O Segredo da Felicidade

“(…) O que os outros dizem é verdade só para eles. É como eles expressam a experiência de vida deles. Mas se você aprender a escutar, verá que entre essas mentiras a verdade aparece.  E você conseguirá perceber essa verdade. Se você não acreditar em si mesmo, se não acreditar em mais ninguém – nem em mim – todas essas mentiras não irão sobreviver, mas a verdade irá sobreviver. Acreditando ou não, o sol estará no céu todo dia.  Não é preciso acreditar na verdade para que ela exista. Mas para as mentiras existirem é preciso que se acredite nelas.”

Don Miguel Ruiz (autor de “Os Quatro Compromissos“)

“Se você quiser ser feliz um dia inteiro, vá fazer compras. É ótimo, mas não dura e depois chega a conta do cartão. Se quiser ser feliz um fim de semana todo faça um programa gostoso, vá pescar, vá jogar golfe. Se quiser ser feliz um mês inteiro, tire férias. Vá para a Austrália, você vai se divertir. Se quiser ser feliz um ano inteiro, herde uma fortuna. Mas se quiser ser feliz a vida toda, precisa fazer diferença na vida das pessoas. Precisa dar a sua contribuição. A maioria das pessoas se preocupa tanto em ter sucesso, que se esquece do significado. E essa é a grande conquista, ter significado, não ter sucesso.

Matthew Kelly (autor de “O Ritmo da Vida” e “O Administrador de Sonhos“)

O documentário/filme que trago hoje se chama “O Segredo da Felicidade“. Quem assistiu e gostou de “Somos Todos Um”, certamente irá gostar do Segredo da Felicidade, pois é muito parecido com o primeiro. Basicamente, um rapaz – um jovem ator -  parte em busca de uma resposta, um método, uma explicação, enfim, uma luz, sobre como ser feliz. Para isso ele entrevista todo tipo de pessoa, desde um morador de rua e um ex-preso político, passando por um mecânico guru, um rabi surfista, uma sacerdotisa Vodu, professores acadêmicos, até autores famosos de espiritualidade e auto-ajuda como Eckhart Tolle e o Rev. Michael Beckwith (mais conhecido por sua participação no filme “O Segredo”). O resultado é um filme repleto de grandes insights, alguns vindo de pessoas que você jamais imaginaria. As citações que introduzem o post eu extrai de duas entrevistas que foram feitas, para dar uma ideia do que é tratado no filme e da qualidade da mensagem que é passada ali.

Inclusive, antes de partir para o vídeo quero deixar como recomendação o livro “Os Quatro Compromissos” de Don Miguel Ruiz. É um livro fininho, objetivo e prático que traz um pouco da filosofia e sabedoria tolteca e, sinceramente, está entre as melhores leituras que já tive. Os quatro compromissos do título se referem às quatro atitudes que você deve se comprometer a tomar, para sair do “sonho do mundo” (os tais condicionamentos, pensamentos padronizados, crenças limitadoras etc) e passar a viver uma vida verdadeiramente autêntica. Não quero entregar muito a ideia do livro, mas cito resumidamente quais seriam esses quatro compromissos, que, apesar de tão simples e acessíveis (você pode começar a colocá-los em prática neste exato instante, não requer nenhum conhecimento e/ou treinamento/iniciação/etc prévios) tem realmente o poder de nos fazer “acordar”. Os quatro compromissos são:

- Seja impecável com a sua palavra: fale com integridade. Diga somente o que quer dizer. Evite utilizar a palavra para falar contra si mesmo (coisas como “Estou gordo (a)”, “Sou burro (a) mesmo”, “Ninguém me entende”, “Nada dá certo para mim”, etc) ou para fazer fofoca dos outros (o que acontece ou deixa de acontecer aos outros não é problema seu, e sua vida não tem como ficar melhor ou mais feliz se você investe seu tempo e energia especulando ou comentando sobre a vida de terceiros…).

- Não leve nada para o lado pessoal: nada que os outros façam é por sua causa. O que os outros dizem e fazem é projeção de suas próprias realidades, do sonho deles. Quando você é imune à opinião e a ação dos outros, você não será vítima de sofrimentos desnecessários. E aqui o autor tem a grande sacada de não limitar o compromisso de não levar nada para o lado pessoal apenas às opiniões e ações negativas. Quando alguém te elogia ou te agrada você também não deve levar para o lado pessoal. Afinal, tudo é projeção. Tanto as coisas ruins que te dizem, como  as boas.

- Não tire conclusões: encontre a coragem de fazer perguntas e de expressar o que você realmente quer. Comunique-se com os outros o mais claramente possível, de modo a evitar desentendimentos, tristeza e drama. Com somente esse compromisso, você pode transformar completamente a sua vida.

- Sempre faça o seu melhor: o seu melhor irá mudar de momento a momento; será diferente quando você está saudável e oposto quando estiver doente. Sob qualquer circunstância, simplesmente faça o seu melhor e você irá evitar o auto-julgamento, a culpa e o arrependimento.

Então, friso novamente aqui a recomendação da leitura desse livro. E vamos ao Segredo da Felicidade:

Parte 1:

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Parte 2:

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Parte 3:

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Parte 4:

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Parte 5:

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Parte 6:

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Parte 7:

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Parte 8:

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Parte 9:

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Parte 10:

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Parte 11:

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Parte 12:

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O Messias Relutante

“Uma vida religiosa implica ser uma luz para si próprio, o que significa a não existência de autoridades exteriores, a ausência de autoridades espirituais, incluindo eu.”

Jiddu Krishnamurti

“Nisso não há professor, não há aluno, não há líder, não há guru, não há mestre, não há salvador. Você mesmo é o professor, o aluno, você é o mestre, você é o guru, você é o líder, você é tudo.”

Jiddu Krishnamurti

“Ainda há tempo – saia dessa prisão em que você viveu até agora! Só é preciso um pouco de coragem, só um pouco da coragem do jogador. Não há nada a perder, lembre-se disso. Você só vai perder seus grilhões – só vai perder o tédio, esse sentimento constante de que está perdendo algo. O que há mais a perder? Saia do rebanho e se aceite – mesmo que fique contra Moisés, Jesus, Buda, Mahavira, Krishna, aceite-se. Sua responsabilidade não é para com Buda ou Zaratustra ou Kabir ou Nanak; sua responsabilidade é para consigo mesmo.

Osho

“Não acredite no que você ouviu;
Não acredite em tradições porque elas existem há muitas gerações;
Não acredite em algo porque é dito por muitos;
Não acredite meramente em afirmações escritas de sábios antigos;
Não acredite em conjecturas;
Não acredite em algo como verdade por força do hábito;
Não acredite meramente na autoridade de seus mestres e anciãos.
Somente após a observação e análise, e quando for de acordo com a razão
e condutivo para o bem e benefício de todos, somente então aceite e viva para isso.”

Siddharta Gautama – Buda

A verdade é uma terra sem caminhos…

Escrevo e dedico esse post a todos aqueles que sabem que “verdades espirituais” não podem ser realmente ensinadas, verdades desse tipo são “descobertas” próprias. Iluminação não pode ser aprendida. Na verdade, é até perigoso ensinar “métodos” de se atingir iluminação. Cada pessoa tem o seu próprio e único caminho, que somente ela mesma pode encontrar. A partir do momento que institucionalizamos caminhos (as tais “religiões”, por exemplo), a verdade se torna algo morto, uma mera repetição de palavras e comportamentos, uma adoração de mensageiros, uma padronização e limitação de pensamento, um cerceamento da criatividade.

A verdade é uma experiência, não uma crença.

Esse post, é para aqueles que, se vissem Buda pelo caminho, não hesitariam em cortar a cabeça dele. Todo esse blog foi criado e é voltado para pessoas assim. O que importa é a mensagem, não importa o mensageiro. Se a mensagem é boa, se essas (e outras) palavras encontram algum eco dentro de você, é por que isso também é seu – nesse momento você está apenas sendo lembrado disso. Então, não existe o menor sentido em ficar adorando ou venerando “mestres”. Ouça e aprenda a sabedoria deles (isso pode te ajudar a encontrar mais rápido o seu próprio caminho – são “atalhos” – um “norte” que os mestres nos dão) – mas desenvolva a sua própria. É para isso que você está aqui.

