(Cientistas dizem ser capazes de ler a mente das pessoas)

Um exame detalhado da atividade cerebral pode, efetivamente, ler a mente de uma pessoa, garantem cientistas britânicos em um artigo publicado nesta quinta-feira na edição online da publicação Current Biology.

Pesquisadores da University College, de Londres, descobriram ser capazes de diferenciar a atividade cerebral ligada a diferentes lembranças e, desta forma, identificar padrões de pensamento utilizando a Ressonância Magnética funcional (fMRI).

A evidência sugere que os cientistas podem dizer qual lembrança do passado a pessoa evoca a partir, unicamente, do padrão de sua atividade cerebral.

“Nós examinamos a atividade cerebral para detectar vestígios de lembranças específicos na memória episódica”, explicou Eleanor Maguire, diretora da pesquisa.

“Nós descobrimos que nossas lembranças são definitivamente representadas no hipocampo. Agora que sabemos onde estão, temos a chance de entender como as lembranças são armazenadas e como podem mudar com o passar do tempo”, acrescentou.

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A mesma equipe participou de um estudo em 2009, segundo a qual os cientistas demonstraram ser capazes de dizer a localização de uma pessoa dentro de uma sala de realidade virtual, analisando apenas seus sinais cerebrais.

Segundo os cientistas, os novos resultados representam um avanço nesta linha de pesquisa, porque acredita-se que as lembranças episódicas – recordações de eventos cotidianos – sejam mais complexas e, portanto, mais difíceis de decifrar do que a memória espacial.

Neste estudo, Maguire e os colegas Martin Chadwick, Demis Hassabis e Nikolaus Weiskopf mostraram a cada uma das dez pessoas monitoradas três filmes curtos antes de submetê-los à ressonância. Em cada filme aparecia uma atriz diferente e um cenário comum.

Enquanto os cientistas submetiam os voluntários à ressonância, pediam que eles lembrassem de cada um dos filmes vistos. Os pesquisadores, então, rodaram os dados colhidos pelo scanner em um algoritmo de computador, desenvolvido para identificar padrões na atividade cerebral associados às lembranças de cada um dos filmes.

Finalmente, eles mostraram que aqueles padrões poderiam ser identificados para prever com precisão em qual filme uma determinada pessoa estaria pensando enquanto se submetia à ressonância.

Os resultados demonstraram que os vestígios de lembranças episódicas se encontram no cérebro e que são identificáveis, e reforçaram as descobertas feitas por um estudo publicado em 2008, que provou que exames de ressonância similares podem determinar qual a imagem que uma pessoa vê com base em sua atividade cerebral.

Fonte: AFP/Terra

(Egito apresenta monumento ao faraó Akhenaton e rainha Nefertiti)

O museu egípcio do Cairo apresentou nesta quinta-feira uma estela com a imagem do faraó Akhenaton, sua mulher, a famosa rainha Nefertiti, e os filhos do casal adorando o Sol no estilo artístico mais natural da época do faraó, há 3,3 mil anos. As informações são da AP.

Segundo pesquisadores, Akhenaton foi o primeiro faraó da história a sugerir o monoteísmo através da adoração de um único deus, Aton, a manifestação do poderoso deus Rá-Horakhti.

A esperada identificação da múmia de Akhenaton através de testes de DNA será um passo decisivo para recriar o modo de vida das pessoas da época.

O monumento apresenta a imagem do faraó Akhenaton, sua mulher, a famosa rainha Nefertiti, e os filhos do casal adorando o Sol

O monumento apresenta a imagem do faraó Akhenaton, sua mulher, a famosa rainha Nefertiti, e os filhos do casal adorando o Sol

Fonte: AP/Terra

(Arqueólogos descobrem novo lance da Grande Muralha da China)

Pedaço encontrado mede aproximadamente 140 quilômetros e teria sido construído no século II a. C.

PEQUIM - Um novo lance da Grande Muralha China foi achado na província chinesa de Henan (central), informou nesta terça-feira, 9, a agência oficial “Xinhua”.

O pedaço achado mede cerca de 140 quilômetros, dos quais 30 encontram-se em bom estado. Segundo o órgão encarregado do patrimônio cultural da província, a estrutura data do século II a. C., da era dos Estados Combatentes.

O muro em questão teria sido construído pelo Reino de Chu, um dos que, poucos anos depois, foi unificado com outros da região para a criação do primeiro império unido da China, durante a dinastia Qin.

