de praxe dos indicados, uma descrição do que é o prêmio e as regras:

Prêmio Dardos

Prêmio Dardos

“Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”.

Ao receber o prêmio o blog deve também indicar outros blogs.

Caros indicados, para que este incentivo não acabe, peço a vocês que sigam estas instruções :

1) Você deve exibir a imagem do selo em seu blog;
2) Você deve linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;
3) Escolher outros blogs ( numero este a sua escolha) a quem entregar o Prêmio Dardos;
4) Avisar os escolhidos, claro!”

Agora vem o mistério… ou melhor, os mistérios (pra não perder o hábito ;-) ):

1 – Quem inventou o prêmio??? Onde tudo começou?

2 – Por que “dardos”???

3 – O que o selo do prêmio tem a ver com blogs ou dardos???

4 – Pelo que procurei no google, só encontrei outros blogs que foram premiados… e engraçado, muitos deles trazem a imagem do prêmio diferente, como a que está abaixo:

Outro selo

Outro selo

Ou com recomendações diferentes, tipo: “quem receber o selo deve indicar 15 blogs para recebê-lo também”.

5 – Se formos atrás do link das imagens, elas vão para o mesmo endereço, mudando apenas, e obviamente, o nome dos arquivos:

http://2.bp.blogspot.com/_HlIyV_enpD8/SJs2KDvkznI/AAAAAAAAAVc/38olDYgosIc/s320-R/selo_premio_dardos.jpg

ou

http://2.bp.blogspot.com/_y-tBy89s7pU/SXdhApJOnxI/AAAAAAAAAJ0/tjDns05S8Iw/s320/selo_blog_da_duda.jpg

Porém eu tentei acessar esse 2.bp.blogspost e simplesmente não consegui. Aparece uma mensagem de erro do Google.

Alguém sabe de onde esse prêmio vem???

Se eu descobrir alguma coisa, aviso todo mundo!

E antes de indicar outros blogs, preciso pesquisar os que já ganharam o prêmio. Vi que a maioria dos que eu leio já foram premiados. Assim que tiver uma listinha pronta, atualizo este post e aviso os meus indicados! ;-)

(Ameba gigante gera dúvidas sobre evolução)

É… pois é… parece que a teoria da Evolução não sairá do status de “teoria” tão cedo como muitos gostariam… (Para mais inconsistências constrangedoras sobre a teoria da evolução, clique aqui)

Do site de notícias Terra:

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Em expedição de pesquisa ao Mar das Bahamas, em 2007, cientistas fizeram uma descoberta incomum. No leito do oceano, a mais de 600 metros de profundidade, um submersível robotizado registrou imagens em vídeo de “bolas incolores sem cérebro e olhos”, de acordo com Mikhail Maltz, da Universidade do Texas, um dos pesquisadores.

Eles também descobriram que essas bolas enlameadas de cerca de 2,5 centímetros de diâmetro parecem ter deixado trilhas no piso do oceano, como se rolassem por força própria.

Matz e seus colegas agora descrevem sua descoberta em termos mais científicos, na revista Current Biology: trata-se de uma ameba gigante do genus Gnomia ¿um envelope transparente de protoplasma com um centro repleto de água que ajuda o organismo a manter a forma esférica.

Eles afirmam que a criatura de fato rola, se propelindo com extensões de protoplasma que também servem para extrair nutrientes do piso do oceano.

Essa bola de golfe viva e autopropelida é mais que uma curiosidade, porque os sulcos que cria se parecem com os encontrados em fósseis datados de mais de 550 milhões de anos. E por isso a ameba rolante desperta dúvidas sobre a compreensão dos cientistas quanto à diversificação da vida na Terra.

Muitos cientistas argumentam que organismos multicelulares que têm duas metades simétricas evoluíram antes da explosão câmbrica, a vasta expansão de formas de vida ocorrida 542 milhões de anos atrás. Eles acreditam que só organismos complexos poderiam se deslocar de forma a deixar os traços encontrados nos fósseis.

Mas os Gromia são unicelulares e deixam os mesmos traços. “Isso complica as coisas para a teoria de lenta evolução no pré-cambriano”, disse Matz.

