(Arqueólogos descobrem tumba de 4,5 mil anos no Egito)

Arqueólogos anunciaram nesta segunda-feira a descoberta de uma tumba com mais de 4,5 mil anos. O local fica ao sul da necrópole dos construtores das pirâmides, no Cairo, Egito. As informações são da agência EFE.

Segundo o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Zahi Hawass, é a primeira tumba encontrada na região e se difere das descobertas até hoje pelo desenho arquitetônico.

De acordo com o site da TV Fox News, as autoridades egípcias acreditam que a tumba possa fazer parte de uma grande e desconhecida necrópole em Giza (a região onde ficam as três mais famosas pirâmides).

Ainda segundo o site, os arqueólogos dizem que os desenhos encontrados no local indicam que na tumba foi enterrado Rudj-ka, o sacerdote que liderou o culto mortuário do faraó Quéfren, construtor de uma das três grandes pirâmides.

Desenhos indicam que na tumba foi enterrado sacerdote de um dos principais faraós

Desenhos indicam que na tumba foi enterrado sacerdote de um dos principais faraós

Fonte: Terra/EFE

(Arqueólogos descobrem língua perdida em manuscrito no Peru)

Esse pode ser um registro escrito da língua que os espanhóis da era colonial chamavam de pescadora

Pesquisadores dizem que rabiscos encontrados no verso de uma carta descoberta num sítio arqueológico do século XVII revela uma língua indígena até agora desconhecida.

Uma equipe internacional de arqueólogos encontrou a carta sob uma pilha de tijolos de adobe numa igreja que desmoronou perto de Trujillo, 560 km ao norte da capital, Lima. O complexo havia sido habitado por dominicanos durante 200 anos.

“Nossas investigações determinaram que esse pedaço de papel registra um sistema numérico numa língua que se perdeu há centenas de anos”, disse o arqueólogo Jeffrey Quilter, do Museu Peabody de arqueologia e Etnologia de Harvard.

Números anotados com nomes em língua perdida

Números anotados com nomes em língua perdida

‘Descobrimos uma língua que ninguém vê desde o século XVI ou XVII”, disse ele, acrescentando que o idioma parece ter sido influenciado pelo quíchua, a antiga língua ainda falada por milhões de andinos.

Ele disse que esse pode ser um registro escrito da língua que os espanhóis da era colonial chamavam de pescadora, porque era usada pelos pescadores do norte do Peru. Até hoje, nenhum registro da língua pescadora era conhecido.

Fonte: Reuters/Estadão

(Achados no Peru templos de mais de 4 mil anos)

Segundo arqueólogo, os centros cerimoniais, que ficam em área de floresta, podem ser os mais antigos do país

Uma equipe de arqueólogos peruanos encontrou dois centros cerimoniais de mais de 4 mil anos em uma floresta no norte do Peru. Eles seriam os mais antigos do país e fazem parte da cultura bracamoros, de acordo com o jornal El Comercio.

Foram achados 14 sítios funerários, que tinham oferendas e ossadas de crianças e adolescentes. O local onde os vestígios arqueológicos foram encontrados era usado anteriormente como depósito de lixo pelos moradores de Jaén. Até que uma equipe de arqueólogos liderada por Quirino Oliveira decidiu desenterrar as estruturas, estimulados por evidências de fósseis e de cerâmica encontradas nas últimas décadas.

templo

Escavação. Arqueólogos trabalham em Jaén, no Peru

No início dos trabalhos, em maio deste ano, foi achada uma grande parede semicircular construída com uma mistura de argamassa de barro e pedras que pesam 200 quilos.

Olivera disse que se pode estar “frente a uma das primeiras civilizações do Peru”. “Nem nos Andes ou no litoral, templos com essa idade e esses recursos foram encontrados”, afirmou.

Os dois templos, localizados na região de Montegrande e San Isidro, são os primeiros encontrados no Peru numa região de contato entre floresta e montanhas.

Fonte: EFE/Estadão

(Nova teoria afirma que Amazônia pré-colombiana foi populosa)

Estima-se que a população amazônica pode ter chegado a 20 milhões de pessoas no período antes do descobrimento

Esqueça a ideia de índios nômades percorrendo uma floresta praticamente inabitada. A Amazônia pré-colombiana era amplamente habitada, com aldeias muitas vezes mais populosas que as europeias. Havia enorme diversidade cultural e grandes redes de relações entre aldeias próximas aos rios Tapajós, Madeira, Solimões, por exemplo.

