Nostradamus, 2012 e outros fins de mundo

Aproveitando que o tema “fim de mundo” foi comentado recentemente por psicólogos e publicado aqui no blog, – Psicólogos explicam o fascínio pelas teorias do fim do mundoresolvi escrever umas linhas sobre o assunto. Não foi fácil, mas penso que isso precisava ser dito

(quase) Todo mundo adora uma profecia.

Falo isso mas não me excluo, sempre me interessei por esses assuntos. Tanto, que já falei disso outras vezes:

- 2012: A Profecia Maia

- Nasa inicia cruzada contra os profetas do apocalipse

- Fim dos tempos não acontecerá em 2012, diz Nasa

- Erupções solares põem em risco astronautas e a Terra

-Ausência de manchas solares intriga cientistas

Mas com esse post pretendo estimular um outro tipo de reflexão sobre o tema, especificamente a respeito dos boatos caóticos que se tornaram mais populares. É basicamente a minha opinião atual mais a tradução de um ótimo artigo de Stephen Wagner (que está no final desse post), editor do site About.com: Paranormal, do qual compartilho o mesmo ponto de vista (nesse e em outros assuntos).

A internet nos últimos anos está sendo bombardeada com informações de todos os tipos a respeito de Fim de Mundo. Depois do fiasco do (último) apocalipse no ano 2000 (Lembra??? Por favor, não esqueça. Teve suicídios coletivos e tudo!), com a proximidade do ano de 2012 e da conhecida Profecia Maia, o apocalipse volta para a literatura, cinema, jornais, internet e obviamente, para a boca do povo.

No Youtube praticamente não se fala em outra coisa. Os canais de documentários se apressam em criar especiais sobre o assunto. É quem mais pode para criar sites, escrever livros ou lançar uma nova “interpretação” para quadras de Nostradamus ou para a Profecia Maia.

"O fim"

As pessoas parecem ter mais medo de não acreditar nas profecias, do que de acreditar. Mas o que mais me preocupa nessa história toda, não são as interpretações de Fim de Mundo. Essas são mais velhas do que andar pra frente, e portanto nada surpreendentes. O preocupante é a constante associação com ideias espirituais/”esotéricas” (não as religiosas, essas sempre estiveram associadas a ideias de “fim de mundo” por motivos óbvios) que têm aparecido em meio a toda essa confusão. O que quero demonstrar com esse meu comentário, é como isso é contraditório e distante da verdadeira espiritualidade, além de promover um medo totalmente infundado. E, para não perder o hábito, não custa relembrar que os Maias NUNCA falaram em fim de mundo, somente em fins de ciclos… sim, porque já houve outros “fins”, mas o mundo continuou…

Quem acompanha o blog já deve ter percebido que aqui eu sempre parto da premissa de que a Consciência é que cria a realidade. Em termos práticos e mundanos, a sua mente está (re)criando o ambiente ao seu redor, o tempo todo (aqui não pretendo aprofundar ou expandir o tema com as diferenças evolutivas espirituais ou afins). Se algo parece igual para várias pessoas, por exemplo, é porque a realidade igualmente é um acordo. Em outras palavras, “é como é porque você assim acredita que seja”. E isso não quer dizer que não exista um mundo lá fora. É claro que existe. Mas não como você pensa que é… a sua mente está sempre se interpondo e interpretando o que vê. O que você percebe, o modo como você filtra a “realidade”, depende de inúmeros fatores, sendo o principal as suas crenças. É a mente que te dá a ilusão de tempo, de separação, dualidade etc. Mas principalmente, nós vemos o que esperamos ver, o que acreditamos que iremos ver. Por isso que a mente, se mal utilizada ou simplesmente largada no “piloto automático” pode ser tão perigosa…

Por essas e outras digo e repito o quanto for necessário: você ajuda mais os outros e o mundo, ajudando a si mesmo. As mudanças mais radicais da História da Humanidade (seja para o bem ou para o mal) foram provocadas por apenas um ser humano… ou estou mentindo?

Mas, para não parecer muita “loucura”, levando em conta que um eventual visitante apareça por aqui que não esteja familiarizado com essas ideias, e também para não fugir muito do assunto, vou dar um exemplo mais científico da reflexão que pretendo propor com esse post (os grifos são meus):

Durante vinte anos, a Organização da Meditação Trancendental havia sistematicamente testado, por meio de várias dezenas de pesquisas, se a meditação em grupo poderia reduzir a violência e os conflitos no mundo. O fundador da meditação transcendental, o iogue Maharishi Mahesh, afirmava que o estresse individual gerava o estresse mundial e que a calma do grupo gerava a calma no mundo. Ele postulou que  se 1% de uma região tivesse pessoas praticando MT, ou se a raiz quadrada de 1% da população praticasse MT-Sidhi, um tipo mais avançado e ativo de meditação, todas as formas de conflito, como os índices de mortes por arma de fogo e outros crimes, o consumo excessivo de drogas e até mesmo os acidentes de trânsito, diminuiriam. A ideia do efeito “Maharishi”, era que a prática regular da meditação transcendental possibilitaria que entremos em contato com um campo fundamental que liga todas as coisas, um conceito não muito diferente do Campo de Ponto Zero. Se um número suficiente de pessoas se dedicassem a essa prática, a coerência se revelaria contagiante em toda a população.

Embora a organização MT tenha sido ridicularizada, em grande parte por ter promovido os interesses pessoais do Maharishi, o valor dos dados apresentados por ela é irrefutável. Muitas das pesquisas foram publicadas por publicações de peso, como o Journal of Conflict Resolution, o Journal of Mind and Behavior e o Social Indicators Research, o que significa que elas tiveram que satisfazer os rigorosos critérios de avaliação. Uma pesquisa recente feita no National Demonstration Project, em Washington DC, conduzida durante mais de dois meses em 1993, demonstrou que quando o grupo local de Super-Radiância (o nome dado para o efeito pela organização da MT) aumentou para quatro mil pessoas, o índice de crimes violentos, que vinha aumentando regularmente nos primeiros cinco meses do ano, começou a declinar, para 24%, e continuou a decrescer até o final do experimento. Assim que o grupo se dispersou, o índice de criminalidade voltou a subir. A pesquisa demonstrou que o efeito não poderia ter sido causado por variáveis como o tempo, a polícia ou qualquer campanha especial contra o crime.

Outra pesquisa realizada em 24 cidades americanas mostrou que sempre que uma cidade atingia um ponto em que 1% da população estava praticando MT com regularidade o índice de criminalidade caía para 24%. Em uma pesquisa suplementar realizada em 48 cidades, em metade das quais 1% da população meditava, as cidades onde isso acontecia alcançaram uma redução de 22% no índice de criminalidade, em comparação com o aumento de 2% nas cidades que serviram como padrão de comparação. Também houve uma redução de 89% na tendência da criminalidade, em comparação com um aumento de 53% nas cidades do grupo de controle.

Bem, alguém pode pensar… será que esses efeitos poderiam ser observados a nível mundial ou algo do tipo? Pois veja:

A organização da MT pesquisou até mesmo se as meditações em grupo eram capazes de influir na paz mundial. Em uma pesquisa sobre uma reunião especial da MT em Israel que acompanhou o conflito dia-a-dia durante dois meses, nos dias em que o número de meditadores era elevado, as baixas no Líbano diminuíam em 76% e a criminalidade local, os acidentes de trânsito e os incêndios declinavam. Nesse caso também, influências que poderiam interferir no resultado, como as condições atmosféricas, os fins de semana ou os feriados, tinham sido levadas em conta.

(excertos retirados do livro “O Campo – em busca da força secreta do Universo“, da jornalista Lynne McTaggart)

As pesquisas acima, como podemos ver, demonstraram o efeito benéfico não somente da meditação sobre o meditador, mas do poder que a paz interior – alcançada pela meditação – de indivíduos unidos em torno de um propósito, pode ter sobre situações ou pessoas além deles… A calma de um grupo é a calma do mundo. Ou, o estresse de um grupo é o estresse do mundo… O estado mental ou de espírito de uma pessoa, influencia outras, desde que seja constante. Os efeitos da influência são diretamente proporcionais ao número de pessoas engajadas em torno de uma ideia, crença, sistema ou prática.

