(Chinesa de 101 anos desenvolve “chifre” na testa)

O que eu mais gosto nesse tipo de notícia é que ela dá o que pensar.

Nesse caso em específico, penso que se hoje, em pleno 2010, esse tipo de história ainda provoca medo nas pessoas, imagine algo do tipo acontecendo há alguns séculos atrás. Imaginemos agora, como as pessoas reagiriam, de que modo interpretariam o aparecimento de um  “chifre” num outro ser humano e de que modo o retratariam, se escrevessem (ou pintassem ou simplesmente falassem) sobre ele.

Pensou?

Então…

Será que eu posso dizer que muitas das coisas que ficamos sabendo como “milagres”, “mitos”, “lendas fantásticas”, nada mais são do que o modo como seres humanos, frutos de suas limitações de época e conhecimento (e aqui não quero dizer que a nossa geração atual esteja no “auge”, apenas que está mais avançada em relação às anteriores), arranjaram para explicar aquilo que não compreendiam?

Muitos ” mitos” tiveram uma origem possível na má compreensão de doenças e de distúrbios e transtornos singulares, por exemplo. Foi assim com o “lobisomem” (relacionado a Hipertricose  congênita, também conhecida como “Síndrome de Lobisomem”) e com o “vampiro” (relacionado principalmente a Porfiria).

Jesus Manuel Aceves - o homem "lobo"

Jesus Manuel Aceves - o homem "lobo"

Agora imaginem o que essa senhora vai ouvir quando o outro chifre (que já está ameaçando do lado direito) resolver realmente aparecer…

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Uma mulher de 101 anos que vive em uma aldeia da província central chinesa de Henan está causando temor e despertando curiosidade de seus vizinhos depois que passou a desenvolver, na parte esquerda de sua testa, um “chifre” de cor negra e quase seis centímetros de comprimento, segundo informa o Diário do Povo.

A idosa, chamada Zhang Ruifang, vive no pequeno povoado de Linlou. A protuberância apareceu no ano passado, e desde então vem crescendo, chegando aos seis centímetros atuais. O chifre parece o de uma cabra, como destaca o jornal.

O chifre, formado por queratina (substância encontrada nos pelos e as unhas humanas) não causa dor ou problemas à idosa, embora alguns vizinhos tenham dito que o fenômeno “dá medo”.

A idosa desenvolveu, na parte esquerda da testa, um "chifre" de cor negra e quase seis cm de comprimento

A idosa desenvolveu, na parte esquerda da testa, um "chifre" de cor negra e quase seis cm de comprimento

Zhang, que não se importa com esses temores, sai todos os dias para passear e realiza alguns trabalhos domésticos. Ela vive com a família de um de seus sete filhos.

As imagens da chinesa ganharam destaque em muitos veículos de imprensa de todo o mundo, especialmente na imprensa britânica, onde foi destacado que este tipo de protuberância é um tumor benigno que costuma aparecer com frequência em pessoas de idade avançada, embora muito raramente alcance tamanho tão grande.

Uma protuberância similar está aparecendo no lado direito da testa da mulher, também de cor negra, embora por enquanto tenha tamanho muito menor, e o aspecto de uma simples pinta.

Fonte: EFE/Terra

(Nasa inicia cruzada contra profetas do apocalipse)

Nossa… que festerê que foi feito em cima da profecia Maia. Já misturaram com apocalipse bíblico, sumérios… E certamente o filme do Roland Emmerich não vai contribuir em nada para esclarecer qualquer coisa. Muito pelo contrário…

Para quem não sabe, a Profecia Maia de 2012 NÃO FALA DE FIM DE MUNDO. Na verdade, nós nem sabemos exatamente todo o teor da profecia porque o pergaminho onde ela está escrita, havia sido retirado de uma fogueira feita por missionários jesuítas, por outro jesuíta (mais sábio e consciente). Desse modo, o pergaminho não está completo. O fogo queimou-o até a metade. A única coisa que está escrita nesse texto sobrevivente, que é a Profecia para 2012, é que o nosso CICLO TERMINARIA COM ÁGUA. O CALENDÁRIO MAIA SEQUER ACABA EM 2012!! ELE CONTINUA POR MILÊNIOS… Pois bem. Acho que nem preciso dizer que um fim de ciclo é bem diferente de um “fim de mundo” propriamente dito, não?

E um ciclo terminando com “água” pode significar inúmeras coisas. E os maias podem ter razão nessa previsão, afinal, as preocupações com o aquecimento e a escassez de água potável para os próximos anos é um assunto que tem praticamente dominado a mídia mundial nos últimos meses.

Quanto a declaração da NASA de que se houvesse algum objeto em rota de colisão com a Terra, “algum astrônomo já teria visto”, bem, eu não conto muito com isso não. Já cansou de acontecer de asteróide passar raspando em nosso planeta e a NASA só se dar conta muito tempo depois… Só em 2004 isso aconteceu duas vezes (que nós ficamos sabendo, é claro).

Algumas outras fontes dizem que o evento previsto para o dia 21/12/2012 diz respeito a uma “Grande Singularidade“, e se baseia em profecias védicas. Segundo essas profecias, “singularidades” do tipo acontecem ciclicamente em nosso planeta, demarcando o início, apogeu e queda de inúmeras outras civilizações, civilizações essas totalmente “alienígenas” (no sentido de desconhecido + estranho) para nós…

Enfim. Nós vamos saber quem está “certo” e quem está “errado” só em 21/12/2012. Enquanto esse dia não chega, acho que é mais interessante se preocupar com coisas melhores e mais edificantes… ;-)

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O mundo não vai terminar no dia 21 de dezembro de 2012, garantiu nesta segunda-feira a Nasa, agência espacial americana, em uma curiosa campanha para dissipar os temores provocados pelos profetas do apocalipse na internet e pelo filme “2012″, que será lançado em breve por Hollywood. O filme, dirigido por Roland Emmerich, com estreia prevista para o próximo final de semana, relata o fim da humanidade no solstício do inverno boreal de 2012, exatamente no dia 21 de dezembro, após uma série de catástrofes naturais.
A data estaria ligada a um alinhamento dos planetas do sistema solar, algo de mau presságio, segundo a crença popular. Segundo vários profetas do apocalipse, o fim do mundo chegará quando um obscuro planeta, chamado de Nibiru e supostamente descoberto pelos sumérios, colidir com a Terra. Alguns sites acusam a Nasa de ocultar a verdade, mas a agência espacial qualifica estas histórias de “engodo da internet”.
“Não há qualquer evidência para estas afirmações”, destaca a Nasa em seu site. Se esta possibilidade de colisão fosse real, os astrônomos teriam detectado este objeto “ao menos durante a última década, e agora seria visível a olho nu. Obviamente, não existe”.
“Nenhum cientista sério do mundo conhece alguma ameaça para 2012″, insiste a Nasa, recordando que a Terra existe há mais de 4 bilhões de anos. Um colisão com nosso planeta foi prevista inicialmente por alguns profetas para 2003, mas a data foi adiada para 21 de dezembro de 2012, que corresponde ao fim de um ciclo do calendário Maia.
A agência destacou que as colisões catastróficas da Terra com corpos celestes são muito raras, e que a última ocorreu há 65 milhões de anos.

O mundo não vai terminar no dia 21 de dezembro de 2012, garantiu nesta segunda-feira a Nasa, agência espacial americana, em uma curiosa campanha para dissipar os temores provocados pelos profetas do apocalipse na internet e pelo filme “2012″, que será lançado em breve por Hollywood. O filme, dirigido por Roland Emmerich, com estreia prevista para o próximo final de semana, relata o fim da humanidade no solstício do inverno boreal de 2012, exatamente no dia 21 de dezembro, após uma série de catástrofes naturais.

maya21-2012

A data estaria ligada a um alinhamento dos planetas do sistema solar, algo de mau presságio, segundo a crença popular. Segundo vários profetas do apocalipse, o fim do mundo chegará quando um obscuro planeta, chamado de Nibiru e supostamente descoberto pelos sumérios, colidir com a Terra. Alguns sites acusam a Nasa de ocultar a verdade, mas a agência espacial qualifica estas histórias de “engodo da internet”.

“Não há qualquer evidência para estas afirmações”, destaca a Nasa em seu site. Se esta possibilidade de colisão fosse real, os astrônomos teriam detectado este objeto “ao menos durante a última década, e agora seria visível a olho nu. Obviamente, não existe”.

“Nenhum cientista sério do mundo conhece alguma ameaça para 2012″, insiste a Nasa, recordando que a Terra existe há mais de 4 bilhões de anos. Um colisão com nosso planeta foi prevista inicialmente por alguns profetas para 2003, mas a data foi adiada para 21 de dezembro de 2012, que corresponde ao fim de um ciclo do calendário Maia.

A agência destacou que as colisões catastróficas da Terra com corpos celestes são muito raras, e que a última ocorreu há 65 milhões de anos.

Fonte: Terra

(Arqueólogos turcos encontram cadáveres da guerra de Tróia)

Arqueólogos turcos encontraram os cadáveres de duas pessoas que, se acredita, caíram na primeira linha defensiva da mítica cidade de Tróia, destruída há mais de 3 mil anos, no oeste da Turquia.

Os restos, achados a 350 metros de profundidade embaixo do castelo de Tróia, são de um homem e de uma mulher. O professor Rustem Aslan, vice-chefe da equipe de arqueólogos, explicou à imprensa que é a primeira vez que se encontraram cadáveres que parecem proceder da guerra de Tróia (entre os séculos XIII e XI a.C).

Casal encontrado pelos arqueólogos, que se acredita terem morrido na guerra mítica de Tróia

“Em poucas semanas saberemos a época exata de sua morte e suas idades aproximadas. Estas pessoas foram enterradas na parte inferior da linha defensiva”, disse o especialista.

“Se nossas estimativas são corretas, podemos afirmar que encontramos as primeiras vítimas da guerra de Tróia”, acrescentou Aslan. A guerra de Tróia é um dos eixos centrais da “Ilíada” e da “Odisséia”, do poeta grego Homero.

Fonte: Terra/EFE

Cientistas visitam museu que interpreta evolução com a Bíblia e… um comentário

Resumidamente: uma piada de mal gosto.