A única pessoa com poder para te “salvar” é você mesmo.

A partir do momento que alguém crê que a “salvação” vem de fora – de um messias, de uma religião, de um ritual, de um guru etc – ela já se perdeu. O máximo que os mestres podem fazer por nós é nos mostrar que a “salvação”, a “iluminação”,  é possível – que se nos dedicarmos a buscar a nossa Essência, nós podemos encontrá-la. Mas enquanto insistirmos em utilizar os mesmos caminhos que deram certo para esses mestres, sem criar o nosso próprio, poderemos até avançar um pouco, mas jamais chegaremos onde eles chegaram. É por isso que encontramos pessoas que meditam há 20 anos, por exemplo, mas que se comportam de modo tão mundano quanto qualquer outro mortal. Ou de outros que fazem tudo que tal mestre fez ou disse – muitas vezes imitam mesmo – e que são visivelmente infelizes.

O sábio budista Hui Neng viu um monge meditando. Imediatamente apanhou duas pedras e começou a friccioná-las com força. De início, o monge tentou ignorar o som. Mas, depois de algum tempo, desistiu, abriu os olhos e perguntou:

‘Por que você está fazendo esse barulho?’

Hui Neng respondeu:

‘Estou fazendo um espelho polido’.

O monge retorquiu, incrédulo:

‘Você nunca vai fazer um espelho com essas pedras!’

Hui Neng disse, gravemente:

‘Você nunca vai atingir a iluminação meditando.‘”

Todos nascemos com um propósito/missão de vida que devemos descobrir e vivê-lo. Não adianta ficar seguindo os planos dos outros, ou pior, esperar que os outros criem um plano para você – eles nunca criam um plano muito interessante… Da mesma forma, não adianta meditar por que te disseram que é assim que se chega à iluminação. Enquanto você meditar com esse tipo de intenção, continua ancorado no seu ego. Enquanto meditar por que alguém disse alguma coisa ou você leu que era assim ou assado que devia ser feito, a meditação de nada irá lhe servir. Você precisa descobrir.

O vídeo que trago hoje conta um pouco da vida do filósofo e místico indiano Jiddu Krishnamurti. Ele é uma das grandes influências do blog, e até me admirei (assim como aconteceu com Deepak Chopra) quando descobri que nunca havia falado sobre ele por aqui. Ele está entre os meus indianos favoritos ( Osho, Gautama, Chopra, Goswami) e que possui a linha de pensamento que mais me identifico: Pense por si próprio (a)!  Krishnamurti sabia muito bem do que estava falando quando exortava às pessoas a pensarem por conta própria – durante boa parte de sua vida ele foi monitorado e controlado pela Sociedade Teosófica, pois era considerado por eles um Messias (algo que sempre o constrangeu muito). Quando finalmente se libertou de todas as teorias, conceitos, rituais e títulos dessa sociedade,  encontrou a própria voz, e se tornou um dos oradores e místicos mais respeitados das últimas décadas.

O documentário é pequeno, e é um dos melhores que já vi sobre Krishnamurti. Acho que honra a memória dele e mantém viva a mensagem que ele passava.

Espero que gostem:

Parte 1:

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Parte 2:

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Parte 3:

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As 7 Leis Espirituais do Sucesso

O sucesso é uma jornada, não um destino.

Deepak Chopra

Hoje trago um documentário baseado no livro clássico e best-seller “As Sete Leis Espirituais do Sucesso“, de autoria do médico indiano Deepak Chopra. O filme em questão não é aquele recentemente lançado – com a participação da atriz e cantora Olívia Newton-John – é uma palestra, mais antiga (o livro foi publicado em 1994) em que o dr. Chopra nos explica cada lei espiritual do sucesso. Mas, primeiramente, é preciso entender o tipo de “sucesso” a que Chopra se refere: não é aquele sucesso como estamos acostumados a imaginar, que está relacionado, principalmente, ao reconhecimento, fama, dinheiro etc, derivados de muito trabalho árduo, conquista e ambição. Mas, como o autor explica, esse tipo de “sucesso”, quando analisado com mais atenção, não é tão desejável quanto aparenta já que  existem pessoas ricas infelizes, famosas porém frustradas, bonitas mas doentes… O sucesso como proposto por Chopra é aquele não se limita somente ao material, mas abrange o espiritual e que advém da compreensão profunda de que a nossa natureza vai muito além da matéria – a nossa essência divina, espírito puro -, e que conhecendo as leis universais, podemos aplicá-las a nosso favor, e assim criar a vida que desejamos. Dessa forma, seremos verdadeiramente bem-sucedidos.

Para quem leu o livro, é um reforço. Para quem ainda não leu, é um estímulo a conhecer…

Sucesso é uma jornada...

Resumidamente, as 7 leis são as seguintes:

1. Lei da Potencialidade Pura – A fonte de toda criação é a consciência pura ou pura potencialidade buscando a expressão do não-manifesto para o manifesto. Com a prática diária do silêncio, da meditação, e do não-julgamento, e com a percepção de que nosso verdadeiro Eu é de pura potencialidade, nós nos alinhamos com o poder que tudo manifesta no Universo e obtemos o que desejamos.
2. Lei da Doação – O universo opera através de trocas dinâmicas. Dar e receber são diferentes aspectos do fluxo de energia. Com a nossa disposição de dar o que buscamos, mantemos a abundância do Universo em nossas vidas. A força motriz por trás da doação deve ser a felicidade – se quiser amor, alegria ou coisas boas, dê o mesmo aos outros.
3. Lei do Carma ou Causa e Efeito – Colhemos o que plantamos. Toda ação gera uma força de energia que retorna de modo análogo. Quando nossas ações e escolhas conscientes trazem felicidade e sucesso para os outros, o fruto de nosso carma será alegria e sucesso.
4. Lei do Mínimo Esforço – A inteligência da natureza funciona sem esforço – as flores não tentam desabrochar, elas desabrocham; os pássaros não tentam voar, eles voam. Se buscamos poder, dinheiro ou felicidade para a satisfação do ego, desperdiçamos energia; mas se nossas ações são motivadas por amor, harmonia e alegria, nossa energia se multiplica e podemos usar o excedente para criar o que quisermos.
5. Lei da Intenção e do Desejo – “Inerente a toda intenção e desejo, está a mecânica para a sua realização. E quando colocamos uma intenção no campo da pura potencialidade, colocamos este poder organizador infinito para trabalhar para nós”. No nível da mecânica quântica, o universo é uma extensão de nosso corpo, e nossa intenção detona transformações de energia e informação, e organiza sua própria realização.
6. Lei do Distanciamento – No distanciamento está a sabedoria da incerteza, e nesta sabedoria está a liberdade em relação ao nosso passado, ao conhecido, que é a prisão do condicionamento passado. Quando nos abrimos ao desconhecido, ao campo de todas as possibilidades, nos entregamos à mente criativa que orquestra a dança do universo. O apego é baseado no medo e na insegurança, e cria ansiedade. O apego excessivo aos bens materiais – símbolos transitórios do Eu – traz a sensação de inutilidade e vazio.
7. Lei do Darma ou do Propósito de Vida – “Todos têm um propósito na vida… algo único para dar aos outros. E quando misturamos este talento com o serviço aos outros, experimentamos o êxtase de nosso próprio espírito, o que é objetivo último de todos os objetivos”. Primeiro, devemos descobrir nosso verdadeiro eu; depois, expressar nossos talentos especiais; e finalmente, usar este nosso dom para servir a humanidade.

1. Lei da Potencialidade Pura – A fonte de toda criação é a consciência pura ou pura potencialidade buscando a expressão do não-manifesto para o manifesto. Com a prática diária do silêncio, da meditação, e do não-julgamento, e com a percepção de que nosso verdadeiro Eu é de pura potencialidade, nós nos alinhamos com o poder que tudo manifesta no Universo e obtemos o que desejamos.