Mas o que tudo isso tem a ver com teorias apocalípticas? Bem, basicamente, não adianta falar de iluminação, consciência, evolução espiritual, chakras, meditação e pregar Fim de Mundo…(como frequentemente vemos acontecer) não se você realmente compreende que tudo é Consciência, que somos seres espirituais vivendo uma vida terrena, e que só existe escassez e sofrimento para a mente humana (e consequentemente, em sua realidade); então tudo invariavelmente adquire outra perspectiva. Portanto, ao promover ideias catastróficas como se fossem verdades inevitáveis você não contribui em NADA para o seu bem-estar, muito menos influi beneficamente no bem-estar coletivo. Faz sentido?

E, digamos que  fosse para o mundo acabar mesmo, independente de tudo o mais ( não posso dizer que é impossível)… o que você vai fazer afinal?  Ficar perdendo tempo especulando como será ou quando, muda alguma coisa? Como???

"O fim" 2

Certamente 2012 será o “fim do mundo” para muita gente… Para outras será 2011…2013… hoje… outros daqui a 50 anos. Quem sabe?

Para finalizar o meu comentário, um vídeo de Esther Hicks, canalizando Abraham, falando exatamente sobre isso:

Imagem de Amostra do You Tube

Abraham-Hicks – Fala sobre 2012

(…)

E agora, vamos ao artigo prometido no início do post, que assino embaixo!

Ahhhh e não esqueçam… “a Karina contou primeiro!” ;-)

>>> Piadinha inspirada no filme “2012″ de Roland Emmerich; quem viu o filme entende!<<<

+++

Será que Nostradamus concorda com o Calendário Maia, sobre uma mudança próxima?

por Stephen Wagner (traduzido por Karina -InconscienteColetivo.net)

Nostradamus

O canal History Channel tem transmitido um documentário de duas horas sobre as Profecias de Nostradamus e como elas podem estar relacionadas com 2012. É mais uma na pilha crescente de informações, teorias, medos, avisos, iluminação e ansiedade sobre o ano 2012, então talvez seja a hora de eu dar minha opinião.

Eu nunca dei muito crédito para a suposta Profecia Maia de que 2012 marcará o fim do mundo, o fim de uma era ou qualquer outra coisa que você queira ver nisso. Quero dizer, já não passamos por isso inúmeras vezes? Alguns preveram que 5 de Maio de 2000 como dia do juízo final porque os planetas estavam num alinhamento desigual. Então houve a histeria por causa do Milênio e Y2K (o “bug do milênio”). E é claro, vários cultos religiosos nomearam data após data em que o mundo certamente acabaria, sendo que todas elas chegaram e passaram sem grandes comoções.

Com 2012 não será diferente. Sim, o assunto está vendendo um monte de livros, atraindo grandes audiências para programas de rádio e dando muitas visitas para websites, mas acredito que esse será o máximo de drama que conseguiremos de 2012. Esse ano também chegará e passará sem uma grande mudança no planeta. Todos nós já não sabemos disso?

Aqueles que promovem as mudanças de 2012 já lançaram uma vasta variedade de possibilidades do que pode acontecer – tudo desde literalmente o fim do mundo, à reviravoltas sociais, econômicas, políticas e climáticas dramáticas; até “despertar espiritual”, o que, certamente, pode significar praticamente qualquer coisa.

POR QUE 2012?

calendario_maya

E no que isso é baseado? Primariamente, é baseado no antigo calendário Maia de “conta longa”, entalhado em pedra, que de acordo com os cálculos termina em 21 de dezembro de 2012, e marca o fim de uma era de 5.126 anos. Sem dúvida, os antigos maias eram matemáticos e astrônomos notáveis, mas podemos levar essa “profecia” a sério?  Primeiro de tudo, não é nem mesmo uma profecia. Acontece de ser quando o calendário deles acaba. Por que isso deveria ter qualquer significado para nós?

A segunda razão dita pelos proponentes desse apocalipse iminente é a de que em 2012 haverá um alinhamento de algum tipo com o centro de nossa galáxia. Porque a Terra movimenta-se devagar conforme rotaciona (uma vez a cada 26.000 anos) o sol irá parecer erguer-se em alinhamento com o centro da Via Láctea. Interessante, sim, mas parece não haver qualquer evidência cosmológica de qualquer tipo de que isso terá um efeito em nosso planeta, fisicamente, socialmente ou mesmo espiritualmente.

A terceira razão exaltada é a de que o sol está programado para estar em um período “solar máximo” naquele ano, um tempo em que manchas solares e explosões solares estarão muito ativas. Esse tipo de atividade realmente pode causar problemas. Esse tipo de atividade pode desativar e prejudicar satélites e pode ter um efeito dramático no clima da Terra. A data se baseia em padrões passados dessa atividade, mas nós não temos nenhum jeito de saber se irá ocorrer em 2012, e se acontecer, o quão severo poderá ser.

INTERPRETAÇÕES FORÇADAS

Voltando ao documentário sobre Nostradamus por um momento. Como sempre, os especialistas em Nostradamus citam uma seleção de suas quadras – aquelas que apresentam fome, pestilência, guerra, etc – e as comprimem para servir em 2012. Não de forma bem-sucedida, na minha opinião. O mundo sempre esteve atormentado por fome, pestilência, guerras e todo o resto, e eu não vi nenhuma quadra que mesmo remotamente indicasse que o que Nostradamus estava falando era sobre o ano 2012.

Deixando de lado as quadras, o documentário se foca principalmente no assim chamado “Livro Perdido de Nostradamus”, que foi descoberto em uma biblioteca moderna em Roma, em 1994. Datando de 1629, o manuscrito, repleto de brilhantes figuras aquareladas, está entitulado “Nostradamus Vatinicia Code” e possui dentro o nome Michel de Notredame como o autor. Primeiro de tudo, apesar de que alguns pensam que esse “livro perdido” seja o trabalho de Nostradamus, não há prova definitiva ou consenso dos eruditos de que ele foi mesmo o autor; alguns especialistas têm sérias dúvidas. Então, utilizar esse livro como plataforma para esse documentário o coloca em terreno duvidoso.

nostradamus-lost-book

E então, os graus que os consultores do programa atingem e forçam para conectar as figuras com 2012 foi certamente absurdo. Por exemplo, o desenho de uma espada segurada com a ponta para cima, ao seu redor laçada com uma bandeira ou pergaminho (veja a ilustração acima) – isso foi interpretado como o alinhamento solar com o centro da galáxia em 2012. Sério?  As outras figuras foram distorcidas e deformadas do mesmo modo para se encaixarem nas interpretações necessárias para o argumento. Todos nós sabemos que podemos pegar tais figuras enigmáticas – e quadras – e interpretá-las de forma a se encaixarem virtualmente em qualquer cenário que desejarmos.

ENTÃO, O QUE IRÁ ACONTECER?

Por que algumas pessoas estão obcecadas com 2012 (a despeito dos apelos de marketing)? Por que estão obcecadas com o apocalipse e o fim do mundo? Por que sempre parece que o fim está logo ali na esquina?

Eu penso que a resposta seja de nós tanto temermos como desejarmos uma grande mudança. Por mais maravilhoso que o mundo possa ser, ele é, como notado anteriormente, continuamente atormentado por guerras, dificuldades econômicas, fome e mudanças climáticas. Essas coisas não são novas. São problemas contínuos que vão e vem no planeta. Apesar de temermos que irá ficar pior (e certamente pode ficar pior), ao mesmo tempo nós temos a esperança de que irá melhorar. Nós tememos as catástrofes de um apocalipse, e no entanto esperamos pelo despertar espiritual que irá nos salvar de nossa própria natureza humana.