Aquelas perguntinhas que a teoria criacionista da Bíblia nunca pôde responder, tentaram responder fazendo uma salada misturando lenda, mitologia, evidências científicas fósseis, deus e evolução. Conseguiram meter os dinossauros na Terra vivendo até questão de mais 2 mil anos atrás, colocaram dinossauros na Arca de Noé… esqueceram as datações do carbono 14 (meros detalhes sem importância né), esqueceram de explicar de onde vieram as outras etnias depois do dilúvio “universal” (certamente os chineses, japoneses, indianos, africanos, índios etc etc etc brotaram do chão… ou apareceram aqui por abiogênese!!! rs) além de outros esquecimentos convenientes.

Eu concordo que a teoria da evolução também tem furos, que não explica tudo (na verdade ela tem problemas sérios para explicar como a vida começou na Terra, além de não conseguir explicar como os seres humanos modernos apareceram, ainda falta o elo perdido, entre outros detalhes…). Mas mesmo assim é óbvio que há um tipo de evolução no planeta. Eu apenas acho que nós ainda estamos engatinhando no que diz respeito a compreende-la como de fato é. Falta-nos mais dados, mais descobertas, talvez uma mudança no paradigma científico vigente. É certo que a vida em nosso planeta não é estagnada, não está “pronta e acabada” há milhares de anos. E é uma lástima que ainda exista tanta gente, em pleno séx XXI, na era do conhecimento e da nanotecnologia, que ainda insiste em se ater a uma coletânea de lendas antigas ( = a Bíblia) para explicar algo que, na época em que os textos foram redigidos, as pessoas sequer tinham noção de coisas básicas como gravidade, eletricidade, sistema solar, via láctea etc etc etc. É colocar todos os esforços feitos ao longo dos dois últimos séculos em áreas como biologia, química, física, geologia, arqueologia, paleontologia, antropologia etc., no LIXO.

Querem saber no que eu de fato acredito?

Acredito que existe um momento certo para que algo possa ser de fato compreendido como realmente é. Lembram da história de que quando os barcos de Cristóvão Colombo estavam se aproximando da costa, os índios não fugiram por que (diz a lenda) não conseguiam vê-los? Na verdade, certamente os índios viram algo se aproximando no horizonte, o problema é que não estavam intelectualmente preparados para compreender o que era, já que desconheciam aquele tipo de embarcação. Joseph Campbell (o renomado mitólogo norte-americano) conta outra história de um antropólogo que foi visitar uma tribo de pigmeus que nunca tinham tido contato com a civilização, nem nunca tinham saído do coração da floresta em que moravam. Pois bem, lá pelas tantas, o antropólogo resolve levar um pigmeu daquela tribo para o alto de uma montanha. Quando os dois chegam no topo, e a vista do horizonte se mostra em toda a sua amplitude, o pigmeu ficou horrorizado. Ele não conseguia entender o horizonte, a visão que se estende ao longe, já que, por morar a vida toda numa floresta onde a paisagem está toda apinhada na sua frente, ele não tinha a noção de perspectiva adequada para compreender o que estava vendo. Para ele, as vacas que estavam pastando lá embaixo, na verdade, estavam na sua frente, e eram microvacas…(o termo eu acabei de cunhar… rs). Tudo o que ele via não fazia o menor sentido, mas ele via. O que acontece depois é que ele sai correndo em pânico de volta para o aconchego da selva.

Há uns anos atrás surgiu aquela brincadeira-teste de se ver o gorila, lembram? Era para demonstrar os “pontos cegos” do nosso cérebro. Basicamente, nosso cérebro apenas vê aquilo que espera ver. E para mostrar isso, psicólogos e neurocientistas testaram várias pessoas, fazendo-as assistir a vídeos ou a procurar sentenças em determinados textos, onde, é claro, colocavam algum dado ou imagem no meio, e esperavam para ver quantas pessoas realmente se davam conta daquilo. Então tinha um vídeo de quatro jovens jogando bolas uns para os outros por exemplo, e você deveria contar quantas vezes eles jogam a bola. Durante o vídeo, um homem vestido de gorila passava no meio dos jogadores, abanava para a câmera e ia embora. Praticamente nenhuma das pessoas que estavam assistindo ao vídeo, e claro, cuidando para contar as jogadas de bolas, viu que um gorila passou no meio da filmagem… O que se pode concluir disso? Que enquanto estamos esperando para ver algo (baseado em nossa crença/ideia/teoria já estabelecida), existe uma grande probabilidade de algo além da nossa atual compreensão e pretensão passar na nossa frente e nós sequer notarmos.

Aí também não posso deixar de mencionar os conceitos de RACIOCÍNIO e RACIONALIZAÇÃO. Um raciocínio é um processo pelo qual se busca uma resposta que ainda não se tem, e por isso, a sua mente se mantém aberta para qualquer tipo de possibilidade que possa surgir para explicar um determinado evento/situação. Já uma racionalização, é o processo em que se tenta provar que uma resposta que já se tem é a verdadeira. Apesar de muitas teorias e paradigmas científicos terem sido concebidos a partir de raciocínios válidos, a maioria se torna dogma e se perpetua apenas a partir de racionalizações. Ou seja, nós já temos a conclusão preferida, então o que podemos fazer/encontrar (e esconder/negar/fraudar) para que essa conclusão se mostre (ou continue se mostrando) lógica, coerente e acima de tudo, racional? É assim com a teoria da evolução, e certamente é assim com a teoria criacionista bíblica. A diferença é somente que na Ciência há um pouco mais de abertura para contestação, ampliação e evolução; e na religião ou você acredita (apesar de tudo) ou está fora… Ah, isso sem falar do fato de que a ciência se baseia numa observação/medição empírica, direta e concreta do mundo, enquanto que na mitologia religiosa, a observação dos fenômenos do mundo está invariavelmente misturada ao pensamento mágico, portanto fantasiosa.

Enfim. Tanto a ciência como a religião são feitas por seres humanos. Criaturas (ou não!) com preconceitos, crenças, opiniões, medos e acima de tudo, interesses…Talvez eu esteja esperando por uma “terceira teoria”. Ou talvez essa terceira teoria já exista (e esteja passando na nossa frente, abanando) mas é tão fantástica que ainda não tenhamos o arbouço intelectual necessário para compreendê-la. Mas, como diz a sabedoria popular, “a verdade é filha do tempo, não da autoridade”. Então. A verdade só o tempo dirá… mas com a Ciência e a mente sempre aberta, teremos mais chance de descobrí-la… ;-)

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A Dra. Tamaki Sato ficou um pouco confusa na ala dos dinossauros. Os cartazes descreviam os diversos dinossauros como originários de diferentes períodos geológicos – o estegossauro, do jurássico superior; o heterodontossauro, do jurássico inferior; o velociraptor, do cretáceo superior – , mas em cada um dos casos, a data de extinção oferecida na ficha de informações era a mesma: por volta de 2.438 AC.

“Eu fiquei curiosa quanto ao motivo para essa informação”, diz Sato, professora de geologia na Universidade Tokyo Gakugei, no Japão. Para paleontologistas como Sato, as camadas de rochas da crosta terrestre representam acumulações de centenas de milhões de anos, e o jurássico inferior é um período muito mais velho que o cretáceo superior.

Mas no Museu da Criação, em Petersburg, no norte do Estado do Kentucky, a Terra e o universo têm pouco mais de seis mil anos de idade, e foram criados por Deus. O lema do museu afirma que “fatos iguais, conclusões diferentes”, e interpreta os dados geológicos e paleontológicos de forma inequívoca: à luz de uma leitura literal da Bíblia.

Na interpretação criacionista do universo, as camadas de rochas foram todas formadas em um evento único – o dilúvio mundial no qual Deus decidiu limpar a terra de todas as criaturas exceto aqueles que estavam reunidas na arca de Noé – , e portanto todos os dinossauros morreram em 2348 AC, o ano do dilúvio.

“Isso foi uma das coisas que aprendi aqui”, disse Sato, depois de sua visita ao museu. Os mundos da paleontologia acadêmica e do criacionismo raramente convergem, mas o primeiro fez uma visita ao segundo na quarta-feira desta semana. A Universidade de Cincinatti estava promovendo a Convenção Paleontológica Norte-Americana, na qual os cientistas apresentam os resultados de suas mais recentes pesquisas sobre as fronteiras do passado distante. Os participantes deixaram de lado as palestras convencionais por uma tarde, no entanto, e 70 deles embarcaram em ônibus escolares para uma visita ao Museu da Criação, localizado do lado oposto do rio Ohio.

“Eu estou muito curioso, e fascinado”, disse o Dr. Stefan Bengtson, professor de paleozoologia no Museu Sueco de História Natural, antes da visita, “porque na Suécia não temos muitas coisas como essa”.

O Dr. Arnold Miller, professor de geologia na Universidade de Cincinatti e presidente do comitê de organização da convenção paleontológica, sugeriu a visita. “Os acadêmicos tendem a ignorar com demasiada frequência aquilo que acontece no mundo em torno deles”, ele afirmou. “Sinto que seria no mínimo valioso para os meus colegas descobrir um pouco sobre a forma pela qual os criacionistas estão retratando não só a mensagem deles mas a mensagem da paleontologia, e a da teoria da evolução”.

Desde que o museu abriu as portas, dois anos atrás, a instituição recebeu 750 mil visitantes, mas os visitantes da quarta-feira foram o primeiro grande grupo de paleontologistas a aparecer por lá. O museu recebeu o grupo de visitantes atípicos com a hospitalidade generosa que o caracteriza. “Deus seja louvado, estamos tão felizes por receber vocês”, disse Bonnie Mills, uma das recepcionistas do museu.

Os cientistas fizeram a visita pagando o preço de turnês em grupo, que dá direito a um almoço como bônus. O Dr. Terry Mortensen, professor e pesquisador da Answers in Genesis, a organização religiosa que construiu e opera o Museu da Criação, afirmou que não esperava que a visita resultasse em muitas mudanças de opinião. “Tenho certeza de que eles em geral terão opinião diferente daquela que é apresentada aqui”, disse Mortenson. “Mas lhes daremos a liberdade de ver tudo aquilo que desejarem”.

