Escrevo esse post para inaugurar uma nova seção no Inconsciente Coletivo chamada Amrita.

Amrita é uma palavra sânscrita que significa Imortalidade – “sem morte”. Na mitologia hindu, é conhecida como o “Néctar dos Deuses”, ou a bebida dos deuses, que dá a eles a imortalidade. É a água da vida. Está relacionada etimologicamente com a Ambrosia dos gregos. Possui outras significações em outras tradições, mas no contexto que intenciono aqui, o significado pretendido está relacionado com tudo aquilo que “mata a sede” espiritual, que coloca o ser em meditação, que proporciona uma reflexão que transcenda o “eu ordinário”.

Enfim, serão somente pequenas histórias, anedotas, mensagens, poemas ou pensamentos, de fontes variadas, que serão publicados aqui dentro da categoria Amrita. Todos os textos fazem parte de minha “coleção” particular, tendo sido coletados através de minhas leituras e algumas andanças virtuais (quem quiser, também pode contribuir com mensagens, bastando me enviar por email). Em alguns poderão aparecer alguns pequenos comentários meus, mas a intenção aqui é que a essência dos textos e mensagens surja por si mesma, brote interiormente, mediante a  meditação e reflexão própria do leitor.

Tendo em mente que o ser converte-se naquilo que consome, a mensagem que inaugura esta nova seção, é uma das anedotas sufi que mais gosto:

“Um homem veio até al-Hillaj Mansoor e fez a pergunta: ‘O que é libertação?

Ele estava sentado numa mesquita com belas colunas por toda a parte. Ao ouvir a pergunta, Al-Hillaj Mansoor dirigiu-se imediatamente a uma daquelas colunas e, segurando-a com ambas as mãos, começou a gritar: – ‘Ajude-me!’

O homem não compreendia o que estava acontecendo. Ele apenas tinha perguntando sobre libertação e o outro parecia louco. Mansoor, segurando a coluna, pedia ao homem: ‘Por favor, ajude-me. A coluna está me segurando e não me solta. Liberte-me.’

E o homem respondeu: ‘Você está louco; você está segurando a coluna e não ela segurando você.’

Mansoor disse: ‘Eu respondi; agora saia deste lugar. Ninguém o está amarrando.'”