Memórias Infantis de Vidas Passadas

À exemplo do artigo “O Imperativo Noético e os Mitos da Ciência” que traduzi há poucos meses aqui para o Inconsciente Coletivo, trago novamente outro artigo retirado da sempre interessante newsletter do IONS – Institute of Noetic Sciences, dessa vez a respeito das pesquisas de Jim B. Tucker sobre possíveis memórias de vidas passadas apresentadas por crianças. Ele é um dos pesquisadores que mantém vivo o trabalho de Ian Stevenson.

Nem preciso dizer o quanto a pesquisa realizada por Jim é intrigante e academicamente polêmica, tanto que já foi tema de inúmeras reportagens e documentários. Na internet, tem um documentário em que ele explica um pouco da sua pesquisa e mostra alguns dos casos que estuda:

Imagem de Amostra do You Tube

O restante do documentário pode ser visto na Videoteca do Inconsciente Coletivo, clicando aqui. Ou também num post anterior que escrevi sobre o assunto, Lembranças de Vidas Passadas.

Então. O artigo de hoje é na verdade uma entrevista realizada por Dean Radin, que é um pesquisador e autor conhecido na área de Parapsicologia, que também foi por diversas vezes presidente da Parapsychological Association (PA). É autor do livro “Mentes Interligadas” e “The Conscious Universe”. Além disso, Dean é um dos cientistas seniores do IONS.

Pois vamos ao que interessa! Os grifos em rosa no texto são meus. Abaixo, compilei duas mini-biografias de Tucker e Stevenson, e em seguida se inicia a entrevista com Tucker.

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Ian Pretyman Stevenson (Montreal, 31 de Outubro de 1918 — Charlottesville, 8 de Fevereiro de 2007) foi um médico psiquiatra canadense. A sua pesquisa incluía o tema da reencarnação, a experiência de quase-morte (EQM), aparições ou visões no leito de morte, a problemática do relacionamento entre mente e cérebro, e a continuidade da personalidade após a morte. Interessou-se, ainda, pela memória que as crianças possuíam de vidas passadas. O astrofísico e divulgador da Ciência, Carl Sagan, expressou que o trabalho deste psiquiatra era um dos poucos estudos sobre um fenômeno paranormal que merecia ser analisado. Stevenson publicou apenas para as comunidades científica e acadêmica, e seus mais de 200 artigos e vários livros – trazendo ricos detalhes de pesquisa e argumentos acadêmicos – podem ser técnicos demais para um público leigo. Sua pesquisa, com mais de 3.000 estudos de caso, fornece evidências discutidas por Stevenson, apoiando a possibilidade de reencarnação, apesar de ele mesmo ter sido sempre muito cauteloso ao se referir a elas como “casos sugestivos de reencarnação” ou “casos do tipo de reencarnações”.[WIKIPEDIA]

 

Dr. Tucker é Professor Associado de Psiquiatria e Ciências Neurocomportamentais da Universidade da Virgínia. Ele está continuando o trabalho de Ian Stevenson na UVA Division of Perceptual Studies com crianças que relatam memórias de vidas anteriores. Seus principais interesses de pesquisa são crianças que parecem se lembrar de vidas anteriores, e lembranças pré-natais e de nascimento. Ele é o autor de Vida Antes da Vida:. Uma Investigação Científica de Memórias Infantis de vidas Passadas, que apresenta uma visão geral de mais de 40 anos de pesquisa de reencarnação na Division of Perceptual Studies. Tucker, psiquiatra infantil credenciado, trabalhou por vários anos nesta pesquisa com Ian Stevenson antes de assumir o lugar deste em virtude da aposentadoria de Stevenson em 2002.

 

Memórias Infantis de Vidas Passadas

Entrevista original IONS – Tradução livre e adaptada de Karina – Inconsciente Coletivo.net

Nota do Editor: No diálogo a seguir, retirado e editado da série de teleseminários “Essentials of Noetic Science” do Instituto de Ciências Noéticas, o cientista sênior do IONS, Dean Radin, conversa com Jim Tucker, professor associado de Psiquiatria e Ciências Neurocomportamentais da Universidade de Virgínia, que também trabalhou no Departamento de Perceptual Studies, fundado por Ian Stevenson em 1967.  Stevenson foi um psiquiatra, melhor conhecido pelos seus estudos de reencarnação com crianças; Tucker tem continuado o trabalho que Stevenson iniciou. O seu mais recente livro é “Vida Antes da Vida“. Nele, Tucker contesta a noção de que a consciência é somente o resultado do funcionamento do cérebro e sugere que a consciência pode ser considerada separada do cérebro, o que fornece os fundamentos para as alegações de reencarnação.

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Radin: Jim, você poderia começar nos dizendo como você se envolveu nesta área de pesquisa atraente e incomum ?

Tucker: Você mencionou que Ian começou sua visão em 1967, mas ele realmente começou este trabalho em 1961, quando realizou sua primeira viagem para estudar estes casos. Ian era um psiquiatra com uma carreira de sucesso acadêmico, ele foi presidente do Departamento de Psiquiatria aqui na Universidade de Virgínia, enquanto ainda no final dos seus trinta anos. Mas Ian sempre teve interesse em parapsicologia e sobre a questão da sobrevivência após a morte. Ao longo dos anos, ele coletou 44 casos de pessoas que relataram memórias de vidas anteriores, de várias fontes, tais como jornais, revistas e periódicos. Quando ele colocou todos juntos, encontrou muitas semelhanças, incluindo o fato de que muitos deles eram crianças relatando essas memórias. Ian se perguntou se os casos atuais de tais crianças ainda poderiam ser encontrados e escreveu sobre tudo isso em um artigo.

Logo depois, Ian ouviu falar sobre alguns casos na Índia e fez sua primeira viagem para lá em 1961. Ele ouviu cerca de cinco casos, mas uma vez que chegou à Índia, encontrou 25 casos. Ian descobriu que as memórias de vidas passadas eram muito mais comuns do que ninguém jamais havia conhecido antes. Ele tornou-se cada vez mais interessado e, eventualmente, deixou o cargo de presidente do Departamento de Psiquiatria para formar o Departamento de Estudos da Percepção e trabalhar sobre estes casos em tempo integral. Ian fez isso por várias décadas e publicou numerosos livros e artigos acadêmicos sobre o assunto.

Quando eu estudava aqui na Universidade de Virgínia, em psiquiatria no final dos anos 80 e início dos 90, eu ouvi sobre o trabalho de Ian, mas naquele momento eu não estava intrigado por ele. Após a minha formação, eu parti para a clínica particular e casei novamente. Minha esposa estava muito intrigada a respeito de reencarnação, médiuns, e as coisas que eu realmente nunca tinha pensado muito, e por causa de seu interesse, eu comecei a realizar muitas leituras. Aconteceu de eu estar lendo um dos livros de Ian quando soube que sua divisão havia recebido uma nova concessão para estudar os efeitos das experiências quase-morte sobre as vidas de quem as havia tido. Procurando por uma espécie de passatempo, além de minha prática médica, eu liguei para ele, e por um par de anos, ajudei entrevistando pacientes. Eventualmente, Ian perguntou se eu estaria interessado em fazer uma viagem para a Ásia com um de nossos colegas para estudar alguns destes casos. Eu estava muito interessado, e depois disso, entrei para o departamento por meio período e em 2000 passei para o período integral. Eu venho fazendo isso desde então.

Radin: Dado o seu envolvimento por tantos anos agora, eu suponho que você continua a encontrar algo interessante nas histórias que ouve. O que você pode dizer tanto sobre a sua primeira viagem para a Ásia ou viagens subsequentes que lhe deu a percepção ao estudar esses casos de que há algo de real acontecendo?

Tucker: Bem, os fenômenos certamente foram muito impressionantes. Estas crianças fazem declarações sobre alguém que morreu antes de elas nascerem, que acabam por ser notavelmente precisas. Algumas crianças falam sobre serem membros falecidos da família. Outros descrevem se sentirem estranhos em outros locais e compartilham detalhes que as pessoas que vão lá descobrem estar certos – alguém tinha vivido e morrido ali exatamente como a criança descrevia.

Eu também estive impressionado com o componente emocional: é claro que para muitas destas crianças este não é um jogo de faz de conta, mas sim muito importante e significativo para elas. Elas falam sobre as pessoas que sentem falta. Algumas das crianças choram diariamente para serem levadas por alguém que eles dizem ser a sua família real. Recentemente, estudei um caso americano interessante em que a mãe tinha ouvido falar sobre esses fenômenos anos antes de ter seu filho, e ela pensou então que seria “ótimo” ter um filho com memórias de vidas passadas. Mas quando ela teve um filho que realmente se lembrou da sua vida passada, ela descobriu que não era nem um pouco ótimo, porque é traumático para a criança falar sobre as pessoas e os lugares que ela sente falta. Seu filho chora todas as noites por causa da vida que ele costumava ter. Este caso foi inclusive filmado para um documentário.

Radin: Conte mais sobre esse caso.

Tucker: Há outros casos americanos que são igualmente fortes. Em um deles, a criança falou sobre uma vida em Hollywood, o que obviamente pode soar como uma fantasia. O menino tinha quatro anos de idade na época. Ele deu um monte de detalhes sobre sua vida anterior: dançando no palco, em seguida, se tornando um ator, então, um agente, tendo uma grande piscina, viajando ao redor do mundo em um barco grande, e assim por diante. Sua mãe tentou conseguir memórias mais específicas, então ela arranjou alguns livros de filmes antigos de Hollywood para o menino vasculhar e ver se mais alguma memória seria provocada. Quando se depararam com uma imagem de um velho filme de George Raft, o menino olhou para ele e disse: “Oh, esse é o filme que eu fiz com o George.” Ele então apontou para o homem da foto e disse: “Este sou eu, mãe. Esse é quem eu fui”. Descobriu-se que o cara que ele apontou foi um extra que não tinha linhas no filme. Foi um processo considerável identificar quem era essa pessoa, mas ele acabou por ser um cara que tinha sido um bailarino no palco antes de ir para Hollywood para se tornar um ator. Ele acabou por ter uma casa grande e uma piscina, ele se tornou um agente, e ele realmente viajou pelo mundo em um barco grande, o Queen Elizabeth – temos fotos dele no barco. Nem todos os detalhes surgiram neste caso, mas muitos deles sim. Os críticos dizem que é apenas coincidência.