Dos 140 quilômetros do trecho descoberto, 30 encontram-se em bom estado

Dos 140 quilômetros do trecho descoberto, 30 encontram-se em bom estado

A Grande Muralha propriamente dita foi erguida nesses anos, por ordem do primeiro imperador chinês, Qin Shihuang, unindo os lances que diversos reinos e tribos da região tinham construído desde o século VII a.C. para se defenderem de nômades do norte da Ásia.

Alguns dos trechos mais antigos ficam nas províncias de Henan e Hubei, centenas de quilômetros mais ao sul que as partes mais famosas e visitadas do monumento, em Pequim e em zonas próximas à atual Mongólia.

Fonte: Reuters/Estadão

(Chinesa de 101 anos desenvolve “chifre” na testa)

O que eu mais gosto nesse tipo de notícia é que ela dá o que pensar.

Nesse caso em específico, penso que se hoje, em pleno 2010, esse tipo de história ainda provoca medo nas pessoas, imagine algo do tipo acontecendo há alguns séculos atrás. Imaginemos agora, como as pessoas reagiriam, de que modo interpretariam o aparecimento de um  “chifre” num outro ser humano e de que modo o retratariam, se escrevessem (ou pintassem ou simplesmente falassem) sobre ele.

Pensou?

Então…

Será que eu posso dizer que muitas das coisas que ficamos sabendo como “milagres”, “mitos”, “lendas fantásticas”, nada mais são do que o modo como seres humanos, frutos de suas limitações de época e conhecimento (e aqui não quero dizer que a nossa geração atual esteja no “auge”, apenas que está mais avançada em relação às anteriores), arranjaram para explicar aquilo que não compreendiam?

Muitos ” mitos” tiveram uma origem possível na má compreensão de doenças e de distúrbios e transtornos singulares, por exemplo. Foi assim com o “lobisomem” (relacionado a Hipertricose  congênita, também conhecida como “Síndrome de Lobisomem”) e com o “vampiro” (relacionado principalmente a Porfiria).

Jesus Manuel Aceves - o homem "lobo"

Jesus Manuel Aceves - o homem "lobo"

Agora imaginem o que essa senhora vai ouvir quando o outro chifre (que já está ameaçando do lado direito) resolver realmente aparecer…

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Uma mulher de 101 anos que vive em uma aldeia da província central chinesa de Henan está causando temor e despertando curiosidade de seus vizinhos depois que passou a desenvolver, na parte esquerda de sua testa, um “chifre” de cor negra e quase seis centímetros de comprimento, segundo informa o Diário do Povo.

A idosa, chamada Zhang Ruifang, vive no pequeno povoado de Linlou. A protuberância apareceu no ano passado, e desde então vem crescendo, chegando aos seis centímetros atuais. O chifre parece o de uma cabra, como destaca o jornal.

O chifre, formado por queratina (substância encontrada nos pelos e as unhas humanas) não causa dor ou problemas à idosa, embora alguns vizinhos tenham dito que o fenômeno “dá medo”.

A idosa desenvolveu, na parte esquerda da testa, um "chifre" de cor negra e quase seis cm de comprimento

A idosa desenvolveu, na parte esquerda da testa, um "chifre" de cor negra e quase seis cm de comprimento

Zhang, que não se importa com esses temores, sai todos os dias para passear e realiza alguns trabalhos domésticos. Ela vive com a família de um de seus sete filhos.

As imagens da chinesa ganharam destaque em muitos veículos de imprensa de todo o mundo, especialmente na imprensa britânica, onde foi destacado que este tipo de protuberância é um tumor benigno que costuma aparecer com frequência em pessoas de idade avançada, embora muito raramente alcance tamanho tão grande.

Uma protuberância similar está aparecendo no lado direito da testa da mulher, também de cor negra, embora por enquanto tenha tamanho muito menor, e o aspecto de uma simples pinta.

Fonte: EFE/Terra

(Arqueólogos encontram câmara funerária de rainha do Egito)

Uma missão arqueológica francesa descobriu a câmara funerária da rainha Behenu na região histórica de Saqara, 25 quilômetros ao sul do Cairo. Segundo os pesquisadores, a rainha era pertencente à VI dinastia que aconteceu do ano 2374 ao ano 2192 a.C. As informações são da agência EFE.

A câmara funerária foi encontrada durante os trabalhos de limpeza da Pirâmide de Behenu que fica nas proximidades da pirâmide do rei Pepi I, que pode ter sido o marido da rainha.

