(Arqueólogos descobrem novo lance da Grande Muralha da China)

Pedaço encontrado mede aproximadamente 140 quilômetros e teria sido construído no século II a. C.

PEQUIM - Um novo lance da Grande Muralha China foi achado na província chinesa de Henan (central), informou nesta terça-feira, 9, a agência oficial “Xinhua”.

O pedaço achado mede cerca de 140 quilômetros, dos quais 30 encontram-se em bom estado. Segundo o órgão encarregado do patrimônio cultural da província, a estrutura data do século II a. C., da era dos Estados Combatentes.

O muro em questão teria sido construído pelo Reino de Chu, um dos que, poucos anos depois, foi unificado com outros da região para a criação do primeiro império unido da China, durante a dinastia Qin.

Dos 140 quilômetros do trecho descoberto, 30 encontram-se em bom estado

Dos 140 quilômetros do trecho descoberto, 30 encontram-se em bom estado

A Grande Muralha propriamente dita foi erguida nesses anos, por ordem do primeiro imperador chinês, Qin Shihuang, unindo os lances que diversos reinos e tribos da região tinham construído desde o século VII a.C. para se defenderem de nômades do norte da Ásia.

Alguns dos trechos mais antigos ficam nas províncias de Henan e Hubei, centenas de quilômetros mais ao sul que as partes mais famosas e visitadas do monumento, em Pequim e em zonas próximas à atual Mongólia.

Fonte: Reuters/Estadão

(Reunidos fragmentos de texto bíblico separados há séculos)

Texto reconstituído permite acompanhar evolução do relato bíblico do Êxodo ao longo dos milênios

JERUSALÉM - Duas partes de um antigo manuscrito bíblico, separadas por séculos, foram reunidas pela primeira vez numa mostra conjunta nesta sexta-feira, 26, graças a uma descoberta acidental que está ajudando a iluminar um período obscuro na história da Bíblia hebraica.

Os fragmentos, de 1.300 anos, que são alguns dos poucos manuscritos bíblicos hebraicos que sobreviveram à era em que foram escritos, existiram separadamente e com sua relação mútua ignorada até que uma fotografia de um, publicada em sua primeira exibição pública em Israel, chamou a atenção dos estudiosos que acabaram por ligá-os.

Juntos, compõem o Segundo Cântico do Mar, cantado pelos israelitas após a fuga do Egito, enquanto assistiam à destruição dos exércitos do faraó no Mar Vermelho.

Uma mostra no museu nacional de Israel, dedicada ao Cântico do Mar, agora está unindo as duas peças.

Uma página do cântico, conhecida como o Manuscrito Ashkar, estava abrigada numa biblioteca de livros raros na universidade Duke, nos EUA, e foi exibida pela primeira vez em Israel em 2007.

Textos em hebraico separados há séculos ajudam a recosntituir a história da Bíblia

Textos em hebraico separados há séculos ajudam a recosntituir a história da Bíblia

Foi nessa oportunidade que a fotografia do manuscrito apareceu em um jornal e chamou a atenção de dois paleógrafos israelenses, Mordechay Mishor e Edna Engel, que notaram a semelhança com uma outra página em hebraico, o Manuscrito de Londres, que é parte de uma coleção particular.

“A uniformidade das letras, a estrutura do texto e as técnicas usadas pelo escriba… ficou muito claro para mim”, disse Engel.

A relação não seria óbvia para o observador leigo. O Ashkar está escurecido pela exposição aos elementos e o texto está praticamente invisível, enquanto o Londres é legível e se encontra muito melhor preservado.

Mas após estudos com raios ultravioleta, os especialistas confirmaram que os textos não só foram escritos pela mesma mão, mas eram parte de um mesmo rolo de pergaminho.

Estudiosos acreditam que o pergaminho foi escrito por volta do século sétimo, em alguma parte do Oriente Médio, possivelmente no Egito. Não se sabe como essas partes foram separadas, ou o que aconteceu com o restante do material escrito.

O museu em Israel providenciou para que o Londres fosse levado a Jerusalém. A nova mostra descreve como o Cântico do Mar foi composto por meio de vários manuscritos antigos, dos Manuscritos do Mar Morto, que têm 2.000 anos, até o chamado Códice de Alepo, escrito quase mil anos mais tarde.

A reunificação dos fragmentos é um elo importante na corrente, mostrando como a escrita da Bíblia hebraica evoluiu ao longo do chamado período “silencioso” – entre os séculos terceiro e décimo – do qual não resta praticamente nenhum texto bíblico.

O Cântico nos Manuscritos do Mar Morto está escrito como prosa, por exemplo, e no manuscrito reunido, em versos.

Fonte: Estadão/AP

(‘Praga da dança’ matou centenas de habitantes de Estrasburgo em 1518)

Aproveitando o “ritmo de carnaval”, um artigo bem interessante sobre uma “praga de dança” que virou epidemia na Alsácia, em 1518. As causas de tal epidemia – tão exótica – permanecem ainda um mistério. ;-)

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Epidemia começou em julho, com mulher bailando sem parar por 6 dias.
Transe acabou envolvendo centenas de pessoas e durou até setembro.

