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AHMEDABAD, Índia (Reuters) - As obras literárias de Mahatma Gandhi, o ícone da luta pela libertação da Índia do domínio colonial britânico, devem entrar para o domínio público este mês, quando terminará a vigência dos direitos autorais sobre seus escritos e discursos. Qualquer pessoa poderá então publicar os escritos e discursos do líder legendário, conhecido como “pai da nação”, já que o direito sobre eles termina 60 anos após sua morte.

Gandhi, pioneiro da filosofia de resistência não violenta à ocupação britânica da Índia, foi assassinado por um radical hindu em 30 de janeiro de 1948 em Nova Délhi.

Gandhi entregou suas obras à Fundação Navajivan, de Gujarat, que ele próprio fundou, mas, segundo a Lei de 1957 sobre copyright, as obras de uma pessoa entram para o domínio público 60 anos após sua morte.

Os responsáveis pela fundação disseram que, com base na filosofia de Gandhi, não querem pedir ao governo indiano a extensão dos direitos autorais.

“Considerando o espírito do pensamento de Gandhi, não se deve pedir essa extensão. Já refletimos sobre a questão e não vamos pedir a extensão”, disse à Reuters Television Jitendra Desai, curador administrativo da Fundação Navajivan.

Desde sua criação, a fundação já publicou cerca de 300 volumes das obras de Gandhi, incluindo artigos, cartas, discursos e traduções de sua autobiografia.

Embora Gandhi tenha entregue os direitos autorais de suas obras à fundação, ele próprio nunca subscreveu a idéia do copyright.

“Gandhi nunca apoiou a idéia do direito autoral. Mas, devido a algumas instâncias em que suas idéias foram mal interpretadas, ele foi obrigado a ceder à insistência daqueles que o prezavam e o exortavam a proteger suas obras com direito autoral”, disse outro membro da fundação, Amrut Modi.

Os estudiosos de Gandhi querem que o direito autoral seja reativado pelo governo, temendo que o uso livre de suas obras possa levar outras editoras a fazer interpretações equivocadas de seus textos.

“Quando o copyright terminar, os preços das obras certamente vão subir. A tarefa de levar o pensamento de Gandhi ao povo também pode ser prejudicada”, disse Dhimant Badiya, estudioso de Gandhi em Ahmedabad.

De qualquer maneira, a Fundação Navajivan vai continuar a publicar as obras de Gandhi a preços subsidiados, mesmo depois do fim do direito autoral.

Fonte: Último Segundo

Quem diria… ;-)

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Cientistas afirmam ter descoberto o verdadeiro amor. Exames das ondas cerebrais indicaram que um pequeno número de casais pode apresentar, mesmo após 20 anos, a mesma paixão que a maioria dos casais apresenta nos primeiros tempos de relacionamento. As informações são do Times Online.

A descoberta derruba a visão convencional de que o amor e o desejo sexual atingem o pico no começo da relação e declinam com o passar dos anos.

Uma equipe de pesquisadores da Stony Book University, em Nova York, analisou as ondas cerebrais em casais que estão juntos há mais de 20 anos e comparou com as de casais formados recentemente. Eles descobriram que um a cada dez dos casais mais antigos tinha as mesmas reações químicas no cérebro ao ver fotografias de seus parceiros que os casais mais recentes.

Pesquisas anteriores sugeriam que os primeiros estágios do relacionamento, uma montanha-russa de emoções e obsessões, que os psicólogos chamam de “enamoramento”, começa a enfraquecer após 15 meses. Passados 10 anos, as conexões químicas não acontecem mais.

No entanto, as análises cerebrais de alguns casais formados há um tempo mais longo revelam que o enamoramento também amadurece, permitindo que eles desfrutem do que o relatório da pesquisa denominou “companheirismo intensivo e vivacidade sexual”.

Os pesquisadores apelidaram estes casais de “cisnes”, por eles terem “mapas do amor” no cérebro, similares aos animais que mantém um parceiro por toda a vida, como os cisnes e as raposas cinzentas.

As reações dos “casais-cisnes” a fotos de seus parceiros foram identificadas em exames de ressonância magnética como um pico de produção de dopamina, observado mais comumente em casais que vivem os primeiros dias de amor.

