(Livro lista arrependimentos de pessoas prestes a morrer)

É interessante como passamos boa parte das nossas vidas priorizando coisas que, de fato, pouco contribuem realmente para a nossa realização existencial.

Ninguém vai reclamar, no leito de morte, de não ter adquirido mais imóveis, de não te feito mais horas extras, de não ter investido em ações, de não ter acumulado (mais) títulos acadêmicos… Não. Quando a morte é uma realidade próxima e inegável (na verdade, esta é a natureza da morte: uma realidade sempre próxima e inegável. Entretanto, quando tudo está “bem” ou “normal” nós tendemos a esquecer que somos mortais e a morte é sempre problema dos outros), a vida adquire a sua verdadeira e única perspectiva:  você está sendo ou alguma vez foi fiel a quem você realmente é? Ou talvez seria melhor dizer: você está ou alguma vez esteve preocupado em saber quem, de fato, você é?

Na inconsciência nós tendemos a seguir o ritmo hipnótico do mundo sem nem nos darmos conta do que existe, muito mais, além. Se tivermos  a “sorte” de podermos nos deparar com a morte com algum intervalo para conscientização e, consequentemente, arrependimentos, pelo menos assim, na marra, temos alguma chance de entender o que a vida ou a existência NÃO é. Mas nem todo mundo vai poder ter um tempo antes de morrer para perceber certas verdades. Para muitos, a morte chegará inesperadamente. E aí?

Acho que é interessante aprender com quem se conscientizou de alguma coisa antes de morrer, como no caso dos doentes terminais.

Aqui vão algumas coisas que aprendi:

  • Observe que o foco dos arrependimentos não é tanto em relação ao que se fez, mas sim ao que se deixou de fazer. O problema, por exemplo, não é “ter trabalhado demais”, mas o que não se permitiu fazer, e que gostaria muito mais de ter feito, mas que não fez porque priorizou outras questões ou achou que não era tão ou mais importante do que o trabalho…
  • Já comentei isso em outras oportunidades e repito: você sempre se arrependerá mais do que não fez (seja por medo, insegurança, timidez, riscos etc) do que daquilo que fez. Por mais que o que tenha feito tenha dado totalmente errado. Experiências ruins ensinam muito. Inclusive a acertar…
  • Não pense que somente é importante dizer o quanto gosta ou como se sente em relação as pessoas. Dizer o que não gosta ou não concorda, também faz parte do “ser sincero e verdadeiro”… Seja fiel a si mesmo, oponha-se quando assim sentir que é o certo.
  • Respeite a caminhada evolutiva das outras pessoas, mas lembre-se de também respeitar a sua. Só quem sabe se ajudar pode realmente ajudar alguém…
  • Quando estiver em dúvida sobre o que deseja fazer na sua vida, seja escolher uma carreira, mudar de profissão ou ainda realizar mudanças no seu trabalho/profissão, pergunte-se: “o que me empolga?” É desta sua resposta que virá a resposta. Mantenha-se aberto e receptivo.
  • A idade vai lhe forçar a algum amadurecimento, independente do que você quer ou faça, mas não se iluda pensando que ter mais “experiências” ou “anos de vida” vai automaticamente lhe tornar mais amadurecido. O que te faz amadurecer não é a quantidade de experiências que lhe acontecem, mas o que você consegue aprender com elas (ou desaprender…). O mundo está cheio de seres humanos idosos que ainda não compreenderam a vida…
  • A prática é infinitamente mais importante que a teoria. A vida só existe na prática. Procure ser alguém que sabe, ao invés de alguém que somente conhece. Como saber alguma coisa? Vivendo.
  • Tudo o que você “sabe a seu respeito” é informação de terceiros. De toda essa informação fornecida pelo outros, a que você acredita é a que passa a comandar a sua vida. Se te disseram que você é inteligente e você acreditou, você passa a ser inteligente. Se disseram que era burro, idem. Mas nenhuma dessas pessoas realmente estava falando a seu respeito, estavam apenas projetando seus próprios ideais e sombras em você. Só você pode saber quem você é. Esta é uma busca individual e interior.
  • Um bom critério para identificar o que é verdadeiramente importante para a sua existência ou não é se perguntar: eu poderei levar isso comigo quando morrer? Se estiver meio em dúvida com relação a resposta, converse com pessoas em estado terminal…
  • As suas escolhas sempre serão as certas se você procurar estar consciente de tudo que elas envolvem: responsabilidades, consequências, circunstâncias, contexto, efeitos, riscos. Se estando consciente de tudo (bom e ruim), você ainda permanece com a escolha, ela é a certa. Quando uma escolha é consciente, não há necessidade de aprovação dos outros.  

A notícia abaixo sobre o  livro, é da BBC Brasil, os grifos são meus:

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“O principal arrependimento de muitas pessoas é o de não ter tido coragem de fazer o que realmente queriam”, diz autora

Uma enfermeira australiana lançou um livro com uma lista de cinco principais arrependimentos de pessoas que estão prestes a morrer.

Bronnie Ware, que é especialista em cuidados paliativos e doentes terminais, afirma que reuniu em seu livro “confissões honestas e francas de pessoas em seus leitos de morte”, confissões que, segundo ela, mudaram sua vida.

“Encontrei uma lista grande de arrependimentos, mas, no livro, me concentrei nos cinco mais comuns”, disse a autora à BBC.

O principal arrependimento de muitas pessoas é o de não ter tido coragem de fazer o que realmente queriam e não o que outros esperavam que fizessem“, acrescentou.

Outro arrependimento comum é de não terem trabalhado um pouco menos, o que fez com que perdessem muitas coisas em suas vidas“, disse Ware.

O livro de Ware, intitulado The Top Five Regrets of the Dying – A Life Transformed by the Dearly Departing (“Os Cinco Maiores Arrependimentos à Beira da Morte”, em tradução livre) relata as experiências da autora durante anos de trabalho em cuidados de doentes terminais.

Os pacientes de Ware, geralmente, eram pessoas que já não tinham chances de recuperação e podiam morrer a qualquer momento.

A enfermeira afirma que isto permitiu que ela compartilhasse com estes pacientes “momentos incrivelmente especiais porque passei com eles as últimas três a doze semanas de suas vidas”.