Em julho de 1518, a cidade francesa de Estrasburgo, na Alsácia (então parte do Sacro Império Romano-Germânico) viveu um carnaval nada feliz. Uma mulher, Frau Troffea (dona Troffea), começou a dançar em uma viela e só parou quatro a seis dias depois, quando seu exemplo já era seguido por mais de 30 pessoas. Quando a febre da dança completava um mês, havia uns 400 alsacianos rodopiando e pulando sem parar debaixo do Sol de verão do Hemisfério Norte. Lá para setembro, a maioria havia morrido de ataque cardíaco, derrame cerebral, exaustão ou pura e simplesmente por causa do calor. Reza a lenda que se tratava de um bloco carnavaleso involuntário: na realidade ninguém queria dançar, mas ninguém conseguia parar. Os enlutados que sobraram ficaram perplexos para o resto da vida.

Carnaval epidêmico - Vítimas da febre da dança morriam de ataque cardíaco, derrame ou exaustão (Imagem: reprodução)

Carnaval epidêmico - Vítimas da febre da dança morriam de ataque cardíaco, derrame ou exaustão (Imagem: reprodução)

Para provar que a epidemia de dança compulsiva não foi lenda coisa nenhuma, o historiador John Waller lançou, 490 anos depois, um livro de 276 páginas sobre o frenesi mortal: “A Time to Dance, A Time to Die: The Extraordinary Story of the Dancing Plague of 1518”. Segundo o autor, registros históricos documentam as mortes pela fúria dançante: anotações de médicos, sermões, crônicas locais e atas do conselho de Estrasburgo.

276 páginas - Historiador recuperou documentos da época atestando as mortes pela fúria dançante (Imagem: reprodução)

276 páginas - Historiador recuperou documentos da época atestando as mortes pela fúria dançante (Imagem: reprodução)

Um outro especialista, Eugene Backman, já havia escrito em 1952 o livro “Religious Dances in the Christian Church and in Popular Medicine”. A tese é que os alsacianos ingeriram um tipo de fungo (Ergot fungi), um mofo que cresce nos talos úmidos de centeio, e ficaram doidões. (Tartarato de ergotamina é componente do ácido lisérgico, o LSD.)

Waller contesta Backman. Intoxicação por pão embolorado poderia sim desencadear convulsões violentas e alucinações, mas não movimentos coordenados que duraram dias.

O sociólogo Robert Bartholomew propôs a teoria de que o povo estava na verdade cumprindo o ritual de uma seita herética. Mas Waller repete: há evidência de que os dançarinos não queriam dançar (expressavam medo e desespero, segundo os relatos antigos). E pondera que é importante considerar o contexto de miséria humana que precedeu o carnaval sinistro: doenças como sífilis, varíola e hanseníase, fome pela perda de colheitas e mendicância generalizada. O ambiente era propício para superstições.

Uma delas era que se alguém causasse a ira de São Vito (também conhecido por São Guido), ele enviaria sobre os pecadores a praga da dança compulsiva. A conclusão de Waller é que o carnaval epidêmico foi uma “enfermidade psicogênica de massa”, uma histeria coletiva precedida por estresse psicológico intolerável.

Nonstop dancing – Gravura do artista Henricus Hondius (1573-1610) retrata três mulheres acometidas pela praga da dança; obra é baseada em desenho original de Peter Brueghel, que teria testemunhado um dos surtos subsequentes, em 1564 na região de Flandres (Imagem: reprodução)

Nonstop dancing – Gravura do artista Henricus Hondius (1573-1610) retrata três mulheres acometidas pela praga da dança; obra é baseada em desenho original de Peter Brueghel, que teria testemunhado um dos surtos subsequentes, em 1564 na região de Flandres (Imagem: reprodução)

Outros seis ou sete surtos afetaram localidades belgas depois da bagunça iniciada por Frau Troffea. O mais recente que se tem notícia ocorreu em Madagascar na década de 1840.

Fonte: G1/Discovery News

(Descobertos restos de princesa inglesa de 1000 anos)

Com alguns dias de atraso:

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A princesa Eadgyth foi casada com o imperador alemão Otto e era adorada pelos súditos

LONDRES - Ela era uma linda princesa inglesa que se casou com um dos homens mais poderosos da Europa e encantou os súditos com seu charme pessoal e seu pendor para a caridade.

Agora, uma equipe internacional de cientistas diz ter descoberto o corpo da princesa Eadgyth (Edith), uma nobre do século 10 que foi comparada á princesa Diana.

“Ela era uma pessoa muito, muito popular”, disse o arqueólogo Mark Horton, da Universidade de Bristol. “Ela era uma espécie de Diana da época, pode-se dizer… bonita e cheia de boas obras”.

Horton faz parte da equipe de especialistas que trabalha para confirmar a identidade dos ossos encontrados, envoltos em seda, na Catedral de Magdeburg, na Alemanha.

Se o esqueleto for formalmente identificado como o de Eadgyth, ele passaria a ser o mais antigo corpo de um membro de família real britânica já descoberto. Ossos de reis antigos, do período anglo-saxão, mantidos na Catedral de Winchester estão tão misturados que não há esperança de identificar um indivíduo entre eles.

“Se o esqueleto estiver intacto, então, sim, seriam os restos mais antigos já identificados da Inglaterra anglo-saxã”, disse Simon Keyes, historiador da Universidade de Cambridge.

O caixão onde foram encontardos os ossos que podem ser da princesa Eadgyth

O caixão onde foram encontardos os ossos que podem ser da princesa Eadgyth

O esqueleto foi descoberto como parte de um projeto de pesquisa mais amplo na Catedral de Marburg. Acreditava-se há tempos que o monumento do século 16 que guardava os ossos estivesse vazio.

