(Cleópatra teria se suicidado com veneno, diz estudo)

Rainha egípcia morreu após tomar coquetel mortal de drogas e não por mordida de cobra, apontam pesquisadores

Um estudo de cientistas alemães trouxe novas pistas sobre os mistérios da morte de Cleópatra, a última rainha do Egito: ela teria morrido poucas horas depois de tomar um coquetel de drogas, e não após ser mordida por uma serpente como se acreditava anteriormente. Segundo eles, Cleópatra teria tomado um coquetel feito de ópio (suco extraído de espécies de papoulas) e de plantas venenosas como acônito (Aconitum napellus) e cicuta (Cicuta maculata), a mesma usada para envenenar o filósofo Sócrates.

Com base em evidências históricas, consultas a textos médicos e conversas com especialistas em cobras de Alexandria, os pesquisadores da Universidade de Trier, na Alemanha, concluíram que Cleópatra teve uma morte rápida e sem dor. Essas características não são compatíveis com os efeitos de um veneno de cobra, que traz experiências dolorosas e pode deixar o indivíduo sofrendo dias até falecer, depois de ter sintomas como vômitos, diarréia e insuficiência respiratória.

Pintura de 1755 retrata o suicídio da rainha egípcia Cleópatra

Pintura de 1755 retrata o suicídio da rainha egípcia Cleópatra

Os textos antigos também registram a morte de duas servas de Cleópatra simultaneamente, tornando ainda mais provável que tenham bebido o mesmo coquetel juntas. Além disso, naquela época, as temperaturas no Egito eram tão altas que seria quase impossível uma cobra conseguir ficar parada tempo suficiente para atacar, segundo os pesquisadores.

Na época, já se sabia que uma mistura de venenos podia trazer uma morte rápida e indolor, e os pesquisadores dizem ter encontrado em documentos antigos que a rainha egípcia seria uma especialista em venenos, o que reforça sua tese.

Outros especialistas refutam a teoria, afirmando que a mistura de venenos de origem vegetal não era comum no tempo de Cleópatra. Ela morreu aos 39 anos de idade, seguindo o exemplo de seu amante, o líder romano Marco Antônio, que se matou depois de perder a batalha de Áccio. Cleópatra reinou de 51 a.C. a 30 a.C. e foi a última pessoa a comandar o Egito: após sua morte, no dia 12 de agosto de 30 a.C., o país se transformou em uma província romana. O corpo dos dois é procurado por expedições arqueológicas até hoje.

Sua história foi perpetuada em inúmeras obras de arte, literatura e outras dramatizações, como na peça de teatro “Antônio e Cleópatra”, escrita pelo dramaturgo inglês William Shakespeare.

Fonte: Último Segundo

(Estudo: Terra sofre extinção em massa a cada 27 milhões de anos)

Um estudo da Universidade do Kansas e do Instituto Smithsonian, ambos nos Estados Unidos, afirma que eventos de extinção em massa ocorrem no nosso planeta a cada 27 milhões de anos. Contudo, os cientistas afirmam que ainda vai demorar para isso ocorrer novamente, pelo menos alguns milhões de anos depois de 2012. As informações são do Daily Mail.

A pesquisa investigou os chamados “eventos de extinção” do nosso planeta nos últimos 500 milhões de anos – um período duas vezes maior que qualquer estudo anterior – e afirma ter provado que eles ocorrem com a regularidade de um metrônomo. Segundo a reportagem, os pesquisadores dizem estar 99% certos de que esses eventos ocorrem a cada 27 milhões de anos.

Nos anos 80, os cientistas acreditavam que a regularidade dos eventos de extinção na Terra era resultante de uma estrela distante, chamada Nêmesis. A teoria afirmava que essa estrela se chocava contra a nuvem de Oort – um suposto cinturão de poeira e gelo que ficaria a 1 ano-luz do Sol e seria a principal fonte dos cometas que passam pelo sistema solar – a cada 27 anos, jogando uma chuva de cometas contra a Terra.