Eu não sou nenhum Nostradamus, mas aqui vai a minha previsão para 2012: o mundo continuará bem parecido como era no passado. Não haverá nenhum problema medonho e haverá grandes alegrias. Talvez alguns problemas possam ficar um pouco piores do que são agora, mas não haverá nenhuma catástrofe de destruição da Terra. Se há um despertar espiritual, ele não será em uma escala planetária ou de massas, através de algum milagre não-especificado, como alguns esperam, ele será em indivíduos. (Mas isso não tem nada a ver com 2012). O máximo que podemos chutar é que, como indivíduos, nós façamos o nosso melhor de modo a fazer os nossos pequenos fragmentos da Terra, lugares melhores. Esse foi sempre o caso, e sempre será.

(Psicólogos explicam o fascínio pelas teorias do fim do mundo)

De tempos em tempos, algum boato sobre o fim do mundo gera polêmica e pânico entre as pessoas. Geralmente provocadas por antigas previsões, como no caso de Nostradamus, e propaladas pela internet e outras mídias, as teorias não faltam.

“Pessoas gostam da ideia de ter um plano”, diz o escocês Rob Hannah, graduado em psicologia pela Open University. “A mortalidade é algo difícil de se aceitar e o fato de que o acaso interfira nas nossas vidas é mais assustador ainda. Quando alguém dá uma data para isso acontecer, isso nos dá um falso senso de segurança”.

Para ele, o ser humano precisa se sentir parte de algo maior, e, em alguns casos, dados da ciência indicando que o fim do mundo não está próximo, mas acontecerá em bilhões de anos, não satisfazem. “Isso significa que você morre e o mundo continua, e as pessoas não aceitam que não estarão aqui. É como dizer que, se temos que desaparecer, vamos desaparecer todos juntos”, ponderou.

2012 e as catástrofes

A última onda foi a das previsões apocalípticas relacionadas ao ano de 2012. O burburinho em torno do fim dos tempos chegou ao seu auge com o lançamento do filme dirigido por Roland Emmerich, mostrando tragédias como a cidade de Los Angeles caindo no oceano e ondas gigantes varrendo o Himalaia.

Na obra de Emmerich, o alinhamento entre o Sol e o centro da galáxia, no dia 21 de dezembro de 2012, faz com que o astro saia do controle e lance na superfície da Terra partículas conhecidas como neutrinos, que aquecem o centro da Terra. Já outra linha de alarmistas indica que o ano de 2012 marcará a colisão de um planeta chamado Nibiru com a Terra, e que o campo magnético do nosso planeta sairá do controle.

Todas as teorias, porem, já foram refutadas por órgãos especializados, como a Nasa, que chegou a criticar a Sony Pictures por sugerir em sua campanha publicitária que o mundo acabaria nesta data. Mesmo assim, o assunto já é tema de diversos livros. Se “2012″ e “fim do mundo” forem digitadas no Google, cerca de 1 milhão de páginas são encontradas.

A escolha do ano não teria surgido ao acaso: seria baseada em cálculos do calendário Maia. Porém os principais historiadores do assunto afirmam que previsões de morte iminente não são encontradas em nenhum dos clássicos códigos maia e que a ideia de que o calendário terminaria em 2012 deturpa a história de um povo que foi notável não somente pelo desenvolvimento da lingual escrita, como também pela sua arte, arquitetura, matemática e sistemas astronômicos.

Religião

O psicólogo paranaense Márcio Roberto Regis, responsável pela publicação AtlasPsico, lembra que diversas crenças prometem uma pós-vida melhor aos seus praticantes, o que justificaria a suscetibilidade de alguns indivíduos a crer em teorias apocalípticas. “Se alguém vive uma vida difícil neste momento, pode ver o fim do mundo como uma chance de mudança, o que pode gerar inclusive casos de suicídio”, disse.

“O que as pessoas tem que se dar conta é que precisam viver a vida agora, e mudar o que é preciso nesta vida, ao invés de esperar por uma outra”, diz o brasileiro. Já Rob Hannah coloca uma contradição na relação da religião e da morte questionando a questão da pena capital: “Se o fim da vida, como a conhecemos, dá a chance da absolvição e redenção, por que a maioria das pessoas religiosas seria contra a pena de morte? E como encarar a questão dos homens-bomba? O assunto é um poço de contradições”, concluiu.

Mesmo que todas tenham falhado até agora, teorias apocalípticas sempre despertam interesse de muitas pessoas

Mesmo que todas tenham falhado até agora, teorias apocalípticas sempre despertam interesse de muitas pessoas

Mídia

Tanto Hannah quanto Regis concordam em um ponto: segundo eles, a mídia extrapola na importância que dá a teorias do fim do mundo. “Desastres sempre existiram, o que não existia era o acesso gigantesco à informação, como temos hoje”, diz o psicólogo paranaense. De acordo com ele, veículos de massa podem ao mesmo tempo alarmar sobre o excesso de poluentes no ar e vender automóveis em seus comerciais, o que em teoria seria um conflito.

“Nos avisam que somos culpados pela poluição, mas quando vai para o comercial, tentam nos vender o carro”, coloca Regis, que lembra que crianças podem ser bastante vulneráveis ao pânico gerado por notícias que anunciem catástrofes iminentes. “Sempre teremos alguém iniciando um boato ou criando uma teoria. É normal. O que os pais precisam fazer é gerar senso critico nos seus filhos. Fazer com que sempre questionem o que leem, ouvem ou assistem”, completou.

O Mistério da Longevidade – Li Ching-Yun

Foi publicado há alguns dias atrás uma notícia sobre o mistério da longevidade saudável. Segundo as pesquisas atuais no tema, ainda não foi possível determinar um padrão (seja de comportamento ou alimentação) que proporcione mais anos de vida, muito menos que garanta uma velhice saudável. O artigo é bem interessante e por isso colei-o abaixo:

Cientistas tentam encontrar chave para uma vida mais longa

Estudos com pessoas que chegaram aos 100 anos em boa forma ainda não desvendaram o mistério da longevidade saudável

Helen Faith Keane Reichert tem 108 anos. Detesta saladas e tudo que esteja associado a um estilo de vida saudável. Gosta de hambúrgueres, chocolate, coquetéis e da vida noturna de Nova York. Também gosta de fumar. “Fumo há mais de 80 anos, o dia todo, todos os dias. Foram muitos cigarros”, admite ela, que tem o apelido de Feliz desde criança.

Depois de um derrame, há cinco anos, sua pronúncia se tornou levemente arrastada. Mas sua mente está alerta, a curiosidade, forte como sempre, e a memória muitas vezes se mostra melhor que a de sua acompanhante filipina de 37 anos.

Helen, nascida em 1901 em Manhattan e filha de imigrantes judeus da Polônia, é psicóloga, especialista em moda, ex-apresentadora de TV e professora emérita da Universidade de Nova York. Foi casada com um cardiologista e não teve filhos. Quando o marido morreu, há 25 anos, ela decidiu dar a volta ao mundo. Visitou Irlanda, Espanha, Itália, Turquia, Egito, China, Japão e Austrália. Foi sua forma de superar a perda.

Feliz, a mulher indestrutível, atraiu a atenção dos cientistas, junto com os irmãos Irving, 104, e Peter, 100, e a irmã Lee, que morreu em 2005 aos 102. Os quatro deram amostras de sangue e foram entrevistados por pesquisadores do envelhecimento de Boston e Nova York. Tais estudos querem descobrir como alguns indivíduos chegam aos 100 anos ou mais saudáveis e ativos.

O médico israelense Nir Barzilai, do Instituto de Pesquisas do Envelhecimento da Faculdade de Medicina Albert Einstein, de Nova York, que coordenou as entrevistas, afirma que “não há padrão” no comportamento que conduz à velhice saudável.

