Lagartas: onde uma vai, as outras vão sempre atrás...

Lagartas: onde uma vai, as outras vão sempre atrás...

Sou participante da newsletter do Bob Proctor (aquele professor de O Segredo), e vez ou outra surge um texto muito interessante lá. O de hoje, traduzido por mim, é de autoria de um dos grandes gurus da ciência do sucesso, Earl Nightingale. O texto fala sobre a mania de ser Maria-vai-com-as-outras que as pessoas insistem em manter, do grande equívoco que se comete quando se pensa que, seguindo o outro, fazendo o que os outros fazem ou dizem ser o bom, é que se vai ser feliz ou bem-sucedido. É como o James Ray diz:

Quando você faz o que os outros fazem, você obtém os mesmo resultados que eles obtêm…

E normalmente esses resultados são ruins… pode observar…

Mas vamos ao Earl:

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Não siga o Seguidor

Lagartas processionais viajam em longas e ondulantes linhas, uma criatura atrás da outra. Jean Hanri Fabre, entomologista francês, certa vez liderou um grupo dessas lagartas até a margem de um vaso de flores, onde então a lagarta líder da procissão encontrou-se com o nariz já na cauda da última largarta da fila, formando um círculo sem um fim ou começo.

Por causa de uma simples força de hábito, e, é claro, instinto, o anel de lagartas circulou o vaso por sete dias e sete noites, até que morreram de exaustão e fome. Um grande suprimento de comida estava próximo a elas e perfeitamente visível, mas estava fora do alcance do círculo, por isso as lagartas continuaram em seu caminho batido.

As pessoas normalmente se comportam de maneira similar. Padrões de hábitos e modos de pensamento se tornam profundamente estabelecidos, e parece ser mais fácil e confortável segui-los do que lidar com a mudança, mesmo quando essa mudança representa liberdade, conquista e sucesso.

Se alguém grita “Fogo!” é automático seguir cegamente a multidão, e inúmeras pessoas já morreram desnecessariamente por causa disso. Quantas param para se perguntar: esta é realmente a melhor saída para sair daqui?

Tantas pessoas “perdem o barco” por que é mais fácil e confortável seguir – seguir sem questionar a qualificação das pessoas que estão na frente – do que pensar e checar as coisas de maneira independente.

Algo que é difícil para a maioria das pessoas entenderem completamente é como que é possível que pessoas em tão grandes números possam estar tão erradas, como as lagartas circulando e circulando a margem do vaso, com vida e comida a apenas alguns passos de distância. Se a maioria da pessoas vive desse jeito, deve estar certo, pensam. Mas um pouco de observação irá revelar que por toda a história documentada a maioria da humanidade tem um recorde contínuo de estar errada sobre a maioria das coisas, especialmente sobre as coisas importantes. Por um tempo pensamos que a terra era plana e mais tarde pensamos que o sol, as estrelas e os planetas moviam-se ao redor da Terra. Ambas as ideias hoje são consideradas ridículas, mas naquela época elas eram acreditadas e defendidas pela vasta maioria dos seus seguidores. Em uma visão retrospectiva da história nós devemos ter sido muito parecidos com as lagartas seguindo cegamente o seguidor por hábito, ao invés de sair da fila e procurar pela verdade.

É muito difícil para as pessoas chegarem ao entendimento que somente uma pequena minoria de pessoas realmente compreende como é a vida, como viver em sucesso e abundância. Sucesso nos importantes departamentos da vida raramente vem naturalmente, não mais naturalmente do que sucesso em qualquer coisa – num instrumento musical, esportes, pesca, tênis, golfe, negócios, casamento, paternidade.

Mas por alguma razão a maioria das pessoas espera passivamente que o sucesso venha até elas – como as lagartas andando em círculos, esperando por sustento, seguindo de nariz com cauda – vivendo como as outras pessoas vivem na suposição implícita, tácita de que as outras pessoas sabem como viver de maneira bem-sucedida.

É uma boa ideia sair da linha de vez em quando e olhar ao redor para ver se a trilha está indo para onde você deseja ir. Se não for, pode ser que seja hora de arranjar um novo líder e uma nova direção.

Para aqueles que já tentaram repetidamente quebrar algum hábito, somente para falhar repetidamente, Mary Pickford disse: “Cair não é fracassar, a menos que você deixe de se levantar”. A maioria das pessoas que finalmente vencem a luta contra um hábito que queriam mudar somente conseguiram após repetidos fracassos. E é assim com a maioria das coisas.

A quebra de um hábito de longo prazo parece ser o “fim da estrada” quando acontece – a completa cessação da alegria. Abandonar um hábito de maneira súbita enche nossas mentes com o desejo do antigo modo habitual que, por um tempo, parece que não irá mais haver paz alguma, nem qualquer alegria. Mas isto não é verdade. Novos hábitos se formam em um curto espaço de tempo surpreendente, e todo um novo mundo se abre a nós.

Então, se você estiver tentando começar em uma nova direção, faria bem lembrar-se do conselho de Mary Pickford: quebrar um antigo hábito não é o fim da estrada; é somente uma curva na estrada. E cair não é fracassar, a menos que você deixe de se levantar.