Este é o cenário – muito diferente do que foi pintado nos livros de história – que um grupo de arqueólogos de diversos países está conseguindo comprovar a partir de evidências em escavações e estudos na região. Fala-se em mais de 20 milhões de índios habitando a Amazônia antes da chegada de portugueses e espanhóis, (atualmente a população indígena do país é 460 mil pessoas) e que descarta a ideia tradicional de que se tratava de uma região virgem e inabitada.

Também era algo muito diferente do mito do Eldorado com suas cidades feitas de ouro que atraiam o descobridor ibérico. “Este era o modo de entender do colonizador. O que estamos fazendo é contar a história a partir da ótica do índio”, disse a pesquisadora da Universidade Estadual do Amazonas, Helena Lima. “O que sabemos é que estas populações eram muito mais complexas e numerosas e usavam técnicas de manejo bem sofisticadas”, completa.

Gravura do século 18 mostra as diferentes tribos que habitavam o continente americano
Gravura do século 18 mostra as diferentes tribos que habitavam o continente americano

Eduardo Neves, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP e coordenador do projeto Amazônia Central, faz uma estimativa mais modesta: cerca de 5,5 milhões de pessoas vivendo na Amazônia pré-colombiana. “Antigamente falava-se em Amazônia como uma coisa só, mas o que vemos aqui é uma variabilidade cultural incrível, tanto de língua quanto de organização política e das aldeias”

tribo

Vista aérea de aldeia no Pará: região pode ter sido muito mais populosa do que se imaginava anteriormente

Atualmente a densidade demográfica na região amazônica é de uma a duas pessoas por quilômetros quadrados, sendo concentrada em poucas cidades como Iquitos (Peru), Manaus e Belém. O pesquisador colombiano Augusto Oyuela-Caycedo, professor da Universidade da Flórida, diz que antes da chegada dos europeus “provavelmente a população era de três a cinco pessoas por quilômetros quadrado, com povoados com não mais que cinco mil pessoas cada”.

Michael Heckenberger, também do departamento de Antropologia da Universidade da Florida, pesquisou áreas do Alto Xingu e fez uma estimativa de que viviam 50 mil índios em uma área de 20 mil quilômetros quadrados. “Isto consiste em uma população maior que de países da Europa de hoje”, disse.

De acordo com os estudos, as vilas do Alto Xingu eram 10 ou 15 vezes maiores do que as que existem hoje na região. A organização das vilas era composta por uma praça central e circular rodeada por tabas. “As casas formavam um anel perfeito ao longo da periferia da praça e eram cercadas por valetas com 2 quilômetros de comprimento”. De acordo com Heckenberger, no Alto Xingu, onde hoje há uma aldeia, existiam 12.

Em outras regiões do amazonas a configurações das aldeias eram diferentes, com aldeias lineares, voltadas para os rios. “Em relação à organização, elas não eram tribos, mas sociedades em estado incipiente, as evidências arqueológicas indicam um estado expansionista”, disse Oyuela.

Manejo da terra

Uma das provas destas grandes aglomerações e do desenvolvimento da civilização é a terra preta – mudanças na estrutura do solo que permitiam o cultivo. Os estudos mostraram que as plantações eram feitas em pequenas quantidades de terra, cercadas por grandes extensões de florestas. Helena explica que já naquela época se adicionava matéria orgânica e carvão queimado a altas temperaturas para melhorar a qualidade do solo amazônico.

Ela afirma que as grandes populações estavam concentradas na foz dos grandes rios. “Embora sejam exatamente estas as áreas que são mais estudadas”, diz. Nestas regiões observou-se a ocorrência da terra preta.

“Por muitos anos se pensou que a terra preta era resultado de fenômenos naturais como cinzas vulcânicas. A resistência à idéia de que a terra preta foi causada por seres humanos vêm de uma teoria de que a Amazônia era largamente inóspita para o desenvolvimento das sociedades humanas complexas com grandes aldeias”, diz Oyuela, que encontrou terra preta no Alto do Solimões, em 2005, próximo a cidade de Iquitos. A região chamada de Quistococha foi uma grande aldeia que ocupava até 20 hectares até o ano 900 a.D.

Helena afirma que mais de 90% das áreas habitadas hoje na região amazônica, está sobre sítios arqueológicos e as datações são de pelo menos 2 mil anos atrás. Segundo a pesquisadora, em regiões como o alto madeira há datações de terra preta de quatro mil anos atrás, no Médio Amazonas foram encontradas cerâmica e evidências de ocupações agrícola de mais dois mil anos e indícios de cultura nômade de oito mil anos atrás.