Mas ele não perde tempo em dizer que as pessoas não devem começar a questionar a importância de um estilo de vida saudável. “Mudanças no estilo de vida implementadas hoje podem determinar se a pessoa vai morrer aos 85 anos e não aos 75.” Mas o pesquisador diz que, para chegar aos 100, é preciso ter uma composição genética especial.

“Essas pessoas envelhecem de outra forma. Mais lentamente. Morrem das doenças que vitimam a todos, só que 30 anos mais tarde que o esperado, num processo mais rápido, sem sofrer por período prolongado.”

A obesidade, o tabagismo e a falta de exercício certamente prejudicam a saúde. Mas as entrevistas não revelaram uma fórmula mágica que determinasse nossa alimentação e comportamento para que cheguemos com boa saúde a uma idade avançada. “Nenhum dos centenários optou por se alimentar com uma dieta de algas”, indica Stefan Schreiber, de 48 anos, chefe de um grupo de pesquisa sobre envelhecimento saudável da Universidade de Kiel, na Alemanha, que também estudou centenários. Schreiber reparou em algo que os centenários têm em comum: “Muitos só beijaram uma pessoa em toda a vida. Quem sabe não seja esse o segredo?”

(Fonte: Der Spiegel/Estadão)

Apesar do artigo enfocar uma genética “especial” como sendo uma parte essencial do “mistério” da longevidade, na verdade já foram publicados estudos que afirmam que o nosso corpo deveria durar, de modo saudável e ativo, pelo menos 140 anos. Então é realmente muito estranho que a expectativa de vida mais alta do mundo seja de apenas 86 anos (das mulheres japonesas). Não dá para tirar o crédito de uma genética forte, em alguns casos, mas sinceramente discordo dos especialistas consultados quando eles afirmam que é “preciso uma genética especial”. Teoricamente, pelo menos, a maioria de nós já possui essa genética. Então porque continuamos a morrer “prematuramente”?

Se nos basearmos no artigo acima, pelo exemplo de Helen, a ideia do que “contribui para a saúde” pode se tornar um problema. Eu já ouvi falar, por exemplo, de pessoas com mais de 70, 80 anos, trabalhadores rurais, que apenas tomam café com leite o dia inteiro – praticamente nada de água pura (pura no sentido de nada misturado a ela – café, suco etc) – durante boa parte de suas vidas, e que nunca precisaram de hospital ou de remédios. Inclusive saiu uma notícia há algumas semanas a respeito de uma indiana (esse tipo de notícia se não é da Índia ou é da Tailândia ou do Japão!!!) de 92 anos, que afirmou que não bebia um copo de água pura desde os 14 anos de idade. Ela vive a base de duas xícaras de café por dia, frutas secas e arroz, há 78 anos! E antes que alguém pense que “café vai água”, saiba que é muito diferente de tomar água pura, e a quantidade de água ingerida pela indiana, pelo café e o arroz, mesmo assim é muito pouca para o que se considera “saudável”. Tanto que os nutricionistas recomendam tomar pelo menos 1 litro de água pura para cada 25kg do peso corporal (aproximadamente) e sucos e outras bebidas, como o café, não contam como substitutos nessa recomendação básica… Se nós formos pensar ainda em alguns monges, yogues e outros que “vivem de luz”, que passam meses meditando sem se alimentar ou beber água, (Indiano que diz viver há 70 anos sem comida está sob estudo) bem… acho que podemos dizer que é tudo muito relativo ao seu modo de entender o seu corpo e a sua vida (as suas crenças). Particularmente não tenho a menor dúvida de que uma crença inabalável faça milagres. Ou a perda de uma…

Narasamma, a velhinha que diz viver muito bem sem tomar água há 78 anos
Narasamma, a velhinha que diz viver muito bem sem tomar água há 78 anos

Mas voltando à longevidade… Segundo Aubrey de Grey, um cientista inglês, gerontologista famoso e controverso, conhecido como o “Profeta da Imortalidade”, a velhice é uma doença que pode ser combatida.

Aubrey de Grey

Segundo ele, os seres humanos poderiam viver 1.000 anos. A teoria  defendida por Grey é que o nosso envelhecimento é causado por radicais livres mitocondriais, e para combater/prevenir esse dano ao DNA mitocondrial ele criou um plano de terapias chamado SENS (Estratégias para Reparar Envelhecimento Insignificante). Para entender melhor as ideias desse excêntrico investigador, coloquei abaixo uma pequena palestra dele (para abrir as legendas clique em “View Subtitles” e desça a barra até “Portuguese”):

É claro que o Dr. de Grey é um grande entusiasta da tecnologia e ele aposta suas fichas em tratamentos médicos futuristas. Para ele, a cura do envelhecimento é um “problema de engenharia”. Mas existem seres humanos que não precisaram da “Ciência moderna” para desafiar o envelhecimento e a morte…

E é sobre um dos maiores mistérios da longevidade já conhecidos no Ocidente que irei falar agora nesse post.

li ching yun O senhor da foto ao lado é Li Ching Yun (ou Yuen), nascido na região de Kaihslen, província chinesa de Szechwan. Li Ching Yun foi um mestre taoísta, herbalista e praticante de Chi Kung (exercícios para o cultivo da energia). Algumas fontes dizem ainda que foi artista marcial e professor de artes marciais.

Segundo registros de documentos oficiais chineses, acredita-se que Li tenha morrido aos inacreditáveis 256 anos.

Os obituários de 1933 publicados na revista norte-americana “Time” e no “The New York Times” relatam que Li Ching Yun “enterrou 23 esposas e teve 180 descendentes”.

A morte de Li aconteceu em 6 de maio de 1933, mas o seu nascimento é ainda um mistério que provavelmente nunca será desvendado (pelo menos não de modo irrefutável para as mentes ocidentais).

Segundo o obituário publicado no New York Times, o próprio Li afirmou que havia nascido em 1736 e que portanto, na data de sua morte, teria 197 anos. A história dos 256 anos surgiu com o chefe do departamento de Educação da Universidade Minkuo, o Professor Wu Chung-chien que disse ter encontrado registros mostrando que Li havia de fato nascido em 1677 e que o Governo Imperial Chinês havia congratulado-o tanto em seu aniversário de 150 anos, como no de 200 anos.

Um correspondente do NYT escreveu em 1928 que muitos dos vizinhos mais velhos de Li afirmaram que seus avôs o tinham conhecido quando eram meninos, mas que Li já era um homem adulto.

De acordo ainda com o artigo de 1933 do NYT, “muitos que haviam visto ele (Li) recentemente declararam que sua aparência facial não era diferente da de uma pessoa dois séculos mais jovem.”

A bem da verdade, não se sabe muito sobre a infância e juventude de Li. O que se sabe é que ele nasceu e morreu na mesma província, que foi alfabetizado até os 10 anos e que viajou por Kansu, Shansi, Tibete, Annam, Siam e Manchúria coletando ervas. A foto acima é a única foto tirada (conhecida) de Li. Data de 1927, e foi tirada durante a sua visita ao seu amigo pessoal,o general Yang Sen, na província de Sichuan. Yang Sen estava muito interessado no segredo de Li, já que este, apesar da extrema idade, aparentava juventude e vigor. A dita foto mostraria Li na idade de 250 anos. A Wikipedia em Inglês traz também que o mestre taoísta Liu Pai Lin, que viveu em São Paulo de 1975 à 2000, tinha uma outra foto do Mestre Li Ching-Yun exposta em sua sala de aula, que é desconhecida ao Ocidente. Segundo essa fonte, Liu conheceu o mestre Li pessoalmente, na China, e com ele aprendeu técnicas do Qigong.

Além disso, o que se sabe é que durante cem anos Li passou vendendo ervas coletadas por ele, para depois passar a vender ervas coletadas por outros. Diz-se que no tempo que esteve com sua vigésima quarta esposa, de apenas 60 anos, Li já havia passado dos 200 anos.

