(Emoções positivas protegem contra doenças do coração)

É bem interessante a notícia sobre o estudo abaixo, muito porque ela mostra como a maioria dos cientistas e pesquisadores ainda reluta em aceitar a óbvia relação Mente x Corpo. Mesmo com os resultados apontando para a influência que uma atitude mental positiva tem sobre a saúde do corpo (no caso da pesquisa, do coração), os autores do estudo somente “especulam” o porquê disso… Mas já é um início… do mesmo modo que estão observando a influência das cores no humor das pessoas, coisa que antes era considerada mera “crendice” sem muito embasamento.

Mas a verdade é que o corpo é o palco da mente, ele apenas torna visível o que se passa no inconsciente… não há como fugir disso!

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Estar de bem com a vida, levando sempre um sorriso no rosto, torna a pessoa mais agradável. E ainda a deixa menos propensa a desenvolver doenças cardíacas em relação a quem vive de cara fechada, de acordo com um estudo divulgado no European Heart Journal.

Por dez anos, Karina Davidson e seus colegas do Centro Médico da Universidade de Columbia (EUA) acompanharam 1.739 adultos saudáveis (862 homens e 877 mulheres). Enfermeiros treinados avaliaram o risco de os participantes desenvolverem patologias do coração e os sintomas de depressão, hostilidade e ansiedade, além do grau de expressão de emoções positivas.

Os pesquisadores descobriram que sentimento positivo elevado significa 22% menos chance de ter enfermidades relacionadas ao coração a cada ponto de uma escala de cinco. “Os participantes com nenhum sentimento positivo estavam com um risco 22% maior de doença isquêmica do coração (ataque cardíaco ou angina) do que aqueles com um pouco de sentimento positivo, que estavam em risco 22% maior do que aqueles com sentimento positivo moderado”, disse Karina ao site Science Daily. “Também verificamos que, se alguém foi geralmente positivo e teve alguns sintomas positivos no momento da pesquisa, isso não afetou o seu risco global menor de doenças cardíacas.”

Pessoas com sentimentos positivos tem 22% menos chance de ter doenças relacionadas ao coração

Pessoas com sentimentos positivos tem 22% menos chance de ter doenças relacionadas ao coração

A equipe especula quais poderiam ser os possíveis mecanismos que levariam a essa proteção. Entre as possíveis explicações estão que as pessoas com astral positivo tendem a ter períodos mais longos de descanso e relaxamento, e podem se recuperar mais rapidamente de estresses, sem perder tempo em remoê-los.

Apesar da necessidade de novos testes para chegar a uma conclusão concreta, Karina recomenda investir em atos simples que proporcionem momentos de prazer. Se gosta de caminhar ou ouvir música, que tal reservar alguns minutos do dia para essas atividades? Caso aprecie beber um bom vinho (com moderação, é claro), por que não saboreá-lo? “Precisamos de rigorosos ensaios clínicos nessa área. Se os ensaios de apoio sustentarem nossos achados, esses resultados serão extremamente importantes para descrever especificamente o que os clínicos e/ou doentes podem fazer para melhorar a saúde.”

Fonte: Terra

(Cores podem indicar estado emocional, diz pesquisador)

Os grifos são meus!

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Quando dizemos que estamos com um “humor cinza”, que está “tudo azul” ou “verde de ciúmes”, talvez estejamos sendo realmente precisos. Novas pesquisas mostram que as cores que usamos para descrever as emoções podem ser mais úteis do que pensamos. Um estudo publicado nesta terça-feira no jornal BMC Medical Research Methodology descobriu que pessoas com depressão ou ansiedade eram mais propensas a associar seu humor com a cor cinza, enquanto as pessoas mais felizes preferiam o amarelo. Segundo o estudo, os resultados podem ajudar os médicos a avaliar o ânimo de crianças e outros pacientes que têm dificuldade para se comunicar verbalmente.

“Esta é uma forma de medir a ansiedade e a depressão quando se afasta o uso da língua”, afirmou ao site Live Science o pesquisador Peter Whorwell, co-autor do estudo e gastroenterologista do Hospital Universitário do Sul Manchester. “O que é muito interessante é que isso pode realmente ser uma maneira melhor de captar o humor dos pacientes do que as perguntas diretas.

De acordo com o pesquisador, as cores são freqüentemente usadas como metáforas para o humor, mas ninguém tinha sistematicamente investigado associações de cor. Para realizar o estudo, Whorwell e seus colegas escolheram oito cores – vermelho, laranja, verde, roxo, azul, amarelo, rosa e marrom – e dividiram cada uma em quatro tons. Eles então adicionaram branco, preto e quatro tons de cinza e alcançaram um total de 38 opções. Após o encontro com grupos de teste, os pesquisadores decidiram exibir as cores na forma de uma roda.

Em seguida, eles recrutaram 105 adultos saudáveis, 110 adultos ansiosos e 108 adultos deprimidos a enviarem as impressões da roda de cores. Cada pessoa foi convidada a escolher sua cor favorita, assim como a cor que chamava mais sua atenção. Finalmente, eles foram convidados a escolher uma cor que descreveu seu humor no dia-a-dia de ao longo dos últimos meses.

Simultaneamente, outro grupo de 204 voluntários saudáveis classificaram de cada cor como positivo, negativo ou neutro.

A cor azul de nº 28 na roda das cores era a cor mais popular entre as pessoas saudáveis, enquanto a azul nº 27 (que é um pouco mais escura que a 28) ficaram em primeiro lugar entre as pessoas com ansiedade e depressão

A cor azul de nº 28 na roda das cores era a cor mais popular entre as pessoas saudáveis, enquanto a azul nº 27 (que é um pouco mais escura que a 28) ficaram em primeiro lugar entre as pessoas com ansiedade e depressão

Se deprimidas, ansiosas ou saudáveis, as pessoas gostavam mais das cores azul e amarelo. A cor azul de nº 28 na roda das cores era a cor mais popular entre as pessoas saudáveis, enquanto a azul nº 27 (que é um pouco mais escura que a 28) ficaram em primeiro lugar entre as pessoas com ansiedade e depressão. Enquanto isso, Amarelo de nº 14, foi escolhida como a cor que mais chamava a atenção.

Mas quando se tratava de humor, os grupos divergiram. Apenas 39% das pessoas saudáveis associavam seu humor a cores. Entre os que o fizeram, o amarelo nº 14 foi a escolha mais popular, com cerca de 20% dos votos. Entretanto, cerca de 30% das pessoas com ansiedade escolheu um tom de cinza, assim como mais de metade dos voluntários deprimidos. Em comparação, voluntários saudáveis, descreveram seu humor com um tom de cinza apenas cerca de 10% do tempo.