Quando os arqueólogos abriram a peça em 2008, descobriram o caixão de chumbo com o nome da princesa e um esqueleto quase completo, embalado em seda.

Horton disse que o esqueleto pertence a uma mulher que morreu entre 30 e 40 anos de idade. Mas há dúvida sobre se seria mesmo da princesa: historiadores creem que o corpo de Eadgyth foi deslocado várias vezes, uma prática comum na Idade Média, quando se tratava de santos ou da realeza.

É possível que os ossos tenham sido trocados durante uma dessas mudanças, afirma ele.

Testes serão realizados para determinar a idade dos ossos e da onde eles vêm, incluindo análises dos isótopos de estrôncio – uma técnica que determina os tipos desse elemento presentes na composição do esmalte dos dentes, e pode permitir determinar onde uma pessoa cresceu.
Eadgyth cresceu no início do século 10, um período no qual seu meio-irmão, o rei Athelstan, assumiu o poder em toda a Inglaterra e usou as irmãs para forjar alianças com potências estrangeiras. “Ele é bem conhecido por ter tido um monte de meias-irmãs, e por tê-las feito casar com as casas reais do resto do mundo conhecido na época”, disse Keyes. Eadgyth foi enviada ao duque Otto da Saxônia, que viria a ser o primeiro governante do Sacro Império Romano.

Keynes não gostou, a princípio, da comparação entre Eadgyth e Diana, mas ao reler as crônicas da época encontrou referências à princesa medieval como “resplandecente com charme maravilhoso e postura real”, e “a opinião pública é unânime em considerá-la a melhor de todas as mulheres do nosso tempo”.

“Agora que me lembro disso, o que posso dizer?”, declarou ele. “Ela certamente desempenhava um papel para eles que a Princesa de Gales desempenhou para muitos britânicos”.

O resultado dos exames dos ossos deve sair em seis meses.

(Texto original sobre Newton e a maçã está na internet)

Pessoal, estive viajando nesta última semana, por isso o blog ficou “parado”. Mas as notícias e posts voltam ao normal a partir de agora! ;-)

E, a notícia principal de hoje, o manuscrito original escrito por William Stukeley que relata como aconteceu o “momento da maçã” do físico Isaac Newton, está disponível na internet. Entretanto, o link publicado pela agência EFE e consequentemente pelo portal Terra está apresentando alguns problemas. Por isso, disponibilizo abaixo o link para o acesso da versão “amigável” e mais rápida das páginas escaneadas do já mencionado texto. Para acessar, basta clicar no título abaixo:

Memoirs of Sir Isaac Newton’s life, by William Stukeley

O site, assim como os textos estão todos em Inglês. A navegação pode ser um pouco lenta, mas vale a pena!

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O manuscrito que relatou originalmente a história de como o cientista britânico Isaac Newton teve inspiração para suas teorias físicas a partir da queda de uma maçã será exposto nesta segunmda-feira pela primeira vez nos arquivos da Royal Society de Londres.

Os detalhes do “eureka” de Newton (1643-1727), quando formulou sua famosa teoria da gravidade, fazem parte de uma biografia do cientista, escrita por William Stukeley em 1752.

Até agora o manuscrito tinha permanecido escondido nos fundos da Royal Society, que comemora em 2010 seu 350º aniversário e quer marcar a data com a publicação do manuscrito através do site royalsociety.org/turning-the-pagesM.

Martin Rees, presidente da organização científica – que também foi presidida por Newton -, explicou que “a biografia de Stukeley é um instrumento precioso para os historiadores de ciência” e assegurou que a internet “permite a qualquer pessoa ver o documento como se o tivesse em suas mãos”.

Segundo explico Rees, o biógrafo Stukeley era amigo de Newton e foi testemunha de suas as reflexões em torno da teoria da gravidade quando ambos estavam sentados sob a sombra das macieiras que o cientista tinha no jardim de sua casa.

Em seu livro A vida de sir Isaac Newton, Stukeley escreveu: “me disse que esteve nesta mesma situação quando a noção da gravidade lhe passou pela cabeça. Foi algo ocasionado pela queda de uma maçã enquanto estava sentado em atitude contemplativa. ‘Por que essa maçã sempre desce perpendicularmente até o solo?’, perguntou a si mesmo”.

Newton foi o primeiro cientista que demonstrou que as leis naturais que governam o movimento na Terra e as que governam o movimento dos corpos celestes são as mesmas.

É considerado o maior cientista de todos os tempos, e sua obra é tida como a culminação da revolução científica que aconteceu no século XVIII.

Fonte: EFE/Terra

(Jordânia pede a Canadá devolução dos manuscritos do Mar Morto)

O Governo da Jordânia pediu ao Canadá que confisque os manuscritos do Mar Morto mostrados em uma exposição no Royal Ontario Museum, em Toronto, porque os considera de sua posse, mas que estão em poder de Israel.

Segundo declarou ao jornal Jordan Times a ministra de Turismo e Antiguidades jordaniana, Maha Khatib, “o Governo (jordaniano) pediu ao Canadá, através do Ministério de Exteriores, que confisque os manuscritos”.

A ministra defende o que estabelece a Convenção de Haia de 1954, assinada tanto pelo Canadá quanto pela Jordânia, sobre a proteção dos bens culturais em caso de conflito armado.

