Caçadores de naufrágios se deparam com descoberta misteriosa no mar Báltico

As informações originais retirei da CNN.

Uma equipe sueca de caçadores de tesouros marítimos acredita ter feito a descoberta de suas vidas. O único problema é que não fazem ideia do que exatamente descobriram.

Procurando por navios naufragados em uma localização secreta entre a Suécia e a Finlândia, a companhia de salvamento Ocean Explorer registrou uma imagem incrível a mais de 80 metros da superfície da água.

À primeira vista, o líder da equipe e mergulhador comercial, Peter Lindberg, brincou que sua equipe tinha acabado de descobrir um objeto voador não identificado, ou  UFO (OVNI).

Tenho feito isso há quase 20 anos, então já vi alguns objetos no fundo (do mar), mas nada como isto“; declarou Lindberg. Ele ainda disse que estavam há 9 dias em alto mar e já estavam cansados, mas resolveram fazer uma última busca com o sonar e de repente capturaram essa “coisa”.

Utilizando um sonar de varredura lateral, a equipe encontrou um objeto cilíndrico de 60 metros de diâmetro com uma “cauda rígida” de 400 metros. Em outra passagem sobre o objeto, o sonar mostrou uma segunda forma discóide há 200 metros de distância.

A equipe de Lindberg acredita que os objetos são muito grandes para terem caído de algum navio ou embarcação ou serem parte de um naufrágio, mas não fazem ideia do que pode ser aquilo.

Segundo Lindberg, já ouviram todo tipo de “explicação” para o achado: desde que é a nave Millennium Falcon, de George Lucas, até de que aquilo é algum tipo de “plugue” ou “tampa” para o “interior do mundo” ou para o “inferno” ou algo do gênero. É claro que a única forma de esclarecer o mistério é descendo lá para ver de perto.

Andreas Olsson, chefe de arqueologia do Museu Marítimo Sueco, admite estar muito intrigado pela imagem registrada, mas se mantém cético com relação ao que ela pode ser. A confiabilidade da técnica de escaneamento do sonar utilizado pela equipe é uma de suas maiores preocupações, já que ela torna difícil determinar se o objeto é uma formação geológica natural ou algo completamente diferente. Vários parâmetros podem interferir na captura da imagem, segundo Olsson. E mesmo Lindberg admite que a imagem não é a melhor possível. Mas sua equipe já planeja voltar ao local na primavera, quando as águas estarão mais calmas, para investigar seu achado.

Quem sabe inglês, pode assistir também a reportagem da CNN sobre o caso:

Imagem de Amostra do You Tube

(Desmatamento revela desenhos no solo da Amazônia)

Notícia “reciclada”, mas mesmo assim interessante. Os grifos são meus!

A outra notícia que publiquei sobre o  assunto pode ser vista aqui: (Unesco pode transformar marcas milenares no AC em patrimônio mundial)

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De acordo com descobertas arqueológicas, as escavações nas terras são muito antigas e podem melhorar a compreensão da floresta

Edmar Araújo ainda se lembra do pavor que sentiu. Algumas décadas atrás, enquanto limpava árvores no terreno de sua família, localizado perto da cidade de Rio Branco, um local isolado em um dos cantos do oeste da Amazônia brasileira, ele se deparou com uma série de avenidas de barro esculpidas no solo.

“Estas fileiras eram muito perfeitas para terem sido feitas por um homem”, disse Araújo, um pecuarista de 62 anos de idade. “A única explicação que eu conseguia imaginar era que elas eram trincheiras que foram cavadas durante a guerra contra os bolivianos.”

Mas estas não eram trincheiras, pelo menos não serviram para nenhum conflito que possa ter ocorrido aqui durante o século 20. De acordo com descobertas arqueológicas feitas na região nos últimos anos, as escavações nas terras de Araújo e centenas como ela em regiões próximas são muito mais antigas do que isso e podem melhorar potencialmente nossa compreensão da maior floresta tropical do mundo.

Vista aérea de fazenda perto de Rio Branco, no Acre

O desmatamento que atingiu a Amazônia nos anos 70 também expôs um segredo escondido há muito tempo debaixo desta floresta de grande espessura: formas geométricas perfeitamente desenhadas que abrangem centenas de metros de diâmetro.