Saíndo um pouco do tema do blog: A catástrofe de Blumenau e região

Desmoronamentos em Blumenau

Desmoronamentos em Blumenau (Fonte: NaMidia.com.br)

Estava eu lendo as notícias de hoje, aqui da minha cidade, Blumenau, e resolvi escrever um pouco sobre o que está realmente acontecendo aqui. Como tem muita gente criando teorias e tirando conclusões precipitadas a respeito do que está ocorrendo em SC, baseado somente no que vê na TV ou lê na internet, resolvi esclarecer alguma confusão que possa estar havendo. O tema está fora do proposto do blog, e nem gosto de dedicar o meu tempo falando de tragédias ou más notícias. Mas esse post tem o propósito de conscientizar.

Primeiro: Blumenau não desabou por causa de um final de semana de chuvas. Está chovendo aqui, praticamente sem parar (foram muito poucos os dias de sol ou somente nublados) há pelo menos 4 meses. A média de precipitação anual da cidade é de cerca de 1.600mm. Só neste último fim de semana choveu cerca de 500mm. É chuva que não acaba mais certo? Ainda mais para um único fim de semana. Porém, essa chuva, se os dias e meses anteriores tivessem sido mais ensolarados, somente teria provocado alagamentos por aqui. A desgraça aconteceu porque o solo não agüentava mais. Foi como o nosso governador disse: “As estradas estão derretendo como sorvete”.

Para ter uma noção veja o vídeo (só abaixe o som do seu computador porque há muitos gritos):

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Estima-se que cerca de 56.000 casas desmoronaram ou foram atingidas no estado de SC. E continua a chover. Não tão forte como no fim de semana passado, mas ainda sim, há chuva.

Exército em Blumenau

Exército em Blumenau

Exército, na frente da Prefeitura de Blumenau

Exército, na frente da Prefeitura de Blumenau

Pois bem. Alguém pode estar se perguntando: “Onde está a parte da conscientização prometida no início do post?”. Está abaixo. Veja e tire suas conclusões:

Por que as águas não escoam naturalmente?

Por que as águas não escoam naturalmente?

Eu havia escrito um comentário, que resume a minha opinião da situação, no blog amigo Projeto 2012, que colo abaixo:

“Bem pessoal.. eu moro em Blumenau, SC… O LOCAL MAIS ATINGIDO DE SC. E o que posso dizer? Primeiro, que no início do ano a situação era bem outra: secas. Todo mundo pedia por chuva, reclamava que não chovia. Passamos meses sem uma gota sequer cair do céu, plantações foram perdidas, todo mundo começou a ter problemas respiratórios (pois aqui estamos acostumados é com umidade no ar, não ar seco) etc.

Era mais do que esperado que a natureza de repente fosse restabelecer o equilíbrio. Lembrando que está chovendo aqui desde final de agosto, senão, só essa chuvarada do final de semana jamais teria conseguido provocar tantos deslizamentos e desmoronamentos. No máximo teríamos tido enchente, coisa que estamos mais do que acostumados por aqui. Então, muita calma ao se tirar conclusões, principalmente quem só está acompanhando a situação na TV. Eu olho da minha janela pra fora e VEJO AO VIVO. Certo?

Pois bem. Para quem está aqui e é no mínimo racional, a situação é bem óbvia: a chuva é anômala por que é derivada de um sério problema ambiental. Blumenau é a cidade que mais tem carros por habitante no país (normalmente uma família de 4 pessoas têm 4 carros), já que o nível de vida aqui tb é alto. Blumenau é também a cidade que mais tem câncer de pele do país, porque há um imenso buraco na camada de ozônio exatamente em cima do vale. Tipo, alguém liga os pontos aí? Fora que a cidade tem crescido de maneira desproporcional, e o nosso relevo, já por ser de vale, é basicamente montanhoso (claro que depois dessa calamidade, a nossa topografia mudou drasticamente).

Quem está aqui e viu a chuva ao vivo sabe do que estou falando. Quando o nosso governador falou que as pessoas que debocham do Aquecimento Global e da poluição atmosférica por gases venenosos (que dizem não teriam nada a ver com as inversões térmicas, estações mal definidas e excesso de chuvas) deveriam olhar para fora de suas janelas, ele foi muito sábio. Essa chuva de praticamente 4 meses aqui é um enorme alerta ambiental dado pela própria natureza.