Texto viral

Ware conta que a ideia para o livro surgiu depois que um artigo que publicou em seu blog transformou-se em um texto viral, espalhando-se pela web.

As pessoas amadurecem muito quando precisam enfrentar a própria mortalidade“, afirmou.

“Cada pessoa experimenta uma série de emoções, como é esperado, que inclui negação, medo, arrependimento, mais negação e, em algum momento, aceitação.”

A enfermeira garante que cada um dos pacientes que tratou “encontrou sua paz antes de partir”.

Ware disse à BBC que, durante os anos em que trabalhou com estes pacientes, percebeu também que muitos se arrependiam de não terem tido “coragem para expressar seus sentimentos”.

E isso se aplica tanto aos sentimentos positivos quanto aos negativos.

“Muitos diziam: ‘queria ter tido coragem de falar que não gostava de uma coisa’, ou então que queriam ter tido coragem de falar às pessoas o que realmente sentiam por elas”, afirmou.

Amigos

Bronnie Ware também destacou outro arrependimento que notou entre seus pacientes: o de ter perdido o contato com os amigos.

A enfermeira afirmou que os amigos são importantes no fim da vida, uma vez que os parentes que acompanham um doente terminal também enfrentam muita dor.

Uma pessoa no leito de morte, segundo Ware, sente falta dos amigos, mas, muitas vezes, a perda de contato ao longo dos anos impede um reencontro.

A enfermeira também chama a atenção para o fato de que as pessoas se arrependem do que não fizeram. Na maioria dos casos observados por ela, as pessoas não pareciam se arrepender de algo que tinham feito.

A autora afirma que espera que seu livro “ajude as pessoas a agir hoje e a não deixar as coisas para amanhã e se arrepender depois”.

Caçadores de naufrágios se deparam com descoberta misteriosa no mar Báltico

As informações originais retirei da CNN.

Uma equipe sueca de caçadores de tesouros marítimos acredita ter feito a descoberta de suas vidas. O único problema é que não fazem ideia do que exatamente descobriram.

Procurando por navios naufragados em uma localização secreta entre a Suécia e a Finlândia, a companhia de salvamento Ocean Explorer registrou uma imagem incrível a mais de 80 metros da superfície da água.

À primeira vista, o líder da equipe e mergulhador comercial, Peter Lindberg, brincou que sua equipe tinha acabado de descobrir um objeto voador não identificado, ou  UFO (OVNI).

Tenho feito isso há quase 20 anos, então já vi alguns objetos no fundo (do mar), mas nada como isto“; declarou Lindberg. Ele ainda disse que estavam há 9 dias em alto mar e já estavam cansados, mas resolveram fazer uma última busca com o sonar e de repente capturaram essa “coisa”.

Utilizando um sonar de varredura lateral, a equipe encontrou um objeto cilíndrico de 60 metros de diâmetro com uma “cauda rígida” de 400 metros. Em outra passagem sobre o objeto, o sonar mostrou uma segunda forma discóide há 200 metros de distância.

A equipe de Lindberg acredita que os objetos são muito grandes para terem caído de algum navio ou embarcação ou serem parte de um naufrágio, mas não fazem ideia do que pode ser aquilo.

Segundo Lindberg, já ouviram todo tipo de “explicação” para o achado: desde que é a nave Millennium Falcon, de George Lucas, até de que aquilo é algum tipo de “plugue” ou “tampa” para o “interior do mundo” ou para o “inferno” ou algo do gênero. É claro que a única forma de esclarecer o mistério é descendo lá para ver de perto.

Andreas Olsson, chefe de arqueologia do Museu Marítimo Sueco, admite estar muito intrigado pela imagem registrada, mas se mantém cético com relação ao que ela pode ser. A confiabilidade da técnica de escaneamento do sonar utilizado pela equipe é uma de suas maiores preocupações, já que ela torna difícil determinar se o objeto é uma formação geológica natural ou algo completamente diferente. Vários parâmetros podem interferir na captura da imagem, segundo Olsson. E mesmo Lindberg admite que a imagem não é a melhor possível. Mas sua equipe já planeja voltar ao local na primavera, quando as águas estarão mais calmas, para investigar seu achado.

Quem sabe inglês, pode assistir também a reportagem da CNN sobre o caso:

Imagem de Amostra do You Tube

(Documentos antigos revelam cultura judaica no atual Afeganistão)

Uma série de antigos documentos judaicos encontrados recentemente no norte do Afeganistão tem causado alvoroço entre os acadêmicos, que dizem que o achado histórico pode desvendar um lado ainda não revelado dos judeus na Idade Média.

 

Os cerca de 150 documentos, datados do século 11, foram encontrados na província afegã de Samangan. O professor emérito israelense Shaul Shaked, que examinou alguns dos poemas, registros comerciais e acordos judiciais que formam o tesouro, disse que, embora se soubesse da existência de antigos judeus no Afeganistão, a sua cultura permanecia até agora um mistério.

“Aqui, pela primeira vez, vemos evidência e podemos estudar de fato os escritos dessa comunidade judaica. É muito empolgante”, disse Shaked à Reuters por telefone desde Israel, onde ensina no departamento de Estudos Iranianos e Religião Comparada na Universidade Hebraica de Jerusalém.

Os documentos estão sendo mantidos por comerciantes particulares de antiguidades em Londres, que têm apresentado uma série de documentos novos nos últimos dois anos. Shaked acredita que foi nessa época que a série de pergaminhos foi encontrada e levada para fora do Afeganistão em uma operação clandestina.

Fonte: Reuters

(Desmatamento revela desenhos no solo da Amazônia)

Notícia “reciclada”, mas mesmo assim interessante. Os grifos são meus!

A outra notícia que publiquei sobre o  assunto pode ser vista aqui: (Unesco pode transformar marcas milenares no AC em patrimônio mundial)

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De acordo com descobertas arqueológicas, as escavações nas terras são muito antigas e podem melhorar a compreensão da floresta

Edmar Araújo ainda se lembra do pavor que sentiu. Algumas décadas atrás, enquanto limpava árvores no terreno de sua família, localizado perto da cidade de Rio Branco, um local isolado em um dos cantos do oeste da Amazônia brasileira, ele se deparou com uma série de avenidas de barro esculpidas no solo.