Práticas ambientais

Os pesquisadores concordam que os estudos da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Europa e EUA, mostram a importância da aprendizagem das práticas do passado dos povos indígenas na gestão da floresta para a produção de alimentos, remédios, madeira.“Os povos indígena têm sido bem sucedidos na administração da floresta e criou a maravilha que chamamos de Amazônia. É por isso que é importante aprender e aplicar as lições positivas destas civilizações, que foram negadas pela história ocidental, a mesma que nos colocou na crise climática e ecológica que temos atualmente”, conclui Oyuela.

Fonte: Último Segundo/Maria Fernanda Ziegler

(Arqueólogos encontram templo samaritano no Vale do Jordão)

Arqueólogos israelenses descobriram uma antiga sinagoga Samaritana no Vale do Jordão com uma inscrição curiosa que diz: “Este é o templo“, informou a Direção de Antiguidades de Israel. As informações são da agência Efe.

Com cerca de 1,5 mil anos, o templo, localizado a sudeste da antiga cidade de Beisán, ao norte do vale do rio Jordão, foi descoberto durante escavações para ampliar a área urbana de Beit Shean.

“A descoberta na área agrícola ao sul de Bet Shean oferece novas informações sobre a população samaritana desse período”, disseram em um comunicado os arqueólogos Walid Atrash Yaacov e Harel, chefe do projeto.

Na imagem, uma parte do mosaico com a inscrição: ' Este é o templo'
Na imagem, uma parte do mosaico com a inscrição: ‘ Este é o templo’

Mais imagens:


Fonte: EFE/Terra

(Cientistas recriam face de menina grega morta há 2,5 mil anos)

Não é uma notícia “nova”. O jornal El Mundo já havia publicado uma nota sobre o assunto em abril. Mas vale pelo vídeo da reconstrução facial de Myrtis! ;-)

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A reconstrução do rosto utilizou tecnologia 3D. Veja o vídeo

Cientistas reconstruíram o rosto de uma menina grega de 11 anos que morreu no ano 430 antes de Cristo, há quase 2,5 mil anos.

O esqueleto da menina, batizada pelos cientistas de Myrtis, foi encontrado em uma antiga vala comum em Atenas durante as obras para a construção do metrô em 1995. Na vala ainda estavam 150 homens, mulheres e crianças.

Usando uma tecnologia 3D, geralmente usada para múmias egípcias, os cientistas conseguiram reconstruir a face de Myrtis a partir de seu crânio.

O professor e ortodontista da Universidade de Atenas, Manolis Papagrigorakis, afirma que eles conseguiram o crânio intacto da menina, com a mandíbula, dentes e até os dentes de leite, o que ajudou na reconstrução. O professor acrescenta que eles conseguiram chegar a 95% de aproximação com a realidade.

Os cientistas retiraram amostras de DNA dos dentes de outros crânios encontrados na vala em Atenas e concluíram que eles morreram de febre tifoide, uma doença que matou muitos naquele período da história da Grécia.

O rosto de Myrtis vai ficar exposto em Atenas. E a Organização das Nações Unidas (ONU) a transformou em uma representante das Metas do Milênio da organização, para aumentar a conscientização para saúde infantil.

Fonte: BBC Brasil/Último Segundo

(Templo moabita com mais de 3 mil anos é descoberto na Jordânia)

Entre as peças destaque para uma estátua com cabeça de touro do deus moabita

A localização de um templo moabita de 3 mil anos foi anunciada pelo Departamento de Antiguidades jordaniano, que classificou a descoberta como uma das mais importantes da Idade do Ferro (que se estendeu de 1.500 a 27 a.C.).

No templo de três andares e cuja construção, acredita-se, tenha ocorrido entre o período 1.200 e 600 a.C. foram encontradas mais de 300 peças. A análise indica que existe a possibilidade de a construção fazer parte de um centro político e religioso do reino de Moab, como detalhou o diretor do departamento jordaniano, Ziad Saad.

A estela de Mesha, inscrição do Reino de Moab encontrada no século 19

A estela de Mesha, inscrição do Reino de Moab encontrada no século 19

Em comunicado, Saad sustenta que a descoberta foi feita no mês passado por uma equipe do Departamento de Antiguidades jordaniana e a universidade La Sierra, dos Estados Unidos.

Entre as peças destaque para uma estátua com cabeça de touro do deus moabita, além de recipientes, lâmpadas e altares de rituais religiosos.

A descoberta ocorreu próximo à cidade de Dibã, a 50 quilômetros ao sul de Amã.

