Semelhante atrai Semelhante

Um excelente texto de Osho, sobre amor e atração x solidão. Traduzido por mim.

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Semelhante atrai Semelhante

Somente uma pessoa amorosa – alguém que já esteja amando – pode encontrar o(a) companheiro(a) certo.

Esta é a minha observação: se você é infeliz, encontrará alguém que também é infeliz. Pessoas infelizes são atraídas por pessoas infelizes. E isso é bom, é natural. É bom que as pessoas infelizes não se atraiam por pessoas felizes; caso contrário iriam destruir sua felicidade. É perfeitamente certo.

Somente pessoas felizes se atraem por pessoas felizes.

O igual atrai o igual. Pessoas inteligentes são atraídas por pessoas inteligentes; pessoas estúpidas são atraídas por pessoas estúpidas.

Você conhece pessoas do mesmo plano. Então, a primeira coisa a lembrar é: um relacionamento está destinado a ser amargo quando nasce da infelicidade. Seja primeiro feliz, alegre, celebrante, e então você encontrará uma outra alma celebrante, e aí será um encontro de duas almas dançantes e uma grande dança nascerá dali.

Não peça por um relacionamento a partir da solidão, não. Dessa forma você estará se movendo na direção errada. Desse jeito o outro será utilizado como um meio e o outro utilizará você como um meio. E ninguém quer ser usado como um meio! Cada indivíduo é um fim em si mesmo. É imoral utilizar qualquer pessoa como um meio.

Primeiro aprenda a ser sozinho. A meditação é um meio de ficar sozinho.

Se você consegue ser feliz enquanto está sozinho, você aprendeu o segredo de ser feliz. Agora você pode ser feliz com alguém. Se você é feliz, então tem algo a compartilhar, a dar. E quando você dá, você ganha; e não o contrário. Então, nasce um desejo de amar alguém.

Ordinariamente, a necessidade é a de ser amado por alguém. É uma necessidade errada. É uma necessidade infantil; você não é maduro. É uma atitude de criança.

Uma criança nasce. É claro, a criança não pode amar a mãe; ela não sabe ainda o que é o amor e ela não sabe quem é a mãe e quem é o pai. Ela é totalmente impotente. O seu ser ainda precisa ser integrado. Ela não é um inteiro; não está junta ainda. Ela é somente uma possibilidade. A mãe precisa amar, o pai precisa amar, a família precisa regar a criança com amor. Dessa forma ela aprende uma coisa: todo mundo tem que amá-la. Ela nunca aprende que ela tem que amar. Então a criança irá crescer, e se ela permanecer presa a essa atitude de que todo mundo tem que amá-la, ela irá sofrer por toda a vida. O seu corpo terá crescido, mas a sua mente terá permanecido imatura.

Uma pessoa amadurecida é aquela que conhece a outra necessidade: a de que agora eu tenho que amar alguém.

A necessidade de ser amado é infantil, imatura. A necessidade de amar é madura.

E quando você está pronto para amar alguém, um belo relacionamento irá crescer daí, de outra maneira, não.

É possível que duas pessoas em um relacionamento sejam más uma com a outra?” Sim, isso é o que está acontecendo no mundo todo. Ser bom é muito difícil. Você não é bom nem consigo mesmo. Como você pode ser bom para outra pessoa?

Você sequer ama a si mesmo! Como poderá amar alguém? Ame a si mesmo, seja bom para consigo.

Os seus chamados santos religiosos têm ensinado que nunca se deve amar a si, nunca ser bom para si mesmo. Seja duro com você! Eles têm ensinado que você deve ser agradável com os outros e duro consigo. Isso é absurdo.

Eu ensino que a primeira e mais importante coisa a fazer é ser amoroso com você mesmo. Não seja duro; seja suave. Preocupe-se consigo. Aprenda a se perdoar – mais e mais e mais uma vez – sete vezes, setenta e sete vezes, setecentas e setenta e sete vezes. Aprenda como se perdoar. Não seja duro; não seja hostil em relação a si mesmo. E então você irá florescer.

Nesse florescimento você irá atrair uma outra flor. Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem flores. Então haverá um relacionamento em que há graça, há beleza, em que há uma benção. Se você conseguir encontrar um relacionamento assim, o seu relacionamento crescerá em uma prece; o seu amor se tornará um êxtase e pelo amor você saberá o que é o divino.

Quem é você?

Osho, falando sobre tudo o que acreditamos “ser”.

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QUEM É VOCÊ?

A mente é passado, é memória, todas as experiências acumuladas, num certo sentido. Tudo o que você já fez, tudo o que já pensou, tudo o que já desejou, tudo o que já sonhou – tudo, seu passado inteiro, sua memória – mente é memória. E, a menos que se livre da memória, você não conseguirá dominar a mente.