“Estas fileiras eram muito perfeitas para terem sido feitas por um homem”, disse Araújo, um pecuarista de 62 anos de idade. “A única explicação que eu conseguia imaginar era que elas eram trincheiras que foram cavadas durante a guerra contra os bolivianos.”

Mas estas não eram trincheiras, pelo menos não serviram para nenhum conflito que possa ter ocorrido aqui durante o século 20. De acordo com descobertas arqueológicas feitas na região nos últimos anos, as escavações nas terras de Araújo e centenas como ela em regiões próximas são muito mais antigas do que isso e podem melhorar potencialmente nossa compreensão da maior floresta tropical do mundo.

Vista aérea de fazenda perto de Rio Branco, no Acre

O desmatamento que atingiu a Amazônia nos anos 70 também expôs um segredo escondido há muito tempo debaixo desta floresta de grande espessura: formas geométricas perfeitamente desenhadas que abrangem centenas de metros de diâmetro.

Alceu Ranzi, um estudioso brasileiro que ajudou a descobrir os quadrados, octágonos, círculos, retângulos e formas ovais que compõem as esculturas de terra, disse que esses geoglifos encontrados em terras desmatadas são tão significativos quanto as famosas linhas de Nazca, os símbolos enigmáticos de animais que são visíveis quando avistados do alto no sul do Peru.

“O que mais me impressionou sobre esses geoglifos foi sua precisão geométrica e como eles estavam escondidos em uma floresta que até então nos parecia ser intocada à exceção de algumas tribos nômades que haviam habitado a região”, disse Ranzi, paleontólogo que viu pela primeira vez os geoglifos na década de 70 e, anos mais tarde, observou-os de avião.

Para alguns estudiosos da história humana na Amazônia, os geoglifos existentes no Estado brasileiro do Acre e em outros sítios arqueológicos sugerem que as florestas da Amazônia ocidental, anteriormente considerada inabitável por sociedades mais sofisticadas, em parte por causa da qualidade de seus solos, pode não ter sido tão “Inabitável”, como alguns ambientalistas afirmam.

O escritor americano Charles C. Mann explica que ao invés de ter permanecido uma floresta virgem, quase não habitada por pessoas, partes da Amazônia podem ter sido locais aonde grandes populações viviam em dezenas de cidades interligadas por redes de estradas. Na verdade, de acordo com Mann, o explorador britânico Percy Fawcett desapareceu em 1925 em sua busca pela “Cidade Z”, que supostamente existia na região de Xingu.

Além de partes da Amazônia terem sido “muito mais densamente povoadas do que se pensava”, Mann, o autor de “1491″, um livro inovador que fala a respeito das Américas antes da chegada de Colombo, disse que “estas pessoas propositadamente modificavam seu ambiente de uma maneira que pudesse ser duradoura.”

Como consequência das vastas regiões habitadas por humanos, é possível que as florestas da América do Sul possam ter sido muito menores durante certos períodos, com grandes áreas vazias semelhantes às savanas.

Tais revelações não se encaixam confortavelmente com os debates políticos atuais a respeito do desenvolvimento da região, em que alguns ambientalistas se recusam a permitir que a pecuária e o cultivo da soja em larga escala, por exemplo, avance ainda mais para outras regiões da Amazônia.

Os cientistas também dizem se opor à queima indiscriminada das florestas, mesmo que a pesquisa sugira que a Amazônia tenha sustentado uma agricultura intensiva no passado. Na verdade, dizem que outras regiões dos trópicos, especialmente a África, poderiam se beneficiar de estratégias antes utilizadas na Amazônia para superar as limitações do seu solo.

“Se alguém quiser recriar a Amazônia da era pré-colombiana, a maior parte da floresta precisa ser destruída, ser populada por muitas pessoas e ter uma agronomia altamente produtiva”, disse William Woods, geógrafo da Universidade de Kansas, que faz parte de uma equipe que está estudando os geoglifos do Acre.

“Eu sei que isso não terá uma boa repercussão com os ambientalistas”, disse Woods, “mas o que mais se pode dizer à respeito?”

Enquanto os pesquisadores tentam entender a história ecológica da Amazônia, mistério ainda envolve as origens dos geoglifos e as pessoas responsáveis por eles. Até agora, 290 obras escavadas foram encontradas no Acre, junto com cerca de 70 outras na Bolívia e 30 nos Estados brasileiros do Amazonas e Rondônia.

Os primeiros pesquisadores descobriram os geoglifos na década de 1970, depois que a ditadura militar brasileira incentivou colonos a se mudarem para as regiões do Acre e da Amazônia, apoiados pelo slogan nacionalista “Ocupar para não entregar”, para justificar o povoamento da área que resultou no desmatamento.

Porém, a comunidade científica demonstrou pouco interesse na descoberta até que o cientista brasileiro Ranzi começou suas pesquisas na década de 1990, e pesquisadores brasileiros, finlandeses e americanos começaram a encontrar mais geoglifos usando imagens de satélite de alta resolução e de pequenos aviões que sobrevoavam a Amazônia .

Denise Schaan, arqueóloga da Universidade Federal do Pará no Brasil, que agora lidera a pesquisa dos geoglifos, disse que testes de radiocarbono indicam que elas foram construídas de 1.000 a 2.000 anos atrás, e podem ter sido reconstruídas várias vezes durante esse período.

Inicialmente, disse Schaan, os pesquisadores consideraram a ideia destas trincheiras serem utilizadas para a defesa contra ataques devido a sua profundidade de quase 7 metros. Mas a falta de provas de que houvesse acorrido algum tipo de assentamento humano dentro e ao redor das trincheiras fizeram com que essa teoria fosse descartada.

Os pesquisadores agora acreditam que os geoglifos podem ter tido uma importância cerimonial, similar, talvez, as catedrais medievais da Europa. Este papel espiritual, disse William Balée, um antropólogo da Universidade de Tulane, pode ter envolvido a “geometria e gigantismo”.

Ainda assim, os geoglifos, que fazem parte da cultura andina e amazônica, permanecem um enigma.