Radin: O que você faz com ou como você interpreta as coisas que uma criança diz que não fecham com os fatos? Ou será que esses detalhes não podem ser confirmados?

Tucker: Havia um monte de coisas que não puderam ser confirmadas neste caso, porque um monte de pessoas que conheceram esse cara não estão mais por aí. Fomos capazes de falar com sua filha, que era muito jovem quando ele morreu, mas que ainda sabia o essencial da vida dele. Muitos detalhes permanecem que podem ou não ser verdade, e, como com a maioria dos casos, a criança compartilhou algumas coisas que estavam simplesmente incorretas. Mas então, quando qualquer um de nós fala sobre bem do início da nossa infância desta vida, nós também podemos aparecer com coisas que estão incorretas. Talvez por isso não devemos esperar 100 por cento de precisão com os detalhes de vidas passadas.

Este menino em particular, também parece ter alguma habilidade psíquica. Ele surgiu com algumas previsões específicas sobre as pessoas, como quando ele disse a sua avó que ela iria contrair catapora, e algumas semanas mais tarde ela teve um surto de herpes zóster. Então pode ser que ele consiga acessar o material de uma variedade de lugares para além da vida passada desta pessoa somente. Ele certamente está conectado emocionalmente com aquela vida em específico.

Radin: É lamentável que as habilidades psíquicas e memórias de reencarnação se sobreponham, porque isso torna mais difícil de saber ou interpretar a informação que está surgindo.

Tucker: Isso mesmo. Há alguns argumentos contra isto (reencarnação) como sendo puramente material psíquico. Por um lado, certamente não é a experiência das crianças presentes, elas estão relatando não apenas informações, mas experiências passadas do ponto de vista de uma pessoa. Além disso, a maioria das crianças não apresentam quaisquer outras habilidades psíquicas além de todos esses detalhes sobre uma pessoa específica. Isto não desmente que poderia ser psíquico, super-psi, ou o que você quiser chamar essas coisas, mas acho que isso, nesse aspecto, torna mais questionáveis os casos que parecem ser uma criança lembrando de uma vida passada.

Radin: Então, se você, um psiquiatra infantil, fosse pedir a crianças pequenas para inventar a melhor história que pudessem sobre serem reencarnações, é possível dizer, pela resposta emocional delas ou algo do tipo, se a criança está inventando a história?

Tucker: Os pais costumam dizer que conseguem perceber a diferença – que não é o mesmo que as histórias de cantilenas ou faz-de-conta que as crianças contam. As histórias são muito mais sérias, objetivas, e, algumas vezes, emocionais. Assim como as experiências de quase-morte, você deve olhar para o efeito que a história tem sobre a pessoa, e certamente estas memórias aparentes podem ter um efeito emocional considerável nas crianças que as possuem.

Radin: Originalmente, esses casos foram relatados na Índia por causa do apoio cultural a reencarnação, mas há casos em todos os países do mundo.

Tucker: Sim, em todos os países onde os casos foram procurados, eles foram encontrados – todos os continentes, exceto na Antártida, onde ninguém olhou. Eles são certamente mais fáceis de encontrar em culturas que acreditam na reencarnação, por isso há muitos casos da Índia, Sri Lanka, Tailândia, Birmânia, e lugares como aqueles. Mas os casos também são encontrados nas culturas que não possuem a crença popular na reencarnação, como os Estados Unidos, e agora com a Internet, as pessoas podem facilmente nos encontrar na universidade. Nós ficamos sabendo o tempo todo de pais cujos filhos estão relatando essas coisas. Alguns dos casos são muito mais fortes do que outros, mais detalhados do que outros, mas certamente esses fenômenos vão além de lugares onde há a crença na reencarnação. A maioria das famílias nos Estados Unidos dizem que não acreditavam em reencarnação antes de as crianças começarem a relatar estas coisas.

Radin: O que já se sabe sobre os dados demográficos de onde a reencarnação veio? Estou pensando especificamente na localização geográfica; por exemplo, eu não sei de casos da Índia em que alguém relatou ter tido uma vida anterior em outro país.

Tucker: Bem, há alguns, mas eles geralmente têm uma conexão com esse país. Por exemplo, na Índia, havia o que Ian chamava “casos de bombardeiro loiro”, em que as crianças falaram sobre ter sido, digamos, um piloto britânico que foi morto durante a Segunda Guerra Mundial ou algo assim. Ian também encontrou um par de dúzias de casos na Birmânia, as crianças birmanesas disseram que tinham sido soldados japoneses que haviam sido mortos na Birmânia durante a Segunda Guerra Mundial. Os japoneses eram desprezados na Birmânia, então é difícil imaginar que os pais estariam incitando as crianças a dizer o que elas estavam dizendo. Além disso, as crianças apresentaram inclinações japonesas: por exemplo, queixando-se de um alimento birmanês picante e pedindo para comer peixe cru em seu lugar. Homens birmaneses vestem uma roupa especial, que é essencialmente uma saia, mas essas crianças se recusaram e queriam usar calças ao invés. É um pouco mais fácil de ver as características comportamentais desses casos, quando há uma distinção internacional.

Mas você está certo: é incomum para uma criança falar sobre uma vida em outro país – e muitas vezes nós não perseguimos esses casos. Digamos que estamos estudando uma criança na Tailândia que diz: “Eu costumava viver na África.” Não há muito o que podemos fazer para pesquisar esses relatos a menos que o caso forneça detalhes muito específicos. Nós recebemos alguns relatos desse tipo de crianças norte-americanas, mas novamente há pouco o que podemos fazer.

Outra coisa a se ter em mente é que os nossos casos tendem a envolver vidas passadas recentes. O intervalo médio entre a morte da pessoa anterior e o nascimento da criança é de apenas 16 meses. Nestes casos de reencarnação, a pessoa volta rápido e razoavelmente por perto. Sim, existem exceções, como o menino que eu falei anteriormente, havia 50 anos entre as vidas naquele caso. Mas é muito mais comum que eles sejam mais recentes. “Negócios inacabados” é um termo subjetivo, no entanto, muitos destes casos realmente parecem envolver negócios inacabados. Cerca de 70 por cento deles envolverá uma morte por meios não naturais, geralmente uma morte violenta. Muitos deles envolvem os jovens, crianças ou adultos muito jovens. Pode ter havido um forte impulso para retornar – o que nos dá como a reencarnação poderia funcionar. Então, por qualquer razão, eles parecem voltar rapidamente, e eles voltam com memórias intactas. Mas estes casos não podem ser generalizados para o resto da população. Que a grande maioria das crianças fala sobre uma vida no mesmo país não significa necessariamente que outras pessoas teriam as mesmas restrições.

Radin: Mas isso implica que se é verdade para algumas crianças, provavelmente é verdade para todos, quer nos lembremos ou não.

Tucker: Eu vou e volto sobre isso, para dizer a verdade. Estes casos fornecem evidências de que pode haver sobrevivência após a morte, mas eu não acho que estes casos requerem necessariamente, talvez nem sequer implicam, que a sobrevivência após a morte tem que ser neste mesmo mundo em que estamos agora. Esses casos mostram que isso pode acontecer, mas se o nosso mundo é, essencialmente, criado a partir da consciência – o que eu acredito – então eu não vejo nenhuma razão porque outros mundos não poderiam ser criados a partir da consciência também. Assim, a consciência que cada um de nós possui iria continuar de alguma forma, mas não necessariamente de volta a este mundo.

Radin: Você acredita que o mundo é feito de consciência?

Tucker: Não necessariamente feito, mas que cresce a partir da consciência.

Radin: Descreva isso com um pouco mais de detalhes.

Tucker: Bem, isso entra na física quântica, que, confesso, não entendo completamente.

Radin: Ninguém entende.

Tucker: Eu não sei o quanto entrar em detalhes, mas há a idéia de que a observação é necessária para o colapso da função de onda – basicamente, os eventos não ocorrem até que sejam observados. E isso é verdade no nível quântico não apenas para os eventos atuais, mas para eventos passados também. O passado tem que ser observado antes de entrar em realidade. Eles dizem que existem tantas interpretações da teoria quântica como existem físicos quânticos. Minha interpretação é que se a observação é necessária para eventos físicos existirem, então algo tem que estar fazendo a observação. Eu acho que o argumento pode ser levantado – e pessoas como o físico Henry Stapp têm mais ou menos feito isso – de que a consciência é necessária para o colapso da função de onda, ou essencialmente para que os eventos ocorram. A idéia de que eventos do passado não existem até que sejam observados é semelhante ao mundo dos sonhos, onde as pessoas não existem nesse mundo até que nós as observemos. É mais ou menos o mesmo em nosso universo físico: as coisas realmente não existem até que sejam observadas. Eu acho que um argumento muito forte pode ser feito de que o mundo físico pode muito bem ser uma criação da mente também.

Radin: Não necessariamente da mente pessoal, mas de algo maior que isso?

Tucker: Bem, essa é uma pergunta. A idéia de William James é que a consciência flui através de nossas mentes individuais, que o nosso cérebro não cria a consciência que flui através dele. Então, é como se cada um de nós servisse de portal para seres de consciência. E todos nós viemos de uma fonte? Não há nenhuma maneira de saber disso com certeza. Agora outra: Sob a superfície, nós estaremos todos conectados mesmo que parecemos estar separados? Envolver-me neste trabalho fez-me curioso sobre um monte de coisas. Dez anos atrás, eu não sabia quase nada sobre física quântica, agora eu sei o suficiente para ter uma opinião. Além disso, quanto mais você olhar para os vários aspectos da parapsicologia – experiências de quase-morte, casos de reencarnação, médiuns, místicos, aparições – com certeza parece que a consciência pode sobreviver sem um recipiente físico, isto é, o corpo e o cérebro.