2. Lei da Doação – O universo opera através de trocas dinâmicas. Dar e receber são diferentes aspectos do fluxo de energia. Com a nossa disposição de dar o que buscamos, mantemos a abundância do Universo em nossas vidas. A força motriz por trás da doação deve ser a felicidade – se quiser amor, alegria ou coisas boas, dê o mesmo aos outros.

3. Lei do Carma ou Causa e EfeitoColhemos o que plantamos. Toda ação gera uma força de energia que retorna de modo análogo. Quando nossas ações e escolhas conscientes trazem felicidade e sucesso para os outros, o fruto de nosso carma será alegria e sucesso.

4. Lei do Mínimo Esforço A inteligência da natureza funciona sem esforço – as flores não tentam desabrochar, elas desabrocham; os pássaros não tentam voar, eles voam. Se buscamos poder, dinheiro ou felicidade para a satisfação do ego, desperdiçamos energia; mas se nossas ações são motivadas por amor, harmonia e alegria, nossa energia se multiplica e podemos usar o excedente para criar o que quisermos.

5. Lei da Intenção e do Desejo – “Inerente a toda intenção e desejo, está a mecânica para a sua realização. E quando colocamos uma intenção no campo da pura potencialidade, colocamos este poder organizador infinito para trabalhar para nós”. No nível da mecânica quântica, o universo é uma extensão de nosso corpo, e nossa intenção detona transformações de energia e informação, e organiza sua própria realização.

6. Lei do Distanciamento – No distanciamento está a sabedoria da incerteza, e nesta sabedoria está a liberdade em relação ao nosso passado, ao conhecido, que é a prisão do condicionamento passado. Quando nos abrimos ao desconhecido, ao campo de todas as possibilidades, nos entregamos à mente criativa que orquestra a dança do universo. O apego é baseado no medo e na insegurança, e cria ansiedade. O apego excessivo aos bens materiais – símbolos transitórios do Eu – traz a sensação de inutilidade e vazio.

7. Lei do Darma ou do Propósito de Vida – “Todos têm um propósito na vida… algo único para dar aos outros. E quando misturamos este talento com o serviço aos outros, experimentamos o êxtase de nosso próprio espírito, o que é objetivo último de todos os objetivos”. Primeiro, devemos descobrir nosso verdadeiro eu; depois, expressar nossos talentos especiais; e finalmente, usar este nosso dom para servir a humanidade.

O vídeo está dividido em 7 partes:

Parte 1

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Parte 2

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Parte 3

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Parte 4

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Parte 5

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Parte 6

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Parte 7

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OVNIs no Fundo do Mar

“Gurkha, voando num rápido e poderoso vimana,

disparou um único projétil

carregado com todo o poder do Universo.

Uma coluna incandescente de fumaça e fogo,

tão brilhante quanto dez mil sóis,

ergueu-se com todo o seu esplendor.

Era uma arma desconhecida,

um raio de ferro,

um gigantesco mensageiro da morte,

que reduziu a cinzas

toda a raça dos Vrishnis e os Andhakas.

Os corpos estavam tão queimados

que não podiam ser reconhecidos.

O cabelo e as unhas caíram;

A cerâmica estilhaçou-se sem causa aparente,

e os pássaros tornaram-se brancos.

… Depois de algumas horas

todos os alimentos estavam infectados…

… para escapar desse fogo

os soldados atiravam-se nos rios

para lavar o corpo e seu equipamento.”


(Versos retirados do poema épico indiano, escrito em sânscrito, entitulado “Mahabharata“, que significa “a grande história da humanidade”. Não se sabe ao certo quando foi escrito, para alguns historiadores data do século XV a.C, para outros XIV ou ainda XIII a.C (já encontrei até 1000 a.C – mas, independente de quando foi escrito, basta saber que é um dos textos mais antigos da humanidade). O Mahabharata conta a história da disputa dinástica entre dois povos, que culmina em uma guerra de proporções apocalípticas. A palavra vimana, que consta no primeiro verso, é do sânscrito, e significa literalmente “nave” ou “aeronave”. Para a maioria dos eruditos hindus, os relatos deste, que é um dos textos sagrados da cultura hinduísta, só puderam ser realmente compreendidos após as tragédias atômicas que devastaram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, no final da Segunda Guerra Mundial.

No Ramayana, a epopéia de Rama, outro grande épico da literatura védica, tão antigo quanto o próprio tempo, também são descritos os vimanas, que segundo seus versos podiam voar, andar debaixo d’água e planar no espaço externo.)

Vimana - como descrito nas escrituras sagradas hindus

Um tipo de Vimana - como descrito nas escrituras sagradas hindus

Como eu havia comentado em outro post – As Mais Estranhas Histórias de OVNIS de Todos os Tempos – trago aqui um dos melhores documentários já feitos sobre um dos fenômenos mais intrigantes da Ufologia, os “ÓSNIs” ou “Objetos Submarinos Não-Identificados“.  O presente documentário é do History Channel, e faz parte da série “Arquivos Extraterrestres”.

Basicamente o que vemos no vídeo são os relatos de oficiais da Marinha norte-americana que resolvem abrir o jogo e contar sobre os inúmeros avistamentos testemunhados por eles quando estavam trabalhando em  missões militares. Aparentemente, Ovnis são atraídos por porta-aviões ou navios com algum tipo de carga bélica. Segundo muitas dessas testemunhas, eles se sentiam “observados” de perto por esses objetos misteriosos.

Arquivos Extraterrestres - OSNIs

Mais de 50% dos avistamentos de Ovnis são sobre a água.

Mas o documentário não se limita somente a esses relatos, também é mencionada a sinistra pesquisa de Ivan T. Sanderson,  um cientista e escritor naturalista famoso que fez parte do Serviço Secreto Britânico, que identificou e mapeou os pontos do planeta com estranhas anomalias magnéticas e que também são famosos por serem locais “traiçoeiros”. Essa pesquisa consta no livro intitulado “Invisible Residents” ou “Residentes Invisíveis”. Muitos ufólogos acreditam inclusive que Sanderson tinha sua pesquisa financiada por fontes governamentais.

De acordo com o dr. Ivan, os aparecimentos de Ósnis estão ligados aos misteriosos “triângulos” da Terra (como o famoso Triângulo das Bermudas ou o Triângulo do Dragão), ou como também são chamados, “Vórtices Malignos” ou “Vórtices Perversos”. Esses locais poderiam ser bases, ou alguma espécie de portal, utilizado pelos Ósnis. A esses locais também são creditados os misteriosos e inexplicáveis desaparecimentos de embarcações e aeronaves humanas.

Mas…seria possível que os Ósnis sejam habitantes da Terra que estão há muito mais tempo do que nós aqui? Ou seriam extraterrestres que se estabeleceram nesse planeta há muitos anos atrás?

São esses alguns dos questionamentos que esse intrigante documentário levanta e tenta responder…

O vídeo está dividido em 5 partes:

Parte 1:

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Parte 2:

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Parte 3:

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Parte 4:

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Parte 5:

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Os fantasmas mais assustadores já capturados em vídeo…

O documentário em questão, de onde foi emprestado o título desse post,  é de 1999, e foi lançado nos EUA em outubro de 2000 (no Halloween). Gerou muita polêmica quando estreou na televisão, e continua gerando pela internet.

Basicamente o que vemos nele são os vídeos originais de pessoas que alegam ter filmado dois tipos de “atividade paranormal”: uma conhecida como poltergeist, e outra conhecida como assombração (hauting). Apesar de o senso comum se referir a esses fenômenos como sendo sinônimos, na verdade eles são essencialmente diferentes. A diferença mais básica entre um e outro é que um poltergeist tem como “epicentro” (foco) uma pessoa, geralmente um menino ou uma menina na puberdade. É esse adolescente que de alguma forma provoca o fenômeno. Já a assombração está ligada a um local, não a uma pessoa (viva). Também não é possível “interagir” com os “fantasmas” de um local considerado assombrado, já que eles se comportam como se estivessem seguindo algum roteiro. Alguns casos mencionados no documentário são muito mais famosos do que outros (como o fantasma de Greencastle), entretanto nenhum dos casos teve sua autenticidade comprovada.