Perto da entrada das galerias do museu existe um display animado que inclui uma menina alimentando um esquilo com uma cenoura, sob o olhar de dois dinossauros posicionados nas proximidades, o que representa uma severa dissonância quanto à postura dos museus de história natural, segundo os quais os seres humanos viveram 65 milhões de anos depois dos dinossauros.

“Estou sem fala”, disse o Dr. Derek Briggs, diretor do Museu Peabody de História Natural, na Universidade Yale, que percorria as galerias com os braços cruzados à altura do peito e uma careta de espanto. “É bem assustador”.

Morteson e os demais funcionários do museu afirmam estudar as mesmas rochas e fósseis que os cientistas visitantes, mas que chegam a conclusões diferentes das de seus colegas porque partem de premissas diferentes. Por exemplo, eles afirmam que o dilúvio bíblico deu início a um gigantesco choque no interior da Terra que resultou na separação dos continentes e os conduziu às suas posições atuais, em lugar de acreditarem que o movimento dos continentes levou alguns bilhões de anos.

“Todo mundo trabalha com pressuposições sobre o que devem ser considerado e sobre que perguntas devem ser feitas”, diz Mortenson, que tem um doutorado em história da geologia pela Universidade de Coventry, Inglaterra. “As primeiras duas salas de nosso museu falam sobre essa questão dos pontos de partida e das suposições. Nós contestamos de maneira muito vigorosa a posição dos evolucionistas, a de que eles estão deixando que os fatos falem por si mesmos”.

A apresentação do museu atrai visitantes como Steve Leinberger e sua mulher Deborah, que vieram com um grupo da Igreja Luterana da Confissão, de Eau Claire, Wisconsin. “É isso que deveria ser ensinado até mesmo nas aulas de ciências”, ele afirma.

Os fundadores do museu decidiram instalá-lo na região de Cincinatti porque ela fica a um dia de viagem de carro de dois terços da população dos Estados Unidos. A área há muito atrai as atenções dos paleontologistas, porque apresenta algumas das rochas com maior presença de fósseis na América do Norte, e é fácil, em algumas regiões, encontrar bem perto da estrada fósseis datados de milhões de anos. As rochas são tão bem conhecidas que seu nome é “Série Cincinatti”, e representam um período de tempo que se estende de 453 milhões a 441 milhões de anos atrás.

Muitos dos paleontologistas consideram que o museu os representa de forma equívoca e ridiculariza, além de responsabilizá-los injustamente pelos males da sociedade.

“Creio que deveriam mudar o nome do museu, de Museu da Criação para Museu da Confusão”, disse Lisa Park, professora de paleontologia na Universidade Akron. “Infelizmente, eles agem dessa forma deliberadamente”, ela acrescenta. “Fico chocada. Como cristã, fico chocada“.

Bengtson aponta que para explicar como as poucas espécies que poderiam ter sido transportadas pela arca se transformaram na multidão de animais que hoje conhecemos em espaço de apenas alguns milhares de anos, o museu afirma simplesmente que “Deus ofereceu aos organismos ferramentas especiais para que mudassem rapidamente”.

“Ou seja, eles admitem em uma sentença que a evolução é real”, diz Bengtson, “mas precisam invocar a magia para explicar como ela funciona”.

No entanto, mesmo alguns dos que discordam sobre a informação e a mensagem do museu reconhecem que ele tem seus atrativos. “Odeio que isso aqui exista”, diz Jason Rosenhouse, matemático na Universidade da Virgínia que mantém um blog sobre questões evolutivas. “Mas, já que existe, tenho de admitir que é divertido. O espetáculo é bacana, se você for uma pessoa crédula.

Pelo final da visita à galeria dos dinossauros, Briggs parecia estar se divertindo. “Gostei dos dinossauros na arca”, diz. (Cerca de 50 espécies de dinossauros subiram à arca de Noé, o museu explica, mas depois pereceram por motivos desconhecidos.)

O museu, ele compreende, não deve mudar aquilo em que muita gente acredita. “Mas precisamos nos preocupar com as crianças”, afirma. Sato comparou a instituição a um parque de diversões. “Gostei tanto daqui quanto da Disneylândia”, ela comentou. E ela gostou da Disneylândia? “Não muito”, afirmou.

Autor: Kenneth Chang

Fonte: Terra/New York Times

Vampiros: Em Busca da Verdade

“Abre teus olhos agora, criança. Lê com atenção o que te mostro a cada avançar da pena. Este é o marco memorável do que deixei de ser, de tudo o que deveria ter-me tornado e não consegui. O conhecimento gera responsabilidades e acarreta inúmeros males, dentre eles, o de carregar o fardo da eternidade. Aprender o que eu deveria ser não foi o mais difícil, em absoluto. Terrível foi-me, e ainda me é, saber que não pude deixar a humanidade para trás e que, por causa disso, nunca cheguei de fato a ser o que deveria. E a verdade sempre esteve lá, implícita pelas discussões, oculta pelo brilho maravilhoso das esmeraldas. Mas havia um feudo, inteiro, a construir! Havia um império a erguer, de forma que não restava-me muito tempo para pensar… ou de fato não desejava pensar em nada que não fosse na eternidade que surgia-nos à frente, na grandiosidade de sonhos outros e na esperança de que ele, um dia, seria meu. É precisamente aqui que retomo a narrativa, quando…”

(trecho do livro “Noite Eterna: Sangue sobre Cedro“, de Hariel D. Noone)

Vampiros… de todas as entidades/personagens mitológicas estes são certamente os que (ainda) provocam o maior fascínio nos seres humanos. É verdade que há muita confusão, delírios e superstição rondando o tema. E é por isso que resolvi postar aqui este excelente documentário, que pretende dar respostas históricas para o mito da criatura sugadora de sangue.

Quem ainda não leu o famoso “Drácula“, escrito por Bram Stoker em 1897, não sabe o que está perdendo. É um dos melhores livros que já li. Normalmente não costumo apreciar muito romances de vampiros, mas este é definitivamente um “must read“. E é partindo desse famoso livro, que o documentário em questão pretende esclarecer o mito do vampiro. Antes de prosseguir, gostaria de deixar algo esclarecido também. O filme Drácula de Bram Stoker, com direção de Francis Ford Coppola, apesar de utilizar os mesmos personagens e locações do livro, NADA TEM A VER COM O LIVRO DE BRAM STOKER. O nome do filme deveria ser o “Drácula de Francis Ford Coppola”… Por isso, para quem achou o filme uma bomba, como eu, não se deixe levar por essa péssima impressão, o romance o qual o filme foi (vagamente) inspirado é excelente. E para quem gostou do filme, leia o livro, irá gostar ainda mais da história.

Clique aqui para ver uma foto das notas escritas por Bram Stoker, no rascunho do livro.

Bleargh! - Adoro o Gary Oldman, o Keanu Reeves e o Anthony Hopkins... mas esse filme só assusta é pelo excesso de pretensão!

Bleargh! - Adoro o Gary Oldman, o Keanu Reeves e o Anthony Hopkins... mas esse filme só assusta é pelo excesso de pretensão!

Segundo o Guinness Book (O Livro dos Recordes), o Conde Drácula é o mais famoso vampiro da ficção, com o maior número de aparições, seja em filmes, livros, músicas, arte… tanto direta, como indiretamente.

O insano príncipe valáquio Vlad III Draculea

O insano príncipe valáquio Vlad III Draculea

Recentemente (no Brasil), foi lançado um livro, que é um romance histórico que tenta desvendar o mistério do famoso conde, chamado “O Historiador“, de Elizabeth Kostova. A autora levou 10 anos para escrever o romance. Uma pena que não ficou uma brastemp. (risos) Explico. Apesar da ideia do livro ser ótima, contar a verdadeira história de Vlad Tepes (ou Vlad III Draculea – o personagem real que inspirou a criação do Conde Drácula, por Bram Stoker), e apesar de conter muitos dados e informações históricas super-interessantes sobre o príncipe, o local e a época em que viveu, o mistério de onde foi enterrado e de um suposto tesouro que estava escondido, etc, a ficção por trás dos fatos não ficou tão interessante assim. Em muitos momentos a autora se perde em descrições inúteis, devaneios que nada acrescentam a história. Enche lingüiça mesmo. A ponto de fazer o leitor até esquecer sobre o que estava lendo (aconteceu diversas vezes comigo! risos) Eu recomendo o livro por trazer várias curiosidades reais sobre Vlad, mas não vai muito além disso. Pelo menos na minha opinião.

Mas voltando ao documentário, este trata não só do mito em torno da figura histórica do príncipe romeno Vlad – O Empalador, mas também mostra como o personagem mítico do vampiro persegue e aterroriza a humanidade há muitos séculos. Em alguns países, em locais mais remotos, ainda é comum a prática de enfiar uma estaca no peito dos mortos, cortar a cabeça ou exumar o corpo dos defuntos depois de 2 ou 3 dias, para se certificar de que o falecido não retorne como vampiro.

A condessa húngara Elizabeth Bathory

A condessa húngara Elizabeth Bathory

O documentário traz também outros “vampiros famosos”, como Erzsébet Báthory, ou Elizabeth Bathory, também conhecida como a Condessa de Sangue, Condessa Sangrenta ou Condessa Drácula. A nobre em questão entrou para a história com a terrível fama de “vampira” pois tinha hábitos alimentares e estéticos um tanto peculiares… a condessa acreditava que o sangue de mulheres jovens tinha o poder de rejuvenescer, e por isso, matava suas criadas e bebia e tomava banho com o sangue de seus corpos. A população vizinha começou a desconfiar de que havia um vampiro nas redondezas, pois era rotineiro o aparecimento de corpos exangües atirados nos arredores do castelo. Mas a máscara de Elizabeth só caiu quando um dia se empolgou, e matou uma jovem que também era da nobreza, fazendo com que a família da moça, mais a própria família da condessa desconfiasse e iniciasse uma investigação. A tal investigação resultou na revoltante descoberta dos atos macabros de Elizabeth, e na sua conseqüente condenação ao emparedamento.