“A Idade de Ferro foi um grande e importante período histórico e político no qual reinos fortes alcançaram inúmeros avanços tecnológicos”, disse o diretor do Departamento de Antiguidades.

Acredita-se que os moabitas eram tribos do povo cananeu que se estabeleceram na margem do rio Jordão no século 14 a.C. Seu reino chegou ao fim com a invasão persa, por volta do século 7 a.C.

Fonte: Estadão/EFE

(Inglaterra: verão seco expõe sítios arqueológicos em lavouras)

Centenas de sítios arqueológicos antigos foram descobertos em imagens aéreas na Grã-Bretanha, graças ao verão seco que atingiu o país neste ano. De acordo com dados levantados pela instituição English Heritage, de conservação do patrimônio histórico da Inglaterra, as imagens mostram marcas de construções antigas que estão soterradas.

Entre os lugares descobertos pelos arqueólogos estão ruínas romanas próximas à cidade de Bradford Abbas, na região de Dorset, no sudoeste da Inglaterra. O local foi revelado em imagens feitas em junho. Nas fotos, é possível ver um muro circular que teria servido de proteção aos soldados romanos durante manobras militares no primeiro século d.C.

Na cidade de Tadcaster, em North Yorkshire, no norte da Inglaterra, os arqueólogos identificaram um forte romano de mais de 2 mil anos de idade. Além disso, uma muralha reforçada foi construída no ano de 290 d.C.

Em East Riding of Yorkshire, no norte da Inglaterra, 60 novos sítios foram descobertos em apenas um dia
Em East Riding of Yorkshire, no norte da Inglaterra, 60 novos sítios foram descobertos em apenas um dia

“As marcas em lavouras são sempre mais visíveis em clima seco, mas os últimos verões foram decepcionantes”, disse o analista Dave MacLeod, do English Heritage.

“Neste ano, nós tiramos proveito das condições climáticas. Nós tentamos nos concentrar nas regiões em que há poucas descobertas arqueológicas.”

Acampamento Romano, em Dorset
Acampamento Romano, em Dorset

Visão aérea de um forte romano de 2.000 anos atrás encontrado em Newton Kyme, em North Yorkshire.
Visão aérea de um forte romano de 2.000 anos atrás encontrado em Newton Kyme, em North Yorkshire.

A English Heritage afirma que alguns sítios arqueológicos que não eram visíveis desde a seca de 1976 ressurgiram neste ano.

Fonte: Terra/BBC Brasil

(Tutancâmon era filho de faraó com irmã, diz estudo)

Desde que a tumba de Tutancâmon foi descoberta, em 1922, pelo arqueólogo Howard Carter e sua equipe, muito mistério envolve a vida e a morte do jovem faraó que governou o Egito dos 9 a aos 19 anos, no século XIV a.C. Até pouco tempo atrás, os arqueólogos não sabiam quem eram os pais de Tutancâmon nem a causa de sua morte prematura. Agora, uma equipe de geneticistas, liderada pelo arqueólogo Zahi Hawass, conseguiu solucionar uma parte significativa do quebra-cabeça.

Por meio do estudo do DNA de Tutancâmon e de dez outras múmias que os arqueólogos suspeitavam ser membros da sua família direta, incluindo dois fetos mumificados encontrados na tumba do faraó, foi determinada com certeza praticamente absoluta (uma probabilidade de 99,99%) a identidade dos pais do mais jovem rei do Egito.

Tutancâmon foi fruto de um casamento incestuoso entre o rei Akhenaton e a irmã deste, conhecida como a Jovem Senhora (múmia KV35YL). A descoberta põe fim às especulações de que Nefertiti, a poderosa rainha egípcia de beleza legendária e uma das mulheres de Akhenaton, tenha sido sua mãe.

Resultado de uma união entre irmãos, este faraó frequentemente estudado tinha pé torto, lábio parcialmente leporino e certamente sofreu uma necrose no pé esquerdo, no qual um dos dedos não tinha osso, o que provavelmente lhe causava muita dor. Tutancâmon fez de sua meia irmã sua mulher

Resultado de uma união entre irmãos, este faraó frequentemente estudado tinha pé torto, lábio parcialmente leporino e certamente sofreu uma necrose no pé esquerdo, no qual um dos dedos não tinha osso, o que provavelmente lhe causava muita dor. Tutancâmon fez de sua meia irmã sua mulher

“Isso explica porque Tutancâmon era um indivíduo tão frágil e mais suscetível a infecções, o que pode ter causado sua morte”, diz Jamie Shreeve, editor de ciência da revista National Geographic, que acompanhou de perto o trabalho da equipe dentro da tumba do Rei Menino, em outubro do ano passado.