Como se livrar da memória? Ela está sempre ali, seguindo você. Na verdade, você é a memória, então como se livrar dela? Quem é você sem as suas lembranças? Quando eu pergunto “Quem é você?”, você me diz seu nome – isso é uma lembrança. Seus pais lhe deram um nome um tempo atrás. Eu pergunto “Quem é você?”  e você me fala de sua família, do seu pai, da sua mãe – isso é uma lembrança. Eu pergunto “Quem é você?” e você me conta o que estudou, seu nível de instrução, que fez mestrado em Artes ou que tem doutorado ou que é engenheiro ou arquiteto. Isso é uma lembrança.

Quando eu pergunto “Quem é você?”, se você de fato olhar para dentro, só terá uma resposta: “Não sei”. Tudo o que disser será apenas uma lembrança, não você de verdade. A única resposta verdadeira, autêntica, só pode ser “Não sei”, pois conhecer a si próprio é a última coisa que você faz. Eu posso dizer quem sou, mas não digo. Você não pode dizer quem é, mas se apressa em dar a resposta. Aqueles que sabem quem são guardam silêncio sobre isso. Pois, se toda a memória for descartada e toda a linguagem for descartada, então quem eu sou não pode ser dito. Eu posso olhar dentro de você, posso dar a você um gesto; posso ficar com você, com todo o meu ser – essa é a minha resposta.

Mas a resposta não pode ser expressa em palavras, pois tudo que é expresso em palavras faz parte da memória, da mente, não da consciência.

Como se livrar das lembranças? Observe-as, testemunhe-as. E lembre-se sempre: “Isso aconteceu comigo, mas isso não sou eu.” É claro que você nasceu numa determinada família, mas isso não é você; aconteceu com você, é um acontecimento externo a você. Alguém lhe deu um nome; você o tem usado, mas ele não é você. É claro que você tem uma forma, mas a forma não é você; ela é só a casa em que por acaso você está. A forma é só o corpo em que por acaso você está. E o corpo lhe foi dado por seus pais – é uma dádiva, mas não é você.

Observe e tenha discernimento. Isso é o que no Oriente chamam de vivek, discernimento - você usa o tempo todo a sua capacidade de discernir. Continue fazendo isso – chegará um momento em que você terá eliminado tudo o que não é você. De repente, nesse estado, você se olha pela primeira vez e encontra seu próprio ser. Continue jogando fora todas as identidades que não são você – a família, o corpo, a mente. Nesse vazio, quando tiver jogado fora tudo o que não for você, de repente seu ser vem à tona. Pela primeira vez você encontra si mesmo, e esse encontro passa a ser o domínio.

Livro: Consciência – A Chave para Viver em Equilíbrio – Osho.

O medo do compromisso

Um excelente texto de Osho, à respeito de tomada de decisões, maturidade e relacionamentos. Traduzido por mim.

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Somente através de decisões que você se torna mais e mais consciente, somente através de decisões você se torna mais e mais cristalizado, somente através de decisões você se torna perspicaz. Caso contrário se tornará estúpido.

As pessoas vão de um guru ao outro, de um mestre ao outro, de um templo a outro – não porque são grandes buscadores, mas porque são incapazes de decidir. Esta é a maneira deles de evitar o compromisso.

O mesmo acontece em outros relacionamentos humanos: um homem vai de uma mulher para outra, e continua trocando. As pessoas pensam que ele é um ótimo amante, mas ele está longe disso. Ele está evitando, ele está tentando evitar qualquer envolvimento profundo porque com o envolvimento profundo os problemas precisam ser encarados, e é preciso passar por muito sofrimento. Então a pessoa simplesmente prefere o seguro, faz com que essa seja uma área em que nunca irá muito profundamente com alguém. Se você se aprofunda demais pode não conseguir retornar tão facilmente. E se você for fundo com alguém, esse alguém também irá fundo com você, isso é sempre proporcional. Se eu for bem fundo em você a única maneira é permitir que você também se envolva com a mesma profundidade comigo. É um dar e receber, é um compartilhamento. Então um pode se envolver demais, e será difícil para escapar e o sofrimento pode ser grande.  Então as pessoas aprendem como se manter seguras: somente deixe a superfície ser encontrada – relacionamentos amorosos de “bater e correr”. Antes que seja pego, corra.

Isto é o que está acontecendo no mundo moderno. As pessoas se tornaram tão juvenis, tão infantis; estão perdendo toda a maturidade.

A maturidade vem somente quando você está preparado para encarar a dor do seu ser; a maturidade vem somente quando você está preparado para aceitar o desafio. E não existe um desafio maior do que o amor.

Viver feliz com outra pessoa é o maior desafio do mundo. É muito fácil viver serenamente sozinho, é muito difícil viver serenamente com outra pessoa, porque dois mundos se colidem, dois mundos se encontram… mundos totalmente diferentes. Como são atraídos um para o outro?  Porque são totalmente diferentes, praticamente opostos, pólos opostos.