Alceu Ranzi, um estudioso brasileiro que ajudou a descobrir os quadrados, octágonos, círculos, retângulos e formas ovais que compõem as esculturas de terra, disse que esses geoglifos encontrados em terras desmatadas são tão significativos quanto as famosas linhas de Nazca, os símbolos enigmáticos de animais que são visíveis quando avistados do alto no sul do Peru.

“O que mais me impressionou sobre esses geoglifos foi sua precisão geométrica e como eles estavam escondidos em uma floresta que até então nos parecia ser intocada à exceção de algumas tribos nômades que haviam habitado a região”, disse Ranzi, paleontólogo que viu pela primeira vez os geoglifos na década de 70 e, anos mais tarde, observou-os de avião.

Para alguns estudiosos da história humana na Amazônia, os geoglifos existentes no Estado brasileiro do Acre e em outros sítios arqueológicos sugerem que as florestas da Amazônia ocidental, anteriormente considerada inabitável por sociedades mais sofisticadas, em parte por causa da qualidade de seus solos, pode não ter sido tão “Inabitável”, como alguns ambientalistas afirmam.

O escritor americano Charles C. Mann explica que ao invés de ter permanecido uma floresta virgem, quase não habitada por pessoas, partes da Amazônia podem ter sido locais aonde grandes populações viviam em dezenas de cidades interligadas por redes de estradas. Na verdade, de acordo com Mann, o explorador britânico Percy Fawcett desapareceu em 1925 em sua busca pela “Cidade Z”, que supostamente existia na região de Xingu.

Além de partes da Amazônia terem sido “muito mais densamente povoadas do que se pensava”, Mann, o autor de “1491″, um livro inovador que fala a respeito das Américas antes da chegada de Colombo, disse que “estas pessoas propositadamente modificavam seu ambiente de uma maneira que pudesse ser duradoura.”

Como consequência das vastas regiões habitadas por humanos, é possível que as florestas da América do Sul possam ter sido muito menores durante certos períodos, com grandes áreas vazias semelhantes às savanas.

Tais revelações não se encaixam confortavelmente com os debates políticos atuais a respeito do desenvolvimento da região, em que alguns ambientalistas se recusam a permitir que a pecuária e o cultivo da soja em larga escala, por exemplo, avance ainda mais para outras regiões da Amazônia.

Os cientistas também dizem se opor à queima indiscriminada das florestas, mesmo que a pesquisa sugira que a Amazônia tenha sustentado uma agricultura intensiva no passado. Na verdade, dizem que outras regiões dos trópicos, especialmente a África, poderiam se beneficiar de estratégias antes utilizadas na Amazônia para superar as limitações do seu solo.

“Se alguém quiser recriar a Amazônia da era pré-colombiana, a maior parte da floresta precisa ser destruída, ser populada por muitas pessoas e ter uma agronomia altamente produtiva”, disse William Woods, geógrafo da Universidade de Kansas, que faz parte de uma equipe que está estudando os geoglifos do Acre.

“Eu sei que isso não terá uma boa repercussão com os ambientalistas”, disse Woods, “mas o que mais se pode dizer à respeito?”

Enquanto os pesquisadores tentam entender a história ecológica da Amazônia, mistério ainda envolve as origens dos geoglifos e as pessoas responsáveis por eles. Até agora, 290 obras escavadas foram encontradas no Acre, junto com cerca de 70 outras na Bolívia e 30 nos Estados brasileiros do Amazonas e Rondônia.

Os primeiros pesquisadores descobriram os geoglifos na década de 1970, depois que a ditadura militar brasileira incentivou colonos a se mudarem para as regiões do Acre e da Amazônia, apoiados pelo slogan nacionalista “Ocupar para não entregar”, para justificar o povoamento da área que resultou no desmatamento.

Porém, a comunidade científica demonstrou pouco interesse na descoberta até que o cientista brasileiro Ranzi começou suas pesquisas na década de 1990, e pesquisadores brasileiros, finlandeses e americanos começaram a encontrar mais geoglifos usando imagens de satélite de alta resolução e de pequenos aviões que sobrevoavam a Amazônia .

Denise Schaan, arqueóloga da Universidade Federal do Pará no Brasil, que agora lidera a pesquisa dos geoglifos, disse que testes de radiocarbono indicam que elas foram construídas de 1.000 a 2.000 anos atrás, e podem ter sido reconstruídas várias vezes durante esse período.