Impactos de asteroides podem ser responsáveis por alguns dos eventos de extinção em massa

Impactos de asteroides podem ser responsáveis por alguns dos eventos de extinção em massa

Contudo, a regularidade dos eventos de extinção descartaria a ação de Nêmesis, já que sua órbita teria mudado durante este tempo por causa da interação com a força gravitacional de outras estrelas. “Dados de fósseis, os quais motivaram a ideia de Nêmesis, agora vão contra ela”, dizem os pesquisadores à reportagem.

De acordo com o estudo, o último desses eventos ocorreu há 11 milhões de anos e fez desaparecer 10% da vida no planeta. Isso significa que o próximo evento deve ocorrer em 16 milhões de anos – apesar de que, em alguns casos, a extinção em massa ter ocorrido 10 milhões de anos antes do previsto.

Um dos exemplos mais conhecidos de extinção em massa ocorreu com os dinossauros. A teoria mais aceita pela comunidade científica é a de que um asteroide, que atingiu o México, teria causado a morte de 50% de todas as espécies da Terra e abriu caminho para que os mamíferos dominassem o planeta. O asteroide tinha 15 km de diâmetro e acredita-se que o impacto teve uma força de 1 bilhão de bombas atômicas de Hiroshima.

Fonte: Terra

(Nenhum de 15 mil textos maias profetiza fim do mundo em 2012)

Nada de fim de mundo! Apenas fim de ciclo.

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Em nenhum dos 15 mil textos existentes dos antigos maias está escrito que em 2012 haverá grandes cataclismos, crença originada em escritos esotéricos da década de 1970, asseguraram nesta terça-feira fontes oficiais. O diretor do Acervo Hieróglifo e Iconográfico Maya (Ajimaya) do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), Carlos Pallán, disse que só em dois deles há “duas inscrições” que falam em 2012, mas “só como o final do período”.

Perante este fechamento do ciclo, os profetas modernos afirmam que um buraco negro no centro da galáxia, quando se alinhar com o sol, romperá o equilíbrio. Com isso, será modificado o eixo magnético da Terra e as consequências serão nefastas.

Placa oriunda do estado mexicano de Tabasco: para maias, 2012 não é fim do mundo, mas conclusão de período

Placa oriunda do estado mexicano de Tabasco: para maias, 2012 não é fim do mundo, mas conclusão de período

O cientista destacou em comunicado que estas versões apocalípticas foram geradas em publicações esotéricas nos anos 1970, as quais assinalavam o fim da civilização humana para 2012, data que coincide com o décimo terceiro ciclo no calendário maia, no dia 21 de dezembro. Pallán explicou que “para os antigos maias, o tempo não era algo abstrato, era formado por ciclos e estes às vezes eram tão concretos que tinham nome e podiam ser personificados mediante retratos de seres corajosos. Por exemplo, o ciclo de 400 anos estava representado como uma ave mitológica”.

Os maias “jamais mencionam que o mundo vai acabar, jamais pensaram que o tempo terminaria em nossa época, o que nos reflete à consciência que alcançaram sobre o tempo, a partir do desenvolvimento matemático e da escritura”. Ele acrescentou que os maias se preocupavam em efetuar rituais que de algum modo garantissem que o ciclo por vir seria propício, e no caso particular de 2012 é notada uma insistência em “que ainda em data tão distante vai ser comemorado um determinado ciclo. Este foi o miolo da confusão”.

O arqueólogo disse que, no entanto, de acordo com os cálculos científicos atuais, a data astronômica precisa do fim de seu ciclo seria 23, e não 21 de dezembro. Também esclareceu que os maias legitimavam seu poder mediante os calendários e vinculavam os governantes com esses ciclos e com deuses citados em relatos ancestrais ou em mitos.