Radin: Quando foi que casos de vidas passadas com marcas correspondentes a uma vida passada apareceram, e estes ocorrem em crianças também?

Tucker: Eles ocorrem em crianças, como marcas de nascença ou defeitos de nascimento que correspondem a feridas, geralmente a ferida fatal, do corpo da pessoa anterior. Como um médico com um interesse particular em medicina psicossomática, Ian ficou bastante intrigado por esta conexão entre o mental e o físico. Então, quando ele começou a ouvir sobre esses casos lá nos anos sessenta, ele ficou muito interessado neles. Ele levou cerca de vinte anos para finalmente escrever sobre isso, mas eventualmente publicou uma obra de 2000 páginas tratando da biologia da encarnação para mais de 200 desses casos. Muitos deles não são os usuais defeitos ou a marca de nascença que muitas pessoas têm, mas casos bastante horríveis de membros amputados, os dedos deformados, e coisas assim. Há também casos distintos, por exemplo, onde a pessoa anterior foi baleada e morta e depois a criança nasce tanto com a pequena ferida arredondada de entrada no lugar certo como também uma ferida de saída maior, de forma irregular, no lugar certo. Tais marcas de nascença distintivas ou defeitos de nascimento correspondem às declarações que uma criança faz sobre a pessoa anterior. Quando podia, Ian iria buscar relatórios de autópsia para confirmar um acerto, e quando estes não estavam disponíveis, já que muitas vezes não estavam, ele iria buscar relatos de testemunhas oculares para determinar o quão bem as marcas correspondem às feridas que a pessoa anterior sofreu.

Marcas de nascença
[Esquerda:] Máculas hipocrômicas no peito de um jovem indiano que, quando criança, disse que se lembrava da vida de um homem, Maha Ram, que foi morto por uma espingarda que disparou à queima-roupa. [Direita:] Os círculos mostram os ferimentos principais de espingarda em Maha Ram, extraídos do relatório da autópsia do falecido. — Do arquivo do dr. Ian Stevenson –

Radin: Se formos tomar esses casos pelo seu valor aparente, como nós iremos mesmo começar a interpretar o que a conexão mente-corpo significa? Isso faz com que o corpo seja extremamente fluido em termos de como será construído.

Tucker: Quando comecei a participar deste trabalho, eu tinha dificuldade para engolir essa idéia. Mas a maneira que eu penso nela agora é que sabemos a partir de outros trabalhos que as imagens mentais podem ter efeitos específicos no corpo – por exemplo, em estigmas ou em alguns casos de hipnose. Há um caso famoso que você provavelmente está ciente de  que um cara reviveu um evento traumático, onde seus braços tinham sido amarrados, e ao reviver o evento, ele desenvolveu o que parecia ser marcas de cordas em seus braços. Então, há momentos em que você obtém esses efeitos muito específicos do corpo a partir de imagens mentais. Bem, se uma consciência que experimenta ser baleada sobrevive, pode levar essa imagem mental com ela para um feto em desenvolvimento, e  o feto em desenvolvimento pode ser um corpo físico particularmente suscetível que pode ser afetado pela imagem mental. Assim, quando a criança nasce, os sinais de nascença vêm com ela.

Defeito de nascença
Orelha severamente malformada (microtia) em um menino turco que disse que se lembrava da vida de um homem que foi ferido mortalmente no lado direito da cabeça por uma espingarda descarregada a curta distância.

Radin: É este  o caso também de crianças que relatam vidas passadas que retém um talento que a pessoa anterior tinha – alguma habilidade indentificável na música ou dança, por exemplo?

Tucker: Isto tende a ser uma questão mais subjetiva. Há a questão, é claro, de onde as crianças prodígio obtém suas habilidades. Mas eu não estou ciente de nenhum caso de prodígios tipo Mozart que também tem memórias de vidas passadas. Em nossos casos, as crianças não são prodígios, emboram tendem a aprender as coisas mais rapidamente do que as outras, como um instrumento musical ou outro idioma. Infelizmente, às vezes não há ninguém por perto que possa dizer se é um idioma real – na Birmânia, por exemplo, não haveria ninguém que pudesse falar japonês que saberia que uma criança está realmente falando isso. Mas tem havido alguns casos bem documentados de crianças falando em uma língua desconhecida. De qualquer forma, essas habilidades podem surgir, mas não em plena força. É como se você não jogar basquete por 40 anos e recomeçar a jogar novamente; você atira melhor do que nunca atirou, mas irá requerer um monte de prática para ficar bom nisso novamente.

Radin: Então, dado que estamos chegando ano que vem aos 50 anos desde que Ian iniciou sua pesquisa, o que está no horizonte além de continuar a recolher mais casos interessantes?

Tucker: Uma coisa que eu tenho tentado fazer, e recentemente tenho tido mais sucesso com isso, é coletar casos americanos, porque penso que é muito fácil para as pessoas descartarem os casos asiáticos como fenômeno cultural. Eu penso que os casos americanos sejam mais difíceis de se ignorar.

A outra coisa em que estamos trabalhando é em um banco de dados de computador. Para cada um de nossos casos, nós os codificamos em 200 variáveis e então os colocamos na base de dados. Infelizmente, 200 variáveis levam muito tempo para serem codificadas. Então, este é um estudo de vários anos, e nós temos cerca de 1.800 deles no banco de dados, de um total de 2.500 que foram estudados.Com este tipo de banco de dados, é possível identificar padrões que você não pode realmente ver em um caso individual. Por exemplo, uma coisa que nós observamos é a crítica de que os pais super-entusiásticos criam os casos. Nós examinamos a codificação para a reação inicial dos pais de um caso para ver quão bem ele corresponde ao quão forte é o caso, e vimos que não corresponde de modo algum. Uma vez que temos toda a coleção, nós podemos executar estatísticas sobre basicamente qualquer área desses casos que nos intriga.

O Imperativo Noético e os Mitos da Ciência

Recentemente li na excelente newsletter do IONS (Institute of Noetic Sciences) um artigo bem interessante que, em resumo, fala sobre a psicologia humana X entendimento da realidade (a compreensão é outro problema…). Como nossos paradigmas internos, nossos condicionamentos, afetam nossa percepção da realidade, e como, é claro, isso afeta (ou mesmo altera) o que entendemos por “fatos” ou “não fatos”. E por tabela, todo o nosso conhecimento “científico”. Mas ninguém está imune a esse relativismo, é preciso frisar.

Assim, traduzi livremente o artigo que, espero, traga mais luz a essa percepção “emergente” da realidade – que já inclusive aparece em outros posts aqui do blog, mas de outros modos e com outras palavras… e para servir como referência de pesquisa aos que se interessam por “Ciência Alternativa” ou “Nova Ciência.  Os grifos coloridos são meus!

- Ah, e comemorando a nova hospedagem do blog, em servidor muito mais rápido! -

 

“A mente pode sonhar que não está mais sonhando e você não saberá que esse é mais um sonho. Só saberá que estava sonhando quando acordar.”

Osho

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 artigo de Mr. Ranjan

tradução de Karina – InconscienteColetivo.net

 

Um casal de namorados estava viajando com outros em um ônibus, através de uma pitoresca região montanhosa. Quando observam um hotel num local adorável, os dois decidem parar o ônibus e descer. Na estrada, alguns minutos depois, uma rocha enorme despenca e destroi o ônibus, matando instantaneamente todos que estavam nele. Ao ver isso, o casal exclamou “Quisera nós ainda estarmos nesse ônibus!”

Porque eles desejaram isso?

O processo do Conhecer

O Homo Sapiens possui três cérebros, que evoluíram mais ou menos independentemente: cada desenvolvimento biológico foi também um maior avanço tecnológico. O primeiro cérebro, o cérebro reptiliano, é o local da inteligência comportamental. O segundo, o cérebro mamífero, é o local da inteligência emocional. O terceiro, o neocórtex, é o cérebro racional. Eles operam dois sistemas neurofisiológicos em contraponto: um sistema de autopreservação e um sistema de preservação da espécie. Porque a rede de comunicações entre estes três cérebros é altamente sofisticada, nós experimentamos a nós mesmos como uma única identidade.

O filósofo e físico americano Thomas Kuhn propôs que um paradigma interno interpreta toda a informação que chega ao cérebro através dos sentidos, enquadrando a nossa percepção, pensamento e comportamento. Joseph LeDoux, um neurocientista do Center for Neural Science (Centro para Ciência Neural) da Universidade de Nova York mostrou como a arquitetura do cérebro dá ao cérebro emocional, ou cérebro mamífero, o poder de assaltar o nosso cérebro racional, ou neocórtex, através da amígdala. Consequentemente, nós não podemos pensar um pensamento ou considerar uma nova informação no neocórtex se esta é estranha à programação do cérebro mamífero, que é determinado pelo nosso paradigma interno.

Em minha análise, um paradigma interno consiste de três mitos arquetípicos:

1. O Mito da Criação – enquadramento da realidade, que aborda a questão, Onde Estou?

2. O Mito da Origem – enquadramento do pertencer, que aborda a questão, O que Sou Eu?

3. Os Mitos do herói  – de identidade e individualidade, que aborda a questão, Quem Sou Eu?

Nós vemos o mundo através desses mitos. Coletivamente, eles formam o núcleo de uma identidade cultural.