Inicialmente, disse Schaan, os pesquisadores consideraram a ideia destas trincheiras serem utilizadas para a defesa contra ataques devido a sua profundidade de quase 7 metros. Mas a falta de provas de que houvesse acorrido algum tipo de assentamento humano dentro e ao redor das trincheiras fizeram com que essa teoria fosse descartada.

Os pesquisadores agora acreditam que os geoglifos podem ter tido uma importância cerimonial, similar, talvez, as catedrais medievais da Europa. Este papel espiritual, disse William Balée, um antropólogo da Universidade de Tulane, pode ter envolvido a “geometria e gigantismo”.

Ainda assim, os geoglifos, que fazem parte da cultura andina e amazônica, permanecem um enigma.

Eles estão longe de assentamentos pré-colombianos descobertos em outras partes da Amazônia. Há também grandes dúvidas sobre os povos indígenas que habitaram esta parte da Amazônia na época, já que milhares foram escravizados, mortos ou expulsos de suas terras durante a era da exploração da borracha, que começou no final do século 19.

Para os pesquisadores e cientistas brasileiros, disse Schaan, as trincheiras são “uma das descobertas mais importantes do nosso tempo.” Mas o repovoamento desta parte da Amazônia ameaça a sobrevivência dos geoglifos, após de terem permanecido escondidos durante séculos.

Florestas ainda cobrem a maior parte do Acre, mas nas áreas desmatadas onde os geoglifos se encontram, já foram construídas algumas estradas de terras. Pessoas vivem em barracos de madeira dentro de outros. Postes de eletricidade agora fazem parte da paisagem dos geoglifos. Alguns fazendeiros usam suas trincheiras como buracos para que seu gado possa beber água.

“É uma vergonha que nosso patrimônio seja tratado dessa maneira”, disse Tiago Juruá, o autor de um novo livro sobre como proteger os sítios arqueológicos, incluindo os geoglifos.

Juruá, um biólogo, assim como outros pesquisadores, diz que os geoglifos encontrados até agora são, provavelmente, apenas uma amostra do que as florestas do Acre ainda guardam sob sua copa. Afinal, segundo eles, existe hoje o menor número de pessoas habitando a região da Amazônia, menos até do que antes da chegada dos europeus há cinco séculos.

“Esta é uma nova fronteira para os exploradores e para a ciência”, disse Juruá. “O desafio agora é fazer mais descobertas nas florestas que ainda estão de pé, com a esperança de que elas não irão em breve ser destruídas.”

Fonte: NYT/Último Segundo

(Túmulo de cantora do deus Amon-Rá é descoberto no Egito)

Achado comprova que no vale dos Reis há também sepulturas de personalidades da época, além dos sarcófagos dos faraós

Uma equipe de arqueólogos suíços descobriu o túmulo de uma cantora do deus Amon-Rá, da 22ª dinastia (712-945 a.C.), no vale dos Reis na cidade de Luxor, a 600 quilômetros do Cairo.

O Ministério de Estado para as Antiguidades do Egito anunciou neste domingo que os arqueólogos encontraram o sarcófago durante os trabalhos de limpeza de um corredor que leva ao túmulo de um faraó Tutmósis III (1490-1436 a.C.).

Nesse corredor, os especialistas encontram um poço que dá acesso a uma sala de sepultamento, onde a equipe suíça achou o sarcófago da cantora, conforme comunicado divulgado pelo Ministério.

Túmulo de cantora de Amon-Rá foi descoberto a 600 quilômetros do Cairo, no Egito

O túmulo, de madeira e pintado de preto, tem escrituras em hieróglifo, que incluem o nome da artista “Ni Hems Bastet”.

Os arqueólogos acharam ainda perto do túmulo do faraó um muro onde o nome da cantora também aparece inscrito.

A importância dessa descoberta, de acordo com as autoridades egípcias, é provar que no vale dos Reis, na margem ocidental do Nilo, que há sepulturas de outras personalidades da época da 22ª dinastia, além dos faraós.

Fonte: Último Segundo/EFE – foto AFP.

(Palácio maia de 2 mil anos é descoberto no México)

Essa notícia não dava pra deixar passar em branco!

