A felicidade se basta

 

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Se você está se sentindo muito feliz, dizia J. Krishnamurti, não tem que falar sobre isso.

A felicidade se basta e não precisa de palavras; não precisa nem de pensamentos.

Mas, no momento em que você começa a dizer “sou feliz”, essa inocência se perde.

Você cria uma lacuna, por menor que seja, entre si mesmo e o sentimento genuíno.

Portanto, não pense que quando fala de Deus, você está perto dele.

Suas palavras criam a lacuna que você terá que atravessar para voltar a ele e você nunca a atravessará com a sua mente.

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(Jiddu Krishnamurti, citado por Deepak Chopra em “Como Conhecer Deus”.)

(A necessidade de falar, a necessidade de convencer… mais um dos truques da mente para nos fazer acreditar que estamos na experiência, quando de fato, se realmente estivéssemos, nada precisaria estar sendo dito ou sequer pensado a respeito… Todo o nosso ser exalaria a verdade de nossa experiência, independente do que estamos fazendo ou falando – ou não fazendo e não falando – e nada que possa ser dito poderia se aproximar do que é, portanto, é dispensável, supérfluo. Nós possuímos um conceito do que é ser feliz, do que é o amor, do que é a iluminação, do que é Deus, do que é ser espiritual, entre tantos outros. E acreditamos que quando possuímos determinados “sintomas” referentes a esses conceitos artificiais e de terceira mão, nós estamos vivendo a tal experiência. E o papaguear, seja para si mesmo ou para os outros, nada mais é do que uma evidência de que você não é, você pensa que é… ou de que se você estava na experiência por um momento, já saiu ou está saindo... E quanto maior o seu papaguear, maior e mais profunda a lacuna que você cria entre o que você diz e a experiência disso de fato. Falar menos é sentir mais.)