O documentário traz também entrevistas com “vampiros modernos”, e  mostra como o mito iniciado com o Drácula, no séc. XIX, continua vivo até hoje. Está dividido em 12 partes:

Parte 1:

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Parte 2:

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Parte 3:

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Parte 4:

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Parte 5:

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Parte 6:

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Parte 7:

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Parte 8:

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Parte 9:

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Parte 10:

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Parte 11:

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Parte 12:

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(“Arca Perdida da Aliança” está na África e é um tambor, afirma especialista britânico)

Será possível?

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Pesquisador da Universidade de Londres apresenta tese em livro.

Conexão de tribo africana com judeus é real, mas não prova ideia.

Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo

A interminável busca pela Arca da Aliança, fabuloso objeto bíblico que simbolizaria a presença de Deus na terra e contaria com poderes extraordinários, já passou por todo tipo de local exótico — mas pouca gente seria capaz de imaginar que ela iria parar num museu decrépito do Zimbábue. De acordo com o britânico Tudor Parfitt, professor de estudos judaicos da Universidade de Londres, é nesse local improvável que a legendária Arca está guardada — e ele diz que pode provar.

O ngoma, tambor tradicional africano, seria a verdadeira Arca? (Foto: Reprodução)

O ngoma, tambor tradicional africano, seria a verdadeira Arca? (Foto: Reprodução)

A tese de Parfitt é exposta de forma apaixonada no livro “A Arca Perdida da Aliança — O mistério desvendado sobre a relíquia mais procurada da Bíblia”, que acaba de ser lançado no Brasil pela editora Record. Na obra, Parfitt, que é especialista no estudo das comunidades judaicas da África e da Ásia, narra sua jornada em busca do objeto sagrado em primeira pessoa, misturando digressões acadêmicas com cenas de aventura que caberiam um bocado bem num quinto episódio da série “Indiana Jones”.

Antes de entrar no mérito da argumentação de Parfitt, no entanto, é importante entender a história e os possíveis destinos da Arca. A caixa, feita de madeira de acácia, abrigava os Dez Mandamentos dados a Moisés por Deus no monte Sinai, segundo a narrativa bíblica (confira uma das reconstruções possíveis do objeto abaixo). Segundo a tradição israelita, a chamada Presença de Deus usava a Arca como uma espécie de habitação temporária durante toda a jornada do povo hebreu pelo deserto, após sua fuga rumo à Terra Prometida.

A Arca seria capaz de queimar espinhos no caminho dos israelitas, fazer abrir as águas do rio Jordão para a passagem dos hebreus, derrubar as muralhas das cidades inimigas e até causar doenças e morte em israelitas e não-israelitas que a profanassem. Quando o Templo de Jerusalém foi construído pelo rei Salomão, afirma a narrativa bíblica, a Arca foi guardada no Santo dos Santos, local mais sagrado da construção. Mais ou menos nessa época, as menções ao objeto na Bíblia desaparecem, e não se sabe o que aconteceu com ela quando o Templo de Salomão foi destruído pelo rei Nabucodonosor da Babilônia em 586 a.C.

As tradições a esse respeito variam: a Arca teria sido levada para a Babilônia (no atual Iraque)? Escondida no monte onde ficava o Templo? Carregada para o outro lado do rio Jordão, na atual Jordânia? Estaria escondida na Etiópia, tendo sido levada para lá pelo filho do rei Salomão com a rainha de Sabá muito antes da destruição do Templo?

Parfitt conta que ficou fascinado por esse enigma ao estudar a tribo dos lembas, um grupo africano espalhado por países como África do Sul, Zimbábue e Moçambique. Os lembas, apesar de falarem um idioma do grupo linguístico banto, comum na região, conservam uma série de hábitos estranhamente “judaicos, como o culto a um deus único, a proibição de comer carne de porco ou de misturar qualquer carne com leite e derivados e a tradição de que seus ancestrais teriam vindo de Jerusalém para a África. Em resumo, os lembas se consideram judeus que teriam vindo da Palestina para a África.

A parte mais intrigante dessas narrativas envolve o chamado ngoma lungundu, um tambor de guerra que teria poderes divinos, o qual ficava sob os cuidados da casta de sacerdotes da tribo — tal como a tribo sacerdotal dos levitas era responsável pela Arca entre os antigos israelitas.

Lenda e fatos

Parfitt resolveu pagar para ver e passou a tentar rastrear o destino do ngoma e suas possíveis associações com a Arca. Um dos primeiros passos foi tentar identificar a rota seguida pelos supostos ancestrais dos lembas até a África — eles contavam que, após Jerusalém, eles teriam passado pela lendária cidade de “Senna” antes de se fixar no sul do continente.

Parfitt diz que o mais provável é que a antiga “Senna” seja Sanaw, no Iêmen, local da península Arábica onde realmente havia uma forte comunidade judaica na época do surgimento do islamismo.

O arqueólogo Tudor Parfitt em barco tradicional árabe perto de Zanzibar (Foto: Reprodução)

O arqueólogo Tudor Parfitt em barco tradicional árabe perto de Zanzibar (Foto: Reprodução)

Indícios genéticos relativamente fortes mostraram que a teoria de Parfitt poderia estar correta: geneticistas estudaram o cromossomo Y (a marca genética da masculinidade, presente só em homens) dos lembas e viram que grande parte deles não é de origem africana. Na verdade, eles têm parentesco mais próximo com o de populações do Iêmen e de outras regiões do Oriente Médio, inclusive os judeus. O mais impressionante: a casta sacerdotal dos lembas carrega o chamado “cromossomo Y de Aarão”, nome do primeiro sumo-sacerdote israelita. Trata-se de uma variante do cromossomo que é especialmente numerosa entre os judeus de família sacerdotal, embora também apareça em menor frequência entre outros povos.

Até aí, o raciocínio de Parfitt é cientificamente sólido. Mais especulativa é a relação direta entre o ngoma e a Arca que ele traça. Após descobrir, com a ajuda a contragosto de anciões lembas, que o tambor havia sido guardado num museu do Zimbábue por um missionário do século 19, Parfitt conseguiu analisar o objeto e datá-lo pelo método do carbono-14, o mais comum para datar objetos de origem orgânica.

O resultado: uma idade de pouco menos de 700 anos. No entanto, Parfitt havia concluído que a verdadeira Arca era, como o tambor lemba, feita apenas de madeira dura, sem adornos de ouro — a descrição requintada seria uma idealização posterior dos autores bíblicos. Ele propõe que a Arca/tambor era usada como uma espécie de canhão primitivo, daí os rumores de seu poder divino. Com isso, a Arca “original” teria sido destruída e substituída pelos judeus ancestrais dos lembas após sua migração a partir do Iêmen. Apesar de intrigante, o argumento continua sendo circunstancial, e certamente não convencerá os mais céticos.

Fonte: G1 – Globo.com

Crentes e Ateus: unidos pelo equívoco

Josep Campbell

Josep Campbell

“Uma mitologia pode ser compreendida como uma organização de figuras mitológicas, conotativas de estados mentais que não pertencem em última instância a esse ou àquele local, embora as figuras em si pareçam, na superfície, sugerir uma localização concreta. As linguagens metafóricas da mitologia e da metafísica não são denotativas de mundos e deuses reais, mas sim conotam níveis e entidades dentro da pessoa por elas tocada. As metáforas só parecem descrever o mundo exterior do tempo e lugar. Seu universo real é o mundo espiritual da vida interior. O Reino de Deus está dentro de você.”

Joseph Campbell

Já cansei de ver em vários sites de ateísmo, fotos ou a citação do nome Joseph Campbell como sendo um “ateu famoso”. Da mesma forma, já vi o nome dele em sites “nova era” ou que pregavam um pseudomisticismo fazerem o mesmo. Porém, você pode estar se perguntando, quem está com a razão? Bem, é esta a intenção deste post, esclarecer que ambos estão profundamente equivocados: o prof. Campbell não era a favor da “fé religiosa” como normalmente é compreendida e praticada, muito menos era ateu.

Sim, Joseph Campbell não era ateu.

Só faz uma alegação estapafúrdia de que ele era ateu, os ateus que jamais tocaram em um único livro de Campbell. Que nunca sequer leram um artigo ou uma entrevista dele. Ateus e céticos que se contentam com o que leram de um outro colega que também havia lido de outro que, por sua vez, achava que Campbell era ateu. Estranhamente, apesar de se julgarem tão “científicos” e “racionais”, cometem os mesmos pecados daqueles de fé cega em um Deus antropomorfizado: só lêem e vêem aquilo que desejam ler e ver, aquilo que é mais conveniente para a manutenção de suas crenças pessoais.

Pois bem. Joseph Campbell era ateu em relação à maneira convencional de se entender Deus. Ele era ateu para a definição de que Deus está no céu, é do sexo masculino, está vendo tudo o que está acontecendo, que escolhe um povo ao invés de outro, que diz que uma religião é mais certa do que outra, que pune os “pecadores” e “infiéis”, que faz o time da França ganhar e o do Brasil perder, entre outras. É à essa noção ridícula e risível de Deus que Joseph Campbell era ateu. Mas isso não quer dizer, em absoluto, que ele não acreditava em “deus”. Na verdade, pelo simples fato de ele ter sido um mitólogo, um dos mais renomados do mundo, a visão que ele tinha de “deus’, e portanto a sua crença “nele”, é completamente diferente.

Em “The Hero’s Journey”, dvd que fala um pouco sobre a vida e obra do professor, ele diz, de maneira bastante enfática (assim como repete várias vezes ao longo de seus livros): “Deus é uma metáfora. Uma metáfora que transcende toda e qualquer categoria de pensamento humano, incluindo a do ser e não-ser.” Ou seja, deus jamais será o que você pensa ou puder imaginar que é. Ele, apesar de utilizarmos o “ele”, não possui sexo. A partir do momento que o nomeamos, nós o limitamos, qualquer definição que possamos inventar nada mais será que uma tentativa pequena, incrivelmente medíocre, de tentar explicar algo que está em nós e muito além de nós. Um mistério muito além do nosso raciocínio. Um mistério realmente transcendental.