Cena do filme "Poltergeist", de Steven Spielberg

Muita gente acha que é tudo algum tipo de fraude ou encenação. Acredito que o grande defeito do documentário seja exatamente a falta de mais especialistas (sérios) comentando os vídeos. Por que algumas das gravações  e fotos apresentadas realmente intrigam, se forem genuínas. Mas vivendo na época em que vivemos, com todo o acesso facilitado a tecnologias e técnicas de manipulação de imagens, entre outras coisas, como separar o joio do trigo?

Enfim. Os produtores do documentário deixam para o telespectador a decisão de acreditar ou não nos depoimentos e vídeos apresentados. Só advirto que as opiniões mostradas ali são um tanto tendenciosas. Poltergeist, por exemplo, é um fenômeno real, porém afirmar que sejam “espíritos” ou “fantasmas” é apenas uma questão de interpretação. É uma teoria, mais difundida pelos adeptos do Espiritismo.

Sobre o fenômeno Poltergeist, a Enciclopédia do Sobrenatural, editada por Richard Cavendish, com colaborações de outros estudiosos do assunto, como J.B. Rhine (o “pai” da Parapsicologia científica), possui um verbete bem completo sobre o tema. Transcrevo abaixo algumas das informações reunidas ali:

A palavra poltergeist é alemã e significa espírito (Geist) ruidoso ou chocalhante (poltern). Alguns dos primeiros casos registrados são de fato alemães. Por exemplo, em 858, perto da cidade de Bingen sobre o Reno, comunicaram-se quedas de pedras, ruídos altos e pancadas. Acreditava-se que os fenômenos eram causados por espíritos. Qualquer que fosse a causa, era imune ao exorcismo. Sabe-se de outro caso, em 1184, na residência de um certo William Nott, no País de Gales, quando mais uma vez se julgou que os espíritos estavam à solta, atirando torrões de terra e rasgando roupas. Em 1962, Richard Chambelain, Secretário da então Província de New Hampshire, examinou uma série de inexplicáveis quedas de pedras atribuídas a um “diabo apedrejador”.

As perturbações do poltergeist ocorrem normalmente na vizinhança de uma determinada pessoa, muitas vezes um menino ou menina na puberdade ou na adolescência. Em geral, esses fenômenos são distinguidos do outro grupo de distúrbios inexplicáveis que se chamam assombrações. Afinal, a palavra assombração (haunt, em inglês) deriva da mesma raiz de “casa” (home, em inglês), e refere-se à crença em que o espírito de uma pessoa morta permaneceu em seu habitat terrestre, ou a ele retornou. Em geral, as assombrações não parecem depender de qualquer pessoa viva em particular, mas relacionam-se com uma localização especial, como uma “casa mal-assombrada”. Há outras diferenças. Nos incidentes de poltergeist, predominam as perturbações físicas, enquanto as experiências alucinatórias são comuns aos casos de assombração. Essas experiências, que podem incluir a visão de “fantasmas” e o ouvir passos, são alucinatórias na medida em que geralmente só algumas pessoas as têm, e outras não.

Nos casos de poltergeist, há muitas vezes movimentos diários e destruição de pratos, quinquilharias, móveis e outros artigos domésticos movíveis, ao passo que tais incidentes são mais raros e menos frequentes no típico caso de assombração, se é que ocorrem. Contudo, as assombrações tendem a durar mais tempo. Não é incomum saber de uma casa que tem sido assombrada há vários anos. Por outro lado, as perturbações do poltergeist são em geral de duração muito mais curta, raras vezes mais que uns dois meses, e muitas vezes menos.

Sobre a opinião dos parapsicólogos a respeito do que provoca o poltergeist:

Pelo fato de os incidentes de poltergeist normalmente ocorrerem na estreita proximidade de uma pessoa viva, os parapsicólogos tendem a vê-los como manifestações de psicocinese, ou PK (ação da mente sobre a matéria). E por serem recorrentes e surgirem inesperada e espontaneamente, são comumente chamados de casos de “psicocinese recorrente espontânea”, ou RSPK (das iniciais dessas palavras em inglês). Parecem ser casos inconscientes de PK, pois a pessoa que parece provocá-los em geral não sabe de seu envolvimento. Algumas pessoas continuam convencidas de que os fenômenos de RSPK se devem à ação de uma entidade desmaterializada, como o espírito de alguém morto, ou de um “demônio” que se grudou numa pessoa viva e causa os incidentes por PK. Contudo, como não existe nenhuma prova desses espíritos além dos próprios fenômenos, a maioria dos parapsicólogos é de opinião que os fenômenos de poltergeist são exemplos de PK inconsciente, exercida pela pessoa em torno da qual eles ocorrem.

Abaixo, listo e descrevo resumidamente os casos que foram tratados neste especial,  e alguns dos especialistas que foram chamados para comentá-los. Lembrando que as descrições podem conter spoilers;-)

1 – O poltergeist de San Pedro, Califórnia.

O líquido que gotejava das paredes da casa de Jackie, que depois se verificou ser sangue humano.

O líquido que gotejava das paredes da casa de Jackie, que depois se verificou ser plasma de sangue humano.

É um dos casos mais conhecidos de poltergeist já registrados nos EUA. Ocorrido em 1989, na casa de Jackie Hernandez (o número 593, na West 11th Street), foi pesquisado pelo parapsicólogo Dr. Barry Taff. As filmagens foram feitas pelo cameraman Barry Conrad. Jeff Wheatcraft, que também fazia parte da equipe de investigação, foi inclusive vítima de um suposto ataque por parte do poltergeist.

Jackie, segundo o Dr. Taff, é a típica vítima desse tipo de fenômeno. Sofria de severas pressões psicológicas, havia sido abusada por homens, tinha um estilo de vida violento, além de sofrer de angústia e depressão. Como a maioria das vítimas de poltergeist, Jackie vivia num ambiente doentio, o que possibilita o argumento de que o ambiente era fértil para o tipo de energia psicocinética violenta experienciado lá.

O poltergeist na casa de Jackie tinha ela como alvo. Dos eventos estranhos relatados por ela (e depois confirmados por outras testemunhas, incluindo o parapsicólogo supracitado) inclui-se: o avistamento de três aparições, um líquido que continuamente gotejava das paredes da casa (e que depois de análises realizadas por um laboratório forense da UCLA, revelou-se ser plasma de sangue humano, com altos índices de iodo e cobre), a televisão se ligava sozinha, alguns equipamentos não funcionavam direito, objetos eram atirados contra ela, além de estranhos barulhos no sótão, que de tão altos, eram possíveis de ser ouvidos por todos que estavam na casa.

Barry Taff é um parapsicólogo, que possui doutorado em Psicofisiologia e que trabalhou como pesquisador associado no antigo laboratório de parapsicologia da UCLA de 1969 até 1978. Durante sua carreira de 36 anos, ele investigou mais de 4.000 casos de fantasmas, poltergeists e assombrações. É mais conhecido por ter sido o pesquisador do caso que ficou mundialmente famoso por ter sido adaptado para o cinema, o filme que foi entitulado “The Entity“, é de 1981 e no Brasil teve o título traduzido para “O Enigma do Mal“. É um filme que já cansei de ver na Sessão da Tarde… É ótimo e assustador. Para variar, parece que uma possível refilmagem pode sair pra 2010…

2 – O poltergeist de Ohio

Em 11 de maio de 1993, cansados de se incomodarem com os estranhos barulhos e movimentações misteriosas de objetos pela casa, uma família decide ligar uma filmadora durante uma noite inteira, apontada para a sala de jantar, e tentar descobrir a origem de toda essa perturbação. O que eles filmam, está muito além do que poderiam imaginar.

O pesquisador paranormal que investigou o caso se chama John Orborne. Segundo ele, mesmo após ter assistido ao vídeo inúmeras vezes, não conseguiu encontrar evidências de fraude.

3 – O poltergeist da casa em reforma

Um homem decide reformar sua casa. Porém, todos os dias os pedreiros reclamam que suas ferramentas foram mexidas, que objetos eram mudados de lugar e que o trabalho que faziam era estragado durante a noite, e que tinham que ficar refazendo os reparos. O proprietário decide colocar uma câmera escondida na casa, numa tentativa de filmar os vândalos, e assim descobrir suas identidades. Mas, o autor das perturbações, como captado pela filmadora, está longe de poder ser considerado um vândalo comum…

O pesquisador do caso também foi John Osborne.