Fonte: Terra/EFE

(Cientistas estudam lenda de espelho grego que queimava navios)

Uma pesquisa da Universidade de Nápoles, na Itália, indica que não passa de lenda o uso de espelhos pelo inventor grego Arquimedes para queimar navios invasores romanos. Os pesquisadores dizem que, na verdade, Arquimedes teria utilizado canhões de vapor – equipamento que já havia sido atribuído ao inventor. As informações são do Live Science.

A lenda, que começou na Idade Média, afirma que Arquimedes utilizava espelhos para concentrar a luz do Sol e queimar navios durante a guerra de Siracusa (do ano 214 a.C. ao 212 a.C., durante a Segunda Guerra Púnica), na colônia grega de Siracusa, na ilha da Sicília. Nenhum grego ou romano relatou, na época, o suposto feito do inventor.

Os pesquisadores compararam os canhões a vapor com os espelhos. Segundo os cientistas, os gregos poderiam ter disparado bolas feitas de argila e recheadas com uma mistura química incendiária conhecida como “fogo grego”. Os canhões da época poderiam transformar um copo de água (30 g) em vapor suficiente para disparar os projéteis.

Pintura mostra como seria o uso de espelhos por Arquimedes para incendiar navios romanos

Pintura mostra como seria o uso de espelhos por Arquimedes para incendiar navios romanos

Os cientistas afirmam que no século XV, Leonardo da Vinci já creditava um modelo de canhão a vapor a Arquimedes, além de outros registros históricos que atribuem uma conexão entre a arma e o inventor. O historiador greco-romano Plutarco também fala de uma arma em forma de poste que forçou os soldados romanos a fugirem das muralhas de Siracusa.

O filósofo e médico greco-romano Galeno também mencionou um equipamento similar que foi utilizado para queimar os navios romanos, e, de acordo com os pesquisadores italianos, as palavras de Galeno sobre a arma não poderiam ser traduzidas como se ela fosse um espelho.

Os pesquisadores calcularam que o canhão seria capaz de disparar uma bala de 6 kg a 60 m/s, o suficiente para alcançar cerca de 150 m.

Outras investigações foram feitas pelo engenheiro Joannis Stakas e o historiador Evanghelos Stamatis, ambos gregos, que indicam que um espelho parabólico é capaz de iniciar pequenos focos de incêndio em um navio que esteja parado. Outro experimento parecido foi conduzido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), em 2005.

Analisando os dados dessas pesquisas, os cientistas italianos dizem que o uso de espelhos contra navios em movimento seria duvidoso. Além disso, os marinheiros da época seriam capazes de acabar rapidamente com pequenos focos de incêndio.

Por outro lado, o fogo grego é visto historicamente como uma armadilha mortal para os navios da Antiguidade. A mistura química era capaz, inclusive, de queimar dentro da água e foi utilizada pelo Império Bizantino.

Apesar do esforço e da criatividade de Arquimedes, os romanos venceram a guerra e dominaram Siracusa. O destino do inventor, ao final da guerra, foi a morte.

Fonte: Terra

(Descoberto desenho secreto de Michelangelo na capela Sistina)

***O título da notícia foi modificado por mim, já que o título original dado pelo Terra (”Descoberta mensagem secreta de Michelangelo na capela Sistina”) não estava condizente com a descoberta***

Os desenhos de estruturas anatômicas foram “escondidos” na pintura (e em outras obras do artista) porque na época de Michelangelo, a dissecação ainda era proibida. Michelangelo foi um anatomista que dissecava cadáveres clandestinamente e por causa disso os desenhos eram “secretos”.

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Pesquisadores da Universidade de Medicina John Hopkins, nos Estados Unidos, afirmam ter descoberto desenhos secretos de uma parte do cérebro, da medula e dos nervos óticos nas pinturas da capela Sistina, no Vaticano. Segundo os pesquisadores, Michelangelo escondeu os desenhos em uma das representações de Deus enquanto pintava a capela entre 1508 e 1512. As informações são da Scientific American.