Arqueólogos franceses encontraram a câmara mortuária, em Saqara, próximo a Cairo

Arqueólogos franceses encontraram a câmara mortuária, em Saqara, próximo a Cairo

Fonte: EFE/Terra

(Sensação de juventude pode influenciar longevidade, diz estudo)

Cientistas americanos afirmam que a idade que a pessoa sente ter pode afetar o processo de envelhecimento, de acordo com um estudo publicado na revista especializada americana Journal of Gerontology: Social Sciences. Pesquisadores da universidade de Purdue dizem que a idade cronológica importa, mas a “própria interpretação da sua idade” tem consequências ainda mais duradouras.

“Se você se sente mais velho do que a sua idade cronológica, provavelmente vai experimentar várias das desvantagens associadas ao envelhecimento”, afirma Markus Schafer, que coordenou a pesquisa. Por outro lado, Schafer diz que aqueles que são mais velhos, mas tem a sensação de serem mais novos, “têm vantagens para manter várias das habilidades que se valoriza”.

Pesquisa nacional

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Schafer e a coautora do estudo, Tetyana Shippee, compararam a idade cronológica e a idade subjetiva de diversos indivíduos para determinar qual delas tem maior influência sobre as suas capacidades cognitivas. Quase 500 pessoas com idades entre 55 e 74 anos foram entrevistadas sobre envelhecimento em 1995 e em 2005 pela Pesquisa Nacional sobre Desenvolvimento na Meia Idade nos Estados Unidos.

Na primeira etapa, em 1995, a maioria das pessoas respondeu se sentir 12 anos mais nova do que realmente era, ao ser perguntada sobre que idade sentiam ter na maior parte do tempo. “Descobrimos que essas pessoas que se sentiam jovens para a própria idade tinham mais chances de ter uma segurança maior sobre as suas capacidades cognitivas uma década mais tarde”, afirma Schafer.

O especialista em gerontologia admite, no entanto, não saber o que vem primeiro: se o bem estar e a felicidade da pessoa afeta as suas capacidades cognitivas ou se as capacidades cognitivas é que afetam a sensação de bem estar. “Estamos planejando descobrir isso em um futuro estudo”, acrescenta.

Implicações

Para Schafer, as descobertas do seu mais recente estudo tem implicações positivas e negativas, já que há muita pressão da sociedade para as pessoas ficarem jovens por cada vez mais tempo. Por isso, quando inevitavelmente envelhecem, as pessoas podem perder a confiança em suas capacidades cognitivas.

“Por outro lado, por causa desse desejo de se manter jovem nos Estados Unidos, podem existir benefícios em tentar manter uma sensação de jovialidade ao se manter informado sobre as últimas tendências e atividades que revigoram.”

O pesquisador diz ainda que aprender a dominar novas tecnologias pode ser outra forma de continuar a melhorar a capacidade cognitiva. Estudos anteriores indicavam que as mulheres são mais suscetíveis a estereótipos relativos à idade. Por isso, a expectativa era que elas fossem se sentir mais velhas do que os homens e menos confiantes.

No entanto, de acordo com a nova pesquisa, a diferença, embora exista, “não foi tão significativa quanto se esperava”.

Fonte: BBC Brasil/Terra

(Local sagrado asteca é achado por acaso sob estacionamento)

Uma nova notícia sobre a descoberta do templo de Ehecatl, encontrado recentemente em Tenochtitlan, no México.

Para ver a notícia anterior, clique aqui.

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Um templo dedicado a Ehecatl (Deus do vento), parte da área sagrada da cidade asteca de Tenochtitlan e onde podem ter sido feitos sacrifícios humanos, foi encontrado debaixo de um estacionamento no centro histórico da capital mexicana.

Arqueólogos mexicanos fizeram a descoberta em dezembro passado na extinta cidade pré-hispânica, quando examinavam um prédio que até semanas atrás era o estacionamento de um hotel e onde os proprietários queriam fazer obras de ampliação.

“É uma das descobertas mais importantes dos últimos anos”, disse Raúl Barrera, diretor do Programa de Arqueologia Urbana do Museu do Templo Maior (centro religioso de Tenochtitlán) e chefe das escavações.

Atrás de um antigo portão de madeira verde, em uma movimentada rua da capital mexicana, um trator trabalhava abrindo um buraco no qual uma dezena de especialistas deixaram descoberta a parte traseira da estrutura circular, construída entre 1486 e 1512.

Semanas antes da descoberta, apenas um seleto grupo de pessoas teve acesso aos restos de dois pilares superiores do templo, um deles quase intacto, assim como a base circular no centro da pirâmide, sobre a qual originalmente se erguia uma estrutura em forma cilíndrica.

