“Uma nova verdade científica não triunfa porque convenceu seus oponentes e os fez ver a luz, mas sim porque seus oponentes eventualmente morrem, e uma nova geração cresce que é familiar a ela.”

Max Planck (Físico alemão, Pai da Teoria Quântica)

“Todas as grandes verdades passam por três estágios. Primeiro, são ridicularizadas. Segundo, são violentamente negadas. Terceiro, são aceitas como sendo auto-evidentes.”

Arthur Schopenhauer (Filósofo alemão)

“Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário.”

Albert Einstein (Físico alemão)

Duvidar de tudo ou crer em tudo: são duas soluções igualmente cômodas, que nos dispensam ambas de refletir.”

Henry Poincaré (Matemático, Físico e Filósofo de Ciência francês)

“Todos os maiores e mais importantes problemas da vida são fundamentalmente insolúveis… eles nunca podem ser solucionados, somente superados. Esta ‘superação’ provou em investigações posteriores que requer um novo nível de consciência. Algum tipo de interesse maior ou mais amplo apareceu no horizonte da pessoa, e por esse ampliamento da perspectiva por parte do indivíduo o problema insolúvel perde sua urgência. Ele não foi solucionado logicamente em seus próprios termos, mas desvaneceu quando confrontado com um mais forte e novo anseio da vida.”

Carl Gustav Jung (Psiquiatra suíço, pai da Psicologia Profunda)

“Dois monges discutiam a respeito da bandeira do templo, que tremulava ao vento. Um deles disse: ‘- A bandeira se move.’ O outro disse: ‘- O vento se move.’ Trocaram ideias e não conseguiam chegar a um acordo. Hui-neng, o sexto patriarca, disse: ‘- Não é a bandeira que se move. Não é o vento que se move. É a mente dos senhores que se move.’ Os dois monges ficaram embasbacados.”

(Koan Zen-Budista)

“(…) Os sábios orientais não estão, pois, interessados em explicar as coisas, mas sim, em obter uma experiência direta e não-intelectual da unidade de todas as coisas. Foi essa a atitude de Buda, que respondeu a todas as indagações acerca do significado da vida, da origem do mundo ou da natureza do nirvana com um ‘nobre silêncio’. As respostas despropositadas dos mestres Zen, quando solicitados a explicar alguma coisa, parecem ter o mesmo propósito: levar o discípulo a perceber que tudo é conseqüência de tudo o mais, que ‘explicar’ a natureza significa apenas demonstrar sua unidade; que, em última instância, nada existe para se explicar.”

Fritjof Capra (Físico Teórico austríaco)

Em 2007, o físico nuclear indiano Amit Goswami foi entrevistado no excelente programa Roda Viva, da TV Cultura. Ele é mais conhecido por sua participação no filme/documentário “Quem somos Nós?” Amit defende a conciliação entre Ciência e Espiritualidade, e segundo ele, “Deus ainda será objeto de estudo da ciência, não mais da religião”. Alguns de seus livros já traduzidos para o português:

Deus Não Está Morto – Evidencias científicas da existência divina (Editora Aleph)

O Universo Autoconsciente – Como a consciência cria o mundo material (Editora Aleph)

A Física da Alma – A explicação científica para a reencarnação, a imortalidade e experiências de quase morte (Editora Aleph)

Criatividade Quântica (Editora Aleph)

O Médico Quântico (Editora Cultrix)

A Janela Visionária (Editora Cultrix)

Evolução Criativa das Espécies (Editora Aleph)

Pois bem! Navegando na web encontrei a entrevista completa que Amit concedeu ao programa Roda Viva, que está abaixo. (O vídeo tem 1h14min de duração) Resolvi postá-la aqui no Inconsciente Coletivo, pois foi realmente muito interessante, e serve como introdução para quem gostaria de entender melhor não só as ideias de Amit Goswami, mas também o que seria uma ciência “espiritualizada”.