De acordo com os pesquisadores, Michelangelo além de pintor, escultor e arquiteto era também um anatomista – um segredo que ele ocultou destruindo a maior parte dos seus esquemas e notas. Contudo, 500 anos depois, os cientistas descobriram ilustrações anatômicas escondidas nas pinturas da capela, um segredo que não foi percebido pelo papa Júlio II, nem diversos religiosos, historiadores e admiradores.

Não é a primeira vez que são encontrados desenhos secretos na famosa capela. Em 1990, o físico Frank Meshberger publicou um artigo no qual descrevia que a cena “Deus cria Adão”, no painel central, continha a perfeita ilustração de um cérebro humano. Na época, ele sugeriu que Michelangelo afirmava que Deus dotava Adão não apenas com vida, mas também com a suprema inteligência humana.

Segundo pesquisadores, no pescoço de Deus, representado no painel "Separação da luz da escuridão", pode ser visto precisamente o pedúnculo cerebral

Segundo pesquisadores, no pescoço de Deus, representado no painel "Separação da luz da escuridão", pode ser visto precisamente o pedúnculo cerebral

Contudo, agora os pesquisadores Ian Suk e Rafael Tamargo, da John Hopkins, encontraram no painel “Separação da luz da escuridão” desenhos precisos da medula humana, do pedúnculo cerebral e de nervos óticos.

Segundo a reportagem, críticos de arte sempre se perguntaram o motivo de a iluminação do pescoço de Deus neste painel ser diferente das demais pinturas. Segundo os pesquisadores, não foi um engano do pintor, e sim uma mensagem escondida. Os dois afirmam que as linhas do pescoço traçam precisamente um cérebro humano visto por baixo.

Na roupa do dorso de Deus vista na imagem, os cientistas reconheceram a medula humana, que ascende ao pedúnculo cerebral. Na cintura, a roupa se dobra de maneira estranha. Segundo os pesquisadores, ali podem ser vistos dois nervos óticos de dois olhos, exatamente como Leonardo Da Vinci registrou em um ilustração de 1487. Os dois artistas eram contemporâneos e familiares do trabalho um do outro.

Outras imagens:

Fonte: Terra

(Coliseu abre corredores subterrâneos fechados por 15 séculos)

Um dos principais marcos da Itália, o Coliseu, vai abrir seus corredores subterrâneos para o público pela primeira vez. A rede de celas e túneis costumava abrigar animais, gladiadores, escravos e pessoas que eram jogadas aos leões e tigres para entretenimento do público, que chegava a 50 mil pessoas.

Milhões de turistas visitam o Coliseu todos os anos, mas as áreas subterrâneas eram consideradas muito frágeis e por isso estavam fechadas.

O custo do projeto foi de 28 milhões de dólares e agora o minucioso trabalho de proteger as frágeis estruturas está quase no fim. Novas passagens permitirão que os visitantes vejam as ruínas que estavam fora do alcance das multidões romanas.

A rede de celas e túneis costumava abrigar animais, gladiadores, escravos e pessoas que eram jogadas aos leões e tigres para entretenimento do público

A rede de celas e túneis costumava abrigar animais, gladiadores, escravos e pessoas que eram jogadas aos leões e tigres para entretenimento do público

Fonte: BBC Brasil/Terra

(Arqueólogos descobrem novo lance da Grande Muralha da China)

Pedaço encontrado mede aproximadamente 140 quilômetros e teria sido construído no século II a. C.

PEQUIM - Um novo lance da Grande Muralha China foi achado na província chinesa de Henan (central), informou nesta terça-feira, 9, a agência oficial “Xinhua”.

O pedaço achado mede cerca de 140 quilômetros, dos quais 30 encontram-se em bom estado. Segundo o órgão encarregado do patrimônio cultural da província, a estrutura data do século II a. C., da era dos Estados Combatentes.

O muro em questão teria sido construído pelo Reino de Chu, um dos que, poucos anos depois, foi unificado com outros da região para a criação do primeiro império unido da China, durante a dinastia Qin.