4 – O poltergeist de Connecticut

Ed e Lorraine Warren

Uma família é atormentada por meses por algo que acreditam ser um poltergeist. A “investigação” do caso é feita pelos “demonologistas profissionais”, o casal Ed e Lorraine Warren. Os dois são muito famosos no meio “paranormal” porque estão presentes em vários casos de assombração ou poltergeist famosos, como o “Horror em Amityville”. Arroz de festa mesmo, os dois estão em todas… Nem preciso dizer que a opinião deles é altamente parcial, certo? Para eles, esses fenômenos são causados por demônios ou espíritos ruins. Se já não bastasse pensarem e, em alguns momentos, se vestirem de maneira medieval, eles ainda “combatem” as tais entidades que encontram também com práticas medievais:  “exorcismos” e “provocações religiosas” (assistiu “O Exorcista”? é mais ou menos daquele jeito…). Apesar disso, sempre estão presentes em programas de TV (como a série “Assombrações” do Discovery Channel) e são assunto de inúmeros livros e artigos. No caso em questão, apresentado neste documentário, os Warren dizem ter filmado as evidências mais contundentes já filmadas de manifestações paranormais hostis. Ali, nós vemos móveis se mexendo e “espíritos” se comunicando com Ed. As imagens são interessantes. As conclusões deles, não tanto.

5 – O videoclipe assombrado

Uma banda de rock australiana chamada Wildland resolve gravar um videoclipe nas ruínas de uma antiga cidade mineradora na Austrália. Quando o vídeo estava sendo produzido, depois, no estúdio, descobrem que havia mais alguém no local, assistindo a banda tocar. A equipe garante que não havia ninguém lá além deles, nem por quilômetros ao redor daquelas ruínas…

6 – A aparição da Pensilvânia

Uma família ouve barulho de passos todas as noites pela casa. O dono da casa resolve armar uma câmera no corredor e a deixa filmando durante uma noite inteira. O que ela grava, ele diz ser o fantasma de sua mãe.

7 – A Assombração de Greencastle

Guy Winters e Terry Lambert já estavam cansados de ouvir as lendas sobre a casa mal-assombrada de Greencastle. Um belo dia, ou melhor, uma bela noite… bem, na verdade a noite era de tempestade… enfim, eles resolvem ir até o local, com suas câmeras, e tirar algumas fotos e filmar a casa por dentro e por fora. Os dois têm sensações horríveis enquanto estão lá, mas é só quando vão revelar os filmes da máquina fotográfica que eles descobrem o que acreditam ser a prova de que não estavam sozinhos… As fotos tiradas por Terry ficaram famosas, e acredita-se que são genuínas. Diz-se inclusive que são as melhores fotos já tiradas de um “fantasma”.

8 – A arte imita a vida? As verdadeiras crianças do “Sexto Sentido”

Famosa cena do filme "O Sexto Sentido"

Aqui conhecemos a história de Carissa, uma menina de 5 anos que desde bebê acredita-se que seja perseguida por fantasmas. Seus familiares já tiraram várias fotos da menina, e em praticamente todas, sempre aparece uma forma fantasmagórica, inexplicada, para qual estranhamente Carissa sempre está olhando. A menina tem medo de falar do assunto, mas seus pais dizem que ela é constantemente atormentada por essas “entidades” que supostamente a cercam. Depois, somos apresentados a Justin, um menino de 6 anos que também diz ver espíritos e que aparece em boa parte de suas fotos acompanhado de formas fantasmagóricas. O caso de Justin é investigado pelo famoso médium James van Praagh, autor de best-sellers e consultor da série “Ghost Whisperer” (a personagem Melinda, interpretada por Jennifer Love Hewitt é inspirada em James). Ambos os casos são comparados ao do personagem do menino Cole, interpretado por Haley Joel Osment, no filme “Sexto Sentido“.

9 – A mulher que atrai Orbs

Nesse caso, conhecemos Linda Davis, uma mulher que diz ver e sentir espíritos. Ela é levada até o porão de uma casa abandonada, que acredita-se ser mal-assombrada, e enquanto está lá, Orbs (esferas de energia, que muitos acreditam ser espíritos) começam a aparecer e são não só testemunhados por outras pessoas, mas também captados em filme.

O investigador desse caso é o renomado psicólogo e parapsicólogo Andrew Nichols, que já estudou mais de 600 casos considerados “paranormais”. O Dr. Nichols é cético com relação a maioria das alegações de fenômenos paranomais, dizendo que quase todos os casos possuem explicações mais “simples” como predisposição à fantasia, auto-sugestão, stress e sofrimento. Entretanto, ele acredita em PES (percepção extra-sensorial), e advoga a favor da teoria que diz que campos magnéticos em determinados locais, de origem geológica ou provenientes de fontes artificiais (como cabos de alta tensão), podem acionar determinadas experiências de assombração, como ouvir vozes, sentir presenças ou ver fantasmas propriamente ditos. Particularmente concordo com ele.

10 – O  incrível Orb de Black Forest

Esta é considerada a melhor filmagem de um orb já feita. Tudo começou quando Steve Lee e sua família decidem se mudar para aquela que consideram ser sua casa dos sonhos, em Black Forest, Colorado. Quando voltaram de um passeio nas montanhas e entraram em casa, notaram que os móveis não estavam mais nos lugares que deviam. Eles também ouviam barulhos e sentiam presenças, que não sabiam ser reais ou não. Intrigado e convencido de que estavam sendo vítimas de pessoas (vivas) mal intencionadas, Steve decide espalhar câmeras por toda a sua propriedade, tanto dentro como fora da casa. O que elas filmaram Steve não fazia ideia do que podia ser. Mas definitivamente não eram pessoas…

O investigador do caso foi o Dr. Michael Coots, psicopatologista forense e consultor da polícia, que concorda com Steve dizendo que a casa é realmente assombrada.

11 – A casa mais mal-assombrada dos EUA, a Mansão McPike

A mansão McPike

A abandonada mansão McPike, construída em 1869, está envolta em folclore e lendas. Diz-se que pelo menos 10 espíritos assombram a casa, e que eles se reúnem no porão. A especialista que investiga o caso é a dra. Rene Horath, professora da California University of Pennsylvania. Lá, ela e sua equipe filmam uma névoa bizarra, que acreditam ser algum tipo de manifestação paranormal.

+++

O documentário, que foi traduzido e legendado por mim (já vi outra versão desse vídeo legendado, porém aquelas legendas estão muito ruins), está dividido em 5 partes:

Parte 1:

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Parte 2:

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Parte 3:

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Parte 4:

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Parte 5:

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Descreva “Deus”

“O homem que apenas crê e não procura refletir esquece-se de que é alguém constantemente exposto à dúvida, seu mais íntimo inimigo, pois onde a fé domina, ali também a dúvida está sempre à espreita. Para o homem que pensa, porém, a dúvida é sempre bem recebida, pois ela lhe serve de preciosíssimo degrau para um conhecimento mais perfeito e mais seguro”.

Carl Gustav Jung (psiquiatra suíço)

“Tudo o que aprendi levou-me, passo a passo, a uma inabalável convicção sobre a existência de Deus. Eu só acredito naquilo que sei. E isso elimina a crença. Portanto, não baseio a Sua existência na crençaeu sei que Ele existe.”

(idem)

Já falei do excelente documentário independente chamado “One” (traduzido para o Brasil como “Somos todos Um“) em outro post. Hoje, trago um trecho dessa produção em que é pedido a vários místicos que descrevam “Deus”.

Para quem não conhece, “One” foi um projeto independente que pretendeu buscar respostas para algumas das perguntas (espirituais e filosóficas) que mais preocupam os seres humanos. O mais legal desse documentário, a grande sacada mesmo, é que os autores do projeto não se limitaram a mostrar apenas um tipo de opinião ou pensamento. Eles entrevistaram desde grandes “gurus” e autores, como Deepak Chopra, à ateus e pessoas comuns, na rua. Para conhecer as perguntas que eles fizeram, clique aqui.