Os pesquisadores também descobriram que, quando se atribui cores a emoções, os tons importam. “Uma luz azul não é associada a um humor pobre, mas um azul escuro é”, disse Whorwell. “A intensidade da cor é mais importante que a própria cor.”

Whorwell está testando agora o círculo em pacientes com síndrome do intestino irritável. Ele espera que as escolhas de cores possam revelar as atitudes dos pacientes e prever como eles vão reagir aos tratamentos, como a hipnose.

“As pessoas são constrangidas pelos sintomas de doenças gastroenterológicas, métodos não-verbais de obtenção de informações são algumas vezes preferíveis à conversa”, disse. E com mais pesquisas a respeito, o círculo de cores poderia ser utilizado em campos médicos de pediatria e da cirurgia. “Você tem um instrumento agora”, disse Whorwell. “Agora as pessoas têm que jogar com ele e descobrir as aplicações.”

As informações são do site Live Science

Fonte: Terra.

Os macacos vieram do homem???

Pessoal, recebi a mensagem abaixo da lista de discussão “Maravilhas e Mistérios” (enviada por Mahatma), e achei muito interessante. A notícia original é de Outubro/09.  Segundo a mensagem, e o artigo (em inglês) do link, o professor/antropólogo C. Owen Lovejoy afirma que não podemos compreender ou moldar a evolução humana à partir de chimpanzés e gorilas.  A ideia certamente é polêmica, e merece muito a leitura (e reflexão!). Digo  muito porque é um antropólogo respeitadíssimo na comunidade científica quem está dizendo!  Transcrevo abaixo a mensagem original publicada na supracitada lista, e a tradução feita por mim do artigo publicado no ScienceBlogs.com .

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O antropólogo Prof. C. Owen Lovejoy, da Universidade
Estadual de Kent, em Ohio, EUA
, especializado em estudos
sobre as origens da espécie humana, assegura ter encontrado
evidências de que não foram os homens que surgiram a partir
dos macacos, mas, ao contrário, foram os macacos que
apareceram a partir do homem.

O cientista embasou sua conclusão em avaliações dos
ossos de uma fêmea do Ardipithecus ramidus, um hominídeo
que viveu há 4,4 milhões de anos na região da Etiópia.

O paleoantropólogo Tim White, da Universidade da
Califórnia em Berkeley
, concorda quando diz que a
ossada, carinhosamente apelidada como “Ardi“, não é de
uma criatura semelhante a um chimpanzé ou a um gorila,
mas algo diferente que revela como eram os nossos ancestrais.

Até agora, o antepassado mais antigo do homem estava
representado pelos restos da “Lucy“, uma fêmea de Australopithecus,
que viveu há 3,2 milhões de anos, descoberta em 1974.
Ardi é mais antiga e não é macaco, nem completamente humana.

Artigo no ScienceBlog (em inglês):
http://www.scienceblog.com/cms/kent-state-university-professor-c-owen-lovejoy-helps-unveil-oldest-hominid-skeleton-25756.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+scienceblogrssfeed+%28Science+Blog%29
O abstract na ScienceMag (em inglês):
www.sciencemag.org/cgi/content/abstract/326/5949/73

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O professor C. Owen Lovejoy da Universidade do Estado de Kent ajuda a desvelar o mais antigo esqueleto hominídeo

(tradução – Inconsciente Coletivo)

C. Owen Lovejoy

Jogue fora todos aqueles posteres e livros que retratam um macaco evoluindo até um ser humano, diz o professor de Antropologia da Universidade do Estado de Kent, Dr. C. Owen Lovejoy. Um antropólogo biologista reconhecido internacionalmente que se especializou no estudo da origem humana, Lovejoy é um dos primeiros autores a revelar as descobertas de sua pesquisa sobre o Ardipithecus ramidus, uma espécie de hominídeo que viveu há 4,4 milhões de anos atrás, naquela que hoje é a Etiópia.

“As pessoas frequentemente pensam que nós evoluímos dos macacos, mas não, os macacos de muitas maneiras evoluíram a partir de nós”, disse Lovejoy. “Pensar que os humanos são chimpanzés modificados tem sido uma ideia popular. Pelo estudo do Ardipithecus ramidus, ou ‘Ardi’, nós aprendemos que não podemos compreender ou moldar a evolução humana a partir dos chimpanzés e gorilas”.

Uma edição especial da Science (www.sciencemag.org), que estará disponível em 2 de Outubro, irá apresentar 11 ensaios que serão a primeira descrição formal de “Ardi”, um esqueleto parcial feminino. Lovejoy foi o autor principal em cinco ensaios e contribuiu para outros três adicionais. Pelos últimos sete anos, ele tem feito parte de uma grande pesquisa internacional que estuda “Ardi”, servindo como anatomista “postcranial” e teórico comportamental.

Um dos feitos mais reconhecidos de Lovejoy é a reconstrução do esqueleto de “Lucy”, um fóssil de um ancestral humano que andava de modo ereto há mais de três milhões de anos atrás. ” ‘Ardi’ é um milhão de anos mais antigo do que ‘Lucy’, mais instrutivo que ‘Lucy’, e ‘Ardi’ muda o que conhecemos sobre a evolução humana”.

Quando comparado “Ardi” com “Lucy”, diz que trabalhar com “Ardi” foi muito mais excitante e interessante. “Ela fornece respostas reais”, disse ele.

Residente de Kent, Ohio, Lovejoy leciona na Universidade de Kent há 40 anos. Ele é um autor largamente publicado, com mais de 100 artigos em publicações de prestígio. Ele também detém a honra de ter sido premiado como um dos autores “Mais citados” das ciências sociais, segundo o Institute for Scientific Information (Instituto para a Informação Científica). Em 2007 ele foi eleito para afiliação ao National Academy of Sciences (NAS) (Academia Nacional de Ciências) pela excelência em pesquisa científica original. Afiliação ao NAS é uma da maiores honras dadas a um cientista nos EUA.

Deepak Chopra e a Relação Mente-Corpo

“Toda Criação existe dentro de você, e tudo o que existe em você existe na Criação. Não há fronteiras entre você e um objeto que esteja bem perto, assim como não há distância entre você e os objetos que estão muito longe. Todas as coisas, as menores e as maiores, as inferiores e as superiores, estão à sua disposição dentro de você, uma vez que são inatas. Um único átomo contém todos os elementos da Terra. Um único movimento do espírito contém todas as leis da vida. Numa única gota de água encontramos o segredo do oceano sem fim. Acima de tudo, uma única manifestação sua contém todas as formas de manifestação da própria vida.”