Mesmo que Li não tenha vivido 256 anos, mas os 197 que ele afirmava – e aqui podemos especular que ele mesmo possa ter perdido a conta de seus anos… ou não – , mesmo assim é muito tempo, principalmente se levarmos em conta que Jeanne Louise Calment, a francesa com o recorde de idade mais avançada já conhecido, viveu “somente” até os 122 anos.

A essa altura você deve estar se perguntando… mas afinal o que ele fez para viver tanto tempo? Qual o segredo?

Essa mesma pergunta foi feita pelo comandante militar Wu Pei-fu a Li, que respondeu o seguinte:

Manter o coração calmo,
sentar como uma tartaruga,
andar vigorosamente como um pombo
e dormir como um cão.

E Li explica o “coração sempre calmo”, em uma entrevista feita em 1920 (e publicada nos anos 1950 na revista Domestic and Foreign Magazine):

Penso que a razão pela qual eu vivi tanto tempo e ainda estou perpetuamente saudável é porque nada me irrita desde os meus 40 anos. Por isso, meu coração é muito calmo, pacífico e divinamente tranquilo. É por isso que eu estou livre de qualquer doença, e sempre saudável e feliz.

Além disso, Li tinha em sua dieta diária principalmente três ervas:  ginseng, He Shou Wu (Polygonum multiflorum) e Gou Qi Zi (fruta goji). É dito que utilizava também Gotu Kola (Centella asiatica) e Alho.

gojipGoji

gotukola

Gotu Kola

ginseng

Panax Ginseng

heshou

He Shou Wu

A dieta também apresenta versões… alguns dizem que era estritamente vegetariana, sendo que ele consumia predominantemente plantas e frutas silvestres. Diz-se também que há evidência de que Li comia peixe com regularidade e ocasionalmente carne (duas vezes por ano). Outras fontes trazem ainda que sua dieta era fundamentalmente de arroz e do vinho feito a partir desse cereal. A única erva que aparece em todas as fontes pesquisadas por mim é o ginseng.

No que diz respeito ao preparo das ervas, há mais versões. Com o ginseng e o fo-ti (He Shou Wu) ele fazia chás. O goji era comido cru, assim como a Gotu Kola, que era ingerida tanto como salada, como preparada como chá. De acordo com outras fontes, há também algumas evidências de que ele pode ter também colocado essas quatro ervas (juntamente com Dang Gui e Gan Cao) num licor forte como uma tintura e que bebia um gole ou dois a cada dia.

Agora surge outra pergunta… de onde ele tirou a ideia dessa dieta?

Segundo relatos do mestre de Tai Chi Chuan Da Liu, que foi discípulo de Li Ching-Yun, Li  conheceu um eremita muito velho que vivia numa montanha. Foi esse ancião que lhe deu recomendações sobre alimentação e o uso de ervas medicinais, assim como lhe ensinou práticas de respiração e movimentos coordenados com sons (Qigong). Naquela entrevista de 1920 que mencionei anteriormente, o próprio Li comenta que tinha 50 anos (no relato de Da Liu, Li já tinha 130 anos) quando conheceu o eremita, e que apesar de ele não aparentar ser um homem “sobrenatural”, o velho conseguia dar passos enormes, como se voasse no ar. Por mais que Li tentasse, não conseguia acompanhar o ancião. Por isso, pediu a ele que lhe ensinasse seus segredos. Segundo o relato de Li, a única coisa que o eremita fez foi lhe entregar algumas frutas silvestres (as gojis) e lhe disse que era a única coisa que comia. A partir de então, Li passou a comer 15 gramas de gojis todos os dias e por causa disso se tornou mais saudável e ágil. Segundo ele, a dieta possibilitava que andasse 50km sem que se cansasse.

Na verdade, histórias como a de Li, de monges e eremitas do Oriente com poderes aparentemente “sobrenaturais”, ou de longevidade “absurda” não são novidade. O próprio Peter Kelder comenta alguns relatos brevemente em “A fonte da juventude“, assim como essas “lendas” (no sentido de histórias antigas relatadas por testemunhas oculares) são novamente resgatadas em “A fonte da juventude 2“. Uma outra autora relativamente conhecida que também relata casos semelhantes (testemunhados e até mesmo vividos por ela), é Alexandra David-Neel.  Alexandra, nascida na França em 1868 (morreu um pouco antes de completar 101 anos, em 1969) foi uma mulher a frente do seu tempo: exploradora, reformadora, viajante, erudita e independente; ela foi a primeira mulher européia a ser consagrada lama (um mestre/professor de darma). Publicou mais de 40 obras sobre o budismo e suas viagens pelo Oriente. Em seus relatos, por exemplo, ela comenta dos monges corredores (mensageiros) “lung-gom-pa” do antigo Tibete. Esses monges podiam correr a uma velocidade extraordinária, a ponto de parecer que estavam voando.  Podiam correr mais de 300km por dia, ou correr por vários dias, sem parar ou se cansar. O treinamento que possibilita tal feito envolve muita meditação (sentado), grande ênfase no controle da respiração e técnicas de visualização. Inclusive ela comenta que quando observou um desses monges passar correndo por ela, notou que a expressão facial dele era extremamente relaxada, e ele olhava fixamente algum objeto imaginário que parecia estar muito longe.

Alexandra David-Neel
Alexandra David-Neel

Observando um monge lung-gom-pa
Observando um monge lung-gom-pa

Mas voltando à história de Li, penso que muito mais do que a ingestão de alimentos e plantas específicos, a tal “calma inabalável” preconizada por ele seja o verdadeiro grande segredo de sua longevidade. As ervas certamente contribuíram muito, isso é certo, mas sabemos empiricamente, por exemplo, que de nada adianta uma alimentação excelente ou exercícios regulares quando se mantém um estado mental ou de espírito constantemente perturbado ou nervoso. De nada adianta seguir dieta vegetariana, ingerir ginseng diariamente e/ou fazer exercícios físicos se interiormente me mantenho rancorosa, raivosa, irritada, intolerante, mesquinha; enfim, se normalmente vivo identificada com estados emocionais negativos. Sofrimento envelhece. O que se passa nos bastidores da mente é apresentado no palco do corpo. Uma alimentação especial (como a mencionada nesse post) ou exercícios específicos (como os Cinco Ritos Tibetanos, ásanas de Yoga, artes marciais etc) são complementos excelentes (talvez essenciais) para quem busca a longevidade com saúde e vigor. Mas em si mesmos não fazem “milagre”. O “milagre” reside na “mente”…

Assim como é em cima, é embaixo. Assim como é no interior, é no exterior.

P.S.: Nesse momento você pode estar pensando… então como que outros mestres, lamas, budas, enfim, morreram antes dos 100 anos? Bem, o curso de sua vida é a causa secreta de sua morte... Todos eles viveram o suficiente para cumprirem suas missões aqui nessa Terra. Alguns levam mais tempo, outros menos. A sua missão é o propósito de vida que você escolheu. O tempo que você vai precisar para cumpri-la depende mais de você do que você pode imaginar;-)

(Novo ‘círculo cerimonial’ é encontrado perto de Stonehenge)

Um grupo internacional de arqueólogos descobriu outro monumento cerimonial nos arredores dos monólitos de Stonehenge, no sudoeste da Inglaterra, aumentando ainda mais os mistérios sobre o local, divulgou a imprensa britânica nesta quinta-feira.

Stonehenge é um grupo de pedras milenares pesando toneladas dispostas em círculos. Acredita-se que era usado por antigas civilizações e supostamente em celebrações religiosas, mas até hoje sua função é discutida. Teria sido concluído por volta de 2000 a.C.

Este segundo monumento, uma fundação circular que sustentava uma estrutura de madeira, foi descoberto a 900 m a noroeste do grupo de pedras conhecido. Foi encontrado durante um projeto para traçar o mapa do entorno de Stonehenge, que deve durar três anos.