Então. O vídeo em questão extraí do próprio documentário, e penso ser um dos pontos altos de todo o filme. Aqui, vários mestres e místicos espirituais, de diversas religiões e filosofias, tentam nos explicar o que seria “Deus”. O mais interessante dessas respostas, é que por mais que todos eles sejam diferentes em suas crenças, todos possuem a mesma resposta para “Deus”.

É como Gandhi dizia:

“As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguirmos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?”

Neste trecho, podemos perceber que existe uma diferença enorme entre “saber” e “acreditar”. Tem essa anedota, contada por Robert Thurman durante o filme, em que ele diz algo como:

“O padre pergunta ao Joãzinho se ele sabe o que é fé. Joãzinho responde que sim: Fé é acreditar em algo mesmo sabendo que não é verdade.”

Taí a grande diferença entre o Místico (ou Iluminado) e a pessoa religiosa (ou que tem fé): o místico é aquele que experimenta a realidade divina. É aquele que sabe, portanto, não crê. Por isso, não existe religião, filosofia ou caminho mais “certo”. O que existe são pessoas que sabem não só escolher, mas percorrer o caminho… E como diria o sábio brujo Don Juan,

“(…) você deve sempre manter em mente que um caminho não é mais do que um caminho; se achar que não deve seguí-lo, não deve permanecer nele, sob nenhuma circunstância. Para ter uma clareza dessas, é preciso levar uma vida disciplinada. Só então você saberá que qualquer caminho não passa de um caminho, e não há afronta, para si nem para os outros, em largá-lo se é isso que o seu coração lhe manda fazer.”

Antes de passarmos ao vídeo, coloco aqui uma pequena descrição de cada um dos “mestres” entrevistados neste trecho, por ordem de aparição:

Sadhguru Jaggi Vasudev:


Um dos entrevistados mais carismáticos do projeto One, Sadhguru é um reconhecido Mestre indiano, Místico e Yogi. É considerado um visionário e humanista cujo trabalho transcende todas as fronteiras. Desenvolveu a Isha Yoga, uma série de programas cientificamente estruturados que visam promover uma profunda experiência do Self (”si-mesmo”). Sadhguru é um místico incomum. Da mesma forma que Osho, ele não possui apego a nenhuma tradição em particular, e  utiliza apenas o que há de mais válido para a vida atual dentro das ciências iogues. Partindo do princípio de que não pode haver transformação universal sem a transformação individual, este místico tem dedicado a sua vida a apresentar poderosos métodos de autotransformação para pessoas de todos os credos e filosofias. A sua visão e  entendimento dos problemas sociais e econômicos modernos já o levaram a ser entrevistado por diversos canais de televisão, como BBC, Bloomberg, CNBC, CNNfn, e Newsweek International. As palestras e meditações de Sadhguru normalmente reúnem multidões de mais de 300.000 pessoas. Ele possui centros de Isha Yoga na Índia, nos EUA e no Líbano.

Site oficial: http://www.ishafoundation.org/

Thich Nhat Hanh:


Thich Nhat Hanh é um monge budista vietnamita, poeta, erudito e ativista pela paz que fundou a Igreja Budista Unificada na França, durante a guerra do Vietnã, em 1969. Já escreveu mais de setenta e cinco livros de prosa, poesia e preces. Sua filosofia não está limitada a estruturas religiosas pré-existentes, mas fala ao desejo do indíviduo por totalidade e paz interior. Exatamente por isso, as palestras de Thây (”professor”, como é mais conhecido pelos seus seguidores) atraem não somente budistas, mas cristãos, judeus e até mesmo ateus.  Martin Luther King Jr. nomeou-o ao Prêmio Nobel da Paz em 1967.

Site oficial: http://www.plumvillage.org/

Padre Thomas Keating:

O Padre Thomas Keating é a figura central de um movimento entre classes religiosas cristãs para a revitalização da prática cristã contemplativa conhecida como “centering prayer” (um método de prece contemplativa que dá grande ênfase ao silêncio interior). Passou vinte anos como abade da abadia de St. Joseph, um monastério trapista localizado em Spencer, Massachusetts. Ele é o co-fundador do Contemplative Outreach (uma organização dedicada a introduzir as práticas contemplativas cristãs à pessoas de todos os credos e filosofias) e autor de vários livros, entre eles: “Open Mind, Open Heart” (tradução livre minha: “Mente Aberta, Coração Aberto”) e “Intimacy with God” (tradução minha: “Intimidade com Deus”). Ele já conheceu e estudou com líderes espirituais de várias linhagens Hindu e Budistas, e ajudou a criar, há 15 anos atrás, a “Snowmass Interreligious Conference“, que reúne regularmente professores de diferentes tradições para comparar visões e ideias e para avaliar objetivamente os benefícios ou defeitos da práticas de cada um deles.

Site oficial: http://www.snowmass.org/keating.htm

Barbara Brodsky:


Barbara pratica meditação desde 1960. Possui duas raízes religiosas, uma Budista e outra Quaker, e seus ensinamentos refletem essas duas tradições. Ensina a meditação vipassana, ou insight, e práticas derivadas das tradições dzogchen, para pessoas de todos os credos e filosofias. Em Ann Arbor, Michigan, em 1989, Barbara fundou o “Deep Spring Center” e tem sido a professora principal dessa organização. Ela é surda há mais de 30 anos e o silêncio tem grande influência em seus ensinamentos. Barbara é também uma médium, canal de uma entidade chamada “Aaron”.

Site oficial: http://www.deepspring.org/

Llewellyn Vaughn-Lee:

Vaughn-Lee é um Xeque da Ordem Sufi Naqshbandi. Nascido em Londres, em 1953, segue a tradição sufi Naqshbandi desde os 19 anos, depois de ter conhecido Irina Tweedie, autor de “Chasm of Fire and Daughter of Fire: a Diary of a Spiritual Training with a Sufi Master“. Ele tem se especializado na área de trabalho com sonhos, integrando a antiga abordagem Sufi sobre sonhos aos insights da psicologia moderna. Ele é autor de vários livros, incluindo “Love is a Fire: The Sufi’s Mystical Journey Home” e “The Face Before I Was Born: A Spiritual Autobiography”. Llewellyn tem lecionado extensivamente nos EUA, Canadá e Europa.

Atualmente, o foco de seus ensinamentos e escritos está na responsabilidade espiritual em nosso atual período de transição e a conscientização global emergente em relação à Unicidade.

Site oficial: http://www.goldensufi.org/

Irmã Chan Khong:

Chan Khong é uma monja budista vietnamita, mestre Zen,  ativista pela paz que trabalha e auxiliou Thich Nhat Hanh na criação do centro Plum Village, além de ajudar a conduzir retiros espirituais internacionalmente.

Site oficial: http://www.plumvillage.org/

O vídeo está dividido em duas partes:

Parte 1:

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Parte 2:

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Abaixo, e introduzindo o pensamento de Sadhguru aos leitores do Inconsciente Coletivo, traduzi um pequeno texto, retirado da coluna do jornal indiano “The Navhind Times” de 12 de julho de 2009:

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Espiritualidade e Vida Material

A distinção entre vida material e espiritual advém de um certo nível de ignorância. O que é material? O que é espiritual? Poderemos separar seja lá o que você se refere como espírito do corpo? Como você pode separar o material e o espiritual? Esta separação em si mesma é ignorância. Ser materialista ou espiritual é somente uma ideia. Não há espírito sem a matéria, não há matéria sem o espírito.

Os seus lares, relacionamentos, dinheiro, são todos arranjos externos que você cria para conveniência, conforto e alegria. Similarmente, você cria arranjos para o seu bem-estar espiritual interior. Você consegue viver com arranjos externos fantásticos quando internamente você está uma confusão? Isso resolve o seu problema? E se internamente você estiver feliz, mas não tem alimento para comer, isso resolve o seu problema? Ambos precisam ser organizados, mas você precisa decidir como equilibrar.

A soma de prioridade que você dá ao sem bem-estar exterior e seu bem-estar interior é escolha sua. Fazer uma distinção entre os dois provém de ignorância.