(Kahlil Gibran)

“Quem olha para fora sonha; Quem olha para dentro acorda.”

(Carl G. Jung)

“Só não existe o que não pode ser imaginado.”

(Murilo Mendes, poeta brasileiro)

“Há um sonho nos sonhando…”

(Um camponês Kalahari)

O texto de hoje é de autoria do médico endocrinologista indiano Deepak Chopra. Acho que ele dispensa maiores apresentações, mas para quem não o conhece, um resumo:  Deepak é autor de mais de 45 livros, nos temas Espiritualidade e Medicina Mente-Corpo, que já foram traduzidos para 35 idiomas e que já venderam mais de 20 milhões de cópias pelo mundo. Em 1999 a revista norte-americana Time o incluiu na sua lista dos 100 maiores heróis ou ícones do século, chamando-o de “poeta-profeta da medicina alternativa”.

Deepak Chopra

Para quem se interessa pelos temas de psicossomática, medicina oriental/medicina alternativa, terapias holísticas, relação mente-corpo, lei da atração (bem fundamentada), nova ciência, e afins, Deepak é leitura obrigatória. Particularmente, recomendo tudo que ele escreve…

O texto que selecionei para esse post foi traduzido por mim, e faz parte da newsletter disponibilizada pelo Chopra Center. O texto trata exatamente da especialidade do dr. Chopra, a relação mente-corpo; como os seus pensamentos, sentimentos e intenções tem o poder de influenciar e alterar a bioquímica do seu corpo, tanto para o bem – saúde, como para o mal – doença.

Certamente esse é o primeiro de vários outros textos de Deepak que pretendo traduzir e postar aqui. Na verdade, até me admirei ao perceber que nunca tinha colocado nada especificamente dele no Inconsciente Coletivo. Falta grave, mas antes tarde do que mais tarde ainda, não é mesmo? ;-)

Espero que gostem:

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Nós somos as únicas criaturas do planeta que podem modificar a própria biologia através dos pensamentos, sentimentos e intenções. As nossas células estão constantemente espionando os nossos pensamentos e sendo modificadas por eles. Quando nos apaixonamos, pensamentos positivos percorrem o nosso corpo e fortalecem nosso sistema imunológico. Por outro lado, pensamentos sombrios e sentimentos depressivos podem nos deixar vulneráveis a doenças.

Ao longo das últimas três décadas, centenas de estudos mostraram que nada possui mais poder no corpo do que as crenças da mente. Esta é a visão de mundo quântica, que nos ensina que todos somos parte de um campo infinito de inteligência – a fonte dos nossos pensamentos, mente, corpo e tudo o mais no universo. Este paradigma, que tem conquistado aceitação crescente no mundo da medicina Ocidental moderna, se baseia nas dez concepções seguintes:

1 – O mundo físico, incluindo o nosso corpo, é um reflexo das nossas percepções, pensamentos e sentimentos. Não há nenhuma realidade objetiva “lá fora” que é independente do observador. Ao contrário, nós criamos nossos corpos conforme criamos nossa experiência do mundo.

2 – Apesar do corpo físico parecer matéria sólida, na verdade ele é composto de energia e informação. Os físicos quânticos nos dizem que todo átomo é 99.9999 por cento espaço vazio, e as partículas subatômicas se movendo à velocidade da luz neste espaço são pacotes de energia vibrante. Essas vibrações não são aleatórias ou caóticas, elas transportam informações ao longo de padrões específicos.

3 – A mente e o corpo são inseparáveis. Existe somente uma única inteligência criativa que expressa a si própria como nossos pensamentos – assim como às moléculas das nossas células, tecidos e órgãos.

CloudsMind

4 – A nossa consciência cria a bioquímica do nosso corpo. As nossas crenças, pensamentos e emoções direcionam as reações químicas que ocorrem em cada célula do corpo.

5 – Percepção é um fenômeno aprendido. A maneira como experimentamos o mundo e o nosso corpo é um comportamento aprendido. Mudando as nossas percepções, nós podemos mudar a experiência do nosso corpo e mundo.

6 – A todo momento, impulsos de inteligência estão criando nosso corpo. Modificando os padrões desses impulsos, nós podemos nos modificar.

7 – Apesar que, para a nossa mente-ego, nós parecemos separados e independentes,  nós todos somos parte de uma inteligência universal que governa o cosmos.

8 – O tempo não é absoluto. O que chamamos de tempo linear é simplesmente um reflexo de como percebemos as mudanças. Na verdade, o tempo é eterno e imutável. Se começarmos a perceber a imutabilidade, o tempo como conhecemos deixará de existir e iremos experienciar a imortalidade.

9 – A nossa natureza essencial é puro ser. Embora estejamos acostumados a nos ver como personalidade, ego e corpo, o nosso verdadeiro Self (”si-mesmo”) é eterno e ilimitado.

10 – Já que nossa essência é imortal e imutável, nós não precisamos ser vítimas do envelhecimento, doença e morte. Isso é causado pelas lacunas em nosso autoconhecimento e pela ilusão antiga de que nossos corpos são materiais. Como a Ayurveda ensina, qualquer desordem pode ser prevenida se mantermos o equilíbrio em nosso corpo, mente e espírito.

Estas podem parecer grandes concepções, mas elas estão fundamentadas nas descobertas da moderna física quântica. Eu quero encorajá-lo (a)  a ver que você é muito mais do que seu limitado corpo, ego e personalidade. Em um nível mais profundo, o seu corpo é eterno e a sua mente é atemporal. Uma vez que você se identifique com esta realidade, você tem liberdade ilimitada para criar uma melhor saúde, alegria e qualquer outra coisa que você deseje em seu mundo.

Evolução Criativa das Espécies

Eu estava à procura de uma terceira teoria.

Uma que não fosse fantasiosa a ponto de negar evidências fósseis concretas ou que tentasse adaptar datações contraditórias a um mito de criação que deveria ser lido como poesia, nunca como prosa, e que portanto jamais deveria ser considerado meramente em seu sentido literal.

Uma que não fosse reducionista, que não resumisse a vida a uma mera luta por sobrevivência, as criaturas vivas à máquinas sem sentido, e o nosso inegável mundo interior, a nossa mente, a nossa Consciência a reles e medíocres epifenômenos do cérebro (a todos aqueles que se veem dessa forma, só tenho a lamentar).