Mas para ilustrar melhor isso tudo que estou afirmando, resolvi transcrever um capítulo do livro “Tu és Isso: Transformando a Metáfora Religiosa”, de Joseph Campbell, em que ele conta uma passagem de sua vida (bem engraçada por sinal) em que se deu conta de porque ateus e crentes estão igualmente equivocados.

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O Significado do Mito

Deixe-me começar, explicando a história de meu impulso  para colocar a metáfora no centro de nossa exploração da espiritualidade ocidental.

Quando o primeiro volume do meu “Historical Atlas of World Mythology: The Way of Animal Powers” foi publicado, os editores me enviaram numa turnê publicitária. É o pior tipo de turnê possível porque você tem de se encontrar, sem a menor vontade, com locutores de rádio e repórteres, eles próprios indispostos a ler o livro sobre o qual devem conversar com o entrevistado, para gerar visibilidade.

A primeira pergunta que faziam era sempre: “O que é um mito?” É um bom começo para uma conversa inteligente. Em uma cidade, porém, entrei em uma estação de rádio para um programa de meia hora, ao vivo, em que o entrevistador era um jovem com ar de astuto e que imediatamente me alertou: “Sou difícil, já vou lhe avisando. Estudei Direito.”

A luz vermelha acendeu e ele começou, argumentativo: “A palavra ‘mito’ significa ‘uma mentira’. Mito é uma mentira.” Repliquei com a minha definição de mito. “Não, mito não é uma mentira. Uma mitologia completa é uma organização de imagens e narrativas simbólicas, metafóricas das possibilidades de experiência humana e da realização de determinada cultura em certo momento.”

“É uma mentira”, ele retrucou.

“É uma metáfora.”

“É uma mentira.”

Isso continuou por uns vinte minutos. Quatro ou cinco minutos antes do fim do programa, percebi que o entrevistador não sabia o que era uma metáfora. Resolvi tratá-lo da mesma maneira como estava sendo tratado.

“Não”, eu disse. “Eu lhe digo o que é metafórico. Dê-me um exemplo de metáfora.”

Ele respondeu: “Dê-me você um exemplo.”

Eu resisti. “Não, agora eu estou fazendo a pergunta.” Eu não tinha lecionado por trinta anos à toa. “E eu quero que você me dê um exemplo de uma metáfora.”

O entrevistador ficou totalmente pasmo e chegou a dizer: “Vamos chamar um professor”. Finalmente, depois de um minuto e meio, ele se recompôs e disse: “Vou tentar. Meu amigo John corre muito. Dizem que ele corre como um veado. Isso é uma metáfora.”

Enquanto se passavam os últimos segundos da entrevista, eu repliquei. “Isso não é uma metáfora. A metáfora seria: John é um veado.”

Ele revidou: “Isso é uma mentira.”

“Não”, eu disse. “Isso é uma metáfora.”

E  o programa terminou. O que esse incidente sugere sobre a nossa compreensão de metáfora?

Ele me fez refletir que metade da população mundial acha que as metáforas de suas tradições religiosas, por exemplo, são fatos. E a outra metade afirma que não são fatos, de forma alguma. O resultado é que temos indivíduos que se consideram fiéis porque aceitam as metáforas como fatos, e outros que se julgam ateus porque acham que as metáforas religiosas são mentiras.

Por que ler Joseph Campbell…

“Aí está o esboço de uma fábula que será popular entre os jovens de toda a parte: um homem viaja muito, está quase sempre sozinho. Procura consolo espiritual e evita serviços chatos. É mais inteligente que os pais e a maioria das pessoas que ele conhece. Topa com diversas pistas, estranhamente encantadoras, de que o consolo espiritual pode mesmo ser encontrado.”

(Kurt Vonnegut)

Prof. Campbell, 1984

Prof. Campbell, 1984

Já em outros posts falei um pouco sobre Joseph Campbell: num, traduzi uma lista de livros que ele recomendava aos seus alunos de faculdade, e noutro trouxe os “mandamentos para se ler mitos“. Porém, esses posts serviam mais aos que já conhecem ou estão familiarizados com a obra de Campbell do que àqueles que nunca ouviram falar dele.

Pois bem! O prof. Campbell é muito conhecido no hemisfério norte, particularmente nos EUA, onde nasceu. Ficou famoso por ser um estudioso de mitos que entendeu a mitologia de uma maneira muito mais profunda e universalista. O seu trabalho ficou mundialmente conhecido com a publicação de “O Herói de Mil Faces” em 1949, (livro de cabeceira de roteiristas, produtores e diretores de cinema e televisão, o mais conhecido sendo George Lucas) onde ele esboça pela primeira vez a sua teoria do “Monomito” (termo esse que pegou emprestado de James Joyce, um de seus autores favoritos), que é também conhecida como a “Jornada do Herói”. Segundo Campbell, todos os mitos seguem a estrutura do “monomito”, em algum grau. A tal estrutura é dividida em três fases: Partida (ou separação), Iniciação e Retorno. É a história básica do herói que recebe o “chamado para a aventura”, parte em busca do desconhecido, aprende coisas especiais/novas durante sua jornada, e depois retorna, para compartilhar com os outros o que aprendeu. É simples, porém extremamente eficaz: todo mundo se identifica com o herói que tem sua história contada a partir dessas três fases.

Mas neste post não pretendo discorrer sobre a tese de Campbell. A minha idéia aqui é dar um gostinho do que se pode encontrar em suas obras, especialmente a famosa entrevista que o jornalista Bill Moyers fez com o professor nos anos 80. Esta entrevista,  foi publicada tanto em livro como em DVD e se chama “O Poder do Mito“, e é considerada a melhor maneira de ser “iniciado” na obra de Campbell. Aqui, trago alguns trechos da entrevista, escolhidos por mim (sei que há muitos anos tem na internet uma seleção de trechos, mas o que trago aqui são algumas das partes que mais gostei do livro) para quem quiser saber por que deveria se importar com mitologia, e mais ainda, ler Joseph Campbell!

“A grande questão é quando você estará apto a dizer um sim sincero à sua aventura.”

(Joseph Campbell)

“Nós precisamos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos, para que possamos ter a vida que espera por nós.”

(Joseph Campbell)

Vamos ao prometido:

- “Para ele, (Joseph) mitologia era a ‘canção do universo’, ‘a música das esferas’ – música que nós dançamos mesmo quando não somos capazes de reconhecer a melodia. Ouvimos seus refrões, ‘quer quando escutamos, com altivo enfado, a ladainha ritual de algum curandeiro do Congo, quer quando lemos, com refinado enlevo, traduções de poemas de Lao Tsé, ou rompemos a casca de um argumento de S.Tomás de Aquino, ou apreendemos, num relance, o sentido radiante e bizarro de uma lenda esquimó.” (Bill Moyers)

“No Japão, durante um congresso internacional sobre religião, Campbell entreouviu outro delegado norte-americano, um filósofo social de Nova York, dizendo a um monge xintoísta: ‘Assistimos já a um bom número de suas cerimônias e vimos alguns dos seus santuários. Mas não chego a perceber a sua ideologia. Não chego a perceber a sua teologia.’ O japonês fez uma pausa, mergulhando em profundo pensamento, e então balançou lentamente a cabeça: ‘Penso que não temos ideologia’, disse. ‘Não temos teologia. Nós dançamos.” (Bill Moyers)

“A mitologia tem muito a ver com os estágios da vida, as cerimônias de iniciação, quando você passa da infância para as responsabilidades do adulto, da condição de solteiro para a de casado. Todos esses rituais são ritos mitológicos. Todos têm a ver com o novo papel que você passa a desempenhar, com o processo de atirar fora o que é velho para voltar com o novo, assumindo uma função responsável.” (Campbell)

“… Isto se chama desenvolvimento de uma religião. É como se vê na Bíblia. No início, Deus era apenas o mais poderoso entre vários deuses. Era apenas um Deus tribal, circunscrito. Então, no século VI, quando os judeus estavam na Babilônia, foi introduzida a noção de um Salvador do mundo, e a divindade bíblica migrou para uma nova dimensão. A única maneira de conservar uma velha tradição é renová-la em função das circunstâncias da época. No tempo do Velho Testamento, o mundo era um pequeno bolo de três camadas, que consistia de algumas centenas de milhas em torno dos centros do Oriente Próximo. Ninguém tinha ouvido falar dos astecas ou dos chineses. Quando o mundo se altera, a religião tem que se transformar.” (Campbell)

“A mitologia é a música. É a música da imaginação, inspirada nas energias do corpo. Uma vez um mestre zen parou diante de seus discípulos, prestes a proferir um sermão. No instante em que ele ia abrir a boca, um pássaro cantou. E ele disse: ‘O sermão já foi proferido.’” (Campbell)

“A única mitologia válida hoje é a do planeta – e nós não temos essa mitologia. Aquilo que mais se aproxima de uma mitologia planetária, pelo que sei, é o budismo, que vê todas as coisas como tendo a natureza do Buda. O único problema é chegar ao reconhecimento disso. Não há nada a fazer. A tarefa é apenas reconhecer e então agir em relação à irmandade de todas as coisas.” (Campbell)

“Todos os homens são dotados de razão. Esse é o princípio fundamental da democracia. Como toda a mente é capaz de adquirir um conhecimento verdadeiro, não é preciso que uma autoridade especial, ou uma revelação especial, lhe diga como as coisas deveriam ser.” (Campbell)

“… Os Hindus, por exemplo, não acreditam em revelação especial. Eles falam de um estado em que os ouvidos se abriram para a música do universo.” (Campbell)

“A história que temos no Ocidente, na medida em que se baseia na Bíblia, baseia-se numa visão de universo que pertence ao primeiro milênio antes de Cristo. Não está de acordo nem com nossa concepção do universo, nem com nossa concepção de dignidade humana. Pertence inteiramente a algum outro lugar.” (Campbell)

Uma coisa que se revela nos mitos é que, no fundo do abismo, desponta a voz da salvação. O momento crucial é aquele em que a verdadeira mensagem de transformação está prestes a surgir. No momento mais sombrio, surge a luz.” (Campbell)

“Pois bem, um dos grandes problemas da mitologia é conciliar a mente com essa pré-condição brutal de toda a vida, que sobrevive matando e comendo vidas. Você não consegue se ludibriar comendo apenas vegetais, tampouco, pois eles também são seres vivos. A essência da vida, pois, é esse comer-se a si mesma! A vida vive de vidas, e a conciliação da mente e da sensibilidade humanas com esse fato fundamental é uma das funções de alguns daqueles ritos brutais, cujo ritual consiste basicamente em matar – por imitação daquele primeiro crime primordial, a partir do qual se gestou este mundo temporal, do qual todos participamos. A conciliação entre a mente humana e as condições da vida é fundamental em todas as histórias da criação. Quanto a isso, todas se parecem muito.” (Campbell)

“- E o que sugere a idéia de reencarnação? (pergunta Moyers)

- Sugere que você é mais do que pensa. Existem dimensões do seu próprio ser e um potencial de realizações e ampliação da consciência que não estão incluídos no conceito que você faz de si mesmo. Sua vida é mais profunda e ampla do que você a concebe, aqui. O que você está vivendo é só uma fração infinitesimal daquilo que realmente se abriga no seu interior, aquilo que lhe dá vida, alento e profundidade. E você pode viver em termos dessa profundidade, e quando chega a essa experiência, você percebe, instantaneamente, que é disso que falam todas as religiões.” (Campbell).