A imagem computadorizada mostra que, em vez de pedras, os limites do círculo teriam sido demarcados com postes de madeira

A imagem computadorizada mostra que, em vez de pedras, os limites do círculo teriam sido demarcados com postes de madeira

Os arqueólogos envolvidos, dentre eles britânicos, austríacos, alemães, noruegueses e suecos, disseram que este achado é “incrível”. “(Este novo monumento) mudará a perspectiva da paisagem que rodeia Stonehenge”, disse Vince Gaffney, da Universidade de Birmingham.

Gaffney declarou que a população considera a construção neolítica, Patrimônio da Humanidade, como um monumento de “suprema importância” por ser o único na região. O novo achado pode ajudar a contextualizar o emblemático monumento de pedra, já que os arqueólogos perceberam que Stonehenge compartilhava as atenções, durante o neolítico, com outra construção cerimonial que, inclusive, tinha a mesma forma e disposição.

Segundo os pesquisadores, os restos do antigo monumento demonstram que 24 obeliscos de madeira de aproximadamente 75 cm de diâmetro formavam um círculo de 25 m de diâmetro no local.

Esta construção poderia ser um “espelho” de outra parecida que também foi descoberta nos arredores de Stonehenge, a 1,3 km ao sudeste, e que os arqueólogos já conheciam.

Os três monumentos estariam mais ou menos alinhados e formariam uma composição ainda mais complexa e cujo significado continua sendo um mistério.

Outras imagens:


Fonte: EFE/Terra

(Nenhum de 15 mil textos maias profetiza fim do mundo em 2012)

Nada de fim de mundo! Apenas fim de ciclo.

+++

Em nenhum dos 15 mil textos existentes dos antigos maias está escrito que em 2012 haverá grandes cataclismos, crença originada em escritos esotéricos da década de 1970, asseguraram nesta terça-feira fontes oficiais. O diretor do Acervo Hieróglifo e Iconográfico Maya (Ajimaya) do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), Carlos Pallán, disse que só em dois deles há “duas inscrições” que falam em 2012, mas “só como o final do período”.

Perante este fechamento do ciclo, os profetas modernos afirmam que um buraco negro no centro da galáxia, quando se alinhar com o sol, romperá o equilíbrio. Com isso, será modificado o eixo magnético da Terra e as consequências serão nefastas.

Placa oriunda do estado mexicano de Tabasco: para maias, 2012 não é fim do mundo, mas conclusão de período

Placa oriunda do estado mexicano de Tabasco: para maias, 2012 não é fim do mundo, mas conclusão de período

O cientista destacou em comunicado que estas versões apocalípticas foram geradas em publicações esotéricas nos anos 1970, as quais assinalavam o fim da civilização humana para 2012, data que coincide com o décimo terceiro ciclo no calendário maia, no dia 21 de dezembro. Pallán explicou que “para os antigos maias, o tempo não era algo abstrato, era formado por ciclos e estes às vezes eram tão concretos que tinham nome e podiam ser personificados mediante retratos de seres corajosos. Por exemplo, o ciclo de 400 anos estava representado como uma ave mitológica”.

Os maias “jamais mencionam que o mundo vai acabar, jamais pensaram que o tempo terminaria em nossa época, o que nos reflete à consciência que alcançaram sobre o tempo, a partir do desenvolvimento matemático e da escritura”. Ele acrescentou que os maias se preocupavam em efetuar rituais que de algum modo garantissem que o ciclo por vir seria propício, e no caso particular de 2012 é notada uma insistência em “que ainda em data tão distante vai ser comemorado um determinado ciclo. Este foi o miolo da confusão”.

O arqueólogo disse que, no entanto, de acordo com os cálculos científicos atuais, a data astronômica precisa do fim de seu ciclo seria 23, e não 21 de dezembro. Também esclareceu que os maias legitimavam seu poder mediante os calendários e vinculavam os governantes com esses ciclos e com deuses citados em relatos ancestrais ou em mitos.

Fonte: Terra/EFE

(Carta mostra que polícia escocesa acreditava no Monstro do Lago Ness)

Arquivo divulga documento escrito por chefe de polícia pedindo ajuda a seu superior para proteger criatura

Uma carta escrita há mais de 70 anos e divulgada por um arquivo de documentos históricos revela que um chefe de polícia escocês na década de 1930 acreditava na existência da criatura conhecida como “O Monstro do Lago Ness” e pediu ajuda de superiores para protegê-lo.

“Que existe alguma criatura estranha no Lago Ness parece agora certo, mas há dúvida sobre a capacidade da polícia de protegê-la”, escreveu em 1938 o então chefe da polícia do condado de Inverness, William Fraser, ao seu superior.

Ele mostrava-se preocupado com uma expedição que estaria disposta a capturar a criatura “viva ou morta”.

“Se você tem qualquer sugestão a fazer ou alguma diretriz a dar sobre como lidar com o caso, ficarei grato”, completa Fraser.

Relatos de aparições do monstro datam de 565 a.C.; não há evidências comprovadas da sua existência

Relatos de aparições do monstro datam de 565 a.C.; não há evidências comprovadas da sua existência

Evidências

O documento, de propriedade do Arquivo Nacional da Escócia (NAS na sigla em inglês), foi liberado como parte de uma exibição.

Em 1933, o governo escocês recebeu um pedido para confirmar ou não a existência de uma monstruosa criatura, fruto de uma antiga lenda que até hoje atrai turistas ao conhecido lago no norte do país.

O assunto foi ridicularizado pela imprensa, mas documentos mostram que o governo cogitou uma série de medidas como montar um posto permanente para tentar capturar imagens da criatura e pedir uma análise sobre se seria possível capturar o monstro sem feri-lo.

No fim, o governo decidiu que o mito era bastante popular junto ao público e que seria melhor deixar as medidas de lado.

Relatos de aparições do monstro datam de 565 a.C.. Não há evidências científicas comprovadas da existência da criatura.

Fonte: Terra/BBC Brasil

(Cientistas afirmam ter encontrado Arca de Noé na Turquia)

Será que dessa vez é verdade?

+++

Um grupo de cientistas turcos e chineses afirma terem localizado a Arca de Noé no monte Ararat, de acordo com a imprensa turca. O pesquisador chinês Yang Ving Cing diz que eles encontraram uma estrutura antiga de madeira em uma altitude de 4 mil m no monte que fica no leste da Turquia, na fronteira com o Irã.

O cientista é membro de uma organização internacional dedicada à busca pela arca em que, conforme a Bíblia, Noé e sua família escaparam do Dilúvio Universal. Segundo Cing, a estrutura encontrada tem 4,8 mil anos.

Não é 100% seguro que seja a arca, porém pensamos que é 99,9%“, disse Cing à agência turca Anadolu. “A estrutura do barco tem muitos compartimentos, o que indica que podem ser os espaços onde se localizavam os animais”, afirmou.

Arqueólogo inspeciona estrutura de madeira supostamente encontrada no monte Ararat, na Turquia

Arqueólogo inspeciona estrutura de madeira supostamente encontrada no monte Ararat, na Turquia

O pesquisador disse ainda que pediu ao governo turco para que proteja a zona para poder iniciar as escavações. Além disso, ele afirmou que pediu à Unesco que coloque o local na sua lista de patrimônio da humanidade.

Não é a primeira vez que o grupo afirma ter encontrado a arca no Ararat, a montanha mais alta da Turquia e onde a Bíblia afirma que Noé desceu quando baixaram as águas do Dilúvio.

Mais fotos:

Fonte: Terra

(Estudo liga ‘visões antes da morte’ a altos níveis de CO2 no sangue)

Relatos de luz brilhante no fim de um túnel e imagens dos momentos vividos seriam em decorrência de fenômeno

Cientistas acreditam ter encontrado a explicação para os relatos feitos por pessoas que estiveram perto da morte, de visões como uma “luz no fim do túnel” ou de imagens dos momentos vividos desfilando como um filme diante dos olhos.