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Até agora, evidências mais antigas eram de 250 d.C., embora tenham sido encontrados restos cerâmicos de pelo menos um século antes

Um grupo de especialistas descobriu um palácio maia com cerca de 2 mil anos de antiguidade no sítio arqueológico Plan de Ayutla, em Chiapas, no México.

“A descoberta constitui a primeira evidência arquitetônica de uma ocupação tão avançada entre as antigas cidades maias da bacia do Alto Usumacinta (no município de Ocosingo)”, diz a nota do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH).

A instituição destacou o palácio maia descoberto no sítio arqueológico da selva Lacandona deve ser aberto ao público no próximo ano.

Palácio maia de 2 mil anos deve ser aberto ao público no próximo ano

Palácio maia de 2 mil anos deve ser aberto ao público no próximo ano

 

O diretor do projeto, Luis Alberto Martos, explicou que esta nova descoberta foi localizada em um pátio fundo situado na Acrópole norte do sítio arqueológico, que representa a primeira evidência de uma ocupação avançada entre 50 a.C. e 50 d.C., entre as antigas cidades maias no Alto Usumacinta.

Martos acrescentou que, até agora, as evidências mais antigas eram do ano 250 d.C., embora existissem restos cerâmicos de pelo menos um século antes.

Segundo ele, o palácio descoberto está conformado “por quartos com muros de quase um metro de largura, cujas esquinas são arredondadas, um traço precoce da arquitetura maia”.

Fonte: IG/ EFE

(Estátuas maias de 1,3 mil anos são encontradas no México)

Arqueólogos no México descobriram estátuas de 1,3 mil anos que aparentemente representam guerreiros maias da cidade de Copán. As esculturas foram encontradas no sítio arqueológico da cidade maia de Toniná (sul do México) – que, na época, estaria em guerra com Copán, que fica no atual território de Honduras.

As estátuas aparentemente reproduzem guerreiro capturados, com as mãos atadas às costas, em posição de humilhação, pouco antes de serem decapitados.

Os longos cabelos seriam usados para segurar-lhes a cabeça durante a execução. Arqueólogos acreditam que os homens reproduzidos nas esculturas foram enviados de Copán para Tonina numa missão, mas acabaram presos e provavelmente mortos.

Fotos:

Fonte: BBC Brasil/EFE

(Basílica em Israel pode abrigar túmulo do profeta Zacarias)

Descoberta igreja da época bizantina em Hirbet Madras, região que abrigou uma importante comunidade judaica na época romana

Arqueólogos israelenses apresentaram nesta quarta-feira (2) as ruínas de uma basílica da época bizantina descoberta recentemente, em um local onde poderia estar o túmulo do profeta bíblico Zacarias.

A igreja, com mosaicos do piso bem conservados, foi descoberta em Hirbet Madras, local onde existia uma comunidade judaica na era romana, no centro do país, informou em um comunicado o departamento israelense de Antiguidades. As escavações começaram após a prisão de um grupo de saqueadores que exploravam o local.

A nave da basílica tinha oito pilares de mármore. Os mosaicos estão decorados com motivos florais, de animais, em especial pássaros, e geométricos. Serão recobertos nos próximos dias para sua preservação.

Sob o edifício há uma segunda camada de mosaicos deste período, e mais abaixo uma rede de grutas onde poderia estar o túmulo de Zacarias.

Igreja descoberta durante a busca de ladrões pode conter o túmulo do profeta bíblico Zacarias
Igreja descoberta durante a busca de ladrões pode conter o túmulo do profeta bíblico Zacarias

“Investigadores que visitaram o local consideram que seja o local de residência e do túmulo de Zacarias”, segundo um comunicado da Autoridade de Antiguidades, que considera que esta hipótese ainda deva ser verificada.

O sítio de Hirbet Madras – conhecido desde o fim do século XIX – abrigou uma importante comunidade judaica na época da revolta de Bar Kokhba, chefe do último levante judeu contra o império romano em 135 d.C., segundo arqueólogos israelenses.

As escavações tornaram possível exumar um “complexo subterrâneo” e os restos de edifícios desta época, salas e instalações para a água, assim como grutas e túneis onde os rebeldes judeus teriam se escondido, informou o comunicado da Autoridade de Antiguidades.

Os arqueólogos encontraram no local moedas judaicas, lâmpadas e cerâmica dos primeiros séculos depois de Cristo.