A vida surge como uma unidade. Não faça divisão da vida em material e espiritual. A própria distinção  causa um conflito desnecessário. Se você fizer essa distinção entre o materialismo e o espiritual, irá sofrer. Já de princípio eles não são divididos. Então a questão de que se o material e o espiritual são compatíveis não aparece. Quando você existe como uma vida, dividí-la e tentar encontrar compatibilidade entre os dois lados é algo muito tolo de se fazer.

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O filme completo, legendado, pode ser visto abaixo:

http://video.google.com/videoplay?docid=7459042650018594670

A vida do Buda

Os de mente aberta veem a verdade em diferentes coisas; os de mente fechada apenas veem as diferenças.

(Desconheço a autoria, tradução livre minha)

Eu sei que você acredita que entende o que acha que eu disse, mas eu não estou certo de que você compreende que o que você ouviu não é o que eu quis dizer.

(Robert McCloskey, tradução livre minha, em uma brilhante demonstração da dificuldade de se fazer entender, da maneira que se está intencionado, pelos outros… Palavras são sempre limitações.)

Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores do que o silêncio.

(Provérbio Indiano)

Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda.

(Carl Gustav Jung)

Quando curiosamente te perguntarem, buscando saber o que é aquilo, não deves afirmar ou negar nada. Pois o que quer que seja afirmado não é a verdade; E o que quer que seja negado não é verdadeiro. Como alguém poderá dizer com certeza o que aquilo pode ser, enquanto por si mesmo não tiver compreendido plenamente o que é? E, após tê-lo compreendido, que palavra deve ser enviada de uma região, onde a carruagem da palavra não encontra uma trilha por onde possa seguir? Portanto, aos questionamentos, oferece-lhes apenas o silêncio, Silêncio – e um dedo apontando o caminho.

(Siddarta Gautama)

Fazia tempo que não colocava nenhum documentário aqui no blog, então hoje resolvi postar um documentário belíssimo sobre a vida de Sidarta Gautama, o Buda, produzido pelo canal inglês BBC.

Sou suspeita para comentar o documentário, pois acredito que o Buda foi o homem mais sábio que já passou por essa Terra (pelo menos, dos que travei conhecimento! ;-) ). O enfoque dessa produção é biográfico (já que Sidarta comprovadamente existiu) e existem fontes confiáveis contando um pouco de sua vida.

Para quem não sabe, Siddarta Gautama foi um príncipe que nasceu 500 anos antes de Jesus Cristo (inclusive, muitos historiadores e especialistas acreditam que Jesus tenha conhecido o budismo, e que o cristianismo – como era praticado originalmente – seja essencialmente budista), no reino de Kapilavastu, na Índia (ou Nepal, como alguns especialistas dizem no documentário). De família nobre e rica, Siddarta tinha tudo o que queria, e teria sido rei se não tivesse abandonado sua vida luxuosa e sem problemas para buscar a sabedoria.

Antes de passar para o vídeo em si, transcrevo um trecho retirado do livro de Ken Wilber (psicólogo e pensador norte-americano, criador da Psicologia Integral e um dos fundadores da Psicologia Transpessoal), “Uma Breve História do Universo – de Buda à Freud“, em que o autor fala, com igualmente sábia profundidade, sobre os grandes sábios e iluminados. Faço minhas as palavras dele:

… Eu acho que os sábios são o ponto mais alto do impulso secreto da evolução. Acho que eles são o que há de mais elevado no caminho autotranscendente que sempre vai além do que já foi. Acho que eles englobam o verdadeiro caminho do Kosmos em direção à profundidade maior e à consciência em expansão. Acho que eles estão na extremidade de um raio de luz correndo para um encontro com Deus.

E acho que eles apontam para a mesma profundidade em você, em mim, em todos nós. Eles estão conectados ao Todo, e o Kosmos canta através de suas vozes, e o Espírito brilha através de seus olhos. Acho que eles descortinam a face do amanhã, nos abrem para o coração do nosso destino, o qual também já está, neste momento, na atemporalidade deste exato momento. E, dentro deste impressionante reconhecimento, a voz do sábio se torna a sua voz, os olhos do sábio se tornam os seus olhos, você fala com a língua dos anjos e é iluminado com o fogo de uma percepção que nunca esmorece ou cessa, você reconhece sua verdadeira Face no espelho do próprio Kosmos: a sua identidade é, sem dúvida, o Todo, e você não é mais parte do rio, você é o rio, com o Todo se descortinando não em volta de você, mas dentro de você. As estrelas não brilham mais lá fora, mas aqui dentro. As supernovas nascem dentro do seu coração, e o sol brilha dentro de sua consciência. Você transcende tudo, logo, você abraça tudo. Aqui, não existe um Todo final, apenas um processo infinito, e você é a abertura, a clareira ou o puro Vazio, dentro do qual todo o processo se desenrola de forma interminável, milagrosa, permanente, iluminada.

Todo o jogo está incompleto, o pesadelo da evolução, e você está, exatamente, onde estava, antes do começo do espetáculo. Com o choque repentino do óbvio absoluto, você reconhece a própria Face Original, a face que você tinha antes do Big Bang, a face do absoluto vazio que sorri como toda a criação e canta como todo o Kosmos – e tudo está incompleto naquele primeiro clarão, e tudo que sobrou é o sorriso, e o reflexo da lua num lago tranquilo, às altas horas de uma noite clara e cristalina.

(Ken Wilber)

O vídeo está dividido em cinco partes:

Parte 1:

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Parte 2:

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Parte 3:

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Parte 4:

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Parte 5:

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Jung e a Jornada do Auto-descobrimento

“Noli foras ire, in interiore homine habitat veritas” – “Não saias, é no interior do homem que habita a verdade.”

(Citado por Carl G. Jung, em “Memórias, Sonhos, Reflexões”)

“Há algo de, como direi, exultante, em colocar-se do lado da vida, em vez de ficar do lado das ideias protetoras. Quando todas essas ideias protetoras sobre a vida às quais você vem se apegando sucumbem, você compreende que coisa horrível é isso, e você é isso. Esse é o arrebatamento da tragédia grega. O que Aristóteles chamava de catarse. Catarse é um termo ritual e representa a eliminação da perspectiva do ego: destruir o sistema do ego, destruir a estrutura racional. Esmagá-lo e deixar que a vida – boom! – surja. O ímpeto dionísico esmaga tudo. E assim você se sente purgado do seu sistema egocêntrico de julgamento, pelo qual está vivendo o tempo todo.”

(Joseph Campbell, mitólogo norte-americano)

“Tudo flui.”

(Heráclito de Éfeso, filósofo pré-socrático)

“Sabia que esta pequena chama era a minha consciência, a única luz que possuía. O conhecimento de mim mesmo era o único e maior tesouro que possuía. Apesar de infinitamente frágil comparado aos poderes da sombra, era uma luz, minha única luz.”

(Carl Gustav Jung)

Navegando no Youtube encontrei o que parece ser um trecho de um documentário entitulado “Carl Gustav Jung e a Jornada para o Auto-Descobrimento“. O vídeo em questão fala um pouco sobre a vida do psiquiatra suíço, pai da Psicologia Analítica (ou Psicologia Profunda), além de comentar o surgimento de algumas de suas principais teorias, como a do Inconsciente Coletivo (o termo que me inspirou a criar esse blog! ;-) ), os tipos psicológicos etc.

O vídeo é interessante também por trazer informações sobre o trabalho de Jung durante a Segunda Guerra, numa Alemanha dominada pelo regime nazista. Essa suposta “colaboração” de Jung com os nazistas (muito mal compreendida, diga-se de passagem), nada mais foi que uma tentativa por parte do psiquiatra, de manter viva a própria psicologia na Alemanha.

Sempre tive Jung como um dos meus pensadores preferidos. Ele se dedicava a estudar e compreender questões que não só na época dele, mas ainda hoje, são colocadas de lado como sendo “meras superstições e crendices”. Temas como espiritualidade, Deus, sonhos, símbolos, metáforas, paranormalidade, experiências pessoais de “mistério”, disciplinas esotéricas, religiosidade, etc; foram todos assuntos contemplados e discutidos em suas obras. Uma pena Jung e suas ideias serem tão subestimadas dentro da Psicologia…

O trecho está dividido em duas partes. A legenda não está colada ao vídeo, e sim é adicionada pelo próprio “Youtube”, no momento em que se assiste. Espero que não haja dificuldades na configuração das legendas.