Onde? O que? Quem? As nossas respostas a essas três questões arquetípicas criam caminhos neurais únicos no cérebro que enquadram as construções da realidade  através das quais nós interpretamos informações. Nós selecionamos do mundo constantemente as informações que melhor se encaixam nas nossas respostas e apagamos as informações estranhas aos nossos mitos, não importando quão válida seja a informação. Como resultado, o que pode ser perfeitamente óbvio para uma pessoa será totalmente imperceptível para alguém com um conjunto diferente de mitos. Com efeito, esses mitos programam o cérebro, moldando caminhos neurais únicos que agem como filtros nas experiências. Os cérebros humanos são fisiologicamente incapazes de  processar informações estranhas aos mitos que os programaram.

Isto possui implicações para o desenvolvimento científico. A menos que haja garantias para combater este fenômeno, os dados que são válidos dentro de um novo conjunto de mitos, mas que são anomalias em pelo menos um dos mitos atuais, serão descartados. Daí, a observação lacônica  de Max Planck, “A ciência avança funeral por funeral.

Os seguintes pontos sobre esses três mitos também devem ser observados:

  • Eles não estão abertos à avaliação racional, porque estão fora do alcance do nosso intelecto.
  • Eles atuam no cérebro mamífero como um programa de computador sequestrando qualquer informação que não se encaixe. De fato, para o nosso neocórtex, informações estranhas não existem.
  • Tal sequestro pode tomar a forma de negros sob o apartheid, os direitos de LGBT para a direita religiosa, ou medicina alternativa para  pesquisadores biomédicos fundamentalistas.
  • Eles formam o fundamento subjetivo de qualquer sistema de conhecimento, incluindo a Ciência Ocidental.

Eu chamo esses três mitos de imperativo noético. Por que “noético”? Porque o que estou falando envolve todos os nossos três cérebros, assim como o nosso acesso ao que Teilhard de Chardin descreveu como noosfera – a esfera de cognição acima e além da geosfera e da biosfera. A palavra “noético” (noetic) deriva do grego noos ou nous, que significa conhecimento interior ou consciência.

E porque “imperativo”?  Primeiramente porque estes três mitos enquadram o nosso comportamento, eles são a fonte suprema de toda ação. Em segundo lugar porque o resultado de sua influência faz paralelo ao “imperativo territorial” que Robert Ardrey mostrou governar o mundo animal. O estudo do comportamento animal mostrou que através do contraponto das necessidades de estimulação (acessadas através de desafio), segurança (conseguida através do pertencer a um grupo) e identidade (alcançada através da posição naquele grupo), o imperativo territorial integra o bem de um e o bem de todos para manifestar uma moralidade natural. No nível humano, essa integração é alcançada através de um equilíbrio dinâmico entre as necessidades de verdade, justiça, e amor. A moralidade real em que vivemos é o produto do enquadramento dado a essas três necessidades pelos três mitos em que acreditamos.

 A História da Programação Ocidental

O Imperativo Noético Medieval

O Mito Medieval da Criação:  Ptolomeu (150 d.C) apresentou uma criação geocêntrica com as estrelas e os planetas girando embutidos em esferas celestes. Imóvel de sua região ultraperiférica, o céu, foi a morada de Deus e todos os eleitos. O modelo de Ptolomeu do universo medieval era a resposta para a pergunta: Onde estou?

O Mito Medieval da Origem: Na realidade ptolomaica, os seres humanos eram anjos caídos a tentar encontrar o seu caminho de volta para o céu. Esta história de origem medieval explicou onde nós pertencemos e respondeu a pergunta, O que Sou?

O Mito Medieval do Herói: A vitória do herói estava em matar os dragões da tentação e do mal. O impulso que guiava o indivíduo era a luta entre a subida cansativa do caminho para o céu (o reto e estreito) e a descida do caminho para o inferno (irritantemente cheia de guloseimas maravilhosas como sexo, bebida, e riquezas). Esta foi a resposta para a pergunta: Quem sou eu? Definiu a identidade pessoal e o caminho para a busca da individualidade.

O Imperativo Noético Copernicano

O Mito da Criação de Ontem: O nosso mais recente mito de criação foi originalmente formulado por Copérnico, Galileu e Newton. A resposta para a pergunta “Onde Estou?” é um “uni-verso” físico que se estica ao infinito – sem céu nem inferno. Do mapa dos céus de Copérnico, telescópio de Galileu e as leis matemáticas de Newton, toda uma nova realidade passou a governar a percepção humana. O novo ícone para a criação foi o relógio - mecanicista, entrópico, e essencialmente sem sentido.

As novas ideias não triunfaram porque eram científicas; levou 150 anos para desenvolver a instrumentação que validou Galileu. Até ali, a razão estava do lado da Igreja Católica. Elas venceram porque permitiram que muitas pessoas da classe baixa fizessem fortunas, e que de outro modo teriam permanecido pobres. Por exemplo, de cada dez navios que saíam de Veneza, apenas um retornava.  As quotas em um navio de partida eram baratas, se ele retornasse, essas quotas baratas se tornavam uma fortuna. Mas com um telescópio, alguém poderia identificar um navio duas horas antes de alguém à olho nu. Se alguém comprasse as quotas antes das notícias de que um navio em retorno se tornassem públicas, esse alguém faria fortuna fácil. Telescópios foram inestimáveis. Por uma miríade de razões,  a visão de mundo “sem-céu/paraíso” de Copérnico venceu e se tornou a base do materialismo.

O Mito da Origem de Ontem: O nosso mais recente mito de origem veio a nós através de William Smith, Charles Darwin e Karl Marx. Em resposta à questão “O Que Sou?” , eles  nos deram uma nova história da humanidade, a qual tende a ficar truncada de espécies à raça à nação – tornando o nacionalismo tóxico, uma superstição secular.

Como ironicamente observado pelo autor best-seller Simon Winchester em seu livro The Map That Changed the World (O Mapa que Mudou o Mundo), William Smith, sendo um homem inculto, não estava ciente da “certeza” da igreja de que o mundo foi criado “às 9:00 da manhã, uma Segunda-feira, 23 de Outubro, 4.004 a.C”. Então a percepção de Smith estava livre para estender a história da criação da igreja de uns meros  quatro mil anos para milhões de anos, esticando os parâmetros da nossa busca pela origem da vida. Ao criar a ciência da geologia, Smith lançou as bases sobre as quais Darwin pudesse formular a teoria da evolução.

A Teoria da Evolução de Darwin é uma história da origem congruente com o universo regular. Mas é uma teoria de um tipo particular de evolução em que a humanidade é o “chefão” e a competição é o modo como chegamos a isso. “Sobrevivência dos mais aptos” é uma luta sangrenta e sem sentido pela sobrevivência e status de alfa. A teoria de Darwin é uma história  de crescimento aleatório governado por comportamento implacável, levando a uma indefinida, porém muito descrita, Utopia  – “um céu secular” ou “um céu-substituto”.

Karl Marx forneceu o clímax que toda boa história precisa. Na hierarquia anterior, a soberania estava com Deus, e várias classes de seres humanos seguiam abaixo. Na nova hierarquia, todos os humanos são primeira classe porque as classes inferiores, à la Darwin, são os animais, plantas e minerais. Nesta visão, o desenlace da grande história humana era alcançar uma sociedade sem classes. A Soberania se tornou secular.  No universo regular,  os blocos de construção são átomos sólidos, e não há paraíso/céu. Em uma sociedade, os blocos de construção são pessoas. Esta nova história da origem investiu a soberania “no povo”, dando origem a políticas seculares – comunismo, capitalismo, democracia, materialismo e socialismo. O que ninguém percebeu é que uma sociedade sem classes  não é natural, porque vai contra a ordem da natureza, que é conduzida na hierarquia.

O Mito do Herói de Ontem: O nosso mais recente mito do herói veio até nós pela psicologia, especificamente pela resposta de Freud à pergunta “Quem Sou?” A nova força conduzindo o indivíduo era o sexo. Através de suas posses e de seu poder sobre os outros, a classificação estava assegurada para o acesso ao sexo. O pináculo do status alfa masculino era de ser rico o suficiente e poderoso o suficiente para possuir mulheres, para aproveitar o sexo sem compromissos. A vitória do herói era uma vitória sobre as mulheres e, por tabela, a natureza. “Eu trago a vocês a Natureza e todos os seus filhos para colocá-la a seu serviço e torná-la sua escrava”, escreveu Roger Bacon em 1268.  O poder sobre todas as pessoas e a natureza – não o fortalecimento dos outros -, foi a medida da estatura masculina, e seus heróis contemporâneos são Rambo e James Bond.

No imperativo noético de ontem, o científico substituiu o imperativo noético medieval da “palavra de Deus” como a suprema validação, justificação e racionalização da existência humana. O absolutismo científico excluiu qualquer informação estranha ao seu imperativo noético associado, onde os seres humanos são peças sem classe, egoístas, de uma realidade mecânica/regular.

Mas aí a Física Quântica aconteceu!

 

 

 O Imperativo Noético Emergente?

O Mito da Criação de Amanhã: Como descrito por laureados Nobel como David Bohm, em Wholeness and the Implicate Order (Totalidade e a Ordem Implicada) e Michael Talbot em The Holographic Universe (O Universo Holográfico), a física quântica substitui o “uni-verso” com o “multi-verso”, ou universos paralelos. O contínuo espaço-tempo – universo que conhecemos – é apenas um conjunto de frequências, um canal de TV por assim dizer, que os humanos podem perceber. O olho humano pode decodificar frequências de aproximadamente 10 14 através de 10 15 ciclos por segundo. Mude isso para 10 34   através de 10 35   e um outro universo, outro canal de TV, é decodificado. A Física Quântica mudou a nossa imagem da criação tão radicalmente que ela muda tudo, tornando o imperativo noético Copernicano obsoleto.