Conhecido por seu livro, Zacarias – que não deve ser confundido com Zacarias, pai de São João Batista – é o número 11 dos 12 profetas menores da Bíblia e teria vivido antes de Cristo.

Mais imagens:

FONTE: AFP/Último Segundo

(Homem já navegava há 130 mil anos, dizem arqueólogos)

Indícios encontrados na ilha de Creta revelam que homem cruzou o mar Mediterrâneo milhares de anos antes do que se acreditava

Arqueólogos gregos e americanos descobriram na ilha grega de Creta indícios de que o homem já cruzava os mares há 130 mil anos, muito antes do estimado até agora, informou nesta segunda-feira o Ministério de Cultura da Grécia.

Os cientistas encontraram perto das localidades de Plakias e Preveli, no sudeste da ilha, ferramentas da Idade de Pedra.

Trata-se de machados no estilo Acheulean, relacionado ao Homo heidelbergensis e ao Homo erectus, dois “antepassados” do atual ser humano.

Estas ferramentas têm, pelo menos, 130 mil anos, mas também poderiam chegar aos 700 mil anos, garante o Ministério grego em comunicado.

Na imagem, ferramentas paleolíticas indicam de que o homem navegava há 130 mil ano

Na imagem, ferramentas paleolíticas indicam de que o homem navegava há 130 mil anos

Apesar da contínua pesquisa da pré-história em Creta, berço da civilização minoica, até pouco tempo não havia nem sequer provas de que tinha sido habitada antes do período neolítico (7000-3000 a.C.).

Segundo o Ministério, as descobertas são “o indício mais antigo da navegação marítima“.

“Os resultados não só demonstram a existência de viagens por mar no Mediterrâneo milhares de anos antes do que sabíamos até hoje, mas também alteram a avaliação das habilidades do homem“, acrescenta o Ministério.

Fonte: EFE/Último Segundo

(Arqueólogos encontram pedras sagradas dos incas no Peru)

Arqueólogos da Universidade Nacional de Huamanga, no Peru, do Museu Britânico e das Universidades de Reading e de Londres, na Grã-Bretanha. encontraram um conjunto de pedras incas que, segundo eles, podem revelar à humanidade o segredo do poderio da civilização que dominou parte da América do Sul entre os séculos 15 e 16.

Fazendo escavações no topo de uma montanha onde os incas realizavam rituais sagrados, os especialistas encontraram as três pedras ancestrais, objetos sagrados que, na crença inca, representavam a conexão entre o mundo dos ancestrais e o Sol.

Nenhum exemplar das pedras – descritas por cronistas espanhóis que chegaram à América no período das grandes navegações e vistas em desenhos feitos no período – havia sido encontrado antes. Elas têm 35 cm de altura e formato cônico, pesam vários quilos e precisam ser carregadas com ambas as mãos.

Acreditamos que essas pedras, e as plataformas onde foram encontradas, guardam o segredo do poderio inca“, disse o especialista do Museu Britânico Colin McEwan à BBC Brasil.

Arqueólogos encontram um conjunto de pedras incas que podem revelar o poder da civilização

Arqueólogos encontram um conjunto de pedras incas que podem revelar o poder da civilização

Relatos Históricos

Os cientistas trabalhavam há duas semanas a altitudes de entre 3,6 mil metros e 5 mil metros quando as pedras foram localizadas. “Estou falando de arqueologia radical, era difícil trabalhar e até mesmo respirar lá em cima”, disse McEwan.

Os incas acreditavam que seus ancestrais, os fundadores da civilização, haviam sido convertidos permanentemente em pedras. Após a chegada dos colonizadores espanhóis, cronistas descreveram, em seus relatos históricos, importantes eventos públicos na praça central da capital do Império Inca, Cuzco.

Nessas ocasiões, o rei inca ficava sentado em uma plataforma elevada, de onde observava as celebrações. Oferendas líquidas de chicha (uma bebida fermentada feita com milho) eram feitas por meio de uma abertura vertical feita na plataforma.

Quando o rei não estava presente, uma pedra sagrada era colocada no assento onde ele deveria estar sentado para representar o poder da dinastia inca.

Deuses da Montanha

“A capital inca, situada entre altitudes de 2,5 mil e 3,6 mil metros, era bastante alta”, disse McEwan. “Mas a expansão do império inca implicou na conquista de altitudes ainda maiores, onde viviam as lhamas e alpacas, entre 3,6 mil metros e 5 mil metros”.