Parte 1:

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Parte 2:

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Vampiros: Em Busca da Verdade

“Abre teus olhos agora, criança. Lê com atenção o que te mostro a cada avançar da pena. Este é o marco memorável do que deixei de ser, de tudo o que deveria ter-me tornado e não consegui. O conhecimento gera responsabilidades e acarreta inúmeros males, dentre eles, o de carregar o fardo da eternidade. Aprender o que eu deveria ser não foi o mais difícil, em absoluto. Terrível foi-me, e ainda me é, saber que não pude deixar a humanidade para trás e que, por causa disso, nunca cheguei de fato a ser o que deveria. E a verdade sempre esteve lá, implícita pelas discussões, oculta pelo brilho maravilhoso das esmeraldas. Mas havia um feudo, inteiro, a construir! Havia um império a erguer, de forma que não restava-me muito tempo para pensar… ou de fato não desejava pensar em nada que não fosse na eternidade que surgia-nos à frente, na grandiosidade de sonhos outros e na esperança de que ele, um dia, seria meu. É precisamente aqui que retomo a narrativa, quando…”

(trecho do livro “Noite Eterna: Sangue sobre Cedro“, de Hariel D. Noone)

Vampiros… de todas as entidades/personagens mitológicas estes são certamente os que (ainda) provocam o maior fascínio nos seres humanos. É verdade que há muita confusão, delírios e superstição rondando o tema. E é por isso que resolvi postar aqui este excelente documentário, que pretende dar respostas históricas para o mito da criatura sugadora de sangue.

Quem ainda não leu o famoso “Drácula“, escrito por Bram Stoker em 1897, não sabe o que está perdendo. É um dos melhores livros que já li. Normalmente não costumo apreciar muito romances de vampiros, mas este é definitivamente um “must read“. E é partindo desse famoso livro, que o documentário em questão pretende esclarecer o mito do vampiro. Antes de prosseguir, gostaria de deixar algo esclarecido também. O filme Drácula de Bram Stoker, com direção de Francis Ford Coppola, apesar de utilizar os mesmos personagens e locações do livro, NADA TEM A VER COM O LIVRO DE BRAM STOKER. O nome do filme deveria ser o “Drácula de Francis Ford Coppola”… Por isso, para quem achou o filme uma bomba, como eu, não se deixe levar por essa péssima impressão, o romance o qual o filme foi (vagamente) inspirado é excelente. E para quem gostou do filme, leia o livro, irá gostar ainda mais da história.

Clique aqui para ver uma foto das notas escritas por Bram Stoker, no rascunho do livro.

Bleargh! - Adoro o Gary Oldman, o Keanu Reeves e o Anthony Hopkins... mas esse filme só assusta é pelo excesso de pretensão!

Bleargh! - Adoro o Gary Oldman, o Keanu Reeves e o Anthony Hopkins... mas esse filme só assusta é pelo excesso de pretensão!

Segundo o Guinness Book (O Livro dos Recordes), o Conde Drácula é o mais famoso vampiro da ficção, com o maior número de aparições, seja em filmes, livros, músicas, arte… tanto direta, como indiretamente.

O insano príncipe valáquio Vlad III Draculea

O insano príncipe valáquio Vlad III Draculea

Recentemente (no Brasil), foi lançado um livro, que é um romance histórico que tenta desvendar o mistério do famoso conde, chamado “O Historiador“, de Elizabeth Kostova. A autora levou 10 anos para escrever o romance. Uma pena que não ficou uma brastemp. (risos) Explico. Apesar da ideia do livro ser ótima, contar a verdadeira história de Vlad Tepes (ou Vlad III Draculea – o personagem real que inspirou a criação do Conde Drácula, por Bram Stoker), e apesar de conter muitos dados e informações históricas super-interessantes sobre o príncipe, o local e a época em que viveu, o mistério de onde foi enterrado e de um suposto tesouro que estava escondido, etc, a ficção por trás dos fatos não ficou tão interessante assim. Em muitos momentos a autora se perde em descrições inúteis, devaneios que nada acrescentam a história. Enche lingüiça mesmo. A ponto de fazer o leitor até esquecer sobre o que estava lendo (aconteceu diversas vezes comigo! risos) Eu recomendo o livro por trazer várias curiosidades reais sobre Vlad, mas não vai muito além disso. Pelo menos na minha opinião.

Mas voltando ao documentário, este trata não só do mito em torno da figura histórica do príncipe romeno Vlad – O Empalador, mas também mostra como o personagem mítico do vampiro persegue e aterroriza a humanidade há muitos séculos. Em alguns países, em locais mais remotos, ainda é comum a prática de enfiar uma estaca no peito dos mortos, cortar a cabeça ou exumar o corpo dos defuntos depois de 2 ou 3 dias, para se certificar de que o falecido não retorne como vampiro.

A condessa húngara Elizabeth Bathory

A condessa húngara Elizabeth Bathory

O documentário traz também outros “vampiros famosos”, como Erzsébet Báthory, ou Elizabeth Bathory, também conhecida como a Condessa de Sangue, Condessa Sangrenta ou Condessa Drácula. A nobre em questão entrou para a história com a terrível fama de “vampira” pois tinha hábitos alimentares e estéticos um tanto peculiares… a condessa acreditava que o sangue de mulheres jovens tinha o poder de rejuvenescer, e por isso, matava suas criadas e bebia e tomava banho com o sangue de seus corpos. A população vizinha começou a desconfiar de que havia um vampiro nas redondezas, pois era rotineiro o aparecimento de corpos exangües atirados nos arredores do castelo. Mas a máscara de Elizabeth só caiu quando um dia se empolgou, e matou uma jovem que também era da nobreza, fazendo com que a família da moça, mais a própria família da condessa desconfiasse e iniciasse uma investigação. A tal investigação resultou na revoltante descoberta dos atos macabros de Elizabeth, e na sua conseqüente condenação ao emparedamento.

O documentário traz também entrevistas com “vampiros modernos”, e  mostra como o mito iniciado com o Drácula, no séc. XIX, continua vivo até hoje. Está dividido em 12 partes:

Parte 1:

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Parte 2:

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Parte 3:

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Parte 4:

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Parte 5:

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Parte 6:

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Parte 7:

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Parte 8:

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Parte 9:

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Parte 10:

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Parte 11:

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Parte 12:

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O Segredo das Crianças Selvagens

O que nos faz humanos? O que realmente distingüe os homens dos animais?

O título deste post é o título de um documentário, produzido no início da década de 90, a respeito do que se popularizou como “Crianças Selvagens”. O termo “criança selvagem” se refere aos raros casos de meninos e meninas que foram criados completa, ou quase completamente, isolados da sociedade ou da civilização. Certamente alguém aí deve ter lembrado do Mogli, aquele personagem de um conto de Kipling (que ficou famoso ao virar filme da Disney), que foi criado na selva, por uma alcatéia de lobos. As duas histórias que serão contadas nesse documentário são parecidas, mas nem todas as crianças consideradas “selvagens” são chamadas assim por terem se criado em florestas.

O primeiro caso analisado pelo documentário é o de uma menina que foi apelidada de “Genie” (”gênio” em inglês, referindo-se ao simbolismo do “gênio da lâmpada”). O caso dela chocou e fascinou o mundo na década de 70, já que Genie morava com os pais, porém estes a mantiam em quase que total isolamento. Quando a menina foi descoberta, não sabia falar, andava como se fosse um coelho e se comportava de maneira bizarra.

O estudo de casos como o de Genie pretende dar uma resposta às perguntas: Como é um ser humano criado longe da influência da cultura e da sociedade? É possível que mesmo tendo passado muitos anos como “selvagem” ele/ela possa se tornar “civilizado”?

O documentário está dividido em 7 partes:

Parte 1:

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Parte 2:

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Parte 3:

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Parte 4:

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Parte 5:

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Parte 6:

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Parte 7:

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