“As descobertas vão contra a visão tradicional do romance ¿ que ele diminui sensivelmente após a primeira década ¿ mas estamos certos de que são reais”, explica o pesquisador Arthur Aron, psicólogo da Stony Brook University.

Pesquisas anteriores já haviam derrubado o mito dos “pontos de fratura” nos relacionamentos após os 12-15 meses, após os 3 anos e a infame crise dos 7 anos.

Segundo Aron, ao entrevistar os primeiros casais que alegavam sentirem-se apaixonados após 20 anos, em média, ele achou que aquelas pessoas estavam enganando a elas mesmas. “Mas também foi o que os exames das ondas cerebrais nos disseram, e isso as pessoas não conseguem simular”. Um casal de “cisnes” estudado por Aron, Billy e Michelle Jordon, após 18 anos juntos, ainda serve de inspiração para os amigos. O casal, que vive em Newpot Beach, Califórnia, andam o tempo todo de mãos dadas. “Vem muito naturalmente”, explica Michelle, 59 anos.

Lisa Baber, 40 anos, e seu marido, David, 46 anos, de Bristol, dizem que ainda sentem o mesmo frisson de quando ficaram juntos pela primeira vez, há 17 anos.

“Ele era louco e muito excitante, tirava meus pés do chão”, diz Lisa. “Esta excitação está bem viva. Nós nos certificamos de que nossas vidas estejam sempre mudando”.

Outros casais que mantiveram a paixão são Tony e Cherie Blair, e Michael e Shakira Caine. Michael Howard, antigo líder do Partido Conservador da Inglaterra, e sua mulher Sandra estão juntos há mais de 30 anos.

Segundo Aron, ele e sua mulher, ambos de 64 anos, têm uma relação muito forte, mas ficou com um pouco de inveja dos “casais-cisnes”. “Os seus relacionamentos são intensos e sexualmente ativos, também, sem as dificuldades dos amores recentes”, disse ele.

(do site de notícias Terra)

Do site Último Segundo:

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Eles sabem que metade da população adulta é analfabeta funcional, que os brasileiros não leem nem dois livros por ano e que os estudantes estão entre os piores do mundo em testes de leitura. Mesmo assim, contrariando uma realidade preocupante, uma série de pessoas sozinhas, organizações não-governamentais e mesmo municípios e Estados estão multiplicando projetos de incentivo à leitura pelo País.

Dados do Programa Nacional do Livro e Leitura (PNLL), dos Ministérios da Cultura e da Educação, mostram que o número de projetos cadastrados saltou de 162 em 2006 para quase 600 em 2008.

A última edição do Prêmio Vivaleitura, por exemplo, teve 1.899 projetos inscritos de todos os Estados, tanto das capitais quanto dos pequenos municípios do interior do País. São bibliotecas em casas de palafita na região amazônica, nas garagens da periferia de grandes cidades, no lombo de animais, nos carrinhos de catadores de papel, no porta-malas de carros, em ônibus adaptados. Vizinhos que se unem e criam grupos de leitura, professores que criam modelos pedagógicos para serem usados extraclasse, redes de ensino que reformularam seus programas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Bem, eu acho que é exatamente porque o brasileiro não lê é que realmente se deve investir em projetos de leitura. Se os brasileiros já tivessem o hábito de ler, aí sim é que tais projetos poderiam até serem redundantes!!!

As melhores descobertas são sempre acidentais!!!

Do site de notícias Terra:

Equipe de perfuração acidentalmente se tornou o primeiro grupo de seres humanos conhecido a ter perfurado a crosta terrestre em profundidade suficiente para chegar ao magma

Equipe de perfuração acidentalmente se tornou o primeiro grupo de seres humanos conhecido a ter perfurado a crosta terrestre em profundidade suficiente para chegar ao magma

Uma equipe de perfuração recentemente atravessou camadas de rochas profundas por sob o Havaí e acidentalmente se tornou o primeiro grupo de seres humanos conhecido a ter perfurado a crosta terrestre em profundidade suficiente para chegar ao magma - a forma derretida de rocha que ocasionalmente atinge a superfície na forma de erupções de lava - em seu ambiente natural, anunciaram cientistas norte-americanos em dezembro.

“Trata-se de uma descoberta sem precedentes”, disse Bruce Marsh, especialista em vulcões da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, que participará do estudo das amostras obtidas pelos perfuradores.