“Nem em corpo nem em alma habitamos o mundo daquelas raças caçadoras do milênio paleolítico, a cujas vidas e caminhos de vida, no entanto, devemos a própria forma de nossos corpos e a estrutura das nossas mentes. Lembranças de suas mensagens animais devem estar adormecidas, de algum modo, em nós, pois ameaçam despertar e se agitam quando nos aventuramos em regiões inexploradas. Elas despertam com o terror do trovão. E voltam a despertar, com uma sensação de reconhecimento, quando entramos numa daquelas grandes cavernas pintadas.” (Campbell)

“Os índios se dirigiam a todo ser vivente como ‘vós’ – as árvores, as pedras, tudo. Você também pode se dirigir a qualquer coisa como ‘vós’, e se o fizer sentirá a mudança na sua própria psicologia. O ego que vê um ‘vós’ não é o mesmo que vê uma ‘coisa’. E quando se entra em guerra com outro povo, o objetivo da imprensa é transformar esse povo em ‘coisas’.” (Campbell)

Nossa vida desperta o nosso caráter. Você descobre mais a respeito de você mesmo à medida que vai em frente. Por isso é bom estar apto a se colocar em situações que despertem o mais elevado e não o mais baixo da sua natureza. ‘Não nos deixei cair em tentação’. ” (Campbell)

“Siga a sua felicidade e o Universo abrirá portas para você onde antes só havia paredes.”

Joseph Campbell

Top 10 dos Lugares Mais Assombrados

Quem nunca ouviu falar de casas ou outro lugares ditos “mal-assombrados”? Muitas pessoas certamente podem dizer que já moraram em uma casa assim, ou já foram vizinhos de algo do tipo! O canal Discovery Channel possui uma série de programas muito bem-sucedida (já estão na quinta temporada nos EUA) que fala exatamente sobre experiências assim, chamada: “Assombrações”. Evidentemente que boa parte das histórias relatadas no programa carecem de relatos e de testemunhas mais confiáveis, sendo utilizadas somente para “encher lingüiça” mesmo… porém outras histórias, as mais famosas e estudadas (com evidências documentadas em vídeo, áudio e foto) continuam sem explicação natural/racional. Serão mesmo espíritos? Em outra série de documentários feita pelo canal, desta vez apenas em países latinos e Espanha, chamada “Fator Desconhecido”, num dos últimos episódios, gravados no Chile, a história de um prédio construído em cima de um antigo cemitério acabou deixando até o mais famoso dos céticos, James Randi, sem palavras.  A população local e os moradores do prédio alegavam que este era mal-assombrado. Um grupo de jovens, com uma câmera na mão e a vontade de encontrar uma explicação para o fênomeno, iniciou uma pesquisa própria, que incluiu um vídeo que gravaram uma noite, na garagem do prédio. Este vídeo, gravado com uma filmadora comum no modo infravermelho, captou a imagem de uma criança, uma menininha, que não estava no local enquanto da gravação. A menina não possui pernas, porém pode-se vê-la nitidamente passando correndo (ou melhor, é isso o que se pode deduzir da cena). O mais estranho é o fato de ela aparecer em um frame do vídeo, e no seguinte desaparecer, algo que seria impossível se fosse uma criança “real” passando pelo local no meio da gravação. O vídeo foi enviado à vários laboratórios, incluindo o da Kodak, para verificação de sua autenticidade. Como era esperado, o vídeo é autêntico. O problema agora era explicar a aparição da menina. Pois bem, chamaram James Randi ( o tal cético profissional…) para analisar o vídeo, e qual foi a surpresa quando ele simplesmente ficou calado durante um momento, e depois disse: “não sei o que dizer”. Pois é. O mistério continua. No Youtube encontrei um vídeo sobre esse vídeo ( :-) ), em espanhol (não tem relação com o documentário, este não consegui encontrar… ainda!). O aúdio não tá uma brastemp, mas você poderá ver do que estou falando.

Imagem de Amostra do You Tube

E vamos ao nosso Top (traduzido e adaptado por mim do site ListUniverse):

10 – Castelo de Edimburgo (Edimburgo, Escócia)

Castelo de Edimburgo

O castelo de Edimburgo possui a reputação de ser um dos locais mais assombrados da Escócia. E a própria Edimburgo é chamada de a cidade mais assombrada de toda a Europa. Em várias ocasiões, visitantes do castelo relataram um tocador de gaita de foles fantasma, um tocador de tambor sem cabeça, os espíritos dos prisioneiros franceses da Guerra dos Sete Anos, prisioneiros de colônias da Guerra da Revolução Americana – até mesmo o fantasma de um cachorro vagando nos arredores do cemitério de cães.

9 – A Casa Branca (Washington, DC)

O lar dos presidentes dos Estados Unidos. É dito que se ouve o presidente Harrison procurando com afinco por sabe-se-lá o que no sótão da Casa Branca. O presidente Andrew Jackson acredita-se que assombre o seu quarto na Casa Branca. E o fantasma da primeira-dama Abigail Adams foi visto flutuando por um dos corredores da Casa Branca, como se estivesse carregando alguma coisa. Os avistamentos mais freqüentes de fantasmas presidenciais tem sido o de Abraham Lincoln. Eleanor Roosevelt uma vez declarou que acreditava sentir a presença de Lincoln a observando, enquanto trabalhava no quarto de Lincoln. Também durante a administração de Roosevelt, um jovem secretário alegou ter realmente visto o fantasma de Lincoln sentando-se na cama e tirando as botas.

8 – O Queen Mary (Califórnia)

O RMS Queen Mary é um transatlântico que navegou o Oceano Atlântico Norte de 1936 à 1967 pela Cunard Line (depois Cunard White Star Line). O Queen Mary foi adquirido pela cidade de Long Beach, Califórnia, em 1967, e transformado em um hotel. A área mais assombrada do navio é a casa de máquinas, onde um marinheiro de 17 anos foi esmagado até a morte tentando escapar de um incêndio. Batidas e pancadas nos canos ao redor da porta já foram ouvidas e gravadas por várias pessoas. No que é conhecido como a área da recepção do hotel, visitantes têm visto o fantasma de uma “dama de branco”. Fantamas de crianças são ditos que assombram a área ao redor da piscina.

7 - Sanatório de Waverly Hills (Kentucky)

O Sanatório Waverly Hills, localizado em Louisville, Kentucky, abriu em 1910 como um hospital de dois andares para acomodar de 40 a 50 pacientes tuberculosos. Ele ficou popular na televisão por ser um dos hospitais mais “assombrados” da parte leste dos Estados Unidos, tendo aparecido em vários canais internacionais. Os investigadores paranormais que já se aventuraram em Waverly relataram um grande número de fenômenos paranormais estranhos, incluindo vozes de origem desconhecida, lugares frios isolados e sombras inexplicáveis. Gritos foram ouvidos ecoando em seus agora abandonados corredores e aparições fugazes foram encontradas.

6 – A Torre de Londres ( Londres)

O Palácio Real e Fortaleza de Sua Majestade A Torre de Londres, mais comumente conhecida como a Torre de Londres (e historicamente simplicado para A Torre) é um monumento histórico na área central de Londres, Inglaterra, na margem norte do rio Thames. Talvez o mais conhecido residente fantasma é o espírito de Ana Bolena, uma das esposas de Henrique VIII, que também foi decapitada na Torre em 1536. O seu fantasma já foi visto em várias ocasiões, algumas vezes carregando a sua cabeça, na Torre Green e na Torre Chapel Royal.

5 – Penitenciária Eastern State (Filadélfia)

Projetada por John Haviland e aberta em 1829, a Eastern State é considerada a primeira verdadeira penitenciária do mundo. O seu sistema revolucionário de encarceramento, apelidado de “Sistema da Pensilvânia”, originou e encorajou o confinamento em solitária como uma forma de reabilitação.  Em 1 de Junho de 2007, um programa de televisão chamado “Most Haunted” (algo como “Os Mais Assombrados”) foi ao vivo na penitenciária. Parte do grupo foi à cela dos Al Capone. Duas pessoas desmaiaram enquanto “investigavam” a prisão. Um membro da equipe, Yvette, afirmou que “este é o lugar mais maligno que já estive.” Eles alegaram ter tido contato com espíritos, mas não havia nenhuma evidência concreta de que suas alegações eram legítimas.

4 – A Fazenda de Murta (Louisiana)

A Fazenda de Murta foi construída em 1796 pelo general David Bradford e chamada de Laurel Grove. Exaltada como uma “das casas Americanas mais assombradas”, a fazenda é supostamente lar de pelo menos 12 fantasmas. É freqüentemente relatado que 10 assassinatos aconteceram na casa, mas os registros históricos apenas indicam o assassinato de William Winter. Possivelmente o mais conhecido dos supostos fantasmas de Murta, Chloe (algumas vezes Cleo), de acordo com os relatos, era uma escrava que pertencia a Clark e Sara Woodruff. De acordo com uma história, Clark Woodruff pressionou ou forçou Chloe a ser sua amante. Chloe e Clark foram flagrados por Sara Woodruff, e Chloe passou a ouvir pelos buracos de fechadura, tentando saber o que aconteceu com ela.