Fonte de alimento e de lã para tecelagem, além de importante meio de transporte, grandes rebanhos de lhamas e alpacas eram vitais para a sobrevivência do império.

McEwan e a equipe de arqueólogos acreditam que isso explica a presença, nos cumes de várias montanhas, de cerca de 40 plataformas cerimoniais, símbolos do controle inca sobre esses territórios.

Com a ajuda do arqueólogo peruano Cirilo Vivanco Pomacanchari, da Universidade Nacional de Huamanga, que vem progressivamente localizando e mapeando as plataformas em locais remotos, a equipe chegou ao local onde as relíquias foram encontradas.

Segundo McEwan, eles não tinham qualquer ideia do que poderiam encontrar. “Esses locais eram tão sagrados que os incas não queriam deixar qualquer traço visível da presença humana neles“, disse McEwan. “Ao escavar o chão da plataforma, encontramos amostras de solo trazidas de diferentes regiões, cuidadosamente dispostas, completou.

Mais ao fundo, cerca de 2,5 metros abaixo da superfície, a equipe encontrou uma cavidade que havia sido escavada na rocha sólida.

Quando escavamos, descobrimos três dessas pedras, cuidadosamente colocadas com as pontas juntas, como um tripé, apontando para baixo, indicando a conexão com o mundo dos ancestrais“.

Poder Benevolente?

Questionando teorias segundo as quais os incas seriam “socialistas”, McEwan disse que seu império foi construído com astúcia e violência. “Quando negociavam com um líder local, os incas lhe ofereciam a opção de governar localmente, mas ele era obrigado a pagar impostos”.

Se a oferta não era aceita, o poderio inca dizimava a população masculina e transferia os sobreviventes para outros locais, cortando seus vínculos com a terra e meios de subsistência.

As plataformas e as pedras ancestrais, parte do arsenal ideológico inca, eram um instrumento-chave de controle imperial. “Sabíamos que os incas deveriam ter razões importantes para colocar essas plataformas nesses locais, próximos dos cumes sagrados e permitindo uma visão ampla de todo o horizonte à volta”. “Nós acreditamos que eles obrigavam a população local a trazer (as amostras de) solo e as colocavam nas plataformas como símbolos do domínio inca”.

Os especialistas calculam que essas plataformas teriam sido construídas por volta de 1.400, durante a conquista daqueles territórios pelos incas, antes da chegada dos espanhóis.

Na crença inca, picos de montanhas cobertos de neve, de onde vem a água que sustenta a vida nos vales, eram sagrados.

As pedras seriam oferendas para o cume sagrado, conectando os ancestrais incas ao Sol. “Você dá seu mais precioso objeto aos deuses da montanha, esperando em retorno a fertilidade da terra e os benefícios trazidos pelos animais que a habitam”.

Corpos de crianças mumificados, encontrados anteriormente nas montanhas, indicam também a prática de sacrifícios humanos.

Nova Etapa

Segundo McEwan, o próximo passo é fazer uma análise das amostras de solo encontradas nas plataformas.

Com a ajuda de satélites, a equipe está tentando entender também a lógica por trás da localização específica de cada uma delas. Ele diz que não há plataformas em todos os cumes altos e acredita que a escolha dos locais não era aleatória.

Finalmente, McEwan diz que a equipe procura a resposta para a dúvida de como os incas conseguiram ganhar o impulso que lhes deu controle sobre um território tão imenso. A resposta estaria guardada nas plataformas e pedras ancestrais. “Elas estão no coração do grande projeto inca”, concluiu Colin McEwan.

Fonte: BBC Brasil/Terra

(Escavações em Israel revelam palácio construído no século VIII a.C.)

Arqueólogos acreditam que palácio tenha servido de centro administrativo para representantes dos diferentes impérios da época

Um palácio que estava rodeado de jardins, cujos segredos ainda não foram desvelados, foi construído há séculos em uma colina nos arredores de Jerusalém e servia de atalaia para vigiar a cidade santa. Há cinco anos, arqueólogos e historiadores de Israel e Alemanha tentam descobrir os mistérios que rodeiam as ruínas do palácio, que foi construído no final do século VIII a.C. na região conhecida hoje como Ramat Rahel, entre as cidades de Jerusalém e Belém.