Normalmente, ele disse, os pesquisadores de vulcões precisam realizar “estudos post-mortem” de magma há muito solidificado, ou estudar a lava ainda em estado ativo em períodos de erupções vulcânicas. Mas desta vez eles conseguiram encontrar o magma em seu ambiente natural ¿ algo que Marsh descreveu como tão emocionante, para os membros de sua profissão, quanto encontrar um dinossauro vivo brincando em uma ilha distante seria para um paleontologista.

“Esse é o meu Jurassic Park”, ele declarou em uma reunião da União Geofísica Americana em San Francisco.

Primeiro contato

A descoberta foi feita a uma profundidade de 2,5 quilômetros, durante uma escavação exploratória cujo objetivo era tentar localizar fontes de energia geotérmica. A equipe de escavação encontrou algo de incomum durante operações de rotina conduzidas no Projeto Geotérmico de Puna, uma propriedade controlada pela Ormat Technologies, de Reno, Nevada. Quando os trabalhadores tentaram retomar suas escavações, descobriram que o magma havia subido por cerca de oito metros do encanamento que inseriram no poço exploratório. A rocha se solidificou na forma de uma substância clara e vítrea, aparentemente devido ao resfriamento rápido pelo qual passou depois de encontrar a água do lençol freático.

Os cientistas sabiam há muito que era provável a presença de câmaras de magma na vizinhança do local da escavação. A perfuração estava sendo conduzida em um esforço para tentar encontrar fontes de abastecimento para uma usina de energia geotérmica já existente, construída para colher calor da região vulcânica mais ativa do mundo, em torno do vulcão Kilauea, que vem emitindo lava continuamente desde 1983. Don Thomas, geoquímico do Centro de Estudo de Vulcões Ativos da Universidade do Havaí, disse que era apenas questão de tempo antes que alguma operação de perfuração viesse a atingir magma quente.

Mas que isso tenha de fato acontecido na prática “é tremendamente emocionante”, disse Thomas, que não fazia parte da equipe que realizou a descoberta.

Os pesquisadores descobriram, adicionalmente, que o magma é feito de dacito, uma espécie de rocha precursora do granito, e não do basalto que forma a maior parte do Havaí.

“Se tivéssemos encontrado basalto, a surpresa não teria sido grande”, disse William Teplow, geólogo consultor da U. S. Geothermal, que está assessorando o projeto.

Os cientistas acreditavam há muito que o dacito pudesse se separar do magma basáltico para formar rochas graníticas. Mas eles jamais esperavam ver o processo em plena operação.

“Essa pode ser a primeira vez que a geração do granito foi observada de forma concreta em seu estado formativo, na natureza”, disse Teplow. “É uma observação importante porque é esse processo que diferencia a crosta continental granítica da crosta oceânica, mais primitiva e basáltica”.

Marsh está entusiasmado com as perspectivas de novos estudos. “Isso é apenas a ponta do iceberg”, ele declarou. “Não sabemos onde vai nos levar, mas se trata de uma oportunidade de ouro”.

Pode até ser possível conduzir experiências científicas no interior do magma.

“Poderíamos estar falando do primeiro observatório de magma instalado no planeta”, disse Marsh. “Trata-se de um evento singular, do nosso primeiro contato com as entranhas da Terra, onde vive o magma”.

Poderio econômico

Com uma temperatura estimada em cerca de 1.050 graus centígrados, a camada de magma também poderia ser valiosa como uma fonte de calor de alta qualidade para a produção de energia geotérmica.

“Mas a primeira coisa com que devemos nos preocupar é compreender os aspectos científicos”, disse Lucien Bronicki, presidente do conselho e vice-presidente de tecnologia da Ormat.

Marsh, da Universidade Johns Hopkins, acrescentou que o corpo de magma localizado é grande o suficiente para que seu uso como fonte geradora de energia não interfira com futuras pesquisas científicas na mesma região.

“O poço que escavamos tem as dimensões que uma picada de mosquito teria nas costas de um elefante”, ele afirmou.

Richard A. Lovett - National Geographic

Primeira notícia do ano, a adoção brasileira do acordo ortográfico. Uma pena toda essa polêmica que o acordo tem gerado. Apesar de tudo, a unificação só tem a beneficiar os países lusófonos, pois fortalecerá ainda mais a língua portuguesa. Isso sem falar em como facilitará para os estrangeiros que desejam aprender o nosso idioma, e que normalmente se batem um bocado com as diferenças ortográficas. Enfim, na minha opinião, o único problema real que percebo a respeito do acordo é somente o de se acostumar com ele. Todo o resto são apenas conjecturas.