Dos 140 quilômetros do trecho descoberto, 30 encontram-se em bom estado

Dos 140 quilômetros do trecho descoberto, 30 encontram-se em bom estado

A Grande Muralha propriamente dita foi erguida nesses anos, por ordem do primeiro imperador chinês, Qin Shihuang, unindo os lances que diversos reinos e tribos da região tinham construído desde o século VII a.C. para se defenderem de nômades do norte da Ásia.

Alguns dos trechos mais antigos ficam nas províncias de Henan e Hubei, centenas de quilômetros mais ao sul que as partes mais famosas e visitadas do monumento, em Pequim e em zonas próximas à atual Mongólia.

Fonte: Reuters/Estadão

(Reunidos fragmentos de texto bíblico separados há séculos)

Texto reconstituído permite acompanhar evolução do relato bíblico do Êxodo ao longo dos milênios

JERUSALÉM - Duas partes de um antigo manuscrito bíblico, separadas por séculos, foram reunidas pela primeira vez numa mostra conjunta nesta sexta-feira, 26, graças a uma descoberta acidental que está ajudando a iluminar um período obscuro na história da Bíblia hebraica.

Os fragmentos, de 1.300 anos, que são alguns dos poucos manuscritos bíblicos hebraicos que sobreviveram à era em que foram escritos, existiram separadamente e com sua relação mútua ignorada até que uma fotografia de um, publicada em sua primeira exibição pública em Israel, chamou a atenção dos estudiosos que acabaram por ligá-os.

Juntos, compõem o Segundo Cântico do Mar, cantado pelos israelitas após a fuga do Egito, enquanto assistiam à destruição dos exércitos do faraó no Mar Vermelho.

Uma mostra no museu nacional de Israel, dedicada ao Cântico do Mar, agora está unindo as duas peças.

Uma página do cântico, conhecida como o Manuscrito Ashkar, estava abrigada numa biblioteca de livros raros na universidade Duke, nos EUA, e foi exibida pela primeira vez em Israel em 2007.

Textos em hebraico separados há séculos ajudam a recosntituir a história da Bíblia

Textos em hebraico separados há séculos ajudam a recosntituir a história da Bíblia

Foi nessa oportunidade que a fotografia do manuscrito apareceu em um jornal e chamou a atenção de dois paleógrafos israelenses, Mordechay Mishor e Edna Engel, que notaram a semelhança com uma outra página em hebraico, o Manuscrito de Londres, que é parte de uma coleção particular.

“A uniformidade das letras, a estrutura do texto e as técnicas usadas pelo escriba… ficou muito claro para mim”, disse Engel.

A relação não seria óbvia para o observador leigo. O Ashkar está escurecido pela exposição aos elementos e o texto está praticamente invisível, enquanto o Londres é legível e se encontra muito melhor preservado.

Mas após estudos com raios ultravioleta, os especialistas confirmaram que os textos não só foram escritos pela mesma mão, mas eram parte de um mesmo rolo de pergaminho.

Estudiosos acreditam que o pergaminho foi escrito por volta do século sétimo, em alguma parte do Oriente Médio, possivelmente no Egito. Não se sabe como essas partes foram separadas, ou o que aconteceu com o restante do material escrito.

O museu em Israel providenciou para que o Londres fosse levado a Jerusalém. A nova mostra descreve como o Cântico do Mar foi composto por meio de vários manuscritos antigos, dos Manuscritos do Mar Morto, que têm 2.000 anos, até o chamado Códice de Alepo, escrito quase mil anos mais tarde.

A reunificação dos fragmentos é um elo importante na corrente, mostrando como a escrita da Bíblia hebraica evoluiu ao longo do chamado período “silencioso” – entre os séculos terceiro e décimo – do qual não resta praticamente nenhum texto bíblico.

O Cântico nos Manuscritos do Mar Morto está escrito como prosa, por exemplo, e no manuscrito reunido, em versos.