Eles estão longe de assentamentos pré-colombianos descobertos em outras partes da Amazônia. Há também grandes dúvidas sobre os povos indígenas que habitaram esta parte da Amazônia na época, já que milhares foram escravizados, mortos ou expulsos de suas terras durante a era da exploração da borracha, que começou no final do século 19.

Para os pesquisadores e cientistas brasileiros, disse Schaan, as trincheiras são “uma das descobertas mais importantes do nosso tempo.” Mas o repovoamento desta parte da Amazônia ameaça a sobrevivência dos geoglifos, após de terem permanecido escondidos durante séculos.

Florestas ainda cobrem a maior parte do Acre, mas nas áreas desmatadas onde os geoglifos se encontram, já foram construídas algumas estradas de terras. Pessoas vivem em barracos de madeira dentro de outros. Postes de eletricidade agora fazem parte da paisagem dos geoglifos. Alguns fazendeiros usam suas trincheiras como buracos para que seu gado possa beber água.

“É uma vergonha que nosso patrimônio seja tratado dessa maneira”, disse Tiago Juruá, o autor de um novo livro sobre como proteger os sítios arqueológicos, incluindo os geoglifos.

Juruá, um biólogo, assim como outros pesquisadores, diz que os geoglifos encontrados até agora são, provavelmente, apenas uma amostra do que as florestas do Acre ainda guardam sob sua copa. Afinal, segundo eles, existe hoje o menor número de pessoas habitando a região da Amazônia, menos até do que antes da chegada dos europeus há cinco séculos.

“Esta é uma nova fronteira para os exploradores e para a ciência”, disse Juruá. “O desafio agora é fazer mais descobertas nas florestas que ainda estão de pé, com a esperança de que elas não irão em breve ser destruídas.”

Fonte: NYT/Último Segundo

(Psiquiatra aponta prescrição indiscriminada de calmantes )

“Vivemos em um momento cultural sócio-histórico, no âmbito das terapias da saúde, dominado pela analgesia, em que fugir da dor é o caminho racional e normal. À medida que a dor e a morte são absorvidas pelas instituições de saúde, as capacidades de enfrentar a dor, de inseri-la no ser e de vivê-la são retiradas da pessoa. Ao ser tratada por drogas, a dor é vista medicamente como um barulho de disfuncionamento nos circuitos fisiológicos, sendo despojada de sua dimensão existencial subjetiva. É claro que essa mentalidade retira do sofrimento seu significado íntimo e pessoal e transforma a dor em problema técnico.”

(retirado do livro: Espiritualidade e Prática Clínica – Valdemar Augusto – Angerami – Camon)

Que vida é essa em que se prefere viver entorpecido por um medicamento para não ter que lidar ou encarar a causa de todos os seus problemas: você mesmo ?!

Que médicos são esses que ao invés de encaminhar um paciente com problemas psicológicos/emocionais a um profissional mais preparado para atender esse tipo de situação (psiquiatra, psicólogo, psicoterapeuta etc) simplesmente resolvem “fazer justiça com as próprias mãos” e prescrevem um remedinho que somente controla os sintomas e nada faz pelas causas? Me desculpe quem pensa que estes médicos só “estão tentando ajudar”, pois muito mais ajuda quem não atrapalha.  Afinal, quantos semestres de Psicologia um estudante de Medicina cursa? Um? Dois? Desde quando isso substitui 4 ou 5 anos de uma faculdade de Psicologia, psicanálise, psicoterapia e afins por exemplo, ou qualquer preparação mais profunda ou uma especialização na área? Salvo os médicos que se aprofundam ou tem especialidade em psicoterapia, a maioria não está capacitada para diagnosticar muito menos tratar pessoas nessas condições. E aí a gente ouve falar dessas aberrações, como traz a notícia abaixo.

Quem disse que médico  pode tudo?

Se metem na área dos nutricionistas, na das psicoterapias, até nas terapias alternativas! – Lembra que acupuntura já foi “charlatanismo”? Hoje é disciplina no curso de Medicina!

Parabéns ao psiquiatra da notícia pela avaliação.  E muito cuidado com essa “epidemia de doença mental” que inventaram para vender mais remédios. Quando há uma indústria bilionária por trás, a gente sempre tem que ficar de olhos bem abertos. Nem todo mundo precisa de tratamento medicamentoso para seus problemas psicológicos/emocionais, na verdade, a maioria não precisa. E quem precisa, precisa com acompanhamento (muito) especializado.

“Segundo estimativas conservadoras publicadas no periódico Journal of the American Medical Association, doenças iatrogênicas (causadas por tratamento médico) são as terceiras maiores causadoras de morte nos Estados Unidos. Mais de 120 mil pessoas morrem, por ano, devido aos efeitos adversos de medicamentos prescritos por médicos (Starfield, 2000). No entanto, um estudo realizado recentemente mostra resultados ainda mais impressionantes (Null et al.; 2003). Indica que as doenças iatrogênicas são a causa principal de mortes no país. Mais de 300 mil pessoas morrem todos os anos devido a remédios receitados.”

(Citado por Bruce H. Lipton em “A Biologia da Crença“)

É… nada melhor que finalizar esse comentário relembrando o Juramento de Hipócrates:

“Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue:

Estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém.

A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substãncia abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução, sobretudo dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.”

Vamos a notícia:

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 Prescrição indiscriminada e uso excessivo podem ser algumas das explicações para o alto consumo de ansiolíticos, remédios usados para controlar ansiedade e tensão. A avaliação é do psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Dados divulgados na sexta-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que os ansiolíticos foram os medicamentos com receita controlada mais consumidos no País entre 2007 e 2010. O princípio ativo clonazepam, base do remédio Rivotril, lidera o ranking, com cerca de 10 milhões de caixas vendidas somente em 2010.

Segundo o psiquiatra, os ansiolíticos têm sido indicados por profissionais de diversas áreas. “Sabemos que médicos de várias especialidades prescrevem esses remédios, sem necessariamente ser psiquiatras. Não há restrição, mas é como se eu (psiquiatra) passasse a receitar antibiótico. Não sou a pessoa mais adequada”, diz Silveira.

O psiquiatra citou pesquisa feita em 2011 pela Unifesp, segundo a qual os ansiolíticos, conhecidos como calmantes, correspondem a 35% dos medicamentos psiquiátricos prescritos nos hospitais gerais da cidade de São Paulo.