O Mito da Origem de Amanhã:

  • A cooperação, não a competição, conduz a evolução. O que se manifesta em organismos unicelulares inventando organismos multicelulares e todas as complexas formas de vida que vemos se desenvolvendo através da evolução é um magnífico empreendimento cooperativo.
  • O “jogo  limpo”, no sentido da justiça, prevalece sobre o interesse próprio em todo o reino animal. A etologia mostra que o “jogo limpo” substitui o auto-interesse em toda a natureza – com macacos e até mesmo com cães.
  • Os seres humanos são um sistema de circuito aberto, não circuito fechado. Em seu livro, Social Intelligence (Inteligência Social), Daniel Goleman descreve o mecanismo de sistema aberto humano:

Estas células especializadas (neurônios espelho) permitem a formação de um link (conexão) funcional entre dois cérebros, um circuito de feedback que atravessa as barreiras da pele e do crânio entre os corpos. Em termos de sistemas, durante a conexão entre esses dois cérebros, com o output (o que se produz/envia) de um tornando-se o input (o que se recebe) que conduz o funcionamento do outro… formando o que equivale a um circuito intercerebral. Quando duas entidades estão conectadas em um circuito de feedback (“retroalimentação”), conforme a primeira muda, assim acontece com a segunda.

 

Isto significa que outras pessoas causam impacto em nossa fisiologia, e portanto em nossa saúde, e assim, por limitar-se ao individual, o atual modelo biomédico está obsoleto.

Campos invisíveis controlam o funcionamento e expressão da célula biológica. O biólogo de desenvolvimento Bruce Lipton escreveu que as trocas de proteína no controle da expressão genética são primariamente “ligadas” e “desligadas” pelo o que ele chama de “sinais ambientais”. Estes sinais incluem a identidade de alguém:

A célula se engaja no comportamento quando seu cérebro, a membrana, reage aos sinais ambientais. Na verdade, cada proteína funcional em nosso corpo é criada como uma imagem complementar de um sinal ambiental. Se uma proteína não tiver um sinal ambiental para se ligar, ela não irá funcionar… [Assim] todas as proteínas em nossos corpos são um complemento eletro/físico-magnético à alguma coisa no ambiente.

A pesquisa que Lipton escreveu sugere que nós, nossa identidade, existe independente do corpo, mantendo a promessa de que a identidade transcende a morte.

O Mito do Herói de Amanhã: No novo mito de identidade, a vitória do herói manifesta uma forma (um corpo) que consegue decodificar mais e mais do cosmo.  Teilhard de Chardin olhou para a evolução física do corpo como um resultado de um aperfeiçoamento em organização em um nível (função) invisível, psíquico. Ele chamava a esse processo de complexificação. A Etologia corrobora a hipótese de que a forma segue a função. E assim o é com o fenômeno da neuroplasticidade, que é a ciência de como o cérebro muda sua estrutura e função em resposta a um input. O desenvolvimento morfológico, então (morfologia é o estudo da forma), é o resultado de um organismo procurando maior função, e não o contrário.

O efeito Baldwin é o fenômeno na natureza em que mudanças na estrutura e funcionamento do corpo, ambientalmente induzidas ou por inputs aprendidos através da neuroplasticidade, tornam-se geneticamente codificadas e passadas de geração a geração. O caso de tais mutações evolucionárias positivas é ainda apoiado pelo seguinte:

  • Em seu ensaio “Did Meditating Make Us Human?” (Terá a Meditação nos Tornado Humanos?), Matt Rossano, um professor de psicologia da Universidade do Sudeste do Louisiana, sugeriu que a meditação criou as vias neurais que provocaram o surgimento do ser humano anatomicamente moderno – a nova e melhorada versão dos Neandertais. A hipótese dele é que a função cria a forma.
  • Em Vibrational Medicine (Medicina Vibracional), o médico Richard Gerber indica que a meditação aumenta a coerência, ou nível de organização, dos campos invisíveis que ativam a célula. Isto corrobora a noção de complexificação de Teilhard de Chardin.
  • Como a jornalista de ciência Lynne McTaggart descreve, a teoria do biofóton sugere que uma “internet de luz” controla o funcionamento do corpo através de algo chamado super-radiância (luz coerente) que flui pelos microtúbulos e dendritos. Tal “internet administrativa” seria um dos mecanismos de complexificação: quanto maior a coerência da super-radiância, mais sofisticado o organismo.

Utilizando esses mecanismos, como evoluímos? Como é a vitória que cria um corpo mais sofisticado para decodificar o cosmos alcançado? O Buda ensinou que o primeiro passo é parar de reprimir as partes inaceitáveis de nós mesmos, os ganchos para qualidades negativas como ganância, luxúria, gula, que sequestram nossas vidas e revertem o processo evolutivo. Ao invés disso, devemos dominar nossas energias interiores, especificamente pelo controle da nossa atenção. A neurociência mostra, através do elixir da neuroplasticidade, que prestar atenção é quase mágico em seu poder para alterar o cérebro e ampliar os circuitos funcionais. Meditação, é o treinamento sistemático em prestar atenção.

Nos Vedas, antigos textos indianos, essas energias interiores são vistas operando através de vórtices, chamados chakras. Quanto maior o domínio de alguém, mais rápido girarão os vórtices e mais coerente (organizado) a luz emanada através deles. A teoria do biofóton nos permite um vislumbre das consequências. O Buda ensinou que devemos fazer girar os vórtices, o que não significa “girar a roda”, mas alcançar um equilíbrio dinâmico entre a verdade, justiça e amor, que ele chamou de dharma. Manifestando a luz  de coerência crescente culmina em uma pessoa se tornar um chakravartin, aquele que atinge o domínio pleno das energias humanas. O resultado de tal realização é a evolução de um corpo que é capaz de perceber frequências mais altas e decodificar mais dos vários canais de TV de criação que agora estamos começando a descobrir.

Olhando o Quadro Maior

Então, porque o casal desejou ter permanecido no ônibus? Foi este um desejo de morte ou “culpa de sobrevivente”? Ambas as respostas estão confinadas a uma visão menor, como o imperativo noético de ontem. Qual é a imagem vista em sua totalidade?

Se o casal não tivesse parado o ônibus para descer, o ônibus teria passado pela pedra antes que ela descesse, e todos teriam sobrevivido.

O novo imperativo noético leva em conta o quadro maior ao reavaliar os dados estranhos ao (e portanto rejeitados pelo) imperativo noético de ontem. Também podemos verificar se aqueles com a “autoridade” para avaliar tais dados estão fazendo julgamentos válidos. Eles estão rejeitando os dados porque não são válidos ou simplesmente porque ameaçam a sua segurança psicológica, desafiando os seus imperativos noéticos internalizados? Isso foi o que a Igreja fez com o trabalho de Galileu, o que os cientistas fizeram com a formulação de Boltzmann do átomo, e que representa a politização atual de mudança climática. Dados que são ininteligíveis em um imperativo noético podem ser perfeitamente óbvios em outro.

Hoje, a pesquisa científica está pintando um quadro maior de como as coisas funcionam, criando um novo imperativo noético em que tudo está vivo e vibrante. Tal como acontece com o casal e o ônibus, será que realmente temos que esperar que establishment científico de hoje morra antes que possamos reivindicar a nova história de amanhã?

(Meteoritos contêm componentes de DNA criados no espaço, diz Nasa)

Pesquisadores da Nasa (agência espacial americana) encontraram provas de que os meteoritos podem conter estruturas de DNA que foram geradas no espaço.

Componentes de DNA são detectados em meteoritos desde os anos 1960, mas os cientistas tinham dúvidas se eles realmente se originavam no espaço ou se vinham por meio de uma contaminação de vida terrestre.

Pela primeira vez, provas nos dão a certeza de que estes compostos de DNA foram de fato criados no espaço“, diz Callahan, autor do estudo publicado na versão on-line do “PNAS”, na segunda-feira (8).

Anteriormente, cientistas do Centro Espacial Goddard descobriram aminoácidos em amostras do cometa Wild 2, além de vários meteoritos ricos em carbono.

Os aminoácidos são usados na produção de proteínas, moléculas essenciais à vida, que estão presentes em tudo, desde estruturas capilares até enzimas –catalisadores que aceleram ou regulam reações químicas.

Meteoro

Os dados mais recentes indicam que determinados componentes de DNA chamados de nucleobases –blocos de construção do código genético– chegam à Terra por meio de meteoritos em uma diversidade e quantidade que supera a anteriormente imaginada.

Essa descoberta significa que o ambiente interno de asteroides e cometas é capaz de abrigar moléculas biológicas essenciais.

No novo estudo, um grupo analisou amostras de 12 meteoritos ricos em carbono, nove dos quais foram retirados da Antártida, que indicaram a existência de adenina e guanina. As duas se conectam a outro par para formar os “degraus da escada” de um DNA.

Os pesquisadores também identificaram em dois meteoritos, pela primeira vez, traços de três moléculas relacionadas a nucleobases, sendo que dois quase nunca são usados em biologia –as nucleobases análogas–, o que provaria que as substâncias dos meteoritos vieram do espaço e não de uma contaminação terrestre.

Fonte: Folha.com

(Ritual sobre brasas faz corações baterem em sincronia)

Estudo mostrou que parentes e amigos daqueles que caminhavam sobre as brasas tiveram batimentos quase idênticos ao do caminhante

Até onde os moradores da pequena vila espanhola de San Pedro Manrique conseguem se lembrar, o povo dali caminha sobre o fogo.

Eles o fazem todo 23 de junho, à meia-noite, celebrando o solstício de verão ao cruzar um tapete de 7 metros de brasas de carvalho – que, após horas queimando, adquiriram um vermelho incandescente. O evento é repleto de pompa e simbolismo: procissões com estátuas religiosas, trombetas soando antes de cada caminhada sobre o fogo, e três virgens (atualmente, três mulheres solteiras).

Assim, quando cientistas quiseram medir o efeito fisiológico de andar sobre brasas para ver se havia escoras biológicas de rituais populares, eles encontraram alguns obstáculos.

“Falamos em medir a pressão arterial, os níveis de cortisona, a tolerância à dor”, contou Ivana Konvalinka, doutoranda em bioengenharia da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que liderou a equipe. “Falamos até mesmo da ocitocina”, hormônio vinculado ao prazer.