Fonte: Estadão/AP

(‘Praga da dança’ matou centenas de habitantes de Estrasburgo em 1518)

Aproveitando o “ritmo de carnaval”, um artigo bem interessante sobre uma “praga de dança” que virou epidemia na Alsácia, em 1518. As causas de tal epidemia – tão exótica – permanecem ainda um mistério. ;-)

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Epidemia começou em julho, com mulher bailando sem parar por 6 dias.
Transe acabou envolvendo centenas de pessoas e durou até setembro.

Em julho de 1518, a cidade francesa de Estrasburgo, na Alsácia (então parte do Sacro Império Romano-Germânico) viveu um carnaval nada feliz. Uma mulher, Frau Troffea (dona Troffea), começou a dançar em uma viela e só parou quatro a seis dias depois, quando seu exemplo já era seguido por mais de 30 pessoas. Quando a febre da dança completava um mês, havia uns 400 alsacianos rodopiando e pulando sem parar debaixo do Sol de verão do Hemisfério Norte. Lá para setembro, a maioria havia morrido de ataque cardíaco, derrame cerebral, exaustão ou pura e simplesmente por causa do calor. Reza a lenda que se tratava de um bloco carnavaleso involuntário: na realidade ninguém queria dançar, mas ninguém conseguia parar. Os enlutados que sobraram ficaram perplexos para o resto da vida.

Carnaval epidêmico - Vítimas da febre da dança morriam de ataque cardíaco, derrame ou exaustão (Imagem: reprodução)

Carnaval epidêmico - Vítimas da febre da dança morriam de ataque cardíaco, derrame ou exaustão (Imagem: reprodução)

Para provar que a epidemia de dança compulsiva não foi lenda coisa nenhuma, o historiador John Waller lançou, 490 anos depois, um livro de 276 páginas sobre o frenesi mortal: “A Time to Dance, A Time to Die: The Extraordinary Story of the Dancing Plague of 1518”. Segundo o autor, registros históricos documentam as mortes pela fúria dançante: anotações de médicos, sermões, crônicas locais e atas do conselho de Estrasburgo.

276 páginas - Historiador recuperou documentos da época atestando as mortes pela fúria dançante (Imagem: reprodução)

276 páginas - Historiador recuperou documentos da época atestando as mortes pela fúria dançante (Imagem: reprodução)

Um outro especialista, Eugene Backman, já havia escrito em 1952 o livro “Religious Dances in the Christian Church and in Popular Medicine”. A tese é que os alsacianos ingeriram um tipo de fungo (Ergot fungi), um mofo que cresce nos talos úmidos de centeio, e ficaram doidões. (Tartarato de ergotamina é componente do ácido lisérgico, o LSD.)

Waller contesta Backman. Intoxicação por pão embolorado poderia sim desencadear convulsões violentas e alucinações, mas não movimentos coordenados que duraram dias.

O sociólogo Robert Bartholomew propôs a teoria de que o povo estava na verdade cumprindo o ritual de uma seita herética. Mas Waller repete: há evidência de que os dançarinos não queriam dançar (expressavam medo e desespero, segundo os relatos antigos). E pondera que é importante considerar o contexto de miséria humana que precedeu o carnaval sinistro: doenças como sífilis, varíola e hanseníase, fome pela perda de colheitas e mendicância generalizada. O ambiente era propício para superstições.

Uma delas era que se alguém causasse a ira de São Vito (também conhecido por São Guido), ele enviaria sobre os pecadores a praga da dança compulsiva. A conclusão de Waller é que o carnaval epidêmico foi uma “enfermidade psicogênica de massa”, uma histeria coletiva precedida por estresse psicológico intolerável.

Nonstop dancing – Gravura do artista Henricus Hondius (1573-1610) retrata três mulheres acometidas pela praga da dança; obra é baseada em desenho original de Peter Brueghel, que teria testemunhado um dos surtos subsequentes, em 1564 na região de Flandres (Imagem: reprodução)

Nonstop dancing – Gravura do artista Henricus Hondius (1573-1610) retrata três mulheres acometidas pela praga da dança; obra é baseada em desenho original de Peter Brueghel, que teria testemunhado um dos surtos subsequentes, em 1564 na região de Flandres (Imagem: reprodução)

Outros seis ou sete surtos afetaram localidades belgas depois da bagunça iniciada por Frau Troffea. O mais recente que se tem notícia ocorreu em Madagascar na década de 1840.