Este não é, porém, o único fator que pode explicar o boom dos calmantes no Brasil, ressalta Silveira. O uso descontrolado também está entre os fatores. É cada vez mais comum recorrer aos tranquilizantes para enfrentar o estresse e as dificuldades da vida cotidiana. O pior é esse tipo de remédio provoca dependência. “As pessoas tendem a buscar uma pílula mágica para lidar com os problemas”, diz o médico.

De acordo com Silveira, das 600 consultas mensais feitas pelo Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, 50 são de pessoas viciadas em calmantes. A princípio, a maioria usa o remédio com indicação médica. Depois, passa a querer doses maiores e acaba partindo para a compra ilegal.

Para Dartiu Silveira, o melhor monitoramento do consumo dos ansiolíticos no País reflete também os números elevados. Atualmente, o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) da Anvisa têm cadastradas 41.032 farmácias e drogarias, equivalente a 58,2% do total dos estabelecimentos autorizados pela agência reguladora a vender medicamentos controlados.

 

Fonte: Terra/Agência Brasil

(Genes são responsáveis por 40% da inteligência ao longo da vida)

Os grifos na notícia (que poderia estar mais completa) são meus.

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De acordo com estudo, os outros 60% são determinados por fatores como nutrição, educação dos pais e escolaridade

Os genes são responsáveis por 40% da inteligência ao longo da vida do ser humano, enquanto os outros 60% são determinados pelo contexto, indica um estudo genético publicado nesta quarta-feira (17) na edição digital da revista científica “Nature”.

Peter Visscher, especialista em genética da Universidade de Queensland, considerou que a inteligência incide nas chances de sobrevivência, em declarações à emissora australiana “ABC”.

 

Com o objetivo de saber por que algumas pessoas envelhecem mais inteligentes, o cientista australiano e pesquisadores britânicos examinaram testes de inteligência de mais de duas mil pessoas, que o fizeram aos 11 anos de idade e depois aos 65.

A maioria das pessoas que tinham uma inteligência média quando crianças a aumentou durante a etapa adulta, e as que tinham uma inteligência abaixo da média no início de sua vida mantiveram esta média na velhice.

O contexto no qual a vida se desenvolve, considerando-se fatores como nutrição, educação dos pais e escolaridade, contribui para o desenvolvimento da inteligência, comprovaram os pesquisadores.

Durante o estudo, os especialistas também analisaram amostras genéticas e quantificaram o papel dos genes nas mudanças da inteligência à medida que o ser humano envelhece.

“Calculamos que entre um quarto e um terço destas mudanças são genéticas”, indicou Visscher.

Fonte: EFE/Último Segundo

(Túmulo de cantora do deus Amon-Rá é descoberto no Egito)

Achado comprova que no vale dos Reis há também sepulturas de personalidades da época, além dos sarcófagos dos faraós

Uma equipe de arqueólogos suíços descobriu o túmulo de uma cantora do deus Amon-Rá, da 22ª dinastia (712-945 a.C.), no vale dos Reis na cidade de Luxor, a 600 quilômetros do Cairo.

O Ministério de Estado para as Antiguidades do Egito anunciou neste domingo que os arqueólogos encontraram o sarcófago durante os trabalhos de limpeza de um corredor que leva ao túmulo de um faraó Tutmósis III (1490-1436 a.C.).

Nesse corredor, os especialistas encontram um poço que dá acesso a uma sala de sepultamento, onde a equipe suíça achou o sarcófago da cantora, conforme comunicado divulgado pelo Ministério.

Túmulo de cantora de Amon-Rá foi descoberto a 600 quilômetros do Cairo, no Egito

O túmulo, de madeira e pintado de preto, tem escrituras em hieróglifo, que incluem o nome da artista “Ni Hems Bastet”.

Os arqueólogos acharam ainda perto do túmulo do faraó um muro onde o nome da cantora também aparece inscrito.

A importância dessa descoberta, de acordo com as autoridades egípcias, é provar que no vale dos Reis, na margem ocidental do Nilo, que há sepulturas de outras personalidades da época da 22ª dinastia, além dos faraós.

Fonte: Último Segundo/EFE – foto AFP.

Campanha da AnimaNaturalis e a Questão do Vegetarianismo

“Se todos os insetos desaparecessem da Terra, dentro de 50 anos, toda vida na Terra desapareceria. Se todos os humanos desaparecessem da Terra, dentro de 50 anos todas as formas de vida floresceriam.”

(Jonas Salk – 1914/1995 – Médico, Virologista, Epidemiologista)

“Se você sabe que isto é mal e, apesar de tudo, o faz, comete um pecado difícil de redimir.”

(G.i. Gurdjieff)

Mais uma campanha “chocante” em prol dos direitos dos animais, dessa vez uma iniciativa excelente e super criativa da AnimaNaturalis para (tentar) sensibilizar as pessoas para o fato de que animais não dão em árvores… Digo “tentar” sensibilizar, porque atualmente está cada vez mais difícil fazer isso, principalmente entre os jovens, que estão crescendo tão acostumados a filmes e jogos ultra-violentos, além dos noticiários que competem para mostrar o “melhor” ângulo da violência e da tragédia… Mas o importante é manter esse tipo de  iniciativa viva.

Interessante que notícias assim sempre geram comentários do tipo: “Ah, isso é só gente querendo aparecer”; ou “Diga para os leões/tigres/etc comerem capim” ou bobagens do gênero. O que mais me pasma é a completa falta de visão, consciência e sensibilidade de alguém que diz algo assim.

Já de um tempo que pensava em fazer um comentário pessoal sobre a questão do vegetarianismo aqui no InconscienteColetivo, e acho que essa notícia me dá o gancho ideal.

Primeiramente, faz-se necessário compreender que a grande questão do vegetarianismo não se resume apenas a uma opção mais saudável de dieta (é também, mas essa é a menor das preocupações nesse sentido). Toda essa briga pelo direito dos animais, está relacionada ao fato de que os animais se tornaram meros produtos de consumo de uma humanidade que não gosta de pensar que toda ação tem uma consequência, e que se é responsável por ambas; e que o planeta em que vivemos é um grande organismo vivo, cujo equilíbrio é constantemente ameaçado por uma única espécie animal: o homem.