De acordo com as referências históricas, este templo construído para adorar Ehecatl tinha 14 metros de diâmetro, um teto cônico de palha e uma entrada em forma de boca de serpente, relacionada ao deus Quetzalcoatl (serpente emplumada, na língua nahuatl).

Sem volta

Arqueólogos trabalham nas ruínas de templo asteca milenar descoberto na Cidade do México sob um estacionamento

Arqueólogos trabalham nas ruínas de templo asteca milenar descoberto na Cidade do México sob um estacionamento

No entanto, a parte frontal do templo não poderá voltar à superfície porque se encontra enterrada sob um prédio colonial contíguo que atualmente sedia o centro cultural Espanha, considerado patrimônio histórico.

“A forma circular se relaciona com o redemoinho e, na cosmovisão, é uma alegoria, mas sua forma arredondada permite que o vento circule”, acrescentou Barrera.

“As fontes históricas mencionam que neste edifício eram realizados sacrifícios humanos, mas ainda não foram encontradas ossadas com marcas desta prática ou alguma representação em pintura que o confirme”, afirmou Barrera ao visitar os trabalhos arqueológicos.

No número 16 da Rua da Guatemala, onde foi feita a nova descoberta, se misturam pedras da construção do templo asteca, vestígios de um edifício colonial erguido no século 16, que veio abaixo no grande terremoto de 1985, e materiais da construção que abrigou o estacionamento.

“Os restos do jogo de bola (mesoamericano) também estão sepultados na Rua da Guatemala, muito perto daqui, e ao norte estariam os restos do edifício que foi o Calmecac (a escola dos nobres astecas)”, explicou.

O templo de Ehecatl, relacionado com Tlaloc (Deus da chuva) e a agricultura, bem como o jogo de bola, vinculado à guerra, eram lugares sagrados para os astecas, que fundamentavam sua cultura nestas duas atividades.

O cenário neste pequeno prédio é uma amostra do que acontece em cerca de 250 mil metros quadrados do centro histórico da capital mexicana, onde convivem diferentes épocas da História, uma sobre a outra, com uma dezena de edificações subterrâneas que formavam o centro sagrado de Tenochtitlan.

Fonte: AFP/Terra

(Reunidos fragmentos de texto bíblico separados há séculos)

Texto reconstituído permite acompanhar evolução do relato bíblico do Êxodo ao longo dos milênios

JERUSALÉM - Duas partes de um antigo manuscrito bíblico, separadas por séculos, foram reunidas pela primeira vez numa mostra conjunta nesta sexta-feira, 26, graças a uma descoberta acidental que está ajudando a iluminar um período obscuro na história da Bíblia hebraica.

Os fragmentos, de 1.300 anos, que são alguns dos poucos manuscritos bíblicos hebraicos que sobreviveram à era em que foram escritos, existiram separadamente e com sua relação mútua ignorada até que uma fotografia de um, publicada em sua primeira exibição pública em Israel, chamou a atenção dos estudiosos que acabaram por ligá-os.

Juntos, compõem o Segundo Cântico do Mar, cantado pelos israelitas após a fuga do Egito, enquanto assistiam à destruição dos exércitos do faraó no Mar Vermelho.

Uma mostra no museu nacional de Israel, dedicada ao Cântico do Mar, agora está unindo as duas peças.

Uma página do cântico, conhecida como o Manuscrito Ashkar, estava abrigada numa biblioteca de livros raros na universidade Duke, nos EUA, e foi exibida pela primeira vez em Israel em 2007.

Textos em hebraico separados há séculos ajudam a recosntituir a história da Bíblia

Textos em hebraico separados há séculos ajudam a recosntituir a história da Bíblia

Foi nessa oportunidade que a fotografia do manuscrito apareceu em um jornal e chamou a atenção de dois paleógrafos israelenses, Mordechay Mishor e Edna Engel, que notaram a semelhança com uma outra página em hebraico, o Manuscrito de Londres, que é parte de uma coleção particular.

“A uniformidade das letras, a estrutura do texto e as técnicas usadas pelo escriba… ficou muito claro para mim”, disse Engel.

A relação não seria óbvia para o observador leigo. O Ashkar está escurecido pela exposição aos elementos e o texto está praticamente invisível, enquanto o Londres é legível e se encontra muito melhor preservado.

Mas após estudos com raios ultravioleta, os especialistas confirmaram que os textos não só foram escritos pela mesma mão, mas eram parte de um mesmo rolo de pergaminho.