É muito difícil ser sereno em um relacionamento, mas este é o desafio. Se você fugir disso, fugirá da maturidade. Se você entrar nisso com todo o sofrimento, e ainda assim continuar em frente, então aos poucos o sofrimento se torna uma bênção, a maldição se torna uma bênção.

Aos poucos, através do conflito, do atrito, surge a cristalização. Através da luta você se torna mais alerta, mais consciente.

O outro se torna um espelho para você.  Você consegue ver a sua feiúra no outro. O outro provoca o seu inconsciente, puxa-o para a superfície.

Você terá que conhecer todas as áreas escondidas do seu ser, e a melhor maneira é sendo espelhado, refletido, em um relacionamento.

Fácil, eu digo, porque não há outra maneira – porém isto é difícil. É difícil, árduo, porque você terá que mudar durante o processo.

Quando você vem a um Mestre um desafio ainda maior existe antes de você: você precisa decidir, e a decisão é pelo desconhecido, e a decisão precisa ser total e absoluta, irreversível. Não é uma brincadeira de criança; é um ponto sem retorno. Tanto conflito vem à tona. Mas não permaneça se modificando continuamente, porque esta é uma maneira de evitar a si mesmo. E você continuará fraco, continuará infantil. A maturidade não irá acontecer para você.

Somente o desconhecido deve ter interesse para você, porque isso é o que você ainda não viveu; você ainda não se movimentou neste território. Mova-se! Algo de novo pode acontecer ali.

Sempre decida pelo desconhecido, independente do risco, e você crescerá continuamente.

Mas permaneça decidindo pelo conhecido e você irá se mover num círculo com o seu passado, de novo e de novo. Você irá continuar a se repetir, você se tornará um disco arranhado.

E decida. O quão antes você o fizer, melhor. Adiamentos são simplesmente estúpidos. Amanhã você também terá que decidir, então porque não hoje? Você pensa que amanhã será mais sábio do que hoje? Você pensa que amanhã será mais vivído do que hoje? Você pensa que amanhã será mais jovem e com mais vigor do que hoje?

Amanhã você será mais velho, a sua coragem será menor; amanhã você será mais experiente, sua astúcia será maior; amanhã a morte estará mais perto; você começará a ficar mais hesitante e com medo. Nunca adie para o amanhã. E quem sabe? O amanhã pode vir ou não. Se você precisa decidir, tem que decidir neste exato instante.

O que você quer? – O ego e o Desejo

Osho:

Querido Osho,

O que eu quero?

“Krishna, ninguém sabe exatamente o que quer porque ninguém está consciente nem mesmo de quem é. A questão do querer é secundária, a questão básica é: quem é você? A partir disso, as coisas poderão ser resolvidas – quais são seus desejos, suas vontades, suas ambições.

Se você é um ego, então naturalmente você quer dinheiro, poder, prestígio, quer lutar com outras pessoas, você será competitivo – ambição significa competição. Você estará continuamente pisando na garganta dos outros e eles estarão continuamente pisando na sua. Então a vida se torna aquilo que Charles Darwin disse: a sobrevivência dos mais aptos. Na verdade o uso que ele faz da expressão “os mais aptos” não é correto. Na verdade, o que ele chama de mais apto, é o mais esperto, o mais animalesco, o mais inflexível, o mais estúpido, o mais feio. Charles Darwin não diria que Buddha é o mais apto, ou Jesus, ou Sócrates. Essas pessoas seriam mortas facilmente e aqueles que os tivessem matado iriam sobreviver. Jesus não conseguiria sobreviver. Certamente, de acordo com Darwin, Jesus não é a pessoa mais apta. Poncios Pilatos é muito mais apto, está mais no caminho certo. Sócrates não era o mais apto, mas as pessoas que o envenenaram, que o condenaram à morte, eram. O uso que ele faz da expressão ‘o mais apto’ é muito infeliz.

Se você está vivendo no ego, Krishna, então a sua vida será uma luta; ela será violenta e agressiva. Você criará miséria para os outros e para si mesmo, porque a vida de conflito não consegue ser nada além disso. Assim, tudo depende de você, de quem você é. Se você está no ego, ainda pensando em si em termos de ego, então você terá uma certa qualidade fétida. Mas, se você chegou a compreender que você não é o ego, então a sua vida terá uma fragrância. Se você não conhece a si mesmo, você está vivendo na inconsciência, e uma vida de inconsciência só pode ser uma vida de equívocos. Você pode ouvir Buda, você pode me ouvir, você pode ouvir Jesus, mas você interpretará de acordo com a sua própria inconsciência – você interpretará mal.