O problema não é “apenas” matar um animal para comer. Os antigos faziam isso, comunidades indígenas, nossos antepassados. Portanto, a questão não está somente no matar para sobreviver, como no caso dos leões por exemplo. A questão é que nós tornamos o ato de matar animais para nossa alimentação num processo industrial. Nós criamos animais como se fossem produtos. Percebe? Leões não criam zebras em cativeiros apertados, sem luz do sol, à base de ração artificial e injeção, separando os filhotes das mães para criá-los como se fossem máquinas produtoras de carne e leite. Leões caçam somente o que necessitam para comer. As zebras vivem livres, têm chance de escapar ou se defender… Dá pra compreender a ESCANDALOSA diferença?

Então. Para sustentar a demanda mundial (que só cresce, afinal a população humana não pára de crescer) é preciso um número absurdo (mais de 50 bilhões de animais) de mortes. Afinal, nós centramos não apenas a nossa alimentação, mas a nossa cultura, no consumo da carne. Carne esta que não gostamos muito de pensar de onde vem nem como chegou até no balcão do supermercado… Muito menos de em que condições tudo aconteceu… como o animal foi criado, como foi abatido. Esses detalhes.

Mas deixe-me falar resumidamente sobre esses detalhes! Porque na realidade não são detalhes, são o pacote que você compra quando vai ao açougue, então é importante.

As vacas são ordenhadas por máquinas em uma estação de ordenha em uma fazenda

O que a maioria das pessoas não pára para analisar é que criar uma vaca, por exemplo, não é um processo rápido. Naturalmente, uma vaca não engorda a metade nem produz a metade do leite no curto espaço de tempo que uma indústria requer para que o processo seja economicamente viável. Então, o que se faz? Injeta-se hormônios e antibióticos nos animais para compensar a “lentidão da natureza”. Só que esse tipo de prática não acontece sem riscos. Há uns anos atrás foi estimado que cerca de 9 milhões de vacas na América do Norte eram doentes. Pelo menos metade dos rebanhos sofria de leucemia e doença de Crohn. Injeta-se hormônios para acelerar as coisas, o animal adoece, injeta-se antibióticos e medicamentos para que este não morra antes de cumprir com sua cota de produção… E as pessoas ingerem, por tabela, TUDO isso.

A indústria da carne cria animais como se fossem máquinas, em espaços confinados, sem grandes preocupações com o tipo de vida que os animais levam. A preocupação é com que a produção seja realizada da forma mais barata e rápida possível, e ocupando também o menor espaço possível (por isso o confinamento em pequenos espaços). E não há como ser de outro modo, já que a demanda por carne é assombrosa. A população sempre quer mais carne!

Então, como funciona o processo? Continuando no exemplo das vacas, cria-se as vacas em espaços pequenos (como mostrado na figura acima), muitas vezes tão pequenos que elas não conseguem nem dar a volta, para que “economizem” energia apenas para produzir leite/carne. Para que cresçam mais rápido, como mencionei antes, são injetados hormônios, alterando o animal geneticamente para tal. O confinamento, o estresse, a constante proximidade com os outros animais – amontoamento, na verdade – acabam causando muitas enfermidades. Aí, entram os antibióticos e pesticidas, que permanecem nos corpos dos animais, e que são alegremente consumidos no churrasco de domingo na casa do tio ou na Ceia de Natal, porque não?

Se não bastasse toda a química e alimentação artificial a que os animais são submetidos, quem come a carne “come” também o estresse, o medo, a ansiedade, e a extenuação dos animais. Uma vaca sabe que vai morrer e sente muito medo antes de ser abatida… E se nós refletirmos que “somos o que comemos”, bem…

Mas as pessoas dizem… “é muito difícil parar de comer carne”, “fui criado(a) tendo a carne como base da minha alimentação”. É realmente complicado mudar uma dieta, e já li que para a maioria das pessoas, mudar a dieta é quase como mudar de religião ou time de futebol – tendo em vista que são coisas que fazem parte da criação familiar. Mas difícil não quer dizer impossível… E normalmente, o que é bom para sua evolução (independente de em qual aspecto da vida) não vem fácil. Então, pode-se dizer que ser difícil é um bom sinal…

Penso que se uma pessoa não consegue nem se sensibilizar com a dor ou o sofrimento de outro ser vivo, com o que mais poderá se sensibilizar??? Dizer que o consumo de carne é “fundamental” não é verdade para a maioria das pessoas. Salvo os casos de doenças específicas e outras exceções (mas que ainda assim não justifica toda essa demanda absurda já comentada), não há nada real que impeça a diminuição ou o abandono da ingestão de carne. É possível substituí-la por alternativas menos sofridas e sangrentas e ter tanta ou mais qualidade de vida que se tinha anteriormente. Você só não vai ver tanta propaganda sobre essas alternativas porque elas são bem menos lucrativas (afinal você mesmo pode plantar verduras ou ervas por exemplo) – tanto na sua produção como nos seus efeitos: se você se alimenta bem, você vive melhor, adoece menos… entende?

Enfim. Fazer a escolha de adotar uma dieta vegetariana, ou que ao menos reduza o consumo da carne ou não seja focada nesta, diz muito sobre que tipo de ser humano se é ou quer se tornar. E aqui prefiro não entrar no mérito do que é mais ou menos espiritual, porque não é bem esse o foco principal. Mas preciso frisar que a partir do momento que uma pessoa se torna verdadeiramente mais sensível ou mais espiritual, os hábitos alimentares seguem a mudança… Ou dizendo melhor: a partir do momento em que uma pessoa começa a se dar conta de que é, na realidade, em essência, um ser sensível, espiritual, não há como ser de outra forma, a dieta irá se modificar naturalmente… E isso não é algo que se convence ou argumenta a alguém para fazer. É uma conscientização individual, um amadurecimento… Mas não deve ser esse – “ser mais espiritual” – o objetivo aqui. O objetivo é evitar, na medida em que se pode fazê-lo, o máximo que puder de causar ou contribuir para o sofrimento de outros seres.