Acredito que o físico teórico nuclear indiano, Amit Goswami, pode ter encontrado uma forma de unir evolução e design inteligente, tendo como fundamento para uma nova biologia, a física quântica, e não mais a física clássica. A ideia do autor é não só conciliar ciência e espiritualidade, mas preencher as imensas lacunas que continuam a assombrar ambas as TEORIAS – Darwinista e do Design Inteligente.

Goswami explica a evolução da vida pelo que chama “primado da Consciência”. Basicamente ele parte da premissa que a Consciência é a base da existência, não a matéria; e que, na verdade, tudo é, de fato, consciência. Desse modo ele evita o dualismo (mente x matéria) e cria um novo paradigma para uma nova biologia, assentado nos princípios da Física Quântica. Lembrando que toda vez que Goswami fala em “Deus”, ele não fala do “Deus” como entendendido e conceituado pelas religiões. O “Deus” da evolução criativa é um princípio organizador, não físico e não material;  jamais um fantasmão barbudo e legislador, que pode ser “encontrado” em algum endereço metafísico que essa ou aquela religião diz ser a única a conhecer…

Nem preciso dizer que o livro dele é considerado “pseudociência”, não é? Mas ao invés de se limitar por essas interpretações suspeitas e prematuras, nada como estudar as ideias que Goswami apresenta no livro por contra própria, certo? Então. A ideia desse post é trazer alguns dos argumentos apresentados pelo autor e, assim, despertar a curiosidade do leitor, de forma a abrir a mente para outras possibilidades. Por que, convenhamos, é um saco ter só duas opções… ;-)

Pois. Para os que estão cansados da dicotomia Darwin x Deus, transcrevo abaixo alguns trechos introdutórios que considerei instigantes do livro “Evolução Criativa das Espécies“, que fica aqui como uma recomendação não só de leitura, mas de reflexão. Evidentemente que os trechos em questão servem apenas como aperitivo, todos os argumentos expostos abaixo são exaustiva e gradualmente explicados pelo autor no livro já mencionado.

Evolução Criativa das Espécies

Para conhecer melhor as ideias de Amit Goswami, recomendo também assistir a excelente entrevista que ele deu para o programa Roda Viva, que você pode ver clicando aqui.

Eventuais grifos são meus!

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“A teoria da evolução de Darwin é a base da biologia, mas todo biólogo moderno – em seus momentos de total honestidade – ouve estalidos dessa base ranger.

O darwinismo é uma teoria de evolução contínua. Mas, agora, é um segredo público o fato de que algumas lacunas fósseis – descontinuidades nas linhagens fósseis evolucionárias – representam uma séria ameaça à comprovação plena da teoria de Darwin. Sabe-se também que a teoria de Darwin e a existência de Deus são ideias mutuamente excludentes. No entanto, se, na melhor hipótese, a teoria de Darwin é uma teoria incompleta da evolução, capaz apenas de explicar suas eras contínuas, há espaço para que Deus faça seu retorno.

As teorias do desígnio inteligente procuram reviver Deus, seja de forma explícita, como no criacionismo, seja implícita, apontando a inteligência e deixando o indivíduo inferir a existência de um desenhista, mas terminam negando também a evolução. Que modo engenhoso de evitar as lacunas fósseis: sem evolução, não há lacunas fósseis para se explicar. Infelizmente, há muitas evidências críveis a favor da ancestralidade evolucionária do ser humano para que esse desvio funcione.”

(pág 15)

“Embora os teóricos do desígnio inteligente não percebam, existe uma forte evidência experimental do desígnio e propósito da vida: a evolução da vida vai da simplicidade para a complexidade. Analisando apenas os dados fósseis, qualquer pessoa inteligente pode distinguir entre momentos passados e futuros. Em outras palavras, o registro fóssil da evolução biológica proporciona uma inconfundível flecha do tempo. Os teóricos do desígnio inteligente não perceberam a importância deste fato por causa de sua noção preconcebida de que sequer existe evolução.

Os darwinistas, todavia, tentam compreender a tendência evolucionária na direção da complexidade e da inteligência. Mas suas tentativas baseiam-se no conceito do determinismo genético – segundo o qual a evolução é determinada e movida pela necessidade de sobrevivência dos genes (Dawkins, 1976). Esta ideia permite que os biólogos atribuam todo e qualquer indício seguro de inteligência da vida – sentimentos, significados e, com certeza, a própria consciência, apenas citando alguns – a epifenômenos adaptativos do impulso genético pela sobrevivência às mudanças ambientais. O conceito é muito fraco, por dois motivos. Primeiro, foram apresentados fortes argumentos teóricos, mostrando que as moléculas das quais os genes constituem parte não têm a capacidade de processar sentimento, significado ou consciência. Então, como essas qualidades podem se desenvolver por adaptação a partir do nada? Segundo, a maior parte dos biólogos acredita que a biologia esteja essencialmente ligada à física, mas recentemente a própria física, sob a pressão de fortes dados experimentais, abandonou o determinismo estrito e cedeu espaço para uma ocasional escolha consciente.

(…)

A simpatia que uma parcela do público americano sente pela teoria do desígnio inteligente não tem origem meramente religiosa. Ela pode ser localizada no desconforto sentido diante das atitudes implícitas no evolucionismo darwiniano ou, mesmo, no próprio materialismo científico. Como esses pontos de vista podem ser levados a sério se eles agridem a inteligência do ser humano, sua capacidade de processar sentimento e significado, e sua própria consciência, rotulando-os como uma dança sem sentido e epifenomenal de partículas elementares e de seus conglomerados, os genes? As pessoas também se sentem desconfortáveis porque o darwinismo não diz nada de significativo acerca do futuro da evolução humana. Será que a evolução leva a uma inteligência maior? O darwinismo é equívoco: a evolução pode levar a organismos mais ou menos complexos, a uma inteligência mais ou menos acentuada. Não se pode prever; o resultado fica por conta do acaso e da necessidade de sobrevivência.”