Fonte: G1/Discovery News

(Descobertos restos de princesa inglesa de 1000 anos)

Com alguns dias de atraso:

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A princesa Eadgyth foi casada com o imperador alemão Otto e era adorada pelos súditos

LONDRES - Ela era uma linda princesa inglesa que se casou com um dos homens mais poderosos da Europa e encantou os súditos com seu charme pessoal e seu pendor para a caridade.

Agora, uma equipe internacional de cientistas diz ter descoberto o corpo da princesa Eadgyth (Edith), uma nobre do século 10 que foi comparada á princesa Diana.

“Ela era uma pessoa muito, muito popular”, disse o arqueólogo Mark Horton, da Universidade de Bristol. “Ela era uma espécie de Diana da época, pode-se dizer… bonita e cheia de boas obras”.

Horton faz parte da equipe de especialistas que trabalha para confirmar a identidade dos ossos encontrados, envoltos em seda, na Catedral de Magdeburg, na Alemanha.

Se o esqueleto for formalmente identificado como o de Eadgyth, ele passaria a ser o mais antigo corpo de um membro de família real britânica já descoberto. Ossos de reis antigos, do período anglo-saxão, mantidos na Catedral de Winchester estão tão misturados que não há esperança de identificar um indivíduo entre eles.

“Se o esqueleto estiver intacto, então, sim, seriam os restos mais antigos já identificados da Inglaterra anglo-saxã”, disse Simon Keyes, historiador da Universidade de Cambridge.

O caixão onde foram encontardos os ossos que podem ser da princesa Eadgyth

O caixão onde foram encontardos os ossos que podem ser da princesa Eadgyth

O esqueleto foi descoberto como parte de um projeto de pesquisa mais amplo na Catedral de Marburg. Acreditava-se há tempos que o monumento do século 16 que guardava os ossos estivesse vazio.

Quando os arqueólogos abriram a peça em 2008, descobriram o caixão de chumbo com o nome da princesa e um esqueleto quase completo, embalado em seda.

Horton disse que o esqueleto pertence a uma mulher que morreu entre 30 e 40 anos de idade. Mas há dúvida sobre se seria mesmo da princesa: historiadores creem que o corpo de Eadgyth foi deslocado várias vezes, uma prática comum na Idade Média, quando se tratava de santos ou da realeza.

É possível que os ossos tenham sido trocados durante uma dessas mudanças, afirma ele.

Testes serão realizados para determinar a idade dos ossos e da onde eles vêm, incluindo análises dos isótopos de estrôncio – uma técnica que determina os tipos desse elemento presentes na composição do esmalte dos dentes, e pode permitir determinar onde uma pessoa cresceu.
Eadgyth cresceu no início do século 10, um período no qual seu meio-irmão, o rei Athelstan, assumiu o poder em toda a Inglaterra e usou as irmãs para forjar alianças com potências estrangeiras. “Ele é bem conhecido por ter tido um monte de meias-irmãs, e por tê-las feito casar com as casas reais do resto do mundo conhecido na época”, disse Keyes. Eadgyth foi enviada ao duque Otto da Saxônia, que viria a ser o primeiro governante do Sacro Império Romano.

Keynes não gostou, a princípio, da comparação entre Eadgyth e Diana, mas ao reler as crônicas da época encontrou referências à princesa medieval como “resplandecente com charme maravilhoso e postura real”, e “a opinião pública é unânime em considerá-la a melhor de todas as mulheres do nosso tempo”.

“Agora que me lembro disso, o que posso dizer?”, declarou ele. “Ela certamente desempenhava um papel para eles que a Princesa de Gales desempenhou para muitos britânicos”.

O resultado dos exames dos ossos deve sair em seis meses.

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