Mas com a dificuldade de se obter tais leituras, eles se conformaram com os batimentos cardíacos – prendendo monitores nos “caminhantes” e espectadores, para ver se os batimentos do público aumentariam como o das pessoas caminhando descalças sobre brasas.

Pesquisadores investigaram o que há em rituais públicos, como a caminhada sobre brasas, que aumentam a coesão de um grupo

Pesquisadores investigaram o que há em rituais públicos, como a caminhada sobre brasas, que aumentam a coesão de um grupo

Porém, até mesmo persuadir as pessoas a usar monitores cardíacos não foi fácil. Antes de chegar, a equipe de pesquisa com antropólogos, psicólogos e especialistas em religiões havia recebido a permissão do prefeito de San Pedro Manrique. Depois ele hesitou, segundo Konvalinka.

“Ele nos disse que, se conseguíssemos recrutar pessoas, então tudo bem”, afirmou ela, “mas ele não aprovava e disse às pessoas que não participassem”.

Algumas pessoas desistiram ou se recusaram, incluindo aquelas que os caminhantes do fogo carregavam nas costas – grupo que os pesquisadores haviam pensado em monitorar. Mas outros abordaram os pesquisadores de última hora. Finalmente, eles monitoraram 12 caminhantes e 17 espectadores que estavam apenas visitando. O prefeito também pediu que os monitores fossem escondidos, ficando invisíveis à multidão que preencheu o anfiteatro especial da cidade para o evento, construído para 3 mil pessoas – cinco vezes o número de moradores locais.

Os pesquisadores queriam investigar o que atrai as pessoas a rituais públicos como a caminhada sobre brasas. “Existe a ideia de que os rituais aumentam a coesão do grupo, mas o que cria esse grupo?” questionou Konvalinka. “Supusemos a existência de algum tipo de medição autônoma do sistema nervoso que pudesse capturar os efeitos emocionais do ritual”.

Os resultados surpreenderam a todos. Os batimentos de parentes e amigos dos caminhantes sobre as brasas seguiram um padrão quase idêntico aos batimentos dos próprios caminhantes, subindo e descendo quase em sincronia – o que não ocorreu com os batimentos dos espectadores visitantes. Os batimentos de parentes se mantiveram sincronizados ao longo do evento, que durou 30 minutos, com 28 participantes realizando travessias de 5 segundos. Os batimentos cardíacos de parentes e amigos se igualaram aos dos participantes o tempo todo – antes, durante e após as travessias. Mesmo pessoas ligadas a outros caminhantes demonstraram padrões similares.

Especialistas não envolvidos no estudo disseram que, apesar do número reduzido de participantes, os resultados eram intrigantes. Eles agregam a pesquisas mostrando os batimentos de fãs de esportes de equipe quando seus times marcam e estudos demonstrando que pessoas em cadeiras de balanço ou batucando os dedos eventualmente sincronizam seus movimentos.

“É apenas um estudo, mas é muito bom”, disse Michael Richardson, professor-assistente de psicologia da Universidade de Cincinnati. “Ela mostra que a conexão a outras pessoas não ocorre apenas na mente. Há esses momentos comportamentais fisiológicos, dos quais não estamos cientes, ocorrendo continuamente com outras pessoas. Existe uma sólida fundação de pesquisas laboratoriais que é completamente consistente com suas descobertas. É sempre difícil conduzir esses estudos no mundo real. Este é o primeiro caso de sucesso em escala relativamente grande, numa situação natural”.

Richard Sosis, professor de antropologia da Universidade de Connecticut, afirmou que o estudo era “bastante empolgante”, contradizendo a “suposição de que os rituais produzem coesão e solidariedade apenas quando há compartilhamento de vocalizações, movimentos e ritmos” – atividades como cantar, dançar ou marchar em conjunto. Com o caminhar sobre brasas, os espectadores apenas observavam, sem compartilhar qualquer atividade ou ritmo com os participantes. E diferentes tipos de espectadores mostraram resultados distintos, com os locais em sincronia, mas não os visitantes.

Segundo Sosis, coeditor de uma nova publicação, “Religion, Brains and Behavior”, pode haver paralelos com rituais mais comuns, como casamentos, batismos ou bar mitzvahs. Ele citou um experimento em que Paul Zak, neuroeconomista, compareceu a um casamento e mediu os níveis de ocitocina da noiva, do noivo e de alguns parentes e amigos, descobrindo que muitos deles experimentaram picos de ocitocina – como se possuíssem um vínculo com o casal.

David Willey, físico da Universidade de Pittsburgh, em Johnstown, pratica a caminhada sobre brasas. Ele argumenta que a prática geralmente não queima, pois as brasas não transmitem calor suficiente em seu breve contato com os pés. A sincronização dos batimentos cardíacos faz sentido, disse ele, comentando seus encontros de caminhar sobre o fogo – onde “existe um acentuado sentimento de grupo”.

Pesquisadores podem encontrar sincronizações similares em outros rituais provocativos, como “dobrar barras de aço com o pescoço, caminhar sobre cacos de vidro e bungee jump”, declarou. “Eles podem vir ao meu quintal, se quiserem”.

Konvalinka declarou que a equipe pretende conduzir outro estudo sobre o caminhar em brasas, desta vez nas Ilhas Maurício. Mas também poderão retornar a San Pedro Manrique. “No final das contas”, disse ele, “acho que o prefeito não ligou de estarmos lá”.

Fonte: Último Segundo/The NYT

(Estudo mostra que ioga acalma ritmo cardíaco e reduz ansiedade)

As pessoas com ritmo cardíaco irregular podem ver os episódios de crise reduzidos à metade caso adotem a ioga de maneira regular, revela um estudo publicado nos Estados Unidos. Fazer ioga três vezes por semana também reduz a depressão e a ansiedade, ao mesmo tempo que aumenta o bem-estar social em mental, segundo o estudo apresentado em uma conferência de cardiologia em Nova Orleans.

“Ao que parece a ioga tem um efeito significativo em ajudar a regular o ritmo cardíaco dos pacientes e melhora a qualidade de vida em geral”, disse o principal autor do estudo, Dhanunjaya Lakkireddy, professor associado de Medicina da Universidade de Kansas. O estudo acompanhou 49 pacientes que sofrem de fibrilação atrial, uma afecção de ritmo cardíaco irregular que acontece quando os sinais elétricos naturais do coração disparam de maneira desorganizada, provocando agitação dos batimentos cardíacos.

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Durante os três primeiros meses do estudo, os pacientes seguiram suas rotinas de exercícios habituais. Nos três meses seguintes, os pacientes fizeram três sessões de ioga por semana com um instrutor certificado. Além disso, foram estimulados a praticá-la em casa com a ajuda de um DVD instrutivo. “A ioga reduziu significativamente os episódios de ritmo cardíaco irregular, à quase metade na média. Também reduziu os índices de depressão e ansiedade, além de ter melhorado a função física, a saúde geral, a vitalidade, o funcionamento social e a saúde mental.

Fonte: AFP/Terra

(Vencedor do Nobel afirma que moléculas de DNA podem se teletransportar)

O biólogo francês Luc Montaigner, vencedor do Prêmio Nobel de Medicina de 2008 por seu trabalho com HIV e AIDS, afirmou que moléculas de DNA são capazes de se “teletransportar” de um tubo de ensaio para outro, apenas estando sujeitas a um campo eletromagnético fraco e de baixa frequência.

Montagnier afirma ter novas descobertas que prometem balançar novamente o mundo da ciência e da tecnologia. Em sua nova pesquisa, ele parece ter descoberto que moléculas de DNA teriam a capacidade de projetar “impressões eletromagnéticas” em um ambiente que nunca tiveram contato, podendo significar uma nova propriedade do DNA.

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Segundo informações do site , a experiência consiste em dois tubos de ensaio, um contendo uma pequena quantidade de DNA bacteriano e outro apenas com água pura. Os dois tubos são colocados sob um campo eletromagéntico fraco. Cerca de 18 horas depois, ao analisar o conteúdo dos tubos, Montagnier identificou moléculas de DNA em ambos os tubos.

Entretanto, o site Tech World destaca que a palavra teletransportar é muito forte, já que as moléculas não passaram de um tubo para o outro, mas sim criaram uma réplica. Trata-se portanto de clonagem e não transporte.

Outro motivo de ceticismo por parte da comunidade científica é o tempo de duração da experiência. Segundo os pesquisadores, fenômenos deste tipo seriam semelhantes a um efeito quântico. Porém, este tipo de efeito só aparece em temperaturas muito baixas e em intervalos de tempo da ordem de picosegundos (ou a trilhonésima parte de um segundo).

O artigo de Montagnier e seus colaboradores ainda não foi aceito para publicação, mas seu draft está disponível aqui. Outros cientistas da área de biologia e bioquímica estão ansiosos para a publicação do artigo, para poderem analisar os resultados com mais fundamentos.

Fonte: Geek/Terra

Workshop: Princípios Quânticos para uma Vida Saudável

Pessoal, fiquei sabendo de mais um evento que pode interessar aos leitores do Inconsciente Coletivo, porque trata de um tema fundamental aqui no blog: o Autoconhecimento.

O palestrante, Dr. Fernando Bignardi, é médico, com especialização em homeopatia, psicoterapia e gerontologia (entre outras). Ele esteve com o físico Amit Goswami, nos workshops realizados em agosto passado. Quem estiver em SP ou puder aparecer por lá no dia 30 de outubro, vale a pena participar!

Mais informações sobre o evento abaixo, ou no site: http://www.fernandobignardi.com.br/

Objetivo do Workshop

Com recursos de introspecção, meditação e auto-análise, visa auxiliar no auto-conhecimento, conduzindo a práticas diárias fundamentadas no modelo quântico de ser humano. O programa também promove atividades que instrumentam os participantes diante de sua simbologia interior, facilitando decisões mais alinhadas com a sustentabilidade e o desenvolvimento pessoal.