Que sirva de lição para todos que acham que não tem problema jogar um chiclete na rua, ou uma latinha de cerveja. Que sirva de lição para todos que fazem filhos em pencas sem planejamento algum ou sem condição de sustentá-los. Que sirva de lição para todos que acham que não tem problema queimar aquele matinho ou arrancar aquelas árvores ali do morro. Que sirva de lição para todos aqueles que não respeitam os limites do impacto ambiental, que constróem em lugares proibidos, que invadem áreas de reservas, que não reciclam seus lixos, que pensam que o rio ou o mar é que têm obrigação de dar um fim pra toda a sujeira que causaram.

Lembrem-se: nós vamos morrer. A terra irá continuar. Ela não precisa de nós. É nós que precisamos dela. E depois dizem que os seres humanos são animais racionais. Talvez alguns. Mas definitivamente esses são minoria no mundo.”

O rio Itajaí-Açú, que no fim de semana não parava de subir:

O nosso cartão postal quase transbordou

O nosso cartão postal quase transbordou

Enfim. O que eu queria demonstrar com este post, é que enquanto as pessoas não tomarem vergonha na cara, não colocarem a mão na consciência, as coisas só tendem a piorar. O que vimos e estamos vendo em SC, e que vemos em SP toda vez que chove um pouquinho a mais, é o reflexo da nossa falta de responsabilidade com relação a nós mesmos e ao meio em que vivemos.

Gostaria de deixar registrado aqui o meu parabéns e a minha admiração pelo nosso prefeito João Paulo Kleinübing que está de plantão na prefeitura, com olheiras imensas, tentando fazer o melhor que pode dentro das limitações que possui, à nossa Defesa Civil, incansável e eficiente e aos exércitos, tanto de Blumenau e região, como do Paraná que estão aqui prestando um socorro inestimável às vítimas desta catástrofe.

Enquanto termino de escrever este post, ouço mais um helicóptero passando, certamente, com mais desabrigados…

“Eu sou assim mesmo…”

Recebi por email, em inglês, um texto que fala sobre caráter. O autor é Michael Josephson, fundador de um Instituto nos EUA que se destina à educação e ao treinamento de caráter em jovens e adultos. O texto em questão, traduzido por mim, fala um pouco sobre aquela lorota que muitas pessoas utilizam como defesa para não ter que reconhecer seus próprios defeitos e para mudá-los: “Eu sou assim mesmo…

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Quando ouvimos isso, geralmente é alguém nos dizendo: “Sai do meu pé”, ou “Aceite-me como sou”. Freqüentemente é uma reação à crítica. Pode ser por causa de atrasos crônicos, negligências, promessas quebradas, agressão física ou verbal, ou infidelidade. Independente do que for, a pessoa nos pede para deixar pra lá.

No fim, isto é uma manobra para fazer com que abaixemos as nossas expectativas baseada na dúbia idéia de que determinados mau hábitos são uma parte intrínseca do caráter, e por isso, fora de nosso controle. Esperam que acreditemos que é idiota e fútil querer que uma pessoa mude.

Existem, é claro, muitas coisas que estão além do nosso controle: baixa estatura, ossos grandes, pouco cabelo. Felizmente, com o caráter é diferente. Ele está completamente sob nosso controle. O pobre e o rico, o lento e o esperto, o comum e o bonito; todos têm a mesma oportunidade de se tornar pessoas de caráter.

Claro, caráter pode ser influenciado pela hereditariedade e o ambiente, mas é determinado pela escolha. Nenhuma propensão, circunstância  ou experiência é tão poderosa que pudesse fixar para sempre o nosso caráter. Ele nunca está finalizado.  É constantemente modelado e esculpido pelas escolhas que fazemos para nutrir ou ignorar os nossos mais nobres instintos e a se render a ou superar os impulsos negativos e tentações corrompidas.

No que diz respeito ao que demandamos de nós mesmos ou dos outros, nunca devemos abaixar nossos padrões. O caráter é uma prática de escolha.  Fraquezas e hábitos ruins não são desculpas para não melhorar.

Caráter conta.

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