O incesto entre os membros da realeza era comum no antigo Egito, pois trazia vantagens políticas e mais poder aos faraós. Filhos de irmãos estão mais predispostos a defeitos congênitos. Tutancâmon tinha pé torto e lábio parcialmente leporino. Uma enorme quantidade de bengalas e pedaços de bengalas foi encontrada na tumba do faraó. A análise da múmia de Tutancâmon também indica que ele tenha sofrido de necrose no pé esquerdo, cujo um dos dedos não tinha osso. De todos os faraós, ele é o único ilustrado sentado ao atirar com arco e flecha.

“Este não era um rei que segurava um bastão como símbolo de poder. Ele era um jovem que precisava de uma bengala para caminhar”, afirma Hawass.

É possível que a causa de sua morte tenha sido a malária, uma doença comum naquela região e época. Com base na presença de diversas cepas do parasita Plasmodium falciparum, foi comprovado que Tutancâmon foi infectado pela forma mais grave de malária diversas vezes no decorrer de sua vida. No entanto, há cientistas que acreditam que, como a doença era tão comum no Egito, o faraó pode ter desenvolvido uma imunidade parcial à malária. Por outro lado, a doença pode ter debilitado o seu sistema imunológico e ter levado a complicações em uma fratura encontrada em sua perna – provavelmente causada por uma queda – e avaliada pela equipe, em 2005.

“Podemos descartar a teoria de que Tutancâmon tenha sido assassinado com um golpe na cabeça”, afirma Shreeve. Durante o exame da múmia do faraó, foi determinado que o buraco na sua cabeça foi resultado do processo de mumificação.

Apesar do estudo das outras múmias ainda não estar concluído, com base nos dados até agora examinados, há evidência suficiente para acreditar que a mulher de Tutancâmon, Ankhesenamun, fosse sua meia-irmã, filha de Akhenaton e Nefertiti. Portanto, o jovem faraó era filho e genro de Akhenaton. Também é bastante provável que os dois fetos sejam de filhas do casal. Tutancâmon e Ankhesenamun não tiveram outros filhos.

“De certa forma, os egípcios atingiram seu objetivo de serem transportados para uma vida após a morte. Sua preservação é extraordinária”, diz Shreeve. A meta dos arqueólogos agora é descobrir mais sobre o DNA de Ramsey I e localizar Nefertiti, que, até hoje, não foi encontrada.

O artigo completo com mais fotos será publicado na edição de 31 de agosto da National Geographic. Ele também pode ser acessado, em inglês, pelo link http://ngm.nationalgeographic.com/2010/09/tut-dna/hawass-text.

Fonte: Terra/National Geographic

(Descoberto lago artificial maia em meio à floresta no México)

Fundo do reservatório de água parece coberto de lascas de cerâmica, usadas para vedação, como uma psicina

Pesquisadores alemães e mexicanos encontraram um lago artificial, no sítio arqueológico da antiga cidade de maia de Uxul, cujo fundo é revestido por placas de cerâmica, como as piscinas modernas são revestidas de azulejo. De acordo com o pesquisador Nicolaus Seefeld, o fundo do lago, com dois metros de profundidade, está recoberto de lascas de cerâmica “praticamente sem lacunas”.

Embora o uso de lagos artificiais, ou” aguadas”, como reservatórios de água potável pelos maias já fosse conhecido, a tecnologia usada em Uxul surpreendeu os arqueólogos.

“Ainda não sabemos se o revestimento se estende por toda a aguada”, completou ele, em nota, explicando que a escavação teve início no centro do lago.

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Escavação comçeou no centro do antigo reservatório

De acordo com texto divulgado pela Universidade de Bonn, se todo o reservatório estiver realmente recoberto por ladrilhos, a descoberta será “uma pequena sensação”, pela quantidade de cerâmica envolvida.

As duas aguadas já descobertas em Uxul eram maiores que piscinas olímpicas, e talvez não tivessem sido as únicas. A cidade tinha uma população de pelo menos 2.000 pessoas, e precisava acumular água para durar pelos três meses anuais de seca.

No Período Clássico da cultura maia, de 250 a 900 d.C., Uxul estava localizada numa área densamente povoada, entre as grandes cidades de El Mirador e Calakmul. Por ali passavam rotas comerciais que iam do centro do México à Guatemala.

Fonte: Estadão