O cristianismo é a má interpretação de Jesus, assim como o budismo é a má interpretação de Buda, assim como o jainismo é a má interpretação de Mahavira. Todas essas religiões são interpretações errôneas, distorções, porque as pessoas que seguem Buda, Mahavira, Krishna, são pessoas comuns sem consciência. O que elas fazem é preservar os escritos e matar o espírito.

Um filósofo estava caminhando ao redor de um parque e notou um homem sentado em posição de lótus, com os olhos abertos olhando para o chão. O filósofo viu que o homem estava totalmente absorvido em seu olhar fixo ao chão. Depois de observá-lo por um longo tempo, o filósofo não mais resistiu e foi até o estranho camarada perguntando, ‘O que você está procurando? O que está fazendo?’

O homem respondeu sem deslocar o seu olhar fixo, ‘Eu estou seguindo a tradição Zen de sentar silenciosamente, nada fazer e então a primavera vem e a grama cresce por si mesma. Eu estou observando a grama crescer, mas ela ainda não cresceu coisa alguma.’

Não é preciso observar a grama crescer – mas isso é o que sempre acontece. Jesus diz uma coisa e as pessoas escutam, mas elas escutam apenas as palavras e dão àquelas palavras os seus significados.
Uma mãe levou seu filhinho ao psiquiatra e por mais de três horas ela lhe contou toda a história de seu filho. O psiquiatra estava ficando cansado, cheio, mas a mulher estava tão absorvida na sua fala que nem mesmo lhe deu oportunidade de impedi-la. Uma frase seguia a outra sem qualquer intervalo.

Finalmente o psiquiatra teve que dizer,’Por favor, pare agora! Deixe-me perguntar algo ao seu filho!’
E ele perguntou ao filho, ‘Sua mãe está reclamando que você não ouve o que ela lhe diz. Você tem alguma dificuldade de audição?’

O filho disse, ‘Não. Eu não tenho dificuldade de audição – os meus ouvidos estão perfeitamente bem – mas no que se refere a escutar, você pode julgar por si mesmo. Você consegue escutar a minha mãe? Ouvir eu posso: eu tenho que ouvir. Eu estava observando-o – você estava incomodado. Não há como não ouvir, mas escutar – pelo menos eu sou livre para escutar ou não. Se eu escuto ou não, é uma questão minha. Se ela grita comigo, ouvir é natural, mas escutar é uma questão totalmente diferente.’

Você ouviu, mas você não escutou, e todo tipo de distorção se juntou ao redor. As pessoas seguem repetindo aquelas palavras sem qualquer idéia do que elas estão repetindo.

Você me pergunta, Krishna, ‘O que eu quero?’ Eu é que devo lhe perguntar, ao invés de você me perguntar, porque depende de onde você está. Se você estiver identificado com o corpo, então o seu querer será diferente; então comida e sexo serão suas únicas vontades, seus únicos desejos. Esses são dois desejos animais, os mais baixos. Eu não os estou condenando ao chamá-los de mais baixos, eu não os estou avaliando. Lembre-se, eu estou apenas afirmando um fato: o mais baixo degrau da escada. Mas se você estiver identificado com a mente, os seus desejos serão diferentes: música, dança, poesia, e depois existem mil coisas.

O corpo é muito limitado; ele tem uma polaridade simples: comida e sexo. Ele se move como um pêndulo entre esses dois, comida e sexo, nada mais existe para ele. Mas se você está identificado com a mente, então ela tem muitas dimensões. Você pode estar interessado em filosofia, em ciência, em religião – você pode estar interessado em muitas coisas que consegue imaginar.

Se você estiver identificado com o coração, então os seus desejos serão de uma natureza ainda mais elevada, mais do que a mente. Você se tornará mais estético, mais sensitivo, mais alerta, mais amoroso.

A mente é agressiva, o coração é receptivo.
A mente é masculina, o coração é feminino.
A mente é lógica, o coração é amor.

Assim, depende de onde você está ligado: no corpo, na mente ou no coração. Esses são os três mais importantes locais nos quais a pessoa pode funcionar. Mas também existe um quarto local em você; no oriente ele é chamado de turya. Turya simplesmente significa o quarto, o transcendental. Se você está consciente de sua transcendentalidade, então todos os desejos desaparecem. Então a pessoa apenas é, sem qualquer desejo, sem nada para ser pedido, para ser atendido. Não existe futuro ou passado. Então a pessoa vive neste momento completamente satisfeita, realizada. No quarto, o seu lótus de mil-pétalas desabrocha; você se torna divino.

Você está perguntando, Krishna, ‘O que eu quero?’ Isso simplesmente mostra que você nem mesmo sabe onde está, onde você está ligado. Você terá que investigar dentro de si mesmo – e isso não é muito difícil. Se é comida e sexo que toma a maior parte de você, então eli é onde você está identificado; se é algo que diz respeito ao pensar, então é a mente; se diz respeito a sentimentos, então é o coração. E, naturalmente, Krishna, não pode ser o quarto; senão a pergunta nunca teria surgido.

Assim, ao invés de responder a você, eu gostaria de lhe perguntar onde você está. Investigue.

Eu devo lhe perguntar, ‘Onde você está? Qual o tipo de identificação? Onde você está ligado?’ Somente então as coisas podem ficar claras – e isso não é difícil. Mas acontece muitas vezes das pessoas formularem belas perguntas, particularmente os indianos, Krishna. Elas podem estar ligadas ao centro sexual delas, mas elas perguntam a respeito do samadhi. Elas perguntam, ‘O que é nirvikalpa samadhi, onde todos os pensamentos desaparecem, aquela consciência sem pensamentos? O que é isso? O que é nirbeef samadhi, o sem semente, onde mesmo as sementes para qualquer futuro estão completamente queimadas? Qual é o estado supremo onde não se necessita de retorno à terra, ao útero, as vida novamente?’ Essas são apenas perguntas tolas que eles estão formulando; eles não estão formulando as perguntas deles. Eles não estão preocupados com a verdadeira situação deles. Eles estão formulando belas perguntas, metafísicas, esotéricas, para mostrar que eles são seres da mais alta qualidade, que eles são eruditos, que eles conhecem as escrituras, que eles são buscadores, que eles não são pessoas comuns, eles são extraordinários, religiosos. Isto está conduzindo os indianos a uma bagunça cada vez maior.

É sempre bom perguntar algo que seja relevante para você ao invés de perguntar algo que não lhe diz respeito.As pessoas me perguntam se Deus existe ou não, e elas nem mesmo sabem se elas existem ou não.

Krishna, é sempre bom formular perguntas sobre questões que existem de fato, porque elas podem ser de alguma ajuda para você. Se você estiver sofrendo de um resfriado comum e for ao médico perguntando sobre câncer… pois como um homem como você pode sofrer de uma coisa usual como um resfriado comum…? Todas as pessoas ordinárias sofrem de resfriado comum, por isso que ele é chamado de resfriado comum. Mas você é uma pessoa fora do comum – você não é nenhum Tom, Harry ou Dick. Você é tão especial que você tem que sofrer de alguma coisa muito especial; assim você pergunta sobre o câncer. E se o médico ajudá-lo a curar o câncer, você vai ter mais problemas – aquele tratamento não vai ser adequado para você de maneira alguma. Ele vai criar mais complicações em você porque aqueles remédios podem matá-lo, pois nada existe para a ação deles; não existe câncer em você e eles não podem ser úteis para um resfriado comum.

Na verdade, para um resfriado comum, não existe medicação. Se você tomar remédio, o resfriado comum desaparece em sete dias; se você não tomar remédio, ele desaparece em uma semana! Na verdade, ele é tão comum que a ciência médica não se preocupa com ele. Quem vai cuidar de uma coisa tão pequena? As pessoas se preocupam com a ida à lua. Quem se preocupa com pequenas questões como um resfriado comum, ou o vazamento de uma caneta-tinteiro? As canetas-tinteiro ainda vazam! As pessoas já chegaram à lua, mas ainda não foram capazes de fazer uma caneta-tinteiro com cem por cento de garantia de que não vai vazar.

Simplesmente olhe para dentro de si mesmo, Krishna. Onde exatamente está o seu problema?
Um general visitando um hospital de campanha perguntou a um dos soldados carregados na maca, ‘O que está errado com você?’
‘Senhor,’ respondeu o soldado, ‘Eu tive furúnculos.’
‘Qual tratamento você teve?’
‘Eles me esfregaram com tintura de iodo, senhor.’
‘E isso ajudou?’ perguntou o general.
“Sim, senhor!’ respondeu o soldado.
Em seguida, o general dirigiu-se ao soldado da outra cama e descobriu que o sujeito tem hemorróidas. Ele também foi esfregado com tintura de iodo; isso ajudou e ele não teve outras demandas. O general perguntou então ao terceiro soldado, ‘O que está errado com você?’
‘Senhor, eu tive as amigdalas inchadas. Esfregaram-me tintura de iodo e, sim, isso ajudou.’
‘Algo mais você gostaria?’ perguntou o preocupado general.
‘Sim, senhor!’ respondeu o soldado. ‘Eu gostaria de ter sido o primeiro a ser esfregado com a tintura.’

Primeiro você tem que ver a sua situação, onde você está; somente então você poderá dizer o que você quer. Se você estiver sendo esfregado com tintura de iodo depois daqueles dois camaradas – um que tinha furúnculos e o outro que tinha hemorróidas – e você está sofrendo apenas com amigdalas inchadas, então o problema está claro!

Investigue, olhe para o lugar exato onde você está. No que me diz respeito, todo desejo é completo desperdício, todo querer é errado. Mas se você está identificado com o corpo, eu não posso dizer isso para você, porque isso estará muito longe do seu alcance. Se você está identificado com o corpo, eu lhe direi, mude um pouco para desejos mais elevados, os desejos da mente, e depois um pouco mais alto, para os desejos do coração, e depois finalmente ao estado sem desejos.

Desejo algum jamais será satisfeito. Esta é a diferença entre a abordagem científica e a abordagem religiosa. A ciência tenta satisfazer os seus desejos e, naturalmente, a ciência tem sido bem sucedida ao fazer muitas coisas, mas o homem permanece na mesma miséria. A religião tenta acordá-lo para a grande compreensão para que você possa ver que todos os desejos  intrinsecamente não conseguem ser satisfeitos.

É preciso ir além de todos os desejos e somente assim haverá contentamento. Contentamento não é o fim de um desejo, contentamento não é a satisfação do desejo; porque o desejo não pode ser satisfeito. Com o tempo, quando você chegar à satisfação do seu desejo, irá descobrir que mil e um outros desejos surgiram. Cada desejo se ramifica em muitos desejos novos. E isso acontecerá repetidas vezes e toda a sua vida será desperdiçada.

Aqueles que sabem, aqueles que vêem – os budas, os despertos – todos concordam em um ponto. Isso não é uma coisa filosófica, é factual, o fato do mundo mais interior: o contentamento acontece quando todos os desejos tiverem sido abandonados. É com a ausência de desejos que o contentamento surge dentro de você. – na ausência. Na verdade, a própria falta de desejos é contentamento, é preenchimento, é gozo, é florescimento.

Krishna, mova-se dos desejos mais baixos para os desejos mais elevados, dos desejos brutos para os desejos mais sutis, e depois para o mais sutil, porque é fácil o pulo do mais sutil para o não-desejo, para o estado sem desejo. O estado sem desejo é nirvana.

Nirvana tem dois significados. É uma das mais belas palavras; idioma algum pode orgulhar-se dessa palavra. Ela tem dois significados, mas esses dois significados são como dois lados de uma mesma moeda. Um significado é a cessação do ego e o outro significado é a cessação de todos os desejos. Isso acontece simultaneamente. O ego e os desejos estão intrinsecamente juntos, eles estão inseparavelmente juntos. No momento em que o ego morre, os desejos desaparecem, ou vice-versa: no momento em que os desejos são transcendidos, o ego é transcendido. E ser sem desejos, ser sem ego, é conhecer a felicidade suprema, é conhecer o êxtase eterno.

Krishna, sannyas é isso: a busca pelo êxtase eterno, a qual começa mas nunca termina.

Liberdade É Responsabilidade

Quanto mais responsável você é, mais livre também é. Se você pensa que liberdade é não ter responsabilidades, o que você está realmente pensando é em “libertinagem”. O único caminho para se tornar livre é pelo comprometimento consigo mesmo. E esse comprometimento só é possível em pessoas que se responsabilizam pelos seus atos. E é sobre esse assunto, o texto abaixo, de Osho, traduzido por mim. É o meu preferido…

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“Esta é uma das questões perenes da humanidade: a questão da liberdade e da responsabilidade. Se você é livre, você a interpreta como se agora não houvesse responsabilidade.

Há somente cem anos atrás Friedrich Nietzsche declarou: “Deus está morto, e o homem está livre. E na próxima sentença ele escreveu, “Agora você pode fazer o que quiser. Não há mais responsabilidade.”

Nesse ponto ele estava absolutamente enganado, quando não há nenhum Deus, há uma tremenda responsabilidade sobre nossos ombros. Se existe um Deus, ele pode compartilhar sua responsabilidade. Você pode jogar sua responsabilidade Nele: você pode dizer, “Foi você quem criou o mundo; foi você quem me criou deste jeito; é você quem é, finalmente, responsável, não eu. Como eu posso, enfim, ser o responsável? Eu sou apenas uma criatura, e você é o criador. Por que você colocou sementes de corrupção em mim e sementes do pecado desde o começo? Você é responsável. Eu sou livre.”

Na verdade, se não há nenhum Deus, o homem é absolutamente responsável por seus atos, porque não há nenhuma outra maneira de jogar a responsabilidade em qualquer outra pessoa. Quando eu digo para você que você é livre, eu quero dizer que você é responsável. Você não pode jogar a responsabilidade em mais ninguém, você está sozinho. E tudo o que você fizer, é você que está fazendo. Você não poderá dizer que alguém o forçou a fazer algo – porque você é livre; ninguém pode forçá-lo a nada. Porque você é livre, é sua a decisão de fazer alguma coisa ou não fazer nada.

Com a liberdade vem a responsabilidade. Liberdade é responsabilidade. Mas a mente é muito esperta, a mente interpreta isso do seu jeito: ela sempre dá ouvidos somente ao que quer ouvir. Ela vai interpretando as coisas à sua maneira. A mente nunca tenta entender o que é realmente a verdade. Ela já tomou a sua decisão.

Ouvi dizer….

“Eu sou um homem respeitável, doutor, mas ultimamente a minha vida tem se tornado intolerável por causa dos meu sentimentos de culpa e auto-recriminação.” O paciente engasgou antes de continuar. “Você vê, recentemente eu tenho sido vítima de uma vontade incontrolável de beliscar e acariciar meninas às escondidas.”

“Meu caro,” reprovou compreensivo o psiquiatra, “nós realmente devemos ajudá-lo a se livrar desse impulso impróprio. Eu consigo imaginar quão penoso…”

O paciente interrompeu em aflição, “Não é tanto do impulso que eu quero que o senhor me livre, doutor, é da culpa.”

As pessoas continuam falando sobre liberdade, mas não é liberdade o que elas querem exatamente, elas querem irresponsabilidade. Elas pedem por liberdade, mas no fundo, inconscientemente, elas pedem por irresponsabilidade, abuso de liberdade. Liberdade é maturidade; licenciosidade (abuso da liberdade) é muito imaturo. A liberdade só é possível quando você está tão integrado que você pode ter a responsabilidade de ser livre. O mundo não é livre porque as pessoas não estão amadurecidas.

Revolucionários têm feito muitas coisas ao longo dos séculos, mas tudo falha. Utópicos têm continuadamente pensado em como libertar o homem, mas ninguém se importa – porque o homem não pode ser livre a menos que ele seja integrado.

Somente um Buddha pode ser livre, um Mahavira pode ser livre, um Cristo, um Maomé pode ser livre, um Zarathustra pode ser livre, pois liberdade significa que o homem agora está consciente. Se você não está consciente então o Estado é necessário, o governo é necessário, a polícia é necessária, o tribunal é necessário. Então a liberdade tem que ser cortada de tudo. Então a liberdade existe somente como um nome; de fato ela não existe. Como pode a liberdade existir quando os governos existem? – Isto é impossível.

Mas o que fazer? Se os governos desaparecerem, somente haverá anarquia. A liberdade não virá com o desaparecimento dos governos, haverá somente anarquia. Será um Estado pior do que é agora. Seria a mais pura loucura. A polícia é necessária porque você não está alerta. Caso contrário, qual é o objetivo de se ter um policial parado num cruzamento? Se as pessoas fossem alertas, o policial poderia ser removido; teria que ser removido, pois seria desnecessário. Mas as pessoas não são conscientes.

Portanto quando eu digo ‘liberdade’, eu quero dizer responsável. Quanto mais responsável você se tornar, mais livre você será; ou, quanto mais livre você é, mais responsabilidade você terá. Então você terá que estar muito alerta quanto ao você faz, ao que você está dizendo. Até mesmo sobre os seus menores gestos inconscientes você terá que estar muito alerta – pois não há ninguém mais no seu controle, é só você. Quando eu digo para você que você é livre, eu quero dizer que você é um Deus. E isto não é licenciosidade, é tremenda disciplina.”

Criando a própria Vida

Há um ditado (koan) Zen-Budista que diz: “A própria mente desencaminha a mente. Acautele-se contra a mente”. Pensando nisso, encontrei este pequeno texto de Osho, falando exatamente do poder criativo da mente. Nós criamos a nossa própria realidade. Somos o que pensamos. A nossa vida é produto de nossos pensamentos e emoções. Por isso, se você acha que a sua vida não é o que você gostaria, comece a cuidar um pouco melhor de suas crenças e certezas. Reveja seus conceitos. E vamos a Osho:

“Criamos continuamente possibilidades em torno de nós, mas nos surpreendemos quando elas acontecem. Vigie bem suas idéias e observe como elas criam sua vida. Alguém pensa que é um fracasso, que não vai fazer nada na vida. Realmente, essa pessoa não irá fazer nada porque sua idéia está criando a sua realidade. Quanto mais ela achar que não está conseguindo nada, quanto mais essa idéia for reforçada pelo feedback, mais ela achará que está se tornando um fracasso. Cria-se um círculo vicioso.

Quem pensa que vai ter sucesso, é bem-sucedido; quem pensa em ficar rico, enriquece; quem pensa que não vai enriquecer, permanece pobre. Experimente e você ficará admirado; algumas vezes, nem vai acreditar.

Se um homem pensa que jamais encontrará um amigo, ele não encontrará. Ergueu em torno de si a Muralha da China; não está disponível. Ele precisa provar que sua idéia está certa, lembre-se. mesmo que alguém se aproxime com grande cordialidade, será rejeitado. Ele precisa provar sua idéia; está muito comprometido com ela. Não irá se desviar dessa idéia, porque ela é uma parte importante de seu ego. Ele precisa provar ao mundo que tinha razão, que ninguém pode ser seu amigo, que todos são inimigos. E pouco a pouco todos se tornarão seus inimigos.

Observe a sua mente. Você está constantemente criando sua vida, está constantemente fabricando sua vida.”

A sua felicidade incomoda todo mundo…

Recebi este texto de Osho (um cara que não era santo, não era messias, não era profeta, não era avatar, apenas um homem muito sábio e esclarecido) sobre o tema da Felicidade x Infelicidade. É um “problema” que ultimamente tem sido muito presente na minha vida, e acredito que mais gente por aí irá se identificar…

A Recompensa em Infelicidade

A miséria tem muitas coisas para lhe dar que a felicidade não pode dar. De fato, a felicidade tira muitas coisas de você. A felicidade tira tudo aquilo que você sempre teve, tudo aquilo que você sempre foi, a felicidade lhe destrói.

A miséria nutre seu ego e a felicidade é basicamente um estado sem ego. Este é o problema, o ponto crucial do problema. Eis porque as pessoas acham muito difícil serem felizes.

Eis porque milhões de pessoas no mundo tem que viver na miséria… decidiram viver na miséria. Ela lhes dá um ego muito muito cristalizado. Sendo miserável, você é Feliz, mas você não é. Na miséria, a cristalização; na felicidade você fica dissolvido.

Se isso for entendido, então as coisas ficam muito claras. A miséria lhe torna especial. Felicidade é um fenômeno universal, não há nada especial sobre ela. As árvores são felizes e os animais são felizes e os pássaros são felizes. Toda existência é feliz, exceto o homem. Sendo miserável, o homem se torna muito especial, extraordinário.

A miséria torna você capaz de atrair a atenção das pessoas. Quando você é miserável você é assistido, simpatizado, amado. Todo mundo começa a cuidar de você. Quem vai querer magoar uma pessoa miserável? Quem tem ciúmes de uma pessoa miserável? Quem vai querer ser contra uma pessoa miserável? Isso poderia ser muito maldoso.

A pessoa miserável é cuidada, amada, assistida. Há um grande investimento na miséria. Se a esposa não for miserável o marido simplesmente tende a esquecê-la. Se ela for miserável o marido não pode se permitir a negligenciá-la. Se o marido for miserável toda a família, a esposa, as crianças, estão ao seu redor, preocupados com ele; isso dá grande conforto. A pessoa sente que ela não está só, a pessoa tem uma família, amigos.

Quando você está doente, depressivo, na miséria, os amigos vêm visitá-lo, vêm confortá-lo, vêm consolá-lo. Quando você está feliz, os mesmos amigos ficam com ciúmes de você. Quando você está realmente feliz, você vai ver que o mundo todo se voltou contra você.

Ninguém gosta de uma pessoa feliz, porque a pessoa feliz fere os egos dos outros.

Os outros começam a sentir, “Então você ficou feliz e nós ainda estamos rastejando na escuridão, na miséria e no inferno. Como você ousa ser feliz quando estamos todos em tal miséria!”

É claro que o mundo consiste de pessoas miseráveis e ninguém é bastante corajoso para ir contra o mundo inteiro; é muito perigoso, arriscado demais. É melhor se apegar à miséria, isso mantém você como parte da multidão. Feliz, você é um indivíduo; miserável, você é parte da multidão – Hindu, Maometano, Cristão, Indiano, Árabe, Japonês.

Feliz? Você sabe o que a felicidade é? Ela é Hindu, Cristã, Maometana?

A felicidade é simplesmente felicidade. A pessoa é transportada para um outro mundo. A pessoa não faz mais parte do mundo que a mente humana criou, a pessoa não é mais parte do passado, da feia história. A pessoa não é mais absolutamente parte do tempo. Quando você está realmente feliz, alegre, o tempo desaparece, o espaço desaparece.

Albert Einstein disse que no passado os cientistas costumavam pensar que haviam duas realidades – tempo e espaço. Mas ele disse que essas duas realidades não são duas – elas são duas faces de uma única realidade. Dessa forma ele cunhou a palavra espaçotempo, uma única palavra. O tempo não é nada mais senão a quarta dimensão do espaço.

Einstein não era um místico, senão ele poderia ter introduzido a terceira realidade também – o transcendental, nem espaço nem tempo. Isso também está lá, eu o chamo de testemunha. E uma vez que esses três estão lá, você tem toda a trindade. Você tem todo o conceito do trimúrti, as três faces do divino. Assim você tem todas as quatro dimensões. A realidade é quadrimensional: três dimensões de espaço e a quarta dimensão do tempo.

Mas há algo mais, que não pode ser chamado de quinta dimensão, porque não é a quinta realidade, é o todo, o transcendental.

Quando você está feliz você começa a se mover para o transcendental.

Isso não é social, isto não é tradicional, não tem nada a ver com a mente humana, de forma alguma.

Osho, Extraído de: The Book of Wisdom