Sobre o Dr. Fernando Bignardi

Dr. Bignardi é formado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (EPM-UNIFESP); pós-graduado em Homeopatia, Psicoterapia, Medicina Comportamental, Biologia, Ecologia e Geriatria/Gerontologia. É consultor em sustentabilidade pessoal e corporativa, tendo atendido empresas como: Natura, Caixa Econômica, CESP, Ara Cruz, Alcoa, Casas Bahia, SEBRAE e SESI. Atualmente é Coordenador do Centro de Estudos do Envelhecimento da UNIFESP.

Acesse o site para informações!

O Mistério da Longevidade – Li Ching-Yun

Foi publicado há alguns dias atrás uma notícia sobre o mistério da longevidade saudável. Segundo as pesquisas atuais no tema, ainda não foi possível determinar um padrão (seja de comportamento ou alimentação) que proporcione mais anos de vida, muito menos que garanta uma velhice saudável. O artigo é bem interessante e por isso colei-o abaixo:

Cientistas tentam encontrar chave para uma vida mais longa

Estudos com pessoas que chegaram aos 100 anos em boa forma ainda não desvendaram o mistério da longevidade saudável

Helen Faith Keane Reichert tem 108 anos. Detesta saladas e tudo que esteja associado a um estilo de vida saudável. Gosta de hambúrgueres, chocolate, coquetéis e da vida noturna de Nova York. Também gosta de fumar. “Fumo há mais de 80 anos, o dia todo, todos os dias. Foram muitos cigarros”, admite ela, que tem o apelido de Feliz desde criança.

Depois de um derrame, há cinco anos, sua pronúncia se tornou levemente arrastada. Mas sua mente está alerta, a curiosidade, forte como sempre, e a memória muitas vezes se mostra melhor que a de sua acompanhante filipina de 37 anos.

Helen, nascida em 1901 em Manhattan e filha de imigrantes judeus da Polônia, é psicóloga, especialista em moda, ex-apresentadora de TV e professora emérita da Universidade de Nova York. Foi casada com um cardiologista e não teve filhos. Quando o marido morreu, há 25 anos, ela decidiu dar a volta ao mundo. Visitou Irlanda, Espanha, Itália, Turquia, Egito, China, Japão e Austrália. Foi sua forma de superar a perda.

Feliz, a mulher indestrutível, atraiu a atenção dos cientistas, junto com os irmãos Irving, 104, e Peter, 100, e a irmã Lee, que morreu em 2005 aos 102. Os quatro deram amostras de sangue e foram entrevistados por pesquisadores do envelhecimento de Boston e Nova York. Tais estudos querem descobrir como alguns indivíduos chegam aos 100 anos ou mais saudáveis e ativos.

O médico israelense Nir Barzilai, do Instituto de Pesquisas do Envelhecimento da Faculdade de Medicina Albert Einstein, de Nova York, que coordenou as entrevistas, afirma que “não há padrão” no comportamento que conduz à velhice saudável.

Mas ele não perde tempo em dizer que as pessoas não devem começar a questionar a importância de um estilo de vida saudável. “Mudanças no estilo de vida implementadas hoje podem determinar se a pessoa vai morrer aos 85 anos e não aos 75.” Mas o pesquisador diz que, para chegar aos 100, é preciso ter uma composição genética especial.

“Essas pessoas envelhecem de outra forma. Mais lentamente. Morrem das doenças que vitimam a todos, só que 30 anos mais tarde que o esperado, num processo mais rápido, sem sofrer por período prolongado.”

A obesidade, o tabagismo e a falta de exercício certamente prejudicam a saúde. Mas as entrevistas não revelaram uma fórmula mágica que determinasse nossa alimentação e comportamento para que cheguemos com boa saúde a uma idade avançada. “Nenhum dos centenários optou por se alimentar com uma dieta de algas”, indica Stefan Schreiber, de 48 anos, chefe de um grupo de pesquisa sobre envelhecimento saudável da Universidade de Kiel, na Alemanha, que também estudou centenários. Schreiber reparou em algo que os centenários têm em comum: “Muitos só beijaram uma pessoa em toda a vida. Quem sabe não seja esse o segredo?”

(Fonte: Der Spiegel/Estadão)

Apesar do artigo enfocar uma genética “especial” como sendo uma parte essencial do “mistério” da longevidade, na verdade já foram publicados estudos que afirmam que o nosso corpo deveria durar, de modo saudável e ativo, pelo menos 140 anos. Então é realmente muito estranho que a expectativa de vida mais alta do mundo seja de apenas 86 anos (das mulheres japonesas). Não dá para tirar o crédito de uma genética forte, em alguns casos, mas sinceramente discordo dos especialistas consultados quando eles afirmam que é “preciso uma genética especial”. Teoricamente, pelo menos, a maioria de nós já possui essa genética. Então porque continuamos a morrer “prematuramente”?

Se nos basearmos no artigo acima, pelo exemplo de Helen, a ideia do que “contribui para a saúde” pode se tornar um problema. Eu já ouvi falar, por exemplo, de pessoas com mais de 70, 80 anos, trabalhadores rurais, que apenas tomam café com leite o dia inteiro – praticamente nada de água pura (pura no sentido de nada misturado a ela – café, suco etc) – durante boa parte de suas vidas, e que nunca precisaram de hospital ou de remédios. Inclusive saiu uma notícia há algumas semanas a respeito de uma indiana (esse tipo de notícia se não é da Índia ou é da Tailândia ou do Japão!!!) de 92 anos, que afirmou que não bebia um copo de água pura desde os 14 anos de idade. Ela vive a base de duas xícaras de café por dia, frutas secas e arroz, há 78 anos! E antes que alguém pense que “café vai água”, saiba que é muito diferente de tomar água pura, e a quantidade de água ingerida pela indiana, pelo café e o arroz, mesmo assim é muito pouca para o que se considera “saudável”. Tanto que os nutricionistas recomendam tomar pelo menos 1 litro de água pura para cada 25kg do peso corporal (aproximadamente) e sucos e outras bebidas, como o café, não contam como substitutos nessa recomendação básica… Se nós formos pensar ainda em alguns monges, yogues e outros que “vivem de luz”, que passam meses meditando sem se alimentar ou beber água, (Indiano que diz viver há 70 anos sem comida está sob estudo) bem… acho que podemos dizer que é tudo muito relativo ao seu modo de entender o seu corpo e a sua vida (as suas crenças). Particularmente não tenho a menor dúvida de que uma crença inabalável faça milagres. Ou a perda de uma…

Narasamma, a velhinha que diz viver muito bem sem tomar água há 78 anos
Narasamma, a velhinha que diz viver muito bem sem tomar água há 78 anos

Mas voltando à longevidade… Segundo Aubrey de Grey, um cientista inglês, gerontologista famoso e controverso, conhecido como o “Profeta da Imortalidade”, a velhice é uma doença que pode ser combatida.

Aubrey de Grey

Segundo ele, os seres humanos poderiam viver 1.000 anos. A teoria  defendida por Grey é que o nosso envelhecimento é causado por radicais livres mitocondriais, e para combater/prevenir esse dano ao DNA mitocondrial ele criou um plano de terapias chamado SENS (Estratégias para Reparar Envelhecimento Insignificante). Para entender melhor as ideias desse excêntrico investigador, coloquei abaixo uma pequena palestra dele (para abrir as legendas clique em “View Subtitles” e desça a barra até “Portuguese”):

É claro que o Dr. de Grey é um grande entusiasta da tecnologia e ele aposta suas fichas em tratamentos médicos futuristas. Para ele, a cura do envelhecimento é um “problema de engenharia”. Mas existem seres humanos que não precisaram da “Ciência moderna” para desafiar o envelhecimento e a morte…

E é sobre um dos maiores mistérios da longevidade já conhecidos no Ocidente que irei falar agora nesse post.

li ching yun O senhor da foto ao lado é Li Ching Yun (ou Yuen), nascido na região de Kaihslen, província chinesa de Szechwan. Li Ching Yun foi um mestre taoísta, herbalista e praticante de Chi Kung (exercícios para o cultivo da energia). Algumas fontes dizem ainda que foi artista marcial e professor de artes marciais.

Segundo registros de documentos oficiais chineses, acredita-se que Li tenha morrido aos inacreditáveis 256 anos.

Os obituários de 1933 publicados na revista norte-americana “Time” e no “The New York Times” relatam que Li Ching Yun “enterrou 23 esposas e teve 180 descendentes”.

A morte de Li aconteceu em 6 de maio de 1933, mas o seu nascimento é ainda um mistério que provavelmente nunca será desvendado (pelo menos não de modo irrefutável para as mentes ocidentais).

Segundo o obituário publicado no New York Times, o próprio Li afirmou que havia nascido em 1736 e que portanto, na data de sua morte, teria 197 anos. A história dos 256 anos surgiu com o chefe do departamento de Educação da Universidade Minkuo, o Professor Wu Chung-chien que disse ter encontrado registros mostrando que Li havia de fato nascido em 1677 e que o Governo Imperial Chinês havia congratulado-o tanto em seu aniversário de 150 anos, como no de 200 anos.

Um correspondente do NYT escreveu em 1928 que muitos dos vizinhos mais velhos de Li afirmaram que seus avôs o tinham conhecido quando eram meninos, mas que Li já era um homem adulto.

De acordo ainda com o artigo de 1933 do NYT, “muitos que haviam visto ele (Li) recentemente declararam que sua aparência facial não era diferente da de uma pessoa dois séculos mais jovem.”