A equipe da Universidade de Maribor, na Eslovênia, examinou as informações de 52 pacientes durante o momento de uma parada cardíaca, e concluiu que esses fenômenos se devem aos altos níveis de dióxodo de carbono (CO2) presentes no sangue naquele exato momento, por conta da suspensão da respiração.

Os níveis elevados deste composto químico foram registrados em 11 pacientes que relataram ter vivido experiências do tipo, segundo um artigo na revista científica Critical Care.

Os pesquisadores não encontraram nenhum padrão associado a sexo, idade, nível de educação, credo, medo da morte, medo da recuperação ou drogas subministradas durante o ressuscitamento.

‘Luz no fim do túnel’

Experiência de Quase-Morte

Entre as experiências relatadas por pacientes que estiveram próximos da morte estão a visão de um túnel ou uma luz forte, uma entidade mística e até a sensação de “sair do próprio corpo”. Outros relatam apenas uma sensação de paz e tranquilidade.

Na cultura popular, esses fenômenos são atribuídos à religião ou às drogas. Mas, para a equipe eslovena, o estudo oferece uma explicação mais consolidada de por que tantos pacientes que sobrevivem a uma parada cardíaca relatam estas sensações.

Estima-se que entre 10% e 25% dos pacientes que sofrem de paradas cardíacas vivenciam algo semelhante.

Anoxia
A anoxia – a morte de células do cérebro em consequência da falta de oxigênio – é uma das principais teorias para explicar as experiências vividas em momentos de morte iminente. Mas este efeito foi estatisticamente insignificante no pequeno grupo de onze pacientes que as vivenciaram no estudo esloveno.

Em compensação, os níveis de CO2 no sangue destes pacientes foi muito mais alto que no resto dos pacientes da pesquisa.

Outros experimentos já mostraram que inalar dióxodo de carbono pode levar alucinações similares às relatadas em momentos de morte iminente.

O que a equipe ainda não sabe, porém, é se estes altos níveis de CO2 se devem à parada cardíaca ou se já eram registrados antes do fenômeno.

“Esta é potencialmente outra peça do quebra-cabeças. Precisamos de mais pesquisas”, disse a pesquisadora que coordenou o estudo, Zalika Klemenc-Ketis. “Experiências de quase morte nos fazem questionar nossa compreensão da consciência humana, portanto, quanto mais, melhor.”
O cardiologista Pim van Lommel, que há anos estuda fenômenos semelhantes, descreveu as conclusões como “interessantes”.

Mas eles não encontraram a causa, apenas uma associação. Acho que isto permanecerá um dos grandes mistérios da humanidade“, disse.

As ferramentas que os cientistas possuem simplesmente não são suficientes para explicá-los.”

Fonte: Estadão/BBC Brasil

(Arqueólogos descobrem cemitério de povo misterioso no Tibete)

É… realmente conhecemos muito pouco do nosso passado…

As fotos eu tirei do site do jornal  The New York Times. Os grifos são meus.

+++

No meio de um deserto aterrorizante no norte do Tibete, arqueólogos chineses escavaram um extraordinário cemitério. Os ocupantes morreram quase quatro mil anos atrás, mas seus corpos foram bem preservados pelo ar seco. O cemitério fica em território hoje pertencente à província de Xinjiang, noroeste da China, mas os restos encontrados são de pessoas com traços europeus, cabelos castanhos e narizes longos.

Embora sepultados em um dos maiores desertos do mundo, os corpos foram enterrados em barcos posicionados de cabeça para baixo. E em lugar de lápides que declarem esperanças pias na mercê de um deus quanto a eles, o cemitério exibe uma vigorosa floresta de símbolos fálicos, sinalizando intenso interesse dos moradores locais quanto aos prazeres ou utilidade da procriação.

O povo há muito desaparecido não tem nome, porque sua origem e identidade ainda são desconhecidas. Mas estão surgindo muitas pistas sobre sua proveniência, modo de vida e até mesmo sobre o idioma que falava. Os sepulcros, conhecidos como Pequeno Cemitério Fluvial Número 5, ficam perto do leito seco de um rio na bacia de Tarim, região cercada por inóspitas cadeias de montanhas. A maior parte da bacia é ocupada pelo deserto de Taklimakan, uma terra tão árida que os viajantes posteriores da Estrada da Seda sempre optavam por contorná-lo ao norte ou ao sul.

Cemitério encontrado na província de Xinjiang - acredita-se que os mastros sejam símbolos fálicos

Cemitério encontrado na província de Xinjiang - acredita-se que os mastros sejam símbolos fálicos

Nos tempos modernos, a região foi ocupada pelos uigures, uma etnia de fala turca, e nos últimos 50 anos também recebeu migrantes da etnia chinesa dominante, os han. Recentemente surgiram tensões étnicas entre os dois grupos, com conflitos em Urumqi, a capital de Xinjiang. Grande número de antigas múmias – na verdade cadáveres ressecados- foram localizadas nas areias, e se tornaram mais um objeto de disputa entre os uigures e os han.

As cerca de 200 múmias encontradas têm aparência distintamente ocidental, e os uigures, mesmo que só tenham chegado à região no século 10, as alegam como prova de que a província sempre pertenceu a eles. Algumas das múmias, entre as quais uma mulher bem preservada conhecida como “a beldade de Loulan”, foram analistas por Li Jin, conhecido geneticista da Universidade Fudan que afirmou em 2008 que o ADN continha marcadores que apontavam para origens no leste ou até mesmo no sul da Ásia.

As múmias do cemitério são as mais antigas já encontradas na bacia de Tarim. Testes de carbono conduzidos pela Universidade de Pequim dataram as mais antigas delas de 3.980 anos atrás. Uma equipe de geneticistas chineses analisou o DNA das múmias.

A despeito das tensões políticas quanto à origem das múmias, os pesquisadores chineses afirmaram em relatório publicado no mês passado pela revista científica BMC Biology que o povo tinha origens mistas, com marcadores genéticos europeus e siberianos, e que provavelmente tinha vindo de fora da China. A equipe trabalhou sob o comando de Hui Zhou, da Universidade Jilin, em Changchou, e o relatório tinha Jin como co-autor.

Todos os homens que foram analisados portavam um cromossomo Y hoje mais comumente encontrado no leste da Europa, centro da Ásia e Sibéria, mas raramente na China. O DNA mitocôndrico, que é transmitido pela linhagem feminina, consistia de uma linhagem da Sibéria e duas comuns na Europa. Já que tanto o cromossomo Y quanto as linhagens de DNA mitocôndrico são antigas, o Dr. Zhu e sua equipe concluíram que as populações europeia e siberiana provavelmente já haviam começado a se combinar antes de chegar à bacia de Tarim, por volta de quatro mil anos atrás.

A múmia de uma criança - um dos 200 corpos escavados do cemitério

A múmia de uma criança - um dos 200 corpos escavados do cemitério

O cemitério foi redescoberto em 1934 pelo arqueólogo sueco Folke Bergman, mas passou 66 anos ignorado até que uma expedição chinesa voltou a localizá-lo, usando o GPS. Os arqueólogos começaram a escavar o sítio entre 2003 e 2005. Os relatórios dos pesquisadores foram traduzidos e resumidos por Victor Mair, professor de chinês na Universidade da Pensilvânia e especialista na pré-história da bacia de Tarim.

Enquanto os arqueólogos chineses escavavam as cinco camadas de túmulos, conta Mair, encontraram cerca de 200 estacas, cada qual com quatro metros de altura. Muitas tinham lâminas lisas, pintadas de vermelho e negro, como os remos de alguma grande galera que tivesse naufragado por sob as ondas de areia.