E  a grande questão do vegetarianismo, a meu ver é: quem você é? Que tipo de ser humano você quer ser?

 

* Na Videoteca Virtual do blog coloquei um documentário bem interessante sobre o assunto, chamado “A Carne É Fraca”. Devo avisar que algumas imagens são fortes.

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Prato de ‘carne humana’ denuncia crueldade contra animais

Ativista nua em um prato simula ser um pedaço de carne em frente a um mercado em Barcelona

Um prato gigante sobre o qual jaz um corpo nu de uma voluntária, acompanhada de diferentes guarnições e sangue simulado, foi a performance que a AnimaNaturalis realizou nesta quinta-feira em frente a um mercado de Barcelona para sensibilizar os consumidores carnívoros.

Apesar do frio, uma integrante da organização internacional de defesa dos direitos dos animais se ofereceu como voluntária para simular um gigantesco prato de carne humana, no que foi o primeiro ato deste tipo realizado na Espanha e que será seguido por eventos semelhantes em Valência (leste) e em Palma de Mallorca (Baleares).

Um cartaz onde era possível ler “Quanta crueldade você é capaz de engolir?” acompanhava a inovadora performance, “com a qual iniciamos uma campanha para sensibilizar as pessoas para que não comam carne”, explicou à AFP Aída Gastín, diretora da AnimaNaturalis na Espanha.

“Todos os anos fazemos uma campanha de Natal porque se supõe que as pessoas estão mais sensíveis e pensam nos animais”, acrescentou.

A crueldade é apenas uma, não entende de espécies, não discrimina entre animais humanos e animais não humanos. Hoje em dia, o consumo de carne é um costume do qual se pode prescindir perfeitamente“, comenta Alba Mangado, coordenadora de Campanhas da AnimaNaturalis.

Anualmente, a indústria de carne mata mais de 50 bilhões de animais para servir como comida, e grande parte destas mortes ocorrem no Natal, segundo os dados fornecidos pela organização de defesa dos animais.

Fundada em março de 2003, esta organização internacional dedicada a estabelecer, difundir e proteger os direitos de todos os animais conta com uma ampla representação tanto na Espanha quando na maioria dos países da América Latina.

Fonte: AFP

(Cientistas decifram manuscrito de 300 anos de sociedade secreta)

O código do ”Copiale Cipher”, um estranho manuscrito do século XVIII de 105 páginas contendo mensagens cifradas em forma de símbolos abstratos e caracteres romanos, foi finalmente decifrado com a ajuda de um computador, informou a Universidade da Califórnia do Sul (USC).

O misterioso criptograma, envolto e escrito em papel brocado ouro e verde, revela os rituais e as tendências políticas de uma sociedade secreta estabelecida na Alemanha há 300 anos, assinala um comunicado da instituição em seu site.

Os ritos detalhados no documento que contém 75 mil caracteres indicam que esta sociedade tinha fascínio pelos olhos e a oftalmologia. No entanto, não parece que seus membros tenham sido médicos especializados nesta área.

“Esta decodificação do Copiale abre uma janela para o estudo da história das ideias e das sociedades secretas”, afirmou o especialista em informática, Kevin Knight, da Escola de Engenharia da USC, um dos membros da equipe internacional que decifrou o segredo do ”Copiale Cipher”.

“Os historiadores acreditam que as sociedades secretas desempenharam um papel nas revoluções, mas esta hipótese é difícil de apoiar devido ao fato de que um grande número de documentos está encriptado”, assinalou Knight.

O ”Copiale Cipher” foi descoberto na Academia de Berlim Ocidental no final da Guerra Fria e se encontra atualmente em poder de um colecionador particular. Para decifrar esse código, Knight e suas colegas Beata Megyesi e Christiane Schaefer, da Universidade de Upsala, na Suécia, reescreveram uma versão do texto para que pudesse ser lido pelo computador. Utilizaram para isso um programa de informática criado por Knight.

Depois de ter testado com 80 idiomas, a equipe de criptógrafos se deu conta de que os caracteres romanos careciam de sentido, destinados somente a enganar eventuais leitores interessados em decifrá-los. As mensagens estavam, de fato, nos símbolos abstratos.

Finalmente, as primeiras palavras que tinham sentido em alemão foram decifradas. Elas dizem: “Cerimônias de Iniciação” seguida por “Seção Secreta“. Knight planeja decifrar outras famosas mensagens codificadas, incluindo os criptogramas enviados pelo ”Assassino do Zodíaco”, um assassino em série que agiu entre os anos 1960 e 1970 nos Estados Unidos e que enviou mensagens encriptadas à imprensa e nunca foi preso.

Também quer testar seu programa com a “Kryptos”, uma mensagem cifrada entalhada numa escultura na sede da Agência Central de Inteligência (CIA) e no medieval ”Manuscrito Voynich”, considerado um dos mais misteriosos já encontrados.

Fonte: AFP/Terra

(21 dias sem comer)

 O artigo que inspirou este comentário – e que está colado mais abaixo – é bem fraquinho, mas dá uma ideia geral do processo necessário para se “viver de luz”. Lembrando que esse tipo de processo não deve ser realizado por conta própria, e sim com supervisão médica especializada, tendo em vista os possíveis riscos de morte ou adoecimento.

Particularmente, o assunto sempre me fascinou, apesar de nunca ter experimentado o processo e nem ter interesse para tal. A meu ver, o “viver de luz” é mais uma evidência concreta da relação Mente x Corpo, do poder da “mente” sobre a matéria. Nós somos condicionados a nos alimentar, a seguir determinadas dietas, a ingerir determinados alimentos, a comer em determinadas horas, e quando encontramos pessoas que conseguem viver – com saúde – dias, meses ou até anos sem ingerir nada sólido, é no mínimo espantoso.

É claro que tal processo envolve uma verdadeira revolução nos condicionamentos e crenças pessoais dos interessados, e o jejum é um companheiro antigo e conhecido de muitas práticas e sistemas espirituais. Entretanto, não consigo deixar de pensar que o jejum como estilo de vida regular, ou o “viver sem comer” é um extremo. De fato, o jejum direcionado já se mostrou muito útil e necessário em desintoxicações e práticas de auto-controle do corpo e da mente, e é claro, não tenho nada contra a prática, bem pelo contrário! Só não consigo pensar que viver sem comer é mais espiritual do que viver para comer. O foco de ambos, a grande preocupação, é a comida.