(pág. 17)

“Muita gente descarta de antemão a ideia do desígnio inteligente porque ‘todo mundo sabe’ que Darwin e seus seguidores mostraram que a evolução deixa de lado o desígnio inteligente e o desenhista. É certo que a tão elogiada teoria de Darwin tenta explicar a evolução sem evocar o conceito do desígnio inteligente. Contudo, também é verdade que, segundo a teoria de Darwin, a evolução é contínua e deveria produzir um registro fóssil contínuo de toda a evolução. Infelizmente, os registros fósseis mostram lacunas gritantes em muitos pontos importantes. Em outras palavras, a evolução não é apenas contínua, como também descontínua (Eldredge & Gould, 1972). A evolução foi comparada a uma prosa com pontuação: os sinais de pontuação são descontinuidades em um texto que, de outro modo, seria contínuo. O darwinismo não pode oferecer uma explicação plenamente crível para essa descontinuidade. Neste livro (Evolução Criativa das Espécies), leva-se a descontinuidade na evolução biológica muito  a sério e mostra-se que, como os conhecidos saltos descontínuos das próprias experiências criativas da espécie humana (Harman & Reingold, 1984), as lacunas fósseis são assinaturas da criatividade biológica. E a criatividade é um sinal definitivo de inteligência. Deste modo, mostra-se que a evolução prova o desígnio inteligente.”

“Todo biólogo deve estar dolorosamente ciente de que a biologia é uma ciência incompleta. Ela precisa de novos princípios organizadores, princípios não físicos e não materiais, para explicar três mistérios perenes: a diferença entre vida e não-vida (Davis, 1988), o desenvolvimento de um embrião até a forma biológica adulta (Sheldrake, 1981) e, como enfatizado aqui e por Eldredge & Gould (1971), os pontos descontínuos da evolução. Infelizmente, não é politicamente correto para um biólogo admitir essas deficiências em público.”

(pág 19)

“A principal evidência científica para a evolução biológica são os dados fósseis. Segundo o darwinismo, a história da evolução é contínua: a transição entre uma espécie anterior a uma posterior é incremental e contínua, e os dados fósseis deveriam refletir isso. Infelizmente, esta premissa não prosperou; sabe-se das famosas lacunas fósseis já mencionadas, lacunas que aparecem quando os dados fósseis são vistos como uma cronologia dos ancestrais evolucionários. O próprio Darwin conhecia esse problema, mas tinha confiança – justificadamente – em que investigações posteriores iriam apresentar os fósseis intermediários que ocupariam as lacunas. Com efeito, de vez em quando se ouve falar na descoberta de intermerdiários, mas, segundo a teoria de Darwin, milhares e milhares desses intermediários já deveriam ter sido descobertos até o momento. Tais descobertas não aconteceram. Assim, as lacunas fósseis suscitam dúvidas legítimas sobre a veracidade do darwinismo (e de sua encarnação posterior, o neodarwinismo) como a teoria completa da evolução.”

(pág. 21)

“Na ciência, os resultados experimentais constituem o juiz supremo; se os dados falseiam as previsões de uma teoria, deve-se abrir mão da teoria, ou, no mínimo, modificar adequadamente seu escopo. Assim, analisem-se os dados.

Os biólogos afirmaram que o criacionismo não suporta bem esse teste científico supremo. Esta afirmativa é correta. De acordo com a teoria do criacionismo, Deus criou o mundo há 6 mil anos, em apenas seis dias. Demonstrou-se, acima de qualquer dúvida, que esta afirmativa é falsa; há muitos dados geológicos e até físicos (datação radioativa) que mostram, de forma convincente, que a Terra tem aproximadamente 5 bilhões de anos.

Mas os criacionistas fizeram a afirmativa, igualmente válida, de que a teoria da evolução de Darwin é falsa por causa das lacunas fósseis. Uma das principais previsões teóricas de Darwin era que as lacunas acabariam sendo preenchidas à medida que se aprimorassem as investigações empíricas; muitos biólogos posteriores expressaram otimismo similar. O fato é que se aprimoraram as técnicas de investigação empírica, e, assim como se pode afirmar com precisão a idade da Terra, pode-se afirmar com precisão que as lacunas fósseis são bem reais: estão aí para ficar.

É claro que alguns elementos intermediários acabaram causando sensação. Por exemplo, nos relatos de intermediários feitos pelo biólogo J.G.M. Thewissen e seus colaboradores (1994), fez-se muito alarido em torno do fóssil intermediário de um animal que podia se mover tanto em terra como na água, uma baleia terrestre, por assim dizer. Mas quantos casos desse tipo existem hoje? Uma busca minuciosa pelos campos da internet mostra apenas cinquenta casos de intermediários em toda a linhagem de peixes, anfíbios e répteis de umas 42 mil espécies.

A descoberta de intermediários é importante porque desacredita o criacionismo em favor do evolucionismo; infelizmente, evolucionismo e darwinismo não são a mesma coisa. Repete-se: segundo as previsões teóricas do darwinisnmo e de suas versões posteriores, deveria haver milhares e milhares de casos registrados de intermediários, preenchendo a maioria das lacunas fósseis. Isso não aconteceu, e, portanto, a questão das lacunas fósseis não pode ser refutada simplesmente por uns poucos casos de descoberta de fósseis de transição.”

(pág. 25)

“Para alguns biólogos, o fato de os dados fósseis terem lacunas sugere claramente que há dois ritmos de evolução, um lento e outro rápido. A ideia é que, durante os períodos rápidos de evolução, não há tempo suficiente para a formação de fósseis, daí as lacunas fósseis. Na descrição bastante evocativa de Niles Eldredge e Stephen Jay Gould, a evolução é como uma prosa contínua, modulada por sinais de pontuação – vírgulas e pontos. O darwinismo é uma teoria da evolução no ritmo lento; só pode explicar a prosa contínua. Então, qual o mecanismo por detrás do ritmo rápido da evolução, dos sinais de pontuação? Cria-se um mistério. Em vez de lidar com o mistério, os biólogos tradicionais procuram febrilmente teorias para justificar as lacunas fósseis, sem terem de introduzir o inconveniente ritmo rápido. Sem ritmo rápido, sem novos mecanismos. O lento e confiável par darwinista do acaso e da necessidade terão de bastar.”

(pág. 29)

Só os cálculos de probabilidade já tiram do darwinismo a capacidade de explicar a evolução, seja micro, seja macro. (…) (Robert) Shapiro (biólogo) mostrou que o número máximo de eventos aleatórios disponíveis em 1 bilhão de anos de evolução é de 2,5 x 1051. O astrofísico Arne Wyller (2003), com base em premissas muito conservadoras, deduziu que, para criar o bilhão de espécies multicelulares que já existiram na Terra até hoje (segundo o biólogo de Harvard, Richard Lewontin), teriam sido necessários mais de 10¹°°°°°°°°°°°° eventos aleatórios. Este número, obviamente, é muito, muito maior do que o número máximo de eventos aleatórios disponíveis, segundo os cálculos de Shapiro.”