A bem da verdade, não se sabe muito sobre a infância e juventude de Li. O que se sabe é que ele nasceu e morreu na mesma província, que foi alfabetizado até os 10 anos e que viajou por Kansu, Shansi, Tibete, Annam, Siam e Manchúria coletando ervas. A foto acima é a única foto tirada (conhecida) de Li. Data de 1927, e foi tirada durante a sua visita ao seu amigo pessoal,o general Yang Sen, na província de Sichuan. Yang Sen estava muito interessado no segredo de Li, já que este, apesar da extrema idade, aparentava juventude e vigor. A dita foto mostraria Li na idade de 250 anos. A Wikipedia em Inglês traz também que o mestre taoísta Liu Pai Lin, que viveu em São Paulo de 1975 à 2000, tinha uma outra foto do Mestre Li Ching-Yun exposta em sua sala de aula, que é desconhecida ao Ocidente. Segundo essa fonte, Liu conheceu o mestre Li pessoalmente, na China, e com ele aprendeu técnicas do Qigong.

Além disso, o que se sabe é que durante cem anos Li passou vendendo ervas coletadas por ele, para depois passar a vender ervas coletadas por outros. Diz-se que no tempo que esteve com sua vigésima quarta esposa, de apenas 60 anos, Li já havia passado dos 200 anos.

Mesmo que Li não tenha vivido 256 anos, mas os 197 que ele afirmava – e aqui podemos especular que ele mesmo possa ter perdido a conta de seus anos… ou não – , mesmo assim é muito tempo, principalmente se levarmos em conta que Jeanne Louise Calment, a francesa com o recorde de idade mais avançada já conhecido, viveu “somente” até os 122 anos.

A essa altura você deve estar se perguntando… mas afinal o que ele fez para viver tanto tempo? Qual o segredo?

Essa mesma pergunta foi feita pelo comandante militar Wu Pei-fu a Li, que respondeu o seguinte:

Manter o coração calmo,
sentar como uma tartaruga,
andar vigorosamente como um pombo
e dormir como um cão.

E Li explica o “coração sempre calmo”, em uma entrevista feita em 1920 (e publicada nos anos 1950 na revista Domestic and Foreign Magazine):

Penso que a razão pela qual eu vivi tanto tempo e ainda estou perpetuamente saudável é porque nada me irrita desde os meus 40 anos. Por isso, meu coração é muito calmo, pacífico e divinamente tranquilo. É por isso que eu estou livre de qualquer doença, e sempre saudável e feliz.

Além disso, Li tinha em sua dieta diária principalmente três ervas:  ginseng, He Shou Wu (Polygonum multiflorum) e Gou Qi Zi (fruta goji). É dito que utilizava também Gotu Kola (Centella asiatica) e Alho.

gojipGoji

gotukola

Gotu Kola

ginseng

Panax Ginseng

heshou

He Shou Wu

A dieta também apresenta versões… alguns dizem que era estritamente vegetariana, sendo que ele consumia predominantemente plantas e frutas silvestres. Diz-se também que há evidência de que Li comia peixe com regularidade e ocasionalmente carne (duas vezes por ano). Outras fontes trazem ainda que sua dieta era fundamentalmente de arroz e do vinho feito a partir desse cereal. A única erva que aparece em todas as fontes pesquisadas por mim é o ginseng.

No que diz respeito ao preparo das ervas, há mais versões. Com o ginseng e o fo-ti (He Shou Wu) ele fazia chás. O goji era comido cru, assim como a Gotu Kola, que era ingerida tanto como salada, como preparada como chá. De acordo com outras fontes, há também algumas evidências de que ele pode ter também colocado essas quatro ervas (juntamente com Dang Gui e Gan Cao) num licor forte como uma tintura e que bebia um gole ou dois a cada dia.

Agora surge outra pergunta… de onde ele tirou a ideia dessa dieta?

Segundo relatos do mestre de Tai Chi Chuan Da Liu, que foi discípulo de Li Ching-Yun, Li  conheceu um eremita muito velho que vivia numa montanha. Foi esse ancião que lhe deu recomendações sobre alimentação e o uso de ervas medicinais, assim como lhe ensinou práticas de respiração e movimentos coordenados com sons (Qigong). Naquela entrevista de 1920 que mencionei anteriormente, o próprio Li comenta que tinha 50 anos (no relato de Da Liu, Li já tinha 130 anos) quando conheceu o eremita, e que apesar de ele não aparentar ser um homem “sobrenatural”, o velho conseguia dar passos enormes, como se voasse no ar. Por mais que Li tentasse, não conseguia acompanhar o ancião. Por isso, pediu a ele que lhe ensinasse seus segredos. Segundo o relato de Li, a única coisa que o eremita fez foi lhe entregar algumas frutas silvestres (as gojis) e lhe disse que era a única coisa que comia. A partir de então, Li passou a comer 15 gramas de gojis todos os dias e por causa disso se tornou mais saudável e ágil. Segundo ele, a dieta possibilitava que andasse 50km sem que se cansasse.

Na verdade, histórias como a de Li, de monges e eremitas do Oriente com poderes aparentemente “sobrenaturais”, ou de longevidade “absurda” não são novidade. O próprio Peter Kelder comenta alguns relatos brevemente em “A fonte da juventude“, assim como essas “lendas” (no sentido de histórias antigas relatadas por testemunhas oculares) são novamente resgatadas em “A fonte da juventude 2“. Uma outra autora relativamente conhecida que também relata casos semelhantes (testemunhados e até mesmo vividos por ela), é Alexandra David-Neel.  Alexandra, nascida na França em 1868 (morreu um pouco antes de completar 101 anos, em 1969) foi uma mulher a frente do seu tempo: exploradora, reformadora, viajante, erudita e independente; ela foi a primeira mulher européia a ser consagrada lama (um mestre/professor de darma). Publicou mais de 40 obras sobre o budismo e suas viagens pelo Oriente. Em seus relatos, por exemplo, ela comenta dos monges corredores (mensageiros) “lung-gom-pa” do antigo Tibete. Esses monges podiam correr a uma velocidade extraordinária, a ponto de parecer que estavam voando.  Podiam correr mais de 300km por dia, ou correr por vários dias, sem parar ou se cansar. O treinamento que possibilita tal feito envolve muita meditação (sentado), grande ênfase no controle da respiração e técnicas de visualização. Inclusive ela comenta que quando observou um desses monges passar correndo por ela, notou que a expressão facial dele era extremamente relaxada, e ele olhava fixamente algum objeto imaginário que parecia estar muito longe.

Alexandra David-Neel
Alexandra David-Neel

Observando um monge lung-gom-pa
Observando um monge lung-gom-pa

Mas voltando à história de Li, penso que muito mais do que a ingestão de alimentos e plantas específicos, a tal “calma inabalável” preconizada por ele seja o verdadeiro grande segredo de sua longevidade. As ervas certamente contribuíram muito, isso é certo, mas sabemos empiricamente, por exemplo, que de nada adianta uma alimentação excelente ou exercícios regulares quando se mantém um estado mental ou de espírito constantemente perturbado ou nervoso. De nada adianta seguir dieta vegetariana, ingerir ginseng diariamente e/ou fazer exercícios físicos se interiormente me mantenho rancorosa, raivosa, irritada, intolerante, mesquinha; enfim, se normalmente vivo identificada com estados emocionais negativos. Sofrimento envelhece. O que se passa nos bastidores da mente é apresentado no palco do corpo. Uma alimentação especial (como a mencionada nesse post) ou exercícios específicos (como os Cinco Ritos Tibetanos, ásanas de Yoga, artes marciais etc) são complementos excelentes (talvez essenciais) para quem busca a longevidade com saúde e vigor. Mas em si mesmos não fazem “milagre”. O “milagre” reside na “mente”…

Assim como é em cima, é embaixo. Assim como é no interior, é no exterior.

P.S.: Nesse momento você pode estar pensando… então como que outros mestres, lamas, budas, enfim, morreram antes dos 100 anos? Bem, o curso de sua vida é a causa secreta de sua morte... Todos eles viveram o suficiente para cumprirem suas missões aqui nessa Terra. Alguns levam mais tempo, outros menos. A sua missão é o propósito de vida que você escolheu. O tempo que você vai precisar para cumpri-la depende mais de você do que você pode imaginar;-)

Workshops com Amit Goswami

O InconscienteColetivo.net recomenda!

Amit Goswami - um dos cientistas consultados pelo filme Quem Somos Nós? – vai realizar em São Paulo dois workshops e lançar duas novidades: seu novo livro e documentário (já premiado) “O Ativista Quântico“.

Conheça um pouco mais sobre o trabalho de Amit, assistindo a excelente entrevista que ele deu ao programa Roda Viva, clicando aqui.

Para mais informações, veja abaixo:

Caso você não consiga visualizar este e-mail, clique aqui.
Amit no Brasil Amit Goswami no Brasil em Agosto
AMIT GOSWAMI, um dos cientistas do filme Quem somos nós?, e autor do best-seller

A Física da Alma, estará em São Paulo em agosto de 2010.

Goswami nos convida a uma mudança revolucionária em nossa visão de mundo de acordo com os princípios transformadores da física quântica.

Não perca esta oportunidade de estar frente a frente com uma das grandes referências mundiais nos estudos que unem ciência e espiritualidade.

Workshops
Goswami reinterpreta os principais métodos da medicina convencional e da alternativa, propondo um modelo totalmente novo e integrativo a partir do qual a probabilidade de cura é muito maior. A partir dos conceitos da física quântica, Goswami mostra como podemos usufruir dessa ciência revolucionária para nosso desenvolvimento criativo e para uma mudança de mentalidade da sociedade como um todo.
Inscreva-se

Amit Goswami no Brasil!

Recebi hoje, da editora Aleph, a excelente notícia de que o físico nuclear Amit Goswami estará no Brasil em Agosto, realizando dois workshops!

O evento é realmente imperdível, então eu não podia deixar de avisar os leitores aqui do Inconsciente Coletivo!

Os workshops acontecerão em São Paulo – SP, em um final de semana: dias 28 e 29/08. Para mais informações basta conferir o release abaixo, ou acessar o site: http://www.amitgoswami.com.br .

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Amit no Brasil Amit Goswami no Brasil em Agosto
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