Segundo a ministra, Israel se apropriou dos manuscritos que estavam conservados em um museu de Jerusalém Oriental sob mandato jordaniano quando ocupou o local, na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Os quase mil manuscritos foram descobertos em cavernas nas proximidades de Qumran, no mar Morto, entre 1947 e 1956, e são considerados os manuscritos bíblicos mais antigos conhecidos até o momento, de 2,1 mil anos, e incluem textos da época de Jesus Cristo.

Segundo o Jordan Times, a imprensa do Canadá concorda com a postura do Governo do país, que acredita que a disputa sobre a propriedade dos manuscritos é assunto dos israelenses, jordanianos e palestinos e que, portanto, não pretende intervir na questão.

O Governo jordaniano, por sua vez, afirma que há provas de que os manuscritos foram comprados de beduínos que os encontraram no deserto e que, portanto, lhes pertencem.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) também reivindicou os manuscritos, dizendo que “são uma parte integral do patrimônio cultural palestino”, segundo palavras do diretor do Departamento de Antiguidades e Patrimônio palestino.

Fonte: EFE/Terra

(Copérnico será enterrado novamente 400 anos após sua morte)

O astrônomo polonês Nicolau Copérnico será enterrado novamente na catedral de Frombork em cerimônia solene no dia 22 de maio de 2010, mais de 400 anos após sua morte, informa a edição de hoje do jornal “Gazeta Wyborcza”.

Segundo a diocese de Ermland, no nordeste da Polônia, os ossos do cientista (1473-1543), exumados há quatro anos, serão sepultados sob o altar do templo.

A expectativa é de que as obras de construção do sepulcro, que pesará duas toneladas, comecem em janeiro.

Os restos mortais do astrônomo foram achados em 2005 por arqueólogos poloneses durante escavações nos arredores da catedral de Frombork.

Três anos depois, exames de DNA determinaram que esses restos pertenciam ao astrônomo Copérnico foi o criador da teoria heliocêntrica, segundo a qual o Sol é o centro do Sistema Solar, contrariando a ideia predominante em sua época de que a Terra era quem desempenhava esse papel.

Fonte: Terra/EFE

(Arqueólogos resgatam primórdios da civilização europeia)

Antes da glória de Grécia e Roma, e até mesmo antes das primeiras cidades da Mesopotâmia ou dos templos ao longo do Nilo, havia no vale do Baixo Danúbio e ao pé das montanhas dos Bálcãs um povo à frente de seu tempo na arte, tecnologia e no comércio de longa distância.
Por 1,5 mil anos, começando antes de 5000 a.C., eles cultivaram e construíram cidades de tamanho considerável, algumas com até duas mil residências. Eles dominavam a fundição de cobre em larga escala, a nova tecnologia da era. Em seus túmulos foram encontrados uma gama impressionante de adereços de cabeça e colares e, em um cemitério, a mais antiga grande coleção de artefatos de ouro do mundo.
Os desenhos marcantes de sua cerâmica revelam o refinamento da linguagem visual da cultura. Até descobertas recentes, os artefatos mais intrigantes eram figuras onipresentes de “deusas” de terracota, originalmente interpretadas como evidência do poder espiritual e político das mulheres da sociedade.
Segundo arqueólogos e historiadores, a nova pesquisa ampliou a compreensão dessa cultura há muito tempo ignorada, e que parece ter se aproximado do limiar do status de “civilização”. A escrita ainda não havia sido inventada e ninguém sabe como o povo se chamava. Para alguns acadêmicos, o povo e a região são simplesmente a Velha Europa.
A cultura pouco conhecida está sendo resgatada da obscuridade em uma exposição, “O Mundo Perdido da Velha Europa: o vale do Danúbio, 5000-3500 a.C.”, que foi inaugurada no mês passado no Instituto para o Estudo do Mundo Antigo da Universidade de Nova York. Mais de 250 artefatos de museus da Bulgária, Moldávia e Romênia estão expostos pela primeira vez nos Estados Unidos. A mostra fica aberta até 25 de abril.
Em seu auge, em torno de 4500 a.C., disse David W. Anthony, curador convidado da exposição, “a Velha Europa estava entre os lugares mais sofisticados e tecnologicamente avançados do mundo” e desenvolveu “muitos sinais políticos, tecnológicos e ideológicos de civilização”.
Anthony é professor de antropologia da Hartwick College, em Oneonta, Nova York, e autor de “The Horse, the Wheel, and Language: How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes Shaped the Modern World” (o cavalo, a roda e a linguagem: como os cavaleiros da era do bronze das estepes eurasianas moldaram o mundo moderno, em tradução livre). Historiadores sugerem que a chegada de povos das estepes ao sudeste da Europa pode ter contribuído para o colapso da cultura da Velha Europa por volta de 3500 a.C.
Na pré-abertura da exposição, Roger S. Bagnall, diretor do instituto, confessou que até agora “muitos arqueólogos não haviam ouvido falar dessas culturas da Velha Europa”. Admirando a cerâmica colorida, Bagnall, especialista em arqueologia egípcia, comentou que na época “os egípcios com certeza não faziam cerâmica assim”.

Antes da glória de Grécia e Roma, e até mesmo antes das primeiras cidades da Mesopotâmia ou dos templos ao longo do Nilo, havia no vale do Baixo Danúbio e ao pé das montanhas dos Bálcãs um povo à frente de seu tempo na arte, tecnologia e no comércio de longa distância.