Do Último Segundo:

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Neste 1º de janeiro de 2009, o Brasil se torna o primeiro país de língua portuguesa a adotar as novas regras ortográficas, enquanto no resto do mundo lusófono o acordo ainda está cercado de polêmica e incerteza. Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal também já ratificaram o acordo, mas nenhum deles tem data marcada para implementar a nova ortografia.

Os governos dos demais países - Timor Leste, Guiné-Bissau, Moçambique e Angola - se dizem interessados em aprovar o acordo, mas ainda não o fizeram.

Segundo Godofredo de Oliveira Neto, presidente da Comissão de Língua Portuguesa, órgão ligado ao Ministério da Educação brasileiro, os outros países de língua portuguesa acompanham com atenção o início da adoção do acordo no Brasil, assim como a situação em Portugal, e devem definir nos próximos meses como será feita a implementação das novas regras internamente. “A expectativa é de que todos os oito países tenham ratificado (o acordo) até a metade de 2009″, diz ele.

A iniciativa do Brasil de ser o primeiro país a colocar em vigor as novas regras ortográficas foi vista como “um impulso” aos demais países pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado.

Mas a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa deixa claro que o objetivo da reforma é a unificação e que “o ideal seria que todos os países avançassem em uníssono”.

Polêmica

Apesar de a reforma ortográfica já estar em vigor na ordem jurídica internacional e de ter sido ratificada por quatro países, a polêmica sobre o valor do acordo ainda resiste.

Em Portugal, uma petição com milhares de assinaturas pedindo a suspensão da implementação do acordo está sendo avaliada pela Assembléia da República.

Um dos signatários, o deputado do Parlamento europeu Vasco Graça Moura, diz que a reforma é “praticamente a adoção da grafia em vigor no Brasil, com a pretensão de que ela se aplica a todos os espaços em que se fala a língua portuguesa”.

“Evidentemente, é uma capitulação aos interesses brasileiros. No dia em que a grafia brasileira puder ser utilizada em todos os espaços em que se fala a língua portuguesa, é evidente que os interesses econômicos brasileiros, muito em especial os ligados às edições escolares, estarão altamente beneficiados”, afirma Graça Moura.

“Sou um admirador da cultura brasileira, não há nada de anti-brasileirismo nesta opinião. O que há é a constatação de que com a adoção do acordo ortográfico - se é que ele chegará a entrar em vigor - é evidente que as entidades produtoras de material impresso sediadas no Brasil tirarão daí grandes vantagens.”

Graça Moura diz ainda que a reforma “não traz nenhuma vantagem aos falantes do português do lado de cá do Atlântico e também não traz para os outros países de língua portuguesa”.

Beneficiados

Já o premiado escritor angolano José Eduardo Agualusa acredita que os maiores beneficiados pelo acordo ortográfico serão justamente os países africanos de língua portuguesa.

“Neste momento, em Angola, o que acontece é que no mesmo território existem livros com duas grafias, do Brasil e de Portugal. Portanto, temos, na prática, duas ortografias vigentes. Ainda por cima em um país cujo grande desafio é a alfabetização das populações”, diz Agualusa.

“(O acordo) Vai facilitar a circulação do livro neste espaço de língua portuguesa e, por outro lado, é importante também para a afirmação internacional da língua, uma vez que poderemos apresentar uma única ortografia nos fóruns internacionais.”
Agualusa diz ainda que a polêmica em torno da reforma deve acabar assim que ela entrar em vigor nos demais países de língua portuguesa.

“As pessoas têm um certo receio de qualquer mudança, mas neste caso são mudanças muito pequenas. Não vai afetar a vida de ninguém, ninguém vai adoecer por causa da aplicação do acordo. (…) Defendo até que a reforma deveria ter ido mais longe. Espero que se vá, que futuramente corrijam alguns pontos, mas também não me parece dramático isto”, diz o escritor.

A BBC Brasil passará a adotar as novas regras ortográficas a partir de fevereiro, quando também serão feitas outras mudanças no site.

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