Uma história muito estranha, e também um tanto mal contada. Dá-se a entender que o “fenômeno” começou a pouco tempo, mas não se entra em maiores detalhes. O fato de Calvino ser um adolescente de 15 anos é bastante significativo. Abaixo coloquei o vídeo de uma reportagem, em inglês, em que o rapaz e a mãe comentam o caso. No vídeo a mãe conta o desespero ao ver o sangue nos olhos do filho pela primeira vez, e que ligou para o 911. Calvino explica que achava que estava “possuído”,  e que muitos de seus amigos dizem a mesma coisa.

Acho que as especulações deste caso podem ser desde a fraude (lembram daquela menina que chorava “vidro”? era o pai quem colocava os caquinhos no olho dela) à stigmata, passando, é claro, por doenças raras, tão raras que, como um médico diz no artigo abaixo, não é possível nem diagnosticá-las…

Vamos ficar de olho (com o perdão do trocadilho…rs)!  😉

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Calvino Inman

Parece uma história tirada de Cassino Royale (2006), o filme de James Bond onde o vilão chora lágrimas de sangue, mas para um jovem do Estado do Tennessee, nos Estados Unidos, é uma rara condição médica que lhe causa tormentos.

O caso de Calvino Inman, de 15 anos, se espalhou por toda a Internet através de um site de vídeos e foi tema de cobertura em diversos canais de televisão americanos.

“Quase todos meus amigos disseram que estou possuído. Já me acostumei, mas ao princípio isso feria meus sentimentos”, disse Calvino em entrevista a um canal da cadeia ABC no Tennessee.

O jovem, da localidade de Rockwood, assegura que as lágrimas brotam sem querer, em algumas ocasiões três vezes ao dia, e que às vezes “também ardem”.

Sua mãe, Tammy Mynatt, se manifesta aflita pela condição de seu filho, que foi submetido a vários tipos de exames médicos sem nenhum resultado anormal e sem que os especialistas possam explicar a origem de essa rara doença, cuja frequência é de um em um milhão.

O oftalmologista Rex Hamilton disse à rede ABC que Calvino poderia estar padecendo de haemolacria, uma estranha condição na qual os olhos produzem lágrimas misturadas com sangue.

“Mas isso só descreve a produção de lágrimas de sangue, não explica sua causa…é uma condição que se dá em um a cada um milhão”, assinalou o especialista.

Sem diagnóstico nem tratamentos, Mynatt recorreu aos meios de comunicação com a esperança que alguém possa ajudar o menino.

Fonte: Terra/EFE