Por 1,5 mil anos, começando antes de 5000 a.C., eles cultivaram e construíram cidades de tamanho considerável, algumas com até duas mil residências. Eles dominavam a fundição de cobre em larga escala, a nova tecnologia da era. Em seus túmulos foram encontrados uma gama impressionante de adereços de cabeça e colares e, em um cemitério, a mais antiga grande coleção de artefatos de ouro do mundo.

Os desenhos marcantes de sua cerâmica revelam o refinamento da linguagem visual da cultura. Até descobertas recentes, os artefatos mais intrigantes eram figuras onipresentes de “deusas” de terracota, originalmente interpretadas como evidência do poder espiritual e político das mulheres da sociedade.

Segundo arqueólogos e historiadores, a nova pesquisa ampliou a compreensão dessa cultura há muito tempo ignorada, e que parece ter se aproximado do limiar do status de “civilização”. A escrita ainda não havia sido inventada e ninguém sabe como o povo se chamava. Para alguns acadêmicos, o povo e a região são simplesmente a Velha Europa.

A cultura pouco conhecida está sendo resgatada da obscuridade em uma exposição, “O Mundo Perdido da Velha Europa: o vale do Danúbio, 5000-3500 a.C.”, que foi inaugurada no mês passado no Instituto para o Estudo do Mundo Antigo da Universidade de Nova York. Mais de 250 artefatos de museus da Bulgária, Moldávia e Romênia estão expostos pela primeira vez nos Estados Unidos. A mostra fica aberta até 25 de abril.

Em seu auge, em torno de 4500 a.C., disse David W. Anthony, curador convidado da exposição, “a Velha Europa estava entre os lugares mais sofisticados e tecnologicamente avançados do mundo” e desenvolveu “muitos sinais políticos, tecnológicos e ideológicos de civilização”.

Anthony é professor de antropologia da Hartwick College, em Oneonta, Nova York, e autor de “The Horse, the Wheel, and Language: How Bronze-Age Riders from the Eurasian Steppes Shaped the Modern World” (o cavalo, a roda e a linguagem: como os cavaleiros da era do bronze das estepes eurasianas moldaram o mundo moderno, em tradução livre). Historiadores sugerem que a chegada de povos das estepes ao sudeste da Europa pode ter contribuído para o colapso da cultura da Velha Europa por volta de 3500 a.C.

Na pré-abertura da exposição, Roger S. Bagnall, diretor do instituto, confessou que até agora “muitos arqueólogos não haviam ouvido falar dessas culturas da Velha Europa”. Admirando a cerâmica colorida, Bagnall, especialista em arqueologia egípcia, comentou que na época “os egípcios com certeza não faziam cerâmica assim”.

Exposição apresenta uma das peças de uma antiga civilização que habitou a Europa entre 5000 e 3500 a.C.

Exposição apresenta uma das peças de uma antiga civilização que habitou a Europa entre 5000 e 3500 a.C.

O catálogo da mostra, publicado pela Princeton University Press, é o primeiro compêndio em inglês da pesquisa sobre as descobertas da Velha Europa. O livro, editado por Anthony, com Jennifer Y. Chi, diretora-associada para exposições, inclui ensaios de especialistas da Grã-Bretanha, França, Alemanha, Estados Unidos e dos países onde a cultura existiu.

Chi disse que a exposição reflete o interesse do instituto em estudar as relações entre as culturas conhecidas e as “subapreciadas”.

Embora escavações ao longo do último século tenham descoberto vestígios de antigos assentamentos e estátuas de deusas, foi apenas em 1972, quando arqueólogos locais descobriram um grande cemitério do quinto milênio a.C. em Varna, Bulgária, que eles começaram a suspeitar que aquelas não eram pessoas pobres vivendo em sociedades igualitárias não estruturadas. Mesmo então, isolados pela Guerra Fria com a Cortina de Ferro, os búlgaros e romenos foram incapazes de transmitir seu conhecimento ao Ocidente.

A história que agora surge é que agricultores pioneiros após aproximadamente 6200 a.C. se mudaram para o norte em direção à Velha Europa, vindos da Grécia e da Macedônia e levando trigo, sementes de cevada e sua criação de gado e ovelhas. Eles estabeleceram colônias ao longo do Mar Negro e nas planícies e colinas do rio, que evoluíram em culturas relacionadas, mas um tanto distintas, descobriram os arqueólogos. Os assentamentos mantinham contato próximo através de redes de comércio de cobre e ouro e também compartilhavam padrões de cerâmica.

A concha Spondylus do Mar Egeu era um item especial de comércio. Talvez as conchas, usadas em pingentes e pulseiras, fossem símbolos de seus ancestrais egeus. Outros acadêmicos veem essas aquisições de longa distância como motivadas em parte pela ideologia de que os produtos não eram bens no sentido moderno, mas sim “valores”, símbolos de status e reconhecimento.

Notando a difusão dessas conchas naquela época, Michel Louis Seferiades, antropólogo do Centro Nacional para Pesquisa Científica, na França, suspeita “que os objetos eram parte de um círculo de mistérios, um conjunto de crenças e mitos”.