Estudiosos acreditam que o pergaminho foi escrito por volta do século sétimo, em alguma parte do Oriente Médio, possivelmente no Egito. Não se sabe como essas partes foram separadas, ou o que aconteceu com o restante do material escrito.

O museu em Israel providenciou para que o Londres fosse levado a Jerusalém. A nova mostra descreve como o Cântico do Mar foi composto por meio de vários manuscritos antigos, dos Manuscritos do Mar Morto, que têm 2.000 anos, até o chamado Códice de Alepo, escrito quase mil anos mais tarde.

A reunificação dos fragmentos é um elo importante na corrente, mostrando como a escrita da Bíblia hebraica evoluiu ao longo do chamado período “silencioso” – entre os séculos terceiro e décimo – do qual não resta praticamente nenhum texto bíblico.

O Cântico nos Manuscritos do Mar Morto está escrito como prosa, por exemplo, e no manuscrito reunido, em versos.

Fonte: Estadão/AP

(Carta de Descartes roubada no século XIX é encontrada nos EUA)

Uma carta da coleção de 72 mensagens originais do filósofo e cientista René Descartes (1596-1650) roubada na França no século XIX foi localizada em uma instituição de ensino superior do estado americano da Pensilvânia.

A carta, de quatro folhas e escrita em 27 de maio de 1641, é uma amostra da extensa correspondência que o francês trocou com seu amigo Marin Mersenne e que fazia parte do arquivo do Instituto da França até que o italiano Guglielmo Libri a roubasse junto com milhares de outros documentos em meados do século XIX.

A descoberta foi anunciada pela pequena Haverford College, que abrigava a carta sem saber que fazia parte dos artigos roubados. O item foi doado há mais de um século pela viúva de um ex-aluno junto com outros bens. Segundo a instituição, o exemplar será devolvido à França.

Rene Descartes

O responsável pela descoberta foi o pesquisador Erik-Jan Bos, da Universidade de Utrecht (Holanda), que se deparou com uma referência à carta enquanto navegava pela internet e, após pedir uma cópia à Haverford College, viu que se tratava de uma “autêntica e desconhecida” carta de Descartes.

Bos entrou em contato com a instituição americana e, quando esta soube que se tratava de uma das cartas roubadas por Libri, comunicou o Instituto da França sobre a existência da mesma e se ofereceu para devolvê-la.

A entidade francesa pagará à Haverford College uma recompensa de 15 mil euros (US$ 20.300) por recuperar um texto que, segundo especialistas, “joga luz sobre alguns elementos-chave da filosofia de Descartes” e oferece detalhes sobre a publicação de sua obra “Meditações Metafísicas” (1641). “A carta mostra que a forma original de ‘Meditações Metafísicas’ tinha uma ordem diferente da publicada”, diz a Haverford College.

O roubo de Libri, professor de matemática e responsável pelo catálogo geral de manuscritos das bibliotecas públicas francesas, foi um dos maiores do século XIX. Ele conseguiu levar para a Inglaterra uma coleção de 30 mil livros e manuscritos entre os quais havia obras de Nicolau Copérnico, Galileu Galilei e Pierre de Fermat.

Libri, que evitou a Justiça francesa ao entrar no Reino Unido como refugiado político, vendeu os artigos a livreiros e colecionadores. Com isso, as peças recorreram meio mundo. Até agora, das 72 cartas de Descartes que desapareceram, 45 foram recuperadas pelas autoridades francesas.

Fonte: Terra/EFE

(Muralha pode confirmar descrição bíblica da época de Salomão)

Arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém apresentaram partes de uma muralha que teria sido construída por ordem do Rei Salomão. Segundo a arqueóloga Eilat Mazar, diretora de escavações perto da cidade antiga de Jerusalém, os restos da muralha do século X a.C poderiam confirmar a descrição bíblica da época do rei.

De acordo com informações da agência Efe, uma parte da parede, de 70 m de comprimento e seis de altura, foi encontrada em um local chamado de Ofel, entre a chamada Cidade de David e da parte sul do Monte do Templo judaico.

Desenvolvidas nos últimos meses, as escavações fazem parte de um projeto da Universidade Hebraica de Jerusalém, da Autoridade de Antiguidades de Israel e outras instituições, com financiamento americano.

A parcela da muralha revelada tem 70 metros de comprimento e seis m de altura

A parcela da muralha revelada tem 70 metros de comprimento e seis m de altura

Fonte: EFE/Terra

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