Os de mente aberta veem a verdade em diferentes coisas; os de mente fechada apenas veem as diferenças.

(Desconheço a autoria, tradução livre minha)

Eu sei que você acredita que entende o que acha que eu disse, mas eu não estou certo de que você compreende que o que você ouviu não é o que eu quis dizer.

(Robert McCloskey, tradução livre minha, em uma brilhante demonstração da dificuldade de se fazer entender, da maneira que se está intencionado, pelos outros… Palavras são sempre limitações.)

Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores do que o silêncio.

(Provérbio Indiano)

Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda.

(Carl Gustav Jung)

Quando curiosamente te perguntarem, buscando saber o que é aquilo, não deves afirmar ou negar nada. Pois o que quer que seja afirmado não é a verdade; E o que quer que seja negado não é verdadeiro. Como alguém poderá dizer com certeza o que aquilo pode ser, enquanto por si mesmo não tiver compreendido plenamente o que é? E, após tê-lo compreendido, que palavra deve ser enviada de uma região, onde a carruagem da palavra não encontra uma trilha por onde possa seguir? Portanto, aos questionamentos, oferece-lhes apenas o silêncio, Silêncio – e um dedo apontando o caminho.

(Siddarta Gautama)

Fazia tempo que não colocava nenhum documentário aqui no blog, então hoje resolvi postar um documentário belíssimo sobre a vida de Sidarta Gautama, o Buda, produzido pelo canal inglês BBC.

Sou suspeita para comentar o documentário, pois acredito que o Buda foi o homem mais sábio que já passou por essa Terra (pelo menos, dos que travei conhecimento! 😉 ). O enfoque dessa produção é biográfico (já que Sidarta comprovadamente existiu) e existem fontes confiáveis contando um pouco de sua vida.

Para quem não sabe, Siddarta Gautama foi um príncipe que nasceu 500 anos antes de Jesus Cristo (inclusive, muitos historiadores e especialistas acreditam que Jesus tenha conhecido o budismo, e que o cristianismo – como era praticado originalmente – seja essencialmente budista), no reino de Kapilavastu, na Índia (ou Nepal, como alguns especialistas dizem no documentário). De família nobre e rica, Siddarta tinha tudo o que queria, e teria sido rei se não tivesse abandonado sua vida luxuosa e sem problemas para buscar a sabedoria.

Antes de passar para o vídeo em si, transcrevo um trecho retirado do livro de Ken Wilber (psicólogo e pensador norte-americano, criador da Psicologia Integral e um dos fundadores da Psicologia Transpessoal), “Uma Breve História do Universo – de Buda à Freud“, em que o autor fala, com igualmente sábia profundidade, sobre os grandes sábios e iluminados. Faço minhas as palavras dele:

… Eu acho que os sábios são o ponto mais alto do impulso secreto da evolução. Acho que eles são o que há de mais elevado no caminho autotranscendente que sempre vai além do que já foi. Acho que eles englobam o verdadeiro caminho do Kosmos em direção à profundidade maior e à consciência em expansão. Acho que eles estão na extremidade de um raio de luz correndo para um encontro com Deus.

E acho que eles apontam para a mesma profundidade em você, em mim, em todos nós. Eles estão conectados ao Todo, e o Kosmos canta através de suas vozes, e o Espírito brilha através de seus olhos. Acho que eles descortinam a face do amanhã, nos abrem para o coração do nosso destino, o qual também já está, neste momento, na atemporalidade deste exato momento. E, dentro deste impressionante reconhecimento, a voz do sábio se torna a sua voz, os olhos do sábio se tornam os seus olhos, você fala com a língua dos anjos e é iluminado com o fogo de uma percepção que nunca esmorece ou cessa, você reconhece sua verdadeira Face no espelho do próprio Kosmos: a sua identidade é, sem dúvida, o Todo, e você não é mais parte do rio, você é o rio, com o Todo se descortinando não em volta de você, mas dentro de você. As estrelas não brilham mais lá fora, mas aqui dentro. As supernovas nascem dentro do seu coração, e o sol brilha dentro de sua consciência. Você transcende tudo, logo, você abraça tudo. Aqui, não existe um Todo final, apenas um processo infinito, e você é a abertura, a clareira ou o puro Vazio, dentro do qual todo o processo se desenrola de forma interminável, milagrosa, permanente, iluminada.

Todo o jogo está incompleto, o pesadelo da evolução, e você está, exatamente, onde estava, antes do começo do espetáculo. Com o choque repentino do óbvio absoluto, você reconhece a própria Face Original, a face que você tinha antes do Big Bang, a face do absoluto vazio que sorri como toda a criação e canta como todo o Kosmos – e tudo está incompleto naquele primeiro clarão, e tudo que sobrou é o sorriso, e o reflexo da lua num lago tranquilo, às altas horas de uma noite clara e cristalina.

(Ken Wilber)

O vídeo está dividido em cinco partes:

Parte 1:

Parte 2:

Parte 3:

Parte 4:

Parte 5: