Apresse-se lentamente…

A respeito do céu que está sempre ali, apesar da nossa constante e insistente identificação com as nuvens…

um trecho selecionado por mim, de uma fala de Osho:

“E é com você: se você quer permanecer vivendo com os problemas, nunca preste atenção ao ser interior; se você quer permanecer sempre em angústia, então, permaneça na periferia, não olhe para dentro. Mas se você quer repouso, uma eternidade pacífica, a verdade, as portas do céu abertas para você, então, olhe para dentro. É difícil – é difícil, porque é muito sutil. Onde o visível e o invisível se encontram, onde a matéria e o espírito se encontram, é muito sutil. Você pode ver a matéria, você não pode ver o espírito, ele não pode ser visto. Você pode ver onde o visível termina, você não pode ver o invisível, ele não pode ser visto.

Então, o que é para ser feito? Permaneça na fronteira do visível, e não olhe para o visível, olhe na direção oposta. Gradualmente, o invisível pode ser sentido. É uma sensação, não é um entendimento: você não pode vê-lo, você pode somente senti-lo. É como uma brisa: ela vem, você a sente, mas você não pode vê-la. É como o céu: existe, mas você não pode dizer onde, você não pode localizá-lo, você não pode tocá-lo. Ele está sempre presente, você está nele, mas você não pode tocá-lo.

Permaneça na fronteira do visível, olhando na direção oposta. Isso é tudo o que é meditação. Sempre que você puder encontrar um momento de calma, feche seus olhos, deixe para trás o corpo, os assuntos do corpo e do mundo da morte – o mercado, o escritório, a esposa, os filhos. Largue tudo isso. Da primeira vez, você não sentirá nada dentro.

Hume disse: ‘Muitas pessoas falaram sobre ir para dentro e olhar lá. Sempre que olhei, não vi nada – só pensamentos, desejos, sonhos flutuando daqui para ali, um caos’. Você também sentirá o mesmo. E se você concluir que não vale a pena entrar uma outra e mais outra vez para ver esse caos, então, você perderá.

No começo, você verá só isso, porque seus olhos só podem ver isso – eles precisam ser sintonizados. Permaneça ali, olhando para os sonhos flutuantes. Eles flutuam como nuvens no céu, mas entre duas nuvens, às vezes, você verá o azul: entre dois sonhos, dois pensamentos, às vezes, haverá um vislumbre do céu por trás. Simplesmente não tenha pressa. Eis por que dizem que se você tem pressa você perderá.

(…)

Apresse-se lentamente…

Osho: Deus não existe, mas encontrei algo muito mais significativo

“O Caminho que pode ser verbalizado não é o Caminho eterno.

O nome que pode ser falado não é o nome eterno.

O indizível é a origem do Céu e da Terra.

O nomeado não é senão a mãe de dez mil coisas.

Em verdade, somente aquele que livra-se para sempre do desejo pode ver as Essências Secretas;

Aquele que nunca livrou-se do desejo somente pode ver as Consequências.

Essas duas coisas provêm da mesma fonte; todavia são diferentes na forma.

Essa fonte só pode ser chamada de Mistério.

A porta entreaberta de onde emergem todas as essências secretas.”

(Lao Tsé, Tao Te Ching – 600 a.C)

“Ora, a eternidade está além de todas as categorias de pensamento. Este é um ponto fundamental em todas as grandes religiões do Oriente. Nosso desejo é pensar a respeito de Deus. Deus é um pensamento. Deus é um nome. Deus é uma ideia. Mas sua referência é a algo que transcende a todo pensamento. O supremo mistério do ser está além de todas as categorias de pensamento.”

(Joseph Campbell – 1986)

“A vida espiritual é o buquê, o perfume, o florescimento e a plenitude da vida humana, e não uma virtude sobrenatural imposta a ela. Desse modo, os impulsos da natureza é que dão autenticidade à vida, não as regras de uma autoridade sobrenatural.

(Joseph Campbell – 1986)

Nas tradições religiosas, a metáfora remete a algo transcendente, que não é literalmente coisa alguma. Aceitar a metáfora como auto-referente equivale a ir ao restaurante, pedir o cardápio e, deparando ali com a palavra “bife”, começar a comer o cardápio.

(Joseph Campbell – 1986)

“Os etíopes dizem que seus deuses têm nariz chato e são negros, enquanto os trácios dizem que os seus deuses têm olhos azuis e cabelo ruivo. Ora, se os bois, os cavalos ou os leões tivessem mãos e pudessem desenhar, e pudessem esculpir como homens, então os cavalos desenhariam seus deuses como cavalos, e os bois como bois, e cada um moldaria corpos de deuses à semelhança, cada gênero, do seu próprio.”

(Xenófanes – séc. VI a. C)

“Quando digo que não existe Deus, estou negando uma personalidade a Deus. Estou dizendo que Deus não existe, mas existe uma tremenda religiosidade. É uma energia impessoal, pura energia. Atribuir-lhe qualquer forma é ofensivo. Você está impondo a sua própria forma a ela.”

(Osho)

A mera ideia de Deus deve-se ao fato de que nossas mentes não podem compreender a eternidade. Uma vez que você se eleva acima de sua mente limitada em direção a um estado de não-mente ilimitado, você poderá conceber tudo o que antes era inconcebível. Nenhum Deus é necessário.”

(Osho)

O vídeo de Osho que trago hoje basicamente se resume a uma afirmaçã0 já conhecida dos leitores do Inconsciente: a verdade é uma experiência, não uma crença. E seguindo a “polêmica” de outro vídeo dele já publicado aqui no blog: “Deus não é uma solução, mas um problema!”, novamente temos Osho comentando o teísmo x o ateísmo.

Deus é uma palavra muito complicada. Por mais que se queira reescrever, reinterpretar ou praticamente reinveintar um “conceito” para “Deus”, a associação da palavra com algo “pessoal”, “personificado”, antropomórfico ou com qualidades que tradicionalmente (entenda isso como sem relação alguma com a experiência direta = religião) gostamos de atribuir (coisas como “Deus é amor”, “Deus é Pai”, “Deus é sábio”, “Deus é perfeito” etc.) continuam prevalecendo no ideal da maioria das pessoas. O indivíduo que se diz religioso tem “Deus” como uma convicção, uma crença estabelecida, uma “verdade” intelectual que está mais relacionada com aquilo que ele escolhe ver (os filtros que ele usa para entender a “realidade”), com as ideias com as quais foi condicionado na infância, do que com algo que ele genuinamente experimentou. Dentro do modo de pensar da maioria, quando algo legal acontece com esse indivíduo, é Deus agindo. Quando é algo trágico, aí… bem, é qualquer outra coisa agindo… talvez seja melhor mudar de assunto… Mas são nesses momentos que percebemos a fragilidade de uma crença que se baseia unicamente em projeção: “Deus é aquilo que eu acredito que seja”. Ou pior: que me disseram que é… Convenhamos, isso abre margem pra qualquer coisa, seja “boa” ou “ruim”, dependendo de “gosto do freguês”…

Há um tempo atrás saiu um estudo realizado nos EUA com pessoas religiosas, incluindo membros do clero. De acordo com o estudo, a maioria das pessoas que se consideram religiosas (não lembro exatamente do percentual encontrado, mas era algo em torno dos 70 – 80%) nunca tinha tido nenhuma experiência direta de divindade. E é interessante observar que dentro do seleto grupo de pessoas que afirmam ter tido tal experiência mística, a noção que essas pessoas têm de “Deus” é completamente diferente da que estamos acostumados a ouvir por aí, ou da que a esmagadora maioria de nós fomos educados…

O que mais gosto nessa série de palestras de Osho – sendo o trecho do vídeo apenas uma pequena parte da fala dele sobre o tema – é a ênfase que ele dá ao fato de que a ideia comum de “Deus” se refere a algo estático, absoluto, perfeito,  portanto morto.  Ah, sem falar que normalmente  é algo “externo” a nós… Mas a existência não é morta, não é estática, não é perfeita (pois está em contínua evolução – perfeito é algo que já chegou no ponto máximo)… e muito menos está além de nós. Apesar de Osho não ser teísta, igualmente também não pode ser considerado ateísta, já que para ele não se resume tudo à matéria. E, não esqueçamos, teísmo e ateísmo são apenas as faces opostas da mesma moeda.

A existência é inteligente, não-criada, eterna. Não há a necessidade de um “Deus”, na concepção comum da palavra. Na verdade, sequer dá para colocar “Deus” e “existência” como sinônimos, porque por mais que se explique, a ideia original de Deus, a mais popular (a do “fantasmão que é amor” – e nem vou entrar no mérito da ideia popular a respeito do “amor”), continua latente na mente das pessoas. Com “existência” não há esse problema. Existência nos remete a algo vivo, em evolução, inteligente, algo que nos une a todos… a tudo… Ah, mas palavras são sempre limitações…

Gosto especialmente da metáfora: você é uma gota de Consciência num oceano de Consciência. Nada mais é preciso ser dito ou explicado. Tat tvan asi.

Então… vamos a Osho! (A tradução não é minha, mas tenho a permissão do tradutor, que prefere não ser identificado)

(uma observação quanto ao vídeo: para assistí-lo, é preciso clicar no play duas vezes. Na primeira, enquanto o botão está vermelho, e esperar que fique verde, quando se clica mais uma vez. O Megavideo está meio instável desde ontem – 18/03 -, portanto o vídeo pode não abrir em determinados momentos ou mostrar que “ainda está sendo convertido”. Se o problema persistir, por favor me avisem!)

“E quando eu digo que Deus está morto, tudo o que resta para você é sua própria consciência. E sua consciência é parte de uma consciência oceânica que o cerca. Uma vez consciente de seu interior, verá que, por toda a parte, aquela mesma consciência está pulsando, dançando. Nas árvores, nos rios, nas montanhas, nos oceanos, nos olhos das pessoas, em seus corações, é a mesma canção, a mesma dança – e você participa dela. Sua participação é boa. Sua não participação é má.”

(Osho)

Osho: Eu sou uma ameaça, certamente…

“Eu sou uma ameaça, certamente. Mas se as pessoas entenderem o que eu estou dizendo, elas irão se alegrar, não há ameaça. De fato, eu quero fazer delas pessoas contemporâneas. Elas não são. Algumas estão dependuradas dois mil anos atrás, com Jesus Cristo. Outros estão dependurados até mais tempo atrás, com Moisés ou Buda. Essas pessoas certamente me sentirão como uma ameaça porque eu pertenço ao presente.”

(Osho)

“Os mestres são misteriosos. Você não pode julgá-los;  você  não pode ter certeza do que eles estão fazendo a  menos que a coisa   toda aconteça.  Então, somente  retrospectivamente você será capaz de saber o que  eles estavam fazendo.  Agora é impossível. No  meio do caminho você não pode  julgar o que está acontecendo, o que está sendo  feito.”

(Osho)


Eu sei que você acredita que entende o que acha que eu disse, mas eu não estou certo de que você compreende que o que você ouviu não é o que eu quis dizer.

(Robert McCloskey)

Osho é o homem mais perigoso desde Jesus Cristo …”

(Tom Robbins – escritor norte-americano)

Osho usava Rolex, tinha uma “coleção” de carros (Rolls Royces – todos presenteados a ele), dizia que Madre Teresa de Calcutá não era uma verdadeira religiosa muito menos santa – ela apenas servia ao status quo (concordo plenamente com ele) -, contava piada, se dizia “o guru dos ricos”, falava de “amor livre” (que nada tem a ver com apologia a libertinagem ou a promiscuidade) e pedia que ninguém o idolatrasse como um “mestre” ou um “guru” (no sentido religioso e/ou idólatra das palavras).

Quem acompanha o Inconsciente Coletivo já deve ter percebido que eu não tenho por hábito usar as fotos mais “comportadas” ou previsíveis de Osho. E isso certamente não é por acaso… Dois motivos: primeiro, a atenção deve se focar no que é dito, não naquele que está dizendo. A mensagem é que realmente deve importar. Segundo, para quebrar – nem que seja só um pouco – aquela expectativa de “iluminado” ou de mestre sobre-humano que as pessoas tendem a criar a respeito de quem demonstra uma consciência ou uma sabedoria superior.  E eu já reparei que muita gente se sente um tanto incomodada com um suposto “guru espiritual” que dirige carro importado, conta piada, já foi preso ou que afirma que “Deus” não existe. Isso é fácil de entender, já que nós temos um estereótipo de guru ou “mestre” bem arraigado em nossas mentes, e que representa exatamente o contrário de tudo isso: um homem comportado, pobre, casto (a ponto de nem falar de sexo), simples, que nega o físico/material e vive apenas do espiritual, que não bebe, não ri, não dança, não briga etc. Quanto menos humano inclusive, melhor.

O problema é que todos os grandes mestres que já apareceram por esse planeta foram revolucionários. E ser revolucionário  muitas vezes implica ser “polêmico”. Os grandes “iluminados” estavam na “curva da onda” e portanto falavam e agiam a partir de um ponto de vista muito mais privilegiado que o restante dos seres humanos podiam supor ou imaginar. O outro grande problema é que eles não gostavam (ou não se preocupavam) em escrever suas ideias (bem, e não podemos culpá-los; eles estavam muito ocupados com a revolução que promoviam). Então, normalmente quem fazia isso eram os discípulos. Mas o mais curioso é que nem sempre eram os discípulos mais próximos e/ou contemporâneos do mestre que resolviam registrar a sabedoria dele (salvo algumas exceções, é claro). E quando se escreve algo a partir da memória ou se baseando em tradições orais (como era o costume entre as culturas antigas), bem, talvez exista uma probabilidade considerável de estarmos tendo contato mais com interpretações da sabedoria dos grandes mestres do que com a sabedoria deles em si (isso sem falar nos incontáveis problemas de tradução desses registros, que envolve também muita – e mais -  interpretação, o que dilui ainda mais o original). Mesmo assim, se a essência dos ensinamentos deles conseguiu sobreviver, já está valendo. Eu só penso que isso não é o suficiente para criar instituições religiosas ou para promover esse ou aquele sistema de crença como o mais “certo”, mas isso é outra história.

Enfim. Para cada época, a revolução promovida pelo “mestre” será, obviamente, diferente, porque cada época teve – tem e terá – necessidades diferentes. E todos eles foram considerados “ameaças” exatamente por que “batiam de frente” com os fundamentos do sistema ou da cultura estabelecidos na época que viveram. Eu penso que Osho, como um “mestre” (sem conotações religiosas) moderno, promoveu a revolução que o nosso tempo necessita. E o melhor de tudo é que apesar de ele não ter escrito nem uma linha, nós temos as transcrições de suas palestras, áudios e filmagens em primeira mão.

E nesse post, trago mais um desses vídeos, que dessa vez não foi traduzido por mim – mas com a permissão do tradutor (que prefere se manter anônimo) – em que Osho tenta explicar “que tipo de pessoa ele é” e porque ele era (e é) considerado “uma ameaça”:



Osho – Eu sou uma ameaça, certamente

Não use esse planeta como uma sala de espera!

“Na vida, tudo é um risco. Tudo é um risco. Não fazer nada também é um risco.”

(Osho)

“A maioria consiste de tolos, tolos absolutos. Fique alerta com relação à maioria.
Se muitas pessoas estão seguindo alguma coisa, isto é prova suficiente de que é uma coisa errada.
A verdade acontece aos indivíduos, não às multidões.”

(Osho)

Pessoas “normais” não fazem História.

Existe um grande desejo – um desejo desesperado -, da maioria das pessoas, de se “encaixar”, de ser “aceito”; e isso normalmente quer dizer “ser como todo mundo é”. Fazer o que todo mundo faz, não questionar muito as tradições (sejam elas religiosas, sociais, culturais).

Nós criamos conceitos do que é uma “vida feliz”, do que é “se divertir”, de como se deve viver “corretamente” e pensamos que isso serve para todos. Mal nos damos conta de que estamos realmente apenas de passagem aqui nessa existência, e levamos nossa vida como “mais um” na multidão.

Metaforicamente, a maioria das pessoas vive no nível dos dois primeiros chakras. A única preocupação é trabalhar ($$$), comer e conseguir sexo (“amor” no sentido popular). Uma minoria vive no terceiro chakra, e um quase nada de pessoas no quarto (uma Madre Teresa de Calcutá da vida)… dos outros é melhor nem comentar…

Mas, se já não bastasse a maioria de nós levar uma vida carente de significado (não significado pros outros, mas pra si próprio), esquecemos que não seremos os únicos a passar por esse planeta, que outras pessoas vieram antes de nós e outras irão vir depois, e simplesmente não nos importamos em deixar uma marca significativa. Mesmo podendo observar que a maioria é esquecida depois que se vai…

Como eu um dia li, “a maioria das pessoas morre com sua música ainda nelas“.

E penso que o maior risco que alguém pode correr na vida é o de não fazer nada. Se pensarmos que a expectativa média de vida gira em torno dos 70 e tantos anos, meu deus, o que são 70 anos??? Como é que alguém pode perder esse pouco tempo estimado de vida com as bobagens que normalmente as pessoas se preocupam?

E mesmo que você  acredite em reencarnação, essa vida que você possui nesse momento, esse momento em si, é único, não se repete. Mesmo que você retorne para essa existência, será outro corpo, será outra vida.

Particularmente, não tenho medo da morte… o que me preocupa é maneira como vou encontrá-la. E isso não se refere apenas a um “modo de morrer” – se por doença, acidente, etc. Mas sim, o que eu vou deixar depois que partir e o que vou levar daqui.

E já que estou falando do que se deixa e o que se leva da vida, eis um sutra de Buda, com um pequeno comentário do Osho:

Você é como a folha amarela.

Os mensageiros da morte estão à mão.

Você tem de viajar para longe.

O que você levará consigo?”

(Dhammapada de Gautama, cerca de 500 a. C)

Pó virando pó, a qualquer momento a morte vai tomar posse de você. O amanhã pode não chegar jamais, nem o próximo momento é certo. Este é o único momento do qual você pode estar certo; no seguinte, você pode não estar mais aqui. O que você está fazendo para se preparar para essa grande jornada rumo ao desconhecido? Você ganhou alguma coisa que possa levar com você? Se não ganhou nada, então sua vida foi puro desperdício. Você pode ter acumulado muita riqueza, você pode ter se tornado muito famoso, mas tudo isso é fútil. Você não pode levar isso com você. Suas graduações, seus títulos, seus prêmios, tudo ficará para trás. Você irá completamente sozinho.

Há algo que possa levar com você?

Há somente uma coisa que você pode levar consigo, e essa é a verdadeira riqueza. Buda a chama de meditação, atenção, observação, cuidado, consciência. Se você se tornar cada vez mais consciente, você poderá levar essa consciência com você.

Então nesse post eu trago um novo vídeo de Osho em que ele comenta esse estranho comportamento geral de existir como se estivesse numa sala de espera, fazendo qualquer coisa, apenas para matar o tempo até o trem chegar… sabe? ;-)

Osho – Não use esse planeta como uma…

“Preocupe-se em adicionar mais vida aos seus dias,

não mais dias à sua vida.”

Um Buda será sempre Mal-Compreendido

“Existe uma lei. A qualidade do você compreende, depende da qualidade da pessoa falando.”

(Citado em “Encontros com Homens Notáveis”)

Antes de tudo, quero comunicar os leitores do Inconsciente Coletivo de que as traduções dos vídeos do Osho foram retomadas. A diferença agora é que os vídeos serão exclusividade aqui do blog e também farão parte da Videoteca InconscienteColetivo, um portal de vídeos voltado à espiritualidade e crescimento pessoal (e profissional, porque não?) que lanço hoje, nesse post e no próximo, dedicado somente a essa novidade! :-)

>>>>http://www.videotecavirtual.com.br<<<<

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A citação que introduz o post é uma das frases mais profundas a que já tive conhecimento. Parece simples, comum, talvez se passaria por uma informação óbvia. Mas leia novamente:

Existe uma lei. A qualidade do você compreende, depende da qualidade da pessoa falando.

A qualidade, ou a forma como você compreende uma informação, depende da qualidade da pessoa que fala. Ou seja, quando alguém fala somente a partir do seu próprio intelecto, é dessa forma que você (o ouvinte) apreenderá a informação comunicada. Quando alguém fala a partir do coração, do fundo do seu Ser, da Alma, é dessa forma igualmente que você apreenderá a informação. É aqui que diferenciamos o inteligente do sábio. Quando alguém inteligente fala, a nossa mente escuta. Quando um sábio fala, a nossa alma, aquela inteligência superior que habita dentro de nós, vibra em concordância. Isso acontece porque aquela verdade era sua o tempo todo. Mas você havia se esquecido, e agora é novamente lembrado.

O conhecimento intelectual é mutável, está sujeito ao tempo – é fruto do meio em que surge. A sabedoria é perene. Ela não sofre desgaste do tempo porque não diz respeito ao tempo. Está nele mas não pertence a ele.

É por isso que o conhecimento intelectual é tão facilmente esquecível.

É por isso que quando ouvimos uma Verdade (com v maiúsculo por que não se refere a intelectualismos) ela atravessa nossa mente e se fixa em nosso Ser.

Os dois vídeos de Osho que trago nesse post falam disso. Osho nos explica porque é tão difícil compreender um Buda. Por mais que um Buda tente nos ajudar, nos explicar, enquanto permanecermos tentando “interpretar” intelectualmente o que é dito, a Verdade se perde. E quando a Verdade se perde, uma religião nasce…

É como Osho diz no vídeo… quando ouvimos um Buda falar, a nossa mente acaba colorindo o que ele diz com as cores que conhece. E para realmente ouvir o que um Buda diz é preciso esquecer tudo. É preciso ouvir com o coração, não com a mente. Por que a Verdade é música, é beleza; não conceitos ou fórmulas lógicas.

Vamos a ele:

Parte 1:

Um Buda será sempre mal-compreendido? (Parte 1/2) – Osho


Parte 2:

Um Buda sempre será mal-compreendido? (Parte 2/2) – Osho


Pare de querer ser bonzinho e seja verdadeiro!

Fazia um tempinho que não publicava um texto do Osho aqui no Inconsciente Coletivo. Então hoje, trago um em que Osho fala sobre como frequentemente somos falsos com relação às nossas emoções. Nós aprendemos de criança a nos comportar de modo a parecer sempre que está tudo bem, mesmo quando não está. Criamos uma fantasia do que é ser “bonzinho” e queremos empurrar isso goela abaixo não só dos outros, mas de nós mesmos (é difícil decidir o que é pior!). E adivinha quem paga o pato? É aquela história do beber o veneno e esperar que a outra pessoa morra…

Reprimimos a verdade e interpretamos um papel de “tudo bem”. Só que tudo que é reprimido uma hora explode… e isso acontece sempre no pior momento e do pior jeito (isso também é chamado de “Efeito Bola de Praia“).  Reprimir emoções como a raiva é algo já culturalmente imposto. “Não pega bem“. Já ouviu isso? E aqui não estou querendo dizer que devemos sair quebrando tudo toda vez que sentirmos raiva, mas que essa emoção, quando surgir, precisa fluir para fora. Ela precisa sair do seu sistema. E a única forma disso acontecer é você se tornando não só consciente dessa emoção, no momento que ela ocorre, mas direcioná-la conscientemente para fora. De preferência, é claro, de um jeito que não machuque você nem outros seres vivos…

Briga!

Vamos a Osho! (Os grifos são meus! ;-) )

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Ser Refinado Não é Suficiente

Não posso me comunicar com minha irmã. Sinto que ela tem ciúmes de mim, o que não posso entender.

Pode haver muitas coisas ocultas envolvidas nisso. Alguns ciúmes da infância estão fadados a estar lá. Você os reprimiu, ela os reprimiu, porque somos ensinados a ser refinados uns com os outros, e isso é uma das coisas mais perigosas. Somos ensinados que precisamos ser refinados para com nossa irmã, para com nosso irmão. As emoções são reprimidas e a pessoa se torna desonesta com as emoções.

Agora que você está meditando, essas emoções irão borbulhar e elas borbulharão nela também. Assim você terá que passar através de um período da sua infância que você perdeu. Mas não há nada com o que se preocupar. Isso é natural, porque tudo que é reprimido e inibido começará a ser expresso. Então você irá perder a comunicação.

De fato, isso nunca existiu. Apenas ser polido não é comunicação. Apenas ser refinado não é suficiente para a comunicação porque se você estiver reprimindo alguma coisa, a comunicação fica superficial, apenas verbal. Você está simplesmente fazendo gestos vazios, movimentos sem sentido. Você pode dizer ‘alô’ para uma pessoa sem dizer ‘alô’. Você pode sorrir para uma pessoa sem sorrir de maneira alguma. Você pode falar e ser agradável, é o que se espera de nós, sem sermos agradáveis de maneira nenhuma. Todo esse gesto pode ser uma profunda abstenção. Sua polidez, sua finura, sua bondade, pode ser só uma armadura porque você teme que se você tornar-se verdadeiro, as emoções que têm sido reprimidas irão borbulhar. E a outra pessoa também está tentando ser refinada. Ela está tão temerosa quanto você.

Assim pode parecer que há comunicação, mas não há. Se houvesse, então a meditação a tornaria mais profunda. Se houvesse alguma comunicação, meditação a tornaria uma comunhão, algo mais profundo do que comunicação. Mas se isso não estivesse lá, a meditação lhe tornaria cônscio disso.

Aquilo que não é, pode ser removido. Aquilo que não é sempre é removido pela meditação porque é falso, e meditação é um esforço para ser verdadeiro, autêntico. Aquilo que é, sempre é valorizado pela meditação. Aquilo que não é, sempre é removido. Isso é o que Jesus quer dizer na frase ‘Para aqueles que têm mais será dado, e aqueles que não têm, até o que têm lhes será tomado’.

Então, é melhor porque agora você está ficando mais cônscio da realidade que você tem evitado por toda sua vida. Irmãos, irmãs, só aparentam ser refinados um ao outro. Senão eles seriam inimigos porque eles são os principais competidores.

Numa pequena casa, quando nasce o primeiro filho, ele é tudo e único. Então chega outro filho. Ele começa a competir; competição é natural. Essa criança quer mais atenção e a primeira criança se sente ofendida pela presença dessa outra criança. Ele sente como se seu monopólio tivesse sido quebrado. E é natural que a mãe possa dar mais atenção para a nova criança; ela necessita mais. Assim surgem os ciúmes.

Quando há muitas crianças numa casa, está fadado a acontecer que uma criança terá mais atenção do que as outras. Haverá uma hierarquia; É assim que a mente funciona. A mãe pode amar mais uma criança, a outra um pouco menos. Existem favoritos, porque a mãe também é humana. Você não pode esperar que ela amasse absolutamente igual; isso não é possível. Ela pode fingir. Ela finge bem, mas as crianças são muito perceptivas. Elas podem ver imediatamente que alguém é mais amado, alguém é menos amado e que essa pretensão é bem falsa.

Há um conflito interior, luta, surge a ambição. Cada criança é diferente. Alguém é muito talentoso, alguém não é. Alguém possui um talento musical, alguém não possui. Alguém tem um talento matemático e alguém não tem. Alguém é fisicamente mais bonito do que outro ou um tem um certo charme da personalidade que está faltando no outro. Desse modo, surgem cada vez mais problemas, e somos ensinados a ser refinados, nunca a ser verdadeiro.

Eles ficarão zangados, eles irão brigar e dizer coisas duras para o outro e então eles param com isso, porque as crianças se livram das coisas facilmente. Se eles estão zangados, eles estarão zangados, quentes, quase um vulcão, mas no próximo momento eles estarão segurando a mão um do outro e tudo é esquecido. Eles são muito simples, porém, essa simplicidade não é permitida. É dito para eles serem refinados, a qualquer custo. Eles são proibidos de ficarem zangados um com o outro. Ela é sua irmã, ele é seu irmão. Como é que você pode ficar raivoso?

Essas raivas, ciúmes e mil e uma mágoas, cicatrizes, vão se acumulando. Um dia em sua vida, se você encontrar algo como a meditação, então elas irão borbulhar. Isso é o que está acontecendo. Assim, dessa vez, por favor não as reprima novamente. Dessa vez enfrente a situação. Se você estiver raivoso, se ela estiver raivosa, então fiquem raivosos. Lutem. Acabem com ela! Diga coisas que você sempre quis dizer e nunca disse, e ela deve dizer coisas que sempre quis dizer e não disse porque ambos estavam brincando o jogo de ser refinados. Abandone essa bobagem e imediatamente você verá: Se você puder encarar um ao outro com raiva verdadeira, ciúmes, se você puder lutar com isso – imediatamente após, no despertar disso, um profundo amor e compaixão irá surgir. E isso será a coisa real. Assim a comunicação será possível.

Portanto, essa é a grande oportunidade. Parece difícil, mas se você puder enfrentá-la, alguma coisa de tremendo valor acontecerá a você. Uma vez que fica a vontade com a sua irmã, algo como um bloqueio irá cair de seu peito. Isso lhe ajudará a ser mais comunicativo com os outros também porque toda sua comunicação está bloqueada. Isso irá lhe ajudar de todas as maneiras: com seus amigos, com sua amante, com os pais, com toda a sociedade. Você começará a se sentir diferente. Você está carregando algo, ela está carregando algo. Agora seja corajoso e enfrente isso. Converse sobre isso com ela.

E não seja desonesto. Traga tudo pra fora. Derrame todo seu inconsciente e diga a ela, exija que ela também derrame o dela. E isso só pode ser feito quando você estiver aquecido. Isso nunca pode ser feito quando você está frio. Quando você estiver aquecido e fervendo, as coisas acontecem. Quando você está frio, elas congelam, não podem fluir. Quando você está quente, você se torna líquido. Quando você está frio, você fica sólido.

Portanto, o que estou lhe dizendo, diga a ela e tenha um encontro agradável com ela. Você e ela ambos serão aliviados e ambos serão beneficiados. Dessa vez, deixe que a verdade seja a meta… não a etiqueta, não a formalidade. Apenas abra seu coração e deixe que ela também abra o dela. E após isso, como se uma tempestade tivesse passado, surge um grande silêncio e esse silêncio lhe tornará comunicativo. Mesmo a comunhão é possível.

Isso acontecerá… tenha um pouco de coragem.

Osho, Extraído de: A Rose is a Rose is a Rose

O que é mais importante: ser você mesmo ou conhecer a si mesmo?

Não morra antes de conhecer o seu ser autêntico.

Osho

Fim de ano, correria. Não pensem que eu abandonei o Inconsciente Coletivo! Estou trabalhando em algumas traduções e textos exclusivos, e por isso o blog tem estado paradinho nos últimos dias.

Mas hoje eu quebro o “silêncio” com um vídeo de Osho que acabou de sair do “forno da tradução”… ;-) Ao contrário dos outros vídeos que traduzi, esse não é um trecho, mas uma palestra completa com 1h e 44 min de duração! É um projeto novo da Osho International, ainda sendo aperfeiçoado, por isso todo feedback (comentários, elogios, críticas) é extremamente necessário para melhorar ainda mais esse trabalho!!

O vídeo está hospedado no site DotSub. Por enquanto não haverá novos vídeos legendados no Youtube, a ideia é testar esse novo sistema. Eventualmente, se os vídeos legendados aparecem no Youtube, eu aviso.

Para fazer a legenda rodar, é preciso clicar onde está escrito “English 100%” e selecionar “Portuguese (Brazil)“. Qualquer dúvida é só perguntar!

Enfim, antes de partir direto para a palestra, um pequeno comentário meu… ;-)

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Há um tempo atrás li, em um dos textos transcritos das palestras de Osho, um dos (por que são realmente muitos!) ensinamentos mais marcantes que já li dele. São duas partes que eu costurei aqui, mas que têm tudo a ver com o vídeo de hoje… compartilho com vocês (grifos são meus):

A vida é realmente uma dança se você for original – e seu destino é ser original. Basta olhar como Krishna é diferente de Buda. Se Krishna tivesse seguido Buda, teríamos ficado sem um dos homens mais belos desta Terra. Ou, se Buda tivesse seguido Krishna, ele não teria passado de um sujeito qualquer. Imagine só Buda tocando flauta – ele teria perturbado o sono de muita gente, não era tocador de flauta. Imagine só Buda dançando; pareceria tão ridículo, simplesmente absurdo.

Esse é o mesmo caso de Krishna. Sentado sob um árvore sem uma flauta, sem uma coroa de penas de pavão, sem belos trajes – só sentado como um mendigo sob uma árvore, de olhos fechados, sem ninguém dançando em torno dele, nenhuma dança, nenhuma música – Krishna pareceria tão pobre, tão miserável. Buda é Buda, Krishna é Krishna e você é você. E você não é, de maneira nenhuma, menos do que ninguém. Respeite-se, respeite sua voz interior e siga-a.

“Ainda há tempo – saia dessa prisão em que você viveu até agora! Só é preciso um pouco de coragem, só um pouco da coragem do jogador. Não há nada a perder, lembre-se disso. Você só vai perder seus grilhões, só vai perder o tédio, esse sentimento constante de que está perdendo algo. O que há mais a perder? Saia do rebanho e se aceite – mesmo que fique contra Moisés, Jesus, Buda, Mahavira, Krishna, aceite-se. Sua responsabilidade não é para com Buda ou Zaratustra ou Kabir ou Nanak; sua responsabilidade é pra consigo mesmo.

Mas você consegue distinguir em si mesmo quais são as vozes (sim – plural – porque é, de fato, uma legião) dos seus condicionamentos e qual é a sua verdadeira voz? Com toda essa poluição sonora e visual na sua cabeça (e fora dela, porque não?), como encontrar a si mesmo? A melhor maneira é sendo você mesmo. Mas como ser você mesmo? Observando as vozes que falam na sua mente, toda vez que você precisa fazer uma escolha, tomar uma decisão, independente de qual for. É você mesmo falando? Ou seria a voz do seu pai? Sua mãe? O professor da catequese??? A partir do momento em que você passa a identificar quem está realmente falando (tomando as decisões, norteando seus pensamentos em uma determinada direção), você deixa de ser escravo desse condicionamento. Quando conseguir identificar – e consequentemente se libertar – de todas essas vozes, só aí você encontrará a voz do seu ser autêntico. Só aí você poderá ser realmente você mesmo. Não estranhe se você começar a parecer “excêntrico” ou estranho aos olhos dos outros…

Normalmente escutamos por aí (ou até mesmo dizemos isso) com relativa frequência, “eu sou eu mesma (o)” ou “eu sou autêntica (o)”. Será? Será que você já teve verdadeiramente a oportunidade de ser você mesmo alguma vez na sua vida? De fazer o que queria mesmo com todos a sua volta querendo o contrário ou algo diferente para você? Ou será que nós acabamos por aceitar o que os outros querem, muitas vezes porque sequer conseguimos identificar em nós mesmos o que – em nossa essência, livre da domesticação – queremos?

Um dos aspectos que mais gosto nos dizeres do Osho é que ele trata a questão do “errar” com naturalidade. A única forma de realmente se aprender alguma coisa é pela tentativa-erro-acerto. Primeiro você tenta, se errar aprende a acertar. Se acertar logo de cara, ótimo.  Só existe problema se você ficar insistindo em cometer o mesmo erro. É aquela história do “você pode perder tudo, mas não perca a lição“. Se perdeu a lição, aí sim você realmente perdeu tudo. Nada, absolutamente nada, acontece por acaso. E nisso inclui-se os “abacaxis” da sua vida. O importante é saber que você tem o direito de errar, quantas vezes precisar (não é tudo que aprendemos logo na primeira tentativa!).

Uma pessoa só deixa de ser boa quando pára de se tornar melhor. E você se torna melhor ao se arriscar a tentar. Mesmo que não dê em nada. Mesmo que piore. A noite é mais escura um pouco antes do amanhecer, lembra? É mais preocupante ter uma vida sem muitos altos e baixos do que ter uma vida com muitos altos e baixos. Por que se você tem uma vida muito “regular”, “neutra”, isso quer dizer que você não está vivendo muito. (não confundir a “regularidade” mencionada aqui com “equilíbrio”, nem os altos e baixos com “extremos” – eles dizem respeito somente às tentativas de aprendizagem) Você não está utilizando todo o seu potencial, não está indo corajosamente em direção ao desconhecido. A vida é mistério. Se a sua está carente de mistério, algo precisa ser mudado!

Não morra antes de conhecer o seu ser autêntico!!!

E vamos a Osho:

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O vídeo está temporariamente indisponível (em virtude de testes que estão sendo feitos) para acesso público. Para assistir é preciso fazer um cadastro no site DotSub e acessar novamente (dar um “reload” ou atualizar no seu navegador) esse post.

12/07/10

A Osho Foundation postou recentemente em seu canal um trecho de 23 min do vídeo que estava no DotSub. Pois bem, legendei o vídeo novamente e novamente posto aqui! ;-) Se por acaso aparecerem as outras partes da palestra por lá, que tinha quase 2h de duração, vou adicionando a esse post. Fiquem de olho!

Osho – Como você pode ser você mesmo…

O Ego precisa de problemas…

“Vivi uma vida longa e passei por muitos problemas, muitos dos quais nunca aconteceram.”

(Mark Twain)

“Se seu problema tem solução, então não há com que se preocupar. E se seu problema não tem solução, toda preocupação será em vão.”

(Provérbio Tibetano)

Eu adoro esse dito tibetano que citei acima!

Se você tem um problema que é possível solucionar, então por que se preocupar? Se você tem um problema que não tem solução, então por que se preocupar???

E não é verdade?

Agora imagine se dar conta de que, na realidade, todos os seus problemas, são criações suas, não existem de fato. São oriundos ou resultados de seus pré-julgamentos, preconceitos, ignorância (no sentido correto da palavra, que diz respeito a ignorar uma informação, desconhecer. O sentido popular, que a coloca como sinônimo de “burro” em hipótese alguma se aplica aqui), medo do desconhecido, imaturidade, irresponsabilidade, desatenção etc. Ou seja, nada mais são do que problemas interiores superestimados – um “complexo de Diva” do seu Ego – por mais que às vezes aparentem ser externos à nós e que só crescem e se multiplicam pela nossa própria vontade – ou seria um vício ? -  de continuar a criar e aumentar problemas. E aí? Isso deixa a nossa situação de “pessoas preocupadas” ou “cheias de problemas a resolver” ainda mais boba… ou não?

Pois hoje trago um texto, que considero não apenas profundo, mas divertidíssimo, de Osho, a respeito das tempestades em copos d’água que tanto insistimos em fazer.  Aqui, ele nos provoca a viver de maneira mais espontânea, inocente, natural – a reconhecer que, de fato, os problemas não existem, e que esse reconhecimento é Iluminação. Você nasceu um Buda, só precisa se dar conta disso.

Ou, em outras palavras, deixe de ser “Maria do Bairro”!!! ;-)

(lembram da Maria do Bairro? Aquela novela mexicana tragicômica em que a protagonista simplesmente não conseguia ter um momento de alegria sem antes passar por um sem número de “problemas” completamente absurdos? Era tanta “tragédia” que por fim se tornava hilário! rs)

Ah, antes que eu me esqueça:  assim que o novo vídeo legendado do Osho estiver no Youtube (“Sonhos são a sua vida não vivida”), eu aviso!

Os grifos são meus:

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O ego não se sente bem, à vontade, com montículos; ele quer montanhas. Mesmo se isso for uma miséria, não deve ser um montículo, deve ser um Everest. Mesmo que isso seja miserável, o ego não quer ser ordinariamente miserável; ele quer ser extraordinariamente miserável.

As pessoas continuam sempre criando grandes problemas do nada. Eu tenho conversado com milhares de pessoas sobre os problemas delas e realmente não encontrei ainda um problema real! Todos os problemas são falsos – você os cria porque sem problemas você se sente vazio. Não há nada para fazer, nada com o que lutar, nenhum lugar para ir. As pessoas vão de um guru para outro, de um mestre para outro, de um psicanalista para outro, de um grupo de encontros para outro, porque se não forem, eles se sentem vazios e subitamente, sentem que a vida é insignificante. Você cria os problemas para que você possa sentir que a vida é um grande trabalho, um crescimento, e que você precisa lutar muito.

O ego só pode existir quando existe luta, lembre-se – quando ele luta. E se lhe digo, ‘Mate três moscas e você ficará iluminado, você não irá acreditar em mim. Você dirá, ‘Três moscas? Isso não parece muito. E ficarei iluminado? Isso não parece ser inverossímil. Se eu disser que você terá que matar setecentos leões, é claro que isso parece mais! Quanto maior o problema maior o desafio…E com o desafio surge seu ego, ele paira nas alturas. Você cria os problemas. Eles não existem.

Os padres, os psicanalistas e os gurus – eles estão felizes porque todo o negócio deles existe por sua causa. Se você não criar montículos do nada e você não transformar seus montículos em montanhas, qual o sentido de gurus lhe ajudarem? Primeiro você precisa estar na condição de ser auxiliado.

Os mestres verdadeiros dizem outra coisa. Eles dizem, “Por favor, vejam o que você está fazendo, que bobagem você está fazendo. Primeiro você cria um problema, depois você vai em busca de uma solução. Apenas veja que você está criando o problema, exatamente no princípio, quando você estiver criando o problema, essa é a solução – não o crie!” Mas isso não lhe agradará porque então você está subitamente voltando para si mesmo. Nada para fazer? Nada de iluminação? Nada de satori? Nada de samadhi? E você está profundamente cansado, vazio, tentando preencher-se com qualquer coisa.

Você não tem nenhum problema; somente isso precisa ser entendido. Agora mesmo você pode deixar todos os problemas porque eles são criações suas. Dê outra olhada nos seus problemas: quanto mais profundamente você olhar, menores eles parecerão. Continue olhando para eles e aos poucos, eles começarão a desaparecer. Prossiga olhando e subitamente você descobrirá que há uma vacuidade… Uma bela vacuidade lhe cerca. Nada para fazer, nada para ser, porque você já é isso.

Iluminação não é algo a ser alcançado, é somente para ser vivido. Quando digo que alcancei a iluminação, estou simplesmente dizendo que decidi viver isso. Já chega! E desde então tenho vivido-a. É uma decisão de que agora toda essa besteira de criar problemas e encontrar soluções acabou.

Toda essa bobagem é um jogo que você está jogando consigo mesmo: você mesmo está escondendo e você mesmo está procurando, você é ambas as partes. E vocês sabem disso! Eis porque quando digo isso vocês riem, dão risadas. Não estou falando sobre alguma coisa ridícula; vocês o compreendem. Vocês estão rindo de si mesmos. Apenas observem a si mesmos rindo, apenas olhem para seus próprios sorrisos; vocês o compreendem! Isso tem que ser assim porque é seu próprio jogo: você está escondendo e esperando que você mesmo seja capaz de procurar e encontrar a si mesmo.

Você pode encontrar a si mesmo agora porque é você que está escondendo. Eis porque os mestres Zen prosseguem batendo. Sempre quando alguém chega e diz, “Eu gostaria de ser um Buda”, o mestre fica muito zangado. Porque ele está pedindo uma bobagem, ele é um Buda. Se Buda chegar para mim e perguntar como ser um Buda, que devo fazer? Irei bater na cabeça dele. “A quem você pensa que está enganando? Você é um Buda!”

Não crie problemas desnecessários para você. E o entendimento descerá sobre você se você observar como você torna um problema cada vez maior, como você o engendra, e como você ajuda a roda a girar cada vez mais rápido. Assim de repente, você está no topo da sua miséria e você está necessitando da simpatia do mundo inteiro.

O ego precisa de problemas. Se você compreender isso, na própria compreensão as montanhas viram montículos novamente, e então os montículos também desaparecem. Subitamente há vacuidade, pura vacuidade por toda parte. Isso é tudo o que a iluminação é – um profundo entendimento de que problemas não existem. Assim, sem nenhum problema para resolver, o que você vai fazer? Imediatamente você começa a viver. Você irá comer, irá dormir, irá amar, irá bater papo, irá cantar, irá dançar. O que tem mais para fazer? Você se tornou um deus, você começou a viver!

Se as pessoas pudessem dançar um pouco mais, cantar um pouco mais, serem um pouco mais malucas, a energia delas estaria fluindo mais, e os problemas delas irão desaparecer aos poucos. Daí eu insistir tanto na dança. Dance até o orgasmo; deixe que toda a energia se torne dança e subitamente, você verá que você não tem nenhuma cabeça. A energia presa na cabeça se move ao redor, criando belos padrões, pinturas, movimentos. E quando você dança chega um momento que o seu corpo não é mais uma coisa rígida, se torna flexível, fluido. Quando você dança chega um momento quando sua fronteira não está mais tão clara; você se funde e se dissolve com o cosmos, as fronteiras ficam misturadas. Assim você não cria qualquer problema.

Viva, dance, coma, durma, faça as coisas tão totalmente quanto possível. E lembre-se sempre: quando você flagrar a si mesmo criando algum problema, dê o fora dele, imediatamente.

Extraído de: Ancient Music in the Pines – Osho Int.

Vendendo Felicidade

“A única coisa que pode crescer é a coisa a que você dá energia.”

(Ralph Waldo Emerson)

“Existem duas escolhas primordiais na vida: aceitar as condições como elas existem ou aceitar a responsabilidade de mudá-las.”

(Denis Waitley)

“Algumas vezes você está tão condicionado a uma mentira, que a própria verdade vem bater na sua porta e você a manda embora.”

(Siddharta Gautama – Buda)

“Se sua vida não é feliz, então, saiba que você está vivendo da maneira errada. O sofrimento é o critério de se estar errado; e a felicidade é o critério de se estar certo – não há nenhum outro critério”.

(Osho)

Segundo vídeo de Osho traduzido e legendado por mim, atendendo a pedidos! ;-)

Neste vídeo Osho nos fala da dificuldade que a maioria das pessoas têm em não só aceitar, mas dar valor àquilo que lhes foi dado de graça. Por isso, ele “vendia” a felicidade.

Aqui no Ocidente, principalmente, esse é o pensamento padrão: algo só tem valor real se você teve que pagar um alto preço por isso. Até mesmo coisas como alegria, amor, atenção precisam estar devidamente “etiquetadas” com algum preço, pois se simplesmente forem distribuídas a quem quiser, dificilmente alguém – verdadeiramente – apreciará seus reais valores. Na verdade, a maioria das pessoas sequer guardaria com carinho ou respeito, algo que não tiveram que arduamente “conquistar” de algum modo.

É interessante o fato de que esse é um pensamento bem arraigado. É muito comum ouvir por aí alguém, cheio de orgulho, bater no peito e enumerar tudo aquilo que conseguiu, e principalmente, como sofreu pra conseguir… Normalmente, inclusive, as pessoas falam como se o nível de sofrimento vivenciado por elas fosse diretamente proporcional à sua (auto-suposta) sabedoria ou espiritualidade. Acreditam que quanto mais problemas surgem ou possuem em suas vidas, então mais sábias ou evoluídas elas devem ser. Ou pior, quanto mais horrível o sofrimento de suas vidas, mais elas estão próximas de “Deus”… (!!!) Taí mais uma crença irracional, derivada da má interpretação das metáforas utilizadas por Jesus, mas que nos é empurrada goela abaixo como se fosse uma tradição ou educação válida. A menos que alguém realmente acredite na equação “Deus” = sofrimento (sendo a palavra “Deus” uma variável, podendo ser utilizado também “espiritualidade”, “sabedoria” etc etc), isso é totalmente ilógico.

Alguém aí já ouviu aquele papo de “Deus dá o frio conforme o cobertor“? O correto seria “Deus dá o frio conforme a sua vontade de continuar passando frio“!!!A sua vida nada mais é do que um reflexo do que você pensa, do que você é.

Sofrimento, seja mais ou menos, é inevitável. Enquanto sermos criaturas cheias de desejos, teremos, eventualmente, problemas, conflitos. Porém o seu sofrimento é algo para ser transcendido. É dele que você tira suas lições de vida (ou pelo menos é isso o que deveria fazer!), e então segue em frente. Os seus problemas servem para te mostrar tudo aquilo que você precisa aprender sobre si mesmo. Porém, ficar chafurdando no lamaçal dos problemas, falando deles como se fossem evidências do quanto você é bom (tem quem realmente acredite que ter problemas é sinônimo de ser “bonzinho”), nada mais são do que sintomas do quanto você está longe da sua própria essência divina.

Você não encontrará sábios reclamando da vida. Você não vê mestres comparando quem tem o pior problema. Você não vê pessoas verdadeiramente felizes e espiritualizadas gritando o quanto sofreram para chegar onde estão… Isso tudo são características de gente infeliz, pobre de espírito, que precisa pagar um alto preço para dar valor a coisas que, de outro modo, poderiam ter tido de graça – se realmente fossem sábias para perceber isso.

É como diz Osho no final da entrevista: “para essas pobres pessoas, nós temos que por um preço em tudo“…

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Pessoal, a legenda do vídeo não está embutida nele, como no vídeo anterior (Deus não é uma solução; mas um problema!). Aqui no meu player ela abre automaticamente, mas para quem não abrir, basta clicar naquela setinha localizada no lado direito do menu do vídeo e acionar a legenda, como mostram as setas alaranjadas na figura abaixo:

oshobliss

Espero que gostem! ;-)

Imagem de Amostra do You Tube

Vídeos de Osho em Português – Novidade!

Pessoal, como eu havia mencionado no post “Deus não é uma solução, mas um problema“, eu estava conversando com a Osho International Foundation sobre a possibilidade de eles postarem os vídeos que eu traduzisse e legendasse no Youtube. Pois bem, o primeiro vídeo que traduzi já se encontra no canal oficial da Osho Foundation, e eles permitiram que eu continuasse com o trabalho!

Por causa de questões de direitos e copyright, os vídeos do Osho só podem serem publicados pelo pessoal da própria fundação, por isso, esses vídeos não serão encontrados no meu canal no Youtube, nem poderão ser veiculados em sites e blogs de outra forma que não pelo recurso de “embed”.

Enfim. Para quem não viu, o primeiro vídeo que traduzi está abaixo:

Imagem de Amostra do You Tube

Os outros vídeos de Osho estão no canal deles, que pode ser visitado pelo link: http://www.youtube.com/user/OSHOInternational .

Antes de passar para a tradução e legendagem do próximo vídeo, resolvi fazer uma enquete, para saber qual vídeo os interessados em Osho gostariam que fosse o próximo a aparecer em português!

Abaixo listei alguns, se tiver um que não esteja na lista, é só me avisar pelos comentários.

Qual vídeo de Osho você gostaria de ver legendado em português?

  • Dreams are your Unlived Life ("Sonhos são a sua vida não vivida") (10%, 7 Votes)
  • Selling Bliss ("Vendendo felicidade") (7%, 5 Votes)
  • Being in Love ("Estar apaixonado") (6%, 4 Votes)
  • I Live Spontaneously ("Eu vivo espontaneamente") (6%, 4 Votes)
  • Marriage and Children ("Casamento e filhos") (6%, 4 Votes)
  • Don't Use This Planet Like a Waiting Room ("Não use esse planeta como uma sala de espera") (6%, 4 Votes)
  • Why do I get so Sensitive? ("Porque eu fico tão sensível?") (4%, 3 Votes)
  • Absolutely Free to be Funny ("Totalmente livre para ser engraçado") (4%, 3 Votes)
  • I wonder if this could be Love? ("Eu me pergunto se isso pode ser amor?") (4%, 3 Votes)
  • Your Morality is not Real ("A sua moralidade não é real") (4%, 3 Votes)
  • Meditations for Contemporary People ("Meditações para pessoas modernas") (4%, 3 Votes)
  • Silence over Tibet - The Music of OM ("Silêncio sobre o Tibet - A música do OM") (4%, 3 Votes)
  • ZEN and the Art of Escaping the Circle of Life and Death ("Zen e a Arte de Escapar do Ciclo da Vida e da Morte") (4%, 3 Votes)
  • Science and the Inner Journey ("Ciência e a Jornada Interior") (4%, 3 Votes)
  • Love is Like a Spring Breeze ("O amor é como uma brisa primaveril") (4%, 3 Votes)
  • Jealousy - society's device to divide and rule ("Inveja - o artifício da sociedade para dividir e dominar") (3%, 2 Votes)
  • Anybody who gives you a belief system is your enemy ("Qualquer um que lhe dê um sistema de pensamento é seu inimigo") (3%, 2 Votes)
  • Emotional Wellness - Almost Drunk with Emotion ("Bem-estar emocional - Praticamente embriagado de emoção") (3%, 2 Votes)
  • Waking Up the World ("Acordando o mundo") (3%, 2 Votes)
  • No Faith for Nostradamus ("Não acredito em Nostradamus") (3%, 2 Votes)
  • The Compulsion to Reach Power and Prestige ("A compulsão por atingir poder e prestígio") (1%, 1 Votes)
  • Behave as if you are the First Here ("Comporte-se como se fosse o primeiro aqui") (1%, 1 Votes)
  • Love and Hate are One ("Amor e Ódio são Um") (1%, 1 Votes)
  • Sex and Death - Two Great Taboos ("Sexo e Morte - Dois grandes tabus") (1%, 1 Votes)
  • Sensitivity can be shared ("A sensibilidade pode ser compartilhada") (1%, 1 Votes)
  • What is the Need of Nations? ("Qual é a carência das nações?") (0%, 0 Votes)
  • Strange Consequences ("Estranhas Consequências") (0%, 0 Votes)
  • My Way of Life is not Philosophy ("Meu modo de vida não é Filosofia") (0%, 0 Votes)
  • Compassion - The Ultimate Flowering of Love ("Compaixão - a última florescência do amor") (0%, 0 Votes)
  • The Rule of a Barbarious Society ("A regra de uma sociedade cruel") (3%, 0 Votes)

Total Voters: 70

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Aí eu vou traduzindo conforme os mais solicitados.. ;-)