(pág. 30)

“Na física quântica, os objetos são representados como possibilidades (uma onda de possibilidade); entretanto, quando um observador observa, as possibilidades entram em colapso e se tornam realidade (por exemplo, a onda se torna uma partícula após o colapso). Esse é o efeito do observador. Mais importante ainda, o colapso quântico de possibilidades em uma realidade é descontínuo, e, assim, a descontinuidade dos sinais de pontuação da evolução se acomoda instantaneamente, caso sejam vistos como exemplos de criatividade quântica – o colapso descontínuo da possibilidade quântica em uma realidade. Esta premissa forma o núcleo da teoria da evolução criativa.

E, principalmente, a causação descendente introduzida pelo colapso quântico é consistente com uma filosofia, o idealismo monista, que evita o dualismo e transcende o materialismo. Sob a égide desta filosofia, a consciência se firma como a base da existência, na qual a matéria existe como ondas de possibilidades. A causação descendente do evento do colapso consiste na consciência que escolhe a realidade em meios às possibilidades.

(pág. 32)

Suponha-se que se postule que a consciência é a base de toda existência e que tudo é feito de consciência. Então, a matéria consiste de possibilidades da própria consciência. O colapso de uma onda de possibilidade quântica de matéria para a realidade material que o ser humano experimenta, consiste na consciência que escolhe entre suas próprias possibilidades, e o dualismo não emerge.”

(pág. 43)

“Em sua natureza básica, a consciência é cósmica, a primeira e única. O ego é uma individualidade ilusória, separada, que surge por causa da identificação da consciência com o cérebro e seu subsequente condicionamento.”

(pág. 46)

“A teoria darwiniana da evolução baseia-se na seleção natural e a natureza seleciona os organismos mais aptos a sobreviver. Na visão materialista um organismo é apenas um feixe de moléculas que são completamente especificadas por suas propriedades físicas e químicas. Em nenhum ponto dessas propriedades o indivíduo irá encontrar uma propriedade chamada capacidade de sobrevivência. Nenhuma parcela de matéria inanimada tentou sobreviver ou, de algum modo, tentou manter sua integridade sob quaisquer circunstâncias. Mas os corpos vivos exibem uma propriedade chamada capacidade de sobrevivência.

Agora, o paradoxo. Um darwinista diria que a capacidade de sobrevivência da forma viva advém da adaptação evolucionária mediante a seleção natural. Mas a seleção natural em si depende da sobrevivência do mais apto. É possível perceber a circularidade do argumento? A sobrevivência depende da evolução, mas a evolução depende da sobrevivência.”

(pág. 58)

“A evolução começa com uma célula viva, a primeira que provoca todo o processo. A vida não poderia ter se originado duas vezes, em relação a isso, todos os biólogos concordam. A célula não-nucleada torna-se nucleada, depois multicelular, ramificando-se pelos três reinos – fungos, plantas e animais. Cada uma dessas transformações é um gigantesco salto quântico de criatividade. No reino animal, a transformação criativa produz primeiro os invertebrados, depois os vertebrados, começando pelos peixes. Dos peixes vêm os anfíbios, depois os répteis. Estes dão um salto quântico até os ramos das aves e dos mamíferos.

Vê-se, de certo modo, uma única vida evoluindo em muitos ramos, transformando-se por meio de muitos saltos quânticos e, ao mesmo tempo, mantendo-se nos vários estados diferentes de homeostase testemunhados na biosfera da Terra, sua biota. Chama-se essa consciência quântica, identificada com essa vida única em evoluçã na Terra, de consciência Gaia.”

(pág. 182)

(Cientistas: ‘elo perdido’ dos primatas pode ser só um lêmure)

Lembram do Ida? Aquele fóssil que apareceu na mídia, há uns meses atrás como sendo - quase certeza – um elo perdido entre os homens e os primatas? Então… parece que nem todos os cientistas concordam com aquela conclusão, muitos inclusive já haviam se apresentado como céticos no momento da “revelação”.

Poxa, e pensar que até documentários já foram feitos sobre essa “descoberta”! Para quem não acompanhou as notícias, basta olhar o meu outro post sobre o assunto:

http://inconscientecoletivo.net/parentesco-de-fossil-com-homem-pode-ser-confirmado-em-meses/

Que a polêmica continue…

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No mês de maio, a descoberta do fóssil de uma criatura de 47 milhões de anos, batizada de ‘Ida’, foi apresentada com furor como sendo o elo perdido na evolução dos primatas superiores. O fóssil, muito bem preservado, foi apresentado como sendo o ‘link’ entre os humanos e o resto do reino animal. Ida, naquele então, foi considerada a ‘oitava maravilha do mundo’ pelos pesquisadores que realizaram a descoberta. Mas, em recente artigo na revista Nature, uma equipe de paleontólogos de Nova York afirma que Ida não está relacionado com os seres humanos. Em vez disso, eles concluem, o fóssil mais parece um pequeno lêmure. As informações são do The Guardian.

“Nossa análise e os resultados têm nos convenceu de que Ida não era um antepassado dos macacos, ou de seres humanos, e tem mais relevância para a nossa compreensão das origens dos lêmures e dos lorisídeos”, disse ao jornal britânico Erik Seiffert, um ‘caçador de fósseis’ da Universidade de Stony Brook, em Nova York, que liderou o estudo da Nature. Os pesquisadores que realizaram a descoberta do fóssil Ida, conhecida formalmente como masillae Darwinius, imediatamente defenderam sua própria interpretação, que é baseada em dois anos de medições meticulosas dos restos mortais.

“Esperávamos um desafio como este e é interessante que tenha levado cinco meses para o primeiro ataque vir”, disse Jorn Hurum, paleontólogo do Museu de História Natural da Universidade Oslo, na Noruega. “O que nós descobrimos sobre Ida é realmente muito polêmico.”

“Seiffert e sua equipe não tem muitos detalhes anatômicos para estudar, nenhum deles estudou o modelo original. Há uma grande quantidade de informações no fóssil. Nós realmente temos confiança e vamos manter a nossa interpretação”, disse Hurum.

Hurum comprou Ida por US$ 1 milhão do seu ‘dono anterior’ depois de ver uma série de fotografias do fóssil. Mas, o lugar exato dele na história evolutiva não era clara. O que Hurum sabia era que Ida era proveniente de uma época em que a linhagem de primatas dividiu-se entre macacos e humanos e um outro grupo de animais que se tornaram lêmures e lorisídeos. Hurum fez uma aposta. “Teria sido um lêmure muito caro”, disse ele na época.

