Uma pequena e profunda anedota budista:

Um monge budista caminhava pelas ruas de uma grande cidade, tendo ao seu lado um discípulo. Ambos avistaram um homem caído ao chão. O monge manteve o rosto impassível e seguiu seu caminho. O discípulo olhou para o mestre, olhou para o homem caído e esboçou um gesto em direção ao chão, com a intenção de ajudar o homem a se levantar.

O mestre impediu e indicou-lhe para continuar sua caminhada. Caminharam em silêncio, cada qual absorto em seus próprios pensamentos. O discípulo não compreendia a atitude de seu mestre, que sempre lhe ensinou a buscar a felicidade do próximo, a ter sentimentos de fraternidade… Como entender isto agora?

Depois de caminharem algum tempo, o mestre disse: você está buscando entender o que aconteceu, vou lhe ensinar o seguinte: quando você encontrar um semelhante caído, fazendo algum esforço para se levantar, mesmo que seja movendo apenas o dedo mindinho, ajude-o, mesmo que corra o risco de quebrar a espinha, vale a pena. Se você encontra alguém caído, observe-o: se não faz nem um gesto mínimo para se erguer, deixe-o e siga seu caminho,  pois certamente você quebrará sua espinha…