E por sob as estacas existiam de fato barcos, de cascos revestidos de couro animal e posicionados de cabeça para baixo. Os corpos que os barcos abrigavam ainda vestiam as roupas com que foram sepultados – toucas de feltro com penas enfeitando as abas, muito parecidas com chapéus montanheses do Tirol. As múmias portavam grandes mantos de lã com borlas, e botas de couro. Uma espécie de Victoria’s Secret da Idade do Bronze parece ter fornecido as roupas de baixo – tangas sumárias para os homens e saias feitas de fios soltos para as mulheres.

Dentro de cada barco usado como caixão haviam oferendas de sepultamento, entre as quais cestos de palha muito bem trançados, máscaras rituais entalhadas e ramos de efedra, uma erva que pode ter sido usada em rituais ou como medicamento.

Nos caixões femininos, os chineses arqueólogos encontraram um ou mais falos de madeira em tamanho natural, postados sobre ou ao lado dos corpos. Ao observar de novo o formato das estacas de quatro metros que se estendiam da proa dos barcos femininos, os arqueólogos chegaram à conclusão de que se tratava de gigantescos símbolos fálicos.

Os barcos dos homens todos estavam sob estacas em estilo remo. Mas na verdade não era essa sua função, concluíram os arqueólogos chineses: as peças no topo das estacas eram uma representação simbólica de vulvas femininas, o complemento dos símbolos encontrados nos barcos das mulheres. “O cemitério todo estava decorado com símbolos sexuais explícitos”, escreveu Mair. Em sua interpretação, a “obsessão com a procriação” refletia a importância que a comunidade atribuía à fertilidade.

Arthur Wolf, antropólogo da Universidade Stanford e especialista em fertilidade em culturas leste asiáticas, disse que as estacas talvez sirvam como marcos de status social, um tema comum nas tumbas e nas estátuas encontradas em cemitérios. “Ao que parece o que a maioria das pessoas deseja levar é o seu status, se esse status é motivo de orgulho”, disse.

Mair disse que a interpretação dos arqueólogos chineses que definiram as estacas como símbolos fálicos é “uma análise crível”. A evidente veneração das pessoas sepultadas no local pela procriação pode indicar que estavam interessadas tanto nos prazeres quanto na utilidade do sexo, se levarmos em conta que os dois são difíceis de separar. Mas parecia haver respeito especial pela fertilidade, disse Mair, porque muitas mulheres estavam enterradas em caixões duplos, com oferendas especiais de sepultamento.

Dada a vida em um ambiente hostil, “a mortalidade infantil deve ter sido muito grande, e a necessidade de procriar, especialmente devido à situação isolada em que viviam, muito intensa”, disse Mair. Outro possível risco para a fertilidade poderia ter surgido caso a população praticasse procriação consanguínea. “As mulheres capazes de gerar crianças e garantir sua sobrevivência até a idade adulta devem ter sido especialmente reverenciadas”, disse Mair.

Diversos dos itens identificados no cemitério se assemelham a artefatos ou costumes familiares na Europa, ele apontou. Barcos para sepultamento eram comuns entre os vikings. Saias de fios e símbolos fálicos também foram localizados em locais de sepultamento da era do bronze no norte da Europa.

Não há assentamentos populacionais conhecidos perto do cemitério, e portanto é provável que as pessoas vivessem a alguma distância e chegassem ao cemitério de barco. Não foram encontradas ferramentas para trabalho em madeira no local, o que sustenta a ideia de que as estacas tenham sido entalhadas em outro lugar.

A Bacia de Tarim já era bastante árida quanto os moradores responsáveis pelo cemitério chegaram, quatro mil anos atrás. Eles provavelmente viveram lutando arduamente para sobreviver até que os lagos e rios dos quais dependiam por fim secaram, por volta do ano 400. Sepultamentos acompanhados por objetos como chapéus de feltro e cestos de palha eram comuns na região até dois mil anos atrás.

Não se sabe que idioma os moradores da região falavam, mas Mair acredita que possa ter sido tocariano, uma antiga intrigante na família dos idiomas indoeuropeus. Manuscritos em tocariano foram localizados na bacia de Tarim, onde o idioma era falado entre os anos 500 e 900. A despeito de sua presença no leste, o tocariano parece mais aparentado aos idiomas “centum” da Europa que aos idiomas “satem” da Índia e Irã. A divisão se baseia nas palavra usadas para centena em latim (centum) e sânscrito (satam).

Os moradores da região já estavam presentes dois mil anos antes das primeiras provas quanto ao uso do tocariano, mas “existe uma clara continuidade de cultura”, disse Mair, comprovada pelo uso dos chapéus de feltro em sepultamentos, uma tradição preservada até os primeiros séculos depois de Cristo.

Uma exposição sobre as múmias da bacia de Tarim será aberta em 27 de março no Bowers Museum, em Santa Ana, Califórnia – a primeira ocasião em que elas são vistas fora da Ásia.

Fonte: Terra/The New York Times

(Chinesa de 101 anos desenvolve “chifre” na testa)

O que eu mais gosto nesse tipo de notícia é que ela dá o que pensar.

Nesse caso em específico, penso que se hoje, em pleno 2010, esse tipo de história ainda provoca medo nas pessoas, imagine algo do tipo acontecendo há alguns séculos atrás. Imaginemos agora, como as pessoas reagiriam, de que modo interpretariam o aparecimento de um  “chifre” num outro ser humano e de que modo o retratariam, se escrevessem (ou pintassem ou simplesmente falassem) sobre ele.

Pensou?

Então…

Será que eu posso dizer que muitas das coisas que ficamos sabendo como “milagres”, “mitos”, “lendas fantásticas”, nada mais são do que o modo como seres humanos, frutos de suas limitações de época e conhecimento (e aqui não quero dizer que a nossa geração atual esteja no “auge”, apenas que está mais avançada em relação às anteriores), arranjaram para explicar aquilo que não compreendiam?

Muitos ” mitos” tiveram uma origem possível na má compreensão de doenças e de distúrbios e transtornos singulares, por exemplo. Foi assim com o “lobisomem” (relacionado a Hipertricose  congênita, também conhecida como “Síndrome de Lobisomem”) e com o “vampiro” (relacionado principalmente a Porfiria).

Jesus Manuel Aceves - o homem "lobo"

Jesus Manuel Aceves - o homem "lobo"

Agora imaginem o que essa senhora vai ouvir quando o outro chifre (que já está ameaçando do lado direito) resolver realmente aparecer…

+++

Uma mulher de 101 anos que vive em uma aldeia da província central chinesa de Henan está causando temor e despertando curiosidade de seus vizinhos depois que passou a desenvolver, na parte esquerda de sua testa, um “chifre” de cor negra e quase seis centímetros de comprimento, segundo informa o Diário do Povo.

A idosa, chamada Zhang Ruifang, vive no pequeno povoado de Linlou. A protuberância apareceu no ano passado, e desde então vem crescendo, chegando aos seis centímetros atuais. O chifre parece o de uma cabra, como destaca o jornal.

O chifre, formado por queratina (substância encontrada nos pelos e as unhas humanas) não causa dor ou problemas à idosa, embora alguns vizinhos tenham dito que o fenômeno “dá medo”.

A idosa desenvolveu, na parte esquerda da testa, um "chifre" de cor negra e quase seis cm de comprimento

A idosa desenvolveu, na parte esquerda da testa, um "chifre" de cor negra e quase seis cm de comprimento

Zhang, que não se importa com esses temores, sai todos os dias para passear e realiza alguns trabalhos domésticos. Ela vive com a família de um de seus sete filhos.

As imagens da chinesa ganharam destaque em muitos veículos de imprensa de todo o mundo, especialmente na imprensa britânica, onde foi destacado que este tipo de protuberância é um tumor benigno que costuma aparecer com frequência em pessoas de idade avançada, embora muito raramente alcance tamanho tão grande.

Uma protuberância similar está aparecendo no lado direito da testa da mulher, também de cor negra, embora por enquanto tenha tamanho muito menor, e o aspecto de uma simples pinta.

Fonte: EFE/Terra