Quando o fóssil Ida, que foi encontrado nos arredores de Hamburgo, foi revelado ao público atingiu o maior índice de publicidade da ciência moderna, tornando-se uma sensação na mídia de imediato. A polêmica surgiu após a equipe de Seiffert descobrir os restos fossilizados de um semelhante, mas muito mais jovem, primata no norte do Egito. A análise do fóssil, que tinha 37 milhões de anos, mostraram que ele era parecido à um lêmure, que poderia ser um parente próximo de Ida e que tinha várias características dentárias que são comumente observados em macacos e seres humanos.

A equipe liderada por Seiffert alimentou um modelo computacional com informações do o novo fóssil e de 117 espécies vivas e extintas de primatas para descobrir onde a nova espécie se situava na árvore da evolução. Em artigo publicado na revista Nature, Seiffert explicou que, embora o novo fóssil, de nome Afradapis, estivesse relacionado com Ida, ambos surgiram ao longo do caminho evolutivo que levou a lêmures e lorisídeos.

“Eles estão tentando explicar todos os traços que vemos em Darwinius em termos de evolução paralela”, disse Hurum. Evolução paralela é quando dois grupos de animais de características semelhantes evoluem sem ser relacionados entre si.

Em um e-mail, Philip Gingerich, chefe da Paleontologia da Universidade de Princeton que trabalhou com o fóssil Ida, disse que ambos os fósseis eram quase certamente parte da linhagem que levou aos macacos e seres humanos. Ele escreveu que era “enigmático” ver Seiffert e sua equipe relacionarem os fósseis a um grupo que se tornou lêmures e lorisídeos “com os quais não compartilham nenhuma semelhança”.

Um último trabalho desenvolvido pela equipe de Seiffert apareceu para adicionar mais dúvidas à questão. Segundo seu estudo, nem Ida, nem Afradapis possui descendentes vivos, o que significa que foram extintos da árvore evolutiva.

“Isso será parte de uma discussão que se estenderá durante semanas e meses”, disse Hurum.

Fonte: Terra

(Descoberto fóssil que altera teorias sobre dinossauros)

A descoberta de um novo dinossauro na região nordeste da China surpreendeu paleontólogos ao indicar que é preciso reavaliar as atuais teorias sobre a evolução dos grandes predadores pré-históricos. O dinossauro, que é uma miniatura do tiranossauro rex, foi batizado de raptorex (rapto é o termo comumente usado para pequenos dinossauros e rex significa “rei”).

O raptorex, apesar de ter vivido há cerca de 125 milhões de anos, e aproximadamente 60 milhões de anos antes do tiranossauro rex, já apresentava as principais características do maior e mais conhecido dinossauro. Isso contradiz as teorias de que as características físicas do tiranossauro rex, como cabeça desproporcionalmente grande em relação ao torso, braços pequenos e pés longilíneos eram resultado do processo evolutivo e de crescimento da espécie.

Todas estas características estão presentes no raptorex, apesar de este ser uma miniatura do seu gigantesco descendente. Até mesmo o cérebro do raptorex exibe bulbos olfatórios grandes, indicando um olfato altamente desenvolvido, assim como o do tiranossauro rex.

Cabeça e crânio de um raptorex

“É impressionante. Não conheço nenhum outro exemplo de um animal que tenha sido tão perfeitamente criado em uma versão cerca de 100 vezes menor do que, mais tarde, se tornaria”, diz Paul Sereno, paleontólogo da Universidade de Chicago e autor do estudo sobre o raptorex.

Os paleontólogos dizem que um raptorex adulto não passava de 3 metros de altura e 60 quilos. Vivia em uma região de lagos perto da Mongólia e se alimentava de pequenos dinossauros, pássaros e tartarugas.

Os braços curtos eram secundários na caça e permitiam que o raptorex corresse com mais agilidade para atacar sua presa. “Em um animal tão veloz e com cabeça tão grande, algo tem de ser sacrificado e, neste caso, assim como no caso do tiranossauro rex, os braços foram colocados em segundo plano”, afirma Stephen Brusatte, co-autor do estudo e paleontólogo do Museu Americano de História Natural.

“Todas estas características fazem parte de um design belamente criado para um predador de grande sucesso¿, diz Sereno. Segundo os autores do estudo, mesmo os braços diminutos do tiranossauro rex não eram inúteis nem apenas vestígios do processo evolutivo, mas faziam parte de um modelo especialmente desenvolvido para capturar e liquidar outros animais. Há três anos, o esqueleto, em condições quase que perfeitas, foi comprado no mercado negro por Henry Kriegstein, um colecionador de fósseis, e encaminhado a Sereno. O paleontólogo concordou em estudar o espécime desde que este fosse, depois disso, devolvido à China.

“Foi uma descoberta completamente inesperada. O que sabíamos sobre a evolução dos dinossauros era simplista ou mesmo errado”, afirma Brusatte.

Fonte: Terra

Esse caminho tem coração?

“Há muitas coisas que um guerreiro pode fazer, em determinado momento, que não poderia ter feito anos antes. Essas coisas não mudaram; o que mudou foi a idéia do guerreiro sobre si mesmo.”

(Carlos Castañeda, em “Porta para o Infinito“)

“Existe dois meios de enfrentar o fato de estarmos vivos. Um é render-se a ele, seja concordando com suas exigências, seja lutando contra elas. Outra é moldando nossa situação particular de vida para que ela se adapte a nossas próprias configurações.”

(idem, em “A Arte do Sonhar“)

Muitos já devem ter notado que criei um novo widget aqui no Inconsciente chamado “Influências do Blog”. Pois bem, a ideia de acrescentar essa coluninha é a de não só promover, mas de identificar os autores e pensadores que mais me influenciam ou influenciaram. Um deles é o antropólogo e escritor Carlos Castañeda. Para os interessados na Nova Ciência (aqui no blog coloco como “Ciência Alternativa”) e Misticismo, os livros desse autor são praticamente leitura obrigatória. Porém, para as ideias de Castañeda serem devidamente compreendidas, os livros precisam ser lidos na seguinte ordem:

Basicamente, os livros tratam dos ensinamentos do sábio índio brujo Don Juan, aprendidos por Castañeda quando este ainda era um estudante de Antropologia. O autor certamente aprendeu muito mais sobre a vida e o Universo com os índios mexicanos “semi-analfabetos” do que nos bancos da faculdade. Uma prova de que sabedoria não está necessariamente ligada a intelectualidade ou “cultura”.

donjuan

Neste post, deixo como inspiração um trecho retirado do livro “A Erva-do-Diabo” em que Don Juan explica a Castañeda da importância de encontrar um caminho de vida que seja o verdadeiro para você. Somente para você. Independente de quantas vezes seja preciso experimentá-lo ou mudar de ideia. Esqueça o que os outros acham que você deveria de fazer ou ser. É para você que sua vida deve ter significado. Nas palavras do sábio índio:

“… Tudo é um entre um milhão de caminhos. Portanto, você deve sempre manter em mente que um caminho não é mais do que um caminho; se achar que não deve seguí-lo, não deve permanecer nele, sob nenhuma circunstância. Para ter uma clareza dessas, é preciso levar uma vida disciplinada. Só então você saberá que qualquer caminho não passa de um caminho, e não há afronta, para si nem para os outros, em largá-lo se é isso que o seu coração lhe manda fazer.