De qualquer forma, Seferiades escreveu no catálogo da exposição que a predominância das conchas sugere que a cultura possuía ligações com “uma rede de rotas de acesso e elaborados sistemas sociais de trocas – incluindo o escambo, a troca de presentes e a reciprocidade”.

Ao longo de uma ampla área que hoje é a Bulgária e a Romênia, o povo se assentou em vilarejos de casas de um ou múltiplos recintos, comprimidas dentro de fortificações. As casas, algumas com dois pisos, tinham suportes de madeira, paredes rebocadas com barro e chão de terra batida. Por alguma razão, as pessoas gostavam de fazer modelos de barro de residências com múltiplos pisos, exemplos dos quais estão em exposição.

Algumas cidades do povo cucuteni, uma cultura posterior e aparentemente robusta no norte da Velha Europa, cresceram ao longo de mais de 320 hectares, o que os arqueólogos consideram maior do que qualquer assentamento humano da época. Mas as escavações ainda precisam encontrar evidências definitivas de palácios, templos ou grandes edifícios cívicos. Os arqueólogos concluíram que os rituais religiosos pareciam ser praticados nos lares, onde artefatos de culto foram encontrados.

A cerâmica caseira decorada em estilos diversos e complexos sugere a prática de refeições ritualísticas nas residências. Travessas enormes em prateleiras eram típicas da “apresentação socializante do alimento” da cultura, Chi disse.

À primeira vista, a falta de uma arquitetura de elite levou os acadêmicos a presumir que a Velha Europa possuía pouca ou nenhuma estrutura hierárquica de poder. Isso foi descartado pelos túmulos do cemitério de Varna. Nas duas décadas seguintes a 1972, os arqueólogos encontraram 310 túmulos datados de aproximadamente 4500 a.C.. Anthony disse que isso foi “a melhor prova da existência de uma posição social e política superior claramente distinta”.

Vladimir Slavchev, curador do Museu Regional de História de Varna, disse que “a riqueza e variedade dos presentes nos túmulos de Varna foi uma surpresa”, mesmo para o arqueólogo búlgaro Ivan Ivanov, que liderou as descobertas. “Varna é o cemitério mais antigo já encontrado em que humanos foram enterrados com ornamentos de ouro”, Slavchev disse.

Mais de três mil peças de ouro foram encontradas em 62 túmulos, junto de armas e instrumentos de cobre, ornamentos, colares e pulseiras das apreciadas conchas do Egeu. “A concentração de objetos de prestígio importados em uma distinta minoria de túmulos sugere que posições superiores institucionalizadas existiam”, observam os curadores da exposição em um painel que acompanha o ouro de Varna.

Contudo, é intrigante que a elite não parecesse usufruir de uma vida privada de excessos. “As pessoas que quando vivas vestiam trajes de ouro para eventos públicos”, Anthony escreveu, “voltavam para casas bastante comuns”.

O cobre, não o ouro, pode ter sido a principal fonte do sucesso econômico da Velha Europa, afirma Anthony. Como a fundição do cobre foi desenvolvida por volta de 5400 a.C., as culturas da Velha Europa exploraram os minérios da Bulgária e do que hoje é a Sérvia e aprenderam a técnica de alto aquecimento para extrair cobre metálico puro.

O cobre fundido, usado em machados, lâminas de faca e em pulseiras, se tornou uma exportação valiosa. As peças de cobre da Velha Europa foram encontradas em túmulos ao longo do Rio Volga, 1,9 mil km a leste da Bulgária. Os arqueólogos recuperaram mais de cinco toneladas de peças de locais da Velha Europa.

Uma galeria inteira é dedicada às estatuetas, as mais familiares e provocantes peças dos tesouros da cultura. Elas foram encontradas em praticamente toda cultura da Velha Europa em vários contextos: em túmulos, santuários e outros prováveis “espaços religiosos”.

Uma das mais conhecidas é a figura em argila de um homem sentado, com os ombros curvados e as mãos no rosto em aparente contemplação. Chamada de “Pensador”, essa peça e outra figura feminina comparável foram encontradas em um cemitério da cultura hamangia, na Romênia. Será que eles estavam pensativos ou de luto?

Muitas das figuras representam mulheres em uma abstração estilizada, com corpos truncados ou alongados, de seios fartos e quadris largos. A sexualidade explícita dessas figuras convida interpretações relacionadas à fertilidade terrena e humana.

Um grupo notável de 21 figuras femininas, sentadas em um círculo, foi encontrado no local de um vilarejo anterior aos cucutenis no nordeste da Romênia. “Não é difícil imaginar”, disse Douglass W. Bailey da Universidade Estadual de São Francisco, o povo da Velha Europa “arrumando as figuras sentadas em um ou vários grupos de atividades em miniatura, talvez com figuras menores aos seus pés ou até mesmo no colo das figuras sentadas maiores”.

Outros imaginam as figuras como o “Conselho das Deusas”. Em seus influentes livros de três décadas atrás, Marija Gimbutas, antropóloga da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, ofereceu a hipótese de que essa e outras das chamadas figuras de Vênus eram representantes de divindades em cultos a uma Deusa Mãe que predominavam na Europa pré-histórica.

Embora a teoria de Gimbutas ainda tenha seguidores ardorosos, muitos acadêmicos se conformam com explicações mais conservadoras e não-divinas. O poder dos objetos, afirma Bailey, não estava em qualquer referência específica ao divino, mas em “um entendimento compartilhado de identidade de grupo”.