3 – O Hall de Raynham (Norfolk, Inglaterra)

O hall de Raynham é uma casa de campo em Norfolk, Inglaterra. Por 300 anos ele tem sido a moradia da família Townshend. O hall deu seu nome à área, conhecida como Raynham Leste, e diz-se que é assombrada, concedendo ao local o destaque de ter originado a foto possivelmente mais famosa de um fantasma de todos os tempos, a famosa Dama Marrom descendo as escadas. Entretanto, o fantasma não foi mais relatado desde que a foto foi tirada. O seu mais famoso morador foi Charles Townshend,  segundo Visconde Townshend (1674-1738), líder na Câmara dos Lordes.

2 – A Casa Whaley (Califórnia)

A autora deTraci Regula relata suas experiências com a casa: “Ao longo dos anos, enquanto jantava do outro lado da rua no Old Town Mexican Café, eu me acostumei a reparar que as persianas das janelas do segundo andar (da Casa Whaley) algumas vezes se abriam enquanto estávamos comendo o jantar, muito depois da casa já estar fechada. Em uma visita recente, eu pude sentir a energia em vários pontos da casa, principalmente na sala de audiências, onde eu também senti o cheiro fraco de um cigarro, supostamente o cartão de visitas de Whaley. No corredor, eu senti cheiro de perfume, inicialmente atribuído à jovem que estava como docente, mas depois, com umas fungadas secretas em sua direção enquanto falava com ela sobre a casa, descobri que a moça não tinha cheiro algum.”

1 – A Paróquia de Borley (Essex, Inglaterra)

A assombração da paróquia de Borley durante os anos de 1920 e 1930, é indiscutivelmente uma das mais famosas da Grã-Bretanha, e também uma das mais controversas. A riqueza dos avistamentos e experiências de testemunhas independentes, sugerem que apesar de muito do fenômeno poder ser explicado de maneira racional, uma porcentagem permanece que, ainda nos dias de hoje, pode ser considerada como inexplicável.

LIVRO RECOMENDADO:

Poltergeist: As Casas Mal-Assombradas
Poltergeist: As Casas Mal-Assombradas

Mais 10 Mistérios Inexplicáveis… e a mutilação de gado

O mundo realmente parece ser um lugar cheio de mistérios sem explicação. No post de hoje, uma nova lista traduzida por mim, do site List Universe. O ítem número 1 deste Top pode causar uma certa polêmica, mas gostando ou não, continua sendo o maior mistério para o ser humano. Da lista, os meus preferidos são “El chupacabra” e o “Mothman”. Inclusive, o Discovery Channel, em sua série de programas “Prova Infalível” teve um episódio dedicado à Mutilação de Gado. Neste episódio foram mostrados vários casos de mutilações ocorridas nos E.U.A., principalmente no estado do Texas, e foram entrevistados desde fazendeiros, jornalistas à cientistas. Pois bem. Digamos que os dois cientistas convidados do programa (doutores em suas respectivas áreas), uma antropóloga forense e um entomólogo (especialista em insetos), tenham passado o maior constrangimento de suas vidas (“pagaram o maior mico”) em uma rede de tv.

O programa iniciou com o peão responsável pelo gado em uma fazenda explicando como acontece o sumiço e o posterior reaparecimento de uma vaca nos casos de mutilação. Mostraram o pequeno furo no pescoço, por onde todo o sangue é extraído sem se perder uma gota (observação minha: sinceramente não consigo compreender como é que alguém pode achar que isso é feito por outro animal, ou que possa ser algo “normal” ou “natural”, mas enfim). A língua é retirada, assim como as partes “moles” (área das tetas e mucosas). E o restante da vaca é deixada ali. Então… a “hipótese quase certeza” dos dois cientistas é que a vaca tenha ou morrido de causas naturais (claro…) ou que tenha comido algo envenenado, e depois tenha sido devorada por insetos e outros animais. Como era de se esperar, um experimento “quase certo de que provaria a hipótese” foi feito, em que uma vaca morta foi colocada no campo, e filmada por três câmeras, dia e noite, durante uma semana.

O vídeo mostrou os insetos, vermes etc. começarem a se alimentar da vaca, assim como porcos selvagens e aves carniceiras. Como era esperado, eles atacavam primeiro as partes moles. Porém… porém… ao final do experimento, apesar das comemorações (prematuras) dos cientistas, a explicação deles e a suposta “prova infalível” de que essa era a resposta, simplesmente se provou ser, para dizer o mínimo, insuficiente (na verdade a explicação deles só explicava para o público o que os dois preferiam acreditar). A maneira como a vaca ficou depois desse experimento não é nem remotamente parecido com a maneira como as vacas ficam depois da mutilação. A primeira característica da mutilação é a precisão cirúrgica com que órgãos, partes moles e sangue são retirados. Não foi explicado. Segundo, as vacas mutiladas não se decompõem nem incham, nem liberam líquidos ou odores. Não foi explicado ( a vaca do experimento virou um balão e alagou a área ao seu redor com líquidos de sua decomposição). Terceiro, as vacas mutiladas eram jovens, sem doenças e sem terem morrido por envenenamento. O peão as vê no final da tarde, e na manhã seguinte simplesmente estão mortas e mutiladas, ou seja, não levaram uma semana inteira para perder seus órgãos e sangue. Não foi explicado (inclusive os fazendeiros se ofenderam aqui, pois os cientistas subestimaram a sua capacidade de identificar a causa da morte de um animal e a diferença entre um cadáver fresco e um antigo). Quarto e o mais estranho: NENHUM animal, ave carniceira ou inseto se aproxima do cadáver. Tanto é que uma vaca mutilada ficou 5 semanas jogada no campo e sequer iniciou decomposição. Na verdade, se não estivesse toda mutilada, parecia estar dormindo. Não foi explicado.

Quinto fator, convenientemente esquecido pelos cientistas: a maneira como a vaca estava caída no chão, e o impacto do solo sugerem (para não dizer que é óbvio) que o animal tenha sido erguido por alguns metros e depois jogado de volta ao solo. Alguns fazendeiros, que não quiseram se identificar, disseram ver luzes no campo na noite anterior ao aparecimento de animais mutilados, e uns afirmam ter visto vacas serem “erguidas” ou “flutuarem” sobre o solo… Nem preciso dizer que não havia explicação alguma, não é mesmo? Pois bem, os dois cientistas ficaram nervosos, trêmulos e hesitantes. Foram obrigados a concordar com o peão sem estudo que aparentemente destruiu toda a sua pesquisa científica e a sua “prova infalível”. Acho que nem preciso dizer que este documentário é altamente recomendável para todos que se interessam pelo assunto. Quanto ao Mothman, deixo para outro post. E vamos para os outros 10 mistérios inexplicáveis:

10 – O Mothman (“Homem Mariposa”)

“Mothman” é o nome dado a uma estranha criatura relatada nas áreas de Charleston e Point Pleasant, West Virginia, entre Novembro de 1966 e Dezembro de 1967. Antes e depois destas datas há relatos apenas esporádicos de avistamento, com alguns tendo sido recentemente, em 2007.

A maior parte das testemunhas oculares descrevem o Mothman como uma criatura com asas, do tamanho de um homem, com grandes e brilhantes olhos vermelhos. Freqüentemente aparece como não tendo cabeça, com seus olhos situados no peito. Um número de hipóteses já foram apresentadas para explicar os relatos das testemunhas oculares, indo desde o erro na identificação e coincidência ao fenômeno paranormal e teorias de conspirações.

O Mothman foi identificado pela primeira vez em 1926, por um menino. No mesmo período, três homens que estavam cavando uma cova, em um cemitério ali perto, viram uma figura humana marrom com asas, levantando vôo detrás das árvores. Ambos os incidentes foram reportados separadamente um do outro. Já ocorreram um grande número de avistamentos do Mothman apesar de que não existe nenhuma fotografia da criatura.

(observação minha: quem se interessa pela história do Homem Mariposa deve assistir ao filme “A última Profecia” ou como é o título original: “The Mothman Profecies”, com Richard Gere, Debra Messing e Laura Linney)

9 – D.B. Cooper

D. B. Cooper (ou “Dan Cooper”) é o pseudônimo dado ao notório seqüestrador de aviões que, em 24 de Novembro de 1971, depois de receber um pagamento de resgate de U$200.000, saltou da parte traseira de um Boeing 727 enquanto voava sobre o Noroeste do Pacífico, em algum lugar na área sul de Cascades.

Desde então Cooper nunca mais foi visto e não se sabe se sobreviveu ao salto. Em 1980, um menino encontrou U$5.800 em notas encharcadas de U$20,00 nas margens do rio Columbia. Os números seriais combinaram com àqueles do dinheiro de resgate, que foram anotados para ser mais fácil rastrear Cooper depois.

Cooper escapou do avião pulando pela parte de trás da escada aérea com um páraquedas, fazendo com que as autoridades da aviação incluíssem medidas rigorosas à respeito do design dos aviões para prevenir que isso acontecesse novamente. Além disso, este evento fez com que os aeroportos instalassem detectores de metal pela primeira vez.

8 – O Chupacabras

O Chupacabras é mais comumente associado às comunidades latinas nos EUA, México e Porto Rico (onde houve o primeiro relato). Supostamente é uma criatura pesada, do tamanho de um urso pequeno, com uma linha de espinhos do pescoço até a base da cauda, e o seu nome vem do fato de que supostamente ataque animais e beba seu sangue – especialmente de cabras.

Apesar de que a lenda começou perto de 1987, há muitas similaridades com o “Vampiro de Moca”, nome dado a uma criatura desconhecida que matou animais por toda a cidade de Moca, nos anos 1970. O vampiro de Moca deixava os animais completamente sem sangue,  que aparentemente tinha sido extraído a partir de uma série de cortes circulares.