Mas antes de partir para a entrevista, gostaria de comentar alguns pontos… Primeiro, apesar de alguns dos convidados terem feito excelentes perguntas e colocações ao Dr. Goswami, outros simplesmente foram vergonhosos. Com especial atenção a dois: Mônica Teixeira (jornalista -UNICAMP) e Osvaldo Pessoa Jr. (professor de Filosofia da USP). Sinceramente? Antes de ir se aventurar a fazer perguntas a alguém, a pessoa deveria pesquisar um pouco, ler um pouco, enfim, se interessar mais pelo trabalho do entrevistado, e pelas ideias que ele defende… Os dois supracitados demonstraram não só ignorância com relação às áreas de pesquisa defendidas pelo dr. Goswami, como também pareciam estar de espírito armado. (repare na entrevista que a jornalista mantém os braços cruzados durante boa parte do tempo… para quem está familiarizado com linguagem corporal isso basicamente significa “não permitir, bloquear, as informações/situações/pessoas ao seu redor”…)

Outro detalhe que surgiu muito no programa, é o fato do filme “Quem somos nós?” ter feito sucesso e consequentemente ter dado dinheiro. Bem… se um livro/filme vende bem, automaticamente devemos concluir que o seu conteúdo é mentiroso ou seus idealizadores só visavam o lucro? Então o que dizer dos livros que acabaram sendo best-sellers de Stephen Hawking ? Ou os de Richard Dawkins (que geraram polêmicas pela teoria do “gene egoísta”)? Entre tantos outros? Ah não… peraí.  A questão não é só o dinheiro né? O grande problema é do que se trata o filme “Quem somos nós?”. O problema é a teoria que Amit Goswami defende. O grande problema é o fato de o que ele diz ser entendido como “místico” demais para ser considerado ciência verdadeira. Aí está o problema. Não é todo mundo que possui uma mente aberta o suficiente para compreender as sutilezas da realidade… A sorte é que Amit demonstrou ser educado, simpático e humilde o suficiente para superar as insinuações e perguntas ignorantes, e explicar objetivamente porque “Deus” e “Ciência” podem muito bem ser conciliados.

Achei interessante também uma pergunta, de outro jornalista, a respeito das constantes citações de Albert Einstein presentes não só na obra de Goswami, mas também nas de outros defensores de um novo paradigma quântico para explicar a vida e o universo. Basicamente a insinuação foi a de que Einstein morreu negando a mecânica quântica, portanto, é um tanto paradoxal ele ser tão citado em obras que defendem essa mesma mecânica… Bem, é paradoxal para quem não entendeu as citações. As citações de Einstein que normalmente são utilizadas não são as que negam a realidade quântica, mas sim as que mostram que o físico tinha uma noção/visão um tanto “mística” do universo, e da vida. Talvez se Einstein tivesse vivido mais, ele teria acabado por aceitar a nova física. Mas estranho mesmo seria se ele tivesse aceitado logo de cara. Imagina. Por mais brilhante e genial que uma pessoa é, é difícil admitir que estava equivocado… Por menor que seja o equívoco. Einstein podia ser genial, mas continuava sendo humano. Enfim. O fato de ele ter negado a mecânica quântica não o tornou menos inteligente aos olhos da ciência e do mundo, nem o fato de ele acreditar em Deus… E é esse outro lado de Einstein que interessa aos proponentes da nova ciência…

Aí entra a ideia de Deus… o Deus como é defendido pelos teóricos dessa nova ciência não é o Deus popular, como acreditado, venerado e temido pelas massas. É o Deus como entendido pelos verdadeiros místicos. Pelos filósofos esotéricos. Pelos sábios orientais. O Deus sem religião. O Deus que não pode ser explicado, pois transcende tudo e toda categoria de conceitos ou palavras. Aquele que é transcendente e imanente. A inteligência cósmica.

Amit fala também um pouco sobre o sucesso do filme “O Segredo”, cura quântica, morte, imortalidade, reencarnação, mediunidade, alma e tudo aquilo que realmente interessa os seres humanos no dia-a-dia. E que por isso vende mais do que outros assuntos considerados mais “científicos”.

Vamos à entrevista:

http://video.google.com/videoplay?docid=-8523224814213525431

A transcrição da entrevista também pode ser lida aqui.