Como Bailey escreveu no catálogo da exposição, as figuras talvez devessem ser definidas apenas em termos de sua aparência real: retratos representativos em miniatura da forma humana. Assim, “presumo (como é justificado por nosso conhecimento da evolução humana) que a habilidade de fazer, usar e entender objetos simbólicos como tais estatuetas é uma habilidade compartilhada por todos os humanos modernos e, portanto, uma capacidade que conecta você, eu, o homem, a mulher e a criança do Neolítico e os pintores paleolíticos das cavernas”.

Ou então o “Pensador”, por exemplo, é a imagem de você, de mim, dos arqueólogos e historiadores confrontados e perplexos por uma cultura “perdida” no sudeste da Europa que viveu de maneira intensa muito antes de uma palavra ser escrita ou da roda ser girada.

Fonte: New York Times/Terra

(Nasa inicia cruzada contra profetas do apocalipse)

Nossa… que festerê que foi feito em cima da profecia Maia. Já misturaram com apocalipse bíblico, sumérios… E certamente o filme do Roland Emmerich não vai contribuir em nada para esclarecer qualquer coisa. Muito pelo contrário…

Para quem não sabe, a Profecia Maia de 2012 NÃO FALA DE FIM DE MUNDO. Na verdade, nós nem sabemos exatamente todo o teor da profecia porque o pergaminho onde ela está escrita, havia sido retirado de uma fogueira feita por missionários jesuítas, por outro jesuíta (mais sábio e consciente). Desse modo, o pergaminho não está completo. O fogo queimou-o até a metade. A única coisa que está escrita nesse texto sobrevivente, que é a Profecia para 2012, é que o nosso CICLO TERMINARIA COM ÁGUA. O CALENDÁRIO MAIA SEQUER ACABA EM 2012!! ELE CONTINUA POR MILÊNIOS… Pois bem. Acho que nem preciso dizer que um fim de ciclo é bem diferente de um “fim de mundo” propriamente dito, não?

E um ciclo terminando com “água” pode significar inúmeras coisas. E os maias podem ter razão nessa previsão, afinal, as preocupações com o aquecimento e a escassez de água potável para os próximos anos é um assunto que tem praticamente dominado a mídia mundial nos últimos meses.

Quanto a declaração da NASA de que se houvesse algum objeto em rota de colisão com a Terra, “algum astrônomo já teria visto”, bem, eu não conto muito com isso não. Já cansou de acontecer de asteróide passar raspando em nosso planeta e a NASA só se dar conta muito tempo depois… Só em 2004 isso aconteceu duas vezes (que nós ficamos sabendo, é claro).

Algumas outras fontes dizem que o evento previsto para o dia 21/12/2012 diz respeito a uma “Grande Singularidade“, e se baseia em profecias védicas. Segundo essas profecias, “singularidades” do tipo acontecem ciclicamente em nosso planeta, demarcando o início, apogeu e queda de inúmeras outras civilizações, civilizações essas totalmente “alienígenas” (no sentido de desconhecido + estranho) para nós…

Enfim. Nós vamos saber quem está “certo” e quem está “errado” só em 21/12/2012. Enquanto esse dia não chega, acho que é mais interessante se preocupar com coisas melhores e mais edificantes… ;-)

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O mundo não vai terminar no dia 21 de dezembro de 2012, garantiu nesta segunda-feira a Nasa, agência espacial americana, em uma curiosa campanha para dissipar os temores provocados pelos profetas do apocalipse na internet e pelo filme “2012″, que será lançado em breve por Hollywood. O filme, dirigido por Roland Emmerich, com estreia prevista para o próximo final de semana, relata o fim da humanidade no solstício do inverno boreal de 2012, exatamente no dia 21 de dezembro, após uma série de catástrofes naturais.
A data estaria ligada a um alinhamento dos planetas do sistema solar, algo de mau presságio, segundo a crença popular. Segundo vários profetas do apocalipse, o fim do mundo chegará quando um obscuro planeta, chamado de Nibiru e supostamente descoberto pelos sumérios, colidir com a Terra. Alguns sites acusam a Nasa de ocultar a verdade, mas a agência espacial qualifica estas histórias de “engodo da internet”.
“Não há qualquer evidência para estas afirmações”, destaca a Nasa em seu site. Se esta possibilidade de colisão fosse real, os astrônomos teriam detectado este objeto “ao menos durante a última década, e agora seria visível a olho nu. Obviamente, não existe”.
“Nenhum cientista sério do mundo conhece alguma ameaça para 2012″, insiste a Nasa, recordando que a Terra existe há mais de 4 bilhões de anos. Um colisão com nosso planeta foi prevista inicialmente por alguns profetas para 2003, mas a data foi adiada para 21 de dezembro de 2012, que corresponde ao fim de um ciclo do calendário Maia.
A agência destacou que as colisões catastróficas da Terra com corpos celestes são muito raras, e que a última ocorreu há 65 milhões de anos.