O complexo era visível desde as duas principais vias que levavam à cidade de Jerusalém e, provavelmente, floresceu na época dos assírios, até ser esquecido e abandonado. No local, é possível se observar os restos das trincheiras construídas durante a guerra de 1948 entre judeus e árabes.

Trata-se de um palácio do período dos reis da Judéia. É único. Não há nenhum deste tamanho e beleza em todo Israel. Nem mesmo em Jerusalém encontramos restos de palácios daquela época“, destacou à Agência Efe o arqueólogo responsável pelas escavações Yuval Gadot.

ramat-rahel

A área abriga os restos de “um grande complexo que incluía um palácio de arquitetura grandiosa, com um jardim interior, um pátio e um jardim que o rodeava todo”, afirmou o arqueólogo. A escavação, codirigida pelos professores Oded Lipschits da Universidade de Tel Aviv, e Manfred Oeming da Universidade de Heidelberg (Alemanha), “joga luz sobre uma época histórica que está muito distante e nos dá mais informação sobre aquele tempo”, ressaltou Gadot.

A descoberta mais surpreendente são os jardins, já que nunca se havia encontrado em Israel vestígios de parques dessa época, ao contrário da região da Mesopotâmia, no atual Iraque, e da Europa, onde muitas áreas verdes foram descobertas. “Os jardins rodeavam o palácio com o objetivo de chamar a atenção de qualquer ponto em Jerusalém. Foram usadas sofisticadas e poderosas instalações de água, túneis esculpidos em pedra e recobertos interiormente e por fora. Tudo para criar uma paisagem artificial, um paraíso nas montanhas desertas de Jerusalém”, disse Gadot.

Segundo Gadot, os jardins contradiziam com a realidade da época: “É como se alguém dissesse ‘não tenho água, portanto vou usá-la exageradamente para ressaltar meu poder. Não há vegetação, portanto vou colocar plantas por todas as partes, um jardim que todo mundo possa admirar de longe. Criarei um lugar para deuses, transformarei uma montanha em uma planície repleta de jardins’”.

A teoria mais plausível para os arqueólogos é que o palácio tenha servido de centro administrativo para os representantes dos diferentes impérios da época, enviados pelos imperadores sírios, babilônios e persas que controlaram a Judéia e usaram este lugar para recolher impostos. “O poder que vemos aqui é maior que o que tinham os reis da Judéia, é um poder imperial“, afirma o arqueólogo.

Uma análise da terra revela que os jardins foram vistos pela última vez no início do período helenístico. Nos cinco anos de pesquisas, os arqueólogos ainda não conseguiram compreender totalmente os complexos sistemas de distribuição de água que alimentavam o jardim e que, segundo Gadot, foram projetados “não só para recolher a pouca água da chuva e levá-la de um lugar para o outro, mas com objetivo estético”.

A escavação revela complexas estruturas com túneis que parecem não levar a lugar algum, cuja função ainda está por decifrar. Após servir de centro administrativo no período helenístico, o palácio foi abandonado e desapareceu, Em seu lugar, nasceu uma vila romana em meados do século II d.C..

Fonte: EFE/Último Segundo

(Descoberta inscrição sobre faraó egípcio na Arábia Saudita)

Texto mencionando Ramsés III é o primeiro registro de hieróglifos já encontrado em território saudita

A Arábia Saudita encontrou sua primeira inscrição hieroglífica mencionando um faraó egípcio, datando de mais de 3.000 anos.

O texto está numa rocha perto da cidade de Tabuk, informa a mídia estatal saudita.

As inscrições, que contêm o nome do faraó Ramsés III, datam do século 12 a.C. e são os primeiros hieróglifos já encontrados em território saudita. Ramsés III governou o Egito de 1.192 a.C. a 1.160 a.C.

A descoberta foi feita em julho, no oásis de Tayma, que se localiza no que foi, segundo arqueólogos, uma importante rota entre a costa da Arábia e o Vale do Nilo.

A Arábia Saudita vem promovendo esforços para intensificar as descobertas arqueológicas no país.

Sarcófago de Ramsés III, atualmente no Museu do Louvre, em Paris

Sarcófago de Ramsés III, atualmente no Museu do Louvre, em Paris

Fonte: Estadão/Reuters