É verdade que muitos mestres fizeram uso da prática do jejum: Jesus jejuou por 40 dias no deserto, Buda ficou alguns anos sem comer ou comendo pouquíssimo. Inclusive, isso é muito citado quando o assunto é “viver de luz”. Mas é preciso lembrar que nenhum dos considerados “grandes mestres” viveu sem comer. Faziam ou fizeram jejuns por tempos variáveis, mas nenhum deles adotou a prática como estilo regular de vida. Inclusive, tomando o exemplo de Buda, para ilustrar o raciocínio, a Iluminação só ocorreu quando ele parou de jejuar! A partir daí, Buda pregou a Moderação. Mas, é claro, isso não desmerece nem invalida os que adotam a alimentação prânica como um estilo de vida genuíno. Só é preciso esclarecer que “viver de luz” não é necessariamente sinônimo de maior evolução espiritual ou de possuir um espírito mais desenvolvido, como também se ouve falar. Cuidado com os extremos, cuidado com o desejo pelos frutos da ação.

O que mais gosto na ideia da “alimentação prânica”, é o fato de que ela demonstra ser possível viver comendo menos, muito menos do que somos educados a acreditar que é saudável, e com superior qualidade de vida. Nós temos uma cultura muito focada no comer, no comer mais como sendo “melhor”. Além disso, comemos para amenizar nossas ansiedades, para preencher nossas necessidades por amor e atenção, para sentirmos alguma satisfação na vida, entre outras razões que não dizem respeito a abastecer somente o corpo… Enfim. Se o jejum ou a alimentação prânica conseguir servir como tomada de consciência de que o corpo “fala” e de que tudo que utilizamos como alimento tem um impacto muito mais profundo do que o meramente fisiológico observável – impacto psicoemocional, impacto espiritual – já faz valer a prática. Mas sempre tendo em mente que a verdade não passa pelos extremos… e a essência de tudo é a atitude psicológica por trás de qualquer ação…

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Veja o relato de quem ficou durante 21 dias sem comer nenhum alimento sólido. Na primeira semana, nem água foi ingerida

De acordo com a alimentação prânica é possível se alimentar da energia do sol

Seria possível não se alimentar de coisas sólidas? Pelo menos por três semanas, eles dizem que sim. Rômulo e Claudia seguiram, durante esse período, os ensinamentos da alimentação prânica, também conhecida como “viver de luz”, que se baseia na convicção de ser possível captar a energia do sol e se alimentar assim. Mesmo enfrentando descrença de amigos e parentes, os dois afirmam que seguiram à risca todas as orientações e que as restrições fazem parte de uma experiência espiritual intensa.

“Não dá para pedir para alguém que não seja espiritualista entender por que resolvemos fazer este tipo de experiência”, diz Claudia de Siqueira Osório, 35. O empresário Rômulo Galina, 32, completa: “Não se trata apenas de não se alimentar de comida sólida. Tem a ver com um processo para reestruturar corpo e espírito para conseguir viver de luz.

Boca seca

Durante os sete primeiros dias os participantes do encontro não podem ingerir nada, nem mesmo água. De acordo com Rômulo, este foi o período mais difícil, que exigiu muita determinação. Ele conta que pensou em desistir, mas resolveu ir até o fim. “Eu me propus a participar de todo o processo. O fato de estarmos em um grupo de pessoas também nos fortalece a não desistir”, afirma.

Claudia compartilhou as dificuldades de Rômulo. “A nossa boca ficava tão seca que precisávamos fazer bochechos regularmente. A mente está muito condicionada a comer e isso influencia bastante para aumentar a dificuldade”, conta. Ela, assim como o empresário, emagreceu dez quilos e confessa que anda se sentindo desconfortável com seu corpo. “Eu estou muito magra e não gosto. Voltei a me alimentar, mas de forma mais saudável. Quando recuperar meu peso ideal, vou decidir se voltarei a praticar a alimentação prânica ou não.”

No oitavo dia, sucos são inseridos na dieta. Depois deste dia, tanto Rômulo quanto Claudia afirmam que todo o processo deixou de ser sofrido para se tornar bastante agradável. “A gente utiliza a energia que usaria comendo para fazer outras coisas. Eu dormia três horas por noite e estava com uma disposição invejável no dia seguinte”, afirma Claudia.

Motivação

O empresário afirma que a motivação vem do interior de cada pessoa. Ele conta que passa por um período de reorganização em sua vida. “Eu completei os 21 dias sem comer porque realmente queria fazer um trabalho interno e consegui. A questão da alimentação nem era tão importante assim para mim. Eu desejava mesmo era fazer um trabalho de alinhamento do mental, físico, emocional e espiritual.”

Os participantes da experiência contam que não tiveram contato com ninguém do grupo durante as três semanas, a não ser durante as reuniões diárias que faziam no final da tarde. Isso proporcionava, segundo os participantes do evento, um mergulho interior profundo. “Não comer é só um aspecto do que você está passando. Você não fala com ninguém. Passa três semanas só com você. É ótimo”, explica Claudia.

Eles não aprovam

Apesar do entusiasmo dos praticantes da alimentação prânica, os profissionais de saúde não enxergam a prática com bons olhos. É o que afirma a nutricionista do Instituto do Coração (INCOR) Cibele Regina Laureano Gonsalves: “Não dá para afirmar que isso faça bem ao organismo. Até é possível ingerir apenas líquidos, mas teríamos que incluir mingau e sopas diversas para que a dieta ficasse mais rica em nutrientes. É alimento também, só que a consistência é líquida.”

A médica endocrinologista Rosemeire Fiorotto é categórica e afirma que seguir a alimentação prânica por um período prolongado não é possível do ponto de vista fisiológico. “Precisamos de alimento para funcionar. Algumas conseqüências que podemos citar são desnutrição, desidratação e a falência dos órgãos.” Rômulo não desafia a medicina. “Eu não sei se é possível ficar assim indefinidamente, mas eu consegui ficar durante 21 dias seguindo esse estilo de vida.

Fonte: Danielle Nordi/ iG