O mundo não vai terminar no dia 21 de dezembro de 2012, garantiu nesta segunda-feira a Nasa, agência espacial americana, em uma curiosa campanha para dissipar os temores provocados pelos profetas do apocalipse na internet e pelo filme “2012″, que será lançado em breve por Hollywood. O filme, dirigido por Roland Emmerich, com estreia prevista para o próximo final de semana, relata o fim da humanidade no solstício do inverno boreal de 2012, exatamente no dia 21 de dezembro, após uma série de catástrofes naturais.

maya21-2012

A data estaria ligada a um alinhamento dos planetas do sistema solar, algo de mau presságio, segundo a crença popular. Segundo vários profetas do apocalipse, o fim do mundo chegará quando um obscuro planeta, chamado de Nibiru e supostamente descoberto pelos sumérios, colidir com a Terra. Alguns sites acusam a Nasa de ocultar a verdade, mas a agência espacial qualifica estas histórias de “engodo da internet”.

“Não há qualquer evidência para estas afirmações”, destaca a Nasa em seu site. Se esta possibilidade de colisão fosse real, os astrônomos teriam detectado este objeto “ao menos durante a última década, e agora seria visível a olho nu. Obviamente, não existe”.

“Nenhum cientista sério do mundo conhece alguma ameaça para 2012″, insiste a Nasa, recordando que a Terra existe há mais de 4 bilhões de anos. Um colisão com nosso planeta foi prevista inicialmente por alguns profetas para 2003, mas a data foi adiada para 21 de dezembro de 2012, que corresponde ao fim de um ciclo do calendário Maia.

A agência destacou que as colisões catastróficas da Terra com corpos celestes são muito raras, e que a última ocorreu há 65 milhões de anos.

Fonte: Terra

(Identificadas árvores “mumificadas” da era viking na Noruega)

Árvores “mumificadas” que viviam na era viking foram identificadas em um fiorde no sudoeste da Noruega, anunciaram cientistas. Datados do começo do século 13, os 40 pinheiros escoceses mortos foram encontrados espalhados entre árvores vivas em um local que no passado abrigava uma densa floresta, da qual se extraía madeira para a construção de barcos e igrejas.
As árvores parecem ter morrido de causas naturais, depois de vidas de centenas de anos. Mas de alguma forma as árvores mortas ¿sobreviveram¿ ¿aparentemente jamais apodreceram. As árvores mumificadas diferem da madeira petrificada, uma espécie de fóssil criado quando, no curso de milênios, a madeira é substituída por minerais.
Árvores mumificadas surpreendem cientistas
A descoberta espantou os cientistas, já que a maior parte das árvores mortas decai quando são comidas por minúsculos organismos, de acordo com Terje Thunm, biólogo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, em Trondheim, e diretor da pesquisa.
“Aqui, na costa oeste da Noruega, onde costuma chover muito e a umidade é constante, foi surpreendente encontrar madeira em tão boa condição”, disse Thun. Com pinheiros preservados de maneira tão única, ele acrescentou, “seria possível tocar a mesma árvore vista pelos ancestrais vikings”.

Árvores “mumificadas” que viviam na era viking foram identificadas em um fiorde no sudoeste da Noruega, anunciaram cientistas. Datados do começo do século 13, os 40 pinheiros escoceses mortos foram encontrados espalhados entre árvores vivas em um local que no passado abrigava uma densa floresta, da qual se extraía madeira para a construção de barcos e igrejas.

As árvores parecem ter morrido de causas naturais, depois de vidas de centenas de anos. Mas de alguma forma as árvores mortas “sobreviveram” -aparentemente jamais apodreceram. As árvores mumificadas diferem da madeira petrificada, uma espécie de fóssil criado quando, no curso de milênios, a madeira é substituída por minerais.

Árvores mumificadas surpreendem cientistas

A descoberta espantou os cientistas, já que a maior parte das árvores mortas decai quando são comidas por minúsculos organismos, de acordo com Terje Thunm, biólogo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, em Trondheim, e diretor da pesquisa.

“Aqui, na costa oeste da Noruega, onde costuma chover muito e a umidade é constante, foi surpreendente encontrar madeira em tão boa condição”, disse Thun. Com pinheiros preservados de maneira tão única, ele acrescentou, “seria possível tocar a mesma árvore vista pelos ancestrais vikings“.

De alguma forma as árvores mortas "sobreviveram" -aparentemente jamais apodreceram

De alguma forma as árvores mortas "sobreviveram" -aparentemente jamais apodreceram

Árvores incomumente robustas

Thun suspeita que as árvores tenham mantido o frescor por dois motivos. Primeiro, muitas delas se mantiveram eretas ou caíram sobre rochas, evitando exposição ao solo úmido e assim à água e micróbios de solo que aceleram a decomposição.

Além disso, os pinheiros contêm muita resina, que os protege contra bactérias que se alimentam de madeira. Na morte, o pinheiro libera grande volume de resina, o que pode ter ajudado a desacelerar a decomposição. Ainda assim, manter a decomposição sob controle por séculos exibe uma robustez incomum, disse Thun, que descobriu as árvores “mumificadas” por acidente, quando estava pesquisando temperaturas do passado por meio de um estudo dos anéis de madeira das árvores.

Os vikings que viviam ao longo da costa na região que hoje abriga a cidade de Songdal, nos séculos 12 e 13, aparentemente tinham preferência por pinheiros robustos, de acordo com o estudo de Thun. O madeirame das igrejas de maneira medievais características construídas pelos vikings é feito de madeira cujas características são idênticas à das árvores na floresta que abriga as árvores mortas.

Os povos nórdicos provavelmente se deslocavam para as florestas mais distantes da costa a fim de caçar e cortar árvores para suas construções, ele acrescentou.

Fonte: Terra/National Geographic

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