A descrição mais comum do Chupacabra é a de um ser tipo lagarto, parecendo ter uma pele de couro ou de escamas verde-acizentadas, e espinhos pontudos ou pequenos, correndo por toda as suas costas. Esta forma mede aproximadamente de 1 a 1.2 metros de altura, e permanece de pé e pula de uma maneira parecida a de um canguru. Em pelo menos um avistamento,  a criatura pulou 6 metros. Desta variedade é dito ter um focinho parecido com o de um cachorro ou pantera, uma língua bifurcada protuberante, caninos grandes, e que assobia e chia quando amendrontado, assim como deixa um fedor sulfúrico atrás de si. Quando ele chia, alguns relatos notam que os olhos do chupacabras brilham com um vermelho incomum, que dá náuseas nas testemunhas. Algumas testemunhas o viram com asas como as de morcego.

7 – Pé Grande

Pé grande, também conhecido como Sasquatch (veja o post com o documentário sobre o Pé Grande, clicando aqui) é descrito como um homem meio macaco que habita áreas florestais do pacífico noroeste e partes da província da Columbia Britânica, no Canadá. Ao longo dos anos houveram vários avistamentos e fotografias do Pé Grande mas não há provas conclusivas que comprovam a sua existência.

Muitos especialistas do assunto consideram a lenda do Pé Grande como uma combinação de foclore com boatos, mas há um número de autores e pesquisadores que acreditam que as histórias possam ser verdadeiras. Existe alguma especulação que, como o Monstro do lago Ness, o Pé Grande possa ser um remanescente vivo do tempo dos dinossauros – especificamente um Gigantopithecus blacki – um macaco gigante. Os relatos mais antigos do Pé Grande são de 1924, apesar de relatos de um tipo similar de criatura terem aparecido já nos anos 1860.

6 – O Monstro do Lago Ness

O Lago Ness é o mais extenso lago de água fresca da Grã-Bretanha. Por séculos pessoas têm relatado avistar uma criatura grande vivendo no lago – os avistamentos mais antigos vindo do período de Saint Columba (565 d.C). Apesar de que os avistamentos da criatura em terra, ao redor do lago, supostamente datarem do século dezesseis, o interesse moderno no monstro foi estimulado por um avistamento em 22 de Julho de 1933, quando o sr. George Spicer e sua esposa viram “uma forma animal extraordinária” cruzar a rua em frente ao seu carro. Eles descreveram a criatura como tendo um corpo grande (cerca de 1.2 metros de altura e 7.5 metros de comprimento), e um longo, estreito pescoço, um pouco mais grosso do que uma tromba de elefante e tão longo quanto os 3m – 3.2m da largura da rua; o pescoço tinha um número de ondulações.

Eles não viram os membros por causa de um declive na rua que obscureceu a porção inferior do animal. Ele se moveu pela rua em direção ao lago, à 18 metros de distância, deixando apenas um rastro de pequenos arbustos quebrados em seu caminho.

Não apenas o Monstro do Lago Ness foi repetidamente fotografado, ele também foi filmado – recentemente, em 2007, e também detectado em sonares. Infelizmente, contudo, a filmagem e fotos nunca são claras o suficiente para dar uma resposta definitiva para o que a criatura é.  Alguns especulam que é um plesiossauro, que sobreviveu do restante da população de dinossauros.

5 – Jimmy Hoffa

Jimmy Hoffa foi um sindicalista americano e criminoso condenado. Como presidente da Fraternidade Internacional dos Caminhoneiros de meados dos anos 1950 à meados dos anos 1960, Hoffa exerceu uma influência considerável. Depois de sua condenação, ele serviu perto de uma década na prisão. Em 30 de Julho de 1975, Hoffa desapareceu em um estacionamento em Detroit e nunca mais foi visto.  Ele tinha sido obrigado a se encontrar com dois líderes mafiosos, Anthony “Tony Jack” Giacalone de Detroit, e Anthony “Tony Pro” Provenzano, de Union City, Nova Jersey e Nova York.

De acordo com Donald Frankos (um assassino profissional da Máfia, condenado), Hoffa foi baleado na casa de Giacalone e o seu corpo foi então enterrado nas fundações do estádio dos Giants. Enquanto esta seja a crença mais popular, outro mafioso, Bill Bonanno, alegou que Hoffa foi baleado e colocado no porta-malas de um carro que então foi colocado em um compactador de carros.

Ninguém jamais saberá a verdade sobre Hoffa, mas a equipe dos “Mythbusters” (“Caçadores de Mitos”) cavaram na área em que geralmente atribui-se que Hoffa tenha sido enterrado e não encontraram nada.

4 – Luzes de Marfa

As luzes de Marfa são luzes inexplicáveis (também chamadas luzes fantamas) que têm aparecido em Mitchell Flat, leste de Marfa, Texas. O primeiro relato publicado das luzes foi feito em 1957, mas Robert Reed Ellison (nascido em 1880) as reportou à sua família e relatos de suas aparições se espalharam de boca em boca. Não há nenhum relato verificável anterior aos anos 1950.

As luzes são descritas como tendo o tamanho de uma bola de basquete, flutuando no ar, na altura dos ombros. As cores são geralmente descritas como sendo branco, amarelo, alaranjado ou vermelho, porém azul e verde também são relatados às vezes.  Elas normalmente movem-se lateralmente, mas já foram vistas se movendo rapidamente em várias direções. Os avistamentos são raros, mas há um grande número de evidências fotográficas e filmagens.

Os céticos geralmente consideram as luzes como sendo relacionadas ao tráfego que passa ali perto na US Route 67, ou como sendo um efeito elétrico secundário dos predominantes montes de quatzo da área. Pelo fato de que normalmente aparecem em propriedades privadas, com terrenos em que é difícil de se locomover, existem uma quantidade quase nula de relatos de pessoas que conseguiram se aproximar das luzes.

3 – A Colônia Roanoke

Em 1584, sir Walter Raleigh despachou uma expedição para a costa leste da América do Norte, já que a Rainha Elizabeth I deu a ele permissão de colonizar a Virgínia. Ele retornou da viagem com dois índios americanos, e amostras de animais e plantas. Entre 1585 e 1587, dois grupos de colonizadores foram deixados na ilha de Roanoke (parte da atual Carolina do Norte) para fixar seu assentamento.

Por causa de lutas contínuas com os nativos das tribos locais,  a primeira colônia estava com pouca comida e homens para defender o assentamento; então quando sir Francis Drake os visitou depois de uma invasão no Caribe e se ofereceu para levá-los de volta para a Inglaterra, eles aceitaram e foram embora. Em 1587, 121 novos colonizadores chegaram e descobriram os nativos locais (os Croatans) como sendo amistosos. A primeira criança inglesa nascida nas Américas foi a filha de um desses colonizadores. O grupo tentou ser amigável com algumas outras tribos que os colonizadores anteriores haviam brigado, o que resultou no assassinato de George Howe. Os membros restantes do grupo convenceram o líder a retornar à Inglaterra e trazer ajuda. O líder (John White) retornou à Inglaterra deixando para trás noventa homens, dezessete mulheres e onze crianças.

Quando White retornou em Agosto de 1590, o assentamento estava deserto. Não havia sinais de luta nem restos mortais foram jamais encontrados. A única pista era a palavra “Croatoan” entalhada em um pilar do forte e “Cro” entalhado em uma árvore ali perto. O assentamento ficou conhecido como a “Colônia Perdida” e nenhum dos membros foram vistos novamente. Algumas especulações existem nos dias de hoje, que sugerem que os colonizadores foram embora e se misturaram com algumas das tribos ali perto. Isto é apoiado pelo fato de que muitos anos depois algumas das tribos estavam praticando o Cristianismo e entendiam Inglês.

2 – A Estrada de Bimini

Todo mundo já ouviu a história da cidade perdida de Atlântida, mas o que dizer da Estrada de Bimini? Em 1968 uma formação rochosa submersa foi encontrada perto da área norte da ilha de Bimini, nas Bahamas. É considerada por muitos como sendo natural, mas por causa do arranjo singular das pedras, muitos acreditam que seja parte da cidade perdida de Atlântida (citada pela primeira vez por Platão).

Outro elemento curioso deste mistério é uma profecia feita em 1938, por Edgar Cayce: “Uma porção dos templos será ainda descoberta embaixo do limo das eras e água do mar próximo a Bimini… Espere para ser em 68 ou 69 – não muito longe disso.” Em uma expedição mais recente, o arqueólogo amador Dr. Greg Little descobriu outra linha de rochas com a mesma formação, diretamente abaixo da primeira, levando ele a crer que a estrada está na verdade no topo de um muro ou doca.

Uma possível explicação natural é que a “estrada” é um exemplo de pavimentação em mosaico, um fenômeno natural. Concreções de conchas e areia formam rochas sedimentares duras que com o tempo se fraturam em linhas retas e então em ângulos de 90 graus. Elas são um tanto comuns e uma atração turística popular na ilha da Tasmânia.

1 – A Criação do Homem

Este é provavelmente o mais conhecido e mais controverso dos mistérios conhecidos pelo homem até o momento.  O mistério básico é de onde nós viemos? Muitas pessoas acreditam que nós fomos criados por algum tipo de Deus, outras acreditam que nós naturalmente nos criamos a partir da evolução, e alguns ainda acreditam que nós fomos trazidos à Terra por aliens. Pelo fato de não haver nenhuma evidência conclusiva para nenhum dos argumentos, este assunto permanece o nosso maior mistério.

O conceito de evolução afirma que a partir de uma série de adaptações e mutações, de geração em geração, uma criatura pode se modificar dramaticamente ao longo do tempo. Existem muitos argumentos contra a evolução, a maioria (no Ocidente) pelos cristãos fundamentalistas. O líder da maior Igreja Cristã, Papa Bento XVI, disse recentemente que a evolução não é contrária aos ensinamentos da Igreja ou à crença em Deus desde que ela não exclua Deus como o estimulador e organizador primário do processo.

O conceito do criacionismo afirma que Deus fez o Universo na forma em que ele existe hoje.  Ela tenta explicar os potenciais problemas teológicos causados pelos dinossauros, datação do carbono e registros fósseis em geral. Os criacionistas geralmente acreditam que a terra tenha alguns milhares de anos de idade.