Mas sua decisão de continuar no caminho ou largá-lo deve ser isenta de medo e de ambição. Eu lhe aviso. Olhe bem para cada caminho, e com propósito. Experimente-o tantas vezes quanto achar necessário. Depois, pergunte-se, e só a si, uma coisa. Essa pergunta é uma que só os muito velhos fazem. Dir-lhe-ei qual é: esse caminho tem coração?

Todos os caminhos são os mesmos; não conduzem a lugar algum. São caminhos que atravessam o mato, ou que entram no mato. Em minha vida posso dizer que já passei por caminhos compridos, mas não estou em lugar algum. A pergunta de meu benfeitor agora tem um significado. Esse caminho tem um coração? Se tiver, o caminho é bom; se não tiver, não presta. Ambos os caminhos não conduzem a parte alguma; mas um tem coração e o outro não. Um torna a viagem alegre; enquanto você o seguir, será um com ele. O outro o fará maldizer a sua vida. Um o torna forte, o outro o enfraquece.”

Então. O caminho que você escolheu para sua vida, tem um coração? O seu coração?

“Nós não nos damos conta de que podemos cortar qualquer coisa de nossas vidas, a qualquer momento, num piscar de olhos”.

(Carlos Castañeda em “Viagem a Ixtlan“)

(Substância que dá inicio à vida é encontrada em cometa)

Cientistas da Nasa (Agência Espacial Americana) encontraram o aminoácido glicina, fundamental na formação de proteínas por seres vivos, em amostras de um cometa. Esta é a primeira vez que se encontra um aminoácido neste tipo de corpo celeste.

As proteínas são formadas por combinações de aminoácidos e, por sua vez, são usadas na formação de várias estruturas dos organismos vivos, de cabelos a enzimas.

Nossa descoberta sustenta a teoria de que alguns dos ingredientes para a criação da vida se formaram no espaço e foram trazidos à Terra pelo impacto de meteoritos e cometas“, disse Jamie Elsila, cientista no Centro de Voos Espaciais da Nasa em Greenbelt, no Estado de Maryland, e principal autor de um estudo sobre o assunto, a ser publicado na revista Meteoritics and Planetary Science.

Para Carl Pilcher, diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa, a análise da equipe de Elsila reforça o argumento de que a vida no universo “pode ser mais comum do que rara”.

Coleta especial
As amostras foram colhidas do cometa Wild 2 pela espaçonave Stardust. Em janeiro de 2004, a nave atravessou a densa camada de gases e poeira que cercam o núcleo gelado do Wild 2.

Na passagem, uma estrutura coletora especial, parecida com uma raquete de tênis e preenchida com um gel espumoso, capturou as amostras das substâncias.

Essa estrutura foi então colocada em uma cápsula que foi separada da Stardust e enviada à Terra com um paraquedas, chegando em janeiro de 2006. Desde então, os cientistas vinham analisando as amostras para tentar aprender mais sobre a formação de cometas e do nosso Sistema Solar.

Fonte: Terra/BBC Brasil

(Corpo humano brilha, dizem cientistas)

O corpo humano literalmente brilha, emitindo uma luz em quantidades e níveis muito pequenos que aumentam e diminuem no decorrer do dia, afirmam cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão em artigo publicado esta semana na revista científica Plos One.

Pesquisas já haviam demonstrado que o organismo emite luz visível, mil vezes menos intensa do que podemos perceber a olho nu. Na realidade, praticamente todos os seres vivos emitem uma luz muito fraca, o que se acredita ser um subproduto de reações bioquímicas envolvendo os radicais livres. Esta luz visível difere da radiação infravermelha – uma forma de luz invisível – que vem o calor do corpo.

Nesta ilustração, pode-se verificar que o corpo humano, especialmente o rosto, emite luz visível em pequenas quantidades que variam durante o dia

Nesta ilustração, pode-se verificar que o corpo humano, especialmente o rosto, emite luz visível em pequenas quantidades que variam durante o dia

Para saber mais sobre essa fraca emissão de luz visível, os cientistas japoneses trabalharam com câmeras extraordinariamente sensíveis, capazes de detectar um único fóton. Cinco voluntários sadios do sexo masculino foram colocados em frente das câmeras em quartos em completa escuridão com seus peitos nus. A exposição foi realizada de três em três horas durante 20 minutos – das 10 às 22 horas – por três dias.

Os cientistas descobriram que a luz emitida pelos corpos aumentou e diminuiu ao longo do dia, com a intensidade mais fraca às 10 horas e mais alta às 16 horas, caindo progressivamente depois desse horário. Estas descobertas sugerem que as emissões de luz estão ligadas ao nosso relógio biológico, provavelmente devido à forma como os nossos ritmos metabólicos flutuam ao longo do dia.

Outro fato descoberto no estudo é que o nosso rosto brilha mais do que o resto do corpo. Segundo os pesquisadores, isto pode acontecer porque o rosto normalmente é mais bronzeado que o restante do corpo – pois é mais exposto à luz solar. A melanina, pigmento da pele, tem componentes fluorescentes que poderiam reforçar essa produção de luz.

O pesquisador Hitoshi Okamura, biólogo da Universidade de Kyoto, afirma que uma vez que a produção desta fraca luz está ligada ao metabolismo do organismo, este estudo indica que câmeras que detectam essas emissões poderiam ajudar a detectar condições médicas.

“Se você puder ver essa trêmula luminosidade da superfície do corpo, você poderá ver toda a condição corporal”, disse o pesquisador Masaki Kobayashi, biomédico do Instituto de Tecnologia em Sendai, no Japão, que também participou do estudo.

Fonte: Terra

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